O novo trailer de 007 – Sem Tempo para Morrer

O novo trailer de 007 – Sem Tempo para Morrer

Como um grande fã da franquia 007, não poderia deixar passar neste espaço o lançamento do novo trailer do mais recente filme de James Bond, “No Time to Die” (“Sem Tempo para Morrer”, em português) – que tende a ser o último de Daniel Craig no papel do espião.

A estreia do filme, inicialmente marcada para abril, foi adiada para novembro em decorrência da pandemia de Covid-19.

Pelo novo trailer, já podemos dizer que o longa promete muito – como 007 costuma fazer. O filme é dirigido por Cary Joji Fukunaga, que substitui Sam Mendes (diretor do brilhante “Skyfall” e do levemente inferior “Spectre”, os dois últimos lançamentos da franquia).

Divulgado na última semana pela MGM, o trailer mostra – além das peripécias de Daniel Craig – Rami Malek no papel de grande vilão do filme (Safin), o retorno de Christoph Waltz como Blofeld (que achei um vilão um tanto quanto discreto em “Spectre“), as sempre maravilhosas locações, o clássico Aston Martin… Vale a pena aguardar!

Festival de Veneza irá transmitir o documentário sobre a prisão de Caetano Veloso

Festival de Veneza irá transmitir o documentário sobre a prisão de Caetano Veloso

O Festival de Veneza é o primeiro grande evento de cinema pós pandemia na Europa. Todas as medidas de restrições estão acontecendo no festival que termina no dia 12 de setembro.

Narciso em Férias é um documentário que conta o período em que o Caetano Veloso ficou preso durante a Ditadura Militar, em 1968. A direção é Renato Terra e Ricardo Calil.

Caetano Veloso ficou 54 dias presos por ser contra o regime militar.

O documentário estará disponível a partir desta segunda – feira (07) na Globoplay.

Por: Vitor Arouca

Poltrona Séries: The Rain-3ª Temporada/ Cesar Augusto Mota

Poltrona Séries: The Rain-3ª Temporada/ Cesar Augusto Mota

Até onde o poder e a ambição podem levar o ser humano? Estamos preparados para lidar com as consequências de nossas escolhas? Possuímos humildade o bastante para reconhecer quando erramos ou acertamos? Todos esses questionamentos surgem em meio a uma história que envolve ciência, medicinas alternativas e até mesmo religião. ‘The Rain’, produção dinamarquesa exibida no serviço de streaming Netflix, já está em sua terceira temporada, recheada de muitas emoções.

A narrativa traz a história de Simone (Alba August) e Rasmus (Lucas Lynggard Tonnesen), dois irmãos que viveram por seis anos em um bunker para se protegerem de uma chuva que matou milhares de pessoas. Nesta terceira temporada, eles estão separados e novos mistérios vão surgir antes do derradeiro encontro, que pode significar a salvação ou o fim da humanidade.

A história é composta de muita ação, com o grupo liderado por Rasmus, que entende que infectando outras pessoas, estaria salvando o mundo, e outro por Simone, que possui um líquido extraído de uma flor para deter e aniquilar o vírus. Os conflitos internos pelos quais os irmãos passam ditam o ritmo da história, com Rasmus alternando entre a tranquilidade e a fúria, e o desejo incontrolável de Simone de expurgar o vírus do organismo do irmão e voltar a viver junto dele.

Além da ação, o enredo possui impressionantes plot twists e personagens capazes de provocar emoções e confusão na mente dos espectadores. Rasmus é uma espécie de Messias? Por que ele se voltou contra seu criador? Simone crê mais na ciência ou em Deus? Ela está pronta para seguir em frente caso perca o irmão, sua única família? Todas essas perguntas são respondidas sem pressa e os arcos são bem desenvolvidos em seis episódios. O clima tenso dá a impressão de que os personagens estão prestes a testemunhar o apocalipse, e essa atmosfera é reforçada pela fotografia acinzentada e os efeitos especiais. A sensação de desespero toma conta de todos nos dois últimos episódios, e o desfecho se dá de maneira impressionante.

Uma produção que sabe explorar as angústias por conta de um confinamento com muros em volta de uma cidade e as apreensões em decorrência da chegada iminente de um vírus mortal, ‘The Rain’ é uma série boa para se maratonar e colocar em debate entre os fãs de produções bem-elaboradas, além de dúvidas e polêmicas que a ciência pode proporcionar. Vale o tempo e a diversão.

Citação: 4/5 poltronas.

Por: Cesar Augusto Mota

Tilda Swinton é homenageada e recebe Leão de Ouro no Festival de Veneza

Tilda Swinton é homenageada e recebe Leão de Ouro no Festival de Veneza

Dona de uma carreira de sucesso, sendo vencedora do prêmio de melhor atriz no Festival de Veneza de 1990 e agraciada com o Oscar de atriz coadjuvante de 2008, por Michael Clayton, a atriz britânica Tilda Swinton foi homenageada na noite de quarta-feira (02) no 77º Festival de Veneza e recebeu um Leão de Ouro por sua trajetória no cinema. Ela celebrou a decisão do Festival de Berlim de não mais separar as categorias de premiação por gênero.

“”É um desperdício de vida. E você sabe, a vida é muito curta para isso. E estou muito feliz em ouvir isso sobre Berlim e acho que é praticamente inevitável que todos sigam. É óbvio para mim. Os humanos estão tão interessados em divisão, em categorizar todos nós. Estamos só começando a entender que este não é o caminho certo — não é bom dividir as pessoas e prescrever um caminho de vida para elas por causa dessa divisão, seja ela baseada em gênero, raça ou classe. […] Eu me sinto triste dizendo que sou definitivamente heterossexual, ou definitivamente homossexual, definitivamente mulher, ou definitivamente homem. Isso me dá sono”, destacou a atriz.

De quebra, Tilda Swinton fez um balanço de sua carreira, e fez questão de evitar a pronúncia da palavra.

“Eu não reconheço este conceito de ‘carreira’. Eu tenho uma vida. Nunca tive a intenção de começar com filmes experimentais e um dia passar disso para o mainstream. Os papéis em filmes de orçamento maior vieram até mim, eu nunca os busquei. A montanha veio a Maomé”, ponderou.

Na noite desta quinta(03), Swinton voltou a ser destaque no evento ao promover o filme “The Human Voice”, ao lado do diretor espanhol Pedro Almodóvar.

 

Fontes: G1/UOL

Crédito da foto: Medium.com

Por: Cesar Augusto Mota

Longa “Caminho de Volta” é filmado durante quarentena em Minas Gerais

Longa “Caminho de Volta” é filmado durante quarentena em Minas Gerais

A comédia dramática conta a história de uma jovem mulher cujo marido morreu há pouco tempo e volta como “fantasma” para ajudá-la a superar o luto durante a pandemia de COVID 19

A ideia da diretora Natalia Milano (“O Álbum das Mulheres Incríveis”) de fazer um filme durante a quarentena surgiu como uma forma de transformar um momento desafiador de paralisação cultural no país em uma oportunidade de se reinventar e fazer cinema de um jeito diferente, com o mínimo de recursos e de forma mais livre e espontânea.

 

“CAMINHO DE VOLTA” acompanha uma jovem mulher que está passando a quarentena nas montanhas, no atelier do seu falecido jovem marido, enquanto lida com o luto e os acontecimentos da pandemia com a ajuda do “fantasma” dele. Em uma história dramática, com toques de suspense e comédia, ela vai ter que aprender a se virar sozinha, encarando a solidão forçada e superar o trauma da morte para poder começar sua nova vida em São Paulo pós Pandemia.

 

O longa todo realizado por três pessoas, em um sítio na cidade de Gonçalves (MG). Natalia assina o roteiro junto com Bryan Ruffo (ator de “Ana e Vitória”“Morando Sozinho”“Tim Maia”) e são também os protagonistas do filme. A Direção de Fotografia é de Julio Costantini, que tem uma longa carreira em filmes e séries como “DPA – O Filme”, “Tô Ryca”, “Me Chama de Bruna” – indicado a melhor fotografia no prêmio ABC.

 

Em março os três estavam prestes a iniciar as filmagens de outro longa na cidade de São Paulo quando o setor foi paralisado pela epidemia do COVID-19. Sem previsão de quando se daria a retomada das produções cinematográficas no Brasil, decidiram experimentar produzir de uma nova forma, totalmente independente e bem mais simples, com o mínimo de recursos, equipe e elenco. Dessa forma, permaneceram um mês em quarentena antes de se reunirem no sítio para iniciarem as filmagens de “CAMINHO DE VOLTA”. Sem assistentes, ou técnicos de som, os próprios atores se encarregavam de colocar os seus microfones e fazer sua maquiagem. A produtora paulista Feel Filmes apoiou a produção cedendo equipamentos.

 

Foi uma experiência muito libertadora, porque não tinha a pressão que um investimento alto, como o orçamento de um filme traz, quando se tem que alcançar uma expectativa de público e retorno financeiro. O que guiou o processo foi a criatividade e a inspiração. Também tivemos a liberdade de administrar nosso próprio tempo e filmar nos melhores horários. Tínhamos que fazer pausas para cozinhar, lavar roupa e arrumar a casa. Por outro lado, por estarmos dormindo na locação, não tinha o tempo do transporte, do trânsito… era acordar, tomar café e filmar“, conta Natalia.

 

A história de “CAMINHO DE VOLTA” foi criada tendo em mente a locação, que é uma casa, atelier e galeria de arte em meio à natureza, à 1700m de altitude, nas montanhas de Gonçalves (MG). O elenco conta também com Thati Lopes (“Porta dos Fundos”“Ana e Vitória”), Victor Lamoglia (“Niguém Tá Olhando”, “Ana e Vitória”) e Mayana Neiva (“Para Minha Amada Morta”), que fizeram participações em cenas em que seus personagens interagem com a protagonista através de videoconferências. Os próprios atores se filmaram, com celulares, de suas casas. O longa, que terminou de ser rodado no início de junho, está agora em processo de montagem.

 

SINOPSE

 

Uma jovem mulher passa a quarentena nas montanhas, no atelier do seu falecido jovem marido, enquanto lida com o luto e os acontecimentos da pandemia com a ajuda do “fantasma” dele. Ela vai ter que aprender a se virar sozinha, encarando a solidão forçada e superar o trauma da morte para poder começar sua nova vida em São Paulo pós Pandemia.

 

FICHA TÉCNICA

 

Direção: Natalia Milano

Roteiro: Natalia Milano, Bryan Ruffo

Elenco: Natalia Milano, Bryan Ruffo, Thati Lopes, Victor Lamoglia, Mayana Neiva

Direção de Fotografia: Julio Costantini

Produtora associada: Feel Filmes

Edição – Bruno Adolfi