Glauber, Claro: filme inédito retrata a agitação de cineasta na Itália

Glauber, Claro: filme inédito retrata a agitação de cineasta na Itália

Grande inovador do cinema brasileiro, Glauber Rocha (1939-1981) já foi tema de diversos filmes, mas em “Glauber, Claro”, o diretor César Meneghetti vai além: há, aqui, um retrato íntimo e criativo do cineasta, mais precisamente durante o período em que esteve exilado na Itália, na década de 1970.Produzido por Renato Ciasca e Beto Brant, “Glauber, Claro” fez sucessos em festivais ao longo de 2020: estreou mundialmente e foi o único representante brasileiro no Festival de Cinema de Roma, foi vencedor do Prêmio da Crítica na Mostra Internacional de Cinema de São Paulo e foi laureado em cinco categorias do Fest Aruanda, entre elas a de melhor longa-metragem.Para além da vivência de Glauber no exílio e do seu famoso protesto contra o júri do Festival de Veneza de 1980 (por “se render ao cinema comercial”), o documentário mostra que o diretor também se expandiu artisticamente através de diversos trabalhos, entre eles o longa-metragem “Claro”, gravado em Roma. O filme, o penúltimo do cineasta, é revisitado e analisado sob o olhar do século XXI.Para acessar esse passado, “Glauber, Claro” se baseia nas memórias de pessoas que conheceram Glauber Rocha de perto, como amigos, parentes, críticos e colaboradores. Através de seus depoimentos, eles revelam um pouco mais da personalidade e do processo criativo do cineasta, com o auxílio de imagens de arquivo inéditas e trechos de “Claro”.Conforme o documentário aborda temas como o Cinema Novo, o underground, o neorrealismo, utopia x distopia – em um contraponto entre a Itália de 1970 e a do século XXI – e a militância política através da arte. conforme o próprio cinema também é posto em discussão.  A produção mostra também os bastidores de “Claro” e sua relevância histórica.O filme foi viabilizado pelo Curta! através do Fundo Setorial do Audiovisual (FSA) e fará sua primeira exibição na televisão exclusivamente no canal. 

A estreia é na Quarta do Cinema, 24 de fevereiro, às 22h.

Youtubers como Jout Jout e Spartakus
protagonizam doc do Curta!Quatro influenciadores digitais, que contam com milhões de seguidores nas redes sociais, expõem suas vidas e seus pensamentos sobre as mídias em que atuam para as câmeras de Sandra Werneck e Bebeto Abrantes. Jout Jout, Bispo Arnaldo, Rita Von Hunty e Spartakus são os protagonistas de “You Tubers”, documentário da dupla de diretores.Em tom intimista, os quatro tecem suas reflexões sobre suas respectivas trajetórias, sobre a responsabilidade inerente ao papel de “influenciadores” e sobre o frenesi das redes sociais. O filme também revela os bastidores de produções de vídeo totalmente caseiras que, mesmo sem dispor de grandes aparatos tecnológicos, atingem multidões através da internet. A exibição é na Sexta da Sociedade, 26 de fevereiro, às 21h30.

Segunda da Música – 22/0222h – “Blitz” (Documentário)
O documentário apresenta a história da primeira banda consagrada do pop-rock brasileiro, a Blitz. O longa-metragem explora desde o seu surgimento sob a lona do Circo Voador, entre Ipanema e Copacabana, na década de 1980, até as turnês internacionais e o enorme sucesso do grupo ainda nos dias atuais. Diretor: Paulo Fontenelle Duração: 104 min. Classificação: Livre. Horários alternativos: 23 de fevereiro, terça-feira, às 02h e às 16h; 24 de fevereiro, quarta-feira, às 10h; 27 de fevereiro, sábado, às 22h.

Terça das Artes – 23/0220h – “Matizes do Brasil” (Série) – Episódio: “Flávio de Carvalho”
O episódio aborda a multifacetada obra de Flávio de Carvalho, ao mesmo tempo em que joga luz na personalidade inquieta que o fez ter a alcunha de pintor maldito. Estudiosos de sua obra como Aracy Amaral, Renato Rezende, Denise Mattar e Tania Rivera abordam sua profícua atuação como arquiteto, engenheiro, artista plástico, figurinista, cenógrafo, escritor, teatrólogo, performer e suas ações nos ramos da psicologia, da antropologia, da etnografia e do cinema. A narrativa também enfoca as polêmicas que Flávio causou com suas opiniões e trabalhos em um conservador Brasil do início do século XX. Diretora: Bianca Lenti.  Duração: 26 min. Classificação: Livre. Horários alternativos: 24 de fevereiro, quarta-feira, às 0h e às 14h; 25 de fevereiro, quinta-feira, às 08h; 27 de fevereiro, sábado, às 21h15; 28 de fevereiro, domingo, 12h20.

Quarta de Cinema – 24/0222h – “Glauber, Claro” (Documentário)
“Glauber, Claro” retraça, quase meio século depois, os passos do cineasta Glauber Rocha em Roma, na Itália, onde ele esteve exilado na década de 1970. Esse mosaico é formado através de testemunhos de seus amigos e colaboradores e de visitas às locações romanas de seu penúltimo longa-metragem, “Claro” (1975). O documentário investiga a experiência de Rocha e de toda uma geração de artistas na Itália dos anos 70, abordando temas como os bastidores de “Claro” e a sua relevância histórica, o cinema underground, o neorrealismo, o Cinema Novo e a militância política nas artes. O resultado é um inevitável paralelo entre a Itália do século XX e do mundo de hoje, entre a utopia dos anos setenta e a distopia atual. Diretor: César Meneghetti. Duração: 80 min. Classificação: 14 anos. Horários alternativos: 25 de fevereiro, quinta-feira, às 2h e 16h; 26 de fevereiro, sexta-feira, às 10h; 27 de fevereiro, sábado, às 15h20 e 28 de fevereiro, domingo, às 22h20.

 Quinta do Pensamento – 25/0221h – “Zélia – Memórias de Amor” (Documentário)
Aos 32 anos, Zélia Gattai compra sua primeira câmera fotográfica durante seu exílio em Paris e começa a registrar o mundo ao lado do seu companheiro, o escritor Jorge Amado. Aos 63 anos, escreve seu primeiro livro, “Anarquistas, Graças a Deus”. Sem querer pegar carona na fama do marido, Zélia opta por uma maneira particular de contar o que viu e viveu, criando uma literatura de forte cunho memorialístico. É com base nos seus livros de memória, no seu acervo de mais de 20 mil fotografias e em entrevistas que este documentário constrói um retrato intimista de Zélia Gattai, tendo como fio condutor a história de amor que viveu durante 56 anos com Jorge Amado, personagem principal de sua obra. Diretora: Carla Laudari. Duração: 100 min. Classificação: Livre. Horários alternativos: 26 de fevereiro, sexta-feira, às 01h e 15h; 28 de fevereiro, domingo, às 13h50

Sexta da Sociedade – 26/0221h30– “You Tubers” (Documentário)
O documentário acompanha a rotina de quatro atuantes influenciadores digitais da atualidade, pessoas comuns que arrebataram um enorme público através da internet, usando como ferramenta o audiovisual. Por meio de depoimentos desses quatro protagonistas e de seus amigos e familiares, é possível entender melhor o universo das redes sociais, que impacta milhões de pessoas no Brasil e no mundo. Traçando um paralelo entre a despretensiosa produção caseira desses youtubers e sua repercussão colossal na internet, fica claro que, mais importante do que o apuro técnico, é o conteúdo transmitido nos vídeos, um terreno fértil para causas sociais, engajamentos e entretenimento. Diretor: Bebeto Abrantes e Sandra Werneck. Duração: 80 min. Classificação: 14 anos. Horários alternativos: 27 de fevereiro, sábado, às 01h30 e às 13h45; 28 de fevereiro, domingo, às 20h50;

Sábado – 27/02

10h15 – “Nós, Documentaristas” (Série) – Episódio: “Theresa Jessouron”
No episódio, Theresa Jessouron, diretora de filmes premiados como “Samba”, “Coração do Samba” e “À Queima Roupa”, conta como foi parar no cinema e fala sobre suas grandes inspirações. A diretora comenta, ainda, a importância do processo de pesquisa que antecede o trabalho de filmagem. Diretor: Susanna Lira. Duração: 26 min. Classificação: Livre.

Domingo – 28/0219h25 – 
“Onde a Terra Acaba” (Documentário)“Onde a Terra Acaba” foi dirigido pelo cineasta Sérgio Machado e é fruto de uma pesquisa de mais de dois anos sobre a vida e a obra de Mário Peixoto. Diretor: Sergio Machado. Duração: 74min. Classificação:  10 anos.
  Sobre o Grupo Curta!O Grupo Curta! tem como missão a difusão de conteúdos audiovisuais relevantes nas áreas de artes e humanidades, sejam brasileiros ou estrangeiros, através da TV linear (canal CURTA!), de plataformas de streaming de operadoras de telecom e da internet. A curadoria de conteúdos é, portanto, o motor central do grupo e foi uma das que mais aprovaram projetos originais para financiamento da produção pelo Fundo Setorial do Audiovisual: já foram mais de 120 longas documentais e 800 episódios de 60 séries que chegam ao público em primeira mão através de suas janelas de exibição:O canal Curta!, linear, está presente nas residências de mais de 10 milhões de assinantes de TV paga e pode ser visto nos canais 556 da NET / Claro TV, 75 da Oi TV e 664 da Vivo Fibra, além de em operadoras associadas à NeoTV; O Curta!On, o novo clube de documentários do Curta!, no NOW da Claro, conta com mais de 450 filmes e episódios de séries documentais, organizadas  por temas de interesse como Música, Artes, MetaCinema, Meio Ambiente e Sustentabilidade, Mitologia e Religião, Sociedade e Pensamento. Há também pastas especiais com novidades – que estreiam a cada mês –, conteúdos originais exclusivos, biografias, além de uma degustação para quem ainda não é assinante do serviço.A Tamanduá TV, plataforma marketplace aberta para qualquer internauta, já reúne mais de quatro mil conteúdos. O usuário pode alugar filmes e séries específicos ou assinar de forma econômica um dos pacotes que contêm conteúdos segmentados por área de interesse: CineBR, CineDocs, CineEuro, CurtaEducação (para professores e estudantes do Ensino Médio e Enem), MetaCinema (para aficcionados e estudantes de Cinema), entre outros.  Os pacotes CineBR, CineDocs e CineEuro são disponibilizados desde 2018 como serviço de valor agregado (SVA) para perto de oito milhões de assinantes de banda larga fixa (ISP) da operadora CLARO, sem custo adicional. As atividades do Grupo Curta! também promovem a geração de royalties para produtores audiovisuais independentes, com a exploração de seus direitos audiovisuais nas diferentes janelas de streaming. O pacotes Cines da Tamandua TV e do Curta!ON estão repassando anualmente mais de R$ 1,5 milhão de reais em royalties para os produtores dos conteúdos que difunde.
Por Anna Barros
Danna Paola dublará RAYA na versão em espanhol de “Raya e o Último Dragão”

Danna Paola dublará RAYA na versão em espanhol de “Raya e o Último Dragão”

São Paulo, 19 de fevereiro de 2021 – A cantora e atriz mexicana Danna Paola dará voz para a guerreira Raya na versão em espanhol para a América Latina de “Raya e o Último Dragão”, novo filme da Walt Disney Animation Studios. A artista também interpretará a música “Hasta Vencer”, que fará parte dos créditos finais do longa em países de língua hispânica, o videoclipe da canção estará disponível em breve no canal oficial da Disney Music LA VEVO no YouTube. “Raya e o Último Dragão” chega no Disney+ (via Premier Access) e nos cinemas do Brasil em 5 de março.

Sobre sua participação na dublagem e trilha sonora da animação Danna comenta: “Retornar à dublagem depois de tantos anos é um sonho que se tornou realidade. Sem dúvida, ter recebido a proposta de interpretar uma guerreira independente como Raya, para representar o empoderamento feminino e para contar uma história tão bonita é um dos melhores presentes que tive no início deste ano. O processo foi muito interessante, eu me diverti e fiquei muito animada e acho que Raya se tornou uma das minhas personagens favoritas”. E acrescenta: “Fico feliz em contribuir com a trilha sonora em espanhol com uma música tão mágica como “Hasta vencer”, sei que os fãs ficarão muito contentes em ouvi-la”.

Danna Paola nasceu em 23 de junho de 1995 na Cidade do México e aos 25 anos se posicionou como a nova Princesa do Pop Latino. Danna Paola lançou seu primeiro álbum Mi Globo Azul aos seis anos de idade e continua fazendo sucesso desde então. Sua versatilidade a fez participar da dublagem de filmes de referência mundial como “Home” e “Enrolados”, da Walt Disney Animation Studios, onde emprestou sua voz a personagem Rapunzel na versão em espanhol para a América Latina e também colaborou com a trilha sonora para a região; no cinema mexicano trabalhou em filmes como Arráncame la Vida e Lo Más Simcillo es Complicarlo Todo.

Com uma carreira de mais de 21 anos, é internacionalmente reconhecida por sua participação em dezenas de novelas, séries e outros projetos televisivos de sucesso nacional e internacional, incluindo Elite, Rayito de luz, María Belén, ¡Vivan los Niños!, Of Few, poucas pulgas, Amy, a menina da mochila azul, Pablo e Andrea e Dare to dream. No teatro, ela estrelou, entre outros projetos, a primeira versão em espanhol do musical Wicked e foi descrita pela Broadway como um “orgulho latino” por sua incrível amplitude e habilidade vocal que surpreendeu o público nos Estados Unidos e na América Latina.

RAYA E O ÚLTIMO DRAGÃO é o primeiro filme da Disney que tem estreia simultânea nas salas de cinema e no Disney+ Premier Access, o que amplia as opções dos espectadores, que podem decidir como, quando e onde assistir à nova animação que estreia na América Latina em 5 de março.

Por R$ 69,90, e pelo tempo limitado entre 5 a 19 de março, os assinantes do Disney+ poderão ver e rever RAYA E O ÚLTIMO DRAGÃO quantas vezes quiserem nos seus dispositivos preferidos, ao mesmo tempo em que o filme entra em cartaz nos cinemas. Os assinantes Premier Access visualizarão a animação assim que clicarem na área exclusiva, sem prazos para assisti-la, sem interrupções e sem outras limitações além das já estipuladas no contrato de assinantes e enquanto mantiverem sua assinatura ativa. Para os assinantes que não optarem pelo Premier Access, RAYA E O ÚLTIMO DRAGÃO estará disponível no Disney+ a partir de 23 de abril sem custos extras.

RAYA E O ÚLTIMO DRAGÃO, doWalt Disney Animation Studios, se passa no reino fantástico de Kumandra, onde humanos e dragões viviam juntos e em harmonia até que os monstros terríveis conhecidos como Drun sequestraram o mundo, fazendo com que os dragões precisassem se sacrificar para salvar a humanidade. Passaram-se 500 anos até que esses mesmos monstros voltassem e agora a humanidade depende de Raya, uma guerreira independente que precisa encontrar o último dragão e acabar para sempre com os Drunn. Ao longo de sua viagem, Raya aprende que além do dragão também é preciso mais uma coisa pra salvar o mundo: confiança.

O filme é dirigido por Don Hall e Carlos López Estrada e codirigido por Paul Briggs e John Ripa. Osnat Shurer e Peter Del Vecho são os produtores e os roteiristas do projeto são Qui Nguyen e Adele Lim.

Trailer no YT Disney+: https://www.youtube.com/watch?v=uF8w-6x61fc

Trailer no YT Walt Disney Studios BR: https://www.youtube.com/watch?v=Yh-XpUlDjJk

Apresentação de Danna Paola (em espanhol): https://youtu.be/uhnYYpwkadU

SOBRE O DISNEY+

Disney+ é o serviço de streaming por assinatura de filmes, séries e outros conteúdos da Disney, da Pixar, da Marvel, de Star Wars e da National Geographic. Como parte do segmento Disney Media and Entertainment Distribution (DMED) da Disney, Disney+ está disponível para dispositivos conectados à Internet e oferece a todos os públicos programação sem intervalos publicitários com uma variedade de filmes, documentários, séries de animação e de live action e curtas originais. Disney+ proporciona um acesso sem precedentes ao incrível acervo de entretenimento de cinema e de televisão da Disney além de ser a plataforma de streaming para ver com exclusividade os últimos lançamentos de cinema do The Walt Disney Studios. Visite o site DisneyPlus.com para obter mais informações sobre o serviço.

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‘Mães de Verdade’ estreia nos cinemas brasileiros em 11 de março

‘Mães de Verdade’ estreia nos cinemas brasileiros em 11 de março

Filme é dirigido pela premiada cineasta nipônica Naomi Kawase

A obra da diretora japonesa mais premiada e importante da atualidade sempre foi marcada por retratar relações familiares e sociais, e em MÃES DE VERDADE, que estreia nos cinemas dia 11 de março, não é diferente. O longa mostra uma história de adoção, e suas consequências, anos depois. O roteiro, assinado pela própria Kawase (Esplendor, Sabor da Vida, O segredo das águas), é baseado num romance de Mizuki Tsujimura, de 2015. O filme é co-escrito por Izumi Takahashi e An Tôn Thât.

“Por conta do destino, uma vida que não era para existir chega à vida de um casal que não podia ter filhos. Essa é uma história sobre criar o próprio destino, como, se, depois da chuva, uma luz radiante purificasse o mundo”, é definição que a diretora dá ao seu filme mais recente. Para contar essa trama, o longa foi filmado em várias locações diferentes no Japão: numa ilha, na floresta, na cidade e num centro histórico. “Fizemos esse filme como se fosse uma lembrança de viagem através das estações do ano e personagens de cada lugar.”

MÃES DE VERDADE foi selecionado para o Festival de Cannes, que, mesmo cancelado, anunciou os filmes que exibiria, dividindo-os em seções. O longa esteve na The Faithful (Os fiéis, em tradução livre), que comporta obras de diretoras e diretores que já tiveram ao menos um trabalho exibido no festival antes. O filme  também foi exibido nos Festivais de San Sebastian, Chicago e Toronto. No Brasil, estreou na 44a Mostra Internacional de Cinema em São Paulo. 

Como na maioria dos filmes da cineasta, as personagens principais são femininas, e aqui duas mulheres têm seus destinos ligados por uma adoção: uma delas se resignou a um futuro sem filhos, por conta da infertilidade do marido, e outra ficou gravida inesperadamente, e ama o filho profundamente, mas não o pode criar. A produtora do longa, Yumiko Takebe, define-o como “sobre as escolhas que essas personagens fazem, que se tornam um segredo bem guardado. E isso me trouxe muitas dúvidas e até sentimentos próximos da raiva [quando li o livro]. Essa história tem uma mensagem importante que fala ao mundo de hoje. Por isso acredito que esse era o momento de fazer o filme.”

Kawase, por sua vez, conta que quando faz um longa, sempre há um momento no qual é a levada às lágrimas. “É quando o elenco habita completamente a vida dos personagens, e expressa emoções que vão para além do roteiro. Percebi que isso é algo precioso e raro. O elenco nesse filme está incrível – os personagens são pessoas completamente reais.”

Ryan Lattanzio, da IndieWire, em sua crítica afirma que “Kawase junta todas as pontas de maneira bela no final.” Já Peter Bradshaw, do jornal inglês The Guardian, escreveu que admira “a estética feminina do filme e a interpretação profundamente comprometida da atriz principal”. 

MÃES DE VERDADE será lançado no Brasil pela Califórnia. 
SinopseKiyokazu Kurihara (Arata Iura) e Satoko (Hiromi Nagasaku) são um casal que, no desejo de ter um filho, adota um bebê. Seis anos depois, enquanto vivem um feliz casamento, eles recebem uma ligação de uma mulher chamada Hikari Katakura (Aju Makita), alegando ser a mãe biológica de Asato (Reo Sato), o filho adotado do casal. Hikari diz querer seu filho de volta, chantageando a família pedindo uma alta quantia de dinheiro.

Ficha Técnica

Direção: Naomi Kawase

Roteiro: Naomi Kawase, co-escrito por Izumi Takahashi e An Tôn Thât, baseado no romance “Asa ga Kuru”, de Mizuki Tsujimura

Produção: Yumiko Takebe

Elenco: Hiromi Nagasaku, Arata Iura, Aju Makita, Miyoko Asada

Gênero: drama

País: Japão

Ano: 2020 

Duração: 140 min

Classificação: 14 anos.

“Mundo em Caos”: Paris Filmes divulga novo trailer com cenas de ação e efeitos especiais

“Mundo em Caos”: Paris Filmes divulga novo trailer com cenas de ação e efeitos especiais

O FILME ESTREIA EM 11 DE MARÇO NOS CINEMAS E TEM SESSÕES DE PRÉ-ESTREIA A PARTIR DE 04 DE MARÇO

“Mundo em Caos” (Chaos Walking), com distribuição da Paris Filmes, tem uma grande campanha de engajamento movimentando as redes sociais. Mais uma decisão foi tomada em conjunto com seguidores da distribuidora no Twitter que votaram em uma enquete para decidir o próximo material a ser lançado: trailer ou cartaz.

Após votação com quase 87% dos votos, a distribuidora acaba de divulgar o novo trailer (https://youtu.be/Bv2u07yuHEc). No material, cenas de ação dividem espaço com efeitos especiais e explicação da história que gira em torno de um grande mistério desse mundo onde todas as mulheres somem, exceto Viola (Daisy Ridleya Rey em Star Wars), e todos os homens são afetados por um estranho “Ruído”, uma força que torna seus pensamos audíveis. Todd Hewitt (Tom Hollando mais recente Peter Parker de Homem Aranha) se vê responsável por proteger Viola, e para isso será necessário descobrir sua força interior e controlar o seu “Ruído”.

O filme é baseado no romance best-seller Mundo em Caos (The Knife of Never Letting Go) de Patrick Ness e vendido no Brasil pela Editora Intrínseca, e tem direção de Doug Liman, o mesmo de A Identidade Bourne (The Bourne Identity) e No Limite do Amanhã (Edge of Tomorrow). O elenco ainda conta com atuação de Nick Jonas (da banda pop Jonas Brothers) Mads MikkelsenDavid Oyelowo e Demián Bichir.

Acompanhe as novidades sobre este e outros lançamentos por meio das redes sociais:

www.facebook.com/ParisFilmesBR
www.instagram.com/ParisFilmes
www.youtube.com/ParisFilmes

obre a Paris Filmes

A Paris Filmes é uma empresa brasileira que atua no mercado de distribuição e produção de filmes, primando pela alta qualidade cinematográfica. Além de ter distribuído grandes sucessos mundiais, como o premiado “O Lado Bom da Vida”, que rendeu o Globo de Ouro®️ e o Oscar®️ de Melhor Atriz a Jennifer Lawrence em 2013 e “Meia-Noite em Paris”, que fez no Brasil a maior bilheteria de um filme de Woody Allen, a distribuidora também possui em sua carteira os maiores sucessos do cinema nacional, como as franquias “De Pernas Pro Ar” e “Até Que a Sorte nos Separe”. Nos últimos anos a empresa esteve à frente de lançamentos como a franquia “John Wick”, além de “La La Land – Cantando Estações”; “A Cabana”; “D.P.A: Detetives do Prédio Azul – O Filme”; “D.P.A. 2 – O Mistério Italiano”; “Extraordinário”; “Nada a Perder”, entre outros. Para os próximos lançamentos, a companhia aposta em um line-up diversificado, que inclui títulos como “M-8 – Quando a Morte Socorre a Vida”, “Enquanto Estivermos Juntos”, “Invasão Zumbi 2 – Península”, “Depois a Louca sou Eu”, “Detetives do Prédio Azul 3 – Uma Aventura no Fim do Mundo”, “Sapatinho Vermelho e os Sete Anões”, “10 horas Para o Natal”, “Turma da Mônica – Lições”, entre outros.

Sobre a Intrínseca

Criada em dezembro de 2003, a Intrínseca se firmou entre as maiores editoras do Brasil ao publicar uma apurada seleção de livros, conjugando valor literário, alta qualidade gráfica e sucesso comercial. Com o lema “publicamos poucos e bons livros”, a editora consolidou um catálogo variado, marcado por grandes fenômenos editoriais, a exemplo do clássico A menina que roubava livros, do australiano Markus Zusak, que figurou no topo da lista de mais vendidos por mais de um ano. Outro destaque é a série Crepúsculo, de Stephenie Meyer, um best-seller instantâneo desde o lançamento de seu primeiro título, em abril de 2008, e que continua relevante. A Intrínseca também lança a obra de outros autores renomados, como Neil Gaiman, Jojo Moyes, Jenny Han, R.J. Palacio, Gillian Flynn, Celeste Ng, Elena Ferrante, Thomas Piketty, Stephen Hawking e Michael Pollan, além de nomes nacionais como Daniela Arbex, Miriam Leitão, Felipe Castilho, Nath Finanças, Isabela Freitas e Monica de Bolle. Para comemorar 15 anos de trajetória, em 2018 a editora deu início ao seu clube do livro, o intrínsecos, que envia todos os meses aos assinantes títulos inéditos no Brasil em edições exclusivas. Em 2020, junto com o jornalista e editor Roberto Feith, a Intrínseca criou o selo História Real, dedicado exclusivamente a livros nacionais de não ficção. 

‘NONA: SE ME MOLHAM, EU OS QUEIMO’ estreia nos cinemas nesta quinta

‘NONA: SE ME MOLHAM, EU OS QUEIMO’ estreia nos cinemas nesta quinta

Exibido nos Festivais de Rotterdam, Rio e Olhar de Cinema, ‘NONA: SE ME MOLHAM, EU OS QUEIMO’ estreia nos cinemas nesta quinta. Protagonizado por Josefina Ramirez, o filme é coprodução Chile – Brasil – França – Coréia do Sul e estreia nos cinemas em 18 de fevereiro Confira o trailer: https://youtu.be/RiH7J9NSpYA

NONA: SE ME MOLHAM, EU OS QUEIMO estreia nesta quinta-feira, dia 18 de fevereiro, nas cidades de São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília, Curitiba, Porto Alegre e Fortaleza

Sobre o Filme

A história recente do Chile tem sido combustível para o cinema do país, especialmente o jovem. Camila José Donoso traz em seu terceiro longa, NONA: SE ME MOLHAM, EU OS QUEIMO, que estreia nos cinemas do Brasil dia 18 de fevereiro, fatos reais e ficção. A protagonista a avó da diretora, Josefina Ramirez, que fez parte da resistência anti-Pinochet, e se tornou uma especialista na produção de molotovs.

Camila, que também assina o roteiro, combina, então, memórias de Nona e uma narrativa ficcional sobre uma mulher que cometeu um crime passional, e se vê obrigada a deixar Santiago, exilando-se na cidade costeira de Pichilemu, numa casa que comprou na época do governo de Salvador Allende. A protagonista também acaba de realizar uma cirurgia contra catarata o que a deixa ainda mais fragilizada e de mal humor.

Em seu primeiro longa, “Naomi Campbell”, de 2013, Camila acompanhou a trajetória de uma transexual chilena, e o documentário prevaleceu sobre uma ficção discreta. Em NONA: SE ME MOLHAM, EU OS QUEIMO, a diretora radicaliza, e constrói um jogo de cena entre o real, o imaginário e a fantasia, sem se preocupar em deixar claro o que é o que. Tendo como protagonista uma personagem maior que a vida, o que rejeita classificações simplistas, o longa não se intimida em deixa-la brilhar sem impor limites.

Eu queria que o personagem de Nona tivesse profundidade. Eu queria que o espectador descobrisse Nona como eu a conhecia; uma avó, uma dona de casa extrovertida que ocasionalmente mentia, uma mulher volúvel, e tudo aquilo que estava longe da femme fatale piromaníaca que mais tarde descobri. Eu queria que o espectador pudesse viver na intimidade de Nona, sem julgamento: pois a beleza de Nona também reside na complexidade, na ambivalência de seu caráter”, explica a diretora.

Ao redor dessa nova morada de Nona existe uma floresta que começa a sofrer incêndios inexplicáveis, e dado o passado piromaníaco dessa mulher de 66 anos, ela se torna uma espécie de suspeita, ainda mais que sua casa permanece intacta, ao contrário de outras da região. Mas o filme vai muito além desse suspense, ao fazer um retrato crítico e carinhoso do Chile do presente, no qual a aparente calmaria – tal qual a cidade onde a protagonista se instala – pode esconder a turbulência política que o país sempre enfrenta.

O longa acrescenta uma nova camada trazendo filmagens caseiras em vídeo, remetendo ao passado, e resgatando a trajetória de Nona. Misturam cenas amadoras captadas em diferentes formatos de vídeo, película, e o digital límpido, que conferem a NONA: SE ME MOLHAM, EU OS QUEIMO uma proposta estética diferenciada e bem-vinda que espelha a figura de sua protagonista, uma mulher fascinante e intrigante na mesma medida.

O elenco de NONA: SE ME MOLHAM, EU OS QUEIMO combina não atores e atrizes com profissionais, como a própria Josefina, atrizes Gigi Reyes, Paula Dinamarca e Nancy Gómez. O Brasil é representado por Eduardo Moscovis, que interpreta Pedro, uma figura misteriosa que ronda Nona.

Peter Bradshaw, do jornal inglês The Guardian, chamou o longa de “sagaz e subversivo”. Já o Cineuropa, em sua crítica, alega que a diretora fez um filme “que é um retrato carinhoso, engraçado, e ainda assim brutalmente honesto.” O argentino Página 12 ressalta que NONA: SE ME MOLHAM, EU OS QUEIMO “tem êxito em entrecruzar o pessoal e o político de uma maneira muitas vezes notáveis.”

NONA: SE ME MOLHAM, EU OS QUEIMO é produzido por Rocío Romero, do Chile (Mimbre Producciones), por Tatiana Leite, Bubbles Project, produtora entre outros do sucesso “Benzinho”, de Gustavo Pizzi e de “Pendular”, de Julia Murat, Pelo Jeonju Cinema Project (Córeia do Sul) e por Alexa Rivero, da França (Altamar Films). O projeto conta com a TvZero como produtora associada. No Brasil a distribuição do longa é a Vitrine Filmes. 

Sinopse

Aos 66 anos, Nona decide finalmente se vingar de seu ex-amante e comete um atentado que a obriga a fugir para que não seja presa. Depois de finalmente se estabelecer em uma cidade costeira do Chile, um incêndio de grandes proporções obriga seus vizinhos a deixarem suas casas, mas estranhamente sua moradia é a única a não ser afetada.

Ficha Técnica 

NONA: SE ME MOLHAM, EU OS QUEIMO (Nona – Si me mojan yo los quemo) 

Direção e Roteiro:  Camila José Donoso 

Empresas produtoras: Mimbre Producciones, Bubbles Project, Altamar Films

Produtora Associada: TvZero

Produtoras: Rocío Romero, Tatiana Leite, Alexa Rivero  

Fotografia: Matías Ilanes  

Edição: Karen Akerman  

Direção de Arte: Nicolás Oyarce 

Direção de Som: Sebastián Arjona, Emilio Torres 

Gênero: Documentário/Ficção  

Países: Chile, Brasil, França e Coreia do Sul

Idioma: Espanhol  

Ano: 2018  

Duração: 86 min 

Elenco: Josefina Ramirez, Gigi Reyes, Paula Dinamarca, Eduardo Moscovis, Nancy Gómez  

SOBRE A DIRETORA

Camila José Donoso nasceu no Chile em 1988. Estudou cinema e dirigiu curtas e performances em vídeo. Como diretora e roteirista, fez Naomi Campbel (FICValdivia e CPH: DOX, 2013) e Casa Roshell (Berlinale, 2017), ambos exibidos e premiados em festivais de cinema. Em 2016, fundou e criou a Transfrontera, um encontro entre o Chile, o Peru e a Bolívia, centrado no cinema e na política, com a presença de pessoas como Ignacio Agüero, entre outros. Em breve, lançará seu terceiro filme: “Nona: se me molham, eu os queimo.” 

SOBRE A PRODUTORA

Bubbles Project é uma produtora independente sediada no Rio de Janeiro, criada por Tatiana Leite em 2012, voltada para jovens talentos nacionais e internacionais e em coproduções internacionais. Produziu o longa-metragem “Benzinho” de Gustavo Pizzi, (Competição no Festival de Sundance 2018); coproduziu “Pendular”, de Julia Murat, (Prêmio FIPRESCI da mostra Panorama no Festival de Berlim 2017); o argentino “Família Submersa”  de Maria Alché, (Melhor Filme na mostra Horizontes Latinos do Festival de San Sebastian e Locarno); o chileno “Nona“, de Camila Jose Donoso, (Tiger Competition do Festival Internacional de Cinema de Rotterdam 2019) e “Aspirantes” de Ives Rosenfeld, (vencedor da Carte Blanche no Festival de Locarno 2014). Atualmente está em pós-produção com o filme “Regra 34” de Julia Murat, e desenvolvendo os projetos de longas-metragens nacionais e internacionais: “A Herança” de João Cândido Zacharias; “Princesa” de Karine Teles; “Amanhã Será Outro Dia”, de Pedro Pinho, “Neuros” de Guilherme Coelho e  “Porco Espinho” de Eva Randolph.

SOBRE A VITRINE FILMES 

A Vitrine Filmes, em dez anos de atuação, já distribuiu mais de 160 filmes e alcançou mais de 4 milhões de espectadores. Entre seus maiores sucessos estão ‘O Som ao Redor’, ‘Aquarius’; e ‘Bacurau’ de Kleber Mendonça Filho e Juliano Dornelles. Outros destaques são ‘A Vida Invisível’, de Karim Aïnouz, representante brasileiro do Oscar 2020, ‘Hoje Eu Quero Voltar Sozinho’, de Daniel Ribeiro, e ‘O Filme da Minha Vida’, de Selton Mello. Entre os documentários, a distribuidora lançou ‘Divinas Divas’, dirigido por Leandra Leal e ‘O Processo’, de Maria Augusta Ramos, que entrou para a lista dos 10 documentários mais vistos da história do cinema nacional. 

Em 2020, a Vitrine Filmes lançou no primeiro semestre “O Farol”, de Robert Eggers, indicado ao Oscar de Melhor Fotografia e “Você Não Estava Aqui”, de Ken Loach. Adaptando-se ao cenário pandêmico, no segundo semestre a Vitrine Filmes adotou estratégias diferenciadas de distribuição em múltiplas janelas, lançando títulos em drive-ins, salas de cinemas e plataformas de streaming, como “Música para Morrer de Amor”; “Três Verões”; “Pacarrete”; “A Febre”; “Todos os Mortos” e muitos outros. Para 2021 a distribuidora já tem o line-up completo e continuará explorando novas oportunidades para o alcance de seus lançamentos.