Steve McQueen discute sobre raça e gênero em filme exibido no Festival de Toronto

Steve McQueen discute sobre raça e gênero em filme exibido no Festival de Toronto

Viola Davis é a protagonista de ‘As Viúvas’, novo filme de Steve McQuenn. Crédito: Adoro Cinema

Um grupo de mulheres se reúne e luta para superar todo tipo de desconfiança para concretizar um roubo. “As Viúvas”, thriller protagonizado por Viola Davis, segue a mesma premissa de “Oito Mulheres e um Segredo”, mas subverte as regras desse gênero de filmes ao encená-lo numa Chicago segregada e entregue às gangues.

O diretor Steve McQueen, que não lançava um filme desde “12 Anos de Escravidão” (2013), faz seu filme funcionar também como crônica das tensões sociais na América de Trump.

A produção, que estreou no Festival de Toronto, abre com uma cena de um beijo lânguido entre Davis e Liam Neeson, que na tela interpretam Veronica e Harry. O que se anuncia como a utopia da miscigenação será posto abaixo na cena seguinte —uma perseguição policial que termina com a morte do marido e de seus capangas.

Veronica, agora viúva, não só percebe que mantinha uma vida luxuosa graças às atividades espúrias do esposo como descobre que herdou também uma dívida milionária. O que Harry roubara, e acabou perdido no malfadado assalto, foram milhões que pertenciam à campanha de um candidato a vereador, negro e líder de uma gangue.

Ameaçada, a protagonista se une às viúvas dos demais capangas de seu ex-marido para armar um novo assalto. A preparação para o crime envolve se intrometer numa corrupta campanha eleitoral.

Daniel Kaluuya, indicado ao Oscar por “Corra!”, interpreta o violento braço-direito do candidato a vereador (Brian Tyree-Henry). Colin Farrell faz seu rival político, corrupto à sua maneira e herdeiro de uma família branca que corre o risco de perder seu reinado de décadas naquele bairro.

“As Viúvas”, com estreia prevista para novembro no Brasil, é o primeiro thriller dirigido por McQueen.

Fonte: Folha de S. Paulo

Por: Cesar Augusto Mota

 

 

Marcha em Toronto pede mais oportunidades para cineastas mulheres

Marcha em Toronto pede mais oportunidades para cineastas mulheres

Centenas de mulheres, entre cineastas, atrizes e entusiastas, realizaram uma marcha que tomou a John Street, rua na qual ocorre alguns dos eventos do Festival de Toronto. A caminhada, que  se deu na manhã deste sábado (8), pedia igualdade de condições ao sexo feminino numa indústria marcada por seu machismo histórico.

“Por que estamos treinando as novas gerações a ter preconceito de gênero?”, questionou a atriz Geena Davis à multidão. À frente do instituto que leva seu nome, a protagonista de “Thelma & Louise” defende uma equiparação salarial entre os sexos.

Em 2018,  pouco mais de um terço dos filmes da programação do Festival de Toronto tem mulheres à frente da direção —superior à média dos eventos europeus.

Porém,  na indústria em geral, a proporção é bem inferior: somente 4% das 1.100 maiores bilheterias entre 2007 e 2017 tem diretoras, segundo levantamento da Universidade do Sul da Califórnia, em Annenberg.

O Festival de Toronto segue a todo vapor e vai até o próximo domingo, 16 de setembro.

Fonte: Folha de S. Paulo

Crédito da foto: Los Angeles Times

Por: Cesar Augusto Mota

Filme de época ‘Legítimo Rei’ abre Festival de Toronto

Filme de época ‘Legítimo Rei’ abre Festival de Toronto

A Netflix conquistou 190 países, mas não consegue conquistar a Academia de Artes e Ciências Cinematográficas dos Estados Unidos. Apesar de todos os esforços e investimentos do serviço de streaming, ela ainda tem encontrado resistência, mesmo tendo faturado este ano a estatueta de melhor documentário,  por ‘Ícaro’.

Após ser barrada do Festival de Cannes, que cedeu à pressão de exibir somente filmes que passarão nas salas de exibição, o serviço de vídeo sob demanda foi recebido de braços abertos pelo Festival de Toronto, com a mostra canadense reservando à Netflix a sua sessão de abertura. “Legítimo Rei” (Outlaw King),  filme de época dirigido por David Mackenzie, abriu o evento em uma de suas salas mais nobres, o Princess of Wales.

A trama acompanha a trajetória de Robert The Bruce (Chris Pine), nobre escocês que no século 14 se insurgiu contra o domínio inglês e instaurou a independência do país.

Mackenzie (“A Qualquer Custo”) mostra que teve preocupação e zelo em recriar a Escócia da época, por onde o protagonista transita recrutando soldados sob o mote de que é “o rei do povo, e não o da terra”.

A Netflix marca presença em Toronto com outros sete títulos. Além do filme de época “Legítimo Rei”, ela aposta em documentários (“Quincy”), dramas intimistas (“The Land of Steady Habits”), longas em língua estrangeira (“Roma”) e em histórias ancoradas na interpretação, como é o caso de “The Kindergarten Teacher”.

 O Festival de Cinema de Toronto ocorre até o próximo dia 16 de setembro.

A  chegada de ‘Legítimo Rei’ à Netflix Brasil está prevista para o dia o 9 de novembro.

Crédito da foto: David Eustace/Netflix

Fonte: Folha de S. Paulo

Por: Cesar Augusto Mota

Festival de Toronto começa nesta quinta, 6, com títulos que podem ser destaque no Oscar

Festival de Toronto começa nesta quinta, 6, com títulos que podem ser destaque no Oscar

Todos os anos, o Festival de Toronto, ao lado dos festivais de Veneza (Itália) e Telluride (EUA) funciona como uma espécie de pontapé inicial da temporada de premiações. Para que todos tenham uma ideia, em 2017, Toronto foi responsável por exibir nada menos que cinco filmes indicados ao Oscar 2018: A Forma da Água, Lady Bird – A Hora de Voar, Três Anúncios Para um Crime, Me Chame Pelo Seu Nome e O Destino de uma Nação.

E a seleção de 2018 também promete. Teremos Lady Gaga soltando a voz ao lado de Bradley Cooper no musical Nasce uma Estrela; Ryan Gosling pisando na lua em O Primeiro Homem, do mesmo diretor de La La Land; Novo trabalho nas telonas do criador de This is Us; Drama com Steve Carell e Timothée Chalamet; Viola Davis sob direção de Steve McQueen; e muito mais.

A mostra canadense também sediará exibições de gala e sessões especiais de outros badalados títulos, incluindo Roma, de Alfonso Cuarón; If Beale Street Could Talk, do vencedor do Oscar, Barry Jenkins; o Nasce Uma Estrela de Bradley Cooper; o novo suspense de Steve McQueen, As Viúvas; High Life, a estreia em língua inglesa da realizadora francesa Claire Denis; Todos Lo Saben, de Asghar Farhadi; e inúmeros destaques da Croisette, tais como Assunto de Família(Hirokazu Kore-eda), o grande vencedor da Palma de Ouro, Burning (L​ee Chang-dong), Guerra Fria (Pawel Pawlikowski) e Capharnaüm (Nadine Labaki), entre outros.

O Poltrona ficará atento ao Festival de Toronto que vai de 6 a 16 de setembro e promete muitas surpresas.

Fonte: Adoro Cinema

Por Anna Barros