Mês: fevereiro 2018
Segunda temporada de Natália estreia dia 21 na Tv Brasil
Nova temporada da série “Natália” retrata corrupção e trabalho escravo
Com produção da Academia de Filmes e direção-geral de André Pellenz, série conta a história da modelo Natália, que volta ao Brasil depois de cinco anos de uma carreira de sucesso no exterior
A segunda temporada de “Natália”, série criada por André Pellenz e Patrícia Corso, já tem estreia marcada em canais de TV aberta e fechada. O primeiro episódio será exibido dia 21 de fevereiro, às 21h15, na TV Brasil, e 2 de março, às 20h, no Canal Universal. A temporada, com 13 episódios, segue acompanhando a história de Natália, criada no subúrbio e filha de pastor evangélico, que venceu grandes dificuldades e preconceitos para virar uma modelo de sucesso. Depois de cinco anos no exterior, ela volta ao Brasil para novamente mudar de vida, investindo em uma nova profissão.
A série discute temas bastante atuais, como o empoderamento feminino, ética na política, trabalho escravo na indústria da moda, afirmação racial e até mesmo a transsexualidade – a primeira temporada exibiu o primeiro beijo gay masculino da TV aberta brasileira e, agora, a mesma personagem envolvida no beijo quer mudar de sexo. A série é produzida pela Academia de Filmes, com direção-geral de André Pellenz.
“Estamos muito felizes em estrear a segunda temporada de ‘Natália’ na TV Brasil e no Canal Universal. Seguimos o mesmo propósito que a fez ser tão elogiada no primeiro ano, discutindo temas atuais e urgentes como a representatividade dos negros no audiovisual, a questão de gênero, o trabalho escravo na moda e a corrupção. A Academia de Filmes acaba de completar 22 anos no mercado, mantendo a tradição de produzir conteúdo audiovisual de qualidade para todas as telas”, comenta Juliana Bauer, gerente de negócios da Academia de Filmes.
A temporada começa com a chegada de Natália no Brasil – nesta temporada interpretada por Angela Peres, atriz, socióloga e doutoranda em antropologia, em sua estreia como protagonista – para lançar a primeira coleção de roupas de sua nova carreira de estilista. Mas logo no primeiro dia Natália é surpreendida com a denúncia contra seu pai Marcelino, vivido pelo ator e fundador do grupo “Nós do Morro” Gutti Fraga, acusado de envolvimento em um esquema de corrupção da ONG “Mais uma Chance”, que reabilita dependentes químicos. Marcelino é acusado de ser laranja de Anderson (Wagner Santisteban), dono da ONG, deputado estadual e também pastor evangélico.
A trama se desenrola quando Ingrid (Leona Cavalli), uma empresária ousada e mulher de Otávio (Claudio Lins), ex-namorado de Natália, propõe sociedade à protagonista. Além de enxergar uma chance real de lucro, Ingrid percebe que a presença de Natália no Brasil pode interferir em seu casamento, e por isso quer manter a rival por perto.
Junto de Ingrid, Glória (Maurício Branco, agora interpretando uma mulher trans) e Otávio, Natália abre uma confecção de roupas, mas terá que aprender a administrar a vida de estilista, ao mesmo tempo em que lida com o pai na prisão e com o amor que sente pelo seu ex. A modelo vive ainda um dilema ao descobrir que a firma contratada para confeccionar as roupas de sua marca usa mão de obra escrava.
Também integram o elenco: Michelly Campos como Daiana, Karen Junqueira como Vivienny e Hugo Bonemer como Theo Villaça Jr., importante vértice de um triângulo amoroso com Natália e Otávio.
O Doutrinador divulga imagens

‘O Doutrinador’: divulgadas as primeiras fotos do personagem com máscara e uniforme, como aparecerá no filme e na série
LONGA BASEADO NO PERSONAGEM DAS HQS ESTÁ SENDO FILMADO EM SÃO PAULO; ESTREIA NOS CINEMAS SERÁ EM SETEMBRO
A Downtown Filmes, a Paris Filmes e a Paris Entretenimento acabam de divulgar as primeiras imagens do Doutrinador, personagem dos quadrinhos criado por Luciano Cunha, caracterizado para o filme. Vestindo sua emblemática máscara respiratória, com brilhantes olhos vermelhos, o personagem interpretado pelo ator Kiko Pissolato utiliza também um uniforme completamente negro para perseguir políticos, empresários e agentes corruptos.
“Fiquei muito feliz com o resultado da caracterização para o filme, o personagem está sombrio como um anti-herói deve ser. Acho que vamos marcar uma nova etapa para o audiovisual nacional em relação a filmes de gênero”, diz Cunha.
“O Doutrinador” chega aos cinemas brasileiros em setembro deste ano, com direção de Gustavo Bonafé e codireção de Fábio Mendonça. Em 2019, o personagem também será o protagonista de uma série exibida pelo canal Space. O filme e a série foram criados pelo próprio Luciano Cunha e por Gabriel Wainer, que também assinam o roteiro ao lado de Mirna Nogueira, LG Bayão, Guilherme Siman, Rodrigo Lage e Denis Nielsen.
No elenco, além de Pissolato, estão Eduardo Moscovis, Marília Gabriela, Helena Ranaldi, Tainá Medina, Carlos Betão, Samuel de Assis e Tuca Andrada, entre outros. A produção é da Paris Entretenimento e a distribuição da distribuição da Downtown/Paris Filmes.
Sinopse:
“O Doutrinador” é um anti-herói no melhor estilo dos vigilantes dos quadrinhos. O Doutrinador é Miguel, um agente federal altamente treinado que vive num Brasil cujo governo foi sequestrado por uma quadrilha de políticos e empresários. Uma tragédia pessoal o leva a eleger a corrupção endêmica brasileira como sua maior inimiga. E ele começa a se vingar da elite política brasileira em pleno período de eleições presidenciais, numa cruzada sem volta contra a corrupção.
Ficha Técnica:
Direção do filme: Gustavo Bonafé. Codireção: Fabio Mendonça
Direção da série: Gustavo Bonafé e Fábio Mendonça
Criação: Luciano Cunha e Gabriel Wainer
Roteiro: Mirna Nogueira, LG Bayão, Guilherme Siman, Rodrigo Lages, Gabriel Wainer, Luciano Cunha e Denis Nielsen.
Produção: Sandi Adamiu, Bruno Wainer, Marcio Fraccaroli
Produção Executiva: Renata Rezende
Direção de Fotografia: Rodrigo Carvalho
Produtora de elenco: Renata Kalman
Diretor de Arte: Marghe Pennacchi
Figurinista: Flavia Lhacer
Montador: Federico Brioni
Elenco
Kiko Pissolato (Miguel)
Samuel de Assis (Edu)
Tainá Medina (Nina)
Marília Gabriela (Ministra Marta Regina)
Eduardo Moscovis (Sandro Correa)
Helena Ranaldi (Julia Machado)
Natália Lage (Isabela)
Natallia Rodrigues (Penélope)
Tuca Andrada (Delegado Siqueira)
Gustavo Vaz (Anterinho)
Carlos Betão (Antero Gomes)
Ricardo Dantas (Dantão)
Nicolas Trevijano (Diogo)
Eucir de Souza (Dep. Djalma Dias)
Eduardo Chagas (Oliveira)
Lucy Ramos (Marina Sales)
Sobre a Paris Entretenimento
Após dois anos como coprodutora de grandes sucessos de bilheteria, como a trilogia “Até que a Sorte nos Separe”, a Paris Entretenimento consolidou-se como produtora em 2015, com o lançamento do longa “Carrossel – O Filme”, que fez 2.7 milhões de espectadores e tornou-se o quarto filme nacional mais visto do ano.
Entre 2016 e 2017, a Paris Entretenimento foi a produtora que mais lançou filmes no país, com um total de sete longas- metragens exibidos em circuito comercial. Os gêneros variados dessas produções consolidam nossa proposta de abrangência de mercado, explorando diferentes nichos de acordo com as tendências comerciais da época. Desses sete filmes lançados nos últimos meses, dois são adaptações de séries infantis de televisão (“Carrossel 2 – O Sumiço de Maria Joaquina” e “Detetives do Prédio Azul – O Filme”), outros dois são infanto-juvenis voltados ao público masculino (“Internet – O Filme”) e feminino (“Meus 15 Anos”), uma comédia romântica destinada ao público adulto (“Um Namorado Para Minha Mulher”), e dois documentários (“Teresinha” e “Aqualoucos”), este último lançado na 41a Mostra Internacional de Cinema.
Nossa busca por atender à demanda do público brasileiro continua em 2018, por isso selecionamos nossos projetos futuros com base nas tendências de mercado para os próximos meses. Em novembro de 2017 iniciamos a produção de “O Doutrinador”, aventura do gênero super-herói que será lançada nos cinemas em Setembro de 2018 e, em seguida, em formato seriado pelo canal Space.
Sobre a Downtown Filmes
Fundada em 2006, a Downtown Filmes é a única distribuidora dedicada exclusivamente ao cinema brasileiro. Desde 2011, ocupa a posição da distribuidora número 1 no ranking de filmes nacionais. De 2013 até hoje, vendeu mais de 50% de todos os ingressos de filmes brasileiros lançados. Até dezembro de 2017, a Downtown Filmes lançou 120 longas nacionais, que acumularam mais de 100 milhões de ingressos.
Entre os maiores sucessos da distribuidora estão “Minha Mãe É Uma Peça” e “Minha Mãe É Uma Peça 2”, estrelados por Paulo Gustavo; “De Pernas Pro Ar”, “De Pernas Pro Ar 2” e “Loucas Pra Casar”, com Ingrid Guimarães; ”O Candidato Honesto” com Leandro Hassum; “Os Parças” com Whindersson Nunes, Tom Cavalcante e Tirulipa, “Fala Sério, Mãe!” com Ingrid Guimarães e Larissa Manoela, “Chico Xavier” e “Elis”.
Para 2018, o lineup da Downtown conta com 20 títulos, entre eles “O Doutrinador”, adaptação da série de quadrinhos de mesmo nome, “O Candidato Honesto 2”, “Tudo Por um Pop Star” e “O Palestrante Motivacional” estrelado por Fabio Porchat.
Retrospectiva Luchino Visconti
Todos os filmes do diretor incluindo 14 longas metragens de ficção, 3 filmes em episódios com outros cineastas (Federico Fellini, Vittorio de Sica e Mario Monicelli).
Total de 17 longas: 12 em cópias em 35mm e 5 cópias em digital serão exibidos de 01 a 14 de março com exclusividade no Cine Sesc
A mostra “Retrospectiva Luchino Visconti” é uma realização do Sesc São Paulo, com produção da Distribuidora FJ Cines. Os filmes serão exibidos no CineSesc durante o período de 01 a 14 de março. Cada filme será exibido duas vezes.
As cópias em 35mm serão coletadas diretamente na “Cineteca Nazionale”, em Roma,com autorização somente para o CineSesc, pois o mesmo possui dois projetores 35mm, que permite que a cópia original não seja montada. Serão exibidos 10 em 35 mm e 1 cópia em DCP vindas de Roma. Outras cópias virão de arquivos da Inglaterra e dos EUA e do Brasil.
O cineasta italiano Luchino Visconti é um dos maiores diretores de cinema de todos os tempos. Iniciou sua carreira com Jean Renoir, de quem foi assistente antes de dirigir seu primeiro longa, Obsessão, iniciando um processo que o acompanharia por muitos filmes: a censura, a dificuldade de exibição dos títulos, pela exploração de uma miríade de temáticas “escandalosas” para a sociedade italiana como a violência, a homossexualidade (ainda que sugerida), o enfrentamento aos governos fascistas e democratas cristãos italianos. “Obsessão”, junto com “Bellissima”, a “Terra Treme” e “Rocco e Seus Irmãos”, este último vencedor do Fipresci e prêmio especial em Veneza, em 1960, muitos consideram como o início do neo-realismo italiano, movimento cultural iniciado no final da segunda guerra mundial marcou profundamente Visconti e que teve também como expoentes Vittorio de Sica e Roberto Rossellini. Em sua carreira produziu obras-primas como “O Leopardo” , seu maior sucesso comercial, baseado no livro de Tommaso di Lampedusa, vencedor da Palma de Ouro no festival de Cannes. Seus filmes concorreram a inúmeros prêmios em festivais em todo o mundo, sempre com destaque para Cannes e Veneza.
Nobre de nascimento, fez da decadência da aristocracia um de seus temas preferidos, como fica evidente também em “Ludwig”. Visconti iniciou e deu sustentação às carreiras de artistas fundamentais como Alain Delon, Claudia Cardinale e Silvana Mangano.
Il Innocente
O Inocente
Luchino Visconti
1976
Gruppo di família in un interno
Violência e Paixão
Luchino Visconti
1974
Ludwig
Ludwig
Luchino Visconti
1973
Morte a Venezia
Morte em Veneza
Luchino Visconti
1971
La caduta degli dei
Os Deuses Malditos
Luchino Visconti
1969
Lo straniero
O Estrangeiro
Luchino Visconti
1967
Le Streghe
As Bruxas
Luchino Visconti, Federico Fellini, De Sica, Pasolini
1967
Vaghe stelle Dell`orsa
Vagas Estrelas da Ursa
Luchino Visconti
1965
Il Gattopardo
O Leopardo
Luchino Visconti
1963
Boccaccio 70
Boccaccio 70
Luchino Visconti, De Sica, Fellini
1962
Rocco e I soui fratelli
Rocco e Seus Irmãos
Luchino Visconti
1960
Le Notti Bianche
Noites Brancas
Luchino Visconti
1957
Senso
Senso – Sedução da Carne
Luchino Visconti
1954
Siamo Donne
Nós, as Mulheres
Luchino Visconti, Zampa, Rossellini
1953
Bellissima
Belíssima
Luchino Visconti
1951
La terra trema
A Terra Treme
Luchino Visconti
1948
Ossessione
Obsessão
Luchino Visconti
1943
Serviço
Mostra: Retrospectiva Luchino Visconti
CineSesc
Data: De 01 a 14 de Março de 2018
Tel: (11) 3087-0500
Rua Augusta, 2075
Cerqueira César – 01413-000
São Paulo – SP
Ingressos: R$ 12 (inteira); R$ 6 (+60 anos, estudante e professor da rede pública de ensino); R$ 3.5 (trabalhador no comércio de bens, serviços e turismo matriculado no Sesc).
As Bruxas
Filme com cinco episódios, dirigidos por Mauro Bolognini (Senso Cívico), Vittorio De Sica (Uma Noite Como as Outras), Pier Paolo Pasolini (A Terra Vista da Lua), Franco Rossi (A Siciliana) e Luchino Visconti (A Bruxa Queimada Viva). No segmento de Visconti, Gloria (Silvana Mangano) é uma atriz que decide fugir do assédio dos jornalistas e paparazzi e se hospeda num chalé da amiga Valeria (Annie Girardot), que festeja seu aniversário de casamento. Gloria é cortejada por dois homens, um dos quais é o marido de Valeria (Francisco Rabal), e joga com a rivalidade despertada entre eles. Após um desmaio, Gloria se dá conta de que está grávida.
As Bruxas (Episódio A Bruxa Queimada Viva)
Le Streghe (La Strega Bruciata Viva)
Itália, França, 1967
Duração: 121 min.
Direção: Luchino Visconti
Roteiro: Giuseppe Patroni Griffi (em colaboração com Cesare Zavattini)
Elenco: Silvana Mangano, Annie Girardot, Francisco Rabal, Massimo Girotti, Elsa Albani, Clara Calamai, Leslie French, Helmut Berger.
Data de exibição: 01/03, quinta-feira às 19h00 e 13/03, terça-feira às 14h00
Violência e Paixão
Um velho professor (Burt Lancaster), colecionador de pinturas que retratam grupos familiares, vê seu modo de vida austero e sua intimidade alterados ao alugar para a marquesa Bianca Brumonti (Silvana Mangano) um apartamento de sua propriedade no andar superior ao seu. Bianca instala ali seu amante, Konrad (Helmut Berger), e a filha Lietta (Claudia Marsani) com seu namorado, Stefano (Stefano Patrizi). A vulgaridade dos inquilinos incomoda o professor, mas a personalidade de Lietta e de Konrad, que possui um passado de ativismo político, acaba aproximando-o da família. Mas essa convivência será abalada por um conflito inesperado, desencadeado por Stefano.
Violência e Paixão (Gruppo di Famiglia in un Interno)
Itália, França, 1974
Duração: 121 min.
Direção: Luchino Visconti
Roteiro: Roteiro: Suso Cecchi d’Amico, Enrico Medioli e Luchino Visconti
Elenco: Burt Lancaster, Silvana Mangano, Helmut Berger, Claudia Marsani, Stefano Patrizi, Elvira Cortese, Romolo Valli, Dominique Sanda, Claudia Cardinale
Data de exibição: 01/03, quinta-feira às 21h00 e 08/03, quinta-feira às 18h30
Vagas Estrelas da Ursa
Sandra (Claudia Cardinale) e o marido, Andrew (Michael Craig), partem de Genebra para um breve retorno à cidade de Volterra, na Toscana, para uma homenagem ao pai dela, morto num campo de concentração nazista durante a II Guerra. A volta ao antigo palacete da família, o reencontro com a mãe (Marie Bell), internada em uma clínica psiquiátrica, o padrasto (Renzo Ricci) e a chegada do irmão, Gianni (Jean Sorel), deixam-na perturbada. Suspeitas sobre a deportação do pai e a revelação de um segredo oculto no passado da família aumentam a tensão do encontro, com desdobramentos imprevisíveis.
Vagas Estrelas da Ursa (Vaghe Stelle Dell’Orsa)
Itália, 1965
Duração: 105 min.
Direção: Luchino Visconti
Roteiro: Suso Cecchi d’Amico, Enrico Medioli e Luchino Visconti
Elenco: Claudia Cardinale, Jean Sorel, Michael Craig, Marie Bell, Renzo Ricci, Fred Williams, Amalia Troiani.
Data de exibição: 02/03, sexta-feira às 19h00 e 12/03, segunda-feira às 19h30
Belíssima
Maddalena Cecconi (Anna Magnani) inscreve a filha, Maria (Tina Apicella), em um concurso que vai eleger a mais bela criança de Roma e que atuará em um filme do diretor Alessandro Blasetti (interpretado por ele próprio). Madalena se sacrifica para pagar um fotógrafo, uma professora de balé e de recitação, costureira e cabeleireira para aumentar as chances da menina. Contraria o marido (Gastone Renzelli), que não concorda com essa obsessão, e enfrenta a difícil concorrência de centenas de mães, que também lutam pela chance de estrelato de suas filhas. E a pressão sobre a criança se torna brutal.
Belíssima (Belissima)
Itália, 1948
Duração: 114 min.
Direção: Luchino Visconti
Roteiro: Suso Cecchi d’Amico, Francesco Rosi e Luchino Visconti (a partir de uma ideia de Cesare Zavattini)
Elenco: Anna Magnani, Walter Chiari, Tina Apicella, Gastone Renzelli, Tecla Scarano, Arturo Bragaglia, Lola Braccini, Liliana Mancini, Alessandro Blasetti, Mario Chiari.
Data de exibição: 03/03, sábado às 19h00 e 12/03, segunda-feira às 14h00
Morte em Veneza
Na adaptação do romance homônimo de Thomas Mann, o musicista Gustav von Aschenbach (Dirk Bogarde) está hospedado, em 1911, em um hotel no Lido de Veneza para se restabelecer de uma crise de estresse. Nos salões do hotel e na praia, se depara com o adolescente Tadzio (Björn Andrésen), filho de uma nobre polonesa, e fica encantado com sua beleza. Seus olhares são percebidos e correspondidos de forma ambígua pelo rapaz, em um jogo secreto que só faz aumentar a paixão despertada no músico. Abalado, Gustav decide deixar a cidade. Mas, a pretexto de um contratempo com a bagagem, retorna quando são descobertos sinais de uma epidemia.
Morte em Veneza (Morte a Venezia)
Itália, 1971
Duração: 130 min.
Direção: Luchino Visconti
Roteiro: Luchino Visconti e Nicola Badalucco
Elenco: Dirk Bogarde, Silvana Mangano, Björn Andrésen, Romolo Valli, Nora Ricci, Mark Burns, Marisa Berenson, Carole André, Leslie French, Antonio Appicella, Franco Fabrizi.
Data de exibição: 03/03, sábado às 21h00 e 11/03, domingo às 18h30
O Leopardo
Baseado no romance de Giuseppe Tomasi di Lampedusa, drama histórico, vencedor da Palma de Ouro em Cannes, mostra a chegada dos revolucionários de Giuseppe Garibaldi à Sicília e seu impacto na nobreza local, que teme perder privilégios. Em 1860, a notícia do desembarque das forças revolucionárias em Marsala interrompe as orações no palácio do príncipe Fabrizio di Salina (Burt Lancaster). Tancredi (Alain Delon), seu sobrinho, se alista nas fileiras garibaldinas e Salina vê na iniciativa uma forma de manter seus privilégios. Percebe também a ascensão da burguesia, na figura do prefeito dom Calogero (Paolo Stoppa), e atua para unir seu sobrinho à filha dele, Angelica (Claudia Cardinale).
O Leopardo (Il Gattopardo)
Itália, França, 1963
Duração: 186 min.
Direção: Luchino Visconti
Roteiro: Suso Cecchi d’Amico, Enrico Medioli, Pasquale Festa Campanile, Massimo Franciosa e Luchino Visconti
Elenco: Burt Lancaster, Alain Delon, Claudia Cardinale, Paolo Stoppa, Rina Morelli, Serge Reggiani, Romolo Valli, Leslie French, Ivo Garrani, Lucilla Morlacchi, Pierre Clémenti, Giuliano Gemma.
Data de exibição: 04/03, domingo às 17h30 e 09/03, sexta-feira às 18h00
O Estrangeiro
Na adaptação do romance homônimo de Marcel Camus, ambientado na Argélia colonial, Marcello Mastroianni é Meursault, francês de origem argelina que recebe a notícia da morte da mãe, que vivia em uma clínica. Sua indiferença diante do corpo choca os funcionários. No dia seguinte, Mersault reencontra Marie (Anna Karina), uma antiga colega de trabalho, e testemunha em favor de Raymond (Georges Géret), acusado de agredir a amante, despertando o desejo de vingança por parte de alguns árabes. No confronto que culmina com a morte de um deles, Meursault se vê envolvido em um processo no qual o que menos interessa é a punição pelo crime.
O Estrangeiro (Lo Straniero)
Itália/França, 1967
Duração: 104 min.
Direção: Luchino Visconti
Roteiro: Luchino Visconti, Suso Cecchi d’Amico e Georges Conchon (em colaboração com Emmanuel Roblès).
Elenco: Marcello Mastroianni, Anna Karina, Georges Wilson, Bernard Blier, Alfred Adam, Georges Géret, Jacques Herlin, Mimmo Palmara, Bruno Cremer.
Data de exibição: 04/03, domingo às 21h00 e 10/03, sábado às 18h30
Por Anna Barros
Maratona Oscar: A Grande Jogada/ Cesar Augusto Mota
Está chegando às telonas mais um filme baseado em uma história real, e com direito à indicação ao Oscar. Conhecido por apresentar filmes com roteiros que contém diálogos rápidos, verborrágicos e recheado de informações didáticas e reveladoras para seu público, Aaron Sorkin (Steve Jobs), roteirista agraciado com o Oscar em 2011 por ‘A Rede Social’, estreia na direção com ‘A Grande Jogada (Molly’s Game), baseado no livro Molly’s Game: From Hollywood’s Elite to Wall Street’s Billionaire Boys Club, de autoria de Molly Bloom, a princesa do pôquer, como era conhecida. O longa, além desses ingredientes, contará com as atuações de Michael Cera (Scott Pilgrim Contra o Mundo), Jessica Chastain (Armas na Mesa), Idris Elba (A Torre Negra) e Kevin Costner (Estrelas Além do Tempo), um elenco de peso, não é mesmo? Mas será que essa adaptação funcionou e Sorkin fez sua estreia como cineasta com o pé direito ou deixou a desejar?
A história nos apresenta Molly Bloom (Chastain), grande promessa do esqui estilo livre, que se machuca durante preparação para as Olimpíadas de Inverno, lesionando a coluna seriamente. Após o incidente, Molly se muda para tentar vida nova em Los Angeles e rapidamente se encanta com o mundo tentador, charmoso e perigoso da jogatina, se tornando uma das maiores promotoras de jogos de pôquer na Terra do Tio Sam. Disposta a enriquecer facilmente e ter todos a seus pés, Molly não hesita em utilizar todos as armas que tem nas mãos, até mesmo sua sensualidade, para ter os mais poderosos perto de si, mas controlando à distância o ímpeto dos jogadores. Com o negócio cada vez mais lucrativo, Molly acaba por encontrar as autoridades e a té mesmo a máfia russa, num caminho tortuoso e bastante complexo, deixando sua situação bastante delicada e tento que fazer de tudo, até mesmo contratar um dos melhores advogados, Charlie Jaffey (Elba), para não ir para a prisão.
Sorkin traz um roteiro com uma história dinâmica, cheia de revelações e capaz de transportar o espectador para um universo no qual egos e emoções se misturam, e milhões de dólares são obtidos ou perdidos. Há um misto de blefes, sagacidades, dramas e jogo de poderes, tudo pelo topo. Quem acompanha a trama fica empolgado e também se interessa por seus desdobramentos, mesmo quem não estiver familiarizado com o mundo do pôquer e suas regras. E além das diversas rodadas de jogos e muita bebida, o público vai se deparar com os conflitos internos pelos quais a protagonista passa, desde os desentendimentos com seu primeiro patrão até as brigas com o exigente psicólogo e pai, Larry (Costner).
Apesar do roteiro satisfatório e com uma boa proposta, uma das falhas apresentadas está no ritmo dos acontecimentos. Se todo o universo em torno de Molly Bloom é bem construído, desde os traumas que sofreu na infância até o FBI bater em sua porta, a relação com a família, principalmente com o pai turrão, é composta por rápidos saltos e diversas pontas. Os diálogos entre os dois são rasos e artificiais, principalmente nas últimas cenas, prejudicando o fechamento da narrativa. Além disso, o terço final apresenta uma rápida e fácil resolução para o conflito maior da história, se Molly vai ou não ser presa, e o desfecho para a clientela de Molly, dos ricos empresários até as altas celebridades viciadas em jogo, passa quase que despercebido. Alguns conflitos não foram tão bem explorados, e outros poderiam ter sido mais encurtados, mas apesar dos deslizes, Aaron Sorkin consegue entregar uma obra com qualidade aos espectadores, que conseguem se importar com a personagem principal e torcer por ela.
Não poderia me esquecer das atuações, Jessica Chastain prova que é uma atriz em ascensão nos últimos anos. A ruiva transmite empatia ao público com uma personagem cercada de controvérsias, mas com uma aura humana. Apesar da personalidade forte e de demonstrar empoderamento ao longo da história, ela é cercada de fraquezas e em muitas ocasiões ela é confrontada pelos homens, mas mostra força e demonstra ser difícil alguém derrubá-la. Idris Elba interpreta um advogado com participação decisiva na história e revelador de outras facetas de Molly, apesar de contestá-la na maior parte da trama. Kevin Costner tem uma participação discreta e entrega o que seu personagem pede, mas não é uma atuação memorável e para ser sempre lembrada. Michael Cera teve uma participação especial, nada além disso.
Apesar dos altos e baixos, ‘A Grande Jogada’ ilustra uma história interessante, empolgante e também dramática para o público, com uma personagem forte e disposta a tudo para vencer, sem dar o braço a torcer. Temos um enredo que mostra a realidade e o sonho americanos, de enriquecer e prosperar numa terra de oportunidades, uma adaptação satisfatória de uma história real e que poderia ter sido mais valorizada pela crítica e a Academia de Artes e Ciências Cinematográficas. Uma pena mesmo.
Avaliação: 3,5/5 poltronas.
Por: Cesar Augusto Mota


