A HISTÓRIA DA MINHA MULHER recebe pôster e trailer oficiais

A HISTÓRIA DA MINHA MULHER recebe pôster e trailer oficiais

Novo lançamento da Pandora Filmes, romance com Léa Seydoux, Gijs Naber e Louis Garrel no elenco concorreu à Palma de Ouro no Festival de Cannes; estreia acontece dia 15 de junho nos cinemas
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https://youtu.be/lFkml4HHJsc

Seis anos após o lançamento de “Corpo e Alma”, vencedor do Urso de Ouro no Festival de Berlim e finalista ao Oscar de Melhor Filme Internacional, a cineasta húngara Ildikó Enyedi volta ao circuito exibidor brasileiro com A HISTÓRIA DA MINHA MULHER, que concorreu à Palma de Ouro no Festival de Cannes. Com lançamento nos cinemas no dia 15 de junho, o romance protagonizado por Léa Seydoux e Gijs Naber é distribuído pela Pandora Filmes e recebe pôster e trailer oficiais.

Também autora do roteiro, Ildikó Enyedi adapta o livro de Milán Füst “The Story Of My Wife: The Reminiscences Of Captain Störr”, originalmente publicado em 1946 e inédito no Brasil. Na premissa, o Capitão Jakob Störr (Gijs Naber) faz uma pausa em terra firme e tem um breve encontro em Paris com o seu amigo Kodor (Sergio Rubini), desafiando-se inocentemente a se casar com a primeira mulher que adentrar o restaurante onde estão.

Após se despedir de Kodor, Jakob testemunha a presença de Lizzy (Léa Seydoux), que há pouco ocupou o mesmo recinto. Informada sobre a intenção do Capitão, a jovem aceita ser a sua esposa, iniciando assim um relacionamento permeado por paixões intensas, encantos, ciúmes e manipulações.

Habituada a escrever as suas próprias histórias, Ildikó Enyedi se desafiou pela primeira vez em sua carreira a transpor um livro para o cinema e revela o que a fascina na obra Milán Füst: “Ele é uma espécie de outlier na literatura húngara e mundial. Com muita frequência, é incompreendido, sendo elogiado pelos aspectos errados. Para mim, Füst é, antes de tudo, um pensador radical que envolve seus pensamentos em uma textura rica e sensual cheia de humor e ludicidade.”

Dividida em sete capítulos, a narrativa privilegia a perspectiva do Capitão Jakob Störr em detrimento de Lizzy, que em determinado momento passa a ser acusada de infidelidade sem que protagonista e espectadores testemunhem qualquer evidência concreta disso. Sobre esse aspecto, a cineasta comenta que o filme pode ser um convite para os membros de um patriarcado em declínio se juntarem para a construção de algo gratificante. “Hoje temos uma grande ocasião histórica reservada à parte masculina da humanidade para agarrar uma chance de ter uma vida melhor diante de um modelo mais satisfatório.”

Outro aspecto bastante enfatizado nas escolhas de A HISTÓRIA DA MINHA MULHER é certa incomunicabilidade entre os protagonistas, que rejeitam as suas línguas natais para interagir em inglês. Intérprete do Capitão Jakob Störr, o ator holandês Gijs Naber pode ser reconhecido no elenco de “A Espiã”, de Paul Verhoeven, e, segundo Enyedi, “ele tem uma presença completa, significativa, e que traz Jakob próximos a nós sem grandes gestos, apenas com a profundidade e a honestidade de sua interpretação. Gijs é forte e vulnerável – o segredo de todas as grandes estrelas”. Sua companheira de cena é a celebrada atriz francesa Léa Seydoux, com quem a realizadora diz ter trabalhado “como uma cúmplice, com confiança e intimidade”. Outro querido do cinema francês, Louis Garrel interpreta Dedin, um personagem secundário, mas fundamental para intervir nos destinos de Jakob e Lizzy.

A HISTÓRIA DA MINHA MULHER foi rodado ao longo de 58 dias, com grande parte de suas locações em Budapeste. Coprodução entre Alemanha, França, Hungria e Itália, a obra seguiu o circuito de festivais após a première em Cannes, entre os quais Otranto Film Festival (onde venceu o Prêmio do Júri de Melhor Direção), Dunav Film Fest (vencedor do prêmio de Melhor Atuação para Gijs Naber) e a Mostra Internacional de Cinema de São Paulo.

Sinopse
Jacob Störr (Gijs Naber), um capitão da Marinha, faz uma aposta com um amigo: casará com a primeira mulher que entrar no café onde se encontram – quem chega é Lizzy (Léa Seydoux). A suspeita de infidelidade e a visível atração de Lizzy por Dedin (Louis Garrel) ameaçam condenar o capitão à loucura.

Ficha Técnica
Direção:
 Ildikó Enyedi
Roteiro: Ildikó Enyedi, adaptado do romance “The Story of My Wife: The Reminiscences of Captain Storr”, de Milán Füst
Produção: András Muhi, Ernõ Mesterházy, Flaminio Zadra, Janine Jackowski, Jonas Dornbach, Maren Ade, Mónika Mécs, Olivier Père, Peggy Hall, Pilar Saavedra Perrotta, Stéphane Parthenay
Elenco: Léa Seydoux, Gijs Naber, Louis Garrel, Sergio Rubini, Jasmine Trinca, Luna Wedler, Josef Hader, Udo Samel, Ulrich Matthes, Romane Bohringer, Sandor Funtek, Nayef Rashed, Beniamino Brogi, Simone Coppo, Herman Gilis, Michael Kehr, Julia Droste
Direção de Fotografia: Marcell Rév
Desenho de Produção: Imola Láng   
Trilha Sonora: Ádám Balázs
Montagem: Károly Szalai
Gênero: drama romântico
País: Alemanha, França, Hungria, Itália
Ano: 2021
Duração: 169 minutos

SOBRE A PANDORA FILMES
A Pandora é uma distribuidora de filmes independentes que há 30 anos busca ampliar os horizontes da distribuição de filmes no Brasil revelando nomes outrora desconhecidos no país, como Krzysztof Kieślowski, Theo Angelopoulos e Wong Kar-Wai, e relançando clássicos memoráveis em cópias restauradas, de diretores como Federico Fellini, Ingmar Bergman e Billy Wilder. Sempre acompanhando as novas tendências do cinema mundial, os lançamentos recentes incluem “O Apartamento”, de Asghar Farhadi, vencedor do Oscar de Melhor Filme Estrangeiro; e os vencedores da Palma de Ouro de Cannes: “The Square: A Arte da Discórdia”, de Ruben Östlund e “Parasita”, de Bong Joon Ho.

Paralelamente aos filmes internacionais, a Pandora atua com o cinema brasileiro, lançando obras de diretores renomados e também de novos talentos, como Ruy Guerra, Edgard Navarro, Sérgio Bianchi, Beto Brant, Fernando Meirelles, Gustavo Galvão, Armando Praça, Helena Ignez, Tata Amaral, Anna Muylaert, Petra Costa, Pedro Serrano e Gabriela Amaral Almeida.

Protagonizado por Timothy Spall, O ÚLTIMO ÔNIBUS chega aos cinemas em 1/6

Protagonizado por Timothy Spall, O ÚLTIMO ÔNIBUS chega aos cinemas em 1/6

Dirigido por Gille MacKinnon, filme tem como protagonista um homem de 90 anos que cruza a Escócia de ônibus

Timothy Spall, um dos atores mais versáteis e queridos da Inglaterra, protagoniza O ÚLTIMO ÔNIBUS, de Gilles MacKinnon, que chega aos cinemas no dia 1º de junho, com distribuição da Pandora Filmes. Conhecido por trabalhos diversos como “Segredos e Mentiras”, de Mike Leigh, e os dois “Harry Potter e as Relíquias da Morte”, aqui ele interpreta Tom Haper, um homem idoso que embarca em uma jornada inesperada.

Para cumprir com uma promessa feita à sua mulher, Mary (Phyllis Logan), antes de ela morrer, Tom deixa sua casa de 50 anos em um vilarejo no norte da Escócia e atravessa o país rumo ao sul, ao lugar onde nasceu, próximo à fronteira com a Inglaterra.

MacKinnon, que tem em sua filmografia trabalhos como “Fúria nas Ruas” e “Romance Proibido”, conta que, ao ler o roteiro de Joe Ainsworth, adorou a ideia de um road movie protagonizado por um homem de 90 anos. “E ele tem motivos pessoais muito fortes para fazer essa viagem, o que traz novas camadas emocionais ao filme. Ele faz o mesmo caminho que fizera 60 anos atrás, com sua mulher, mas agora no sentido inverso, usando as mesmas rotas de ônibus e pequenos hotéis onde se hospedaram.”

O longa foi filmado em Glasgow e os seus arredores e boa parte da trama se passa no Glasgow Vintage Vehicle Trust, um museu dedicado a meios de transportes escoceses. O exterior foi usado para a construção de diversos pontos de ônibus, enquanto o interior serviu de estúdio para a arquitetura de cenários.

Spall, de 66 anos, que interpreta Tom, de 90, com uma maquiagem que o envelhece, descreve o filme, numa entrevista, como uma história de amor e perda. “São os últimos momentos da vida de uma pessoa, nos quais ele faz uma das maiores odisseias, e redescobre a vida ao redescobrir o mundo.” Ele descreve Tom como um homem de muita coragem e brio, ao contrário, por exemplo, de seu famoso personagem da série Harry Potter, Pedro Pettigrew.

Spall explica que seu método de construção de personagens é físico, e pensa, por exemplo, na maneira como Tom se porta, fala, anda. “Isso que faz as pessoas serem o que são, e isso explica muito como agem. Uma pessoa da idade desse personagem é frágil. Ele é idoso, vulnerável, mas também destemido a ponto de cumprir com seus objetivos. O fato de ser um ator a vida toda, eu sempre me interesso pelas pessoas, mesmo quando não estou trabalhando, e observo como elas agem, como o tempo passa para cada um.”

O elenco ainda inclui, além de Phyllis Logan, Ben Ewing, como Tom na juventude, e Natalie Mitson, como Mary jovem.

Sinopse
Um homem idoso atravessa o país sozinho em ônibus locais.

Ficha Técnica
Direção: 
Gilles MacKinnon
Roteiro: 
Joe Ainsworth
Produção: 
 Roy Boulter, Sol Papadopoulos
Elenco: Timothy Spall, Phyllis Logan, Grace Calder, Brian Pettifer, Colin McCredie, Celyn Jones, Garry Sweeney, Kevin Mains, Iain Robertson, Marianne McIvor
Direção de Fotografia: George Geddes     
Desenho de Produção: Andy Harris           
Trilha Sonora: Nick Lloyd Webber
Montagem: 
Anne Sopel      
Gênero: drama
País: Reino Unido, Emirados Árabes Unidos
Ano: 2021
Duração: 86 minutos

Sobre a Pandora Filmes
A Pandora é uma distribuidora de filmes independentes que há 30 anos busca ampliar os horizontes da distribuição de filmes no Brasil revelando nomes outrora desconhecidos no país, como Krzysztof Kieślowski, Theo Angelopoulos e Wong Kar-Wai, e relançando clássicos memoráveis em cópias restauradas, de diretores como Federico Fellini, Ingmar Bergman e Billy Wilder. Sempre acompanhando as novas tendências do cinema mundial, os lançamentos recentes incluem “O Apartamento”, de Asghar Farhadi, vencedor do Oscar de Melhor Filme Estrangeiro, e os vencedores da Palma de Ouro de Cannes “The Square: A Arte da Discórdia”, de Ruben Östlund, e “Parasita”, de Bong Joon-ho.

Paralelamente aos filmes internacionais, a Pandora atua com o cinema brasileiro, lançando obras de diretores renomados e também de novos talentos, como Ruy Guerra, Edgard Navarro, Sérgio Bianchi, Beto Brant, Fernando Meirelles, Gustavo Galvão, Armando Praça, Helena Ignez, Tata Amaral, Anna Muylaert, Petra Costa, Pedro Serrano e Gabriela Amaral Almeida.

NINTENDO E EU chega aos cinemas no dia 27 de abril pela Pandora Filmes

NINTENDO E EU chega aos cinemas no dia 27 de abril pela Pandora Filmes

Novo longa de Raya Martin tem distribuição da Pandora Filmes e traz uma história de amadurecimento nos anos 1990

NINTENDO E EU, de Raya Martin (“Independência”) é um filme com um olhar nostálgico e carinhoso pela juventude dos anos de 1990. A descoberta da sexualidade, do amor, a amizade e as tensões familiares, tudo isso e muito mais que é comum nessa fase da vida está no longa que chega aos cinemas no próximo 27 de abril, com distribuição da Pandora Filmes.

Exibido na Mostra Generation Kplus, uma seção do Festival de Berlim que conta com filmes sobre a juventude, o longa tem como protagonista o adolescente Paolo (Noel Comia Jr.), superprotegido por sua mãe, e apaixonado por videogame, até que uma série de terremotos causam a erupção do vulcão Pinatubo, cortando a energia elétrica por toda a Filipina.

Sem outra opção, ele e seus amigos terão de sair de casa para passar o tempo. O protagonista se apaixona por Shiara (Elijah Alejo), a menina mais popular do bairro, e não percebe que sua amiga, Mimaw (Kim Chloie Oquendo), gosta dele.

O roteiro é assinado por Valerie Castillo Martinez, que parte de experiências pessoais sobre amadurecer nos anos de 1990, para criar a história de um grupo de adolescentes. “Eu me lembro perfeitamente da manhã em que houve a erupção. Acordei, e vi tudo coberto de cinzas lá fora. É uma imagem muito vívida em minha memória, e isso me inspirou a criar essa história.”

Também produtora do longa, ela é uma cineasta filipina-americana que fundou sua empresa IndieFlip, para fazer filmes que lidam com assuntos sub-representados e temas transculturais, invertendo os clichês das narrativas usuais.

Martin, por sua vez, conta que cresceu no mesmo subúrbio que Valerie, e eram colegas de escola. “Era a época do surgimento da internet, e estávamos todos fascinados com o mundo virtual. Eu me senti muito próximo dessa história, mas também sugeri que a personagem Mimaw tivesse mais destaque no filme. Esse sentimento de desigualdade era muito importante para mim, sendo gay e crescendo num ambiente onde não podia contar a ninguém”, explica ele.

Eleito um dos 50 cineastas mais importantes com menos de 50 anos pela conceituada revista CinemaScope, Martin já exibiu seus filmes em Cannes, Toronto, Locarno e Nova York. Seu longa “Independência”, aclamado como uma mistura singular da história filipina e da fantasia de Hollywood, foi exibido na mostra Un Certain Regard do Festival de Cannes 2009, e “Manila”, seu filme seguinte, teve exibição especial na mesma edição do festival, marcando a primeira vez que um diretor filipino teve dois filmes no festival.

O visual do filme é, ao mesmo tempo, uma homenagem e um resgate da estética dos anos de 1990, especialmente, dos filmes. Existe um balanço, explica o diretor, entre a artificialidade daquela década, mas também a luz natural, muito usada pelo diretor de fotografia Ante Cheng.

“Posso citar diversas influências, de Edward Yang ao filme do personagem Riquinho, e também algumas produções filipinas entre esses dois extremos, sobre meninos obcecados por seus patins. NINTENDO E EU é uma viagem no tempo para nossa geração, mas também precisa ser uma apresentação sincera às gerações do futuro.”

Valerie concorda com o colega sobre a necessidade de abordar questões de forma honesta para se conectar com um público juvenil. “As mentes jovens são as mais impressionáveis, as mais vulneráveis e as mais honestas. Essa é uma história que vem do coração. Qualquer pessoa pode se conectar com os desejos dos nossos personagens de se sentir amados, e entender a si mesmos.”

“Essa é uma história de um monte de meninos e meninas descobrindo a si mesmos e si mesmas numa floresta de terceiro mundo: lidando com um mundo dominado por homens enquanto tentam articular seus afetos pelo sexo oposto. Não é apenas uma história de perda, mas, efetivamente, sobre o nascimento da personalidade na vida real”, conclui o diretor.

Sinopse
No início dos anos 1990 nas Filipinas, o adolescente Paolo e seus amigos se aventuram em novas descobertas e se divertem durante o verão, à medida que crescem.

Ficha Técnica
Direção:
 Raya Martin
Roteiro: Valerie Castillo Martinez
Produção: Valerie Castillo Martinez, Marizel Samson-Martinez, Kriz G. Gazmen, Marjorie B. Lachica
Elenco: Noel Comia, Jr., Kim Chloe Oquendo, Jigger Sementilla, John Vincent Servilla, Moi Bien, Nikki Valdez, Angelina Canapi
Direção de Fotografia: Ante Cheng
Desenho de Produção: Whammy Alcazaren, Thesa Tang
Trilha Sonora: Zeke Khaseli, Yudhi Arfani
Montagem: Cyril Aris
Gênero: drama, comédia
País: Filipinas, EUA, Singapura
Ano: 2020
Duração: 99 minutos

SOBRE A PANDORA FILMES
A Pandora é uma distribuidora de filmes independentes que há 30 anos busca ampliar os horizontes da distribuição de filmes no Brasil revelando nomes outrora desconhecidos no país, como Krzysztof Kieślowski, Theo Angelopoulos e Wong Kar-Wai, e relançando clássicos memoráveis em cópias restauradas, de diretores como Federico Fellini, Ingmar Bergman e Billy Wilder. Sempre acompanhando as novas tendências do cinema mundial, os lançamentos recentes incluem “O Apartamento”, de Asghar Farhadi, vencedor do Oscar de Melhor Filme Estrangeiro; e os vencedores da Palma de Ouro de Cannes “The Square: A Arte da Discórdia”, de Ruben Östlund e “Parasita”, de Bong Joon Ho.

Paralelamente aos filmes internacionais, a Pandora atua com o cinema brasileiro, lançando obras de diretores renomados e também de novos talentos, como Ruy Guerra, Edgard Navarro, Sérgio Bianchi, Beto Brant, Fernando Meirelles, Gustavo Galvão, Armando Praça, Helena Ignez, Tata Amaral, Anna Muylaert, Petra Costa, Pedro Serrano e Gabriela Amaral Almeida.

Com Pierfrancesco Favino, O COLIBRI estreia nesta quinta-feira

Com Pierfrancesco Favino, O COLIBRI estreia nesta quinta-feira

Filme da italiana Francesca Archibugi acompanha algumas décadas na vida de uma família repleta de tragédias e desafios
(Crédito: Enrico De Luigi)

Dirigido por Francesca Archibugi (“A Árvore do Pico”), O COLIBRI é um filme italiano protagonizado por um homem, desde a infância apelidado de Colibri, cuja vida é marcada por coincidências, encontros, desencontros e amores fortes. Pierfrancesco Favino interpreta o personagem no longa, que ainda conta com Nanni Moretti, Bérénice Bejo e Laura Morante no elenco. A estreia é em 13 de abril, com distribuição da Pandora Filmes, e acontece nas seguintes praças: São PauloRio de JaneiroAracajuBelo HorizonteBrasíliaJoão PessoaNiteróiPorto AlegreRecife e Salvador.

Para criar essa história que começa em 1970, e vai até um futuro próximo, Archibugi, que também assina o roteiro com Laura Paolucci e Francesco Piccolo, partiu do romance homônimo de Sandro Veronesi (“Caos Calmo”). “Amei muito o romance e queria ser fiel a ele e, ao mesmo tempo, o usei como material pessoal, porque é assim que me sinto. O livro é estilisticamente aventureiro e queríamos não só entrar na aventura, mas também a reinventar”.

A diretora explica que a escolha do elenco foi fundamental, uma vez que este é um filme fortemente calcado em personagens que carregam o fardo da história em si. “O mundo ao redor, as casas, as ruas, as imagens, a luz e as estações que se sucedem, foram feitos para envolver os personagens como um manto para a jornada.”

O filme, que, no ano passado, abriu o Festival de Roma e foi exibido em Toronto, conta com uma narrativa marcada pelas memórias e redescobertas. A história começa na juventude de Marco Carrera (que quando adulto será interpretado por Favino) ao lado de seus pais (Sergio Albelli e Laura Morante) e o irmão. Ele e seu irmão são apaixonados pela mesma jovem francesa, mas, naquela noite, uma tragédia se abaterá, mudando o destino de todos.

Anos mais tarde, um psicólogo (interpretado por Moretti) vai à procura de Carrera para perguntar sobre aquela jovem francesa, chamada Luisa (Bérénice Bejo), que tanto marcou seu passado. O psicólogo trata da mulher do protagonista, Marina (Kasia Smutniak), cujos problemas emocionais trazem uma situação de risco para o próprio marido.

Quando o passado volta à tona, a vida de todos se transforma, Marco precisa fazer escolhas que irão reverberar em todos os personagens. Ao mesmo tempo, o filme avança para o futuro, e nós o vemos em sua vida 30 anos depois.

“Também neste filme, como nos anteriores, o meu desejo era anular a câmera, podendo criar a percepção de que a história estava se contando. Não é um exercício de direção fácil. Às vezes, a coisa mais difícil de enquadrar é o rosto de um homem, uma mulher, meninos e crianças, entender os subtextos e filmar o invisível”, conta a diretora.

A equipe artística de O COLIBRI conta com fotografia assinada por Luca Bigazzi (“A Grande Beleza”), desenho de produção de Alessandro Vannucci (“Miss Marx”), trilha sonora de Battista Lena (“A Árvore do Pico”) e montagem de Esmeralda Calabria (“5 é o Número Perfeito”).

O COLIBRI será lançado no Brasil pela Pandora Filmes.

Sinopse
A história de Marco Carrera (Pierfrancesco Favino), conhecido como “Colibri”, uma vida de coincidências fatídicas, perdas e amores absolutos. A narrativa prossegue de acordo com a força das memórias que nos permitem saltar de um período para outro, de uma época para outra, num tempo que vai do início dos anos 1970 ao futuro próximo. Colibri é sobre a força ancestral da vida, da luta árdua que todos fazemos para resistir ao que às vezes parece insustentável. Mesmo com as poderosas armas da ilusão, da felicidade e da alegria.

Ficha Técnica
Direção: 
Francesca Archibugi
Roteiro: Francesca Archibugi, Laura Paolucci e Francesco Piccolo, baseado no livro de Sandro Veronesi
Produção: Domenico Procacci, Anne-Dominique Toussaint
Elenco: Pierfrancesco Favino, Kasia Smutniak, Bérénice Bejo, Nanni Moretti, Laura Morante, Sergio Albelli, Massimo Ceccherini, Alessandro Tedeschi, Benedetta Porcaroli
Direção de Fotografia: Luca Bigazzi
Desenho de Produção: Alessandro Vannucci
Trilha Sonora: Battista Lena
Montagem: Esmeralda Calabria
Gênero: drama
País: Itália
Ano: 2022
Duração: 126 minutos

SOBRE A PANDORA FILMES
A Pandora é uma distribuidora de filmes independentes que há 30 anos busca ampliar os horizontes da distribuição de filmes no Brasil revelando nomes outrora desconhecidos no país, como Krzysztof Kieślowski, Theo Angelopoulos e Wong Kar-Wai, e relançando clássicos memoráveis em cópias restauradas, de diretores como Federico Fellini, Ingmar Bergman e Billy Wilder. Sempre acompanhando as novas tendências do cinema mundial, os lançamentos recentes incluem “O Apartamento”, de Asghar Farhadi, vencedor do Oscar de Melhor Filme Estrangeiro; e os vencedores da Palma de Ouro de Cannes “The Square: A Arte da Discórdia”, de Ruben Östlund e “Parasita”, de Bong Joon Ho.

Paralelamente aos filmes internacionais, a Pandora atua com o cinema brasileiro, lançando obras de diretores renomados e também de novos talentos, como Ruy Guerra, Edgard Navarro, Sérgio Bianchi, Beto Brant, Fernando Meirelles, Gustavo Galvão, Armando Praça, Helena Ignez, Tata Amaral, Anna Muylaert, Petra Costa, Pedro Serrano e Gabriela Amaral Almeida.

Pré-selecionado para o Oscar, representante da Suécia ‘GAROTO DOS CÉUS’ estreia nesta quinta

Pré-selecionado para o Oscar, representante da Suécia ‘GAROTO DOS CÉUS’ estreia nesta quinta

Premiado em Cannes, e escrito e dirigido por Tarik Saleh, o longa combina suspense e política num jogo de disputa pelo poder no Egito

Escrito e dirigido por Tarik Saleh, GAROTO DOS CÉUS (Cairo Conspiracy) estreia nos cinema do país em 19 de janeiro. O longa está na lista dos pré-indicados ao Oscar de Melhor Filme Internacional, representando a Suécia, e teve sua première mundial na competição principal do Festival de Cannes, de 2022, do qual saiu com o prêmio de roteiro. A distribuição nacional é da Pandora Filmes.

Saleh conta que a ideia para o filme surgiu quando estava relendo o romance “O Nome da Rosa”, de Umberto Eco, que se passa num mosteiro medieval, e se perguntou: “E se a história acontecesse no contexto muçulmano? Seria possível? Seria a mesma coisa que deixar uma criança brincar com fogo, mas, uma vez que esse pensamento me ocorreu, não conseguiria voltar atrás.”

O personagem principal do longa é Adam, interpretado por Tawfeek Barhom (“Os árabes também dançam”), filho de um pescador num vilarejo que recebe uma bolsa de estudos na mais prestigiosa universidade do Cairo, Al-Azhar, o epicentro do poder do islamismo sunita. O Grande Imã da universidade, considerado a maior autoridade religiosa no Egito, acabou de morrer, e está ocorrendo o processo para a escolha de um novo homem para o cargo.

Saleh aponta que, do outro lado da rua, estão os quarteis de Segurança Nacional. “De um lado o poder religioso, e de outro, o poder do Estado, que precisa se certificar de que o novo escolhido compartilhe das mesmas ideias do governo, e, para isso, um oficial precisa encontrar um informante. E Adam acaba sendo o escolhido”.

“Estou interessado em cinema de gênero, aquele que estabelece um contrato entre o diretor e seu público. Se eu digo que GAROTO DOS CÉUS  é um suspense, o público terá certas expectativas. Mas eu gosto de subverter também essas expectativas, destruir os clichês do gênero trazendo a realidade à tona, o que me faz perde o controle da história, e isso que me agrada.”

O cineasta aponta que o longa não é uma crítica ao Islã, não é sobre expor segredos obscuros da religião, “mas é sobre compreender o poder do conhecimento – tanto como uma força libertadora ou aprisionadora. Eu queria fazer um filme sem julgamento. Sempre fui fascinado pela Universidade Al-Azhar e sua história.”

Esse é o 6o longa do sueco Saleh, que tem no currículo “Contrato Perigoso”, além de episódios das séries americanas “Westworld” e “Ray Donovan”. Além de Barhom (“Os árabes também dançam”), o elenco inclui Fares Fares (“Crimes Ocultos”), Makram Khoury (“Westwing – Os bastidores do poder”) e Mehdi Dehbi (“O homem mais procurado”).

A lista final com os indicados ao Oscar será divulgada em 24 de janeiro, e a premiação acontecerá no dia 12 de março.

GAROTO DOS CÉUS será lançado no Brasil pela Pandora Filmes

Sinopse

Adam, filho de um pescador, recebe o privilégio de estudar na Universidade Al-Azhar do Cairo, o epicentro do poder do islamismo sunita. Pouco após sua chegada na cidade, a maior liderança religiosa da universidade, o Grande Imã, morre repentinamente. Adam logo se torna uma peça nesse jogo brutal pelo poder entre os religiosos egípcios e a elite política.

Trailer

Ficha Técnica

Direção: Tarik Saleh

Roteiro: Tarik Saleh

Produção: Fredrik Zander

Elenco: Tawfeek Barhom, Fares Fares, Mohammad Bakri

Direção de Fotografia: Pierre Aïm

Desenho de Produção: Roger Rosenberg    

Trilha Sonora: Krister Linder

Montagem: Theis Schmidt  

Gênero: suspense, drama, político

País: Suécia, França, Finlândia, Dinamarca

Ano: 2022

Duração: 126 min.

SOBRE A PANDORA FILMES

A Pandora é uma distribuidora de filmes independentes que há 30 anos busca ampliar os horizontes da distribuição de filmes no Brasil revelando nomes outrora desconhecidos no país, como Krzysztof Kieślowski, Theo Angelopoulos e Wong Kar-Wai, e relançando clássicos memoráveis em cópias restauradas, de diretores como Federico Fellini, Ingmar Bergman e Billy Wilder. Sempre acompanhando as novas tendências do cinema mundial, os lançamentos recentes incluem “O Apartamento”, de Asghar Farhadi, vencedor do Oscar de Melhor Filme Estrangeiro; e os vencedores da Palma de Ouro de Cannes: “The Square – A Arte da Discórdia”, de Ruben Östlund e “Parasita”, de Bong Joon Ho.

Paralelamente aos filmes internacionais, a Pandora atua com o cinema brasileiro, lançando obras de diretores renomados e também de novos talentos, como Ruy Guerra, Edgard Navarro, Sérgio Bianchi, Beto Brant, Fernando Meirelles, Gustavo Galvão, Armando Praça, Helena Ignez, Tata Amaral, Anna Muylaert, Petra Costa, Pedro Serrano e Gabriela Amaral Almeida.