Poltrona Séries: Emily em Paris-5ª Temporada/Cesar Augusto Mota

Poltrona Séries: Emily em Paris-5ª Temporada/Cesar Augusto Mota

Turismo, negócios, luxo e muitas belezas naturais. Quem acompanhou “Emily em Paris”, no serviço de streaming Netflix, notou tudo isso e histórias com reviravoltas, envolvendo relacionamentos e mudanças profissionais da protagonista, viva por Lily Collins. Desta vez, o palco muda e surge um novo amor na vida de Emily Cooper, teremos novas surpresas?

Emily se muda para Roma para liderar a filial da Agência Grateau, mas ainda se sente observada por todos a sua volta, como nas temporadas anteriores. Ela engata um romance com Marcelo Muratori, herdeiro de uma fábrica de cachecóis. Emily goza de menos autonomia no trabalho e enfrenta novas frustrações e desastrosas campanhas de marketing.

Ter respostas para tudo e as soluções ideais para todos os problemas são características evidentes de Emily, mas ela passa por uma transformação esta temporada e quem tinha ojeriza passa a ter empatia pela protagonista. Artigos de luxo e grandes desfiles também ganham espaço, além de alguns romances envolvendo os personagens secundários, inclusive de Sylvie, a chefe de Emily.

Roma é um novo personagem, uma cidade inspiradora, no qual o amor pulsa e as amizades afloram, tendo duas pessoas do passado de Emily retornado para essa sequência, gerando muitas surpresas. Os figurinos utilizados possuem cores vibrantes, são atrações à parte e empolgam o público feminino, que se mobiliza para ver as novidades da temporada. A quinta temporada traz a essência do começo da série, e também mudanças pontuais que irão agradar ao público.

Envolvente, surpreendente e imprevisível. “Emily em Paris” tenta trazer algumas novidades e deixar para trás as rejeições em decorrência de como os franceses e a cultura francesa foram retratados.  Uma temporada mais amistosa e convidativa.

Cotação: 4/5 poltronas.  

Por: Cesar Augusto Mota

Poltrona Séries: Emily em Paris-2ª Temporada/ Cesar Augusto Mota

Poltrona Séries: Emily em Paris-2ª Temporada/ Cesar Augusto Mota

Aclamada por diversos públicos ao redor do mundo e criticada por muitos franceses, a série ‘Emily em Paris’, da Netflix, está de volta. A protagonista, vivida por Lily Collins, estava ainda se adaptando à Cidade-Luz e aos costumes locais e também à empresa de marketing do ramo da moda, a Savoir em sua primeira temporada. Sua inexperiência e a falta de intimidade com o idioma e costumes locais foram seus problemas iniciais, porém bem contornados. Na sequência da história, em sua segunda temporada, a produção trouxe novos desafios para a personagem central.

Mais entrosada com seus companheiros de trabalho, Emily tem a nova missão de conseguir captar novos adeptos e lidar com a chegada da chefe do grupo que controla a Savoir, o que não será fácil. Há uma antiga rixa entre dois clientes de peso, o que a protagonista desconhece, e acaba por colocar ambos frente a frente, causando uma verdadeira saia justa. Na área pessoal, Emily tenta se acertar com seu vizinho Gabriel e a amiga Camilly, namorada deste. E para trazer mais emoções e intrigas, chega um novo personagem, Alfie, colega de Emily do curso de francês, que soa ser irritante inicialmente, mas que aos poucos vai mexer com os sentimentos da garota.

A história, além de instigante e com boas reviravoltas, mostra ao público o quão é importante se tomar decisões na vida e se realizar o que deseja, não importando se vai agradar ou não os outros. Emily se vê encurralada em momentos cruciais e não sabe se dá um passo adiante ou dois para trás. Porém, ocorre um momento de amadurecimento e ela toma uma decisão importante, porém não revelada nessa sequência, garantindo um gancho para uma próxima temporada.

Além das transformações pelas quais passa a protagonista, o espectador passa a conhecer um pouco mais sobre Mindy, melhor amiga de Emily, com revelações importantes sobre seu passado e as belíssimas apresentações dela como vocalista de uma banda. Um talento nato, que ela questiona em momentos de fraqueza e também ao relembrar de quando participou de um reality show em Shangai, sua terra natal.

Outro atrativo está nas locações, pois além de Paris, a segunda temporada se passa em St. Tropez e termina em Versalhes. Um verdadeiro deleite para quem vai ficar em casa nesse fim de ano e em tempos difíceis. Emily em Paris acerta a mão nessa nova temporada, além de proporcionar belas paisagens e uma história cheia de surpresas.

Cotação: 5/5 poltronas.

Por: Cesar Augusto Mota

Poltrona Séries: Emily em Paris-1ª Temporada/ Cesar Augusto Mota

Poltrona Séries: Emily em Paris-1ª Temporada/ Cesar Augusto Mota

Você curte séries que trazem comédias românticas em uma bonita cidade como palco das principais ações? Paris, a Cidade-Luz, é bastante inspiradora por conta de suas paisagens, a moda e as belas obras de suas galerias de arte. Ela é tida como uma das cidades mais excitantes do mundo e bastante instigante para as pessoas, conseguindo despertar o que há de melhor em cada um. ‘Emily em Paris’ traz esses ingredientes, além de situações inusitadas e alguns clichês que são impostos ao povo francês, em dez episódios com média de trinta minutos cada, em sua primeira temporada.

Acompanhamos Emily Cooper (Lily Collins), uma jovem executiva de marketing que mora em Chicago, que acaba por conseguir inesperadamente seu emprego dos sonhos em Paris. A empresa na qual trabalha adquire a agência francesa Savouir e ela é encarregada de revitalizar as estratégias de marketing nas redes sociais. A nova vida de Emily é recheada de aventurasse desafios enquanto ela tenta conquistar os colegas de trabalho, fazer novos amigos e viver novos amores.

Logo de cara nos deparamos e nos divertimos com o jeito extrovertido de ser da protagonista, que tem respostas para tudo, mas se ilude que tudo será fácil para ela em sua nova vida. A começar pelo idioma, Emily vai para Paris sem saber uma palavra em francês, e recorre aos recursos tecnológicos para poder se virar na capital francesa. Em seguida, ela imagina que vai ser bem recebida pelos funcionários da Savouir e que eles estão dispostos a ouvir todas as propostas que ela tem para a agência. Por fim, ela enfrenta diversos perrengues em seu apartamento alugado, em um prédio velho, sem elevador e com encanamento desgastado.

A narrativa apresenta uma história descompromissada e para fazer o espectador se desconectar da realidade por alguns momentos, e consegue na maior parte das vezes. Além disso, há personagens secundários com arcos bem interessantes, como a chinesa Mindy, primeira amiga que Emily faz, que sai de seu país para trabalhar como babá e que enterra por alguns anos seu sonho de ser cantora, após virar meme em um reality show. Temos também a francesa Camily, que trabalha em uma galeria de arte e vai ser uma importante aliada no trabalho de Emily e uma grande revelação no meio da trama, além do chef Gabriel, vizinho de Emily no andar de baixo e com quem ela vai viver momentos intensos na história.

A série impressiona pela proatividade e jeito espontâneo de Emily, que consegue dobrar facilmente alguns potenciais clientes da agência e um jogo de cintura forte com a chefe Silvye, que não tem interesse em se aproximar da jovem e não avê com capacidade de fazer o marketing da empresa crescer, e fica o tempo todo dizendo que em breve Emily vai voltar para sua cidade natal. Mas há uma retratação exagerada dos franceses, eles são mostrados da forma como Hollywood os enxerga, como pessoas que não aceitam regras e mal-humoradas, o que pode incomodar alguns. Há apenas uma visão que é mostrada acerca de Paris e de sua população, um estereótipo que tem gerado críticas e discordâncias, mas com uma resposta positiva do elenco e da audiência no Brasil.

Mesmo não sendo uma unanimidade, ‘Emily em Paris’ traz um enredo descontraído, personagens carismáticos e importantes lições sobre a vida. Deve-se sempre dar o seu melhor, mas antes ser suscetível aos riscos que as escolhas podem causar e ficar por dentro daquele novo universo no qual quer se inserir. Emily acerta sua mão em várias ocasiões, erra em outras, mas sempre disposta a arriscar e encontrar sua felicidade.

Cotação: 3,5/5 poltronas.

Por: Cesar Augusto Mota