Maratona Oscar: Homem-Aranha no Aranhaverso/ Cesar Augusto Mota

Maratona Oscar: Homem-Aranha no Aranhaverso/ Cesar Augusto Mota

Adaptar um clássico das HQs para as grandes telas requer ousadia e tato do idealizador. E o que dizer da realização de uma animação que traz um super-herói icônico e que utiliza recursos das histórias em quadrinhos na tela, como onomatopeias e balões e com um perfeito equilíbrio entre humor e emoção? Após o sucesso da revitalizada franquia Homem-Aranha com o protagonismo de Tom Holland, a Sony faz mais uma vez parceria com a Marvel Studios e traz a animação ‘Homem-Aranha no Aranhaverso’ com uma nova proposta que utilizará o Cabeça de Teia como escada e apresentará ao público um novo herói. Ser á que funciona?

Logo nos primeiros minutos, temos a apresentação do nosso grande e melhor amigo da vizinhança com a história que todos conhecem, da dificuldade de se socializar na escola e de lidar com seus poderes. Em seguida, é introduzido um novo personagem e de características similares, mas que não possui noção da importância de ser herói. Ele é Miles Morales, um jovem negro do Brooklyn, filho de uma imigrante latino-americana e de um americano negro e que estuda em uma escola de elite, porém se sente deslocado.  E no momento de descobertas e de controle de seus poderes, o público se depara com situações cômicas e até mesmo c om um universo de novos aranhas, como Mulher-Aranha, Homem-Aranha Noir, Peni Parker, uma versão anime do herói, e Porco-Aranha, que lembra um pouco um dos personagens do Looney Tunes. Porém, Miles dá de cara com Peter Parker, antes tido como morto, em um confronto perigoso com Wilson Fisk e terá a dura missão de evitar que o multiverso composto por esses Aranhas seja exterminado.

O roteiro, escrito por Phil Lord e Rodney Rothman, se preocupa em trazer ao espectador uma história com arco dramático interessante, com muita ação, grandes vilões, além de não perder o foco no Cabeça de Teia. Ele possui um papel diferente, mas não menos importante, de preparar o jovem Miles para evitar que o Multiverso dos Aranhas seja eliminado, como ser um grande herói. Em momentos mais tensos, questões como amadurecimento e responsabilidade se sobressaem e o protagonista percebe que existem pessoas como ele, com a intenção de fazer o bem e combater o mal. Essa nova abordagem evita um filme ‘mais do mesmo’ e que se perca logo de início, existem novos problemas, mas um universo coeso, com personagens de habilidades e personalidades diferentes, mas que se somam.

Os recursos visuais empregados mesclam traços 2D e 3D, trazendo mais dinamismo e fluidez  à narrativa, sem contar nas referências feitas aos elementos presentes nas HQs e uma bela homenagem ao mestre Stan Lee, como ocorre nas live actions. E não poderia ficar de fora a quebra da quarta parede, um recurso presente nos filmes de heróis e anti-heróis e feito em momentos pontuais. É uma animação com novidades, se perder a essência do Homem-Aranha, consagrado no Universo Marvel.

Com nova proposta e personagens carismáticos, vilões com otivações críveis e de uma estrondosa beleza estética, ‘Homem-Aranha no Aranhaverso’ é envolvente, engraçado, reflexivo e com chance de ganhar uma sequência. Os fãs de HQs, de heróis da Marvel e de filmes dinâmicos só tem a ganhar com isso. É torcer para que se concretize.

Cotação: 5/5 poltronas.

Por: Cesar Augusto Mota

Maratona Oscar: Os Incríveis 2/ Cesar Augusto Mota

Maratona Oscar: Os Incríveis 2/ Cesar Augusto Mota

A espera foi longa, mas enfim chegou o dia. A família de heróis mais simpática, corajosa e emblemática da Pixar está de volta. Em 2004, nos divertimos muito com ‘Os Incríveis’, sob a direção de Brad Bird, e fomos apresentados a Beto, o senhor Incrível; Helena, a Mulher-Elástica; Violeta; Flecha e o bebê Zezé, os três filhos. Agora, 14 anos depois, ‘Os Incríveis 2’ chegam para divertir as crianças e também para balançar um pouco os adultos, tendo em vista os temas que serão mencionados aqui posteriormente. Uma nova aventura está chegando aí e ainda mais emocionante.

A família Pêra está proibida de ser quem é, tendo em vista que todos os super-heróis foram considerados ilegais na cidade em que vivem. Para que todos voltem à ativa, uma empresa de telecomunicações resolve elaborar uma estratégia e escolhe a Mulher-Elástica para combater o crime, e isso faz o senhor Incrível se tornar o responsável pela família enquanto a mãe está fora. Grandes desafios surgem para os principais líderes de ‘Os Incríveis’, uma terá que provar que consegue proteger a cidade e sair da sombra do marido e o outro terá de demonstrar uma força psicológica muito maior que a física para dar conta das tarefas domésticas e dar atenção às crianças.

O roteiro nos apresenta uma animação sob duas perspectivas, a primeira com sequências dinâmicas, realistas e de ótimas texturas dos personagens, dotados de grandes habilidades e com os trajes tradicionais. O primeiro ato é um pouco longo, mas o filme consegue fluir muito bem e o público se sente hipnotizado com super-heróis tão carismáticos e vibrantes. A segunda via da animação nos mostra o retrato do poder familiar, com lições a serem transmitidas ao público, como companheirismo, responsabilidade e fraternidade. Há também uma leve crítica à postura machista de muitos homens, incluindo o Senhor Incrível, que não consegue admitir que mulher pode sair para trabalhar e mostrar que dá conta do recado.

As subtramas são bem interessantes e também divertem o público, com os dilemas de Violeta durante a adolescência, inclusive sobre um possível encontro com Toninho Rodriguez, um garoto popular da escola; as dificuldades de Flecha no aprendizado da Matemática na escola, além dos superpoderes de Zezé que começam a aparecer e criar sérios problemas em casa. Não apenas um, mas dezessete surgem, para o desespero de Beto, o senhor Incrível, que terá de fazer de tudo para provar para si mesmo que ele consegue criar seus filhos e é um bom pai. E não poderia esquecer do vilão, o Hipnotizador, que insere óculos nas pessoas e com um simples olhar para uma televisão ou monitor de computador a pessoa já ficaria totalmente imobilizada e controlada.

Apesar desses atrativos, tudo é previsível, a história vai na direção que você imagina e fica um pouco atrás do primeiro por conta do vilão, o Hipnotizador, cuja motivação não faz o menor sentido e a personalidade não está muito bem definida na trama, é um tanto obscura. Porém, a história é divertida, com muitos efeitos visuais hilários e que prende o público até seu desfecho. Vale pela nostalgia e também pela revelação dos poderes de Zezé, que vão fazer você rolar de rir e cair da cadeira.

Se você ainda não viu, corra para ver ‘Os Incríveis 2’, você e sua família vão curtir esses cinco incríveis heróis, e quem ainda não conhece ou não se recorda do primeiro filme, vai se apaixonar por eles. Diversão garantida para todos!

Cotação: 4/5 poltronas.

Por: Cesar Augusto Mota

Bafta 2019: ‘Roma’ leva prêmio de melhor filme e ‘A Favorita’ conquista sete estatuetas

Bafta 2019: ‘Roma’ leva prêmio de melhor filme e ‘A Favorita’ conquista sete estatuetas

Considerado o Oscar britânico e um grande termômetro para a temporada de premiações, a 72ª edição do British Academy of Film and Television Arts (BAFTA) foi realizado neste domingo e apontou dois filmes como os grandes vencedores da noite. ‘Roma’, de Alfonso Cuarón,levou as estatuetas de melhor filme, além de três prêmios como melhor diretor, melhor filme estrangeiro e melhor fotografia. ‘A Favorita’, do diretor grego Yorgos Lanthimos, levou sete troféus para casa, dentre eles os de melhor atriz para Olívia Colman e melhor atriz coadjuvante para Rachel Weisz.

Veja a lista completa de vencedores do BAFTA 2019:

Melhor Filme

  • Infiltrado na Klan
  • A Favorita
  • Green Book: O Guia
  • Roma 
  • Nasce Uma Estrela

Melhor Filme Britânico

  • Beast
  • Bohemian Rhapsody
  • A Favorita
  • Mcqueen
  • Stan & Ollie
  • Você Nunca Esteve Realmente Aqui

Estreia Notável de Cineasta Britânico

  • Apostasy – Daniel Kokotajlo (Roteirista/Diretor)
  • Beast – Michael Pearce (Writer/Director), Lauren Dark (Produtor)
  • A Cambodian Spring – Chris Kelly (Roteirista/Diretor/Produtor)
  • Pili – Leanne Welham (Roteirista/Diretor), Sophie Harman (Produtor)
  • Ray & Liz – Richard Billingham (Roteirista/Diretor), Jacqui Davies (Produtor)

Melhor Filme em Língua Não-Inglesa

  • Cafarnaum
  • Guerra Fria
  • Dogman
  • Roma
  • Shoplifters

Melhor Documentário

  • Free Solo 
  • Mcqueen
  • Rbg
  • They Shall Not Grow Old
  • Three Identical Strangers

Melhor Longa Animado

  • Os Incríveis 2
  • Ilha de Cachorros
  • Homem-Aranha no Aranhaverso

Melhor Diretor

  • Infiltrado na Klan – Spike Lee
  • Guerra Fria – Paweł Pawlikowski
  • A Favorita – Yorgos Lanthimos
  • Roma – Alfonso Cuarón
  • Nasce Uma Estrela – Bradley Cooper

Melhor Roteiro Original

  • Guerra Fria
  • A Favorita  
  • Green Book: O Guia
  • Roma
  • Vice

Melhor Roteiro Adaptado

  • Infiltrado na Klan 
  • Poderia me Perdoar?
  • Primeiro Homem
  • Se a Rua Beale Falasse
  • Nasce Uma Estrela

Melhor Atriz

  • Glenn Close – A Esposa
  • Lady Gaga – Nasce Uma Estrela
  • Melissa Mccarthy – Poderia me Perdoar?
  • Olivia Colman – A Favorita
  • Viola Davis – As Viúvas

Melhor Ator

  • Bradley Cooper – Nasce Uma Estrela
  • Christian Bale – Vice
  • Rami Malek – Bohemian Rhapsody
  • Steve Coogan – Stan & Ollie
  • Viggo Mortensen – Green Book: O Guia

Melhor Atriz Coadjuvante

  • Amy Adams – Vice
  • Claire Foy – O Primeiro Homem
  • Emma Stone – A Favorita
  • Margot Robbie – Duas Rainhas
  • Rachel Weisz – A Favorita

Melhor Ator Coadjuvante

  • Adam Driver – Infiltrado na Klan
  • Mahershala Ali – Green Book: O Guia
  • Richard E. Grant – Poderia me Perdoar?
  • Sam Rockwell – Vice
  • Timothée Chalamet – Querido Menino

Melhor Trilha Sonora Original

  • Infiltrado na Klan – Terence Blanchard
  • Se a Rua Beale Falasse – Nicholas Britell
  • Ilha de Cachorros – Alexandre Desplat
  • O Retorno de Mary Poppins – Marc Shaiman
  • Nasce Uma Estrela – Bradley Cooper, Lady Gaga, Lukas Nelson

Melhor Fotografia

  • Bohemian Rhapsody
  • Guerra Fria
  • A Favorita
  • Primeiro Homem
  • Roma

Melhor Edição

  • Bohemian Rhapsody
  • A Favorita
  • Primeiro Homem
  • Roma
  • Vice

Melhor Direção de Arte

  • Animais Fantásticos: Os Crimes de Grindelwald
  • A Favorita 
  • O Primeiro Homem
  • O Retorno de Mary Poppins
  • Roma

Melhor Figurino

  • A Balada de Buster Scruggs
  • Bohemian Rhapsody
  • A Favorita 
  • O Retorno de Mary Poppins
  • Duas Rainhas

Melhor Maquiagem e Caracterização

  • Bohemian Rhapsody
  • A Favorita 
  • Duas Rainhas
  • Stan & Ollie
  • Vice

Melhor Som

  • Bohemian Rhapsody
  • O Primeiro Homem
  • Missão: Impossível – Efeito Fallout
  • Um Lugar Silencioso
  • Nasce Uma Estrela

Melhores Efeitos Visuais

  • Vingadores: Guerra Infinita
  • Pantera Negra
  • Animais Fantásticos: Os Crimes de Grindelwald
  • O Primeiro Homem

Melhor Curta de Animação Britânico

  • I’m Ok
  • Marfa
  • Roughhouse

Melhor Curta Britânico

  • 73 Cows
  • Bachelor
  • The Blue Door
  • The Field
  • Wale Barnaby Blackburn

Melhor Estrela em Ascenção

  • Barry Keoghan
  • Cynthia Erivo
  • Jessie Buckley
  • Lakeith Stanfield
  • Letitia Wright

Crédito da imagem: Pascal Le Segretain/Getty Images

Por: Cesar Augusto Mota

 

Longa cearense ‘O Último Trago’ ganha trailer oficial

Longa cearense ‘O Último Trago’ ganha trailer oficial

Produzido pela Alumbramento Filmes, com co-produção da Bananeira Filmes, filme dirigido por Luiz Pretti, Pedro Diógenes e Ricardo Pretti, chega aos cinemas dia 07 de março com distribuição da Lume Filmes

O ÚLTIMO TRAGO, dirigido por Luiz Pretti, Pedro Diógenes e Ricardo Pretti ganha trailer oficial . Com estreia marcada para o dia 7 de março, o longa apresenta algumas das marcas dos diretores: um sentido político agudo e a capacidade de traduzir em sons e imagens os conflitos da sociedade brasileira. Aqui os diretores compõem uma alegoria sobre a herança indígena brasileira através de simbolismos e conseguem dialogar com o momento atual do país. Em um dos diálogos mais fortes do filme, a personagem comenta: “A catástrofe é uma realidade. E suas sombras obstruem a visão.”.

Lançado no 49º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro, em 2016, onde levou os troféus candango de melhor montagem (Clarissa Campolina), atriz coadjuvante (Samya de Lavor) e direção de fotografia (Ivo Lopes Araújo), o filme também marca o fim das atividades da produtora Alumbramento, que ao longo de 11 anos de atividade produziu 13 longas – tornando-se um dos coletivos de cinema mais produtivos e premiados da história recente do cinema brasileiro.

O ÚLTIMO TRAGO nasceu a partir do encontro entre a produtora Vânia Catani (O Palhaço, A Festa Da Menina Morta e Narradores de Javé) e os diretores da Alumbramento, que em 2010 lançaram seu primeiro longa, Estrada para Ythaca. A ideia era criar um projeto que reunisse a experiência de produção de Vânia Catani com a ousadia e inventividade dos realizadores.  Durante esse percurso, o roteirista Francis Vogner dos Reis se juntou a Pedro, Ricardo e Luiz para juntos desenvolverem o roteiro do filme.

Com fotografia de Ivo Lopes Araújo (A Cidade Onde Envelheço, Tatuagem), O ÚLTIMO TRAGO começa quando uma mulher ferida (Samya de Lavor) é capturada à beira da estrada por um personagem enigmático (Rodrigo Fischer). Em uma boate, sob os olhares de seu captor e do público, ela dança até chegar a uma espécie de transe ritualístico e primal, evocando uma mulher indígena e levando o espectador a outro tempo e espaço: o sertão nordestino em algum momento do século XX, onde novamente a essa figura indígena será evocada.

Onírico, alegórico e político, o filme passa por diversos gêneros do cinema, do drama ao suspense, em seus três atos narrativos. E nele “os vivos pedem vingança. Os mortos minerais e vegetais pedem vingança. É a hora do protesto geral. É a hora dos vôos destruidores. É a hora das barricadas, dos fuzilamentos. Fomes, desejos, ânsias, sonhos perdidos, misérias de todos os países, uni-vos!”.

Entre novembro e dezembro de 2015, O ÚLTIMO TRAGO foi rodado no Ceará, durante 5 semanas, nas cidades do Cumbe (Aracati), Missi (Irauçuba), Pecém e Fortaleza.  A equipe foi formada por profissionais de diversos estados do Brasil: Ceará, Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais, Brasília e Pernambuco, e contou com recursos da Secretaria de Cultura do Estado do Ceará provenientes do Edital de Cinema e Vídeo, e complementação financeira da Ancine através do Fundo Setorial do Audiovisual.

O elenco apresenta Rodrigo Fischer, Samya de Lavor, Vitor Colares, Romulo Braga, Elisa Porto, Stephane Brodt, Daniel Medina, Nataly Rocha e Mariana Nunes, entre outros. A distribuição comercial de O ÚLTIMO TRAGO é da Lume Filmes.

Sinopse 

Uma mulher resgatada à beira da estrada incorpora o espírito de uma guerreira indígena desencadeando uma série de eventos que atravessam os tempos e os espaços. Do sertão nordestino ao litoral, séculos de lutas de dominação e resistência.
FICHA TÉCNICA

Elenco: Rodrigo Fischer, Samya de Lavor, Vitor Colares Romulo Braga, Elisa Porto,  Stephane Brodt, Daniel Medina, Nataly Rocha, Mariana Nunes; Demick Lopes ; Fernando Piancó;  Ana Luiza Rios, Iara Lilu , Larissa Siqueira e Uirá dos Reis
Roteiro: Francis Vogner dos Reis, Luiz Pretti, Pedro Diógenes e Ricardo Pretti
Direção: Luiz Pretti, Pedro Diógenes e Ricardo Pretti
Casting: Marcelo Grabowsky
1o assistente de direção: Daniel Lentini
Produção executiva: Caroline Louise
Coprodutora: Vania Catani
Direção de produção: Ticiana Augusto Lima
Produção de set:  Julia de Simone
Direção de Fotografia: Ivo Lopes Araújo
Som: Nicolas Hallet

Direção de arte: Lia Damasceno e Thais de Campos
Cenotécnico: Daniel Muskito
Figurino: Themis Memória
Maquiagem e caracterização: Guilherme Funari
Montagem: Clarissa Campolina
Edição de som e Mixagem: Pablo Lamar
Colorista: Antoine d’Artemare
Produtor de finalização: Caroline Louise, Luiz Pretti e Ricardo Pretti
Projeto Gráfico: Fernanda Porto e Filipe Acácio.

Gênero: Suspense-Faroeste
Duração: 93 min
Ano: 2016
Classificação: a definir

 

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O Ultimo Trago –  https://www.facebook.com/oultimotrago/

Alumbramento – https://www.facebook.com/alumbramento/

Lume Filmes – https://www.facebook.com/lumefilmesoficial/

SOBRE OS DIRETORES 

O ÚLTIMO TRAGO é o quinto longa-metragem dirigido e escrito de forma coletiva por Luiz e Ricardo Pretti e Pedro Diógenes. Antes, eles dirigiram juntos COM OS PUNHOS CERRADOS e, em parceria com Guto Parente, os filmes ESTRADA PARA YTHACA, OS MONSTROS e NO LUGAR ERRADO. Esses filmes foram todos exibidos e premiados em importantes festivais no Brasil e no exterior com destaque especial para o prêmio de melhor filme (júri oficial e júri da crítica) no Festival de Tiradentes e um prêmio especial do júri na competição internacional do BAFICI. (Argentina). Individualmente já dirigiram curtas e longas que foram exibidos em importantes festivais como Veneza (Orizzonti), duas vezes em Rotterdam (Spectrum), duas vezes em Oberhausen, Roma (Cinema XXI), Locarno (Corti d’autore) e Viennale (Propositions), entre muitos outros. Seu mais recente longa, COM OS PUNHOS CERRADOS, que teve sua estreia no Festival de Locarno em 2014, foi premiado no festival de Santa Maria da Feira (Portugal), Transcinema (Peru), Festival Del Cine B (Chile) e Cine Under (Recife).

SOBRE A ALUMBRAMENTO

O ÚLTIMO TRAGO é o 13 º longa da produtora ALUMBRAMENTO que surgiu no ano de 2006 reunindo um grupo de jovens artistas em Fortaleza que compartilham o desejo de produzir arte em diálogo com as mais diversas linguagens e colocar como questão central a produção criativa de imagens no cinema e nas artes visuais. Nesses 10 anos de trajetória, a ALUMBRAMENTO produziu 13 longas e mais de 30 curtas, se consolidou como uma das produtoras mais atuantes no cenário audiovisual independente brasileiro. Os filmes produzidos pela ALUMBRAMENTO circularam e foram premiados nos mais importantes festivais do mundo como Veneza (Itália), Locarno (Suíça), Roterdã (Holanda), Roma (Itália), Viennale (Áustria), FidMarseille (França), Bafici (Argentina), Oberhausen (Alemanha); e do Brasil: Mostra de Tiradentes, Mostra Internacional de São Paulo, Janela Internacional de Cinema do Recife, Semana dos Realizadores, Cine Ceará, entre outros. Em 2016 a Alumbramento teve um filme na competitiva do Festival de Brasília com O ÚLTIMO TRAGO.
SOBRE A BANANEIRA FILMES 
Criada em 2000 pela produtora Vania Catani, a Bananeira Filmes é uma das mais prestigiadas produtoras de cinema no Brasil, e tem como característica principal o investimento em produções independentes de notória qualidade artística. Somadas, suas produções já foram exibidas em 403 festivais em 48 países e receberam mais de 188 prêmios. Ao longo destes anos, destacam-se A festa da menina morta, de Matheus Nachtergaele, selecionado para a Mostra Un Certain Regard no Festival de Cannes em 2008, e a bem sucedida parceria com o ator e diretor Selton Mello, que começou com Feliz Natal e se repetiu com O Palhaço, que levou mais de 1,5 milhão de pessoas ao cinema e foi escolhido para representar o Brasil na por uma vaga no Oscar® de Melhor Filme Estrangeiro. A última parceria entre diretor e produtora é o longa O filme da minha vida, inspirado na obra Um pai de Cinema do escritor chileno Antônio Skármeta. As suas mais recentes coproduções La playa, El Ardor e Jauja tiveram estreia internacional no Festival de Cannes.
A produtora investiu ainda especialmente na produção de longas de diretores estreantes como Anita Rocha da Silveira, com Mate-me Por Favor (estreia internacional no Festival de Veneza 2016), Redemoinho, de José Luiz Villamarim e Deserto, de Guilherme Weber e Serial Kelly, de René Guerra. A coprodução Zama, de Lucrécia Martel, teve sua premiére internacional no Festival de Veneza 2017. Vania Catani iniciou sua carreira no final da década de 80 com o vídeo independente, ao lado de uma nova geração de realizadores que surgiu em Belo Horizonte. Trabalhou como produtora de TV e com o Forumbhzvideo – Festival de Vídeo e Arte Eletrônica, esteve em contato com o melhor da Vídeo-Arte mundial. A partir da segunda metade da década de 90, com a chamada Retomada do Cinema Brasileiro, voltou-se para a produção cinematográfica, sempre mantendo um interesse particular pelo mercado independente. Em 1997, produziu a série de TV Os Nomes do Rosa e o longa Outras Estórias, ambos dirigidos por Pedro Bial. Integra desde 2018 a Academia de Artes e Ciências Cinematográficas de Hollywood. Em 2000, já instalada no Rio de Janeiro, fundou a BANANEIRA FILMES, produtora independente que desenvolve, produz e lança projetos ousados e de grande qualidade artística.

‘As Ineses’, do argentino Pablo José Meza, estreia nesta quinta nos cinemas

‘As Ineses’, do argentino Pablo José Meza, estreia nesta quinta nos cinemas

Coprodução entre Brasil e Argentina, chega aos cinemas distribuído pela Okna Produções

AS INESES, dirigido pelo argentino Pablo José Meza, estreia 14 de fevereiro. O diretor e roteirista argentino aposta mais uma vez, ao levar para o cinema, os segredos escondidos nas cidades do interior da Argentina. Tema com o qual ele estreou em seu primeiro longa, “Buenos Aires, 100 quilômetros” (2004) e que o inspirou a levar adiante a comédia de costumes AS INESES, uma coprodução entre Brasil e Argentina, produzido pela Cinematres em parceria com a Cubo Filmes, que será distribuído no Brasil pela Okna Distribuidora.

AS INESES conta a história de Carmen e Rosa. As amigas são vizinhas e moram lado a lado. Por essas coisas da vida que não se explica, ambas as mulheres possuem o mesmo sobrenome – García – engravidaram na mesma época e dão à luz no mesmo dia e no mesmo hospital da cidade onde moram. A surpresa vem no momento em que os pais recebem seus bebês e percebem que suas filhas parecem terem sido trocadas por engano após o parto. O casal loiro recebe a bebê morena e o casal moreno, a bebê loira. A confusão se instaura e as mães decidem colocar o mesmo nome para as duas garotas e resolver o problema de imediato.

O filme se passa em 1985, quando ainda não era comum testes de DNA para determinar a paternidade de uma criança. A chave para entender os códigos presentes na trama é o pulso das cenas artísticas onde as combinações de montagem, arte e figurino permite recriar o cativante cinema de costumes argentino, cuja localização é uma cidadezinha distante de Buenos Aires, meio esquecida no tempo.

AS INESES é estrelado por grandes nomes da dramaturgia argentina. Brenda Gandini é uma das protagonistas da história, personificando Carmen, a mãe da “bebê loira”e podemos vê-la contracenando com Maria Leal, sua mãe. Luciano Cáceres compõe um homem comum do interior do país, longe de estereótipos. Além destes talentos latinoamericanos, o filme conta também com a participação de André Ramiro, ator carioca que estreou no cinema nacional ao lado de Wagner Moura em Tropa de Elite de José Padilha.

Ao seu lado outro brasileiro participa do elenco: Rafael Sieg.  Ator gaúcho radicado no Rio de Janeiro, que integrou o elenco de novelas e séries na TV Globo, GNT e HBO. No cinema são mais de 15 curtas e longas, entre eles “Simonal” e  “Bem pra lá do fim do mundo”.

AS INESES é uma comédia de costumes onde o humor surge em momentos desconfortáveis exibidos em rotinas “cotidianas”. Um filme que vagueia entre várias circunstâncias de modo leve, tais como a questão da identidade, do preconceito e da religião sem se concentrar em nenhum tópico, mas o suficiente para fazer refletir.

Sinopse  

AS INESES conta a história de Carmen e Rosa. As amigas e vizinhas, que por coincidência tem o mesmo sobrenome, ficam grávidas e tem suas bebês no mesmo dia. Porém, para surpresa de ambas ao receber suas bebês, percebem que suas filhas parecem terem sido trocadas por engano após o parto. O casal loiro recebe a bebê morena e o casal moreno, a bebê loira. A confusão se instaura e as mães decidem colocar o mesmo nome para as duas garotas: Ines Garcia.

AS INESES   
(Argentina / Brasil, 2016)

Direção: Pablo José Meza.
Roteiro: Pablo Mezza e Victoria Mammolitti.
Elenco: Luciano Cáceres, Brenda Gandini, María Leal, Valentina Bassi, André Ramiro, Rafael Sig, Fiona Pereira, Brisa Medina.
Produção: Natacha Rébora, Pablo José Meza, Cláudio Fagundes, Pena Cabreira.
Produtora:  Cinematres (Argentina) e Cubo Filmes (Brasil)
Distribuição: Okna Produções
Duração: 74 min
País: Brasil e Argentina

TRAILER

Sobre a Cubo Filmes   

Criada por Pena Cabreira e Cláudio Fagundes, a Cubo Filmes trabalha em quatro frentes distintas:

# Núcleo Cloud – Os sonhos ganharam cenários infinitos e novas necessidades se criaram. O conceito multimídia é definitivo e novos espaços de difusão exigem novos formatos de comunicação; e é aí que se dá a inovação da linguagem, com mais tempo, mais informação, mais subjetividade, mais arte, mais sedução… Conteúdo e forma se renovam e se realimentam, o que exige experimentação e ousadia com olhar profissional, pois está em questão a voz contemporânea de marcas dispostas a competir em um mercado novo, sem perder a relação com sua clientela clássica. A Cubo Filmes, através de seu braço (e alma) Cloud, está preparada para ampliar e enriquecer este mercado desafiador com sua vasta experiência em todas as áreas audiovisuais: publicidade, marketing político, documentário, ficção, programas de TV e todas as possibilidades narrativas que as novas mídias proporcionam.

# Núcleo Publicitário – TV, audiovisuais e 3D.

# Núcleo Conteúdo – Filmes de longa e curta-metragem documental e de ficção juntamente com a Cubo Pós. Possui parceria com a Produtora Argentina Cinematres, fundada por Pablo José Meza e Natacha Rébora em 2002.
Filmografia: Buenos Aires 100 km (2004), La Vieja de Atrás (2010) Alguns Dias Sin Musica (2013) Abismo Horizontal (em finalização)

# Núcleo Campanha Política – Vencedora do Reed Awards (Campaigns & Elections – Reed Latino 2013), premiação que reconhece as melhores campanhas políticas das Américas com a Campanha do então eleito José Fortunati, prefeito de Porto Alegre.
Com profissionais experientes e talentos da nova geração, a produtora sempre busca resultados diferenciados e criativos. Possui estrutura para grandes produções e promove cursos de roteiros, montagem e finalização. Em parceria com designers, artistas plásticos e escritores, exercita e amplia a linguagem cinematográfica.

Sobre a Okna   

A OKNA Produções foi criada em 2006 como um bureau de produção especializado no desenvolvimento de produtos audiovisuais para todas as plataformas de mídia.

A empresa abre seu escopo de serviços ao se dedicar à distribuição de filmes brasileiros e estrangeiros, com destaque para o mercado latino-americano. Entre os títulos distribuídos constam “A Última Estrada da Praia”, de Fabiano de Souza, “Walachai” com direção de Rejane Zilles; e o documentário “Argus Montenegro e a Instabilidade do Tempo Forte”, dirigido por Pedro Isaias Lucas. Em 2017 lançou nos cinemas do Brasil o longa OS GOLFINHOS VÃO PARA O LESTE, longa-metragem uruguaio de estreia na direção de Gonzalo Delgado e Verónica Perrotta. O filme foi premiado no Festival de Cinema de Gramado, em 2016, com o Kikito de Melhor Atriz Filme Estrangeiro.

A Okna trabalhou na produção de lançamento do primeiro longa do premiado diretor Gustavo Spolidoro, “Ainda Orangotangos” (2007), que participou de mais de 20 festivais, recebendo os prêmios de Melhor Filme no Festival de Milão (Itália) e Melhor Ator no festival de Lima (Peru). Em 2014, seguindo esta trajetória na distribuição, a OKNA participou do lançamento do filme “Uma Dose Violenta de Qualquer Coisa”, de Gustavo Galvão.    A empresa participou na divulgação e agendamento em salas de cinema dos filmes argentinos O Último Bandonéon, de Alejandro Saderman; O Fundo do Mar, de Damián Szifron; Buenos Aires 100km, de Pablo Meza; Herencia, de Paula Hernandez; Conversando com Mamãe, de Santiago Carlos Oves e Ilusão de Movimento, de Héctor Molina.