Premiado no Festival do Rio e dirigido por Lô Politi, SOL estreia nos cinemas em 8 de dezembro

Premiado no Festival do Rio e dirigido por Lô Politi, SOL estreia nos cinemas em 8 de dezembro

Com Rômulo Braga e Everaldo Pontes no elenco, o longa aborda questões familiares e de afetos
Foto - Filme A Mãe

Chega aos cinemas no próximo dia 08 o longa SOL, de Lô Politi, que tem em seu currículo “Jonas” e “Alvorada”, e está finalizando o longa ficção sobre Gal Costa, “Meu nome é Gal”. SOL estreou na Mostra de Cinema em São Paulo do ano passado, e também foi exibido no Festival do Rio, de onde saiu com o prêmio de atuação para Rômulo Braga. Rômulo também foi premiado como melhor ator no BRICS Film festival, na China, no Inffnito Film Festival, em Miami.  A produção é assinada pela Muiraquitã Filmes e pela Dramatica Filmes, e a distribuição é da Paris Filmes, e chega aos cinemas em 08 de dezembro.

A trama traz a história de Theo (Braga), um homem tentando reatar conexões de sua vida. Depois de um ano sem a ver, ele está novamente com sua filha pequena, Duda (a estreante Malu Landim), mas o passado bate à sua porta. Telefonemas insistentes de uma desconhecida avisam que seu pai, Theodoro (Everaldo Pontes), está em estado delicado num hospital, numa pequena cidade do interior da Bahia. 

Desse reencontro, feridas mal-resolvidas do passado reemergem, e pai e filho precisam acertar essas contas. Entre eles, um novo elemento: a pequena Duda, uma menina esperta que se apega ao avô, e, por meio desse novo laço, pode o aproximar de seu pai, um homem calado e distante.

Politi, que também assina o roteiro, define SOL sobre abandono e reconexão. “A grande história não é a de pai e filho, mas de pai e filha. Ele precisa passar pelo abandono e desconexão com o pai para, ao fim, se reconectar com a filha. Ele precisou passar por tudo isso. A gente acha que está vendo uma história da origem dele, mas, na verdade, ele não está conseguindo se conectar com quem está do lado dele, que é a própria filha. Ele faz com a filha exatamente o que o pai fez com ele.”

Os laços de afetos entre os personagens começam então a se estreitar a partir do reencontro, desenhando uma história delicada e poética de reencontros e perdão. Theo, por exemplo, é um personagem silencioso, e isso foi um grande desafio para a diretora.

A diretora encontrou então em Braga o ator ideal para o papel do protagonista. “Rômulo traz naturalmente uma introspecção que é poderosa. Ele dá ao personagem a natureza dos conflitos internos e a gente entende isso, entende os motivos do personagem. Sem contar que a troca dele com o Everaldo e com a Malu foi incrível. Ele foi estabelecendo uma relação com eles muito interessante, pois também precisava se isolar, para o bem da história, e se aproximava na hora certa. Ele tem uma inteligência muito rara.”

Já Braga define sua participação no filme como intensa. “Dos poucos filmes que participei em que eu atuava tanto num processo assim, mesmo sendo protagonista. Em outros sempre havia um respiro e tal, em outras situações. Esse personagem, o Theo, estava quase o tempo todo na trama, ele vai seguindo a câmera. Estava todos os dias no set. Nesse sentido, o processo foi interessante porque, em um certo momento, eu passei a sentir que eu já não tinha mais o controle de atuação.”

SOL será lançado no Brasil pela Paris Filmes no dia 8 de dezembro. 

Sinopse

Um pai recém-separado, que não consegue se reconectar com a filha de dez anos, é obrigado a viajar com ela para o interior do País em busca do próprio pai que o abandonou quando criança e agora quer morrer. O convívio forçado com o pai que ele odeia e a imediata conexão de sua filha com o avô testa todos os seus limites, mas lhe dá a chance de se reaproximar da filha.

Ficha Técnica

Direção: Lô Politi

Roteiro: Lô Politi

Produtores: Eliane Ferreira, Pablo Iraola e Lô Politi

Produção Executiva: Eliane Ferreira

Direção de Fotografia: Breno César

Montagem: Helena Maura, AMC

Direção de Arte: Mariana Hermann

Edição de Som: Beto Ferraz

Mixagem: Paulo Gama

Trilha Sonora Original: Guilherme Garbato, Gustavo Garbato e Janecy Nascimento

Direção de Produção: Cláudia Reis

Figurino: Teresa Abreu

Maquiagem: Nayara Homem

Som Direto: Ana Luiza Penna

Pós Produção: Psycho n’ Look

Empresas produtoras: Dramática Filmes, Muiraquitã Filmes

Distribuidora: Paris Filmes

Duração: 100 minutos

Sobre Lô Politi

LÔ POLITI | DIRETORA E ROTEIRISTA

Seu primeiro longa-metragem, JONAS (2016) venceu o prêmio especial do júri no Festival Internacional de Cinema do Rio e participou de diversos festivais internacionais. O filme foi lançado nos cinemas em 2016 e está atualmente no catálogo internacional da Netflix.

Dirigiu, em parceria com Anna Muylaert, o documentário ALVORADA, lançado em maio de 2021 e filmado durante o processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff. Por Alvorada, as diretoras receberam o troféu de Melhor Direção no Prêmio CCXP, em julho de 2022.

Seu longa mais recente, SOL, foi premiado no Festival do Rio e será lançado no final de 2022. O próximo, MEU NOME É GAL, que explora um recorte da vida da cantora Gal Costa entre 1967 e 1971, codirigido com Dandara Ferreira, está em montagem e será lançado em 2023.

Filmografia

Jonas   Ficção, 97 min, Brasil, 2016

Alvorada   Documentário, 90 min, Brasil, 2021

Sol  Ficção, 100 minutos, Brasil, 2022

Meu Nome É Gal  Ficção, 95 minutos, Brasil, 2023

Sobre a Muiraquitã Filmes

A Muiraquitã Filmes é uma empresa de produção brasileira sediada em São Paulo que, desde 2020, também atua em Portugal, fundada pela produtora Eliane Ferreira.  Em 2015, Pablo Iraola se tornou sócio, agregando sua experiência internacional para a produtora. Dedica-se à produção de filmes e séries, de ficção e não-ficção, com perspectivas únicas e autênticas, em colaboração com cineastas talentosos e parceiros no mundo todo. Seus filmes já foram selecionados e exibidos em grandes festivais como: Berlim, IDFA, Dok Leipzig, Jeonju, além de terem sido distribuídos para diversos países.

Suas mais recentes produções foram “Mar de Dentro” de Dainara Tofolli, com Monica Iozzi como protagonista; “Os Arrependidos” de Armando Antenore e Ricardo Calil – vencedor do É tudo verdade 2021; “Fico te devendo uma carta sobre o Brasil” de Carol Benjamin – menção especial do júri no IDFA e É tudo verdade; “Cine Marrocos” de Ricardo Calil – melhor documentário em Dok Leipzig (Next Masters Competition), Festival Internacional de Guadalajara e É Tudo Verdade, e “Querência” de Helvécio Marins Jr. – seleção do Forum no Festival de Berlim (Berlinale) e melhor filme no Festival de Jeonju. 

Seu mais novo longa de ficção “Sol” de Lô Politi estreia nos cinemas 8 de dezembro de 2022.  Atualmente está em produção dos documentários “Testament”, de Meena Nanji e Zippy Kimundu (Kenya-EUA – Portugal – Alemanha) – projeto selecionado para o IDFA Forum 2020, e que recebeu o apoio de importantes fundos internacionais, tais como: IDFA Bertha Fund, Hot Docs Blue Ice, IDA, Chicken & Eggs, Ford Foundation, World Cinema Fund e “Sobre Memória e Esquecimento” de Ricardo Martensen que recebeu apoio de do Sundance e do IDFA Bertha Fund.  Para o próximo irá filmar o longa “Silêncio” de Henrique Dantas, uma coprodução com a Itália.

Sobre a Dramática Filmes

A DRAMÁTICA FILMES é a produtora da diretora e roteirista Lô Politi, voltada à realização dos seus próprios projetos, investindo no desenvolvimento deles todo o tempo que for preciso e se associando a outras produtoras para a realização. Dessa forma, como coprodutora, consegue garantir que cada projeto atinja a maturidade necessária, sem perder de vista a qualidade de produção.

Assim foram produzidos os filmes JONAS (2016), ALVORADA (2021), SOL (que será lançado em dezembro de 2022) e MEU NOME É GAL (que será lançado em 2023).

Sobre a Paris Filmes

A Paris Filmes é a maior distribuidora brasileira independente e atua no mercado de distribuição de filmes no Brasil e na América Latina, destacando-se pela alta qualidade cinematográfica. Além de ter distribuído grandes sucessos mundiais como as sagas “Crepúsculo” e “Jogos Vorazes”, o premiado “O Lado Bom da Vida”, que rendeu o Globo de Ouro®️ e o Oscar®️ de Melhor Atriz a Jennifer Lawrence em 2013 e “Meia-Noite em Paris”, que fez no Brasil a maior bilheteria de um filme de Woody Allen, a distribuidora também possui em sua carteira os maiores sucessos do cinema nacional, como as franquias “De Pernas Pro Ar”, “Até Que a Sorte nos Separe”, “DPA – O Filme” e “Turma da Mônica”. Nos últimos anos a empresa esteve à frente de importantes lançamentos como “John Wick”, “La La Land – Cantando Estações”, “A Cabana”, “Extraordinário” e “Marighella”. Para os próximos lançamentos, a empresa aposta em um line-up diversificado, que inclui títulos como “Invencível”, “A Luz do Demônio”, e as sequências “John Wick 4”, “Jogos Vorazes – A Cantiga dos Pássaros e das Serpentes”, “Pássaro Branco – Uma história de Extraordinário”, entre outros.

Premiado em Vitória, Gramado e Festival de Málaga, A MÃE estreia nesta quinta

Premiado em Vitória, Gramado e Festival de Málaga, A MÃE estreia nesta quinta

Longa de Cristiano Burlan ganhou 6 prêmios no Festival Capixaba, entre eles, Melhor Filme e Melhor Interpretação para Marcélia Cartaxo

Assista ao trailer: https://youtu.be/WZRMi30Q5G8
Foto - Filme A Mãe

Grande Vencedor do 29o Festival de Cinema de Vitória, A MÃE estreia nesta quinta-feira, dia 10 de novembro, nas cidades de São Paulo, Rio de Janeiro, Salvador, Porto Alegre, Brasília, Belo Horizonte, João Pessoa, Florianópolis, Aracaju, Palmas, Vitória, Recife, Curitiba, Fortaleza, Manaus, Santos e Niterói.

Além do prêmio de Melhor Filme, para os juris oficial, popular e crítica, o longa também levou Melhor Diretor, para Cristiano Burlan, Melhor Interpretação, para Marcélia Cartaxo, Melhor Fotografia, para André S. Brandão. No mês de agosto, na Mostra Competitiva do Festival de Gramado, o filme recebeu os Kikitos de Melhor Atriz, para Marcélia; Melhor Direção para Burlan; e Melhor Desenho de Som, para Ricardo Zollner.

Roteirizado por Burlan e Ana Carolina Marino, o longa tem ao centro Maria (Marcélia), uma mulher que procura seu filho que pode ter sido assassinado por policiais militares durante uma ação na vila onde moram, que embarca numa jornada em busca desse filho.

Para o encontrar, precisa enfrentar a burocracia opressora das grandes metrópoles para poder vê-lo uma última vez. Assim, A MÃE coloca o foco em outro elemento afetado pelo genocídio sistemático nas periferias brasileiras: como ficam as matriarcas que perdem seus filhos e filhas?

Burlan conta que desde o início do projeto teve Marcélia como o rosto de Maria. “Um rosto que reflete a dureza da vida, mas também sua inocência e compaixão.” Além dela, o filme conta também com Helena Ignez, Henrique Zanoni, Ana Carolina Marinho, Kiko Marques, Hélio Cícero, Mawusi Tulani, Che Mois, Tuna Dwek, Carlos Meceni, entre outros.

O longa foi rodado em São Paulo, no começo de 2020, com locações no centro de São Paulo e no Jardim Romano, periferia de São Paulo. O filme dá continuidade ao trabalho desenvolvido pelo diretor, com documentários e ficções, que visam trazer humanidade para as populações periféricas.

Meu irmão foi assassinado pela polícia em 2001. Dois anos depois, fiz o documentário ‘MATARAM MEU IRMÃO’. Em 2012, minha mãe foi morta pelo namorado e em 2017 fiz ‘ELEGIA DE UM CRIME’. Minha história não é uma exceção. A impunidade, o preconceito, a desigualdade, a mídia e os governos transformam essas vidas em números. Mas por trás das estatísticas existem irmãos, amigos, mães e filhos”, diz Burlan.

A produção do longa é assinada pela Bela Filmes, e o longa tem coprodução da Filmes da Garoa e Cup Filmes. A distribuição é da Cup Filmes. O longa fez sua estreia mundial no Festival de Málaga, onde recebeu o prêmio de melhor atriz coadjuvante.

A MÃE será lançado no Brasil pela Cup Filmes, e codistribuído pela Spcine, Secretaria Municipal de Cultura São Paulo.

Sinopse

A MÃE segue a jornada de Maria, migrante nordestina e vendedora ambulante em busca de seu filho Valdo, supostamente assassinado por policiais militares durante uma ação na vila onde mora. Em busca de descobrir o paradeiro do filho, Maria enfrenta diversas adversidades. Ela não tem nenhuma notícia que a ajude a encontrá-lo. Essa tragédia deixa uma ferida profunda na personalidade de Maria, que passa a viver sob a marca da insegurança e da impunidade.

FICHA TÉCNICA

Direção: Cristiano Burlan

Argumento e Roteiro: Ana Carolina Marinho e Cristiano Burlan

Direção de Fotografia: André S. Brandão

Direção de Arte: Karla Salvoni

Montagem: Cristiano Burlan, Renato Maia

Figurino: Helô Cobra

Maquiagem e Caracterização: Julliana Fraga

Técnico de Som Direto: André Bellantani

Desenho de Som: Ricardo Zollner

Trilha Sonora: Ricardo Zollner e Thiago Liguori

Direção de Produção: Bruno Alfano

Produção Executiva: Priscila Portella

Produtores: Cristiano Burlan, Henrique Zanoni, Bruno Caticha, Priscila Portella e Ivan Melo.

Com Marcelia Cartaxo, Mawusi Tulani, Helena Ignez, e apresentando Dunstin Farias.

Elenco: Debora Maria da Silva, Rub Brown, Ana Carolina Marinho, Henrique Zanoni, Tuna Dwek.

Produtoras: Bela Filmes, Filmes da Garoa e Cup Filmes

Distribuidora: Cup Filmes

Codistribuidora: Spcine, Secretaria Municipal de Cultura São Paulo

SOBRE O DIRETOR – CRISTIANO BURLAN

Cristiano Burlan (Porto Alegre, Brasil, 1975) é diretor de cinema, teatro e professor. Realizou mais de 20 filmes, entre eles a Tetralogia em Preto e Branco, composta pelos filmes “Sinfonia de um Homem Só” (2012), “Amador” (2014), “Hamlet” (2014) e “Fome” (2015), premiado no Festival de Brasília do Cinema Brasileiro. Seu documentário “Mataram Meu Irmão” (2013) foi o vencedor do Festival É Tudo Verdade 2013 e, no mesmo ano, ganhou o prêmio do júri oficial e da crítica no 40º Festival Sesc de Melhores Filmes e o prêmio Governador do Estado de São Paulo para a Cultura. “Antes do Fim” (2017) ganhou o prêmio especial do júri da APCA em 2018, ano em que também estreou “Elegia de um Crime” (2018), no Festival É Tudo Verdade angariando prêmios. Os filmes “Construção”, “Mataram meu irmão” e “Elegia de um crime” compõem a Trilogia do Luto, em que aborda a trágica história de sua família. Em 2020, estreou a série “Paulo Freire, um homem do mundo” realizada pelo SescTV. Seu longa-metragem de ficção, “A Mãe”, que tem como protagonista a atriz Marcélia Cartaxo, estreia em março de 2022, em competição, no Festival de Málaga. Está em fase de finalização do longa-metragem de ficção, “Ulisses”, e em pré-produção do documentário “Antunes Filho, do olho para o coração”, realizado pelo SescTV.

SOBRE A BELA FILMES

A BELA FILMES foi fundada em 2005. Os sócios CRISTIANO BURLAN e HENRIQUE ZANONI desenvolvem projetos artísticos independentes, como roteiristas, diretores e também atuando, ganhando reconhecimento tanto do público como da crítica, como provam as frequentes participações em festivais e prêmios angariados. A Bela Filmes já produziu mais de 20 filmes, incluindo ficções e documentários, tais como BATALHA, ANTES DO FIM, ELEGIA DE UM CRIME, NO VAZIO DA NOITE, EM BUSCA DE BORGES, FOME, MATARAM MEU IRMÃO, HAMLET, SINFONIA DE UM HOMEM SÓ, CORAÇÕES DESERTOS entre outros.

Paralelamente, a dupla de sócios também fundou a Cia dos Infames, grupo teatral com o qual já realizaram as peças O NOME DAS COISAS, O CARA MAIS ESPERTO DO FACEBOOK, MÚSICA PERFEITA PARA O SUICÍDIO, A VIDA DOS HOMENS INFAMES, entre outras.

SOBRE A CUP FILMES

A CUP FILMES é uma produtora e distribuidora de filmes independentes sediada em São Paulo. Entre os filmes produzidos pela empresa estão CORPO ELÉTRICO, de Marcelo Caetano (Roterdã, 2017), ALVORADA, de Anna Muylaert e Lo Politi (Sheffield Doc/Fest 2021), A MÃE de Cristiano Burlan (seleção Oficial Málaga 2022), BOB CUSPE NÓS NÃO GOSTAMOS DE GENTE, de Cesar Cabral (vencedor do Prêmio Contrechamp em Annecy e Melhor Filme no Festival de Animação de Ottawa em 2021 e qualificado para o Oscar 2022). A empresa está em fase final de financiamento do longa BABY, de Marcelo Caetano, e na pré-produção da animação UM PINGUIM TUPINIQUIM, de Cesar Cabral.

SOBRE A FILMES DA GAROA

Criada em 2011, pelo roteirista e diretor BRUNO CATICHA e pela produtora PRISCILA PORTELLA, a FILMES DA GAROA é uma produtora independente, focada em filmes de gênero e documentários. Entre suas principais produções destacam-se: OVESTIDO (2019) e O ESPÍRITO DO BOSQUE (2017), de Carla Saavedra Brychcy, vencedor do Kikito de Melhor Atriz no 45º Festival de Cinema de Gramado; GERU (2014), de Fábio Baldo e Tico Dias, vencedor do Candango de Melhor Ator e Som no 47º Festival de Brasília e PROJETO SILÊNCIO (2010), de Bruno Caticha, vencedor do prêmio Best Creative Idea no 13th Shanghai International Film Festival. É co-produtora do último documentário de Cristiano Burlan, ELEGIA DE UM CRIME (2018), que esteve na competitiva oficial do Festival É Tudo Verdade 2018. Atualmente, desenvolve o primeiro longa-metragem da diretora boliviana Carla Saavedra Brychcy, A SOMBRA DO CÃO, vencedor do 7º Brasil Cinemundi na categoria melhor projeto de longa-metragem; e prepara para rodar A MÃE, longa-metragem de ficção, dirigido por Cristiano Burlan e estrelado por Marcelia Cartaxo, realizado em co-produção com as empresas BELA FILMES e CUP FILMES

Confira o trailer oficial de A MÃE, protagonizado por Marcélia Cartaxo

Confira o trailer oficial de A MÃE, protagonizado por Marcélia Cartaxo

Premiado em Vitória e Gramado, longa de Cristiano Burlan será exibido na 46ª Mostra Internacional de Cinema em São Paulo
Estreia nos cinemas brasileiros dia 10 de novembro

Assista ao trailer: https://youtu.be/WZRMi30Q5G8

A MÃE dirigido por Cristiano Burlan acaba de ganhar trailer oficial. Filme será exibido na 46ª Mostra Internacional de Cinema em São Paulo, nos dias 28 de outubro, 01 e 02 de novembro, e estreia nos cinemas brasileiros no dia 10 de novembro. Protagonizado por Marcélia Cartaxo, longa traz no elenco Dunstin Farias, Mawusi Tulani, Helena Ignez, Debora Maria da Silva, Rub Brown, Ana Carolina Marinho, Tuna Dwek e Henrique Zanoni.

Grande Vencedor do 29º Festival de Cinema de Vitória, prêmio de Melhor Filme, para os juris oficial, popular e crítica, o longa também levou Melhor Diretor, para Cristiano Burlan, Melhor Interpretação, para Marcélia Cartaxo, Melhor Fotografia, para André S. Brandão. No mês de agosto, na Mostra Competitiva do Festival de Gramado, o filme recebeu os Kikitos de Melhor Atriz, para Marcélia; Melhor Direção para Burlan; e Melhor Desenho de Som, para Ricardo Zollmer.

Roteirizado por Burlan e Ana Carolina Marinho, o longa tem ao centro Maria (Marcélia), uma mulher que procura seu filho que pode ter sido assassinado por policiais militares durante uma ação na vila onde moram, que embarca numa jornada em busca desse filho.

Para o encontrar, precisa enfrentar a burocracia opressora das grandes metrópoles para poder vê-lo uma última vez. Assim, A MÃE coloca o foco em outro elemento afetado pelo genocídio sistemático nas periferias brasileiras: como ficam as matriarcas que perdem seus filhos e filhas?

Burlan conta que desde o início do projeto teve Marcélia como o rosto de Maria. “Um rosto que reflete a dureza da vida, mas também sua inocência e compaixão.” Além dela, o filme conta também com Helena Ignez, Henrique Zanoni, Ana Carolina Marinho, Kiko Marques, Hélio Cícero, Mawusi Tulani, Che Mois, Tuna Dwek, Carlos Meceni, entre outros.

O longa foi rodado em São Paulo, no começo de 2020,  com locações no centro de São Paulo e no Jardim Romano. O filme dá continuidade ao trabalho desenvolvido pelo, com documentários e ficções, que visam trazer humanidade para as populações periféricas.

Meu irmão foi assassinado pela polícia em 2001. Dois anos depois, fiz o documentário ‘MATARAM MEU IRMÃO’. Em 2012, minha mãe foi morta pelo namorado e em 2017 fiz ‘ELEGIA DE UM CRIME’. Minha história não é uma exceção. A impunidade, o preconceito, a desigualdade, a mídia e os governos transformam essas vidas em números. Mas por trás das estatísticas existem irmãos, amigos, mães e filhos”, diz Burlan.

A produção do longa é assinada pela Bela Filmes, e o longa tem coprodução da Filmes da Garoa e Cup Filmes. A distribuição é da Cup Filmes. O longa fez sua estreia mundial no Festival de Málaga, em março passado.

A MÃE será lançado no Brasil pela Cup Filmes, e codistribuído pela Spcine, Secretaria Municipal de Cultura São Paulo.



Sinopse

A MÃE segue a jornada de Maria, migrante nordestina e vendedora ambulante em busca de seu filho Valdo, supostamente assassinado por policiais militares durante uma ação na vila onde mora. Em busca de descobrir o paradeiro do filho, Maria enfrenta diversas adversidades. Ela não tem nenhuma notícia que a ajude a encontrá-lo. Essa tragédia deixa uma ferida profunda na personalidade de Maria, que passa a viver sob a marca da insegurança e da impunidade.

FICHA TÉCNICA

Direção: Cristiano Burlan

Argumento e Roteiro: Ana Carolina Marinho e Cristiano Burlan

Direção de Fotografia: André S. Brandão

Direção de Arte: Karla Salvoni

Montagem: Cristiano Burlan, Renato Maia

Figurino: Helô Cobra

Maquiagem e Caracterização: Julliana Fraga

Técnico de Som Direto: André Bellantani

Desenho de Som: Ricardo Zollner

Trilha Sonora: Ricardo Zollner e Thiago Liguori

Direção de Produção: Bruno Alfano

Produção Executiva: Priscila Portella

Produtores: Cristiano Burlan, Henrique Zanoni, Bruno Caticha, Priscila Portella e Ivan Melo.

Com Marcelia Cartaxo, Mawusi Tulani, Helena Ignez, e apresentando Dunstin Farias.

Elenco: Debora Maria da Silva, Rub Brown, Ana Carolina Marinho, Henrique Zanoni, Tuna Dwek.

Produtoras: Bela Filmes, Filmes da Garoa e Cup Filmes

Distribuidora: Cup Filmes

Codistribuidora: Spcine, Secretaria Municipal de Cultura São Paulo

SOBRE O DIRETOR – CRISTIANO BURLAN

Cristiano Burlan (Porto Alegre, Brasil, 1975) é diretor de cinema, teatro e professor. Realizou mais de 20 filmes, entre eles a Tetralogia em Preto e Branco, composta pelos filmes “Sinfonia de um Homem Só” (2012), “Amador” (2014), “Hamlet” (2014) e “Fome” (2015), premiado no Festival de Brasília do Cinema Brasileiro. Seu documentário “Mataram Meu Irmão” (2013) foi o vencedor do Festival É Tudo Verdade 2013 e, no mesmo ano, ganhou o prêmio do júri oficial e da crítica no 40º Festival Sesc de Melhores Filmes e o prêmio Governador do Estado de São Paulo para a Cultura.  “Antes do Fim” (2017) ganhou o prêmio especial do júri da APCA em 2018, ano em que também estreou “Elegia de um Crime” (2018), no Festival É Tudo Verdade angariando prêmios. Os filmes “Construção”, “Mataram meu irmão” e “Elegia de um crime” compõem a Trilogia do Luto, em que aborda a trágica história de sua família. Em 2020, estreou a série “Paulo Freire, um homem do mundo” realizada pelo SescTV. Seu longa-metragem de ficção, “A Mãe”, que tem como protagonista a atriz Marcélia Cartaxo, estreia em março de 2022, em competição, no Festival de Málaga. Está em fase de finalização do longa-metragem de ficção, “Ulisses”, e em pré-produção do documentário “Antunes Filho, do olho para o coração”, realizado pelo SescTV.

SOBRE A BELA FILMES

A BELA FILMES foi fundada em 2005. Os sócios CRISTIANO BURLAN e HENRIQUE ZANONI desenvolvem projetos artísticos independentes, como roteiristas, diretores e também atuando, ganhando reconhecimento tanto do público como da crítica, como provam as frequentes participações em festivais e prêmios angariados. A Bela Filmes já produziu mais de 20 filmes, incluindo ficções e documentários, tais como BATALHA, ANTES DO FIM, ELEGIA DE UM CRIME, NO VAZIO DA NOITE, EM BUSCA DE BORGES, FOME, MATARAM MEU IRMÃO, HAMLET, SINFONIA DE UM HOMEM SÓ,  CORAÇÕES DESERTOS entre outros.

Paralelamente, a dupla de sócios também fundou a Cia dos Infames, grupo teatral com o qual já realizaram as peças O NOME DAS COISAS, O CARA MAIS ESPERTO DO FACEBOOK, MÚSICA PERFEITA PARA O SUICÍDIO, A VIDA DOS HOMENS INFAMES, entre outras. 

SOBRE A CUP FILMES

A CUP FILMES é uma produtora e distribuidora de filmes independentes sediada em São Paulo. Entre os filmes produzidos pela empresa estão CORPO ELÉTRICO, de Marcelo Caetano (Roterdã, 2017), ALVORADA, de Anna Muylaert e Lo Politi (Sheffield Doc/Fest 2021), A MÃE de Cristiano Burlan (seleção Oficial Málaga 2022), BOB CUSPE NÓS NÃO GOSTAMOS DE GENTE, de Cesar Cabral (vencedor do Prêmio Contrechamp em Annecy e Melhor Filme no Festival de Animação de Ottawa em 2021 e qualificado para o Oscar 2022). A empresa está em fase final de financiamento do longa BABY, de Marcelo Caetano,e na pré-produção da animação UM PINGUIM TUPINIQUIM, de Cesar Cabral.

SOBRE A FILMES DA GAROA

Criada em 2011, pelo roteirista e diretor BRUNO CATICHA e pela produtora PRISCILA PORTELLA, a FILMES DA GAROA é uma produtora independente, focada em filmes de gênero e documentários. Entre suas principais produções destacam-se: OVESTIDO (2019) e O ESPÍRITO DO BOSQUE (2017), de Carla Saavedra Brychcy, vencedor do Kikito de Melhor Atriz no 45º Festival de Cinema de Gramado; GERU (2014), de Fábio Baldo e Tico Dias, vencedor do Candango de Melhor Ator e Som no 47º Festival de Brasília e PROJETO SILÊNCIO (2010), de Bruno Caticha, vencedor do prêmio Best Creative Idea no 13th Shanghai International Film Festival. É co-produtora do último documentário de Cristiano Burlan, ELEGIA DE UM CRIME (2018), que esteve na competitiva oficial do Festival É Tudo Verdade 2018. Atualmente, desenvolve o primeiro longa-metragem da diretora boliviana Carla Saavedra Brychcy, A SOMBRA DO CÃO, vencedor do 7º Brasil Cinemundi na categoria melhor projeto de longa-metragem; e prepara para rodar A MÃE, longa-metragem de ficção, dirigido por Cristiano Burlan e estrelado por Marcelia Cartaxo, realizado em co-produção com as empresas BELA FILMES e CUP FILMES.

Documentário EXU E O UNIVERSO faz sua estreia no Festival do Rio dia 14 de outubro

Documentário EXU E O UNIVERSO faz sua estreia no Festival do Rio dia 14 de outubro

Dirigido por Thiago Zanato, longa desconstrói pré-conceitos sobre as culturas e religiões de matrizes africanas

O nigeriano Bàbálórìsà Adesiná Síkírù Sàlámì, mais conhecido como Prof. King, está ao centro do documentário EXU E O UNIVERSO, de Thiago Zanato, que terá sua première mundial na próxima sexta (14/10), às 17h, Estação Net Gávea, como parte da programação do Festival do Rio, em sessão apenas para convidados. No dia seguinte, 15/10, às 10h30, seguida de debate, no Cine Odeon – CCLSR. A produção é assinada por Druzina Content, Livres Filmes e Thiago Zanato. Mais informações sobre as exibições, no final do release.

Produzido ao longo de 5 anos, o filme dá voz ao Prof King, um carismático professor nigeriano que imigrou para o Brasil nos anos 80, e se tornou um proeminente intelectual e estudioso. Há 30 anos, ele luta para mudar a percepção da cultura e religião africana no Brasil e no mundo. Ele abriu um centro cultural e escreveu vários livros, mas o seu projeto mais importante ainda não foi concluído: um dicionário Iorubá no qual ele trabalha há quase 20 anos, no qual as palavras sagradas Iorubá são devidamente traduzidas e seu real significado é revelado – palavras como “Èṣù”.

Exu é uma palavra de apenas 3 letras, que carrega uma história fascinante e mal conhecida. A gente tem que respeitar essa história e concertar ela”, explica Zanato, que já pesquisava sobre religiões antes de realizar o documentário, e conheceu o Prof King por intermédio de Marco Antônio Ferreira, que, posteriormente, iria assinar a direção de fotografia do filme.

Eu fazia uma pesquisa cinematográfica sobre retratos de religiões como forma de resistência, contra processos opressores, colonialistas e capitalistas, que não dão espaço a outras religiões continuarem existindo. Quando conheci o Prof King entendi que a visão de mundo dele era bem particular e interessante, e bastante diferente da visão ocidental.

O professor já era bem familiarizado com o Brasil, pois morou, e realizou mestrado e doutorado, ambos em sociologia, na USP nos ano de 1990. “Fiquei fascinado e curioso com o que ele tinha para falar. E ele gostou de mim, porque também tenho essa abertura para entender sobre os temas. O filme chama Exu e o Universo, uma visão do universo a partir do pontos de vista da cultura Ioruba e do Prof King.”

O roteiro de EXU E O UNIVERSO é assinado por Zanato, o Prof King e o músico Marcos “Nasi” Valadão, que faz parte da comunidade do professor. “O Nasi estava na Nigéria e o Prof King falou para ele que queria fazer um registro do que eles faziam ali. É realmente incrível. Todos os sacerdotes de Orixás ali reunidos fazendo os rituais mas também os lugares importantes na Nigéria que o Prof. King. conhece muito bem e nos apresentou.”

Zanato e sua equipe fizeram mais de 200 horas de filmagens, no Brasil, Nigéria e na Europa, acompanhando o Prof King. Para o filme, o diretor partiu da leitura do livro Exu e a Ordem do Universo, do próprio professor, e, a partir daí, conversou muito com ele e o próprio Nasi, discutindo questões e temas relacionados ao filme. “Exu é uma força organizadora de tudo, de todos os orixás. Foi meio orgânico, li o livro, fomos nos lugares, tudo foi se encaixando. Fomos construindo o roteiro ao longo da pesquisa. E outras coisas que foram aparecendo ao longo do caminho, como achar a pessoa do Google que consertou a tradução de Exu.”

EXU E O UNIVERSO é fundamental para o Brasil do presente. “Estamos numa encruzilhada, um momento de escolhas. Decidir onde vai não só o país, mas o mundo todo. É uma análise de como chegamos até aqui.”

O filme é uma desconstrução dos pré-conceitos sobre as culturas e religiões de matrizes africanas. A gente ainda vive num clima que é marcado pelos processos históricos opressores, e é difícil se desvincular deles. EXU E O UNIVERSO é um grito de esperança, uma homenagem a Exu para que a história possa ser reescrita do jeito correto para termos um futuro mais justo e menos opressor.”

EXU E O UNIVERSO no Festival do Rio

  • Dia 14/10 às 17h: Sessão para convidados, no Estação Net Gávea – R. Marquês de São Vicente, 52, Gávea
  • Dia 15/10 às 10h30: Sessão aberta ao público, seguida de debate, no Cine Odeon – CCLSR – Praça Floriano, 7, Cinelândia

Sinopse

Exu e o Universo é um filme sobre a descolonização do pensamento e a influência do povo Iorubá na diáspora. No Brasil, um país onde a liberdade religiosa está sob ataque e o racismo é sistêmico, um Nigeriano e sua comunidade lutam para provar que Exu não é Diabo.

Ficha Técnica:

Direção: Thiago Zanato

Roteiristas: Prof. King, Thiago Zanato, Marcos “Nasi” Valadão

Produção: Chica Barbosa, Prof. King, Marcos “Nasi” Valadão

Direção de Fotografia: Marco Antônio Ferreira

Edição: Danilo Santos

Som: Thiago Zanato, Fred França, Raul Costa and Tales Manfrinato

Edição de Som e Mixagem: Tiago Bello

Cor e finalização: MIA – Marcelo Rodriguez

Produtoras: Druzina Content e Livres Filmes

Sobre Thiago Zanato

Thiago Zanato é um cineasta brasileiro que divide seu tempo entre Los Angeles e São Paulo. O seu trabalho centra-se nas questões sociais e na estética da representação. Envolveu-se no cinema como Diretor Criativo em projetos como “I’m Here” (Sundance, 2010), dirigido por Spike Jonze e “NY-Z”, com Jay-Z e dirigido por Danny Clinch.

Dirigiu o curta-metragem “La Flaca” sobre uma mulher transgênero mexicana e líder do culto à Santa Muerte em Queens, Nova Iorque. O filme ganhou diversos prêmios e entrou em mais de 100 festivais de cinema ao redor do mundo, entre eles: Fribourg International Film Festival, Message to Man, Festival de la Habana, Guanajuato International Film Festival, Frameline, Encounters Film Festival, MIX Brasil, Panorama Internacional de Cinema, Curta Cinema.

Atualmente estreia seu primeiro longa-metragem “Exu e o Universo”, um documentário sobre liberdade de culto, a descolonização do pensamento e a influência do povo Iorubá Africano. Desenvolve também seu primeiro longa-metragem de ficção, produzido entre os Estados Unidos e México.

Sobre o Prof King

O Bàbálórìsà Adesiná Síkírù Sàlámì, o Babá King, filho de uma importante linhagem real, nasceu na cidade de Abéòkúta, no Estado de Ògún, na Nigéria. Sacerdote iorubá há décadas, reside no Brasil desde 1983. Iniciou sua trajetória espiritual ainda na infância, tendo sido iniciado em Ifá-Orúnmìlà, Ìyámi Òsòròngà, Egúngún, diversos outros orixás e também no conhecimento das plantas. Ocupa diversas posições hierárquicas de grande importância na Nigéria, entre as quais o título de Bàbá Egbé da Sociedade dos Babalaôs de Abéòkúta. É também fundador de um grande templo de orixás em Abéòkúta, Nigéria, e de um dos maiores templos de orixás no Brasil, o Oduduwa Templo dos Orixás, com 6.300 metros de terreno de frente para o mar e mais de 2.500 metros de área construída na cidade de Mongaguá, no litoral paulista.

Formado em Administração de Empresas, Babá King concluiu o Mestrado em 1993 e o Doutorado em 1999, ambos em Sociologia, pela Universidade de São Paulo. O conjunto de suas preocupações com questões relativas à África Negra o levaram a dedicar-se a pesquisas, recorrendo às fontes da oralidade iorubá e a grandes mestres tradicionalistas na África. Suas pesquisas deram origem a livros, vídeos e registros em áudio, além de palestras, entrevistas e cursos em diversos países. As peculiaridades de sua trajetória permitem que, como pesquisador, tenha acesso privilegiado à Religião Tradicional Iorubá, uma vez que é um sacerdote nativo desta etnia. Permitem, inversamente, que sistematize conhecimentos orais e os apresente a seus discípulos com uma sólida metodologia acadêmica.

No Brasil, Babá King fundou em 1988 o Centro Cultural Oduduwa, o Oduduwa Templo dos Orixás e a Editora Oduduwa. No Centro Cultural Oduduwa, que abriga a editora, especializada em lançar obras sobre a Religião Tradicional Iorubá, ministra cursos e palestras e promove publicações, além de realizar consultas oraculares utilizando o èrìndílógún (o jogo dos dezesseis búzios de Ifá); é pioneiro no ensinamento desta prática e de outros conhecimentos relativos aos orixás desde 1988. O Oduduwa Templo dos Orixás, que adquiriu sede própria em 2003, é onde atua em atividades religiosas como iniciações em orixás e rituais de ebó e bori.

Sobre a Druzina Content

Druzina Content atua no mercado de produção audiovisual há mais de 15 anos, tendo seus conteúdos exibidos em mais de 50 territórios do mundo nas mais diversas plataformas, salas de exibição e canais  como Nickelodeon, GloboPlay, Prime Video, ZooMoo Kids, PlayKids, Tv Brasil, ToonGoogles, Netflix, Canal Brasil, Box Kids, Tv Cultura, Youku, Telecine entre outros. A empresa atua principalmente nos segmentos de cinema, televisão e games. Com o propósito de produzir histórias que precisam ser contadas, seus filmes e séries já participaram de diversos festivais e mercados, recebendo inúmeros prêmios. A CEO da produtora, Luciana Druzina, é membro da International Academy of Television Arts & Sciences e também faz parte da comissão julgadora do International Emmy®️ Awards. Em reconhecimento à atuação da Druzina Content no mercado externo, a empresa audiovisual conquistou o Prêmio Exportação ADVB por três anos consecutivos (2020, 2021 e 2022), uma conquista inédita para o setor de economia criativa e para a indústria audiovisual brasileira.

Sobre a Livres Filmes

A Livres Filmes é uma empresa que atua desde 2014 no mercado audiovisual, com a missão de atuar junto ao nicho da produção independente brasileira. Além da distribuição, a Livres vem atuando no desenvolvimento de obras audiovisuais desde a sua concepção, buscando fomentar a produção brasileira ou em coprodução com outros países, voltadas para o circuito cultural das salas de cinema, das plataformas VOD e TVs.

Hoje a Livres Filmes traz no seu catálogo, obras de ficção, documentário e animação, em diferentes formatos. A empresa trabalha para atingir um mercado consumidor interessado na produção audiovisual nacional, bem como contribuir na formação deste público, através de ações integradas de difusão em festivais, mostras e cineclubes.

Campanhas de Impacto para lançamentos, designer de público e difusão em circuitos alternativos são expertises que fazem parte do trabalho da Livres Filmes.

MATO SECO EM CHAMAS, de Adirley Queirós e Joana Pimenta, no Festival do Rio

MATO SECO EM CHAMAS, de Adirley Queirós e Joana Pimenta, no Festival do Rio

Híbrido entre documentário e ficção premiado no Cinéma du Réel e no IndieLisboa, filme será apresentado no dia 14 de outubro na programação do evento carioca

Depois de uma carreira de sucesso em festivais estrangeiros MATO SECO EM CHAMAS, dirigido por Adirley Queirós e a portuguesa Joana Pimenta, tem sua primeira sessão no país na Mostra Competitiva de Longas de Ficção, na Première Brasil do Festival do Rio de 2022. O filme terá sua sessão de gala no dia 14 de outubro, e é uma produção da brasileira Cinco da Norte em coprodução com a portuguesa Terratreme. A distribuição é da Vitrine Filmes.

Após estrear no 72o Festival de Berlim, no começo do ano, o longa tem feito carreira por diversos eventos internacionais, recebendo críticas super positivas e prêmios. No Cinéma du Réel, um dos mais importantes para o gênero documental, foi vencedor da Competição Internacional. Também foi duplamente premiado no IndieLisboa International Independent Film Festival, na competição de longas com o Grande Prémio de Longa Metragem Cidade de Lisboa, e, também, como melhor filme português. O filme também recebeu os prémios principais nos festivais Dokufest no Kosovo, Athens Avant-Garde na Grécia, e Black Canvas no México. Depois de sessões no Toronto International Film Festival, no New York Film Festival, no AFI, bem como em Mar del Plata e Valdivia, o filme tem distribuição em salas de cinema confirmada nos Estados Unidos (Grasshopper Films), Portugal (Terratreme Filmes), Reino Unido (Institute of Contemporary Art London), e no Brasil pela Vitrine Filmes.

Diretora de fotografia de Era uma vez Brasília, de Adirley, Joana também assina a direção e o roteiro deste filme que desafia classificações e a linguagem cinematográfica, combinando documentário com elementos do faroeste e ficção-científica. A fotografia, novamente, é assinada pela cineasta portuguesa.

Como é de costumes nos filmes de Adirley, a ação de MATO SECO EM CHAMAS se passa na Ceilândia, periferia de sua cidade, e tem, ao centro, as irmãs Chitara e Léa, líderes de uma gangue feminina, que rouba óleo de um oleoduto, refina-o, e vende como combustível na favela Sol Nascente. A história do grupo é relembrada por suas membras na prisão.

Acredito que o Brasil esteja em busca de uma certa sensibilidade, já que sensibilidade é definida por classe, território e pensamento. O cinema brasileiro tem a necessidade de retratar a realidade, e se assume que a câmera estática não permite esse tipo de sensibilidade, caindo então num formalismo. Para nós, esse formalismo deu uma nova força para a realidade. Estabelecemos um código, no qual a energia pertence aos personagens”, conta Adirley sobre as escolhas estéticas da dupla em entrevista à Variety.

Marcada pela trajetória das personagens, a narrativa de MATO SECO EM CHAMAS combina o documental com a ficção no arco de transformação de suas protagonistas. “Procuramos mulheres que tinham uma história que trazem uma melancolia, cujos rostos e corpos são marcados por essa história de liberdade e aprisionamento. Uma geração inteira que foi encarcerada e tem o sentimento de não saber se está no presente, passado ou futuro. Você vai para a prisão e o que para você é um dia, para o resto do mundo são anos. É quase coisa de ficção-científica. O tempo é relativo”, explica Joana.

Definido pelo francês Le Monde como uma combinação de Mad Max com o cinema de Pedro Costa, o jornal escreve: “Bem-vindo ao Brasil de Jair Bolsonaro, onde dois cineastas – o brasileiro Adirley Queiros e a portuguesa Joana Pimenta – unem forças para encenar uma docuficção que sonha com a revolta. MATO SECO EM CHAMAS, filmado com não-profissionais desempenhando seu próprio papel mesmo na fantasmagoria onde o projeto do filme os conduz

MATO SECO EM CHAMAS será lançado no Brasil pela Vitrine Filmes.

Sinopse

Léa conta a história das Gasolineiras de Kebradas, tal como ecoa pelas paredes da Colméia, a Prisão Feminina de Brasília, Distrito Federal, Brasil

Ficha Técnica

DIREÇÃO: JOANA PIMENTA, ADIRLEY QUEIRÓS

PRODUÇÃO: ADIRLEY QUEIRÓS

ELENCO: JOANA DARC FURTADO, LÉA ALVES DA SILVA, ANDREIA VIEIRA, DÉBORA ALENCAR, GLEIDE FIRMINO, MARA ALVES

DIREÇÃO FOTOGRAFIA: JOANA PIMENTA

DIREÇÃO DE SOM: FRANCISCO CRAESMEYER

DIREÇÃO DE ARTE: DENISE VIEIRA

EDIÇÃO: CRISTINA AMARAL

DIREÇÃO DE PRODUÇÃO: LUANA OTTO, ANDREIA QUEIRÓS, JOÃO NIZA

EDIÇÃO E MIXAGEM DE SOM: DANIEL TURINI, FERNANDO HENNA

CORREÇÃO DE COR: MARCO AMARAL

PRODUÇÃO EXECUTIVA: SIMONE GONÇALVES

PRODUZIDO POR ADIRLEY QUEIRÓS – CINCO DA NORTE

COPRODUZIDO POR JOÃO MATOS – TERRATREME FILMES

ANO: 2022

DURAÇÃO: 153 min.

Sobre os Diretores

JOANA PIMENTA é uma diretora portuguesa. O seu mais recente filme, Um Campo de Aviação, teve a sua estreia no 69º Festival de Cinema de Locarno, e foi exibido no Festival Internacional de Cinema de Toronto, Festival de Cinema de Nova Iorque, Roterdão, CPH:Dox, Rencontres Internationales, Oberhausen, Valdivia, Mar del Plata, Edinburgh, entre outros, e recebeu o Prémio do Júri para Melhor Filme em Competição no Zinebi’58. Joana tem um doutoramento em Cinema e Artes Visuais pela Universidade de Harvard, onde atualmente leciona Realização e é diretora interina do Film Study Center para além de realizadora associada do Sensory Etnography Lab.

ADIRLEY QUEIRÓS é um cineasta brasileiro, autor de filmes como A Cidade é uma só?,  Era Uma Vez Brasília (2017), que teve a sua estreia no 70º Festival de Cinema de Locarno, onde recebeu a Menção Honrosa Signs of Life, e também Branco Sai, Preto Fica (2014), que passou em inúmeras salas de cinema no Brasil e foi galardoado com mais de 20 prémios. O seu trabalho passou já por locais como o Lincoln Center, Museu da Imagem em Movimento, ICA Londres, Pacific Film Archive, para além de aparecer em publicações como a Artforum, Cinemascope e Cahiers du Cinéma. Os filmes de Adirley tiveram estreias comerciais no Brasil, Estados Unidos, UK, Argentina, Portugal, entre outros países e estão neste momento disponíveis no canal The Criterion Collection.

Sobre as Produtoras

CINCO DA NORTE é uma produtora com sede na cidade de Ceilândia, região administrativa de Brasília, e tem como característica principal a produção de filmes para cinema e televisão. Cinco da Norte atua no cenário cultural e político do Distrito Federal desde 2005, tendo produzido ao longo desses anos curtas e longas aclamadas pela crítica e pelo público. Neste período de existência, já realizou três longas metragens, dois curtas metragens para cinema e dois curtas metragens para televisão. Dentre os filmes realizados está A cidade é uma só? (2012), Branco Sai, Preto Fica (2014) e Era uma Vez Brasília (2017), trabalhos que tiveram um grande sucesso em festivais nacionais e internacionais, além de serem distribuídos nas salas de cinema.

TERRATREME é uma produtora de cinema criada em 2008, por um grupo de jovens cineastas com vontade de encontrar modelos de produção que conseguissem conciliar diferentes formas, escalas e durações para os seus próprios filmes. O nosso objetivo é a articulação da pesquisa e da criação num método de trabalho em que as necessidades de cada filme irão determinar o seu modelo de produção. Atualmente trabalhamos com um grande e diverso grupo de realizadores.

A TERRATREME tem uma das maiores presenças, entre as produtoras portuguesas, nos grandes festivais de todo o mundo (Cannes, Berlin, Locarno, Nyon, Marseille, Rotterdam, San Sebastian, Buenos Aires, Rio de Janeiro, Brasília, Chicago, New York e Toronto), ao mesmo tempo que expande suas atividades através de coproduções internacionais (Brasil, França, Suíça, Alemanha, Japão, Bulgária, Cabo Verde, Argentina e Chile).

Sobre a Vitrine Filmes

A Vitrine Filmes, em dez anos de atuação, já distribuiu mais de 160 filmes e alcançou mais de quatro milhões de espectadores. Entre seus maiores sucessos estão ‘O Som ao Redor’, ‘Aquarius’ e ‘Bacurau’ de Kleber Mendonça Filho e Juliano Dornelles. Outros destaques são ‘A Vida Invisível’, de Karim Aïnouz, representante brasileiro do Oscar 2020, ‘Hoje Eu Quero Voltar Sozinho’, de Daniel Ribeiro, e ‘O Filme da Minha Vida’, de Selton Mello. Entre os documentários, a distribuidora lançou ‘Divinas Divas’, dirigido por Leandra Leal e ‘O Processo’, de Maria Augusta Ramos, que entrou para a lista dos 10 documentários mais vistos da história do cinema nacional.

Além do cinema nacional, a Vitrine Filmes vem expandindo o seu catálogo internacional ao longo dos anos, tendo sido responsável pelo lançamento dos sucessos ‘O Farol’, de Robert Eggers, indicado ao Oscar de Melhor Fotografia; ‘Você Não Estava Aqui’, dirigido por Ken Loach, e ‘DRUK – Mais uma rodada’, de Thomas Vinterberg, premiado com o Oscar de Melhor Filme Internacional 2021.

Em 2022, a Vitrine Filmes apresenta ainda mais novidades para a produção e distribuição audiovisual. Entre as estreias, ‘O Clube dos Anjos’, de Ângelo Defanti, inspirado na obra de Luis Fernando Verissimo e também selecionado para o Festival do Rio, e ‘Serial Kelly’, de René Guerra, com Gaby Amarantos como protagonista.