Protagonizado por uma astrofísica, O ESPAÇO INFINITO investiga saúde mental

Protagonizado por uma astrofísica, O ESPAÇO INFINITO investiga saúde mental

Escrito e dirigido por Leo Bello, o filme chega aos cinemas em 10 de agosto

Leo Bello, diretor de “O Pequeno Pé Grande” e “Retratos da Alma”, entre outros, estreia em direção solo de longas com O ESPAÇO INFINITO, protagonizado por uma astrofísica internada numa clínica psiquiátrica, vivendo uma jornada interior. Com produção da Machado Filmes, a obra chega aos cinemas brasileiros em 10 de agosto, com distribuição da Pandora Filmes.

Nina (Gabrielle Lopes) é uma astrofísica que está numa clínica após sofrer um surto psicótico. Sua maior luta é retornar à sua realidade, e, nessa jornada, ela faz um mergulho em sua própria mente, em busca de um caminho.

Bello, que também assina o roteiro, conta que fez pesquisas em duas frentes: astrofísica e saúde mental para escrever o filme e compor a personagem. “Além de conversar com um professor da área, da UnB, que me mostrou o trabalho de um astrofísico, além de me mostrar a disciplina na teoria e prática, fiz também uma pesquisa sobre mulheres astrofísicas que me inspiraram para a estética, a firmeza e paixão/obsessão do trabalho da Nina.”

Para desenvolver a psicologia da personagem, o diretor partiu de leituras, encontros com profissionais da saúde mental para entender a linguagem da psicologia/psiquiatria, como as terapias e os diagnósticos. “Mas mais que tudo foi fundamental visitar os espaços de convívio que acolhem as pessoas que estão enfrentando problemas psíquicos e suas famílias. Retratar a Nina em crise sem cair em estereótipos ligados à chamada “loucura”, foi um desafio a cada momento, por isso me aproximei à temática desde diferentes pontos de vista.”

Ele também destaca que a entrega de Gabrielle como a protagonista Nina foi fundamental para a criação dessa personagem tão complexa. “O trabalho com ela, foi entre outras coisas, um exercício de introspecção, de quebra dos próprios paradigmas para entrar em um estado de quase êxtase, onde não esteja o controle da razão no comando, mas sim a própria sobrevivência. Os instintos primordiais tinham que vir à tona de forma natural e não grotesca, muitas cenas que exigiram física e psicologicamente uma entrega completa da Gabrielle, desafiando seus próprios limites, às vezes fundidos com a natureza.”

Bello explica que nessa aventura Nina abraça o sofrimento psíquico como uma condição humana, considerando que em qualquer momento, a vida possa parar e pedir que olhamos e cuidamos para a nossa saúde mental, isso não como um ponto final, mas como uma experiência desafiadora.

O ESPAÇO INFINITO propõe um mergulho na história da personagem, desdobrando o sofrimento, de onde veio, como veio. Não propõe uma fórmula mágica para solucionar o sofrimento psíquico, mas uma trajetória, sem ponto final, pois não é estamos enfrentando uma doença que precisa ser curada a qualquer custo, e essa é uma das maiores dificuldades de entender as questões da saúde mental. Ela não precisa ser curada, e sim compreendida e respeitada”, diz o cineasta.

A temática entra no filme da porta da protagonista, de onde vem se retratando uma mulher forte, independente, obstinada e determinada a ser uma astrofísica. Não é óbvia a escolha do protagonismo feminino nesse contexto, pois as mulheres na astronomia em geral representam uma percentagem mínima se comparadas com os homens.

“No filme, a temática da astronomia é entrelaçada entre várias vertentes: a temática cientifica em si, o simbolismo dessa temática e a importância de representar o espaço feminino no ambiente da academia e ainda mais das pesquisas relacionadas às ciências exatas. A alegoria do Universo, vai além das leis físicas, traz um elo com o lado emocional e do subconsciente da protagonista.”

Bello explica que o longa quer contar uma das tantas jornadas de vida, refletindo sobre a natureza da vida, onde a “loucura” é uma face, um processo de transformação, sem ponto final. “Creio que o filme pode se considerar bastante atemporal se nos atentamos para presença do sofrimento psíquico na humanidade e espero possa dialogar para uma contemporaneidade, em um olhar otimista, com uma sociedade mais compreensiva e menos preconceituosa das complexidades, vulnerabilidades do ser humano e aceitação da própria condição.”

Sinopse
Internada em uma clínica psiquiátrica, Nina desencadeia o início de uma jornada em seu próprio inconsciente, uma busca para encontrar um caminho para a realidade compartilhada.

Ficha Técnica
Direção e Roteiro: 
Leo Bello
Elenco: Gabrielle Lopes, Welligton Abreu, Luciana Domschke, Adriana Lody, Sergio Sartório, Gaivota Naves, Gabriel Sabino, Isabela Ferrari e Anna-Maria Hefele
Produção: Alisson Machado
Produção Executiva: Alisson Machado e Ana Paula Rabelo
Direção de Fotografia e Câmera: Pedro Maffei
Direção de Arte: Amanda De Stefani
Direção de Produção: Larissa Rolim
Montagem: Rafael Lobo
Som Direto: Marcos Manna
Desenho de Som: Olivia Hernández
Músicas Originais: Sascha Kratzer e Rafael Maklon
Ano: 2023
Duração: 78 minutos

Sobre Leo Bello
Leo Bello, nascido em Brasília em 1981, é graduado em cinema pela FAAP-SP. Dirigiu e escreveu filmes que obtiveram uma carreira em festivais nacionais e internacionais. Entre eles, tiveram destaque o curta-metragem de ficção “Pipa” (2008), lançado no Interfilmes Berlim (Alemanha); codirigiu o longa-metragem documentário “TO 255: Estradas da Vida” (2005), lançado em Rhodes Ecofilmes (Grécia); o curta-metragem de ficção: “O Pequeno Pé Grande” (2016), prêmio de Melhor Curta-metragem júri Oficial XIII FANTASPOA, 2017; o curta-metragem documental: “Retratos da Alma” (2016), lançado no Bogoshorts (Bogotá, Colômbia). Atualmente, trabalha como roteirista e diretor na Lumiô Filmes, empresa da qual é sócio-proprietário.

Sobre a Machado Filmes
A Machado Filmes iniciou suas atividades em 2010, tendo como missão desenvolver conteúdos autorais independentes, desde as primeiras ideias do argumento até a exibição na telona. Documentário? Experimental? Simplesmente filme. Seja o que for, temos uma queda por olhares voltados para transformação, que reflitam arte, cultura e sociedade. Mas o que nos move mesmo é a vontade de contar boas histórias, debater narrativas, pensar audiovisual, encontrar bons personagens e filmá-los. Em 2023 a produtora está produzindo o seu sétimo longa-metragem.

Sobre a Pandora Filmes
A Pandora é uma distribuidora de filmes independentes que há 30 anos busca ampliar os horizontes da distribuição de filmes no Brasil revelando nomes outrora desconhecidos no país, como Krzysztof Kieślowski, Theo Angelopoulos e Wong Kar-Wai, e relançando clássicos memoráveis em cópias restauradas, de diretores como Federico Fellini, Ingmar Bergman e Billy Wilder. Sempre acompanhando as novas tendências do cinema mundial, os lançamentos recentes incluem “O Apartamento”, de Asghar Farhadi, vencedor do Oscar de Melhor Filme Estrangeiro; e os vencedores da Palma de Ouro de Cannes: “The Square: A Arte da Discórdia”, de Ruben Östlund e “Parasita”, de Bong Joon Ho.

Paralelamente aos filmes internacionais, a Pandora atua com o cinema brasileiro, lançando obras de diretores renomados e também de novos talentos, como Ruy Guerra, Edgard Navarro, Sérgio Bianchi, Beto Brant, Fernando Meirelles, Gustavo Galvão, Armando Praça, Helena Ignez, Tata Amaral, Anna Muylaert, Petra Costa, Pedro Serrano e Gabriela Amaral Almeida.

DISCO BOY: CHOQUE ENTRE MUNDOS recebe pôster e trailer oficiais

DISCO BOY: CHOQUE ENTRE MUNDOS recebe pôster e trailer oficiais

Com distribuição da Pandora Filmes, drama marca a estreia na ficção em longa-metragem do premiado italiano Giacomo Abbruzzese e será lançado nos cinemas brasileiros no dia 3 de agosto
ASSISTA AO TRAILER:
https://youtu.be/OQdrbNtE1o4

Premiado no Festival de Berlim deste ano com o Urso de Prata de Melhor Contribuição Artística, DISCO BOY: CHOQUE ENTRE MUNDOS é estrelado pelo alemão Franz Rogowski, em uma atuação poderosa, e dirigido por Giacomo Abbruzzese, em sua estreia em longa-metragem.

Aclamado como uma obra incendiária e poética, que reinventa o filme de guerra, DISCO BOY: CHOQUE ENTRE MUNDOS fez seu debute nacional no Olhar de Cinema – Festival Internacional de Curitiba, que aconteceu em junho, e agora será lançado comercialmente no dia 3 de agosto, com distribuição da Pandora Filmes. Neste release, confira o pôster e o trailer oficiais da produção.

O longa acompanha Aleksei, um imigrante que foge de seu país (Bielorrússia) em busca de refúgio e que sonha morar na França. Após uma dolorosa viagem pela Europa, ele chega a Paris e se junta à Legião Estrangeira – ramo do serviço militar do Exército Francês que recruta estrangeiros -, com a promessa de conseguir sua permanência.

Mais longe, no Delta do Níger, temos Jomo, um ativista revolucionário envolvido em uma luta armada para defender sua comunidade. Aleksei é um soldado, Jomo é um guerrilheiro. Após o grupo de Jomo sequestrar cidadãos franceses, Aleksei é enviado para comandar uma operação naquele local.

Indicado ao prêmio César 2022, o Oscar francês, pelo curta-metragem documental “America”, Giacomo Abbruzzese diz que chocar os mundos de Aleksei e Jomo é uma maneira de trabalhar com aspectos de perspectivas nesta sua primeira experiência em um projeto de maior escopo. “Estamos acostumados a ver conflitos assim (a guerra sendo contada) contados de um único ponto de vista na tela. O outro, o inimigo, raramente existe como uma entidade complexa. Eu acredito que o cinema é, acima de tudo, uma questão de olhar e de mudança de pontos de vista. Neste filme, contar a história de ambos os lados é uma questão política, narrativa e também de encenação”.

Além de assegurar igualdade no protagonismo narrativo compartilhado entre Aleksei e Jomo, também interessou a Abbruzzese se afastar do maniqueísmo. “Aleksei e Jomo estão em lados opostos, mas ambos compartilham uma certa gentileza, uma fragilidade fundamental por baixo da superfície de seus corpos de soldados poderosos. Eu queria me afastar dos estereótipos de virilidade e violência que caracterizam muitas histórias como esta. Gosto da ideia de que a força física possa ser acompanhada por uma certa fragilidade e um olhar atormentado. É esse contraste que me interessa.”

DISCO BOY: CHOQUE ENTRE MUNDOS é, além disso, uma experiência extremamente sensorial, por vezes flertando com o realismo fantástico. Renomada diretora de fotografia, Hélène Louvart (a mesma do brasileiro “A Vida Invisível”, de Karim Aïnouz, e de “Barreiras”, filme com Isabelle Huppert também distribuído pela Pandora Filmes), imprime ao filme uma mistura de traumas psicológicos, alucinações, sonhos e até mesmo eventos sobrenaturais de natureza que escapa de qualquer categorização.

Outro destaque é a trilha sonora vibrante assinada por Vitalic. DJ e produtor musical francês com descendência italiana, o artista assina pela segunda vez em sua carreira a trilha sonora de um longa-metragem, fazendo uso de seus acordes eletrônicos singulares para ampliar a sensação de lisergia.

DISCO BOY: CHOQUE ENTRE MUNDOS é um conto épico, onde Aleksei terá seu destino marcado para sempre pela destruição, o sangue, os delírios e as consequências de suas lutas.

Sinopse
Depois de uma dolorosa viagem pela Europa, Aleksei chega a Paris para se juntar à Legião Estrangeira. No Delta do Níger, Jomo luta contra as companhias petrolíferas que ameaçam sua aldeia e a vida de sua família. Um dia, à frente de um grupo armado, ele sequestra cidadãos franceses. Um comando da Legião Estrangeira intervém, liderado por Aleksei. Os destinos de Aleksei e Jomo vão se fundir e continuar além das fronteiras, corpos, vida e morte.

Ficha Técnica
Direção:
 Giacomo Abbruzzese
Roteiro: Giacomo Abbruzzese
Produção: Lionel Massol, Pauline Seigland
Elenco: Franz Rogowski, Morr Ndiaye, Laetitia Ky, Leon Lucev, Robert Wieckiewicz, Matteo Olivetti, Michal Balicki
Direção de Fotografia: Hélène Louvart
Desenho de Produção: Esther Mysius
Trilha Sonora: Vitalic
Montagem: Ariane Boukerche, Fabrizio Federico, Giacomo Abbruzzese
Gênero: drama
País: França, Itália, Bélgica e Polônia
Ano: 2023
Duração: 91 minutos

Sobre Giacomo Abbruzzese
Nasceu em Taranto, sul da Itália, em 1983. Estudou no Le Fresnoy, na França, e realizou diversos curtas-metragens exibidos em festivais como Oberhausen, Clermont-Ferrand e Viennale, bem como em vários canais internacionais de TV. Em 2022, seu documentário “America” foi indicado ao César. DISCO BOY é seu primeiro longa-metragem de ficção.

Sobre a Pandora Filmes
A Pandora é uma distribuidora de filmes independentes que há 30 anos busca ampliar os horizontes da distribuição de filmes no Brasil revelando nomes outrora desconhecidos no país, como Krzysztof Kieślowski, Theo Angelopoulos e Wong Kar-Wai, e relançando clássicos memoráveis em cópias restauradas, de diretores como Federico Fellini, Ingmar Bergman e Billy Wilder. Sempre acompanhando as novas tendências do cinema mundial, os lançamentos recentes incluem “O Apartamento”, de Asghar Farhadi, vencedor do Oscar de Melhor Filme Estrangeiro; e os vencedores da Palma de Ouro de Cannes: “The Square: A Arte da Discórdia”, de Ruben Östlund e “Parasita”, de Bong Joon Ho.

Paralelamente aos filmes internacionais, a Pandora atua com o cinema brasileiro, lançando obras de diretores renomados e também de novos talentos, como Ruy Guerra, Edgard Navarro, Sérgio Bianchi, Beto Brant, Fernando Meirelles, Gustavo Galvão, Armando Praça, Helena Ignez, Tata Amaral, Anna Muylaert, Petra Costa, Pedro Serrano e Gabriela Amaral Almeida.

Novo filme de Julio Bressane, CAPITU E O CAPÍTULO recebe pôster e trailer

Novo filme de Julio Bressane, CAPITU E O CAPÍTULO recebe pôster e trailer

Inspirado na obra de Machado de Assis, filme traz Mariana Ximenes, Vladimir Brichta e Enrique Diaz nos papéis principais; estreia acontece com exclusividade nos cinemas no dia 27 de julho
ASSISTA AO TRAILER:
https://youtu.be/Jre3293igmA

Um dos maiores clássicos da literatura nacional, Dom Casmurro, ganha uma nova leitura cinematográfica pelas mãos de Julio Bressane, com pôster e trailer divulgados e data de estreia anunciada para o dia 27 de julho. Em CAPITU E O CAPÍTULO, o diretor parte do que há de mais cinematográfico em Machado de Assis, e, em suas palavras, “a trama machadiana, distorcida, é transpassada por cenas, trechos, farrapos de filmes e texturas que se desdobram em capítulos de uma ficção escondida, ainda não vista, que se desvela, e recomeça em outro solo, em outro cosmos…”.

O título parte de um pequeno poema que Haroldo de Campos declamou ao próprio Bressane, em 1984. “‘O importante no Dom Casmurro não é a Capitu, mas o capítulo…’, disse-me. Capitu/Capítulo, este breve e lapidar poema, logo que o ouvi pela primeira vez, fiquei enfeitiçado, possuído por sua brevidade musical. Porém, naquele momento, não percebi, não alcancei, não compreendi toda sua extensão… Extensão na qual o Capítulo é pathos, emoção ultra acumulada, emoção extrema represada, escondida lá no fundo, oculta por severa sombra, bloqueada, sem saída. Pathologico.”

No filme, Mariana assume o famoso papel de Capitu, cujos “olhos de cigana oblíqua e dissimulada” seduzem o jovem Bentinho (Vladimir), que, anos mais tarde, na maturidade, narra toda essa história, assumindo o apelido de Casmurro (Enrique). O que era amor se tornou um ciúme doentio, em devaneios do protagonista, que acabaram consumindo a paixão.

Bressane viu em Machado a possibilidade de o transformar em filme, novamente, como já fizera com “Memórias Póstumas de Brás Cubas”, em 1985. “A prosa capitular sugere a montagem cinematográfica. Os capítulos são retalhos de outros capítulos, de outras ficções, de outros recomeços, traço apagado de um perfil”, comenta sobre Dom Casmurro.

“Machado de Assis um inovador e inventor, momento alto na língua portuguesa, escreveu no século XIX e início do século XX. Viveu toda sua vida, sua existência, no Rio de Janeiro. Em um meio importado, Machado chamava ‘cultura de empréstimo’, procurou fixar e expandir e respirar, naquele solo hostil, a literatura (clube Rabelais) e a música (clube Beethoven)”, complementa.

Com a fotografia assinada por Lucas Barbi (“Os Primeiros Soldados”), o filme encontra na pintura um de seus principais diálogos. “A pintura surge no início do filme com o lendário perfil riscado a carvão por uma jovem apaixonada da sombra do rosto de seu bem-amado projetada em um muro. É o nascimento da pintura. O feminino faz seu voo pela pintura. Um delicado rosto de mulher sobrevivente de uma parede de Pompeia, uma máscara descorada do espanto vulcânico, um bosque francês antigo, desfile de quadros desconhecidos, de pintores desconhecidos, de filmes desconhecidos, em enquadramentos estratégicos, são o pigmento da trama, o infra-senso da montagem, a conversa de olhares do ontem engomado na espessura do hoje.”

Nessas imagens, as flores, os arranjos de flores, os vestidos de flores, as pinturas de flores surgem como um forte elemento. “Seu cuidado e delicadeza tem vida no drama que diante delas se desenvolve. As cores de suas pétalas dramatizam a imagem, insinuam- se pela vida. Pela vida breve, passageira, inconstante, de nossos baldios e ingratos sentimentos amorosos… Nos arranjos florais a cor das pétalas mais constante, privilegiada, é a cor roxa. Há no português falado no Brasil a expressão popular ‘roxo de ciúme’.”

A música, por sua vez, é outro elemento importante em CAPITU E O CAPÍTULO“A trilha é feita da contribuição dos sons provenientes do instante da gravação da própria cena. Longos silêncios, pios de pássaros, passos, abalos sísmicos, trovões, castanholas, gotejar da água, roçar do vento, rangidos de madeira seca, o fervor das ondas revoltas do mar, a sonoridade de certas palavras, a sonoridade de certas imagens, cordas da viola e do violino, o samba na voz grave de Jamelão, toda essa colcha sonora de retalhos compõe a música do filme.”

Entre outras coisas, o longa ressalta a importância de Machado para a cultura brasileira, e o Brasil como um todo. “O genial escritor brasileiro, preto, nascido pobre, marcado pelo temor da epilepsia, do implacável ataque imprevisto, foi um escritor e leitor miraculoso. Leitor forte ele desborda, ultrapassa, reescreve, recria, introduz uma música de beleza nova em uma planta transplantada de outro chão”, conclui o cineasta.

CAPITU E O CAPÍTULO é uma produção da TB Produções e uma coprodução Globo Filmes, distribuído pela Pandora Filmes. No FestCine Aruanda, o longa ganhou diversos prêmios, entre eles, Melhor Filme, Direção e Prêmio da Associação Brasileira de Críticos – Abraccine, e teve estreia mundial no Festival de Roterdã.

Sinopse
Olhares, atitudes, vicissitude e passionalidade, novas e antigas percepções. Trama que permeia a inquietude trazida pelo sentimento mais primitivo que o ser humano pode experimentar, criando e sorvendo o fantasma criado pelo ciúme, desdobrando-se em intrigas capitulares criadas por Bentinho em devaneios que o tomam sobremaneira pelo amor doentio por sua Capitu.

Ficha Técnica
Direção: 
Julio Bressane
Roteiro: Julio Bressane, Rosa Dias
Produtores:  Tande Bressane, Bruno Safadi
Produtor Associado: Cacá Diegues
Coprodutora: Globo Filmes
Elenco: Mariana Ximenes, Enrique Diaz, Vladimir Brichta, Djin Sganzerla, Saulo Rodrigues, Josie Antello, Claudio Mendes
Direção de Fotografia: Lucas Barbi
Direção de Arte: Isabela Azevedo, Moa Batsow
Figurino: Daniela Aparecida Gavaldão, Luísa Horta
Montagem: Rodrigo Lima
Gênero: drama
País: Brasil
Ano: 2021
Duração: 75 minutos

Sobre Julio Bressane
Um dos maiores representantes do cinema brasileiro, Julio Bressane começou a fazer cinema como assistente de direção de Walter Lima Júnior, em 1965. Seu nome ganhou mais notoriedade após a realização do documentário sobre Maria Bethânia, cantora que estreou nacionalmente em 1965 e logo virou uma das maiores estrelas brasileiras. Em 1967, lançou sua primeira ficção, “Cara a Cara”. Em 1970, fundou a Belair Filmes em sociedade com o também cineasta Rogério Sganzerla. Eles optaram por um modelo de realizar filmes de baixo custo e produção e com isso conseguiram rodar seis longas-metragens em apenas seis meses. Bressane chegou a se exilar em Londres, no início dos anos 1970, mas voltou ao Brasil alguns anos depois e fez um filme atrás do outro, usando a chanchada e o deboche como suas principais características. Em 50 anos de carreira Julio Bressane dirigiu 60 filmes que rodaram pelos principais festivais do mundo como Cannes, Veneza, Brasilia, Rotterdã, entre muitos outros.

Sobre a TB Produções Ltda
Fundada por Tande Bressane e Bruno Safadi, a TB Produções existe desde 1998, quando produziu “São Jerônimo”, de Julio Bressane, exibido no Festival de Veneza de 1999. Em seus 25 anos de existência, a TB Produções produziu 30 longas-metragens e tem se destacado no mercado como produtora de filmes de autor, produzindo todos os últimos filmes de Julio Bressane, diretor com retrospectivas no Festival de Rotterdam, BAFICI, Turim, Valdívia e Indie Lisboa, e de Bruno Safadi, além de filmes de Noa Bressane, Rodrigo Lima e Moa Batsow. Os filmes da produtora participaram de Festivais como Cannes, Veneza, Locarno, Rotterdam, Havana, Seattle, Uruguay, Kerala (Índia), Era New Horizonts (Polônia), Sheffield (Inglaterra), IndieLisboa, Lima, Munique, Brasília, Gramado, Rio, São Paulo, Tiradentes, Recife e Bahia, tendo sido premiados em diversos deles.

Os títulos da produtora chegaram ao circuito comercial das salas de cinema:

Longas-Metragens:
Leme do Destino (2022) – Direção: Julio Bressane (concluído) 
A Longa Viagem do Ônibus Amarelo (2021) Direção: Julio Bressane (concluído)
Lilith (2020) Direção: Bruno Safadi (concluído)
Capitu e o Capítulo (2019) Direção: Julio Bressane (estreia em 27 de julho de 2023)
Sedução da Carne (2018) – Direção: Julio Bressane
Beduíno (2015) – Direção: Julio Bressane
Garoto (2015) – Direção: Julio Bressane
O Prefeito (2015) – Direção: Bruno Safadi
O Espelho (2015) – Direção: Rodrigo Lima
Origem do Mundo (2015) – Direção: Moa Batsow
O Fim de uma Era (2014) – Direção: Bruno Safadi e Ricardo Pretti
Educação Sentimental (2013) – Direção: Julio Bressane
O Uivo da Gaita (2013) – Direção: Bruno Safadi
Éden (2012) – Direção: Bruno Safadi
O Batuque dos Astros (2012) – Direção: Julio Bressane
Rua Aperana 52” (2011) – Direção: Julio Bressane
A Erva do Rato (2008) – Direção: Julio Bressane
Cleópatra (2007) – Direção: Julio Bressane
Meu nome é Dindi (2007) – Direção: Bruno Safadi
Filme de Amor (2003) (coprodutora) – Direção: Julio Bressane
Dias de Nietzsche em Turim (2001) – Direção: Julio Bressane
São Jerônimo (1999) – Direção: Julio Bressane

Curtas-Metragens:
Tabu Totem (2005) – Direção: Bruno Safadi
Uma Estrela pra Ioiô (2003) – Direção: Bruno Safadi
Nietzsche em Nice (2002) – Direção: Julio Bressane
Na Idade da Imagem (2002) – Direção: Bruno Safadi
Gosto que me Enrosco (2001) – Direção: Bruno Safadi

Sobre a Globo Filmes
Construir parcerias que viabilizam e impulsionam o audiovisual nacional para entreter, encantar e inspirar com grandes histórias brasileiras – do cinema à casa de cada um de nós. É assim que a Globo Filmes atua desde 1998. Com mais de 450 filmes no portfólio, como produtora e coprodutora, o foco é na qualidade artística e na diversidade de conteúdo, levando ao público o que há de melhor no nosso cinema: comédias, romances, infantis, dramas, aventuras e documentários. A filmografia vai de recordistas de bilheteria, como Tropa de Elite 2 e Minha Mãe é uma Peça 3 – ambos com mais de 11 milhões de espectadores – a sucessos de crítica e público como 2 Filhos de FranciscoAquariusQue Horas Ela Volta?O Palhaço e Carandiru, passando por longas premiados no Brasil e no exterior, como Cidade de Deus – com quatro indicações ao Oscar – e Bacurau, que recebeu o prêmio do Júri no Festival de Cannes. Títulos mais recentes como MarighellaTurma da Mônica: Lições e Medida Provisória fizeram o público voltar às salas pós-pandemia para prestigiar um cinema que fala a nossa língua.

Sobre a Pandora Filmes
A Pandora é uma distribuidora de filmes independentes que há 30 anos busca ampliar os horizontes da distribuição de filmes no Brasil revelando nomes outrora desconhecidos no país, como Krzysztof Kieślowski, Theo Angelopoulos e Wong Kar-Wai, e relançando clássicos memoráveis em cópias restauradas, de diretores como Federico Fellini, Ingmar Bergman e Billy Wilder. Sempre acompanhando as novas tendências do cinema mundial, os lançamentos recentes incluem “O Apartamento”, de Asghar Farhadi, vencedor do Oscar de Melhor Filme Estrangeiro; e os vencedores da Palma de Ouro de Cannes: “The Square: A Arte da Discórdia”, de Ruben Östlund e “Parasita”, de Bong Joon Ho.

Paralelamente aos filmes internacionais, a Pandora atua com o cinema brasileiro, lançando obras de diretores renomados e também de novos talentos, como Ruy Guerra, Edgard Navarro, Sérgio Bianchi, Beto Brant, Fernando Meirelles, Gustavo Galvão, Armando Praça, Helena Ignez, Tata Amaral, Anna Muylaert, Petra Costa, Pedro Serrano e Gabriela Amaral Almeida.

De Dominik Moll, A NOITE DO DIA 12 recebe pôster e trailer oficiais

De Dominik Moll, A NOITE DO DIA 12 recebe pôster e trailer oficiais

Longa de Dominik Moll acompanha um caso de feminicídio que se torna obsessão de um policial; estreia acontece no dia 12 de julho
ASSISTA AO TRAILER:
https://youtu.be/DO2z854wsrY

Conhecido por suas comédias, como “Harry Chegou Para Ajudar”, o cineasta Dominik Moll está num outro registro no premiado A NOITE DO DIA 12, que combina suspense e policial sobre um investigador tentando desvendar um caso complicado do assassinato de uma mulher. Com distribuição da Pandora Filmes, o longa, que recebe pôster e trailer oficiais, chega aos cinemas brasileiros a partir do dia 12 de julho, uma quarta-feira, estratégia para acompanhar o fatídico número 12.

Yohan (Bastien Bouillon) é um detetive de polícia obcecado pela morte de Clara, e o que começa como uma investigação da vida da vítima, se torna um caso que ele não consegue abandonar. Um interrogatório evoca outro, há vários suspeitos e muitas dúvidas. Mas uma coisa é certa, o crime aconteceu na noite do dia 12.

Na principal premiação do cinema francês, o César, A NOITE DO DIA 12 ganhou seis prêmios, entre eles Melhor Filme, Melhor Diretor e Melhor Ator Coadjuvante (para Bouli Lanners), além de receber outras quatro indicações.

Moll conta que partiu do livro da francesa Pauline Guéna, que acompanhou por um ano uma equipe de polícia em Versalhes que investiga crimes diversos, mas optou por adaptar para o filme apenas um dos casos. “Ela conta esse caso de uma jovem que foi incendiada a caminho de casa, e se tornou a obsessão de um dos detetives. Confesso que hesitei pela natureza sórdida do crime, mas após ler algumas páginas, a história começou a me assombrar, como assombra ao investigador.”

Nesse sentido, ele explica que uma das questões centrais do longa é a relação entre homens e mulheres, e isso já estava na obra da escritora Guéna após sua experiência e pesquisa em campo com a polícia. “Não é exatamente um ponto da obra dela, mas o fato de ela ser uma mulher observando homens trabalhando. Isso é um fator que se impôs a nós. E muitos casos são de feminicídio, violência de homens contra mulheres.”

Nota-se que casos sem solução é o que chama a atenção de Moll e Gilles Marchand, que assinam o roteiro do longa. Marchand, que fez uma série sobre um crime não resolvido, sabia que a verdade era um ponto central para a construção da narrativa. “Geralmente, filmes desse gênero começam com um assassinato e terminam com a revelação do assassino. E não era isso que eu queria, o que me perseguia nessa história era o mistério”, conta o diretor.

Em meio a tantos personagens masculinos, entre policiais e suspeitos, Moll confessa que criar figuras femininas fortes era importantíssimo. “Há a Clara, obviamente, a vítima cuja figura marca todo o filme, e também a melhor amiga dela Nanie, interpretada por Pauline Serieys, que leva o filme a outro lugar.”

Para fazer A NOITE DO DIA 12, além do trabalho da polícia descrito por Guéna, em seu livro, Moll contou com o apoio da polícia de Grenoble, que permitiu ao cineasta uma imersão nesse mundo, vendo de perto como eles trabalham. “Passar um tempo com eles me permitiu ser mais preciso e verdadeiro no tom do filme, conseguindo assim evitar uma espetacularização falsa do trabalho ou a busca por artificialismos. Isso me permitiu estar mais próximo do lado humano, o desconforto e a paixão que pode guiar os investigadores.”

Em sua equipa artística, A NOITE DO DIA 12 conta com o diretor de fotografia Patrick Ghiringhelli (“Geronimo”), o compositor Olivier Marguerit (“Garoto Chiffon”) e o desenhista de produção Michel Barthélémy (“O Profeta”). A produção é assinada por Caroline Benjo (“O Lagosta”), Barbara Letelliez (“Entre os Muros da Escola”), Carole Scotta (“A Chiara”) e Simon Arnal (“Coco Antes de Chanel”).

Sinopse
Diz-se que todo investigador tem um crime que o persegue, um caso que o machuca mais do que os outros, sem que ele necessariamente saiba o porquê. Para Yohan, esse caso é o assassinato de Clara.

Ficha Técnica
Direção:
 Dominik Moll
Roteiro: Gilles Marchand e Dominik Moll, inspirado no livro de Pauline Guéna
Produção: Caroline Benjo, Barbara Letelliez, Carole Scotta, Simon Arnal
Elenco: Bastien Bouillon, Bouli Lanners, Anouk Grinberg, Pauline Serieys
Direção de Fotografia: Patrick Ghiringhelli   
Desenho de Produção: Michel Barthélémy    
Trilha Sonora: Olivier Marguerit
Montagem: Laurent Rouan
Gênero: drama, suspense, policial
País: Bélgica, França
Ano: 2022
Duração: 115 minutos

SOBRE A PANDORA FILMES
A Pandora é uma distribuidora de filmes independentes que há 30 anos busca ampliar os horizontes da distribuição de filmes no Brasil revelando nomes outrora desconhecidos no país, como Krzysztof Kieślowski, Theo Angelopoulos e Wong Kar-Wai, e relançando clássicos memoráveis em cópias restauradas, de diretores como Federico Fellini, Ingmar Bergman e Billy Wilder. Sempre acompanhando as novas tendências do cinema mundial, os lançamentos recentes incluem “O Apartamento”, de Asghar Farhadi, vencedor do Oscar de Melhor Filme Estrangeiro; e os vencedores da Palma de Ouro de Cannes: “The Square: A Arte da Discórdia”, de Ruben Östlund e “Parasita”, de Bong Joon Ho.

Paralelamente aos filmes internacionais, a Pandora atua com o cinema brasileiro, lançando obras de diretores renomados e também de novos talentos, como Ruy Guerra, Edgard Navarro, Sérgio Bianchi, Beto Brant, Fernando Meirelles, Gustavo Galvão, Armando Praça, Helena Ignez, Tata Amaral, Anna Muylaert, Petra Costa, Pedro Serrano e Gabriela Amaral Almeida.

Vencedor do César de Melhor Filme, A NOITE DO DIA 12 estreia no dia 12 de julho

Vencedor do César de Melhor Filme, A NOITE DO DIA 12 estreia no dia 12 de julho

Longa de Dominik Moll acompanha um caso de feminicídio que se torna obsessão de um policial
(Crédito: Fanny de Gouville)

Conhecido por suas comédias, como “Harry Chegou Para Ajudar”, o cineasta Dominik Moll está num outro registro no premiado A NOITE DO DIA 12, que combina suspense e policial sobre um investigador tentando desvendar um caso complicado do assassinato de uma mulher. Com distribuição da Pandora Filmes, o longa chega aos cinemas brasileiros a partir do dia 12 de julho, uma quarta-feira, estratégia para acompanhar o fatídico número 12.

Yohan (Bastien Bouillon) é um detetive de polícia obcecado pela morte de Clara, e o que começa como uma investigação da vida da vítima, se torna um caso que ele não consegue abandonar. Um interrogatório evoca outro, há vários suspeitos e muitas dúvidas. Mas uma coisa é certa, o crime aconteceu na noite do dia 12.

Na principal premiação do cinema francês, o César, A NOITE DO DIA 12 ganhou seis prêmios, entre eles Melhor Filme, Melhor Diretor e Melhor Ator Coadjuvante (para Bouli Lanners), além de receber outras quatro indicações.

Moll conta que partiu do livro da francesa Pauline Guéna, que acompanhou por um ano uma equipe de polícia em Versalhes que investiga crimes diversos, mas optou por adaptar para o filme apenas um dos casos. “Ela conta esse caso de uma jovem que foi incendiada a caminho de casa, e se tornou a obsessão de um dos detetives. Confesso que hesitei pela natureza sórdida do crime, mas após ler algumas páginas, a história começou a me assombrar, como assombra ao investigador.”

Nesse sentido, ele explica que uma das questões centrais do longa é a relação entre homens e mulheres, e isso já estava na obra da escritora Guéna após sua experiência e pesquisa em campo com a polícia. “Não é exatamente um ponto da obra dela, mas o fato de ela ser uma mulher observando homens trabalhando. Isso é um fator que se impôs a nós. E muitos casos são de feminicídio, violência de homens contra mulheres.”

Nota-se que casos sem solução é o que chama a atenção de Moll e Gilles Marchand, que assinam o roteiro do longa. Marchand, que fez uma série sobre um crime não resolvido, sabia que a verdade era um ponto central para a construção da narrativa. “Geralmente, filmes desse gênero começam com um assassinato e terminam com a revelação do assassino. E não era isso que eu queria, o que me perseguia nessa história era o mistério”, conta o diretor.

Em meio a tantos personagens masculinos, entre policiais e suspeitos, Moll confessa que criar figuras femininas fortes era importantíssimo. “Há a Clara, obviamente, a vítima cuja figura marca todo o filme, e também a melhor amiga dela Nanie, interpretada por Pauline Serieys, que leva o filme a outro lugar.”

Para fazer A NOITE DO DIA 12, além do trabalho da polícia descrito por Guéna, em seu livro, Moll contou com o apoio da polícia de Grenoble, que permitiu ao cineasta uma imersão nesse mundo, vendo de perto como eles trabalham. “Passar um tempo com eles me permitiu ser mais preciso e verdadeiro no tom do filme, conseguindo assim evitar uma espetacularização falsa do trabalho ou a busca por artificialismos. Isso me permitiu estar mais próximo do lado humano, o desconforto e a paixão que pode guiar os investigadores.”

Em sua equipa artística, A NOITE DO DIA 12 conta com o diretor de fotografia Patrick Ghiringhelli (“Geronimo”), o compositor Olivier Marguerit (“Garoto Chiffon”) e o desenhista de produção Michel Barthélémy (“O Profeta”). A produção é assinada por Caroline Benjo (“O Lagosta”), Barbara Letelliez (“Entre os Muros da Escola”), Carole Scotta (“A Chiara”) e Simon Arnal (“Coco Antes de Chanel”).

Sinopse
Diz-se que todo investigador tem um crime que o persegue, um caso que o machuca mais do que os outros, sem que ele necessariamente saiba o porquê. Para Yohan, esse caso é o assassinato de Clara.

Ficha Técnica
Direção:
 Dominik Moll
Roteiro: Gilles Marchand e Dominik Moll, inspirado no livro de Pauline Guéna
Produção: Caroline Benjo, Barbara Letelliez, Carole Scotta, Simon Arnal
Elenco: Bastien Bouillon, Bouli Lanners, Anouk Grinberg, Pauline Serieys
Direção de Fotografia: Patrick Ghiringhelli   
Desenho de Produção: Michel Barthélémy    
Trilha Sonora: Olivier Marguerit
Montagem: Laurent Rouan
Gênero: drama, suspense, policial
País: Bélgica, França
Ano: 2022
Duração: 115 minutos

SOBRE A PANDORA FILMES
A Pandora é uma distribuidora de filmes independentes que há 30 anos busca ampliar os horizontes da distribuição de filmes no Brasil revelando nomes outrora desconhecidos no país, como Krzysztof Kieślowski, Theo Angelopoulos e Wong Kar-Wai, e relançando clássicos memoráveis em cópias restauradas, de diretores como Federico Fellini, Ingmar Bergman e Billy Wilder. Sempre acompanhando as novas tendências do cinema mundial, os lançamentos recentes incluem “O Apartamento”, de Asghar Farhadi, vencedor do Oscar de Melhor Filme Estrangeiro; e os vencedores da Palma de Ouro de Cannes: “The Square: A Arte da Discórdia”, de Ruben Östlund e “Parasita”, de Bong Joon Ho.

Paralelamente aos filmes internacionais, a Pandora atua com o cinema brasileiro, lançando obras de diretores renomados e também de novos talentos, como Ruy Guerra, Edgard Navarro, Sérgio Bianchi, Beto Brant, Fernando Meirelles, Gustavo Galvão, Armando Praça, Helena Ignez, Tata Amaral, Anna Muylaert, Petra Costa, Pedro Serrano e Gabriela Amaral Almeida.