‘Mormaço’, de Marina Meliande, tem estreia nacional no Festival de Gramado

‘Mormaço’, de Marina Meliande, tem estreia nacional no Festival de Gramado

Longa traz Marina Provenzzano no papel de uma jovem advogada que luta contra as remoções dos Jogos Olímpicos do Rio

Primeiro longa-metragem solo de Marina Meliande, “MORMAÇO” estreará no Brasil na mostra competitiva do Festival de Gramado, que acontece de 16 a 25 de agosto, após exibições em festivais pela França, Alemanha e Holanda. Roteirizado pela própria Marina, em parceria com Felipe Bragança, o longa traz Ana (Marina Provenzzano) como protagonista. A jovem advogada carioca se divide entre seu trabalho em uma comunidade prestes a ser despejada por conta dos Jogos Olímpicos do Rio, um novo amor e uma doença misteriosa. O longa teve estreia mundial na competição oficial do Festival Internacional de Cinema de Roterdã, no início do ano.

“Estou muito feliz que a estreia brasileira de Mormaço seja em um Festival tão importante como Gramado. O filme vai levar um pouco do verão carioca e da história recente do Rio para a Serra Gaúcha” diz a diretora.

A dupla de roteiristas já trabalhou junta em outros projetos e assina a direção de longas como “A fuga da Mulher Gorila”, que estreou no Festival de Locarno 2009, e “A Alegria”, que esteve na Quinzena dos Realizadores, no Festival de Cannes 2010. Além de Marina Provenzzano (que também estará presente em Gramado no filme de abertura, “O Grande Circo Místico”, de Cacá Diegues), o elenco conta com o estreante Pedro Gracindo, neto de Paulo Gracindo e filho de Gracindo Jr., Diego de Abreu, Analu Prestes, Igor Angelkorte e Sandra Souza.

“MORMAÇO” é uma produção da Duas Mariolas e Enquadramento Produções e foi desenvolvido com o suporte da Résidence da Cinefondation, promovida pelo Festival de Cannes, e do Hubert Bals Fund, promovido pelo Festival de Roterdã. Além disso, o projeto foi o vencedor do Brasil CineMundi, da Mostra CineBH, e foi realizado com recursos do Fundo Setorial do Audiovisual, na linha dedicada a longas-metragens com propostas de linguagem inovadora e relevância artística. O longa será distribuído pela Vitrine Filmes.

Sinopse:

Rio de Janeiro, 2016. O verão mais quente da história. A cidade está se preparando para os Jogos Olímpicos. Ana, uma defensora pública de 32 anos, trabalha na defesa de uma comunidade ameaçada de remoção pelas obras do Parque Olímpico. Enquanto isso, misteriosas manchas roxas, similares a fungos, aparecem em seu corpo. Coisas estranhas começam a acontecer na cidade e no corpo de Ana. A temperatura sobe, criando uma atmosfera úmida e sufocante. O mormaço acumula, abrindo caminho para uma forte chuva.

FICHA TÉCNICA

Direção – Marina Meliande
Roteiro – Felipe Bragança e Marina Meliande
Produção – Leonardo Mecchi
Empresas Produtoras – Duas Mariola Filmes e Enquadramento Produções
Direção de Fotografia – Glauco Firpo
Som – Valéria Ferro
Direção de Arte – Dina Salem Levy
Figurino – Gabriela Campos
Maquiagem – Mari Figueiredo
Desenho de Som e Música Original – Edson Secco
Elenco – Marina Provenzzano, Pedro Gracindo, Diego de Abreu, Analu Prestes, Igor Angelkorte, Sandra Souza, Jéssica Barbosa

SOBRE A DIRETORA

Marina Meliande nasceu em 1980 no Rio de Janeiro, Brasil. Cineasta e montadora formada pela Universidade Federal Fluminense, dirigiu, em parceria com Felipe Bragança, alguns filmes exibidos em festivais internacionais: dois curtas, Por Dentro de uma Gota D’água e O Nome dele (o clóvis), além da Trilogia Coração no Fogo, composta pelos longas A Fuga da Mulher Gorila, lançado no Festival de Locarno 2009; A Alegria – lançado na Quinzena dos Realizadores, Festival de Cannes 2010; Desassossego, filme das maravilhas – filme coletivo, lançado no Festival de Roterdã em 2011. Nos anos de 2007 a 2009, Marina foi artista residente do Centro de Arte Contemporânea Le Fresnoy (França), onde realizou duas videoinstalações: Lettres au Vieux Monde e L’Image qui reste. Como montadora, trabalhou em mais de 40 filmes, entre eles, Girimunho e Histórias que só existem quando lembradas. Atualmente, lança seu primeiro longa-metragem solo Mormaço, com o apoio da Résidence da Cinefondation, promovida pelo Festival de Cannes, e do Hubert Bals Fund, do Festival de Roterdã.

SOBRE AS PRODUTORAS

DUAS MARIOLA

DUAS MARIOLA é uma produtora cooperativa carioca formada em 2006 por seis realizadores de cinema. Sediada no Rio de Janeiro, é formada por cineastas premiados em festivais nacionais e internacionais e pretende se tornar um pequeno pólo de reunião e realização cinematográfica, estando aberta a colaborar com outros realizadores e produtores em busca de alternativas criativas ao modelo de produção do audiovisual no Brasil, assim como de propostas cuja ousadia parta de um mesmo ponto em comum e irrevogável: o entusiasmo pelos filmes e pelo cinema.

Nos últimos anos se dedicou à produção de Mostras Cinematográficas e à produção de filmes. Realizou ou corealizou alguns longas metragens com grande repercussão internacional, entre eles: No Meu Lugar, coprodução com a VideoFilmes, com direção de Eduardo Valente, com estreia na Seleção Oficial do Festival de Cannes 2009; A fuga da Mulher Gorila, direção de Felipe Bragança e Marina Meliande, com estreia no Festival de Locarno 2009; A Alegria, direção de Felipe Bragança e Marina Meliande, com estreia na Quinzena dos Realizadores, no Festival de Cannes 2010; Desassossego, filme de direção coletiva, com estreia no Festival de Rotterdam em 2011. Todos os longas citados tiveram ampla participação em importantes Festivais Brasileiros e tiveram distribuição em salas comerciais.  Além dos longa- metragens, a Duas Mariola também produziu cerca de dez curtas-metragens com presença em festivais como CANNES, VENEZA e OBERHAUSEN, entre outros.

A DUAS MARIOLA pretende ainda contribuir cotidianamente para a maior visibilidade do audiovisual brasileiro, assim como na diversificação do universo cinéfilo do país e, para isso, se dedica também à realização de mostras, festivais e ciclos de debates sobre cinema e audiovisual.

ENQUADRAMENTO PRODUÇÕES

Enquadramento Produções é uma produtora brasileira de filmes independentes, com sede em São Paulo, focada no desenvolvimento e produção de projetos culturais e cinematográficos, principalmente primeiro e segundo longas-metragens de cineastas promissores. Entre suas produções estão trabalhos selecionados para importantes festivais nacionais e internacionais, como Cannes, Roterdã, Viennale, FidMarseille, BAFICI, Tiradentes e Gramado.

Entre as produções atuais estão o recém-lançado Los Silencios, de Beatriz Seigner (Festival de Cannes – Quinzena do Diretor, uma coprodução Brasil-França-Colômbia) e Mormaço, de Marina Meliande (Festival de Roterdã e Toulouse); A Morte Habita à Noite, de Eduardo Morotó (em pós-produção, Cinéma en Développement); e A Febre, de Maya Da-Rin (atualmente em produção, coprodução Brasil-França-Alemanha que participou do TFL’s Script & Pitch e FrameWork, e contou com apoios do Aide aux Cinémas du Monde, World Cinema Fund, Hubert Bals Fund e TFL’s Coproduction Award).

Seu sócio majoritário, Leonardo Mecchi, trabalhou nos últimos 10 anos como produtor de longas-metragens como Obra, de Gregório Graziosi (Roma, Toronto e Prêmio da Crítica no Festival do Rio); Super Nada, de Rubens Rewald (Melhor Filme no Festival do Rio e Melhor Ator no Festival de Gramado); e Quebradeiras, de Evaldo Mocarzel (Melhor Documentário do Festival de Toulouse e Melhor Diretor, Diretor de Fotografia e Som no Festival de Brasília). Atua também como curador, júri e produtor de mostras e festivais. É também produtor associado do documentário O Processo, de Maria Augusta Ramos (Festival de Berlim 2018).

SOBRE A VITRINE FILMES

Em oito anos, a Vitrine Filmes distribuiu mais de 120 filmes. Entre seus maiores sucessos, estão “Aquarius” e “O Som ao Redor”, de Kleber Mendonça Filho, “Hoje Eu Quero Voltar Sozinho”, de Daniel Ribeiro, e o americano “Frances Ha”, dirigido por Noah Baumbach, indicado ao Globo de Ouro, em 2014. Em 2017, a Vitrine lançou “O Filme da Minha Vida”, terceiro longa do ator e diretor Selton Mello, e “Divinas Divas”, dirigido por Leandra Leal, o documentário mais visto no ano.

‘Como Nossos Pais’ se destaca e leva seis prêmios no Festival de Gramado

‘Como Nossos Pais’ se destaca e leva seis prêmios no Festival de Gramado

Chegou ao fim na noite de ontem (26/08) o 45º Festival de Gramado, com cerimônia de premiação realizada no Palácio dos Festivais. Ao todo, 44 filmes participaram da mostra competitiva, entre curtas e longas-metragens, nacionais e estrangeiros.

O grande vencedor foi o filme ‘Como nossos Pais’, da cineasta Laís Bodanzky, que conquistou seis kikitos, dentre eles de melhor longa-metragem, direção, ator, atriz principal, atriz coadjuvante e melhor montagem (Rodrigo Menecucci).

Outro destaque foi o filme ‘As Duas Irenes’, do diretor Fábio Meira. A produção levou para casa três prêmios: melhor ator coadjuvante (Marco Ricca), roteiro (Fábio Meira) e direção de arte (Fernanda Carlucci). Alguns prêmios especiais foram concedidos na cerimônia, para o filme ‘Bio’, produção gaúcha que reuniu 39 atores sem se contracenarem entre si, com prêmio especial do júri pelo conjunto do elenco, além de Paulo Betti e Eliane Giardini, homenageados pela contribuição que deram ao cinema, televisão e teatro.

Dentre os filmes estrangeiros, a vitória foi do longa argentino ‘Sinfonia para Ana’, de Virna Molina e Ernesto Ardito. O kikito de melhor curta foi para ‘A Gis’, de Thiago Carvalhaes.

Veja a lista completa dos premiados abaixo:

LONGAS-METRAGENS BRASILEIROS

Melhor Filme: “Como Nossos Pais”, de Laís Bodanzky
Melhor Direção: Laís Bodanzky, por “Como Nossos Pais”
Melhor Atriz: Maria Ribeiro, por “Como Nossos Pais”
Melhor Ator: Paulo Vilhena, por “Como Nossos Pais”
Melhor Atriz Coadjuvante: Clarisse Abujamra, por “Como Nossos Pais”
Melhor Ator Coadjuvante: Marco Ricca, por “As Duas Irenes”
Melhor Roteiro: Fábio Meira, por “As Duas Irenes”
Melhor Fotografia: Fabrício Tadeu, por “O Matador”
Melhor Montagem: Rodrigo Menecucci, por “Como Nossos Pais”
Melhor Trilha Musical: Ed Côrtes, por “O Matador”
Melhor Direção de Arte: Fernanda Carlucci, por “As Duas Irenes”
Melhor Desenho de Som: Augusto Stern e Fernando Efron, por “Bio”
Melhor Filme – Júri Popular: “Bio”, de Carlos Gerbase
Melhor Filme – Júri da Crítica: “As Duas Irenes”, de Fabio Meira
Prêmio Especial do Júri: Carlos Gerbase, pela direção dos 39 atores e atrizes em “Bio”
Prêmio Especial do Júri – Troféu Cidade de Gramado: Paulo Betti e Eliane Giardini, pela contribuição à arte dramática no teatro, televisão e cinema brasileiros

LONGAS-METRAGENS ESTRANGEIROS

Melhor Filme: “Sinfonia Para Ana”, de Virna Molina e Ernesto Ardito
Melhor Direção: Federico Godfrid, por “Pinamar”
Melhor Atriz: Katerina D’Onofrio, por “La Ultima Tarde”
Melhor Ator: Juan Grandinetti e Agustín Pardella, por “Pinamar”
Melhor Roteiro: Joel Calero, por “La Ultima Tarde”
Melhor Fotografia: Fernando Molina, por “Sinfonia Para Ana”
Melhor Filme – Júri Popular: “Mirando al Cielo”, de Guzman García
Melhor Filme – Júri da Crítica: “Pinamar”, de Federico Godfrid
Prêmio Especial do Júri: “Los Niños”, de Maite Alberdi

CURTAS-METRAGENS BRASILEIROS

Melhor Filme: “A Gis”, de Thiago Carvalhaes
Melhor Direção: Calí dos Anjos, por “Tailor”
Melhor Atriz: Sofia Brandão, por “O Espírito do Bosque”
Melhor Ator: Nando Cunha, por “Telentrega”
Melhor Roteiro: Carolina Markowicz, por “Postergados”
Melhor Fotografia: Pedro Rocha, por “Telentrega”
Melhor Montagem: Beatriz Pomar, por “A Gis”
Melhor Trilha Musical: Dênio de Paula, por “O Violeiro Fantasma”
Melhor Direção de Arte: Wesley Rodrigues, por “O Violeiro Fantasma”
Melhor Desenho de Som: Fernando Henna e Daniel Turini, por “Caminho dos Gigantes”
Melhor Filme – Júri Popular: “A Gis”, de Thiago Carvalhaes
Melhor Filme – Júri da Crítica: “O Quebra-Cabeça de Sara”, de Allan Ribeiro
Prêmio Canada 150 de Jovens Cineastas: Calí dos Anjos (“Tailor”)
Prêmio Canal Brasil de Curtas: “O Quebra-Cabeça de Sara”, de Allan Ribeiro
Prêmio Especial do Júri: “Cabelo Bom”, de Swahili Vidal e Claudia Alves

Por: Cesar Augusto Mota