Novo filme de Rubens Rewald, ‘SEGUNDO TEMPO’ estreia em março

Novo filme de Rubens Rewald, ‘SEGUNDO TEMPO’ estreia em março

Protagonizado por Kauê Telloli e Priscila Steinman, o premiado longa aborda história e identidade  

A trajetória de uma família é a questão central em SEGUNDO TEMPO, quarto longa ficcional de Rubens Rewald, que também fez Corpo, Super Nada e #eagoraoque; além dos longas documentais, Esperando Telê, Intervenção e Jair Rodrigues – Deixa que Digam. O novo filme coloca ao centro os irmãos Ana (Priscila Steinman) e Carl (Kauê Telloli) em busca de suas verdadeiras identidades depois de uma grande perda. O filme é uma produção Miração Filmes & Confeitaria de Cinema, com distribuição da Pandora Filmes, que o lança nos cinemas em março.

Uma questão crucial no filme é sobre as famílias na cidade, suas histórias atuais e antigas. São Paulo é povoada por inúmeros migrantes e imigrantes, sendo que a identidade da cidade se forma a partir deste caldeirão étnico e cultural. Nesse sentido, há muitas histórias ocultas na cidade sobre pessoas ou famílias que apagaram seus passados para tentar se reinventar em uma nova vida”, explica o diretor, que também assina o roteiro.

Ana e Carl nunca se deram bem. Eles precisam deixar de lado as diferenças na tentativa de encontrar seu lugar no mundo. Os irmãos partem para a Alemanha em busca de suas histórias e identidades. Eles tentam, de alguma forma, descobrir uma narrativa própria para que possam lidar com esse mundo caótico, que parece cada vez mais sem sentido.

Eles são filhos de Helmut (o ator alemão Michael Hanemann), um imigrante alemão que veio ao Brasil em busca de novas histórias. Agora, Ana e Carl fazem o caminho inverso, em busca de respostas.

A história oculta de Helmut é o fio condutor da trama, tal como um filme de investigação. Ana e Carl terão, em sua jornada, a missão de juntar e montar os fragmentos estilhaçados dessa história, tal qual um quebra-cabeças. Serão capazes? “Afinal, em nossa experiência real, as histórias sempre nos chegam incompletas e fragmentadas. Nós somos os únicos capazes de fazer as conexões, sejam elas reais ou imaginárias.”, diz o diretor.

 “É importante ressaltar que eu mesmo venho de uma família de imigrantes. A família de meu pai veio da Alemanha, fugindo da Segunda Guerra Mundial, e a família de minha mãe veio da Hungria e da Turquia, fugindo da guerra entre a Turquia e a Grécia. Todos se conheceram em São Paulo durante a década de 1950, enquanto tentavam iniciar uma nova vida em um novo país. SEGUNDO TEMPO, embora completamente ficcional, carrega uma forte abordagem que deriva de meu imaginário pessoal e familiar.”

Rodado no Brasil e Alemanha, o filme conta com elenco e equipe técnica dos dois países. Além disso, foi exibido em diversos festivais nacionais e internacionais. No Festival de Cinema Judaico em Punta del Leste, ganhou o prêmio de Melhor Filme Latinoamericano. E também participou dos Festival do Rio, Festival Inffnito de Miami e New York, Festival de Cinema Judaico em Boston.

SEGUNDO TEMPO será lançado no Brasil pela Pandora Filmes.

Sinopse

Ana e Carl são dois jovens irmãos que nunca se deram bem, mas depois de sofrerem uma grande perda familiar, partem em busca de respostas. Os dois tentam encontrar no Brasil e na Alemanha, seus próprios caminhos e identidades, atravessando a história de sua família e do século XX.

FICHA TÉCNICA

Roteiro e Direção: Rubens Rewald

Produção Executiva: Marina Puech Leão & Julia Walker

Elenco: Priscila Steinman, Kaue Telloli, Michael Hanemann, Laura Landauer e Jochen Stern

Fotografia: Humberto Bassanelli & Sergio Roizenblit

Som: Eduardo Santos Mendes

Montagem: Willem Dias

Direção de Arte: Ana Rita Bueno

Música: Claudio Faria

Produção: Miração Filmes & Confeitaria de Cinema

País: Brasil

Gênero: Drama

Ano: 2022

Duração: 107min

Sobre Rubens Rewald

RUBENS REWALD, Professor Doutor da ECA/USP, na área de Dramaturgia Audiovisual, escreveu e dirigiu os longa-metragem exibidos comercialmente SUPER NADA, Premio de Melhor Ator no Festival de Gramado 2012, Premio Especial do Juri e de Melhor filme na Mostra Novos Rumos no Festival do Rio 2012, Premio Fiesp de Melhor Direção e Melhor Ator Coadjuvante, selecionado para vários festivais, como Amiéns, Mar del Plata, Chicago, Pune-India,  Montevideo) e CORPO, co-dirigido com Rossana Foglia, em 2007 (selecionado para vários festivais, como Montreal, Palm Springs, India, Rio, São Paulo, Tiradentes, Premio de melhor filme estrangeiro no Festival de Los Angeles).

Seus mais recentes filmes foram: SEGUNDO TEMPO, que participou do Festival do Rio em 2019, Inffinito de Miami e NY, Cinema Judaico de Boston e Festival do Cine Judaico de Punta del Leste em 2020, onde ganhou o Prêmio de Melhor Filme Latino Americano; JAIR RODRIGUES – DEIXA QUE DIGAM, selecionado para o Festival É Tudo Verdade, In-Edit, Inffinito de NY e Miami e de Cinema Brasileiro em Chicago, onde ganhou o prêmio de melhor filme pelo voto popular; #EAGORAOQUE, em parceria com Jean-Claude Bernardet, exibido na Mostra Internacional de SP, Festival de Cinema latino de Toulouse, ForumDoc BH, Mostra de Tiradentes, entre outros.

Dirigiu também outros documentários de longa-metragem, como INTERVENÇÃO – AMOR NÃO QUER DIZER GRANDE COISA (Festival de Brasília), ESPERANDO TELÊ em 2009 (Festival do Rio, Tiradentes, Cinefoot), ambos em pareceria com Tales Ab’Sáber e os documentários para a TV RAINHA HORTÊNCIA & MAGIC PAULA em 2014 e 800M, em parceria com Aarón Fernandez, em 2016, além dos curtas CÂNTICOS em 1991 e MUTANTE… em 2002 (Festival Internacional de Clermont-Ferrand, prêmio de melhor curta e melhor som na Jornada da Bahia).

Escreveu o roteiro do filme HOJE, de Tata Amaral, prêmio de melhor filme, direção e roteiro no Festival de Brasília em 2011 e do documentário TODAS AS MANHÃS DO MUNDO, de Lawrence Whaba, em 2016.

Sobre a Miração Filmes

Com currículo extenso e variado, incluindo séries de TV, séries educativas, videoclipes, videocenários, instalações e principalmente documentários, a Miração passou a fazer jus a seu codinome Filmes em 2009, quando lançou e distribuiu no circuito de salas de cinema seu primeiro longa-metragem. O Milagre de Santa Luzia, lançado no Festival de Brasília, ficou 17 semanas em cartaz nas principais capitais brasileiras.

Em 2011 a Miração lançou seu segundo longa-metragem, Solidão & Fé, premiado na Mostra de Tiradentes em 2011 com o prêmio do júri popular.

Os novos projetos da produtora focam nas áreas de cinema e televisão, com destaque para abordagens transmídia. Já foram feitos documentários, séries para TV, peças para comunicação institucional e alguns outros trabalhos.

Sobre a Confeitaria de Cinema

A Confeitaria de Cinema é uma produtora de conteúdo audiovisual, para Cinema, TV e outras mídias, fundada em 1988, por alunos egressos do curso de Cinema da ECA – USP (Escola de Comunicações de Artes da Universidade de São Paulo), com uma mesma visão de linguagem, estética e mercado. Já produziu os seguintes longas ficcionais e documentais: CORPO (2007), ESPERANDO TELÊ (2009), SUPER NADA (2012), INTERVENÇÃO – AMOR NÃO QUER DIZER GRANDE COISA (2017), JAIR RODRIGUES – DEIXA QUE DIGAM (2020), #EAGORAOQUEÊ (2020), SEGUNDO TEMPO (2022). Produziu também, para a TV, os docs RAINHA HORTÊNSIA & MAGIC PAULA (2014, nos ESPN), 800M (2016, na ESPN) e a série Á MESA, com estreia prevista em 2023, pelo Cinebrasiltv.

Sobre a Pandora Filmes

A Pandora é uma distribuidora de filmes independentes que há 30 anos busca ampliar os horizontes da distribuição de filmes no Brasil revelando nomes outrora desconhecidos no país, como Krzysztof Kieślowski, Theo Angelopoulos e Wong Kar-Wai, e relançando clássicos memoráveis em cópias restauradas, de diretores como Federico Fellini, Ingmar Bergman e Billy Wilder. Sempre acompanhando as novas tendências do cinema mundial, os lançamentos recentes incluem “O Apartamento”, de Asghar Farhadi, vencedor do Oscar de Melhor Filme Estrangeiro; e os vencedores da Palma de Ouro de Cannes: “The Square – A Arte da Discórdia”, de Ruben Östlund e “Parasita”, de Bong Joon Ho.

Paralelamente aos filmes internacionais, a Pandora atua com o cinema brasileiro, lançando obras de diretores renomados e também de novos talentos, como Ruy Guerra, Edgard Navarro, Sérgio Bianchi, Beto Brant, Fernando Meirelles, Gustavo Galvão, Armando Praça, Helena Ignez, Tata Amaral, Anna Muylaert, Petra Costa, Pedro Serrano e Gabriela Amaral Almeida.

Pré-selecionado para o Oscar, longa sueco GAROTO DOS CÉUS será lançado pela Pandora Filmes

Pré-selecionado para o Oscar, longa sueco GAROTO DOS CÉUS será lançado pela Pandora Filmes

Premiado em Cannes, filme de Tarik Saleh chega aos cinemas brasileiros em 26 de janeiro
Foto

Escrito e dirigido por Tarik Saleh, GAROTO DOS CÉUS (Cairo Conspiracy) está na lista dos pré-indicados ao Oscar de Melhor Filme em Língua Estrangeira, representando a Suécia. O longa fez sua estreia mundial na competição principal do Festival de Cannes, deste ano, do qual saiu com o prêmio de roteiro, e será lançado no Brasil em 26 de janeiro, pela Pandora Filmes.

Aclamado pela crítica mundial como um “suspense político arrebatador” (Deadline), o longa traz como protagonista Adam (Tawfeek Barhom) filho de um pescador que se matricula numa universidade no Cairo, porém, assim que chega, a principal liderança religiosa local morre repentinamente, e o jovem acaba se envolvendo com o jogo de poder que se segue.

Esse é o 6o longa do suíço Saleh, que tem no currículo “Contrato Perigoso”, além de episódios das séries americanas “Westworld” e “Ray Donovan”. Além de Barhom (“Os árabes também dançam”), o elenco inclui Fares Fares (“Crimes Ocultos”), Makram Khoury (“Westwing – Os bastidores do poder”) e Mehdi Dehbi (“O homem mais procurado”).

Além de Cannes, GAROTO DOS CÉUS foi exibido nos Festivais Jameson CineFest – Miskolc International Film Festival, Valladolid International Film Festival e War on Screen International Film Festival, entre outros. Kevin Maher, do Times, escreve que “a jornada do filme, e o roteiro sofisticado, consiste em encontrar graça e notas de simpatia para um diabo particular”. Para Jordan Mintzer, do The Hollywood Reproter, o filme “é mais um sólido suspense na filmografia do roteirista e diretor Saleh”.

A lista final com os indicados ao Oscar será divulgada em 24 de janeiro, e a premiação acontecerá no dia 12 de março.

GAROTO DOS CÉUS será lançado no Brasil pela Pandora.

Sinopse

Adam, filho de um pescador, recebe o priviégio de estudar na Universidade Al-Azhar do Cairo, o epicentro do poder do islamismo sunita. Pouco após sua chegada na cidade, a maior liderança religiosa da universidade, o Grande Imã, morre repentinamente. Adam logo se torna uma peça nesse jogo brutal pelo poder entre os religiosos egípcios e a elite política.

Trailer

Ficha Técnica

Direção: Tarik Saleh

Roteiro: Tarik Saleh

Produção: Fredrik Zander

Elenco: Tawfeek Barhom, Fares Fares, Mohammad Bakri

Direção de Fotografia: Pierre Aïm

Desenho de Produção: Roger Rosenberg   

Trilha Sonora: Krister Linder

Montagem: Theis Schmidt  

Gênero: suspense, drama, político

País: Suécia, França, Finlândia, Dinamarca

Ano: 2022

Duração: 126 min.

SOBRE A PANDORA FILMES

A Pandora é uma distribuidora de filmes independentes que há 30 anos busca ampliar os horizontes da distribuição de filmes no Brasil revelando nomes outrora desconhecidos no país, como Krzysztof Kieślowski, Theo Angelopoulos e Wong Kar-Wai, e relançando clássicos memoráveis em cópias restauradas, de diretores como Federico Fellini, Ingmar Bergman e Billy Wilder. Sempre acompanhando as novas tendências do cinema mundial, os lançamentos recentes incluem “O Apartamento”, de Asghar Farhadi, vencedor do Oscar de Melhor Filme Estrangeiro; e os vencedores da Palma de Ouro de Cannes: “The Square – A Arte da Discórdia”, de Ruben Östlund e “Parasita”, de Bong Joon Ho.

Paralelamente aos filmes internacionais, a Pandora atua com o cinema brasileiro, lançando obras de diretores renomados e também de novos talentos, como Ruy Guerra, Edgard Navarro, Sérgio Bianchi, Beto Brant, Fernando Meirelles, Gustavo Galvão, Armando Praça, Helena Ignez, Tata Amaral, Anna Muylaert, Petra Costa, Pedro Serrano e Gabriela Amaral Almeida.

Gustavo Spolidoro filma UMA CARTA PARA PAPAI NOEL assinado pela Okna Produções

Gustavo Spolidoro filma UMA CARTA PARA PAPAI NOEL assinado pela Okna Produções

UMA CARTA PARA PAPAI NOEL é a nova produção da Okna e o sexto longa do premiado realizador Gustavo Spolidoro. O filme conta uma história de Natal, é voltado ao público infantil e família, e será distribuído, no Brasil, pela Pandora Filmes.

No roteiro, assinado por Spolidoro e Gibran Dipp, Papai Noel (José Rubens Chachá) recebe uma carta de Jonas (Caetano Rostro Gomes), um menino órfão de 8 anos que vive em uma casa de acolhimento. Jonas pergunta sobre como é a vida de Noel quando não está entregando presentes, o que o deixa muito emocionado. O menino também revela que nunca recebeu presentes no Natal. Esta é a motivação que faz Noel viajar ao Brasil para descobrir este mistério, afinal, ele sempre entregou os presentes de Jonas. Ele conta com o apoio da sua companheira, Maria Noel (Totia Meireles), e de Tata (Polly Marinho), sua principal ajudante. Noel e as crianças da casa de acolhimento, que tem Leia (Elisa Volpatto) como diretora, criam um forte laço de amizade, mas a construção dessa cumplicidade será repleta de obstáculos. Nessa jornada, todos irão redescobrir o verdadeiro significado do Natal.

A produção inaugura o braço de desenvolvimento de conteúdo para o público família, infantil e infanto-juvenil da Okna. E dá continuidade ao trabalho já realizado por Spolidoro para estas audiências.

O projeto nasce de uma reflexão de Spolidoro, com sua filha Aimée. A menina, quando pequena, perguntou: “O que o Papai Noel faz nos outros 364 dias do ano?”. Foi então que eles se deram conta de que as crianças apenas escrevem cartas pedindo presentes. “Aimée fez essas e muitas outras perguntas em uma quase tradicional cartinha de Natal – e despertou em mim uma dúvida genuína”, conta Spolidoro.

Para o filme, a produção pesquisou mais de 400 crianças até encontrar as cinco principais. Além de Caetano, os protagonistas infantis são Lívia Borges Meinhardt, Mariana Lopes, Theo Goulart Up e Cecilia Guedes. O grupo foi preparado por Adriano Basegio, ao longo de 2 meses antes das filmagens. O resultado, aponta Spolidoro, é um elenco mirim afiado e comprometido. “As crianças conseguem viver os personagens graças ao trabalho prévio de preparação e seleção que envolveu toda a equipe da Okna desde o início do ano em busca dos atores. Eles vivem a cena sem qualquer problema mesmo com 50 pessoas olhando para eles, e também trazem várias nuances na interpretação”.

José Rubens Chachá dá vida a um Papai Noel encantador, com profundidade nos sentimentos e muita vitalidade para as aventuras. Totia Meirelles faz a uma Mamãe Noel jovial e empreendedora. O humor de Polly Marinho constrói uma Tata irreverente. E Elisa Volpatto interpreta uma Leia cheia de nuances.

As filmagens começaram em 17 de outubro e vão até 27 de novembro. A produção tem como sedes as cidades de Porto Alegre e Viamão, no Rio Grande do Sul. “A maior parte dos nossos cenários foram construídos em estúdio, pois dessa forma conseguimos dar vida a um universo fantasioso e muito criativo. Outro diferencial são os efeitos visuais, presentes em quase todo o filme”, afirma Aletéia.

Tiago Retamal assina a direção de arte e Pedro Marques, a supervisão de efeitos. Bruno Polidoro (A Primeira Morte de Joana) é o diretor de fotografia. A montagem ficará a cargo de Pablo Riera (A Teoria dos Vidros Quebrados). A produção executiva é de Aletéia Selonk, Graziella Ferst, Marlise Aúde e Gina O’Donnell.

UMA CARTA PARA PAPAI NOEL conta com financiamento da ANCINE através do FSA – Concurso de produção para Cinema 2018 modalidade A. Ainda na etapa de desenvolvimento o projeto foi um dos dez selecionados para participação no pitching no Mercado de Ideias Audiovisuais – INTERNACIONAL – em 2018, em São Paulo.

Sinopse

Jonas, um menino órfão de 8 anos que vive em uma casa de acolhimento, nunca ganha presente no Natal. Preocupado, ele escreve uma carta para Papai Noel, mesmo que seus amigos Beca, Pri, Alana e Cabeleira debochem da ingenuidade: ”Só o Jonas pra acreditar que esse ano ia ser diferente. Papai Noel só vai na casa de quem tem dinheiro, família, essas coisas”. Ao receber a carta de Jonas perguntando sobre o que Noel gosta de fazer, de comer e como é sua vida quando não é Natal, Noel se emociona. Jonas conta que nunca recebe presente no Natal e, então, Papai Noel entra em ação para descobrir o motivo. Noel se disfarça de Leon – o Conserta-Tudo e, junto com Maria Noel e com a ajudante Tata, parte para investigar o mistério. Enquanto explora a casa de acolhimento, Noel começa a ser vigiado por Léia, a diretora do lugar. Léia começa a desconfiar de Noel, criando dificuldades para ele e a garotada. Noel e as crianças criam um forte laço de amizade, mas a construção dessa cumplicidade será repleta de obstáculos. Nessa jornada, todos irão redescobrir o verdadeiro significado do Natal.

Ficha técnica

ROTEIRO: Gibran Dipp e Gustavo Spolidoro

DIREÇÃO: Gustavo Spolidoro

PRODUÇÃO: Aletéia Selonk

PRODUÇÃO EXECUTIVA: Aletéia Selonk, Graziella Ferst, Marlise Aúde e Gina O’Donnell

DIREÇÃO DE PRODUÇÃO: Tito Mateo

DIREÇÃO DE FOTOGRAFIA: Bruno Polidoro

DIREÇÃO DE ARTE: Tiago Retamal

PREPARAÇÃO DE ELENCO: Adriano Bassegio

PRODUÇÃO DE ELENCO NACIONAL: Andrea Imperatore

ELENCO: José Rubens Chachá, Totia Meirelles, Caetano Rostro Gomes, Mariana Lopes, Lívia Borges Meinhardt, Theo Goulart Up, Cecilia Guedes, Polly Marinho, Elisa Volpatto, Daniel De Castro Alves Pinto

Sobre Gustavo Spolidoro

Dirigiu e roteirizou 21 curtas e médias e 5 longas, tendo recebido mais de 70 prêmios no Brasil e exterior e participado de festivais como Berlim, Rotterdam e Sundance. Seu primeiro curta, VELINHAS, participou da Mostra Panorama, no Festival de Berlim (1999). Recebeu duas vezes o GRANDE PRÊMIO DO CINEMA BRASILEIRO (considerado o Oscar do cinema nacional), pelos curtas OUTROS (2000) e DE VOLTA AO QUARTO 666 (2010 –que tem como “ator” o diretor alemão Wim Wenders). Seu curta INÍCIO DO FIM (2005) recebeu 16 prêmios e participou de festivais como Rotterdam e Sundance.

É diretor e roteirista do premiado longa, AINDA ORANGOTANGOS (2007). Desde 2015, seus principais trabalhos são pensados para um público jovem e para a família: a série ERNESTO, O EXTERMINADOR DE SERES MONSTRUOSOS, no ar na TV Brasil; a série A VELHA HISTÓRIA DO MEU AMIGO NOVO, na TV Brasil; e a série FORMIGAS, na TVE.

Em 2021, estreou o filme OS DRAGÕES.

Sobre a produtora Aletéia Selonk

Aletéia Selonk é produtora e diretora da Okna Produções e está a frente da realização do projeto Uma Carta para Papai Noel. Fundou a Okna em 2006 e tem em seu currículo importantes produções nacionais como os longas “Ponto Zero”, “Mulher do Pai” e a animação “As Aventuras do Avião Vermelho”. Jornalista, pós-graduada em Produção Audiovisual e doutora em Comunicação Social pela PUCRS, com passagem pela Sorbonne, Aletéia atua no setor audiovisual desde 1995. É professora de produção audiovisual na PUCRS, onde foi responsável pela implantação do Tecna, um centro de produção audiovisual no RS. É Presidenta do Forcine – Fórum Brasileiro de Ensino de Cinema e Audiovisual e integra o + Mulheres Audiovisual.

Sobre a Okna Produções

Produtora de conteúdo dedicada à realização de projetos para cinema, televisão e plataformas digitais. Especializada na produção e produção executiva, realiza não apenas o gerenciamento de projetos mas de talentos criativos. Em 2022, a empresa completou 16 anos de atuação e comemora a filmagem de dois novos projetos. Em seu catálogo constam mais de 50 obras, sendo 7 longas metragens, 19 médias, 21 curtas e 6 séries de TV. Suas produções foram selecionadas e premiadas em importantes festivais no Brasil e no exterior. São obras que unem características autorais ao potencial de se comunicar com as audiências, trazem uma diversidade de abordagens temáticas dedicadas a diferentes perfis de públicos e foram realizadas a partir de coproduções que valorizam talentos nacionais e internacionais.

Premiada atriz Sandrine Kiberlain estreia na direção com A GAROTA RADIANTE

Premiada atriz Sandrine Kiberlain estreia na direção com A GAROTA RADIANTE

Exibido no Festival de Cannes, filme traz uma jovem judia que sonha em ser atriz na época da ocupação nazista na França
Foto - Filme A Mãe

Conhecida por filmes como “Mademoiselle Chambon”, “Betty Fisher e outras histórias”, a atriz francesa Sandrine Kiberlain estreia no roteiro e direção com A GAROTA RADIANTE, que fez sua estreia na Semana da Crítica, no Festival de Cannes, de 2021. No Brasil, o longa será lançado no Brasil em 12 de janeiro, pela

Pandora Filmes.

A personagem do título é a jovem judia Irène, interpretada por Rebecca Marder, que, aos 19 anos, no verão de 1942, quando a França está ocupada por nazistas. A protagonista está descobrindo o mundo, o amor, o prazer de viver. Ela sonha em ser atriz, mas talvez ela não possa realizar seus sonhos.

Kiberlain conta que assumiu o posto de diretora pelo desejo de se expressar numa maneira diferente do que já fazia. “Eu também esperei até encontrar a história certa. Com esse projeto, pude contar a história de uma jovem mulher e capturar um momento histórico de uma forma muito pessoal.”

A diretora também explica que começou o roteiro imaginando a vida das personagens. “Eu tinha a ideia, mas não sabia como a transformar em filme. Talvez por eu ser uma atriz, iniciei o processo pensando nas personagens centrais até conseguir realmente encontrar a trama”.

Como base, ela pensou na vida de seus avós no ano de 1942, época em que se passa A GAROTA RADIANTE. “Todos queriam, como a personagem, se tornar atores, e, como ela, também eram judeus. No processo, muito da minha vida pessoal, acabou se tornando uma referência, embora eu fizesse mudanças. Não queria, por exemplo, que minha mãe e minha irmã se tornassem personagens. Seria mais fácil falar de mim mesma, e explorar o que significa uma família de forma sincera sem trair as pessoas que amo.”

Rebecca Marder foi descoberta por Kiberlain no teatro, e encontrou nela a mistura entre humor e seriedade que julgou perfeita para a personagem. “Provavelmente temos os mesmos instintos como atriz, e não precisávamos falar muito para nos entender. Ela tem um rosto marcante que me lembra muito atrizes como Ingrid Bergman e Nastassja Kinski.”

Kiberlain conta que a experiência de fazer A GAROTA RADIANTE foi uma das melhores de sua vida. “Sempre tive muita sorte como atriz, tive parcerias incríveis, mas, durante todo esse tempo eu falava palavras de outras pessoas. Aqui, finalmente, pude compartilhar minha visão das coisas e meu olhar pessoal para essa história. Pela primeira vez, fiz o que tinha em mente.”

A GAROTA RADIANTE será lançado no Brasil pela Pandora.

Sinopse

Irene é uma jovem judia de 19 anos cheia de energia. Sua família a observa descobrir o mundo, seus amigos, seu novo amor e sua paixão pelo teatro. Irene quer ser atriz e vive a vida com a despreocupação característica da juventude. Porém, ela não sabe que seus dias podem estar contados.

Ficha Técnica

Direção: Sandrine Kiberlain

Roteiro: Sandrine Kiberlain

Produção:  Olivier Delbosc, Pauline Duhault

Elenco: Rebecca Marder, André Marcon, Anthony Bajon, Françoise Widhoff, India Hair

Direção de Fotografia: Guillaume Schiffman

Desenho de Produção: Katia Wyszkop

Trilha Sonora: Patrick Desremaux, Marc Marder

Montagem: François Gédigier

Gênero: drama

País: França

Ano: 2021

Duração: 98 min.

Sobre a Pandora Filmes

A Pandora é uma distribuidora de filmes independentes que há 30 anos busca ampliar os horizontes da distribuição de filmes no Brasil revelando nomes outrora desconhecidos no país, como Krzysztof Kieślowski, Theo Angelopoulos e Wong Kar-Wai, e relançando clássicos memoráveis em cópias restauradas, de diretores como Federico Fellini, Ingmar Bergman e Billy Wilder. Sempre acompanhando as novas tendências do cinema mundial, os lançamentos recentes incluem “O Apartamento”, de Asghar Farhadi, vencedor do Oscar de Melhor Filme Estrangeiro; e os vencedores da Palma de Ouro de Cannes: “The Square – A Arte da Discórdia”, de Ruben Östlund e “Parasita”, de Bong Joon Ho.

Paralelamente aos filmes internacionais, a Pandora atua com o cinema brasileiro, lançando obras de diretores renomados e também de novos talentos, como Ruy Guerra, Edgard Navarro, Sérgio Bianchi, Beto Brant, Fernando Meirelles, Gustavo Galvão, Armando Praça, Helena Ignez, Tata Amaral, Anna Muylaert, Petra Costa, Pedro Serrano e Gabriela Amaral Almeida.

NOSSA SENHORA DO NILO, de Atiq Rahimi, chega aos cinemas em 1 de dezembro

NOSSA SENHORA DO NILO, de Atiq Rahimi, chega aos cinemas em 1 de dezembro

Baseado em romance autobiográfico de Scholastique Mukasonga, filme aborda as origens do genocídio em Ruanda
Foto - Filme A Mãe

Partindo das experiências pessoais da escritora tutsi Scholastique Mukasonga, NOSSA SENHORA DO NILO, dirigido por Atiq Rahimi, traz como cenário principal a escola que dá nome ao filme, um colégio interno católico situado no alto de uma colina para meninas da elite ruandense. Vivendo isoladas do mundo, pouco sabem o que está acontecendo em seu país, até que a realidade bate à porta. O longa chega aos cinemas em 01 de dezembro, com distribuição da Pandora Filmes. No Brasil, o livro foi lançado pela editora Nós.

O afegão Rahimi, que assina o roteiro com Ramata-Toulaye Sy, trabalha pela primeira vez com um material que não é seu – ele tem em seu currículo filmes como “A pedra da paciência”. NOSSA SENHORA DO NILO foi premiado no Festival de Berlim de 2020 com o Urso de Cristal da mostra Generation 14plus.

O diretor conta que conhecia pouco sobre Ruanda antes de realizar o longa. “Sabia sobre o genocídio de 1994, uma tragédia que, na minha mente, é como o fratricídio que aconteceu em meu país e começou dois anos antes. Nos dois casos, começou como uma questão política, e, depois, se tornou problemas étnicos, de raça e até de religião.”

Rahimi, que também é escritor, conheceu Mukasonga num evento literário em 2008, e leu Nossa Senhora do Nilo assim que foi originalmente publicado, em 2012, e gostou muito, mas nem desconfiava que pouco tempo depois mergulharia no universo do romance para realizar um filme.

Na obra e em Ruanda, o cineasta conta que encontrou algo que o fascina tanto como diretor de cinema e escritor: a relação entre a violência e o sagrado. “Tanto Ruanda quanto o Afeganistão, nos anos de 1970, estão sob um regime totalitário. Não são as pessoas que decidem o sistema político, mas uma elite e os tecnocratas. O genocídio de 1994 não aconteceu de repente, mas suas origens estão em 1959, quando a monarquia foi deposta, e depois em 1973 com a perseguição às elites e aos intelectuais.

Com dificuldade de encontrar jovens atrizes em Ruanda para fazer o filme, o diretor criou um workshop em Kigali, e rodou o longa no distrito Rutsiro, numa escola católica que ainda mantém alguns edifícios antigos. “Fica no alto das montanhas, e é difícil de se alcançar, mas quando você chega no topo, e vê aquela igreja é impressionante.

Mukasonga conta que seu romance nasceu de um desejo de abordar o tema da discriminação, e a personagem Virginia, no livro e no filme, é baseada em suas experiências. “Mesmo que eu não estivesse completamente ciente disso… Eu me voltei à ficção para colocar alguma distância entre os acontecimentos e eu mesma, do contrário seria muito destrutivo. Mas durante a escrita a realidade acabou se impondo. De uma forma ou de outra, eu tinha que contar essa história.”

Ela também conta que a escolha de Rahimi para dirigir o filme foi perfeita. “Ele é afegão, eu, ruandense, temos muito em comum. Eu também acompanhei cada passo do filme, li diversas versões do roteiro. O que era mais importante para mim, é que fosse filmado em Ruanda, no mesmo contexto do romance.”

A revista Variety aponta que NOSSA SENHORA DO NILO é uma antecipação iluminadora de uma tragédia, uma história fielmente adaptada de um romance essencial.” “É uma história que deixa uma impressão profunda, e Rahimi filma de maneira sensível”, escreve o The Hollywood Reporter

NOSSA SENHORA DO NILO será lançado no Brasil pela Pandora Filmes.

Sinopse

Ruanda, 1973. Nossa Senhora do Nilo é um conceituado colégio interno católico situado no alto de uma colina, onde garotas são preparadas para pertencer à elite ruandense. Com a proximidade da formatura, essas meninas, sejam elas hutu ou tutsi, compartilham o mesmo dormitório e dividem sonhos e preocupações. Mas em todo o país, assim como dentro da escola, antagonismos profundos ecoam, mudando a vida dessas jovens — e de toda a nação — para sempre. Imagens de um simbolismo profundo fazem alusão à violência genocida que em 1994 tomaria conta de todo o país.

Ficha Técnica

Direção: Atiq Rahimi

Roteiro: Atiq Rahimi e Ramata-Toulaye Sy, baseado no livro homônimo de Scholastique Mukasonga

Produção:  Charlotte Casiraghi, Marie Legrand, Rani Massalha, Dimitri Rassam

Elenco: Santa Amanda Mugabekazi, Albina Sydney Kirenga, Angel Uwamahoro, Clariella Bizimana, Belinda Rubango Simbi, Pascal Greggory

Direção de Fotografia: Thierry Arbogast

Desenho de Produção: Françoise Joset

Montagem: Hervé de Luze

Gênero: drama, histórico

País: França, Bélgica, Ruanda, Mônaco

Ano: 2021

Duração: 93 min.

SOBRE A PANDORA FILMES

A Pandora é uma distribuidora de filmes independentes que há 30 anos busca ampliar os horizontes da distribuição de filmes no Brasil revelando nomes outrora desconhecidos no país, como Krzysztof Kieślowski, Theo Angelopoulos e Wong Kar-Wai, e relançando clássicos memoráveis em cópias restauradas, de diretores como Federico Fellini, Ingmar Bergman e Billy Wilder. Sempre acompanhando as novas tendências do cinema mundial, os lançamentos recentes incluem “O Apartamento”, de Asghar Farhadi, vencedor do Oscar de Melhor Filme Estrangeiro; e os vencedores da Palma de Ouro de Cannes: “The Square – A Arte da Discórdia”, de Ruben Östlund e “Parasita”, de Bong Joon Ho.

Paralelamente aos filmes internacionais, a Pandora atua com o cinema brasileiro, lançando obras de diretores renomados e também de novos talentos, como Ruy Guerra, Edgard Navarro, Sérgio Bianchi, Beto Brant, Fernando Meirelles, Gustavo Galvão, Armando Praça, Helena Ignez, Tata Amaral, Anna Muylaert, Petra Costa, Pedro Serrano e Gabriela Amaral Almeida.