| lássico filme político do cultuado diretor Costa-Gavras chega ao À LA CARTE na próxima semana“Seção especial de justiça” aborda evento jurídico que ocorreu durante a ocupação nazista na França na Segunda Guerra Mundial |
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| Seção especial de justiça, dir. Constantin Costa-Gavras |
Na próxima quinta-feira, 11 de março, chegam ao À LA CARTE quatro novos longas que passam a integrar o catálogo do streaming que já conta com cerca de 400 títulos. São eles: os dramas “Seção especial de justiça” (Dir. Constantin Costa-Gavras; França | Itália | Alemanha Ocidental; 1975; Drama 118min) e “Sangue do meu Sangue” (Dir. Marco Bellocchio, Itália, 2015, Drama, 107min, 14 anos), vencedor do Prêmio da Crítica no Festival de Veneza de 2015 e as comédias “Jejum de amor” (Dir. Howard Hawks; EUA, 1940, Comédia, 92min), longa estrelado por Cary Grant e um dos filmes favoritos de Quentin Tarantino e, para fechar, “Volere, Volare – A comédia” (Dir. Guido Manuli e Maurizio Nichetti; Itália, 1991, Comédia, 94min).
Entre os destaques está “Seção especial de justiça”, por este filme o diretor grego Costa-Gavras dividiu o prêmio de Melhor Diretor no Festival de Cannes 1975 com o canadense Michel Brault (1928–2013), pelo filme “Les Ordres”. O filme é um clássico filme político do diretor grego, naturalizado francês, Constantin Costa-Gavras que também é autor de outros clássicos do gênero, como “Z” (1969), sobre o golpe militar na Grécia, “Missing – O desaparecido” (1982), inspirado na história verídica de Charles Horman que vivia no Chile na época do golpe de 1973 que depôs o presidente Salvador Allende, e “A Confissão” (1970), que aborda a perseguição política nos regimes do chamado ‘Socialismo Real’ do Leste Europeu.
Baseado em uma história real, o filme relata um atentado ocorrido em Paris na Segunda Guerra, sob ocupação alemã. Após a morte de um jovem oficial militar alemão, como forma de retaliação, os nazistas exigem a condenação e execução de seis franceses, caso contrário eles matariam 100 reféns franceses, que seriam escolhidos aleatoriamente.Com a impossibilidade de se descobrir a autoria do crime, e com a crescente pressão dos alemães para que os franceses fossem mortos para assim vingar a morte do oficial, as autoridades de Vichy viram-se compelidas a modificar suas leis, em flagrante desrespeito aos princípios que regem o processo penal, de modo a acalmar os ânimos das tropas germânicas e evitar o assassinato de civis franceses.
Veja abaixo as sinopses dos filmes:
SEÇÃO ESPECIAL DE JUSTIÇA (Section Speciale)
França |Itália | Alemanha Ocidental, 1975, Drama, 118min
Direção: Constantin Costa-Gavras
Elenco: Louis Seigner, Hans Bennent, Pierre Dux, Julien Guiomar, Ivo Garrani, Michael Lonsdale, Claude Pieplu
Sinopse: Na França ocupada durante a Segunda Guerra Mundial, um oficial alemão é assassinado. O governo colaboracionista de Vichy decide atribuir o assassinato a seis pequenos criminosos. Juízes leais são chamados para condená-los o mais rápido possível.
Curiosidades: Por este filme o diretor grego Costa-Gavras dividiu o prêmio de Melhor Diretor no Festival de Cannes 1975 com o canadense Michel Brault (1928–2013), pelo filme “Les Ordres”. O longa também foi indicado ao Globo de Ouro 1976 de Melhor Filme Estrangeiro. O diretor Costa-Gavras recebeu o Oscar 1983 de Melhor Roteiro pelo filme “Missing”, dirigido por ele.
SANGUE DO MEU SANGUE (Sangue del mio sangue)
Itália, 2015, Drama, 107min, 14 anos
Direção: Marco Bellocchio
Elenco: Roberto Herlitzka, Pier Giorgio Bellocchio, Lidiya Liberman
Sinopse: Federico é confundido com seu irmão gêmeo padre e é seduzido pela freira Benedetta, que acaba condenada a ser murada viva. Anos depois, um outro homem de nome Federico retorna à construção onde tudo aconteceu e descobre que um estranho conde ainda vive lá, mas só aparece à noite.
Curiosidades: Um dos atores principais, Pier Giorgio Bellocchio, é filho do diretor. Vencedor do Prêmio da Crítica no Festival de Veneza de 2015. A atriz Alba Rohrwacher, a mesma de “As Maravilhas” (2014), já havia trabalhado com o diretor Marco Bellocchio, no aclamado “A Bela que Dorme” (2012).
JEJUM DE AMOR (His Girl Friday)
EUA, 1940, Comédia, 92min
Direção: Howard Hawks
Elenco: Cary Grant, Rosalind Russell, Ralph Bellamy
Sinopse: Na noite de seu novo casamento, a repórter Hildy Johnson é convencida a fazer mais uma pauta por seu editor e ex-marido, Walter Burns. Enquanto entrevista um homem condenado, Hildy percebe que seu enforcamento é uma armação para conseguir votos. Espontaneamente ela ajuda o homem a escapar.
Curiosidades: Rosalind Russell pensou, enquanto filmava, que ela não tinha tantas falas boas quanto Cary Grant, então ela contratou um redator publicitário, por meio de seu cunhado, e o fez escrever falas mais inteligentes para seus diálogos com Grant. Ginger Rogers revelou que lhe foi oferecido o papel de Hildy Johnson, mas ela leu o roteiro e recusou a proposta antes de saber que iria contracenar com Cary Grant, o que lhe causou grande arrependimento depois de saber que ele estaria no filme. Este é um dos filmes favoritos de Quentin Tarantino.
VOLERE, VOLARE – A COMÉDIA (Volare, Volare)
Itália, 1991, Comédia, 94min
Direção: Guido Manuli, Maurizio Nichetti
Elenco: Maurizio Nichetti, Angela Finocchiaro, Mariella Valentini
Sinopse: Martina é uma profissional cujos clientes são inofensivos, embora excêntricos; ela se vê como uma assistente social. O tímido Maurizio dubla o som para desenhos animados, enquanto seu irmão extrovertido dubla material mais picante e conquista as garotas. Depois que Maurizio acidentalmente ajuda Martina em alguns de seus encontros, ela decide descobrir se ele quer ajudar regularmente. Seja ou não a possibilidade de romance, Maurizio fica horrorizado ao descobrir no primeiro encontro que suas mãos foram substituídas por outras de desenho animado com mente própria.
Curiosidades: Filme vencedor do prêmio David di Donatello de Melhor Roteiro. O diretor e ator Maurizio Nichetti ficou famoso internacionalmente pela comédia “Ladrões de Sabonete” (1989). A trilha sonora inclui “Funeral March of a Marionette”, música composta por Charles Gounod, em 1872, e escolhida por Alfred Hitchcock como tema da sua série de TV “Alfred Hitchcock Presents” (1955).
Serviço:
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Petra Belas Artes À LA CARTE:
Com acervo com curadoria, pensado para quem ama uma programação de qualidade o Petra Belas Artes À LA CARTE é uma plataforma de streaming criada no final de 2019, e que ganhou muita força, em abril de 2020, quando após 5 meses do seu nascimento, passou a oferecer um mês de gratuidade aos cinéfilos, durante a Pandemia. Desde em então, a plataforma criada pelo Belas Artes Grupo passou a ter um crescimento de pelo menos 40% ao mês, ganhando cada vez mais espaço no dia a dia dos cinéfilos.
A ideia inicial sempre foi poder levar para todo o Brasil aquilo que os cinéfilos de São Paulo tinham no Cine Petra Belas Artes, ou seja, uma programação de qualidade, com curadoria, e que tenha em seu catálogo de forma permanente, filmes que não são encontrados nas plataformas globais. Ou seja, filmes de grandes diretores, de vários países do mundo, e que fazem parte da história do cinema. Além disso, toda semana quatro novos filmes entram no “cardápio” do Petra Belas Artes À LA CARTE e não saem do ar, ou seja, eles ficam durante muito tempo disponíveis para que os assinantes possam ver e rever seus filmes preferidos.
No Petra Belas Artes À LA CARTE o assinante encontra os filmes divididos em categorias singulares e criativas com classificações como: “cults incríveis”, “mulheres maravilhosas”, “hahaha”, “para roer as unhas”, “o que todo cinéfilo precisa ver antes de morrer” e “novo no cardápio”, entre várias outras. Além disso, a plataforma também lança filmes de forma inédita e exclusiva como foi o caso do lançamento de “Apocalypse Now – Final Cult”, “O Hotel às Margens do Rio” de Hong Sang Soo, o brasileiro “Partida”, de Caco Ciocler, entre outros.


“A rainha Margot” Adaptação de “La Reine Margot”, romance histórico escrito por Alexandre Dumas, publicado em 1845. O roteiro foi adaptado pelo diretor Patrice Chéreau (1944–2013), e por Danièle Thompson, diretora de “Um Lugar na Plateia”, filme disponível no À La Carte. Indicado ao Oscar 1995, na categoria de Melhor Figurino, o filme ganhou diversos prêmios, entre eles o de Melhor Atriz, para Virna Lisi, e o Prêmio do Júri.
“A inglesa e o duque”: Filme baseado em parte na autobiografia de Grace Elliott (1754-1754), uma cortesã inglesa que residiu na França durante os eventos da Revolução Francesa, e foi amante de Luís Filipe II, Duque de Orleans, que era primo do rei Luís XVI. Eleito pela conceituada revista francesa “Les Cahiers du cinéma” como um dos 10 melhores filmes de 2001. Antepenúltimo longa do grande diretor francês Éric Rohmer (1920–2010).
“Os filhos de Fierro”: O diretor argentino Fernando E. Solanas, nascido em 1936, chamou a atenção logo com o seu primeiro longa-metragem “La Hora de los Hornos” (1968), codirigido com Octavio Getino. O roteiro teve como base o poema “Martín Fierro”, de José Hernández, escrito em 1872, com história situada no período que vai do golpe que derrubou Perón, em 1955, até sua retomada ao poder, em 1973. O filme teve como locações fábricas, sindicatos, bares, ruas e residências, sendo interpretado por pessoas comuns e alguns atores profissionais.
“O segredo do bosque velho”: Baseado no romance homônimo de Dino Buzzati. Do mesmo diretor do clássico “A Árvore dos Tamancos” (1978), vencedor da Palma de Ouro no Festival de Cannes. O estilo do diretor Ermanno Olmi (1931–2018) foi fortemente influenciado pela obra de Roberto Rosselini.






