Saíram novo pôster e o trailer de Toy Story 4. A estreia do novo filme da Disney é em junho.
Com certeza você já desejou voltar no tempo e consertar algum erro cometido ou até mesmo mudar o curso da trajetória que tomou sua vida, não é verdade? Porém, isso não é possível, mas construir um novo futuro é o caminho. Mas o filme ‘Quando Margot Encontra Margot (La belle et la belle), da cineasta francesa Sophie Fillières, não trata de construção de máquinas do tempo e tampouco de feitiços ou planos mirabolantes para mudar o curso das coisas, mas sim de brincar com essas ideias e apresentar um humor inteligente acerca das escolhas e rumos que podem ser tomados em nossa jornada.
Durante uma festa em Paris, Margot (Agathe Bonitzer), 25 anos, encontra uma outra Margot (Sandrine Kimberlain), de 20 anos a mais. Várias situações e semelhanças fazem ambas perceberem que são a mesma pessoa, porém em épocas diferentes. A partir daí, elas unem experiência e juventude para dar outro sentido às suas vidas, mas quando Marc (Melvil Poupaud), uma antiga paixão ressurge, tudo se complica, formando um inusitado triângulo amoroso, e uma não conseguirá com facilidade se desligar da outra.
A graça do roteiro está inicialmente em apresentar situações que a jovem Margot vive e que já foram experimentadas pela Margot 20 anos mais velha, dentre elas o encontro com Marc em um trem. E na medida em que a trama vai se desenvolvendo, cada uma enxerga um alento e ao mesmo tempo um alerta nas atitudes e escolhas da outra. A Margot jovem visualiza o momento atual que a Margot de meia-idade vive e extrai as escolhas e caminhos que não deve seguir, já a mais experiente revive as situações ruins que passou e impede que a jovem passe o mesmo que ela. O alívio que ambas sentem é que tudo tem conserto e é possível escrever uma nova história.
Além desse caráter reflexivo, a história oferece muitos momentos hilários, principalmente quando as duas Margot estão em cena e juntas de Marc, e a impressão que dá é que pode sair faísca a qualquer momento, tendo em vista que uma vive a paixão que a outra já teve, e os sentimentos estão novamente aflorando na Margot de 45 anos. Piadas com a idade também não deixam de ser feitas, principalmente com a frase ‘ela sou eu daqui a vinte anos’ e ‘você sou eu vinte anos mais jovem’. O atrativo é cada uma poder fazer (ou refazer) suas escolhas, mas ligada também na outra. Uma ideia original e bem executada.
As atuações são excelentes, tanto de Agathe Bonitzer e Sandrine Kimberlain. As duas personagens se completam, se mostram totalmente abertas a conselhos e ao aprendizado, e o desfecho é o mais agradável possível, para as duas Margot. E o filme mostra que não existe um destino traçado, mas que cada um de faz o seu próprio destino. Se a intenção era desmistificar premissas e oferecer uma comédia inteligente, agradável e imprevisível, a diretora Sophie Fillières conseguiu com sobras, muito além do esperado.
Cotação: 4/5 poltronas.
Por: Cesar Augusto Mota

Baseado na obra de Stephen King, longa estreia em 9 de maio no Brasil
Dirigido por Kevin Kölsch e Dennis Widmyer, CEMITÉRIO MALDITO (Pet Sematary) conta a história do Dr. Louis Creed (Jason Clarke), que, depois de mudar com sua esposa Rachel (Amy Seimetz) e seus dois filhos pequenos de Boston para a área rural do Maine, descobre um misterioso cemitério escondido dentro do bosque próximo à nova casa da família. Quando uma tragédia acontece, Louis pede ajuda ao seu estranho vizinho Jud Crandall (John Lithgow), dando início a uma reação em cadeia perigosa que liberta um mal imprevisível com consequências horripilantes.
Baseado na obra de Stephen King, o filme estreia no Brasil dia 9 de maio. Em cena inédita divulgada, o reencontro de mãe e filha provoca um clima de tensão na família. “Tendo a filha mais velha da família Creed como personagem central do nosso filme, tivemos a chance de explorar os temas-chave, família e morte, de uma maneira mais profunda. E o fato de Ellie ser mais velha que o irmão permitiu que os outros personagens interagissem com ela de uma forma que não seria possível no caso de uma criança pequena”, revelam os diretores.
– É como quando adaptamos Harry Potter na época em que eu estava na Warner Brothers. Antes de fazer o filme, tratavam o livro como se fosse a Bíblia ou algo do gênero. Aquelas coisas tipo ‘você não pode mudar uma palavra!’. E nós fizemos umas alterações importantes. Ninguém percebe porque fizemos aquilo dentro do espírito do livro. O lance é pegar o que o livro está tentando dizer, não tentar mudar o tom, o ritmo e a perspectiva, e ao mesmo tempo fazer aquela narrativa se desenvolver – completa o produtor Lorenzo di Bonaventura.
#CemitérioMaldito