Nos cinemas desde o dia 11 de outubro, o longa-metragem “Tudo Por Um Pop Star” já levou mais de 500 mil pessoas aos cinemas em apenas cinco dias em cartaz, segundo dados da ComScore. Disponível em 584 salas em todo o Brasil, o filme reúne no elenco Maisa Silva (Gabi), Klara Castanho (Manu), Mel Maia (Ritinha), Giovanna Lancellotti (Babete) e João Guilherme (Slack) e ficou em segundo lugar na bilheteria do final de semana. A direção é de Bruno Garotti. Com roteiro de Thalita Rebouças e colaboração de roteiro de Bruno Garotti e de Dadá Coelho, a produção é da Panorâmica, com coprodução da 20th Century Fox, Telecine e Globo Filmes e distribuição da Downtown Filmes/Paris Filmes.
Baseado na obra homônima de Thalita Rebouças, “Tudo Por Um Pop Star” conta a história das três adolescentes Manu, Gabi e Ritinha, que ficam extasiadas quando recebem a notícia de que a boy band “Slava Body Disco Disco Boys” estará em turnê no Rio de Janeiro. Tietes intensas, elas não vão medir esforços para realizar o sonho de ver de perto seus ídolos Slack (João Guilherme), Michael (Victor Aguiar) e Julius (Isacque Lopes).
Moradoras do interior, elas têm uma primeira e difícil missão: convencer os pais a deixá-las viajarem sozinhas para a capital. Para isso, as meninas contam com a forcinha de uma importante aliada: Babete (Giovanna Lancellotti), a prima avoada e mais velha de Manu. Passada essa etapa, precisarão dar um jeito para conseguir ingressos, que já estão esgotados. E é aí que entra o famoso youtuber Billy Bold (Felipe Neto) que pode – ou não – ajudar as meninas. Mesmo diante de tantas dificuldades, elas não vão descansar até conseguir conhecer a banda.
Com roteiro de Thalita Rebouças e colaboração de roteiro de Bruno Garotti e de Dadá Coelho, o filme tem ainda no elenco Isacque Lopes, Victor Aguiar, Victor Lamoglia, Maitê Padilha, Barbara Maia, Gaby Nunes, Letícia Isnard, Flávia Garrafa, Osvaldo Mil e Míriam Freeland. A produção é da Panorâmica, com coprodução da 20th Century Fox, Telecine e Globo Filmes e distribuição da Downtown Filmes/Paris Filmes.
Melhores amigas, Manu (Klara Castanho), Gabi (Maisa Silva) e Ritinha (Mel Maia) descobrem que seus ídolos da banda Slava Body Disco Disco Boys virão em turnê ao Rio de Janeiro. Extasiadas com a novidade, elas têm a difícil missão de convencer seus pais a permitir que deixem sua cidade no interior para realizar o sonho de ver de perto os meninos mais famosos do cenário pop. Para isso, contarão com a ajuda de Babete (Giovanna Lancellotti), a prima avoada e mais velha de Manu. Mas essa aventura reserva muitas surpresas: testa os limites da paixão dessas fãs e coloca à prova a força da amizade das três.
Ficha técnica:
Direção: Bruno Garotti
Roteiro: Thalita Rebouças
Colaboração de Roteiro: Bruno Garotti e Dadá Coelho
Supervisão de Roteiro: Paulo Cursino e Bruno Garotti
Produção: Panorâmica
Produzido por: Rodrigo Montenegro, Mara Lobão e Rodrigo Guimarães
Direção de Produção: Vanessa Jardim
Direção de Fotografia: Dante Belluti
Direção de arte: Marcus Figueiroa
Produção de Elenco: Cibele Santa Cruz
Figurino: Fabíola Trinca
Maquiagem: Paula Vidal
Som Direto e Mixagem: Visom
Direção Musical: Daniel Lopes
Trilha Sonora: Daniel Lopes e Music Mind
Montagem: Diana Vasconcellos, ABC
Coprodutores: 20th Century Fox, Telecine e Globo Filmes
Investidor: Fundo Setorial do Audiovisual
Distribuidora: Downtown Filmes / Paris Filmes
Elenco principal: Maisa Silva, Klara Castanho, Mel Maia, Felipe Neto, Giovanna Lancellotti, João Guilherme, Isacque Lopes e Victor Aguiar
Classificação: Livre
Sobre o diretor
Bruno Garotti foi diretor e roteirista dos longas “Cinderela Pop” (a ser lançado em 2019) e “Eu Fico Loko”, eleito Melhor Filme Nacional do ano pelo Prêmio Jovem Brasileiro 2017. Atuou como diretor-assistente e roteirista nos filmes “S.O.S. Mulheres ao Mar 2” (2015), “S.O.S. Mulheres ao Mar” (2014) e “Confissões de Adolescente” (2014).
Entre 2006 e 2010, trabalhou como assistente de direção em dezenas de produções, como os filmes “Se Eu Fosse Você 2” (2008), “O Bem Amado” (2009 ), “Chico Xavier” (2010 ) e a série “As Cariocas” da TV Globo (2011).
Sobre a Panorâmica
A Panorâmica tem 15 anos e já realizou 58 séries para TV e 3 filmes para cinema. Criou e produziu conteúdos em diversos formatos para 15 canais brasileiros e internacionais, como Globo, Record, NBC/Universal, A&E, MTV, Multishow, GNT, Gloob, Futura e Viva.
Criou e produziu a série infantil Gaby Estrella, com 126 episódios exibidos no canal Gloob. A série foi indicada ao Emmy Kids Awards 2014 (USA) na categoria melhor série infantil. Em 2017, lançou o longa-metragem “Gaby Estrella – O Filme”.Alguns conteúdos criados e produzidos pela Panorâmica: Série “Rotas do Ódio”, um drama policial exibido em 2017 pela NBC/Universal. Série de ação “Sem Volta”, exibida em 2016 pela Rede Record. Longa-metragem “Cinderela Pop”, adaptação da obra de Paula Pimenta, a ser lançado em 2019.
Em 2013 e 2014, a Panorâmica realizou o Programa Globosat de Desenvolvimento de Roteiristas, que treinou mais de 400 roteiristas e gestores da indústria audiovisual brasileira. O projeto trouxe ao Rio importantes nomes da indústria de seriados da TV americana como Martha Kauffman (Friends), Anthony Zuicker (CSI), Darren Starr (Sex and the City) e o mestre de roteiros Robert Mckee, com seus seminários famosos em todo o mundo: história e gênero.
Sobre a Fox
Presente no mercado nacional desde 1920, a Fox Film do Brasil é uma das empresas com maior contribuição à indústria do entretenimento no país, atuando com destaque e garantindo a seus filmes amplo e diferenciado apoio de divulgação. Dentre os grandes sucessos distribuídos pela Fox, encontram-se: “A Forma da Água”, “O Regresso”, “Birdman”, “Deadpool”, “A Culpa é das Estrelas”, a franquia “X-Men”, “Planeta dos Macacos”, “As Aventuras de Pi”, “Cisne Negro”, as franquias “Como Treinar Seu Dragão”, ” Rio” e “A Era do Gelo”. A Fox também tem uma área voltada para investimento e aquisição de títulos em língua estrangeira. No Brasil, coproduziu e lançou inúmeros longas-metragens nacionais entre os quais os mais recentes: “Não Se Aceitam Devoluções”, “Lino”, “Em Nome da Lei”, “Linda de Morrer” e outros sucessos como “Somos Tão Jovens”, “Nosso Lar”, “Copa de Elite”, “Assalto ao Banco Central”, “Ensaio Sobre a Cegueira”, “Se Eu Fosse Você 1 e 2”, entre outros.
Sobre a Rede Telecine
Joint-venture entre a Globosat e os quatro maiores estúdios de Hollywood – Paramount, MGM, Universal e Fox –, a Rede Telecine também exibe com exclusividade as produções da Disney e sucessos do mercado independente. O melhor do cinema mundial estreia na TV brasileira através da Rede Telecine cada vez mais rápido.
Para investir cada vez mais na produção cinematográfica nacional, a Rede Telecine lançou em 2008 o Telecine Productions, selo de coprodução de títulos em parceria com grandes produtoras brasileiras. Além de estimular a criação de novos filmes, o Telecine garante a exibição desses títulos com exclusividade em suas diferentes plataformas.
Em 2017, o Telecine foi o mais lembrado entre todos os canais da TV por assinatura, categoria na qual é líder isolado pelo quarto ano consecutivo conquistando na pesquisa Top of Mind do Datafolha. Na de canais de filmes, a Rede mantém a liderança desde 2007 ¹. O Telecine é o canal fundamental na manutenção da TV por Assinatura2 e, neste ano, tem em sua programação sete dos 10 filmes mais vistos pelo público brasileiro em 2017³.
FONTES:
¹ – Top Of Mind 2016 – Datafolha – Perguntas: “Quando você pensa em CANAIS DE TV POR ASSINATURA, qual o primeiro canal que lhe vem à cabeça?” e “Quando você pensa em CANAIS DE FILMES POR ASSINATURA por assinatura, qual o primeiro canal que lhe vem à cabeça?”
² – 21ª Pay TV Pop – Ibope 2014; Top Of Mind – Datafolha (A partir de 2015)
³ – Iboe. Brasil. Estreias de 2016. Público Acumulado
Conhecida internacionalmente no meio clássico, a soprano Aida Gaifullina ganhou ainda maior projeção ao se apresentar na cerimônia de abertura da Copa do Mundo de 2018 ao lado do astro internacional Robbie Williams. E é a sua interpretação de “Je veux vivre”, da ópera Romeu e Julieta, de Charles Gounod – a mesma cantada na abertura do evento – que está na vinheta do Festival Ópera na Tela 2018. Ao som da composição, a peça exibe imagens das 12 récitas inéditas e recentes (2017/2018) que serão apresentadas no Parque Lage, no Rio, em um telão em uma tenda cristal ao ar livre montada especialmente para o evento, entre 27 de outubro e 8 de novembro. Depois, a programação segue para os cinemas brasileiros até meados de 2019. A vinheta pode ser vista aqui https://youtu.be/PfkmK0uowvg e sua atuação em Romeu e Julieta em https://youtu.be/U9ukCvHf4Pk
Aida Garifulina – conhecida do público carioca por sua atuação em A Donzela da Neve, de Rimsky-Korsakov, que foi apresentada na edição do Ópera na Tela do ano passado – é a protagonista de Romeu e Julieta, de Charles Gounod, do Grande Teatro do Liceu de Barcelona. Com direção de Stephen Lawless, regida pelo maestro Josep Pons, será acompanhada pelo coro e orquestra do Liceu Opera Barcelona. No elenco nomes como Saimir Pirgu, Tara Erraught, Susanne Resmark, Isaac Galán, Ruben Amoretti, Nicola Ulivieri. A récita, com cinco atos e duração de 2h30m, será exibida dia 7 de novembro, às 19h30m. A soprano já dividiu o palco com nomes renomados como com Plácido Domingo, Andrea Bocelli, Juan Diego Flórez e Hvorostovsky, e chegou a fazer uma ponta no filme “Florence: Quem é essa mulher?” (2016), estrelado por Meryl Streep e Hugh Grant. Ela também integra o elenco da ópera La Bohème, também em exibição no festival.
A ópera Romeu e Julieta
Charles Gounod, um dos grandes representantes do drama lírico francês – e de quem se celebra neste ano o bicentenário de nascimento – compôs Romeu e Julieta em 1867, por ocasião da Exposição Internacional de Paris. Àquela altura, já contava na sua obra com um grande sucesso, também fruto de uma adaptação, a do Fausto, de Goethe. Trabalhou, portanto, com os mesmos libretistas, Jules Barbier e Michel Carré, que se esforçaram para seguir de perto a obra de Shakespeare, exceto pelo fim. Na peça, ao despertar na sepultura, Julieta encontra Romeu morto, enquanto na ópera lhe resta ainda um sopro de vida, o que lhe permite cantar o magnífico duo final que termina com a morte de ambos.
Romeu e Julieta volta ao palco do Gran Teatre del Liceu após 32 anos de ausência. Essa coprodução com a Ópera de Santa Fé, dirigida por Josep Pons, traz em destaque Saimir Pirgu e Aida Garifullina nos papéis-títulos. A concepção de Stephen Lawness situa a ação no contexto da Guerra Civil nos Estados Unidos (1861-1865). Os dois apaixonados se movimentam num mausoléu, como numa prefiguração que – desde os primeiros momentos de sua história de amor – condicionará fatalmente seu destino.
A jovem soprano russa Aida Garifullina, que tivemos o prazer de revelar ao nosso público no ano passado em A donzela da neve, de Rimsky-Korsakov, está absolutamente deslumbrante no papel de Julieta, já interpretado por ela em 2017 na Ópera do Estado de Viena. Dotada de um grande desembaraço vocal e de um timbre lírico a um só tempo leve e consistente, com uma bela cor, ela possui igualmente uma belíssima presença cênica.
Romeu é interpretado pelo tenor albanês Saimir Pirgu, uma das melhores vozes do momento no registro tenor lírico-ligeiro. Ele volta ao Liceu, onde cantou pela última vez no papel de Macduff, em Macbeth. Apesar de sua idade – tem apenas 36 anos –, já conta com uma longa carreira no seu currículo.
Existem pelo menos 24 óperas inspiradas em Romeu e Julieta. A primeira, Romeu e Julieta (1776), é um singspiel, de Georg Benda, que corta boa parte da ação e a maioria dos personagens e termina com um final feliz. Em 1796, Nicola Antonio Zingarelli compôs uma versão intitulada Giulietta e Romeo, na qual a intriga, ainda que remanejada, conserva seu final trágico. O papel de Romeu foi criado pelo castrato Crescentini e, até a década de 1830, ele permanecerá como um dos favoritos de Maria Malibran.
A sinfonia dramática Roméo et Juliette, de Hector Berlioz, foi apresentada pela primeira vez em 1839. Piotr Ilitch Tchaikovsky compôs em 1869 seu poema sinfônico Romeu e Julieta, reformulado em 1870 e em 1880. A peça inspirou outros compositores clássicos, entre eles Johan Svendsen (Romeo og Julie, 1876), Frederick Delius (A village Romeo and Juliet, 1899-1901) e Wilhelm Stenhammar (Romeo och Julia, 1922).
(Texto dos diretores do Festival, Emmanuelle e Christian Boudier)
O festival
O festival dará ao público mais uma vez a oportunidade de se emocionar com os maiores cantores do mundo: com destaques este ano para Anna Netrebko(presente em três óperas: Aída, Macbeth e Andrea Chénier), Plácido Domingo (Macbeth), Aida Garifullina (Romeu e Julieta e La Bohème), Anja Harteros (Tosca) e o tenor brasileiro Atalla Ayan (La Bohème). Também estão presentes regentes lendários, como Riccardo Muti (Aída), Daniel Barenboim (Macbeth), Plácido Domingo (Don Giovanni), Riccardo Chailly (Don Pasquale e Andrea Chénier) e Christian Thielemann (Tosca e Tristão e Isolda).
Entre os destaques deste ano estão ‘Don Giovanni’, dirigida por Plácido Domingo, em uma reconstituição da regência de Mozart no Teatro dos Estados de Praga há 230 anos; ‘Tristão e Isolda’, apresentada no Festival de Bayreuth, evento concebido pelo compositor Wagner; ‘La Bohème’, em uma versão futurista que se passa na Lua, vista na Ópera Nacional de Paris, e ‘Carmen’, em uma montagem que reflete a crise de imigração e se passa na fronteira entre o México e os Estados Unidos.
Nessa edição, as obras ‘Boris Godunov’, ‘Don Pasquale’, ‘Turandot’, ‘Andréa Chenier’, ‘Tristão e Isolda’ e ‘Romeu e Julieta’ serão apresentadas pela primeira vez no âmbito do Festival. Após as exibições no Parque Lage, os filmes do festival chegarão aos cinemas de mais de 20 cidades brasileiras, onde ficarão em cartaz até outubro de 2019.
No Rio, além da programação a céu aberto e nos cinemas, haverá uma masterclass de canto lírico com Raphaël Sikorski, renomado técnico vocal francês, responsável pelo treinamento dos principais nomes da ópera da atualidade. A masterclass será gratuita e acontecerá no Theatro Municipal do Rio de Janeiro. Ainda no Rio, acontecerão ações educativas coordenadas pelo maestro Ricardo Prado, especialista em educação musical. No ano passado foram oferecidas quatro sessões para cerca de 200 alunos de escolas públicas e particulares. Este ano estão previstas quatro sessões, sempre no Cine Odeon Net Claro, na Cinelândia.
Sobre o Festival Ópera na Tela
Em sua quarta edição, o Festival Ópera na Tela exibe 12 óperas inéditas e recentes em um cinema, com telão, espreguiçadeiras e som de última geração, montado ao ar livre no Parque Lage especialmente para o evento. Em seguida, a seleção de peças líricas entra em cartaz nos cinemas de 20 cidades brasileiras. A programação completa está no site www.operanatela.com.br.
PROGRAMAÇÃO DO FESTIVAL
SÁBADO, 27 DE OUTUBRO
TOSCA, de Giacomo Puccini – Festival de Páscoa de Salzburgo
Maestro: Christian Thielemann
Diretor: Michael Sturminger
Orquestra Estatal de Dresden
Ópera em três atos – Duração: 2h45
Elenco: Anja Harteros, Aleksandrs Antonenko, Ludovic Tezier, Andrea Mastroni, Mikeldi Atxalandabaso, Rupert Grössinger, Matteo Peirone
Sinopse: A cantora Floria Tosca e o pintor Mario Cavaradossi se apaixonam. O chefe da polícia de Roma, o barão Scarpia, que deseja possuir Tosca, persegue um prisioneiro político que se esconde na casa de Cavaradossi. Carpia manda que Cavaradossi seja torturado até que Tosca aceite se entregar a ele. Tido como um traidor, Cavaradossi deve morrer. Scarpia promete a Tosca que a execução será apenas simulada.
DOMINGO, 28 DE OUTUBRO
MACBETH, de Giuseppe Verdi – Ópera do Estado de Berlim
Sinopse: Depois de ter vencido uma batalha importante, o comandante Macbeth é informado sobre uma profecia segundo a qual um dia se tornará Rei da Escócia. Influenciado por sua mulher, ele se mostra disposto a tudo – mesmo a cometer um assassinato – para que a profecia se cumpra. Porém logo cairá vítima de seu próprio cinismo e de sua insaciável sede de poder.
SEGUNDA-FEIRA, 29 DE OUTUBRO
DON GIOVANNI, de Wolfgang Amadeus Mozart – Teatro dos Estados de Praga
Maestro: Plácido Domingo
Diretor: Jiří Nekvasil
Drama giocoso em dois atos – Duração: 3h02
Elenco: Simone Alberghini, Irina Lungu, Dmitry Korchak, Julia Novikova, Kateřina Kněžíková, Jiri Bruckler, Adrian Sampetrean
Sinopse: Caracterizado ora como um libertino obcecado por sexo, ora como um campeão da liberdade, Don Giovanni encarna ao mesmo tempo o mito do sedutor punido e o protesto contra uma concepção antiquada da moral e da vida. Intemporal, a obra marca também uma transição musical entre as fórmulas associadas à ópera do passado e aquelas do drama musical moderno.
QUARTA-FEIRA, 31 DE OUTUBRO
BORIS GODUNOV, de Modest Mussorgsky – Ópera Nacional de Paris
Maestro: Vladimir Jurowski
Diretor: Ivan van Hove
Coro, ballet e orquestra da Ópera Nacional de Paris
Sinopse: Rússia nos séculos XVI e XVII. Para conquistar o poder, Bóris Godunov manda assassinar Dimitri, filho de Ivan, o Terrível, e herdeiro legítimo do trono. Consegue, então, ser coroado com o aval da aclamação popular. Contudo, cinco anos depois, o país se vê castigado pela peste e pela fome. Bóris passa a ser recriminado por ter atraído essas desgraças. Grigori, um jovem monge que se faz passar por Dimitri, convence o rei da Polônia a invadir a Rússia, e Bóris, atormentado pelo remorso e pela culpa, mergulha na loucura, enquanto Grigori usurpa seu poder.
QUINTA-FEIRA, 1° DE NOVEMBRO
TRISTÃO E ISOLDA, de Richard Wagner – Festival de Bayreuth
Diretor: Katharina Wagner
Ópera em três atos – Duração: 4h08
Elenco: Stephen Gould, René Pape, Petra Lang, Iain Paterson, Raimund Nolte, Christa Mayer
Sinopse: Morold, noivo de Isolda, filha do rei da Irlanda, é morto por Tristão, sobrinho do rei da Cornualha. Porém Tristão é ferido pela espada envenenada de Morold. Isolda, por sua vez, que é a única a dispor do antídoto, decide se vingar do homem que lhe roubou o seu grande amor. Tristão e Isolda, contudo, acabam por se apaixonar. Dividida entre o ódio, a vergonha de ser assim entregue ao vassalo de seu pai por aquele que matou seu noivo e ainda o amor impossível que ela nutre por Tristão, Isolda decide se unir a ele na morte.
SEXTA-FEIRA, 2 DE NOVEMBRO
TURANDOT, de Giacomo Puccini – Teatro Regio de Turim
Maestro: Gianandrea Noseda
Direção: Stefano Poda
Orquestra e coro do Teatro Regio di Torino
Ópera em três atos – Duração: 1h54
Elenco: Rebeka Lokar, Jorge de León, Erika Grimaldi, In-Sung Sim, Antonello Ceron, Marco Filippo Romano, Luca Casalin, Mikeldi Atxalandabaso
Sinopse: A princesa Turandot, filha do imperador Altum, da China, odeia todos os homens e jura que jamais se entregará a um deles. Essa aversão tem sua origem no estupro e assassinato da princesa Lo-u-Ling, fato que a deixou traumatizada para sempre. Sob a pressão do pai, ela aceita se casar. Porém impõe uma condição: ela proporá três enigmas a todos os candidatos, que serão decapitados caso não consigam desvendá-los. Desse modo, ela somente se casará com aquele que decifrar as três dificílimas charadas.
SÁBADO, 3 DE NOVEMBRO
LA BOHÈME, de Giacomo Puccini – Ópera Nacional de Paris
Maestro: Gustavo Dudamel
Diretor: Claus Guth
Orquestra e coro da Ópera Nacional de Paris
Ópera em quatro atos – Duração: 2h10
Elenco: Nicole Car, Aida Garifullina, Atalla Ayan, Artur Ruciński
Sinopse: Inspirado em Scènes de la vie de bohème, de Murger, esta ópera coloca em cena jovens artistas que vivem na penúria e que sonham com uma outra vida. Puccini nos oferece, através da relação entre o poeta Rodolfo e a frágil Mimi, uma história de amor comovente e algumas de suas mais belas páginas no universo da ópera. A montagem dessa nova produção situa o drama em um futuro sem esperança, no qual o amor e a arte se tornam o derradeiro caminho para a transcendência.
DOMINGO, 4 DE NOVEMBRO
CARMEN, de Georges Bizet – Teatro dell’Opera di Roma – Termas de Caracalla
Maestro: Ryan McAdams
Diretora: Valentina Carrasco
Orquestra, Coro e Corpo de Baile do Teatro dell’Opera di Roma
Ópera cômica em quatro atos – Duração: 2h40
Elenco: Veronica Simeoni, Roberto Aronica, Rosa Feola, Alexander Vinogradov, Alessio Verna, Daniela Cappiello, Anna Pennisi
Sinopse: O tradicional drama passional entre a cigana Carmen e o soldado Don José é aqui apresentado no contexto da crise em torno da questão da imigração na América do Norte e se desenrola na fronteira entre o México e os Estados Unidos. Enfaticamente contemporânea, nem por isso essa produção deixa de respeitar fielmente a partitura original.
SEGUNDA-FEIRA, 5 DE NOVEMBRO
ANDREA CHÉNIER, de Umberto Giordano – Teatro alla Scala de Milão
Maestro: Riccardo Chailly
Diretor: Mario Martone
Coro, ballet e orquestra do Teatro alla Scala
Drama histórico em quatro atos – Duração: 2h
Elenco: Yusif Eyvazov, Luca Salsi, Anna Netrebko, Annalisa Stroppa, Mariana Pentcheva
Sinopse: Durante o período do terror na Revolução Francesa, o tribunal revolucionário condena à morte o poeta Andrea Chénier. Este, contudo, decide não fugir, pois precisa descobrir quem está por trás das cartas que o denunciaram.
TERÇA-FEIRA, 6 DE NOVEMBRO
DON PASQUALE, de Gaetano Donizetti – Teatro alla Scala de Milão
Maestro: Riccardo Chailly
Diretor: Davide Livermore
Orquestra e coro do Teatro alla Scala de Milão
Ópera-buffa em três atos – Duração: 2h05
Elenco: Ambrogio Maestri, Rosa Feola, René Barbera, Mattia Olivieri
Sinopse: Don Pasquale prefere deserdar o sobrinho Ernesto a vê-lo casado com Norina, a quem considera “inadequada”. Decide então ele mesmo se casar, de modo a ter seus próprios herdeiros. O Dr. Malatesta propõe que ele se case com sua irmã, que vem a ser ninguém menos do que aquela por quem Ernesto está apaixonado, Norina, disfarçada como uma jovem tímida, saída de um convento. Logo a jovem se revela uma autêntica megera, a ponto de Don Pasquale se arrepender de sua decisão.
QUARTA-FEIRA, 7 DE NOVEMBRO
ROMEU E JULIETA, de Charles Gounod – Grande Teatro do Liceu de Barcelona
Sinopse: Julieta foi prometida ao conde Páris, mas acaba se apaixonando por Romeu, cuja família está em conflito aberto com a sua. Frei Lourenço promete auxiliar os amantes na expectativa de que a união ajude a reconciliar as duas famílias. Contudo, é o oposto que acontece, com a rivalidade se exacerbando ainda mais. Frei Lourenço sugere uma estratégia, cujo fracasso terminará por levar os dois amantes à morte.
QUINTA-FEIRA, 8 DE NOVEMBRO
AÍDA, de Giuseppe Verdi – Festival de Páscoa de Salzburgo
Maestro: Riccardo Muti
Diretor: Shirin Neshat
Ópera em quatro atos – Duração: 2h28
Elenco: Anna Netrebko, Roberto Tagliavini, Ekaterina Semenchuk, Francesco Meli, Dmitry Belosselskiy, Luca SalsI
Sinopse: Mênfis e Tebas na época dos faraós. O rei do Egito se encontra em guerra com Amonasro, rei da Etiópia, cuja filha, Aída, é mantida prisioneira por seus inimigos, tendo se tornado escrava da bela Amnéris, filha do faraó. Ambas se apaixonam por um jovem oficial chamado Radamés, que deve liderar os soldados no ataque aos etíopes. Radamés ama Aída e ignora que é contra o pai dela que terá de combater.
Serviço:
Festival ÓPERA NA TELA
Data: de 27 de outubro a 8 de novembro / Horário: 19h30m
Local: Parque Lage – R. Jardim Botânico, 414 – Jardim Botânico
Ingressos: R$24 (inteira) e R$12 (meia), vendidos antecipadamente pelos sites www.operanatela.com
Haverá meia-entrada no Parque Lage
Capacidade: 400 lugares
Classificação indicativa: Livre ou 14 anos, dependendo da obra.
Sinopse: Pauline acaba de herdar uma casa de sua tia e então decide morar lá com suas duas filhas, Beth e Vera. Mas, logo na primeira noite, o lugar é atacado por violentos invasores e Pauline faz de tudo para proteger as crianças. Dezesseis anos depois, as meninas, agora já crescidas, voltam para a casa e se deparam com coisas estranhas.
A Justiceira
Suspense/Ação, direção de Pierre Morel
Sinopse: Quando o marido e a filha são mortos a tiros diante de um parque de diversões, Riley (Jennifer Garner) acorda de um coma e passa os anos seguintes aprendendo a se tornar uma máquina de matar letal. No quinto aniversário da morte de sua família, ela tem como alvo todos os responsáveis: a gangue que cometeu o crime, os advogados que os libertaram e os policiais corruptos que permitiram que tudo acontecesse.
A Última Abolição
Documentário, direção de Alice Gomes
Sinopse: Uma retrospectiva detalhada de um momento emblemático da história do Brasil, apresentado de uma outra persperctiva: a abolição da escravidão. Ao contrário do que é pregado por livros didáticos e outras vertentes da “história oficial”, a população escravizada se estruturou para criar uma forte oposição ao regime, criando quilombos, organizando revoltas, escolhendo líderes do movimento e convocando a população negra para a luta armada.
Amigos Alienígenas
Animação, direção de Christoph Lauenstein e Wolfgang Lauenstein
Sinopse: A vida de Louis, um menino de doze anos, muda completamente quando a nave espacial de três alienígenas cai nos fundos do quintal de sua casa. Seu pai, um ufologista famoso, congelaria os novos amigos na primeira oportunidade, por isso ele precisa protegê-los e ajudá-los a descobrir o paradeiro da nave mãe, para que só assim eles consigam voltar para casa.
Estás Me Matando Susana
Drama, direção de Roberto Sneider
Sinopse: Eligio (Gael García Bernal) acorda em uma manhã e descobre que sua esposa Susana (Verónica Echegui) o deixou sem dizer uma palavra sobre seus motivos ou paradeiro. Ele decide embarcar em uma viagem da Cidade do México até uma universidade de Iowa, nos Estados Unidos, para lutar pela mulher que ama. Ao chegar, ela parece ter seguido em frente com sua vida, mas Eligio resolve usar seu charme para conquistá-la enquanto enfrenta as dificuldades de um lugar estrangeiro.
Legalize Já-Amizade Nunca Morre
Drama, direção de Johnny Araújo e Gustavo Bonafé
Sinopse: Skunk (Ícaro Silva) é um jovem músico, revoltado com a opressão e o preconceito diários sofrido pelas comunidades de baixa renda, que busca expor sua insatisfação através da música. Um dia, ao fugir da polícia, ele literalmente esbarra em Marcelo (Renato Góes), um vendedor de camisas de bandas de heavy metal. O gosto pelo mesmo estilo musical os aproxima, assim como a habilidade de Marcelo em compor letras de forte cunho social e questionador. Impulsionado por Skunk, ele adentra o universo da música e, juntos, formam a banda Planet Hemp.
O Poder de Diane
Comédia, direção de Fabien Gorgeart
Sinopse: Diane (Clotilde Hesme) é uma jovem mulher perdida na vida. Entre uma festa e outra, ela decide servir como a barriga de aluguel para Thomas (Thomas Suire) e Jacques (Gregory Montel), um casal de amigos muito próximo. Durante a gestação, ela se muda para a casa dos avós no campo e conhece Fabrice (Fabrizio Rongione), um eletricista local. Enquanto ela se prepara para dar a luz, os dois iniciam um romance improvável.
O Primeiro Homem
Drama/biografia, direção de Damien Chazelle
Sinopse: A vida do astronauta norte-americano Neil Armstrong (Ryan Gosling) e sua jornada para se tornar o primeiro homem a andar na Lua. Os sacrifícios e custos de Neil e toda uma nação durante uma das mais perigosas missões na história das viagens espaciais.
A chegada do homem à Lua sem dúvida foi um grande acontecimento, senão um dos mais marcantes da história da humanidade. Além disso foi um marco na corrida espacial travada entre Estados Unidos e a antiga União Soviética em plena Guerra Fria. Retratar o fato na tela grande poderia soar como clichê para muitos apaixonados pela sétima arte, mas ‘O Primeiro Homem’ (First Man), novo filme de Damien Chazelle, vencedor do Oscar por’ La La Land: Cantando Estações’, é muito mais do que isso. Não se trata apenas de reproduzir uma ocasião histórica, mas mostrar a vida pessoal do astronauta norte-americano Neil Armstrong e toda a sua jornada para se tornar o primeiro homem a pisar na Lua.
A missão de dar vida à Armstrong ficou com Ryan Gosling, indicado ao Oscar também por ‘La La Land’, voltando a trabalhar com Chazelle. Assim como no filme anterior, o cineasta vai se preocupar em apresentar um personagem masculino dedicado, focado no seu objetivo e disposto a dar o seu melhor. Boa parte da trama será centrada na figura do astronauta, com o máximo de captação de suas emoções e nas consequências de suas escolhas, seja em ambiente familiar, como em sua missão derradeira na Apollo XI, em 1969.
Logo nas primeiras cenas nos deparamos com um drama familiar, e não só o chefe da família, como também a esposa, Janet, vivida por Claire Foy (The Crown) entra em cena para ajudar o núcleo familiar a segurar as pontas e também superar o momento difícil. Não só nesse momento, mas naqueles que concernem às missões espaciais, Janet terá um papel importante, de trazer equilíbrio e estabilidade para a família, afinal, não se sabe se algo vai dar errado e se Armstrong vai ou não voltar para casa. Tudo é mostrado com muita sensibilidade e cuidado, e a montagem e fotografia, sob a responsabilidade de Linus Sandgren, contribuem para inserir o espectador no ambiente familiar de Armstrong, como também em algumas missões, como o Projeto Gemini, Projeto Gemini 8 e Missão Apollo XI.
Quem acompanha a história desde o primeiro ato, percebe que em muitas cenas é usado um filtro que faz o filme parecer ter sido rodado durante a década de 60, época em que se passa a narrativa. Este é um elemento bem convidativo e dotado de beleza estética. Desde o Projeto Gemini, de 1962, o público já vive uma grande experiência imersiva, graças aos planos fechados e concentrados no rosto do protagonista e a câmera em primeira pessoa para dar a sensação à pessoa que está assistindo, que ela faz parte da tripulação e participa efetivamente da missão. A câmera balançando e as luzes piscando causam bastante incômodo, e isso é feito propositadamente para trazer mais realismo à experiência e realçar o risco que cada viagem proporcionava aos astronautas. Tudo realizado de forma precisa e eficiente, sem perder o foco no objetivo maior, da chegada à Lua.
Se a parte técnica chama a atenção, como montagem, fotografia e mixagem de som, as atuações também são outros pontos altos da história. Claire Foy está excelente na pele de Janet Armstrong. Foy ilustrou uma mulher forte em boa parte das cenas e também vulnerável em outras, mas ela se destaca também por sua postura imponente no trato com a imprensa e também com os membros da Nasa em relação aos riscos que o marido e seus companheiros corriam no espaço sideral, ligando o sinal de alerta de todos. Já Ryan Gosling carregou muito bem a trama e soube passar confiança, verdade e coragem com seu personagem. Sua expressão fechada e o sangue frio demonstrados poderiam ser interpretados como indiferença, mas não é o caso, a personalidade de Armstrong é a de um homem calmo e que pouco se abala, mas incisivo, ambicioso e concentrado no que faz, o que chamou muito a atenção. Gosling conseguiu manter o interesse do espectador até o fim e mostrar que é possível enxergar o mundo sob outras perspectivas, maneira como Armstrong via ao seu redor.
Por fim, o trabalho de Damien Chazelle é digno de muitos elogios, seu mérito em ‘O Primeiro Homem’ está nos recursos que utilizou para contar a história pretendida, e não o que seria contado. A sequência de planos, com foco nas cenas internas dos foguetes e os ótimos elementos técnicos empregados trouxeram uma certa nostalgia de voltar a ver filmes passados no espaço, sensação de estar vendo um longa de Stanley Kubrick ou de Alfonso Cuarón. Uma viagem de perfeita contemplação.
Com grande potencial para indicação ao Oscar nos principais prêmios, como o de melhor filme, diretor e ator, ‘O Primeiro Homem’ vem forte e com chances reais e não surpreenderia também se levasse indicação e também estatuetas em mixagem de som, fotografia e montagem. Uma obra-prima a ser contemplada e admirada.
Depois de ser premiado no Festival de Gramado, “Simonal”, de Leonardo Domingues, chega no Festival Internacional de Cinema de Viña del Mar mostrando todo o carisma e a extravagância de um dos maiores cantores do Brasil na década de 60. Além dos tempos áureos de Simona, interpretado por Fabrício Boliveira, a cinebiografia também mostra a sua queda, após a acusação de dedo-duro em meio à ditadura. Nesta terça, 16, às 19h, o filme será exibido no Chile durante a cerimônia de abertura da mostra e conta com a apresentação do diretor, no shopping Marina Arauco.
Depois do Festival Internacional de Cinema de Viña del Mar, o longa-metragem participa da Mostra Internacional de Cinema de São Paulo, com exibições nos dias 23, 24 e 27 no Espaço Itaú do Frei Caneca. Em seguida, desembarca em solo carioca para o Festival do Rio, com a programação ainda a definir. Neste ano, a trama já conquistou três prêmios: de Melhor Trilha Musical, Melhor Direção de Arte e Melhor Fotografia no 46º Festival de Cinema de Gramado.
O filme é ambientado num rico momento da música brasileira e personagens da época circulam pelas cenas, como Erasmo Carlos, Ronaldo Bôscoli, Luis Carlos Miele e Elis Regina. Leandro Hassum interpreta Carlos Imperial, o primeiro a perceber o talento de Wilson Simonal. O elenco conta ainda com Mariana Lima, Silvio Guindane, Caco Ciocler, Bruce Gomlevsky, Fabricio Santiago, Letícia Isnard, João Velho e Dani Ornelas. Com previsão de estreia para 2019, o drama foi produzido pela Pontos de Fuga e será distribuído pela Downtown Filmes/Paris Filmes.
Antes de virar cinebiografia, a vida de Simonal foi tema do documentário “Ninguém Sabe O Duro Que Dei”, de 2009, dirigido por Cláudio Manoel, Micael Langer e Calvito Leal. “Simonal”, inclusive, traz referências do filme, além das biografias “Nem Vem Que Não Tem – A Vida E O Veneno de Wilson Simonal”, de Ricardo Alexandre, e “Simonal: Quem Não Tem Swing Morre Com A Boca Cheia De Formiga”, de Gustavo Alonso. O diretor Leonardo Domingues também participou do processo de pós-produção do documentário.
O filme conta a história de Wilson Simonal, o cantor que saiu da pobreza e comandou as maiores plateias do Brasil. Dotado de um recurso vocal assombroso e domínio de palco excepcional, Simonal consegue transformar suas inseguranças da infância em grandes conquistas na idade adulta. Uma vez no topo, passa a se sentir invencível: exibe a sua riqueza e gosto por carrões e mulheres; faz propaganda de multinacionais; e se recusa a defender um discurso engajado contra a ditadura. Até que resolve ameaçar seu contador quando se vê com problemas financeiros, graças a seus gastos descontrolados, e acaba vendo seu nome envolvido com o Dops. Começa então a derrocada de uma das maiores vozes que o Brasil já ouviu.
Elenco
Fabrício Boliveira – Simonal
Isis Valverde – Tereza
Leandro Hassum – Carlos Imperial
Mariana Lima – Laura Figueiredo
Silvio Guindane – Marcos Moran
Caco Ciocler – Santana
Bruce Gomlevsky – Taviani
Fabricio Santiago – Marcelão
Letícia Isnard – Mulher de Taviani
João Velho – Miele
Dani Ornelas – Maria
Ficha técnica
Direção: Leonardo Domingues
Produção: Pontos de Fuga
Coprodução: Tvzero, Forte Filmes e Globo Filmes
Distribuição: Downtown e Paris Filmes
Roteiro: Victor Atherino e Leonardo Domingues
Fotografia: Pablo Baião
Direção de Arte: Yurica Yamasaki
Figurino: Kika Lopes
Maquiagem: Rose Versosa
Montagem: Vicente Kubrusly e Pedro Bronz
Trilha Sonora: Max de Castro e Wilson Simoninha
Produção de Elenco: Marcela Altberg
Produção Executiva: Adriana Konig
Som Direto: Marcel Costa
Direção de Produção: Paulão Costa
Sobre o diretor
Enquanto ainda cursava Cinema na Universidade Federal Fluminense, Leonardo Domingues começou a trabalhar como editor de cinema e TV. Ele editou documentários como “Língua – Vidas em Português”, de 2002; “Amyr Klink – Mar Sem Fim”, de 2001; e “Onde a Coruja Dorme”, 2012; além de programas de TV, como por exemplo, “Muvuca”, apresentado por Regina Casé. Durante mais de 10 anos, foi coordenador artístico da produtora TvZero, supervisionando, desde o desenvolvimento até a pós-produção, todos os projetos de cinema da produtora, como os filmes “Pindorama – A Verdadeira História dos Sete Anões”, de 2008; “Herbert de Perto”, de 2009; “Bruna Surfistinha”, de 2010; “João Saldanha”, de 2010; “Serra Pelada”, de 2013, e “Nise – O Coração da Loucura”, de 2015. Além de vasta experiência em direção de comerciais e vídeo clipes, codirigiu com Roberto Berliner o premiado documentário “A Pessoa é para o que Nasce”, em 2004. Em 2016, dirigiu seu primeiro longa-metragem de ficção: “Simonal”, que estreia nos cinemas em 2019.