185- O lado bom da vida

185- O lado bom da vida

O azar de O lado bom da vida foi ter entrado na melhor safra de filmes da Era Oscar. Discordo do Xexéo. Acho que os filmes são realmente muito bons!

Apesar de tratar de um tema pesado que éa bipolaridade, Bradley Cooper e Jennifer Lawrence arrasam. E não só eles. Robert de Niro também.

O filme é sensível e bonito.Tudo que tem a ver com dança, arrebata também. Pretendo ver A hora mais escura e analisar o desempenho de Jessica Chastain, mas acho difícil Jennifer não levar. Ela consegue levar seu personagem desequilibrado com leveza e equilíbrio. Bradley dança com ela no mesmo tom, na mesma melodia, sem deixar a peteca cair em nenhum momento.

O momento em que Pat se declara após o show de dança é lindo. E como eu gosto de futebol americano, as partes em que ele é citado pois o pai dele é um aficcionado pelo Philadelphia Eagles, também são bacanas. E Tiffany surpreende ao saber de todos os scouts dos Eagles.

A cena do jantar em que eles falam dos remédios que eles tomam, também é hilária.

A mudança de Pat é simplesmente comovente.

O filme é sensacional!

Sinopse: Por conta de algumas atitudes erradas que deixaram as pessoas de seu trabalho assustadas, Pat Solitano Jr. (Bradley Cooper) perdeu quase tudo na vida: sua casa, o emprego e o casamento. Depois de passar um tempo internado em um sanatório, ele acaba saindo de lá para voltar a morar com os pais. Decidido a reconstruir sua vida, ele acredita ser possível passar por cima de todos os problemas do passado recente e até reconquistar a ex-esposa. Embora seu temperamento ainda inspire cuidados, um casal amigo o convida para jantar e nesta noite ele conhece Tiffany (Jennifer Lawrence), uma mulher também problemática que poderá provocar mudanças significativas em seus planos futuros.

2 comentários sobre “185- O lado bom da vida

  1. Hey Anna.

    Então, eu estava gostando do filme enquanto assistia, apesar daquela cena gigante que ela “resolve” a questão da aposta e achei bem forçada. Mas o final simplesmente não me convenceu. O filme me vendeu que ela se apaixonou por ele, mas não ele por ela. Ele sempre esteve com o pé atrás, sempre fez ela se sentir culpada por ser uma menina “dada”. Ao mesmo tempo, idealizava totalmente a ex-mulher. Quando ele foi até a ex-mulher no final para conversar, achei que o filme tinha acertado. Por mais triste que fosse, seria muito mais realista que ele tentasse retomar a vida que ele tinha antes de tudo. Mas aí veio aquela cena melosa no final, igual às cenas de todas as comédias românticas que já foram feitas, e jogou a originalidade do filme no lixo. Além disso, achei um pouco simplista o jeito que eles lidaram, no final, com a questão do transtorno bipolar. Apesar de não ser especialista, há uma pessoa bem próxima de mim que sofre com isso há décadas. Não há final feliz. É um ciclo de períodos bons, crises e internações. O final do filme me deixou a impressão de que ele estava curado. E isso não me parece realista também.

    Bjs

    Curtir

Deixar mensagem para Sheila Cancelar resposta