Poltrona Cabine: O Homem das Cavernas/ Cesar Augusto Mota

Poltrona Cabine: O Homem das Cavernas/ Cesar Augusto Mota

Já fomos brindados nesse início de ano com duas belas animações, como ‘Viva-A Vida é uma Festa’ e ‘O Touro Ferdinando’, com ambas indicadas ao Oscar da categoria e estatueta para a primeira. E sem esquecer que teremos ainda na primeira metade do ano ‘Os Incríveis 2’, da Disney, produção há algum tempo aguardada. Mas antes, a Paris Filmes nos traz ‘O Homem das Cavernas’ (Early Man), de Nick Park, o mesmo de ‘A Fuga das Galinhas’ e ‘Wallace & Gromit: A Batalha dos Vegetais’. A animação possui um estilo diferente, com o recurso do stop motion, filmagens de bonecos quadro a quadro e cenários bem trabalhados, como a das duas anteriores. Mas será que esse formato funciona e o público se empolga?

A história nos apresenta a Dug, um homem das cavernas que vive em meio a um vale, devastado após a queda de um meteorito, decretando o fim dos dinossauros. Um dos grandes orgulhos do protagonista é que seus ancestrais foram os criadores do futebol, com registros devidamente feitos por pinturas feitas nas cavernas. Apesar da paixão, Dug e seus amigos não possuem bola e campo para jogar, e encontram em uma fortaleza vizinha a chance de apanhar equipamentos e realizar treinamentos, mas eles acabam por serem apanhados pelos Homens da era de Bronze, que propõem uma partida entre eles e os homem da Idade da Pedra. Se vencerem, Dug e seu povo podem retornar para o vale, caso percam, terão que trabalhar como mineradores e se submeterem à escravidão. Começa a& iacute; uma rotina forte de treinos e com sangue nos olhos de todos em busca do objetivo.

O roteiro traz uma premissa simples, o ritmo é um tanto acelerado e a ganância dos antagonistas se apresentam em forma de alegorias. Uma história que tinha tudo para ser interessante, com o futebol, um esporte idolatrado por todo o planeta, como combustível da trama, mas que não oferece grandes desafios ao personagem central e aos secundários. Além disso, temos diversos clichês e situações bastante previsíveis, mas com uma interessante mensagem.

A representação visual é um dos trunfos da animação, com quadros que ilustram muito bem a idade da pedra e com situações bem cômicas, principalmente no que tange à era dos dinossauros e o campo no qual foi disputado a grande partida entre Idade da Pedra e Idade do Bronze, e os replays dos gols, com hilariantes marionetes. Os cenários agradam, já os personagens, nem tanto, parecem mais robôs que animações, não conseguimos nos empolgar tanto com eles, e sim com o clima criado para o jogo e a atmosfera das arquibancadas.

Apesar da proposta, de entreter jovens e adultos, ‘O Homem das Cavernas’ é uma animação genérica, com personagens robóticos e uma trama rasa. Tinha tudo para dar certo, mas não foi desta vez.

Avaliação: 2/5 poltronas.

 

Por: Cesar Augusto Mota

Trailer e pôster teaser de ‘Todo Dia’ convidam o público a enxergar além das aparências

Trailer e pôster teaser de ‘Todo Dia’ convidam o público a enxergar além das aparências

“Todo Dia” (Everyday), inspirado no best-seller homônimo de David Levithan, é um lançamento da Paris Filmes que chega aos cinemas brasileiros dia 24 de maio e tem seu trailer e cartaz teaser recém-divulgados. Confira o pôster abaixo.

Dirigida por Michael Sucsy (de “Para Sempre”), a produção retrata o dia a dia de uma menina de 16 anos que se apaixona por A, uma alma que habita o corpo de um adolescente diferente a cada 24 horas. Protagonizada por Angourie Rice (Rhiannon), a ficção conta com participação do garoto trans Ian Alexander (da série de ficção científica da Netflix: “The AO”) e reforça a consciência de A se manifestando em pessoas de diferentes genêros, alturas e pesos.

Com pouco mais de 2 minutos, o trailer é marcado pela música “What About Us”, da cantora Pink, e apresenta situações incomuns, que despertam uma paixão a partir da essência de uma pessoa.

Sinopse – Todo Dia
Baseado no aclamado best-seller do The New York Times de David Levithan, “Todo Dia” conta a história de Rhiannon, uma garota de 16 anos que se apaixona por uma alma misteriosa chamada “A” que habita um corpo diferente todos os dias. Sentindo uma conexão incomparável, Rhiannon e A trabalham todos os dias para encontrar um ao outro, sem saber o que ou quem o próximo dia irá reservar. Quanto mais os dois se apaixonam, mais as realidades de amar alguém que é uma pessoa diferente a cada 24 horas afeta eles, levando o casal a enfrentar a decisão mais difícil que eles já tiveram que tomar.

Ficha técnica
Direção: Michael Sucsy
Roteiro: Jesse Andrews, David Levithan
Elenco: Angourie Rice , Justice Smith, Jeni Ross, Lucas Jade Zumann, Rory McDonald, Katie Douglas, Jacob Batalon, Ian Alexander, Sean Jones, Colin Ford, Jake Sim, Nicole Law
Gênero: Drama | Romance

Poltrona Cabine: My Little Pony-O Filme/ Cesar Augusto Mota

Poltrona Cabine: My Little Pony-O Filme/ Cesar Augusto Mota

Prepare-se para uma divertida aventura, com belos cenários, muita interação, personagens carismáticos e, claro, muitas lutas do bem contra o mal. A Paris Filmes, em parceria com a Lionsgate, traz para o público ‘My Little Pony: O Filme’, com os pôneis mais fofos da cultura pop, numa jornada que promete muita adrenalina.

A história se passa em Equestria, uma terra povoada por lindos pôneis dotados de grandiosos poderes e habilidades. Uma grande festa está prestes a ser realizada, com magia, música e principalmente, muita amizade. Tudo ocorria bem até que o reino foi invadido pela comandante Tempest, a serviço do rei Storm, e sequestra as princesas Celestia, Candace e Luna, para surrupiar seus poderes e dominar Ponnyville. A princesa Twilight Sparkle e suas amigas tem a missão de salvar o reino, mas para isso precisarão sair dos limites de Equestria e enfrentar todos os perigos para conseguir retomar a paz da região. Mas claro, não será nada fácil, muitos percalços vão surgir, mas Twilight e sua turma contarão com a ajuda de novos amigos para, juntos, vencer todas as forças do mal e salvar Equestria e seus habitantes.

A apresentação das personagens bem como do reino que é um dos palcos da história, se dão de maneira sistemática e de forma exuberante, com ênfase nas magias, paisagens e nas alegorias utilizadas para a Festa da Amizade. As gracinhas de Pinkie Pie, a pônei rosa, dão o tom antes do primeiro confronto acontecer. O impacto é tão grande que logo de cara você já sente que vai ser difícil reverter a situação tensa que se abateu sobre Equestria. Mas os recursos gráficos utilizados e as soluções apontadas pelo roteiro para que a história tivesse um desenvolvimento e uma conclusão satisfatórias foram certeiros, dá gosto de acompanhar.

Além do roteiro e da ótima qualidade gráfica, os personagens secundários também chamam a atenção, como o Gato Cáper, a capitã Selena, que possui uma tripulação de papagaios dotados de grande esperteza, além da Rainha Ivona e a Princesa Skystar, duas pôneis marinhas. Cada um deles irá aparecer em momentos que vão demandar maior confiança e cumplicidade, e as participações serão decisivas na trama. Você consegue sentir empatia por eles, além de se convencer das maldades de Tempest e do rei Storm.

A animação transmite importantes mensagens para o público, como “acredite em você”, “se aceite como é”, “juntos somos mais fortes” e outra também importante, “saia da sua concha”, com a ideia de que devemos sair da zona de conforto e temos de nos esforçar se quisermos resultados imediatos e satisfatórios. O valor da amizade é um dos pontos mais destacados na história, além da união entre a princesa Twilight, suas companheiras e posteriormente com os personagens secundários. Além de divertido e de ótimo plano estético, o filme é didático, de enorme apelo e educativo, um excelente programa para o público infantil e para os fãs de grandes animações.

Quem já era fã da série ‘My Little Pony’, sem dúvida vai gostar também dessa nova versão para as telonas. Mas quem nunca acompanhou, sem dúvida vai se encantar desde a primeira cena e vai se apaixonar. Um ótimo programa em família!

Avaliação: 5/5 poltronas.

 

Por: Cesar Augusto Mota

Poltrona Cabine: Os Guardiões/ Cesar Augusto Mota

Poltrona Cabine: Os Guardiões/ Cesar Augusto Mota

Você, sem dúvida, já se empolgou com um trailer que continha cenas de ação, muita adrenalina e perseguições, mas na hora de conferir o filme se decepcionou, não é? Está chegando ao circuito nacional uma produção russa que tenta bater de frente com os super-heróis da aclamada DC Comics e Marvel. Tarefa ingrata para ‘Os Guardiões’, do diretor Sarik Andreasyan.

A narrativa acompanha um grupo de quatro pessoas dotadas de superpoderes que foram submetidas à experimentos e alteradas geneticamente durante a Guerra Fria, na extinta União Soviética. São eles: Ler (Sebastien Sisak); dotado por uma força colossal e capacidade de lançar blocos de pedra contra seus inimigos, Khan; (Sanzhar Madiyev), um habilidoso em artes marciais e no manuseio de lâminas circulares  bem afiadas, Kseniya (Alina Lanina); uma poderosa acrobata e com dotável invisibilidade num simples contato com a água, além de Arsus (Anton Pampushnyy); um lutador que pode se transformar em urso e sempre com uma metralhadora giratória em mãos.

Todos eles se juntam e formam o quarteto Patriotas, numa importante e difícil tarefa: derrotar August Kuratov (Stanislav Shirin), um general que possui uma poderosa máquina de clones e está disposto a dominar Moscou e a controlar o mundo. Ao se deparar com esse primeiro ato, você  tem a impressão de já ter visto antes histórias parecidas e personagens com características semelhantes, remetendo a filmes norte-americanos que não fizeram muito sucesso, como ‘Quarteto Fantástico’ e ‘Esquadrão Suicida’, certo?

O roteiro contém uma premissa bastante clichê, não inova, além de ter um problema grave, quase não possui diálogos. O filme é movido mais pelos cenários, pancadarias e efeitos especiais, as falas são muito rasas e bastante genéricas, nada que empolgue. Tudo é muito rápido, você não tem tempo para respirar e ter um envolvimento emocional com os personagens, a produção não permitiu isso, foi mais um teste de resistência do que propriamente um entretenimento.

A duração do filme é muito curta, de apenas 90 minutos, e isso prejudica a produção em vários quesitos, além da montagem e edição. Falhas são nitidamente perceptíveis e a história ficou muito pobre, sem aprofundamento, impressão de que tudo foi feito às pressas a tempo de ser entregue. Uma produção como essa requer um certo jogo de cintura, mas que seja capaz de apresentar algo mais rico e sólido ao espectador.  Além de maiores desdobramentos na história, não há muitas alternativas aos protagonistas na luta contra Kuratov, todas as ações são previsíveis e sem muito alarde.

As atuações do elenco são competentes, não são esplendorosas, mas chamam a atenção, principalmente de Stanislav Shirin no papel do vilão, ele traz um jeito caricato com sua aparência bizarra, além de conseguir arrancar muitas risadas, algo difícil para quem é o antagonista da trama. Os quatro atores na pele dos integrantes do grupo Patriotas também se mostraram firmes, seus personagens possuem características interessantes, além de carregarem alguns segredos, e tudo isso faz os espectadores quererem acompanhar a história até seu desfecho, mesmo com tantos defeitos.

Apesar de não termos tantos filmes russos no circuito nacional, ficamos curiosos e na expectativa para ver o que a Rússia é capaz de apresentar. A intenção do diretor em querer trazer personagens que refletissem as tradições e a força dos antigos povos da União Soviética é bastante louvável, desde que houvesse um roteiro capaz de trazer uma história mais bem trabalhada, além de mais diálogos e possíveis reviravoltas. Vale a pena ver ‘Os Guardiões’ pela curiosidade, nada além disso.

Não saia da sala, há uma cena pós-crédito, com gancho para uma continuação. Que venha na próxima vez um filme longo e um roteiro que ofereça uma história mais complexa, rica em desdobramentos e efeitos especiais mais bem trabalhados. Fiquemos na torcida.

Avaliação: 3,5/5 Poltronas.

 

 

Por: Cesar Augusto Mota

Poltrona Cabine: Como se Tornar um Conquistador/ Cesar Augusto Mota

Poltrona Cabine: Como se Tornar um Conquistador/ Cesar Augusto Mota

Ninguém conseguirá viver feliz se se sentir com medo e o que ganhamos é pelo que trabalhamos e não o que desejamos. Esses dois pensamentos estão presentes em ‘Como se Tornar um Conquistador’, filme do diretor Ken Marino, com o protagonismo de Eugenio Derbez e um elenco de peso, composto por Salma Hayek, Rob Lowe, Michael Cera, Kristen Bell e Raquel Welch. Uma história cômica e didática que sem dúvida vai envolver você.

Máximo (Derbez) é um homem que sonha em viver uma vida de luxo, com muitos carros, empregados, mas sem levantar uma palha para isso. O mulherengo utiliza de suas táticas de sedução para atrair mulheres mais velhas e ricas e atingir seu objetivo, viver com sombra e água fresca. Mas tudo começa a mudar para ele quando após 25 anos de casamento é trocado por um rapaz mais jovem (Michael Cera) e perde todos os bens. A situação obriga Máximo a viver com Sara (Hayek), uma irmã distante e com quem não possui uma boa relação, e o sobrinho Hugo (Raphael Alejandro), um garoto meigo, intelectual e um tanto problemático. O que parece ser tranquilo torna-se algo complexo, pois Máximo nunca soube o que é realmente uma família e terá que aprender a conviver com Sara e Hugo, além de buscar trabalho, que nunca exerceu.

Durante a convivência com o sobrinho, Máximo descobre que Hugo nutre uma paixão secreta por Arden (Mckenna Grace), colega de escola, mas ele não tem coragem de chegar e falar com ela. E Sara tem uma leve queda por seu vizinho, mas ela não se sente pronta para um novo relacionamento após a morte do marido. Entra na história a avó de Arden, Celeste (Welch), uma senhora idosa e milionária, e Máximo vê nela a oportunidade de retomar à sua vida de ostentação, e para conseguir conquistá-la ele vai ajudar irmã e sobrinho para conseguir se aproximar de Celeste. Uma grande bola neve é formada durante a trama e que pode causar muitos estragos.

O roteiro, assinado por Chris Spain e Jon Zack, nos apresenta uma história com importantes mensagens, como a importância de se ter um trabalho, a busca pela felicidade e a importância da família, e aos poucos o protagonista vai descobrir o valor de cada um desses itens, além de se revelar um homem de bom coração, apesar de se mostrar um tanto egoísta e vaidoso em boa parte das ocasiões.

Além disso, os recursos utilizados para se transmitir as mensagens, como o uso de situações tragicômicas em alguns momentos e atitudes mais sérias em outros funciona bem, não torna a história vazia e sem propósito. Tudo é feito na medida certa, e os atores foram capazes de transmitir o que o filme propôs, uma divertida comédia, dosada de momentos reflexivos.

Os atores mostraram uma química incrível, a parceria entre Salma Hayek e Eugenio Derbez deu muito certo, e o desempenho de seus personagens, dois irmãos tão diferentes, mostra que nem sempre é tarde para recomeçar e que tudo pode ser reparado. O núcleo de conflito da história também funciona, as situações mais arriscadas e complicadas conseguiram arrancar o melhor de Máximo, além de proporcionar boas risadas com alguns momentos cômicos, como na festa de Arden, onde Máximo tenta conquistar Celeste.

Fique ligado, ‘Como se Tornar um Conquistador’ vai fazer você rolar de rir e dar mais valor à vida, não perca sua estreia por nada. Com distribuição da Paris filmes, o longa chega ao circuito nacional em 27 de julho de 2017, confira!

 

 

Por: Cesar Augusto Mota