Poltrona Esportes/ Surfar por uma nova vida/ Por: Vitor Arouca

Poltrona Esportes/ Surfar por uma nova vida/ Por: Vitor Arouca

ed600068091d25b4c9634f10c2bbd104efb7c63aO surfe antigamente era reconhecido como um esporte de pessoas que não queriam nada com a vida, mas com o passar do tempo isso foi mudando e hoje se tornou uma profissão reconhecida, continua colocando as pessoas no caminho correto da vida devido a diversão e ao prazer que é de pegar uma onda.

Este documentário é original da Netflix e tem apenas 27 minutos. Relata como o surfe mudou a vida de ex militares norte-americanos que depois da Guerra ficaram com traumas piscológicos, alguns sem membros do corpo e a maioria deles já tentaram se matar, mas devido a prática do surfe eles viram que é possível viver, pois a maior dificuldade era sair vivo de uma guerra e eles conseguiram.

Sensacional documentário que nos mostra que somos capazes de tudo e o importante da vida e não desistir e estar sempre ao lado das pessoas que nos amam.

5/5

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Três ótimos filmes brasileiros de sucesso em 2017

Três ótimos filmes brasileiros de sucesso em 2017

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Era o hotel Cambridge: Direção de Elliane Caffé. Drama.

Refugiados recém-chegados ao Brasil dividem com um grupo de sem-tetos um velho edifício abandonado no centro de São Paulo. Além da tensão diária que a ameaça de despejo causa, os novos moradores do prédio terão que lidar com seus dramas pessoais e aprender a conviver com pessoas que, apesar de diferentes, enfrentam juntos a vida nas ruas.

 

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Bingo – O rei das manhãs: Direção de Daniel Rezende. Drama.

Cinebiografia de Arlindo Barreto, um dos intérpretes do palhaço Bozo no programa matinal homônimo exibido pelo SBT durante a década de 1980. Barreto alcançou a fama graças ao personagem, apesar de jamais ser reconhecido pelas pessoas por sempre estar fantasiado. Esta frustração o levou a se envolver com drogas, chegando a utilizar cocaína e crack nos bastidores do programa.

 

download (1).jpgGabriel e a Montanha: Direção de Felipe Barbosa. Aventura e Drama.

Gabriel Buchmann tinha um grande sonho: conhecer a África. Entretanto, mais do que visitar seus pontos turísticos ele desejava conhecer como era o estilo de vida do africano, sem se passar por turista. Desta forma, decide encerrar sua viagem ao mundo justamente no continente, onde se envolve com vários habitantes locais e recebe a visita da namorada, Cristina, que mora no Brasil. Prestes a retornar, seu grande objetivo se torna alcançar o topo do monte Mulanje, localizado no Malawi.

Por: Vitor Arouca

Poltrona Cabine: Apenas um Garoto em Nova York/ Cesar Augusto Mota

Poltrona Cabine: Apenas um Garoto em Nova York/ Cesar Augusto Mota

O que acha de assistir a uma comédia dramática (ou dramédia, se preferir), com uma história que inicialmente não promete nada, mas na medida em que se desenvolve desfaz todos os nós e proporciona um desfecho impressionante? Com a direção de Marc Webb (500 dias com Ela), ‘Apenas um Garoto em Nova York’ possui todos esses contornos, além de um time de estrelas em seu elenco.

Callum Turner (Assassins Creed) é Thomas Webb, um jovem recém-formado, mas sem grandes expectativas e que acaba de passar por uma desilusão amorosa com Mimi Paston (Kiersey Clemmons, de Além da Morte). Apesar da decepção, ambos continuam bons amigos, e em uma das festas que costuma frequentar acaba descobrindo que o pai, interpretado por Pierce Brosnan (Invasão de Privacidade), está tendo um caso extraconjugal com a bela e sedutora freelancer Johanna, vivenciada por Kate Beckinsale (Anjos da Noite). Disposto a acabar com o relacionamento, Thomas tenta se aproximar da amante, mas antes que tome atitudes mais extremistas, aceita os conselhos de um estranho e excêntrico vizinho, W.F. Gerald, interpretado por Jeff Bridges (A Qualquer Custo). Thomas não se dará conta de que vai se lançar em uma cadeia de eventos que mudará tudo o que ele acha que sabe sobre si e sua família após se envolver com Johanna, será um caminho sem volta.

O roteiro apresenta uma história inicialmente apática e com ritmo apressado, mas que depois encontra seu equilíbrio e ajuda a desvendar alguns segredos embutidos, como todos os passos deixados por Johanna e os locais nos quais ela se encontra com o pai de Thomas, bem como quem é o misterioso W.F. Gerald, qual profissão possui e todo o seu passado, além de particularidades que não se conhecia do protagonista. Um perfeito jogo de xadrez cujas peças ao serem movimentadas oferecem novas possibilidades e a chance de novas surpresas.

Algumas atuações são de destaque, outras, nem tanto. A começar pelo ator principal, Callum Turner, ele oferece um personagem inicialmente amargurado, com sede de vingança e disposto a proteger a mãe, Judith (Cyntia Nixon), mas que aos poucos se perde na trama após envolvimento com a amante do pai. Turner, em dados momentos, deixa o espectador confuso, não se sabe a cada encontro que Thomas tem com Johanna se ele planeja algo contra o pai ou se ele quer se engraçar ainda mais para o lado da bela amante. É um personagem ambíguo, de difícil leitura e com pouca empatia.

E por falar em falta de empatia, Kiersey Clemmons também não consegue justificar a presença de Mimi na trama, de tão passiva que acaba desaparecen do no terço final a história. Mas Kate Beckinsale e Pierce Brosnan são as gratas surpresas da trama, os dois conseguem sustentar uma história para lá de irregular e com contornos estranhos para um desfecho surpreendente e de impressionar a todos. E sem esquecer de Jeff Bridges, destaque nos filmes de ação e que se mostra consistente em produções mais dramáticas. Seu personagem, modesto e aparentemente figurativo no começo, cresce e ganha importância vital para a solução do conflito instaurado, além de uma importante revelação sobre W.F. Gerald. E Cyntia Nixon, sempre arrasadora em cena, interpretando uma mãe mergulhada em crise, melancólica e que consegue se transformar na trama, numa enorme reviravolta, digna de aplausos.

Se apresenta um grande time de atores, ‘Apenas um Garoto em Nova York’ oferece um enredo com altos e baixos e com problemas de roteiro, mas com boas doses de drama e diversão. Quem gosta de um filme com surpresas e que não ofereça o óbvio para o espectador, essa produção dirigida por Marc Webb, é uma boa sugestão. Mas não vá com tanta sede ao pote.

Avaliação: 3/5 poltronas.

 

 

Por: Cesar Augusto Mota

‘A Noite do Jogo’ ganha primeiro trailer legendado

‘A Noite do Jogo’ ganha primeiro trailer legendado

A Warner Bros. Pictures divulgou o primeiro trailer da comédia de ação A Noite do Jogo, produção da New Line Cinema estrelada por Jason Bateman e Rachel McAdams, atriz indicada ao Oscar. O vídeo apresenta alguns dos jogadores e situações pelas quais eles vão passar. Seriam parte do jogo? Ou seriam de verdade?

Confira o trailer:

Jason Bateman (filmes “Quero Matar Meu Chefe”, série de TV “Arrested Development”) e a indicada ao Oscar Rachel McAdams (“Spotlight – Segredos Revelados”, “Doutor Estranho”) se unem na comédia de ação da New Line Cinema A Noite do Jogo. John Francis Daley & Jonathan Goldstein dirigem o filme, marcando seu segundo longa-metragem como codiretores, após “Férias Frustradas”.

Além de Bateman e McAdams, o elenco também conta com Billy Magnussen (“Ponte dos Espiões”, série de TV “American Crime Story”), Sharon Horgan (série da Amazon “Catastrophe”), Lamorne Morris (série de TV “New Girl”), Kylie Bunbury (séries de TV “Pitch” e “Under the Dome”), Jesse Plemons (“Aliança Do Crime”, série de TV “Fargo”), Chelsea Pereti (série de TV “Brooklyn Nine-Nine”), Danny Huston (“Mulher-Maravilha”, “X-Men Origens: Wolverine”), Michael C. Hall (séries de TV “Dexter” e “Six Feet Under”) e Kyle Chandler (“Manchester à Beira-Mar”, série TV “Bloodline”).

Bateman e McAdams estrelam como Max e Annie, cujas noites de jogos entre casais ficam um pouco mais interessantes quando o carismático irmão de Max, Brooks (Chandler), organiza uma festa de assassinato e mistério, com direito a bandidos e agentes federais falsos. Então, quando Brooks é sequestrado, tudo faz parte do jogo… certo? Quando os seis jogadores extremamente competitivos se propõem a resolver o caso e vencer o jogo, eles descobrem que nem o “jogo” nem Brooks eram o que aparentavam. No decorrer de uma noite caótica, os amigos ficam cada vez mais envolvidos, à medida que cada reviravolta leva a um rumo inesperado. Sem regras, pontos e sem saber quem são todos os jogadores, este pode se tornar o jogo mais divertido de suas vidas… ou fim de jogo.

O filme tem previsão de lançamento no Brasil para 10 de maio de 2018.

 

Poltrona Cabine: Altas Expectativas/ Cesar Augusto Mota

Poltrona Cabine: Altas Expectativas/ Cesar Augusto Mota

Que a comédia é o gênero mais explorado no cinema brasileiro, não resta a menor dúvida, mas o que você acharia de uma comédia romântica com direito a várias cenas de stand-up comedy e abordagem sobre inclusão social? ‘Altas Expectativas’, dirigido por Pedro Antônio (Um Tio Quase Perfeito) e Álvaro Campos (Os Buchas), nos traz uma história de amor platônico que envolve um treinador de turfe e portador de nanismo e uma bela jovem de expressão melancólica que assume a administração de um Café no Jockey Clube Brasileiro. Será que a história funciona?

Baseado em fatos reais, o enredo conta com o humorista Leonardo Reis (O Concurso), o Gigante Léo, que interpreta Décio, um homem bastante tímido e que se encanta com Lena (Camila Márdila, de ‘Que Horas ela Volta?’), uma jovem de expressão triste, que quase não sorri e que está enfrentando dificuldades em administrar o café que herdou da família. Apaixonado e sem ter iniciativa, Décio tenta de todas as formas se aproximar da moça, vive espiando da janela do escritório e encontra no humor uma forma mais fácil de conquistar sua confiança, enviando bilhetes com diversas piadas baseadas no cotidiano. Além da timidez, Décio tem que enfrentar sua insegurança por conta de sua deficiência f&iac ute;sica e terá que dividir a atenção de Lena com Flávio (Milhem Cortaz, de ‘A Terra Prometida’), um playboy que inicialmente é rejeitado e depois consegue fisgar a moça. Complicado, não é mesmo?

O roteiro traz uma proposta interessante, de abordar o dia a dia de quem sofre preconceitos por conta do nanismo, com diversas piadas maldosas, perguntas inconvenientes, expressões de susto, além da questão da acessibilidade, que de forma inexplicável é abandonada no segundo ato da história. As interações são interrompidas por diversas vezes para ilustrar a performance do Gigante Léo em seu show de comédia, uma tentativa frustrada de fazer conexões com a história, o que não faz sentido para os espectadores. Uma ferramenta utilizada na tentativa de se arrancar risadas do público e trazer alívio cômico em um filme que aborda uma questão séria, a discriminação, e também a paixão de um homem deficiente por uma mulher e sem coragem de se declarar, mas que se mostra inconsistente e com pouca coerência.

O elenco conta com as atuações cômicas do próprio Leonardo Reis, além de Maria Eduarda de Carvalho (Lia) e Felipe Abib (Tassius). A primeira, como melhor amiga de Décio e uma joqueta que tenta a todo custo vencer um grande prêmio no Jockey Club, e o segundo, um excêntrico humorista e dono de bar, que inferniza inicialmente a vida do protagonista, mas depois é uma figura importante para ajudá-lo a aflorar seu lado comediante. E menção honrosa também para o garoto Pedro Sol, intérprete de Théo, irmão de Lena, um cadeirante que funciona como espécie de cupido e que logo de cara ganha o carinho e confiança de Décio. Todas as participações são sólidas e convincentes, mas são prejudicadas pelo inconsistente roteiro, que não consegue explorar o romance e resolve apostar nas piadas com deficientes, algumas exageradas, e outras, para lá de constrangedoras.

A interpretação de Camila Márdila é abaixo das expectativas, sua personagem tem pouca voz, apresenta um gelo difícil de ser quebrado e em vários momentos entrega situações que poderiam ser ainda mais exploradas e que acabam incompletas, como em alguns encontros que Lena tem com Décio e a chance que tem para dizer a Flávio o que sente, mas que de forma inexplicável não ocorre e já é cortada para uma próxima cena. Uma enorme lacuna deixada e que afeta diretamente o resultado final a produção.

Mesmo com a intenção de trazer uma abordagem didática, com mensagens importantes a serem transmitidas a um máximo possível de pessoas e com o cunho de proporcionar boas risadas, ‘Altas Expectativas’ derrapa no tocante ao romance que tentou apresentar ao público. Uma trama incompleta e que não entrega tudo o que poderia e deveria, não crie altas expectativas, como diz o título, de filme bem cotado vai para uma grande decepção, lamentavelmente.

Avaliação: 2,5/5 poltronas.

 

 

Por: Cesar Augusto Mota