APCA aponta os melhores de 2022 nas artes

APCA aponta os melhores de 2022 nas artes

Em assembleia geral realizada no Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Estado de São Paulo na noite desta segunda-feira (6), a APCA – Associação Paulista de Críticos de Artes escolheu os melhores de 2022 nas seguintes categorias: Arquitetura, Artes Visuais, Cinema, Dança, Literatura, Música Popular, Rádio, Teatro, Teatro Infanto-Juvenil e Televisão.

Neste ano, os críticos da entidade retomaram a reunião presencial, após um intervalo de dois anos com eleições feitas no formato virtual por conta da pandemia da Covid-19.

“É importante destacar neste ano a retomada da valorização da Cultura no país, em todas as áreas de expressão artística. Enaltecer a Cultura é uma forma de preservar o que somos, nossa identidade, nossas características, nossa memória”, diz Maria Fernanda Teixeira, presidente da APCA.

A cerimônia de premiação com a respectiva entrega dos troféus, prevista para acontecer ainda neste primeiro semestre do ano, está em fase de viabilização, com a APCA em busca de apoios e patrocínios para sua realização.

Veja abaixo os vencedores de cada categoria:

ARQUITETURA
Melhor obra de arquitetura
Museu do Ipiranga, por H+F Arquitetos (Pablo Hereñu e Eduardo Ferroni)

Homenagem pelo conjunto da obra
Eduardo de Almeida

Investigação tecnológica
Helio Olga

Revelação
Casa dos Terraços Circulares, por Denis Joelsons

Urbanidade
Requalificação Urbana e Ambiental da Orla da Ilha Comprida, por Boldarini Arquitetos Associados (Marcos Boldarini e Lucas Nobre)

Votaram: Fernando Serapião, Francesco Perrotta-Bosch, Gabriel Kogan, Hugo Segawa, Luiz Recaman, Maria Isabel Villac, Monica Junqueira de Camargo, Renato Anelli

ARTES VISUAIS
Exposição Nacional
Liuba, Corpo Indomável – MUBE

Retrospectiva
Rubem Valentim – Sagrada Geometria – Pinakothek­e Cultural

Difusão de Arte Brasileira no exterior
Cynthia Garcia

Exposição Internacional
Rinoceronte: Cinco séculos de gravuras do Museu Albertina – Instituto Tomie Ohtake

Fotografia
Penna Prearo – Labirintos Revisitados – Sesc Bom Retiro

Percurso Visual
Judith Lauand – Masp

Grande Prêmio: Personalidade do ano
Emanoel Araujo (in memorian)

Votaram: Antonio Zago, Bob Sousa, Claudio Sitrângulo, Dalva de Abrantes, José Henrique Fabre Rolim, João J.Spinelli e Silvia Balady

CINEMA
Filme
Segredos do Putumayo, de Aurélio Michiles

Direção
Gabriel Martins, por Marte Um

Melhor ator
Gabriel Leone, por Eduardo e Mônica

Melhor atriz
Alice Braga, por Eduardo e Mônica

Fotografia
Bruno Gularte Barreto, Bruno Polidoro e Tiago Coelho, por 5 Casasa

Roteiro
Pedro Diógenes, por Pajeú

Grande Prêmio do Júri
Ana Carolina, pelo experimentalismo do filme Paixões Recorrentes

Votaram: Bruno Carmelo, Flávia Guerra, Luiz Carlos Merten, Orlando Margarido e Walter Cezar Addeo

DANÇA
Espetáculo/Estreia
Motriz, Balé da Cidade de São Paulo, Concepção e coreografia de Cassi Abranches

Espetáculo/Não Estreia
Iku – um dia a morte acolherá orí (videodança), Núcleo Ajeum

Coreografia/Criação
Lia Rodrigues, Leonardo Nunes, Carolina Repetto, Valentina Fittipaldi, Andrey da Silva, Larissa Lima, Ricardo Xavier, Joana Lima, David Abreu, Matheus Macena, Tiago Oliveira e Raquel Alexandre, pela Criação de Encantado, Companhia Lia Rodrigues de Danças

Interpretação
Irupé Sarmiento, por Mercúrio

Prêmio Técnico
Adriana Hitomi e Roberto Alencar, pelo figurino de O Olho da Agulha, do Laboratório Siameses

Projeto/Programa/Difusão/Memória
Múltipla Apresenta Cias de Dança de SP, projeto do Múltipla Cias de Dança SP

Prêmio Especial
Temporada de Dança do Teatro Alfa, em seus 19 anos, sob programação de Fernando Guimarães, por seu papel na formação de plateias e divulgação da dança brasileira e internacional em São Paulo

Votaram: Henrique Rochelle, Iara Biderman e Yaskara Manzini

LITERATURA
Romance
Via Ápia, de Geovani Martins (Companhia das Letras)

Contos
Eu Já Morri, de Edyr Augusto (Boitempo Editorial)

Poesia
Araras Vermelhas, de Cida Pedrosa (Companhia das Letras)

Tradução
Beowulf, por Elton Oliveira Souza de Medeiros (Editora 34)

Ciências Humanas
Adeus, Senhor Portugal, de Rafael Cariello e Thales Zamberlan Pereira (Companhia das Letras)

Ensaio
Do Transe à Vertigem, de Rodrigo Nunes (Ubu Editora)

Infantil
Silêncio, de Alexandre Rampazo (Rocco)

Votaram: Maria Fernanda Teixeira, Ruan de Sousa Gabriel e Ubiratan Brasil

MÚSICA POPULAR
Grande Prêmio da Crítica
Milton Nascimento

Artista Do Ano
Ratos de Porão

Disco Do Ano
“Alto da Maravilha”, de Russo Passapusso, Antonio Carlos e Jocafi

Show do Ano
Ana Cañas canta Belchior

Artista Revelação
Rachel Reis

Produção
Anelis Assumpção pelo álbum “Sal”

Projeto Especial
A Espetacular Charanga do França

Votaram: Adriana de Barros, Alexandre Matias, José Norberto Flesch, Marcelo Costa, Pedro Antunes, Roberta Martinelli e Tellé Cardim

RÁDIO
Grande Prêmio da Crítica
Silvio Di Nardo (in memorian)

Valorização do Rádio
USP FM. 100 Anos do Rádio – Cido Tavares (apresentação e produção sonora)

Melhor Programa
Quem Ama, não Esquece – Band FM

Apresentação
Paulo Galvão – Madrugada CBN

Produção
Silvania Alves – O Pulo do Gato / Rádio Bandeirantes

Podcast
Mano a Mano, com Mano Brown (Spotify)

Produção e apresentação musical:
Fabiane Pereira – Nova Brasil FM e site Papo de Música.

Votaram: Fausto Silva Neto, Marcelo Abud e Fabio Siqueira

TEATRO
Espetáculo
Brenda Lee e o Palácio das Princesas

Direção
Kleber Montanheiro por Tatuagem

Dramartugia
Dione Carlos, por Cárcere ou Porque As Mulheres Viram Búfalos

Ator
Clayton Nascimento por Macacos

Atriz
Inês Peixoto por Órfãs de Dinheiro

Prêmio Especial
Marina Tenório e Ruy Cortez – Díptico A Semente da Romã / As Três Irmãs, apresentadas de forma simultânea

Grande Prêmio da Crítica
Ana Lúcia Torre pela inestimável contribuição ao teatro evidenciada em sua atuação em Longa Jornada Noite Adentro

Votaram: Celso Curi, Edgar Olimpio de Souza, Evaristo Martins de Azevedo, Ferdinando Martins, Gabriela Melão, José Cetra, Kyra Piscitelli, Miguel Arcanjo Prado e Vinicio Angelici

TEATRO INFANTO-JUVENIL
Grande Prêmio da Crítica
Cia. Pequod, pelas inovações nas montagens de dois clássicos, Pluft e Pinóquio

Categoria Especial
O Musical da Passarinha, pela proposta de dramaturgia e encenação inclusivas, do grupo Agência Dramática, com direção de Emilio Rogê

Melhor Elenco
Momo e o Senhor do Tempo, com Camila Cohen, Eric Oliveira, Ernani Sanchez, Fabrício Licursi, Victor Mendes e Thiago Amaral (stand-in)

Melhor Palhaçaria
Detetives do Espavô, com os grupos Esparrama e Trupe du Navô

Melhor Livre Adaptação
Caro Kafka, da Cia. Elevador de Teatro Panorâmico, por Carla Kinzo e Marcos Gomes

Melhor Direção
Empate entre Thaís Medeiros (por Jogo de Imaginar e O Muro de Sam) e Kiko Marques (por Do Que São Feitas as Estrelas e O Monstro da Porta da Frente)

Votaram: Dib Carneiro Neto, Gabriela Romeu e Júlia Rodrigues

TELEVISÃO
Novela
Pantanal – Bruno Luperi (TV Globo)

Atriz
Isabel Teixeira – Pantanal (TV Globo)

Ator
Osmar Prado – Pantanal (TV Globo)

Série Drama
Manhãs de Setembro – Temp.2 (Prime Video)

Série Comédia
Encantados (Globoplay)

Documentário/Série Documental
Escola Base-Um Repórter Enfrenta o Passado (Globoplay)

Variedades
Altas Horas (TV Globo)

Votaram: Cristina Padiglione, Edianez Parente (exceto Documentário), Fabio Maksymczuk, Leão Lobo e Tony Goes

Fonte: TV Cultura/UOL

MATO SECO EM CHAMAS, de Adirley Queirós e Joana Pimenta, estreia dia 23 de fevereiro

MATO SECO EM CHAMAS, de Adirley Queirós e Joana Pimenta, estreia dia 23 de fevereiro

Filme que figurou nas principais listas de Melhores do Ano de 2022, inclusive na tradicional lista da Sight and Sound, terá distribuição no Brasil, através da Sessão VitrineAssista ao trailer: https://youtu.be/vd-ormd2oQI

Depois de ser exibido em 36 Festivais de todo o mundo, e receber 27 prêmios MATO SECO EM CHAMAS, dirigido por Adirley Queirós e Joana Pimenta, ganha data de estreia nacional. O filme chega aos cinemas dia 23 de fevereiro, em todo o Brasil, distribuição do projeto Sessão Vitrine.

MATO SECO EM CHAMAS desafia classificações e a linguagem cinematográfica, combinando documentário com elementos do faroeste e ficção-científica. A fotografia, é assinada pela diretora Joana Pimenta, que já havia trabalhado com Adirley Queiróz em “Era uma vez Brasília”.

Como é de costumes nos filmes de Adirley, a ação do longa se passa na Ceilândia, periferia de sua cidade, e tem, ao centro, as irmãs Chitara e Léa, líderes de uma gangue feminina, que rouba óleo de um oleoduto, refina-o, e vende como combustível na favela Sol Nascente. A história do grupo é relembrada por suas membras na prisão.

Acredito que o Brasil esteja em busca de uma certa sensibilidade, já que sensibilidade é definida por classe, território e pensamento. O cinema brasileiro tem a necessidade de retratar a realidade, e se assume que a câmera estática não permite esse tipo de sensibilidade, caindo então num formalismo. Para nós, esse formalismo deu uma nova força para a realidade. Estabelecemos um código, no qual a energia pertence aos personagens”, conta Adirley sobre as escolhas estéticas da dupla em entrevista à Variety.

Marcada pela trajetória das personagens, a narrativa de MATO SECO EM CHAMAS combina o documental com a ficção no arco de transformação de suas protagonistas. “Procuramos mulheres que tinham uma história que trazem uma melancolia, cujos rostos e corpos são marcados por essa história de liberdade e aprisionamento. Uma geração inteira que foi encarcerada e tem o sentimento de não saber se está no presente, passado ou futuro. Você vai para a prisão e o que para você é um dia, para o resto do mundo são anos. É quase coisa de ficção-científica. O tempo é relativo”, explica Joana.

Definido pelo francês Le Monde como uma combinação de Mad Max com o cinema de Pedro Costa, o jornal escreve: “Bem-vindo ao Brasil de Jair Bolsonaro, onde dois cineastas – o brasileiro Adirley Queiros e a portuguesa Joana Pimenta – unem forças para encenar uma docuficção que sonha com a revolta. MATO SECO EM CHAMAS, filmado com não-profissionais desempenhando seu próprio papel mesmo na fantasmagoria onde o projeto do filme os conduz.

MATO SECO EM CHAMAS será lançado no Brasil pela Vitrine Filme e é uma produção da brasileira Cinco da Norte em coprodução com a portuguesa Terratreme. O filme teve sua estreia mundial no 72o Festival de Berlim, no começo do ano passado, e depois fez carreira em diversos eventos internacionais, recebendo críticas muito positivas e prêmios. No Cinéma du Réel, um dos mais importantes para o gênero documental, foi vencedor da Competição Internacional. Também foi duplamente premiado no IndieLisboa International Independent Film Festival, na competição de longas com o Grande Prémio de Longa Metragem Cidade de Lisboa, e, também, como melhor filme português. Foi exibido no Toronto International Film Festival, e nos EUA esteve no New York Film Festival, no AFI, bem como em Mar del Plata e Valdivia, além do Brasil o filme tem distribuição em salas de cinema confirmada nos Estados Unidos (Grasshopper Films), Portugal (Terratreme Filmes), Reino Unido (Institute of Contemporary Art London).

MATO SECO EM CHAMAS é um lançamento da Sessão Vitrine 2023, contemplada pelo PROAC 34/2022, programa de fomento do Governo do Estado de São Paulo e Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Estado de São Paulo.

Sinopse

Léa conta a história das Gasolineiras de Kebradas, tal como ecoa pelas paredes da Colméia, a Prisão Feminina de Brasília, Distrito Federal, Brasil.

Ficha Técnica

DIREÇÃO: JOANA PIMENTA, ADIRLEY QUEIRÓS

PRODUÇÃO: ADIRLEY QUEIRÓS

ELENCO: JOANA DARC FURTADO, LÉA ALVES DA SILVA, ANDREIA VIEIRA, DÉBORA ALENCAR, GLEIDE FIRMINO, MARA ALVES

DIREÇÃO FOTOGRAFIA: JOANA PIMENTA

DIREÇÃO DE SOM: FRANCISCO CRAESMEYER

DIREÇÃO DE ARTE: DENISE VIEIRA

EDIÇÃO: CRISTINA AMARAL

DIREÇÃO DE PRODUÇÃO: LUANA OTTO, ANDREIA QUEIRÓS, JOÃO NIZA

EDIÇÃO E MIXAGEM DE SOM: DANIEL TURINI, FERNANDO HENNA

CORREÇÃO DE COR: MARCO AMARAL

PRODUÇÃO EXECUTIVA: SIMONE GONÇALVES

PRODUZIDO POR ADIRLEY QUEIRÓS – CINCO DA NORTE

COPRODUZIDO POR JOÃO MATOS – TERRATREME FILMES

ANO: 2022

DURAÇÃO: 153 min.

Sobre os Diretores

JOANA PIMENTA é uma diretora portuguesa. O seu mais recente filme, Um Campo de Aviação, teve a sua estreia no 69º Festival de Cinema de Locarno, e foi exibido no Festival Internacional de Cinema de Toronto, Festival de Cinema de Nova Iorque, Roterdão, CPH:Dox, Rencontres Internationales, Oberhausen, Valdivia, Mar del Plata, Edinburgh, entre outros, e recebeu o Prémio do Júri para Melhor Filme em Competição no Zinebi’58. Joana tem um doutoramento em Cinema e Artes Visuais pela Universidade de Harvard, onde atualmente leciona Realização e é diretora do Film Study Center para além de realizadora associada do Sensory Etnography Lab.

ADIRLEY QUEIRÓS é um cineasta Brasileiro, autor de filmes como A Cidade é uma só?, Era Uma Vez Brasília (2017), que teve a sua estreia no 70º Festival de Cinema de Locarno, onde recebeu a Menção Honrosa Signs of Life, e também Branco Sai, Preto Fica (2014), que passou em inúmeras salas de cinema no Brasil e foi galardoado com mais de 20 prémios. O seu trabalho passou já por locais como o Lincoln Center, Museu da Imagem em Movimento, ICA Londres, Pacific Film Archive, para além de aparecer em publicações como a Artforum, Cinemascope e Cahiers du Cinéma. Os filmes de Adirley tiveram estreias comerciais no Brasil, Estados Unidos, UK, Argentina, Portugal, entre outros países e estão neste momento disponíveis no canal The Criterion Collection.

Sobre as Produtoras

CINCO DA NORTE é uma produtora com sede na cidade de Ceilândia, região administrativa de Brasília, e tem como característica principal a produção de filmes para cinema e televisão. Cinco da Norte atua no cenário cultural e político do Distrito Federal desde 2005, tendo produzido ao longo desses anos curtas e longas aclamadas pela crítica e pelo público. Neste período de existência, já realizou três longas metragens, dois curtas metragens para cinema e dois curtas metragens para televisão. Dentre os filmes realizados está A cidade é uma só? (2012), Branco Sai, Preto Fica (2014) e Era uma Vez Brasília (2017), trabalhos que tiveram um grande sucesso em festivais nacionais e internacionais, além de serem distribuídos nas salas de cinema.

TERRATREME é uma produtora de cinema criada em 2008, por um grupo de jovens cineastas com vontade de encontrar modelos de produção que conseguissem conciliar diferentes formas, escalas e durações para os seus próprios filmes. O nosso objetivo é a articulação da pesquisa e da criação num método de trabalho em que as necessidades de cada filme irão determinar o seu modelo de produção. Atualmente trabalhamos com um grande e diverso grupo de realizadores. A TERRATREME tem uma das maiores presenças, entre as produtoras portuguesas, nos grandes festivais de todo o mundo (Cannes, Berlin, Locarno, Nyon, Marseille, Rotterdam, San Sebastian, Buenos Aires, Rio de Janeiro, Brasília, Chicago, New York e Toronto), ao mesmo tempo que expande suas atividades através de coproduções internacionais (Brasil, França, Suíça, Alemanha, Japão, Bulgária, Cabo Verde, Argentina e Chile).

Sobre a Vitrine Filmes

Vitrine Filmes, desde 2010, já distribuiu mais de 200 filmes e alcançou milhares de espectadores apenas nos cinemas do Brasil. Entre seus maiores sucessos estão “Bacurau”, de Kleber Mendonça Filho e Juliano Dornelles, Prêmio do Júri no Festival de Cannes 2019; “O Processo”, de Maria Augusta Ramos, que entrou para a lista dos 10 documentários mais vistos da história do cinema nacional; e “Druk – Mais Uma Rodada”, de Thomas Vinterberg, vencedor do Oscar de Melhor Filme Estrangeiro em 2021.

Em 2020, a Vitrine Filmes iniciou um novo ciclo de expansão e renovação. Entre as iniciativas, o lançamento da Vitrine España, que produz e distribui longas metragens na Europa; o Vitrine Lab, curso online sobre distribuição cinematográfica, vencedor do prêmio de distribuição inovadora do Gotebörg Film Fund 2021; a Vitrine Produções, para o desenvolvimento e produção de títulos brasileiros; e, em 2022, a criação do selo Manequim, focado na distribuição de filmes com apelo a um público mais amplo.

Na produção, o primeiro lançamento, “Amigo Secreto” (DocLisboa 2022), de Maria Augusta Ramos, que teve mais de 15 mil espectadores no Brasil; o romance adolescente “Jogada Ensaiada”, de Mayara Aguiar, em desenvolvimento; “O Nosso Pai”, curta de Anna Muylaert exibido no Festival de Brasília; e “Caigan Las Rosas Blancas” (White Roses, Fall!), de Albertina Carri, a continuação de “Las Hijas del Fuego”, distribuído pela Vitrine Filmes em 2019.

Em 2023, a Vitrine Filmes apresenta ainda mais novidades para a produção e distribuição audiovisual. Entre as estreias, estão confirmados para os próximos meses a animação “Perlimps”, de Alê Abreu; “Bem-vinda, Violeta!”, de Fernando Fraiha; e o vencedor do Festival de Gramado, “Noites Alienígenas”, de Sérgio de Carvalho.

Já a Sessão Vitrine, projeto inovador de formação de público e distribuição coletiva de produções e coproduções brasileiras em salas de cinema comerciais, terá, em 2023, o patrocínio do PROAC. O filme “Mato Seco em Chamas”, de Adirley Queirós e Joana Pimenta, exibido no Festival de Berlim e premiado no Festival do Rio e no Festival de Brasília, abrirá esta edição, que terá também “Medusa”, de Anita Rocha da Silveira, exibido na Quinzena dos Realizadores do Festival de Cannes e premiado no Festival do Rio; “Canção ao Longe”, de Clarissa Campolina; e “Rio Doce”, de Fellipe Fernandes.

Marvel Studios | Homem-Formiga e a Vespa: Quantumania – Pré-venda de ingressos em 01/02

Marvel Studios | Homem-Formiga e a Vespa: Quantumania – Pré-venda de ingressos em 01/02

O filme que inicia a Fase 5 do MCU estreia dia 16 de fevereiro nos cinemas de todo país

Trailer: https://youtu.be/BpcVq1U5pIs

“Homem-Formiga e a Vespa: Quantumania”, o novo filme da Marvel Studios que estreia nos cinemas em 16 de fevereiro, terá sua pré-estreia no dia 15 do mesmo mês. Na quarta-feira, 1º de fevereiro, começa a pré-venda dos ingressos. Os detalhes de compra, preços, cinemas e horários podem ser encontrados online, presencialmente e no site e/ou aplicativos de cada cinema.

Os parceiros super-heróis Scott Lang (Paul Rudd) e Hope Van Dyne (Evangeline Lilly) voltam para continuar suas aventuras como o Homem-Formiga e a Vespa. Juntos, com os pais de Hope, Janet Van Dyne (Michelle Pfeiffer) e Hank Pym (Michael Douglas), e a filha de Scott, Cassie Lang (Kathryn Newton), a família explora o Reino Quântico, interagindo com novas criaturas estranhas e embarcando em uma aventura que os levará além dos limites do que pensavam ser possível. Dirigido por Peyton Reed e produzido por Kevin Feige e Stephen Broussard, “Homem-Formiga e a Vespa: Quantumania” também é estrelado por Jonathan Majors no papel de Kang, David Dastmalchian como Veb, Katy O’Brian como Jentorra, William Jackson Harper como Quaz e Bill Murray como Lord Krylar.

A produçãoocupa um lugar especial no Universo Cinematográfico Marvel (MCU), pois inicia a Fase 5 e prepara o terreno para vários filmes futuros.

Confira abaixo algumas informações sobre a tão aguardada estreia:

UMA HISTÓRIA QUE ABRE NOVAS HISTÓRIAS

Ao contrário dos outros filmes da Marvel, “Homem-Formiga e a Vespa: Quantumania” é uma história independente, mas sua trama terá um grande impacto no futuro do MCU. O produtor Stephen Broussard diz: “Falamos sobre filmes como “Capitão América e o Soldado Invernal” (2014), onde vemos a queda da S.H.I.E.L.D, que parecia ser o centro de todo o MCU. Em “Capitão América: Guerra Civil” (2016), vimos os heróis divididos em grupos e as linhas de batalha traçadas. Parecia que o futuro do MCU seria definido pelos acontecimentos daquele filme. Gostamos muito da ideia de fazer deste filme do Homem-Formiga algo importante e essencial para levar o MCU adiante”.

DESTINO: O REINO QUÂNTICO

Ao desenvolver a nova história, a equipe criativa por trás de “Homem-Formiga e a Vespa: Quantumania” soube imediatamente que queria levar o Homem-Formiga e a Vespa para um novo mundo tão desconhecido quanto aterrorizante. Para explorá-lo, convocaram novamente o diretor Peyton Reed, responsável pelos dois filmes da Marvel protagonizados pelo herói (“Homem-Formiga”de 2015 e “Homem-Formiga e a Vespa” de 2018).

“Os filmes do Homem-Formiga sempre foram sobre a família. Em QUANTUMANIA, aprofundamos e complicamos a dinâmica familiar, além de pintar em uma tela muito maior. Nos dois primeiros filmes, nós nos envolvemos um pouco com o Reino Quântico, mas desta vez queríamos dar ao filme um visual totalmente diferente. É uma experiência épica”, explica Reed.

Na história, Cassie revela sua paixão pela ciência e tecnologia, e sua curiosidade leva toda a família em uma viagem única a um vasto mundo subatômico, onde encontram criaturas estranhas, uma sociedade devastada e o mestre do tempo, liderando uma missão perigosa que acaba de começar. “Quando me encontrei com Peyton e a Marvel pela primeira vez, estávamos muito empolgados em fazer um filme épico de aventura com o super-herói menos provável. Desde o início, a ideia era colocá-los contra um perigo no nível dos Vingadores, o próximo grande vilão do MCU, Kang, o Conquistador. Mas temos apenas Scott, Hope e suas famílias contra ele”, conta o roteirista Jeff Loveness.

Para Reed e sua equipe, dar vida ao Reino Quântico significava abordá-lo de todos os ângulos. Nesse sentido, ele comenta: “A ideia é que os personagens se aprofundem no Reino Quântico apresentado nos filmes anteriores. Não apenas tivemos que criar o aspecto visual destas cidades e civilizações, mas também criar a lógica interna e a história, e então, preenchê-la com todas as criaturas, seres e estruturas”.

LAÇOS FAMILIARES

O Reino Quântico recebe toda a família de Hank e Hope, reforçando a assinatura característica dos filmes do Homem-Formiga. Para os cineastas, reunir o público com esses personagens alguns anos depois de “Homem-Formiga e a Vespa” significava pensar sobre seus caminhos individuais e a dinâmica familiar. Assim, um dos elos centrais da história é aquele entre Scott e Cassie. Reed diz: “A filha de Scott, Cassie Lang, agora tem 18 anos, e a relação entre os dois sempre foi uma parte crucial dos filmes do Homem-Formiga. A motivação mais importante na vida de Scott é ser um bom pai para sua filha, mas os acontecimentos o impediram de estar com ela. Neste filme, Scott tem uma grande luta interna, pois ainda vê Cassie como uma criança, mas agora ela é uma jovem adulta. E é idealista. Cassie tem suas próprias ideias de como seguir sua vida, o que cria uma grande tensão dramática e cômica”.

O foco da trama na relação entre Scott e Cassie honra um dos princípios que norteia o MCU desde sua criação: a âncora está sempre nos personagens. Dessa forma, Broussard conclui: “A ficção-científica e a criação de um mundo são divertidas, mas, no final das contas, são apenas uma decoração que acompanha os personagens em suas jornadas. Acho que, desde que nunca esqueçamos que esta é uma história de reconexão entre pai e filha – que é essencialmente sobre o que o filme trata – o inebriante do multiverso, o inebriante do Reino Quântico, se resolve por si só, porque tudo que você precisa entender é que é uma história sobre um pai e sua filha”.

“Homem-Formiga e a Vespa: Quantumania” chegará aos cinemas disponíveis em 16 de fevereiro, com pré-estreia em 15 de fevereiro.

Sobre Marvel Studios

Marvel Studios, uma divisão da Marvel Entertainment, produz filmes baseados no império de quadrinhos mais emblemático do mundo. Com uma biblioteca de mais de 8 mil personagens, Marvel Studios cria franquias de filmes de sucesso que, até o momento, incluem Homem de Ferro, O Incrível Hulk, Thor, Capitão América: O Primeiro Vingador, Os Vingadores, Homem de Fero 3, Thor: O Mundo Sombrio, Capitão América: O Soldado Invernal, Guardiões da Galáxia, Vingadores: Era de Ultron, Homem-Formiga, Capitão América: Guerra Civil, Doutor Estranho, Guardiões da Galáxia Vol. 2, Spider-Man: Homecoming, Thor: Ragnarok, Pantera Negra, Vingadores – Guerra Infinita e Homem-Formiga e A Vespa. Marvel Entertainment é uma subsidiária integral da The Walt Disney Company.

Ação policial “Crimes na Madrugada” será exibida nesta quinta-feira (26), no AMC

Ação policial “Crimes na Madrugada” será exibida nesta quinta-feira (26), no AMC

Produção estrelada por Jamie Foxx vai ao ar a partir das 20h20

São Paulo, 24 de janeiro de 2023 — AMC exibe nesta quinta-feira, 26/01, às 20h20, a ação policial “Crimes na Madrugada”. Estrelada por Jamie Foxx (“Django Livre”), o filme acompanha a história de um policial disfarçado que vasculha uma boate em busca de seu filho sequestrado.

Com a presença de Michelle Monaghan (“Pixels”) e Dermot Mulroney (“O Casamento do Meu Melhor Amigo”), “Crimes na Madrugada conta com a direção de Baran Bo Odar (‘Dark’) e conta com reprise no próximo sábado, 28/01, às 16h15.

“Crimes na Madrugada” também pode ser visto nas operadoras de VoD que oferecem o AMC em sua programação.

Sobre AMC Networks International — Latin America 

A AMC Networks International Latin America (AMCNI-LA) é uma unidade de negócios da AMC Networks International (AMCNI), uma empresa que distribui conteúdo de entretenimento e programação aclamada para mais de 125 países e territórios. O portfólio de canais da AMCNI inclui as marcas globais AMC e Sundance TV, bem como marcas locais populares e conhecidas em vários gêneros de programação.

A AMCNI-LA está focada na produção e distribuição de programas de TV de alta qualidade em espanhol e português para os mercados da América Latina, Caribe e outros territórios. O portfólio de canais no Brasil inclui AMCFilm&Arts, e no resto de América Latina AMCFilm&ArtsEl GourmetMás Chic, e Europa EuropaStrib e agora AMC Selekt 4k.  

Sobre o AMC Channel 

As narrativas originais e os excepcionais valores de produção têm sido os pilares de sucesso do AMC em nível mundial. Nos últimos tempos, o canal chefe do AMC Networks tem construído uma forte reputação no mercado como o criador de algumas das produções mais originais, bem sucedidas e comentadas da TV contemporânea. São títulos como “Breaking Bad”, “Mad Men” e “The Walking Dead”, que verdadeiramente definiram a forma de contar histórias na TV a cabo e por satélite. Com “Fear the Walking Dead” o canal reforça sua imagem de inovação e qualidade e cumpre com a promessa de oferecer ao mercado latino-americano as grandes produções que lhe renderam fama internacional.

“O ESTRANHO’ fará sua estreia mundial no Festival de Berlim em fevereiro

“O ESTRANHO’ fará sua estreia mundial no Festival de Berlim em fevereiro

Coprodução entre Brasil e França, novo filme de Flora Dias e Juruna Mallon foi realizado no Aeroporto de Guarulhos e arredores e retrata o cotidiano de trabalhadores e as camadas históricas desse território

O ESTRANHO, escrito e dirigido pela dupla Flora Dias e Juruna Mallon, fará sua première mundial na Berlinale Forum, do Festival de Berlim, que acontece entre 16 e 26 de fevereiro na capital alemã. O longa é uma produção Lira Cinematográfica e Enquadramento Produções em coprodução com Pomme Hurlante Films, Filmes de Abril e Ipê Branco Filmes. A distribuição é da Embaúba Filmes.

O principal cenário de O ESTRANHO é o Aeroporto de Guarulhos (SP), um símbolo de progresso e um monumento do mundo globalizado, mas também um marco do agressivo processo de colonização e ocupação do território. Embora seja um lugar onde as pessoas transitam o tempo todo, o filme joga seu olhar para aqueles que ficam, cujas vidas se cruzam naquele solo onde trabalham.

Filmando no próprio aeroporto e seus arredores, Dias e Mallon definem o processo do filme como uma total imersão no território de Guarulhos. “Pesquisa, preparação e filmagem nos levaram a perceber sua realidade como algo essencialmente heterogêneo e múltiplo. Quanto mais orientamos nosso olhar (e câmera) para os espaços e para as rotinas diárias dos trabalhadores do aeroporto, mais essa realidade se tornou rica e surpreendente. Ao lado do aeroporto encontramos bairros urbanos populosos, mas também comunidades rurais, sítios arqueológicos escondidos, e tribos indígenas em processo de retomada”.

Diretores de “O Sol nos meus olhos”, de 2012, Dias e Mallon encontram na nova parceria a oportunidade de conjugar interesses em comum, que definem como “uma pesquisa cinematográfica sobre como o processo de autoconhecimento individual e de ativação da memória ancestral se conjuga com a busca por território e a construção de paisagem. Concebemos a paisagem não como um lugar de simples contemplação, mas como um espaço de luta de forças sociais, de confronto de diversas temporalidades e cheio de camadas de significação. Assim como o universo interior de uma pessoa, a paisagem é um processo pulsante e em constante construção”.

Segundo Flora Dias, “O Estranho é um trabalho de muitos anos e de muitas pessoas. Um estreia como essa em Berlim é uma janela importante pra todas essas energias colocadas no filme. O filme teve e continua tendo uma guiança espiritual muito forte, e eu sinto que os caminhos dele estão sendo abertos pelos ancestrais que o filme reverencia. Além disso, me sinto muito grata de poder levar para o festival, especialmente este ano, um filme que honra essas múltiplas ancestralidades brasileiras. Temos mais uma chance agora, como sociedade, de amplificar nossas histórias indígenas e diaspóricas. E eu espero que O Estranho possa contribuir para isso”.

Juruna Mallon complementa: “Eu vejo O Estranho como um filme de encontros. Foram esses múltiplos encontros que, ao mesmo tempo, se tornaram a própria matéria prima do filme e que definiram a trajetória que o filme iria percorrer. Eles foram os pés e a terra dessa longa caminhada que o filme se propôs a fazer. Num primeiro momento, o encontro se deu com o território de Guarulhos, os trabalhadores do aeroporto, os estudantes e habitantes dos seus bairros. Em seguida, ele se traduziu nas parcerias com equipe e personagens que foram brotando e nos ajudando a lidar cinematograficamente com aquela rica e complexa realidade. A participação neste festival é um início especial para uma nova série de encontros no caminho desse projeto, agora entre o próprio filme e o público”.

O ESTRANHO terá sua primeira exibição pública no próximo dia 20 de fevereiro, no cinema Arsenal da capital alemã.

Sinopse

Em um território indígena funciona o Aeroporto Internacional de Guarulhos. Centenas de milhares de passageiros o atravessam diariamente e 35.000 trabalhadores apoiam sua operação. O Estranho retém seu olhar não sobre aqueles que passam, mas sobre o que ali permanece. Seguimos personagens cujas vidas se cruzam no dia a dia do trabalho neste chão. Alê, uma funcionária de pista cuja história familiar foi sobreposta pela construção do aeroporto, nos conduz por encontros através dos tempos. As memórias e o futuro dela e de seus companheiros estão permeados por uma questão comum: rastros de um passado em um território em constante transformação.

Ficha Técnica

Uma produção Lira Cinematográfica e Enquadramento Produções

Em coprodução com Pomme Hurlante Films, Filmes de Abril e Ipê Branco Filmes

Distribuição Embaúba Filmes

Roteiro e Direção – Flora Dias e Juruna Mallon

Produção – Lara Lima e Leonardo Mecchi

Coprodução – Eva Chillón e Paula Pripas

Direção de fotografia – Camila Freita

Direção de arte e Figurino – Dayse Barreto

Som direto – Gustavo Zysman Nascimento

Direção de produção – Luiz Fernando Orofino

Assistência de câmera e luz – Ana Galizia

Preparação de elenco – Helena Albergaria

Montagem – João Marcos de Almeida

Supervisão e desenho de som – Léo Bortolin

Mixagem – Vitor Moraes

Elenco:

Larissa Siqueira como Alê

Antonia Franco como Antônia

Rômulo Braga comoJorge

Patricia Saravy como Silvia

Thiago Calixto como Hélder

Laysa Costa como Laysa

Sobre os diretores

Flora Dias é diretora e diretora de fotografia, radicada em São Paulo e formada em Cinema pela UFF (Brasil) e pela École Nationale Louis Lumière (França).

Como diretora, realizou o longa-metragem O sol nos meus olhos, desenvolvido no Bafici Talent Campus em 2012 e lançado no Festival Internacional de Cinema de Mar Del Plata em 2013. Seu curta-metragem Ocidente foi exibido no Festival Internacional de Curtas-Metragens de São Paulo em 2016, e Miragem na Mostra de Cinema de Tiradentes em 2019. Em 2020, em contexto de pandemia, Flora lança em plataformas virtuais o curta Pytang.

Com O Estranho, seu segundo longa-metragem, participou do 2º Encontro de Coprodução Internacional do LoboLab durante o 31º Festival Internacional de Cinema de Mar Del Plata; do 8º Laboratório Sesc Novas Histórias; do 9º BrLab – Laboratório de Desenvolvimento de Projetos e do 2º Proyect Lab do Ventana Sur. O projeto teve financiamento do Hubert Bals Fund, do Visions Sud Est e da Spcine, e fará sua estreia mundial na Berlinale Forum em 2023.

Em junho de 2022, Flora participou do workshop Filming in the Amazon, conduzido por Apichatpong Weerasethakul, do qual retornou com um novo curta-metragem, Wind Roads, ainda inédito.

Como diretora de fotografia, tem desenvolvido seu trabalho em curtas e longas-metragens desde 2009. Entre eles, estão Sinfonia da Necrópole (2014, Festival Internacional de Cinema de Mar Del Plata) e O Duplo (2012, Semana da Crítica de Cannes), ambos dirigidos por Juliana Rojas; Califórnia (2015, IFFRotterdam), de Marina Person; Seus ossos e seus olhos, de Caetano Gotardo (2019, IFFRotterdam); A noite amarela, de Ramon Porto Mota (2019, IFFRotterdam); e Primeiro Ato, de Matheus Parizi (2019, IFFRotterdam).

Juruna Mallon nasceu no estado do Rio de Janeiro em 1979. Estudou História da Arte em Gothenburg, na Suécia, e formou-se em Cinema no Rio de Janeiro. Há mais de dez anos mora na França, onde fez mestrado em Estudos Cinematográficos (Universidade de Lille) e Antropologia Visual (Universidade de Nanterre).

Dirigiu os documentários Satan Satie (2015) e Les Îles résonnantes (2017); o longa-metragem de ficção O Sol nos Meus Olhos (2013); e o curta de ficção Ararat (2014). Seus filmes foram exibidos em diversos festivais e centros de arte e cultura, como o Cinéma du Réel, Visions du Réel, Forum des Images, La Gaîté Lyrique, ForumDoc, Tiradentes e Semana dos Realizadores. Por Les Îles résonnantes, recebeu o Prêmio Aquisição da biblioteca pública do Centre Pompidou em 2017 e o Prêmio de Qualidade da agência francesa de cinema CNC em 2019. Seu segundo longa-metragem de ficção, O Estranho, fará sua estreia mundial na Berlinale Forum em 2023.

Juruna é também sound designer e compositor, tendo assim trabalhado em projetos como Ontem havia coisas estranhas no céu, de Bruno Risas, e Perles, de Alex Hellot. Em 2021, integrou o júri do festival internacional de cinema documental Cinéma du Réel, em Paris.

Sobre a Lira Cinematográfica

Fundada em 2008 e capitaneada pela produtora Lara Lima, a Lira Cinematográfica se dedica ao desenvolvimento e realização de projetos de cinema, com foco em produções autorais. Desde sua fundação, lançou dezesseis curtas-metragens e os longas Seus ossos e seus olhos (2019), de Caetano Gotardo, exibido em festivais como Rotterdam, IndieLisboa, Viennale e Tiradentes; e A Felicidade das Coisas (2021), de Thais Fujinaga, que estreou em Rotterdam em 2021 e recebeu prêmios como o de Melhor Longa-Metragem de Estréia na Mostra Internacional de Cinema de São Paulo. O terceiro longa-metragem da produtora, O Estranho, de Flora Dias e Juruna Mallon, fará sua estreia mundial na Berlinale Forum 2023.

Sobre a Enquadramento Produções

Enquadramento Produções é uma produtora independente, sediada em São Paulo e fundada pelo produtor Leonardo Mecchi, focada no desenvolvimento e produção de projetos cinematográficos, em especial primeiros e segundos longas de jovens e promissores realizadores. Entre suas produções encontram-se filmes como A FebreLos SilenciosA Morte Habita à Noite e Mormaço, selecionados para alguns dos mais importantes festivais nacionais e internacionais, como Cannes, Locarno, Rotterdam, Toronto e San Sebastian, entre outros. Sua mais recente produção, O Estranho, terá sua estreia mundial na Berlinale Forum.

Sobre a Embaúba Filmes

A Embaúba Filmes é uma distribuidora especializada em cinema brasileiro, criada em 2018 e sediada em Belo Horizonte. Seu objetivo é contribuir para a maior circulação de obras autorais brasileiras. Ela busca se diferenciar pela qualidade de seu catalogo, que já conta com mais de 30 títulos, em pouco mais de 4 anos de atuação, apostando em filmes de grande relevância cultural e política. A empresa atua também com a exibição de filmes pela internet, por meio da plataforma Embaúba Play, que exibe não apenas seus próprios lançamentos, como também obras de outras distribuidoras e contratadas diretamente com produtores, contando hoje com mais de 500 títulos em seu acervo, dentre curtas, médias e longas-metragens do cinema brasileiro contemporâneo.