Novidades do Belas Artes À LA CARTE a partir de 25 de março

Novidades do Belas Artes À LA CARTE a partir de 25 de março

À LA CARTE traz filme com Antonio Banderas e longa francês com elenco premiadíssimo

Na próxima semana o À LA CARTE estreia quatro novos filmes e lança o documentário “Siron. Tempo sobre tela”. Entre os destaques do cardápio que chega na quinta-feira, 25.03, estão “De amor e de sombras” (1994), baseado no romance de mesmo nome da escritora Isabel Allende, este é o primeiro longa da diretora Betty Kaplan com Antonio Banderas e Jennifer Connelly no elenco; e “Os homens que eu amei” (1980), dirigido porClaude Berri, e estrelado pelos ícones do cinema francês como Gérard Depardieu, Catherine Deneuve, Jean-Louis Trintignant, Alain Souchon e Serge Gainsbourg.

Também passam a integrar o catálogo do streaming a comédia “Neste mundo e no outro” (1946), filme dirigido por Michael Powell (1905–1990) e Emeric Pressburger (1902–1988) renomada dupla de diretores do cinema britânico, que realizou clássicos como “Narciso Negro” e “Os Sapatinhos Vermelhos”; e o drama alemãoO Imigrante Russo” (2015)primeiro longa-metragem do diretor russo Stanislav Güntner e filme de estreia do ator Mark Filatov no cinema.

Outra novidade da semana é o lançamento do documentário “Siron. Tempo sobre tela”. O filme de André Guerreiro Lopes e Rodrigo Campos, com distribuição da Pandora Filmes, investiga a arte e a vida de Siron Franco, um dos mais importantes pintores brasileiros de todos os tempos, com imagens captadas ao longo de duas décadas, combinadas com filmagens do acervo do próprio artista. O filme estará disponível para aluguel a partir desta sexta-feira, 26 de março, nos Super Lançamentos do À LA CARTE.

Sinopse dos filmes:

De amor e de sombras ( De Amor y de sombras)

Argentina | EUA, 1994, Drama, 103min, 14 anos

Direção: Betty Kaplan

Elenco: Antonio Banderas, Jennifer Connelly, Stefania Sandrelli

Sinopse: O Chile 1973 é governado pelo ditador Pinochet. Os ricos não veem a violência, o terror, as execuções, incluindo Irene. Ela está noiva de um oficial do exército fascista. Ela conhece Francisco que abre os olhos para a verdade e o amor.

Curiosidades: Adaptação do livro “De Amor y de Sombra”, de Isabel Allende. Este foi o primeiro papel do espanhol Antonio Banderas como protagonista em um filme falado em inglês. Este é o primeiro longa da diretora Betty Kaplan, que nasceu em Nova York, mas cresceu na Venezuela, e já recebeu diversos prêmios por documentários e produções realizadas para a TV americana.

Neste mundo e no outro (A Matter of Life and Death)

Reino Unido, 1946, Comédia, 104min, livre

Direção: Michael Powell, Emeric Pressburger

Elenco: David Niven, Kim Hunter, Robert Coote

Sinopse: Durante a Segunda Guerra Mundial o avião do piloto inglês Peter Carter é abatido. Antes de cair ele faz contato com June, operadora de rádio da Força Aérea norte-americana, por quem se apaixona imediatamente. Ele salta para a morte, mas esta não chega. Surpreso com sua segunda chance, ele decide ir atrás de seu novo amor, mas um enviado do céu logo chega para levá-lo, informando que sua sobrevivência foi um equívoco.

Curiosidades: A enorme escada rolante que liga este mundo ao outro levou 3 meses para ser construída, tinha 106 degraus, cada um com 6 metros de largura, e era movido por um motor de 12 cavalos de potência. Foi durante uma visita a Hollywood, em 1945, que o diretor Michael Powell decidiu escalar a então desconhecida Kim Hunter para interpretar June, a criada americana, após ela ser recomendada por Alfred Hitchcock, que a conheceu durante testes de atores e atrizes para sua próxima produção, “Interlúdio” (1946). Michael Powell (1905–1990) e Emeric Pressburger (1902–1988) foi a mais renomada dupla de diretores do cinema, realizando clássicos como “Narciso Negro” e “Os Sapatinhos Vermelhos”, e Michael Powell foi eleito o quarto maior diretor de cinema da história da Grã-Bretanha, segundo o jornal The Telegraph, mas ele quase teve a carreira destruída por causa do perturbador “Peeping Tom: A Tortura do Medo” (disponível no À La Carte), que ele dirigiu sozinho, e foi retirado de cartaz após apenas 5 dias de seu lançamento na Inglaterra, por pressão da crítica e do público.

O Imigrante Russo (Nemez)

Alemanha, 2015, Drama, 97min, livre

Direção: Stanislav Güntner

Elenco: Mark Filatov, Emilia Schüle, Alex Brendemühl

Sinopse: Dima é um alemão-russo que decide mudar de vida e ir para Berlim, para fugir de seu passado criminoso. Ele conhece a estudante de arte Nadja, por quem se apaixona. No entanto, as antigas conexões criminosas de Dima o perseguem e podem causar grandes desastres para ele e sua amada.

Curiosidades: Primeiro longa-metragem do diretor russo Stanislav Güntner. Longa de estreia do ator Mark Filatov no cinema. O ator Alex Brendemühl atuou com Marion Cotillard e Louis Garrel em “Um Instante de Amor” (2016), de Nicole Garcia.

Os homens que eu amei (Je vous aime)

França, 1980, Romance, 105min, 14 anos

Direção: Claude Berri

Elenco: Gérard Depardieu, Catherine Deneuve, Jean-Louis Trintignant, Alain Souchon, Serge Gainsbourg.

Sinopse: Uma mulher convida todos os quatro homens que amou na vida para o jantar da véspera de Ano Novo ao mesmo tempo e os reúne em sua casa. Em flashbacks sentimentais, eles se lembram dos tempos anteriores.

Curiosidades: O compositor, músico e ator francês” Serge Gainsbourg, que atua no filme, escreveu a trilha musical de “Os Homens que Eu Amei”, na qual se destaca a canção “Dieu Est un Fumeur de Havanes”, um dueto cantado por ele em uma cena com Deneuve. Filme indicado a 2 prêmios César, considerado o Oscar do cinema francês, nas categorias de Melhor Ator Coadjuvante (Alain Souchon) e Melhor Música Original (Serge Gainsbourg). A atriz Catherine Deneuve declarou que todos acreditavam que o filme contava um pouco da vida dela, mas, segundo ela, sua personagem era o diretor Claude Berri (e ele concordou), uma pessoa cujo egoísmo a irritava.

SUPER LANÇAMENTO

Siron. Tempo sobre Tela Brasil; 2019, Documentário, 91min, 12 anos Direção. André Guerreiro Lopes e Rodrigo Campos“Eu lembro mais das coisas que pintei do que das coisas que vivi”, diz, em certo ponto da abertura do filme, Siron Franco, 71, tido por pensadores como Ferreira Gullar como um dos maiores pintores brasileiros de todos os tempos.  Encadeando pensamentos e memórias em associações inusitadas e reveladoras, a dar foco ao tempo que brota da interação de um arquivo pessoal inédito com novas filmagens, o documentário Siron. Tempo sobre Tela ilumina a personalidade inquieta e a mente criadora do artista, onde fronteiras entre realidade, memória e sonho se dissolvem.
Serviço:Planos de assinatura com acesso a todos os filmes do catálogo em 2 dispositivos simultaneamente.Valor assinatura mensal: R$ 9,90 | Valor assinatura anual: R$ 108,90“SIRON.TEMPO SOBRE TELA”: Alugue por 72 horas, em Super Lançamentos, por R$ 12,90.Para se cadastrar acesse: www.belasartesalacarte.com.br e clique em ASSINE.Ou vá direto para a página de cadastro: https://www.belasartesalacarte.com.br/checkout/subscribe/signupAplicativos disponíveis para Android, Android TV, IPhone, Apple TV e Roku. Baixe Belas Artes À LA CARTE na Google Play ou App Store.
Petra Belas Artes À LA CARTE:À LA CARTEé um streaming de filmes pensado para quem ama cinema de verdade. Seu catálogo, que já conta com cerca de 400 títulos,e inclui filmes de todos os cantos do mundo e de todas as épocas: contemporâneos, clássicos, cults, obras de grandes diretores, super premiados e principalmente aqueles que merecem ser revistos e que tocam o coração dos cinéfilos. Além de pelo menos quatro novos filmes que entram semanalmente no catálogo, há também a possibilidade do aluguel unitário, que são os Super Lançamentos: um espaço para filmes que estreiam antes dos cinemas; simultâneos ao cinema; filmes inéditos no Brasil, entre outras modalidades. Outro diferencial são as mostras de cinema, recentemente o À LA CARTE trouxe especiais dedicados à cinematografia francesa, italiana, coreana e espanhola. O À LA CARTE foi criado no final de 2019 e integra o Belas Artes Grupo, que inclui também a Pandora Filmes e o Cine Petra Belas Artes, um dos mais tradicionais e queridos cinemas de rua de São Paulo.

Prisioneiro Espacial estreia no Cinema Virtual dia 25 de março

Prisioneiro Espacial estreia no Cinema Virtual dia 25 de março

Longa chega com exclusividade à platafoma na próxima quinta-feira

O filme “Prisioneiro Espacial” estreia no  Cinema Virtual na próxima quinta, dia 25 de março. O longa chega com exclusividade à plataforma, que segue o padrão dos cinemas físicos e tem feito lançamentos semanais às quintas-feiras. Com produções de diferentes gêneros e países, o Cinema Virtual leva filmes a todo Brasil, inclusive a muitas cidades que ainda não contam com salas de cinema.

O suspense de ficção científica, que traz a história de um detento enviado ao espaço para iniciar uma colônia penal fora da Terra, é escrito e dirigido por Luke Armstrong, diretor premiado pelo curta-metragem Shadows e integrante da equipe de efeitos visuais de “Vingadores: Ultimato” e “Velozes e Furiosos: Hobbs & Shaw”, entre outros sucessos. No elenco estão Johnny Sachon, Lottie Tolhurst, Michael Condron, Ben Valentine, Brian Bovell.

Assista aqui ao trailer. Confira cartaz e sinopse:

  • Prisioneiro Espacial (Solitary) | Ficção Científica, Suspense (Reino Unido)

Quando Issac acorda dentro de uma sala estranha, ele descobre que é na verdade um prisioneiro que foi enviado ao espaço para iniciar a primeira colônia espacial fora da Terra como uma nova forma de punição. Para piorar, ele descobre que tem uma companheira de cela, Alana, que está decidida a explodi-los e destruir tudo. “Prisioneiro Espacial” é um thriller claustrofóbico de ficção científica britânico que vai te deixar ansioso até o clímax explosivo.     

Destaques da semana do ‘À la Carte’

Destaques da semana do ‘À la Carte’

lássico filme político do cultuado diretor Costa-Gavras chega ao À LA CARTE na próxima semana“Seção especial de justiça” aborda evento jurídico que ocorreu durante a ocupação nazista na França na Segunda Guerra Mundial
Seção especial de justiça, dir. Constantin Costa-Gavras

Na próxima quinta-feira, 11 de março, chegam ao À LA CARTE quatro novos longas que passam a integrar o catálogo do streaming que já conta com cerca de 400 títulos. São eles: os dramas “Seção especial de justiça” (Dir. Constantin Costa-Gavras; França | Itália | Alemanha Ocidental; 1975; Drama 118min) e “Sangue do meu Sangue” (Dir. Marco Bellocchio, Itália, 2015, Drama, 107min, 14 anos), vencedor do Prêmio da Crítica no Festival de Veneza de 2015 e as comédias “Jejum de amor” (Dir. Howard Hawks; EUA, 1940, Comédia, 92min), longa estrelado por Cary Grant e um dos filmes favoritos de Quentin Tarantino e, para fechar, “Volere, Volare – A comédia” (Dir. Guido Manuli e Maurizio Nichetti; Itália, 1991, Comédia, 94min).

Entre os destaques está “Seção especial de justiça”, por este filme o diretor grego Costa-Gavras dividiu o prêmio de Melhor Diretor no Festival de Cannes 1975 com o canadense Michel Brault (1928–2013), pelo filme “Les Ordres”. O filme é um clássico filme político do diretor grego, naturalizado francês, Constantin Costa-Gavras que também é autor de outros clássicos do gênero, como “Z” (1969), sobre o golpe militar na Grécia, “Missing – O desaparecido” (1982), inspirado na história verídica de Charles Horman que vivia no Chile na época do golpe de 1973 que depôs o presidente Salvador Allende, e “A Confissão” (1970), que aborda a perseguição política nos regimes do chamado ‘Socialismo Real’ do Leste Europeu.

Baseado em uma história real, o filme relata um atentado ocorrido em Paris na Segunda Guerra, sob ocupação alemã. Após a morte de um jovem oficial militar alemão, como forma de retaliação, os nazistas exigem a condenação e execução de seis franceses, caso contrário eles matariam 100 reféns franceses, que seriam escolhidos aleatoriamente.Com a impossibilidade de se descobrir a autoria do crime, e com a crescente pressão dos alemães para que os franceses fossem mortos para assim vingar a morte do oficial, as autoridades de Vichy viram-se compelidas a modificar suas leis, em flagrante desrespeito aos princípios que regem o processo penal, de modo a acalmar os ânimos das tropas germânicas e evitar o assassinato de civis franceses.

Veja abaixo as sinopses dos filmes:

SEÇÃO ESPECIAL DE JUSTIÇA (Section Speciale)

França |Itália | Alemanha Ocidental, 1975, Drama, 118min

Direção: Constantin Costa-Gavras

Elenco: Louis Seigner, Hans Bennent, Pierre Dux, Julien Guiomar, Ivo Garrani, Michael Lonsdale, Claude Pieplu

Sinopse: Na França ocupada durante a Segunda Guerra Mundial, um oficial alemão é assassinado. O governo colaboracionista de Vichy decide atribuir o assassinato a seis pequenos criminosos. Juízes leais são chamados para condená-los o mais rápido possível.

Curiosidades:  Por este filme o diretor grego Costa-Gavras dividiu o prêmio de Melhor Diretor no Festival de Cannes 1975 com o canadense Michel Brault (1928–2013), pelo filme “Les Ordres”. O longa também foi indicado ao Globo de Ouro 1976 de Melhor Filme Estrangeiro. O diretor Costa-Gavras recebeu o Oscar 1983 de Melhor Roteiro pelo filme “Missing”, dirigido por ele.

SANGUE DO MEU SANGUE (Sangue del mio sangue)

Itália, 2015, Drama, 107min, 14 anos

Direção: Marco Bellocchio

Elenco: Roberto Herlitzka, Pier Giorgio Bellocchio, Lidiya Liberman

Sinopse: Federico é confundido com seu irmão gêmeo padre e é seduzido pela freira Benedetta, que acaba condenada a ser murada viva. Anos depois, um outro homem de nome Federico retorna à construção onde tudo aconteceu e descobre que um estranho conde ainda vive lá, mas só aparece à noite.

Curiosidades: Um dos atores principais, Pier Giorgio Bellocchio, é filho do diretor. Vencedor do Prêmio da Crítica no Festival de Veneza de 2015. A atriz Alba Rohrwacher, a mesma de “As Maravilhas” (2014), já havia trabalhado com o diretor Marco Bellocchio, no aclamado “A Bela que Dorme” (2012).

JEJUM DE AMOR (His Girl Friday)

EUA, 1940, Comédia, 92min

Direção: Howard Hawks

Elenco: Cary Grant, Rosalind Russell, Ralph Bellamy

Sinopse: Na noite de seu novo casamento, a repórter Hildy Johnson é convencida a fazer mais uma pauta por seu editor e ex-marido, Walter Burns. Enquanto entrevista um homem condenado, Hildy percebe que seu enforcamento é uma armação para conseguir votos. Espontaneamente ela ajuda o homem a escapar.

Curiosidades: Rosalind Russell pensou, enquanto filmava, que ela não tinha tantas falas boas quanto Cary Grant, então ela contratou um redator publicitário, por meio de seu cunhado, e o fez escrever falas mais inteligentes para seus diálogos com Grant. Ginger Rogers revelou que lhe foi oferecido o papel de Hildy Johnson, mas ela leu o roteiro e recusou a proposta antes de saber que iria contracenar com Cary Grant, o que lhe causou grande arrependimento depois de saber que ele estaria no filme. Este é um dos filmes favoritos de Quentin Tarantino.

VOLERE, VOLARE – A COMÉDIA (Volare, Volare)

Itália, 1991, Comédia, 94min

Direção: Guido Manuli, Maurizio Nichetti

Elenco: Maurizio Nichetti, Angela Finocchiaro, Mariella Valentini

Sinopse: Martina é uma profissional cujos clientes são inofensivos, embora excêntricos; ela se vê como uma assistente social. O tímido Maurizio dubla o som para desenhos animados, enquanto seu irmão extrovertido dubla material mais picante e conquista as garotas. Depois que Maurizio acidentalmente ajuda Martina em alguns de seus encontros, ela decide descobrir se ele quer ajudar regularmente. Seja ou não a possibilidade de romance, Maurizio fica horrorizado ao descobrir no primeiro encontro que suas mãos foram substituídas por outras de desenho animado com mente própria.

Curiosidades: Filme vencedor do prêmio David di Donatello de Melhor Roteiro. O diretor e ator Maurizio Nichetti ficou famoso internacionalmente pela comédia “Ladrões de Sabonete” (1989). A trilha sonora inclui “Funeral March of a Marionette”, música composta por Charles Gounod, em 1872, e escolhida por Alfred Hitchcock como tema da sua série de TV “Alfred Hitchcock Presents” (1955).

Serviço:

Planos de assinatura com acesso a todos os filmes do catálogo em 2 dispositivos simultaneamente.

Valor assinatura mensal: R$ 9,90 | Valor assinatura anual: R$ 108,90

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Petra Belas Artes À LA CARTE:

Com acervo com curadoria, pensado para quem ama uma programação de qualidade o Petra Belas Artes À LA CARTE é uma plataforma de streaming criada no final de 2019, e que ganhou muita força, em abril de 2020, quando após 5 meses do seu nascimento, passou a oferecer um mês de gratuidade aos cinéfilos, durante a Pandemia. Desde em então, a plataforma criada pelo Belas Artes Grupo passou a ter um crescimento de pelo menos 40% ao mês, ganhando cada vez mais espaço no dia a dia dos cinéfilos.

A ideia inicial sempre foi poder levar para todo o Brasil aquilo que os cinéfilos de São Paulo tinham no Cine Petra Belas Artes, ou seja, uma programação de qualidade, com curadoria, e que tenha em seu catálogo de forma permanente, filmes que não são encontrados nas plataformas globais. Ou seja, filmes de grandes diretores, de vários países do mundo, e que fazem parte da história do cinema. Além disso, toda semana quatro novos filmes entram no “cardápio” do Petra Belas Artes À LA CARTE e não saem do ar, ou seja, eles ficam durante muito tempo disponíveis para que os assinantes possam ver e rever seus filmes preferidos. 

No Petra Belas Artes À LA CARTE o assinante encontra os filmes divididos em categorias singulares e criativas com classificações como: “cults incríveis”, “mulheres maravilhosas”, “hahaha”, “para roer as unhas”, “o que todo cinéfilo precisa ver antes de morrer” e “novo no cardápio”, entre várias outras. Além disso, a plataforma também lança filmes de forma inédita e exclusiva como foi o caso do lançamento de “Apocalypse Now – Final Cult”, “O Hotel às Margens do Rio” de Hong Sang Soo, o brasileiro “Partida”, de Caco Ciocler, entre outros.

Proibido nascer no Paraíso tem estreia adiada

Proibido nascer no Paraíso tem estreia adiada

Documentário PROIBIDO NASCER NO PARAÍSO, de Joana Nin, tem estreia nos cinemas adiada.Sobre o filmeEm sua primeira visita a Fernando de Noronha, a documentarista Joana Nin ficou intrigada com uma frase que ouviu: “Aqui é proibido nascer.” Ao investigar isso, descobriu que as grávidas são obrigadas a ir para Recife 12 semanas antes dos seus partos, que devem ser feitos na capital. Na ilha até existe hospital, mas que não realiza procedimentos obstetrícios há quase 20 anos. “Conversando com pessoas da comunidade, entendi que quem vive lá há muitos anos acredita que os nascimentos foram suspensos para evitar que estes bebês reivindiquem direitos no futuro. Como as terras são públicas, os terrenos não podem ser oficialmente vendidos. Eles são concedidos por meio de um Termo de Permissão de Uso – TPU, um documento muitíssimo cobiçado. E nativos tem direito a solicitar a inclusão de seu nome numa lista do programa de habitação local, em busca do mesmo espaço disputado por empresários do turismo.

É de uma indignação da própria diretora que nasceu PROIBIDO NASCER NO PARAÍSO, rodado entre 2017 e 2019 e acompanha três gestantes de famílias tradicionais da ilha, cujo desejo é dar à luz no local onde moram, perto de seus familiares. “O número de gestantes é pequeno para a abertura de uma maternidade, e nem todas as grávidas querem ficar. Mas não seria possível manter uma sala de parto – como existiu até 2004 – com atendimento obstétrico e uma emergência geral melhor aparelhada?”, questiona a diretora.O longa acompanha o dia-a-dia de Ione, Harlene e Babalu, três gestantes cujas famílias vivem em Noronha há décadas, mas são obrigadas a se deslocar para o continente para realizarem seus partos. Joana conta que o tema é de interesse de todos os moradores e moradoras locais, e, por isso, todo mundo a ajudou muito trazendo-lhe informações. Para realizar o filme, ela também explica que foi preciso conhecer a ilha, suas peculiaridades administrativas.

Fernando de Noronha, um lugar dentro do Brasil com uma lógica própria, não é um município, é um distrito estadual de Pernambuco, o administrador é um cargo nomeado pelo governador, assim como todo pessoal de apoio. A única instância local com eleição democrática é o Conselho Distrital, que não tem função legislativa. A ilha até hoje funciona, de certa forma, como um presídio ou um quartel, a população é tutelada. Tudo é controlado pelo “Palácio”, como os moradores chamam a sede da administração na ilha. E assim é com a política habitacional, moradores permanentes – com mais de 10 anos de ilha – podem por o nome em uma lista e esperar pelo recebimento de um terreno, ou uma casa, já que oficialmente não há compra e venda de imóveis.

”Em PROIBIDO NASCER NO PARAÍSO, a cineasta explicita como as mulheres perderam o poder sobre seus próprios corpos. A questão de Fernando de Noronha é reveladora nesse sentido. “A mulher sequer é considerada, parece ser propriedade de terceiros. Isso tem a ver com um movimento iniciado na década de 1940, quando a gestação passou a ser um tema médico, equiparado a uma doença, e não mais um assunto feminino familiar, como era até então.”O filme a fez descobrir que “o desejo da mulher é ainda mais invisível do que me parecia antes. Nos tornamos transparentes no dia em que as outras pessoas tomam conhecimento de que temos um feto dentro de nós. Ele ainda não é um bebê, não tem vontade própria nem personalidade formada, não fala nem se expressa, mas nossa barriga passa a ser sempre o primeiro e o último foco do olhar de quem nos vê de fora.”As condições precárias do hospital local, o São Lucas, afetam não apenas as gestantes, mas também os turistas, pois a instituição não está preparada para qualquer intervenção que dependa de um centro cirúrgico, anestesista, banco de sangue, UTI ou qualquer outro tipo de atendimento para além do básico. “Isso faz sentido numa ilha de turismo aventura que fica a 1h ou mais de voo do continente? Não faz. Um local com arrecadação própria, inclusive. É preciso pensar melhor esta estrutura, e também em como acolher nativas que querem parir perto de casa, um desejo mais do que legítimo.” Por isso, Joana aponta que um dos objetivos do filme é “fazer o turista entender que a ele também faltará atendimento emergencial, caso precise. É triste pensar isso, mas visitantes tem muito mais poder de barganha do que as mulheres da comunidade.”Joana explica que a mentalidade local é de que as coisas “são assim porque são, e que não se pode mais mudar”, mas ela também crê que PROIBIDO NASCER NO PARAÍSO tem o poder de sensibilizar e transformar. “Realizar este filme me fez sentir na pele uma realidade levada ao extremo. Porque ali se consegue proibir de fato que mulheres escolham onde e como querem ter seus bebês. E isso foi institucionalizado, tornado permanente, pois já dura 17 anos, embora não exista nenhuma lei determinando nada disso. Como aceitar que nativas não possam ter filhos nativos? É revelador sobre o quanto ainda teremos que lutar para fazer valer nossos direitos, para ver respeitados nossos desejos. Espero que o filme contribua para essa reflexão e ajude, de alguma forma, em um processo de transformação desta realidade. Para que gestar e parir sejam atos mais respeitosos com as mulheres no futuro.

”O lançamento dePROIBIDO NASCER NO PARAÍSO foi planejado para acontecer na sequência de uma campanha de impacto, forma inovadora de estrear documentários já bastante popular em outros países, mas que no Brasil ainda é novidade. O trabalho consiste em construir uma rede de apoio capaz de potencializar a divulgação do filme e assim aumentar o alcance de público. Desde maio de 2020, a produtora Sambaqui Cultural vem realizando sessões fechadas online com públicos estratégicos ligados diretamente ao tema gravidez e parto, ou ao direito da mulher, sempre seguidas de debate com a diretora e equipe. Até o momento foram 12 parceiros mobilizados, como OAB Mulher, Grupo Curumim, Rehuna, Instituto Aurora, CLAM (Centro Latino Americano em Sexualidade e Direitos Humanos) entre outros, atingindo um público qualificado. Este trabalho tem foco na construção de um relacionamento empático com ativistas e pessoas engajadas com as causas do filme, antes de chegar às salas de cinema, o que ajuda na mobilização social para a ampliar o alcance da campanha de lançamento. Para saber como foi esse trabalho, acompanhe as redes sociais do filme listadas em https://linktr.ee/proibidonascernoparaiso.PROIBIDO NASCER NO PARAÍSO é uma produção da Sambaqui Cultural e será lançado no Brasil pela Boulevard Filmes.
SinopseMulheres locais de Fernando de Noronha são impedidas de dar à luz na ilha, onde o espaço é cada dia mais disputado com o turismo. Ficha TécnicaProdução – Joana Nin e Ade MuriDireção – Joana NinAno – 2021 Duração – 78 minutos Classificação indicativa – Livre
Joana NinDiretora e produtora, atua há 20 anos no mercado audiovisual. Está realizando seu terceiro longa-metragem, A Vila dos Três Apitos, documentário sobre Noel Rosa e suas inspirações, e o telefilme Os 80 Gigantes, sobre uma companhia de teatro do Paraná, ambos em fase de filmagens – interrompidas pela pandemia. Está lançando em 2021 seu segundo longa, Proibido Nascer no Paraíso, sobre parto e direito de escolha da mulher, documentário ambientado em Fernando de Noronha/PE. Seu primeiro longa, Cativas – presas pelo coração, uma coprodução com o GNT, foi lançado em salas de cinema em 2015 depois de receber uma menção honrosa do júri do Festival do Rio 2013 e participar de eventos internacionais. Iniciou sua carreira no cinema em 2005 com o curta Visita Íntima,  melhor curta brasileiro do É Tudo Verdade 2006 e vencedor do Kikito de prêmio especial do júri, além de outros 19 prêmios. Dirigiu ainda, entre outros filmes, os telefilmes Ultra Bebê e Meu Bebê Reborn, lançados em 2018 no GNT. Sobre a Boulevard FilmesA Boulevard Filmes é uma produtora e distribuidora audiovisual que busca o equilíbrio entre projetos autorais e demandas de mercado, focando em estratégias de produção e de distribuição compatíveis com cada projeto. Entre seus lançamentos comerciais estão os longas “Amor, Plástico e Barulho” (Renata Pinheiro), “Histórias que nosso cinema (não) contava” (Fernanda Pessoa) , “Legalidade” (Zeca Brito), “Açúcar” (Sergio Oliveira, Renata Pinheiro) e “Sol Alegria” (Tavinho Teixeira) este último com previsão de lançamento para o segundo semestre de 2021.

Por Anna Barros
‘Nona’ chega ao Cinema Virtual dia 11 de março

‘Nona’ chega ao Cinema Virtual dia 11 de março

duardo Moscovis é uma das atrações do longa chileno 

O filme “Nona: Se Me Molham, Eu Os Queimo” estreia no  Cinema Virtual na próxima quinta, dia 11 de março. O longa chega à plataforma, que segue o padrão dos cinemas físicos e tem feito lançamentos semanais às quintas feiras. Com produções de diferentes gêneros e países, o Cinema Virtual leva filmes a todo Brasil, inclusive a muitas cidades que ainda não contam com salas de cinema. O filme chileno conta a história de Nona, uma idosa que comete um crime e, após fugir e mudar de cidade, passa a ter um relação misteriosa com seus novos vizinhos. Indicado no Festival de Cinema Internacional de Roterdã, ‘Nona’ tem direção de Camila José Donoso e conta com o brasileiro Eduardo Moscovis no elenco.

Assista aqui ao trailer. Confira cartaz e sinopse:

  • Nona: Se Me Molham, Eu Os Queimo(Nona. Si me mojan, yo los quemoDrama, Fantasia – Chile

 Aos 66 anos de idade, Nona decide finalmente vingar-se de seu ex-amante e comete um atentado que a obriga a fugir para que não seja presa. Depois de finalmente se estabelecer em uma cidade costeira do Chile, um incêndio de grandes proporções obriga seus vizinhos a deixarem suas casas, mas estranhamente sua moradia é a única a não ser afetada.  

Direção: Camila José Donoso

Elenco: Eduardo Moscovis, Gigi Reyes, Josefina Ramírez, Nancy Gómez, Paula Dinamarca

Para assistir aos filmes, o público pode acessar a plataforma pelo NOW ou escolher a sala de exibição preferida em www.cinemavirtual.com.br e realizar a compra do ingresso. O filme fica disponível durante 72 horas para até três dispositivos.

Outros dez filmes também estão disponíveis no Cinema Virtual: Um Amor Proibido, Mambo Man – Guiado Pela Música, O Muro, A Jornada de Jhalki, O Mistério de Frankenstein, Inteligência Artificial – Ascensão das Máquinas, Medo de Amar, Contágio em Alto Mar, O Castelo de Sonhos, O Advogado.