Pobres Criaturas é meu segundo filme do Oscar num ano maravilhoso de filmes como há muito não tínhamos. O filme de Yorgos Partimos é todo centrado em Emma Stone. E ela brilha demais vivendo Bella Baxter, uma nova Frankenstein. O cientista God a faz a partir de uma mulher grávida que se suicida. Ele pega o cérebro do bebê ainda vivo e confecciona Bella. No início, ela não tem coordenação motora, mal balbucia as palavras, e à medida que se desenvolve, decide explorar o mundo.
É entregue em noivado a um discípulo de God Baxter mas se rebela e foge com o inescrupuloso advogado vivido por Mark Ruffalo rumo a Lisboa, Alexandria e Paris. Ela descobre as mais variadas sensações e se liberta como mulher. Quando decide ser prostituta em Paris e descobre que seu pai, God está com câncer terminal, volta a Londres.
O filme tem uma fotografia maravilhosa e surpreendente e em Preto e branco e um figurino sensacional que perpassa todas as fases de Bella.
Mark Ruffalo e Willem Dafoe arrebentam em seus papéis e Emma Stone concorre de igual pra igual com Lily Gladstone de Assassino da Lua das Flores, de Scorsese, a minha favorita.
O filme tem cenas pesadas de sexo mas todas dentro do contexto do enredo. O roteiro adaptado a meu ver deveria ganhar tamanha a ousadia e sensibilidade de Latimos.
Eu amei o filme epor vários dias.
Não vai varrer o Oscar como Oppenheimer, mas deve levar alguns.
Num cinema perto de você.
5/5 poltronas.
