NOVE E MEIA SEMANAS DE AMOR | CLÁSSICO DOS ANOS 80 VOLTA AOS CINEMAS NESTA QUINTA-FEIRA

NOVE E MEIA SEMANAS DE AMOR | CLÁSSICO DOS ANOS 80 VOLTA AOS CINEMAS NESTA QUINTA-FEIRA

Em comemoração aos 70 anos de Kim Basinger, clássico que marcou os anos 80 volta aos cinemas na semana dos namorados

Nesta quinta-feira, dia 06 de junho, chega novamente aos cinemas brasileiros o clássico NOVE E MEIA SEMANAS DE AMOR (Nine 1/2 Weeks), com direção de Adrian Lyne (“Lolita“, “Atração Fatal” e “Flashdance: Em Ritmo de Embalo“), com distribuição da A2 Filmes.

Depois de ficar mais de 2 anos em cartaz nos cinemas brasileiros nos anos 80, o filme volta a ser exibido na semana dos namorados nos cinemas de São PauloRio de JaneiroBrasíliaBelo HorizontePorto AlegreIndaiatubaGoianiaFlorianópolisMaceió e Curitiba.

Com roteiro baseado em livro homônimo de Elizabeth McNeill, a própria autora escolheu o seu nome para a personagem principal (estrelada por Kim Basinger) e conta a história de uma mulher que trabalha em uma galeria de arte e se envolve com um homem (estrelado por Mickey Rourke) misterioso, rico e charmoso, que ela mal conhece. Mas as complicações se desenvolvem durante suas aventuras sexuais.

Além de Mickey Rourke (“O Lutador” e “Sin City: A Cidade do Pecado“) e Kim Basinger (“Los Angeles: Cidade Proibida“, “Batman” e “Cinquenta Tons Mais Escuros“), no elenco principal temos grandes nomes como os de Christine Baranski (“Chicago“, “Mamma Mia! O Filme” e da série “A Idade Dourada“), Margaret Whitton (“Um Time Muito Louco“), David Margulies (“Ghostbusters: Os Caça-Fantasmas“), Karen Young (“Essa Estranha Atração” e “Tubarão 4: A Vingança“) e Dwight Weist (“O Nome da Rosa” e “A Era do Rádio“).

Lançado nos cinemas brasileiros originalmente em agosto 1986, o longa-metragem se tornou o filme com mais tempo em cartaz nos cinemas de São Paulo, ficando até fevereiro 1989, no Cine Belas Artes. Além disso, ganhou destaque na mídia e teve um boca a boca forte, pois ousava para a época, trazendo cenas de sexo livre e fantasias sexuais sadomasoquista, algo que não era comum naquela época nos cinemas.

Outro ponto alto do filme é sua trilha sonora com sucessos como “You Can Leave Your Hat On” (Joe Cocker), “Slave to Love” (Bryan Ferry), “I Do What I Do” (John Taylor), “Come to Life” (John Taylor/Ellias), “The Best Is Yet To Com” (Luba), “This City Never Sleeps” (Eurythmics), “Eurasian Eyes” (Corey Hart), “Cannes” (Stewart Copeland), “Let It Go” (Luba), “Love and Happiness” (Al Green), “The Strayaway Child” (Andy Narell), “Saviour” (Winston Grennan e Black Sage), “Strange Fruit” (Billie Holiday), “Ambient Music I: Music for Airports” (Brian Eno), “Bread and Butter” (The Newbeats), “Arpegiator” (Jean Michel Jarre) e “Voices” (Roger Eno).

#NoveEmeiaSemanasDeAmor
#NoveEmeiaSemanasDeAmorDevoltaNosCinemas


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NOVE E MEIA SEMANAS DE AMOR
EUA | 1986 | 117 min. | Drama – Romance | 18 anos

Título Original: Nine 1/2 Weeks
Direção: Adrian Lyne
Roteiro: Sarah Kernochan, Zalman King, Patricia Louisanna Knop
Elenco: Mickey Rourke, Kim Basinger, Margaret Whitton, David Margulies, Christine Baranski, Karen Young, William De Acutis
Distribuição: A2 Filmes

Sinopse: Elizabeth é uma jovem bela e sexy, que trabalha numa galeria de arte moderna, e se envolve com John, um homem rico e poderoso. Eles apaixonam-se de forma muito intensa e começam por praticar fantasias sexuais cada vez mais picantes, o que torna a relação cada vez mais difícil de ser controlada. Depois de conseguir arrastar Elizabeth para o Mundo da fantasia sexual, John manieta a vítima com inúmeros esquemas. A vítima (Elizabeth) sofre de dependência psicológica relativamente a John.
 

LANÇAMENTO NOS CINEMAS
06 DE JUNHO DE 2024

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Confira abaixo nossos próximos lançamentos nos cinemas:

    A2 FILMES | PRÓXIMOS LANÇAMENTOS NO CINEMAS
    20|06 – A MALDIÇÃO DE CINDERELA (Cinderella’s Curse)
    11|07 – DEEP WEB: SHOW DA MORTE (The Deep Web: Murdershow)
    22|08 – A VINGANÇA DE CINDERELA (Cinderella’s Revenge)
    12|09 – THE TOOTH FAIRY TALE (The Tooth Fairy Tale)
    26|09 – MATO OU MORRO [Nacional]

PREMIADO EM CANNES, A FLOR DO BURITI ESTREIA NOS CINEMAS EM 04 DE JULHO

PREMIADO EM CANNES, A FLOR DO BURITI ESTREIA NOS CINEMAS EM 04 DE JULHO

Novo filme de João Salaviza e Renée Nader Messora registra a resistência do povo Krahô

Exibido em mais de 100 festivais ao redor do mundo e vencedor de catorze prêmios, entre eles o prêmio coletivo para melhor elenco na mostra Un Certain Regard do Festival de Cannes, A FLOR DO BURITI, de João Salaviza e Renée Nader Messora chega aos cinemas brasileiros em 04 de julho, com distribuição da Embaúba Filmes.

Novamente com os Krahô, no norte do Tocantins, o filme traz um dos temas mais urgentes da atualidade: a luta dos Krahô pela terra e as diferentes formas de resistência implementadas pela comunidades indígenas no Brasil.

O filme nasce do desejo em pensar a relação dos Krahô com a terra, pensar em como essa relação vai sendo elaborada pela comunidade através dos tempos. As diferentes violências sofridas pelos Krahô nos últimos 100 anos também alavancaram um movimento de cuidado e reivindicação da terra como bem maior, condição primeira para que a comunidade possa viver dignamente e no exercício pleno de sua cultura”, explica a diretora.

A Flor do Buriti atravessa os últimos 80 anos dos Krahô, trazendo para a tela um massacre ocorrido em 1940, onde morreram dezenas de pessoas. Perpetrado por dois fazendeiros da região, as violências praticadas naquele momento continuam a ecoar na memória das novas gerações.

Filmar o massacre era um grande dilema. Se por um lado é uma história que deve ser contada, por outro não nos interessava produzir imagens que perpetuassem novamente uma violência. Percebemos que a única forma de filmar essa sequência era a partir da memória compartilhada, a partir de relatos, do que ainda perdura no imaginário coletivo desse pessoal que insiste em sobreviver”.

A FLOR DO BURITI foi filmado durante quinze meses em quatro aldeias diferentes, dentro da Terra Indígena Kraholândia, e assim como no filme anterior da dupla,  Chuva é Cantoria na Aldeia dos Mortos, a equipe era muito pequena e se dividia entre indígenas e não indígenas. Relatos históricos baseados em conversas e a realidade atual da comunidade serviram de base para a construção da narrativa do filme.

A gente não trabalha com o roteiro fechado. A questão da terra é a espinha dorsal do filme. Propusemos aos nossos amigos na aldeia trabalharmos a partir desse eixo, imaginar um filme que pudesse viajar pelos tempos, pela  memória, pelos mitos, mas, que, ao mesmo tempo fosse uma construção em aberto que faríamos enquanto fossemos filmando. A narrativa foi sendo construída com a Patpro, o Hyjnõ e o Ihjãc, que assinam o roteiro”, explica João.

O reconhecimento do filme em diversos festivais internacionais, mostra que o mundo está realmente de olho nas questões dos povos originários no Brasil. “A importância dos povos originários não reside apenas no conhecimento ancestral, mas também na elaboração de tecnologias totalmente sofisticadas de defesa da terra. Eles ocupam radicalmente a contemporaneidade” ressalta João Salaviza.

Além do Festival de Cannes, o filme foi premiado em importantes festivais como Munique (Cinevision Award), Lima (Prêmio Signis), Mar del Plata (Prêmio Apima Melhor filme Latino-Americano), Festival dei Popoli (Melhor Filme), Huelva (Prêmio Especial do Júri e Prêmio Melhor Filme Casa Iberoamérica), RIDM Montreal (Prêmio Especial do Júri), Biarritz, Viennale, e forumdoc.BH. 

A FLOR DO BURITI é distribuído no Brasil pela Embaúba Filmes.
Sinopse
Em 1940, duas crianças do povo indígena Krahô encontram na escuridão da floresta um boi perigosamente perto da sua aldeia. Era o prenúncio de um violento massacre, perpetrado pelos fazendeiros da região. Em 1969, durante a Ditadura Militar, o Estado Brasileiro incita muitos dos sobreviventes a integrarem uma unidade militar. Hoje, diante de velhas e novas ameaças, os Krahô seguem caminhando sobre sua terra sangrada, reinventando diariamente as infinitas formas de resistência.
Ficha Técnica
Direção: João Salaviza, Renée Nader Messora 
Roteiro: João Salaviza, Renée Nader Messora, Ilda Patpro Krahô, Francisco Hyjnõ Krahô, Henrique Ihjãc  Krahô 
Produção: Ricardo Alves Jr., Julia Alves 
Elenco: Ilda Patpro Krahô, Francisco Hyjnõ Krahô
Direção de Fotografia: Renée Nader Messora 
Direção de Arte: Ángeles Frinchaboy, Ilda Patpro Krahô 
Direção de Produção: Isabella Nader Messora 
Som Direto: Diogo Goltara 
Desenho de Som: Pablo Lamar 
Montagem: Edgar Feldman 
Gênero: drama
País: Brasil, Portugal 
Ano: 2023 
Duração: 124 min

Sobre JOÃO SALAVIZA
João Salaviza (1984) estudou Cinema na Lisbon Theatre and Film School e na Universidad del Cine em Buenos Aires. O seu primeiro curta-metragem ARENA foi premiada com a Palma de Ouro em Cannes (2009), seguindo-se o Urso de Ouro de Curtas-Metragens na Berlinale para RAFA (2012). Lançou também na Competição Oficial da Berlinale as curtas ALTAS CIDADES DE OSSADA (2017) e RUSSA (2018). O seu primeiro longa-metragem, MONTANHA, teve a sua estreia mundial no Festival de Veneza (Semana da Crítica) em 2015. Desde então, vive entre Portugal e o Brasil, junto do povo indígena Krahô.
Em 2018 estreou CHUVA É CANTORIA NA ALDEIA DOS MORTOS, correalizado com Renée Nader Messora, no Festival de Cannes, recebendo o Prémio Especial do Júri – Un Certain Regard. O filme foi lançado comercialmente em vários países, destacando-se França onde foi visto por 45.000 espectadores.
Em 2023 regressa ao Festival de Cannes – Un Certain Regard para estrear A FLOR DO BURITI (correalizado com Renée Nader Messora), filmado durante um período de quinze meses na Terra Indígena Krahô.


Sobre RENÉE NADER MESSORA
Graduada em Cinematografia pela Universidad del Cine, em Buenos Aires. Por 15 anos, trabalhou como assistente de direção em diversos projetos no Brasil, Argentina e Portugal, entre eles MONTANHA, primeiro longa-metragem de João Salaviza. Fotografou o curta-metragem POHÍ, através do qual conhece o povo Krahô. Desde então, trabalha com a comunidade, contribuindo na organização de um coletivo de jovens cinegrafistas que utilizam o cinema como ferramenta para o fortalecimento da identidade cultural e a autodeterminação da comunidade.
Em 2017 fotografou o curta-metragem RUSSA, dirigido por Ricardo Alves Junior e João Salaviza e que estreou na Competição Oficial da Berlinale 2018.
Também em 2018 estreou sua primeira longa-metragem, CHUVA É CANTORIA NA ALDEIA DOS MORTOS, correalizado com João Salaviza, no Festival de Cannes, recebendo o Prêmio Especial do Júri – Un Certain Regard. O filme foi lançado comercialmente em vários países,
destacando-se França onde foi visto por 45.000 espectadores. A FLOR DO BURITI é o seu segundo longa-metragem, correalizado com João Salaviza e filmado durante um período de quinze meses na Terra Indígena Krahô.

Sobre a Embaúba Filmes
A Embaúba é uma distribuidora especializada em cinema brasileiro, criada em 2018 e sediada em Belo Horizonte. Seu objetivo é contribuir para a maior circulação de filmes autorais brasileiros. Ela busca se diferenciar pela qualidade de seu catálogo, que já conta com mais de 50 títulos, investindo em obras de grande relevância cultural e política. A empresa atua também com a exibição de filmes pela internet, por meio da plataforma Embaúba Play, que exibe não apenas seus próprios lançamentos, como também obras de outras distribuidoras e contratadas diretamente com produtores, contando hoje com mais de 500 títulos em seu acervo, dentre curtas, médias e longas-metragens do cinema brasileiro contemporâneo.
Walt Disney Brasil apresenta novo Disney plus

Walt Disney Brasil apresenta novo Disney plus

THE WALT DISNEY COMPANY BRASIL APRESENTA O NOVO DISNEY+ EM GRANDE EVENTO NO COPACABANA PALACE

 

A celebração, que aconteceu na noite de quarta-feira (04), apresentou as novas produções da plataforma e contou com a presença de grandes estrelas, como Xuxa, Bruna Marquezine, Juliana Paes, Raphael Logam, Isis Valverde e muitos outros

 

 

A partir do dia 26 de junho, o Disney+ se transformará em uma combinação inigualável de conteúdos, entre filmes, séries, esportes, produções originais brasileiras. E, para celebrar a nova fase da plataforma, a empresa promoveu na noite de quarta-feira (04) uma grande festa no hotel Copacabana Palace, Rio de Janeiro, com a presença de jornalistas de todo o Brasil, influenciadores e as celebridades que fazem parte das produções nacionais do Disney+. Entre elas, alguns dos maiores nomes do cenário artístico brasileiro, como XuxaBruna MarquezineSergio MalheirosJuliana PaesRodrigo SimasRaphael LogamRui Ricardo DíazLorena ComparatoCarol CastroJosé LoretoIsis ValverdeJúlio Andrade, que estreiam novos projetos no streaming da Disney.

 

A The Walt Disney Company Brasil apresentou novidades sobre as séries inéditas AmericanaJogo CruzadoAmor da Minha VidaCapoeirasVidas BandidasO Som e a SílabaVolta PriscilaTarã, além da aguardada quinta temporada de Impuros.

 

O encerramento da noite ficou por conta da DJ Barbara Labres.

 

Por Anna Barros

 

Dicas de filmes e séries/ Anna Barros

Dicas de filmes e séries/ Anna Barros

1- Evidências do Amor

Evidências do Amor é um filme brasileiro de comédia romântica dirigido por Pedro Antônio Paes e inspirado na música Evidências, composta por José Augusto e Paulo Sérgio Valle e lançada pela dupla Chitãozinho e Xororó. A história acompanha um casal, Marco Antônio (Fábio Porchat) e Laura (Sandy) que se apaixonam após cantarem a música juntos em um karaokê. Em meio a muitos altos e baixos, o casal acaba terminando, mas todas as vezes em que escuta Evidências, Marco automaticamente se lembra de cada discussão que teve com a ex. Determinado a se livrar dessas lembranças indesejadas, ele inicia uma jornada para superar Laura e seguir em frente com sua vida. Ao escutar a música, Marco faz uma viagem no tempo nos momentos ruins com Laura. Ele a reencontra pra descobrir o que acontece e ela diz que ao ser pedida em casamento e ouvir Evidências, TB fã viagem no tempo mas pelos momentos bons do namorado com Marco Antônio. 

O filme é ótimo. E Fábio Porchat e Sandy estão MT bem. Uma comédia leve e divertida. O roteiro é muito criativo. 

4/5 poltronas

Na Max. 

2-  Rainha das Lágrimas

Primeiro Dorama que assisti. E é muito bom. Dorama é aquela série sul-coreana que está na moda.

Em Rainha das Lágrimas, um casal de magnatas supera uma crise matrimonial ainda que tudo esteja contra eles. No drama coreano, Hyun-woo (Kim Soo-hyun), o diretor de uma rede de supermercados e Hae-in (Kim Ji-won), uma herdeira chaebol de um império de lojas de departamento, se apaixonam intensamente na juventude e logo se casam. O tempo passa e eles entram em uma profunda crise no casamento, mas quando tudo aponta para o pior, o amor volta a florescer e eles vão superando as dificuldades juntos.


São 16 episódios. Na Netflix. 


4/5 poltronas. 


3- Memórias Póstumas de Brás
Leia o livro de Machado de Assis e veja o filme que tem. Petrônio Gontijo e Reginaldo Faria dividindo o papel-titulo. O filme é fiel ao livro. O que revoluciona é o defunto-autor contando sua vida de aventuras amorosas e desventuras da morte até seu nascimento. O filme revisita o Rio Antigo. Vale a pena assistir. 
No Prime Vídeo. 
3/5 poltronas. 


4- Amor em Little Italy 

Nikki Angioli (Emma Roberts) e Leo Campo (Hayden Christensen) são melhores amigos desde que se entendem por gente, afinal, suas famílias são muito unidas porque seus pais, Carlo Campo (Danny Aiello) e Sal Angioli (Adam Ferrara), têm uma pizzaria juntos em Little Italy, um bairro italiano no Canadá. Tudo ia bem até que Carlo e Sal ganham um tradicional concurso do bairro e, com isso, tem início uma briga sem fim entre as famílias. Por conta disso, Nikki decide viajar para Londres, para se tornar uma renomada chef, e, às vésperas de conseguir o emprego dos sonhos, Nikki se vê obrigada a voltar à sua cidade natal e encarar o passado deixado para trás, incluindo sua paixão não resolvida por Leo. E nessa uma semana que Nikki passa com a família, muitos sentimentos ignorados por tanto tempo virão à tona.

Jane Seymour faz a professora de culinária de Nikki em Londres. 

Little Itqly além de ser um bairro em No a York, também é no Canadá. 

Bom ver Hayden Christensen fora da saga Star Wars. 

No Starplus. 

3/5 poltronas 

Poltrona Cabine: A Musa de Bonnard/Cesar Augusto Mota

Poltrona Cabine: A Musa de Bonnard/Cesar Augusto Mota

“Por trás de todo grande homem existe uma grande mulher”. Você certamente já ouviu essa frase, que se encaixa perfeitamente no novo longa do cineasta francês Martin Provost. O realizador retrata a vida do pintor Pierre Bonnard, que ao longo de cinco décadas ficou conhecido como o “pintor da felicidade”, que tinha como inspiração sua esposa Marthe de Méligny, que chegou a ocupar quase um terço das obras do marido.

Ícone de uma sociedade burguesa e patriarcal do fim do século XIX e início do século XX, Bonnard encontrou um novo combustível em sua vida profissional e pessoal ao começar a ilustrar Marthe em seus quadros, não só garantindo sua sobrevivência, como também reconhecimento de suas habilidades. O “pintor da felicidade” não viveu apenas momentos felizes, como teve um casamento de altos e baixos e muitos conflitos internos, muitas vezes colocado em seus trabalhos.

A variação na paleta de cores, em momentos mais alegres com cores quentes e em ocasiões de tensão com tons frios, foi precisa e soube mostrar o misto de emoções de Bonnard ao longo de sua trajetória e como a pintura poderia ser inerente aos sentimentos do ser humano. O francês sabia o momento certo para iniciar um novo trabalho, como sabia trabalhar os traços e usar o tom exato das cores, com destaque para um quadro com Marthe em primeiro plano, uma espécie de janela se abrindo para o mundo.

O longa não é somente de Bonnard, Marthe também ganha seus momentos de protagonismo e vemos um lado da musa que ainda não conhecíamos. Seu arco dramático é bem desenvolvido e o clímax da história ilustra o quão determinante a postura de Marthe em sua vida pessoal e como ela influenciou no trbalho de Bonnard. A personagem faz o espectador se impressionar e pensar que ela poderia ter dito mais destaque na sociedade patriarcal e machista da época.

Reflexivo, instigante e surpreendente, assim pode-se definir “A Musa de Bonnard”, mais que uma cinebiografia, uma carta de amor à pintura e um tributo a um dos grandes expoentes da França, sem esquecer o papel da mulher na sociedade, que merece mais valorização e reconhecimento.

Cotação: 5/5 poltronas.

Por: Cesar Augusto Mota