“Sonhar com Leões” ganha data de estreia e cartaz oficial

“Sonhar com Leões” ganha data de estreia e cartaz oficial

Distribuído pela Pandora Filmes e coproduzido pela brasileira Capuri, longa conta a história de Gilda, personagem com pouco tempo de vida e que tem o desejo de passar por morte assistida

Cartaz oficial do filme “Sonhar com Leões” | Créditos: Divulgação

O filme “Sonhar com Leões” teve sua data de estreia nos cinemas brasileiros confirmada para 11 de setembro. Com distribuição da Pandora Filmes e coproduzido pela brasileira Capuri, o longa é protagonizado por Denise Fraga, que interpreta Gilda, uma imigrante brasileira que vive em Lisboa e com apenas um ano de vida devido a um câncer. Ela tem como único desejo morrer enquanto ainda é ela mesma, com dignidade e sem dor.

Dirigido e roteirizado por Paolo Marinou-Blanco e com a produção de Justin Amorim, Paolo Marinou-Blanco, Eduardo Rezende e Luis Ortas, o filme, uma tragicomédia surreal sobre eutanásia, também divulgou seu cartaz oficial, com Denise Fraga em destaque.

“Tem trabalhos que a gente faz e dá vontade de sair arrastando as pessoas pela mão para ver, de tanto orgulho que dá. Esse é um deles. Gilda é um dos melhores personagens que eu já fiz. Amei fazer esse filme. E amei o resultado. Quero arrastar todo mundo para ver!”, comemora a atriz Denise Fraga.


Coprodução entre Brasil, Portugal e Espanha, o filme acumula passagens em importantes festivais internacionais, como Black Nights Film Festival, na Estônia, Red Sea International Film Festival, na Arábia Saudita, e o Festival Internacional de Cinema de Guadalajara (FICG), no México.


“Sonhar com Leões” é uma produção da Promenade (Portugal), Darya Filmes (Portugal), Capuri (Brasil) e Cinètica (Espanha). A distribuição é da Pandora Filmes (Brasil e América Latina) e Nos Audiovisuais – TV Cine (Portugal e África).


Confira aqui o teaser inédito do filme.

Sobre o filme
Nos filmes de Aki Kaurismäki, Luis Buñuel, Roy Andersson, Yorgos Lanthimos, encontramos uma coisa em comum: um retrato ácido e cómico da condição humana. O absurdo é tratado, muitas vezes, com humor. Um lembrete sobre as excentricidades da existência. É com essas referências que Paolo Marinou-Blanco, diretor e roteirista grego-português, criou o longa “Sonhar com Leões”, uma tragicomédia surreal sobre a eutanásia.

Gilda, uma imigrante brasileira vivendo em Lisboa, chegou ao fim da linha. Com uma doença terminal e apenas um ano de vida pela frente, seu único desejo é morrer enquanto ainda é ela mesma, ainda tem sua dignidade e sem dor.

No entanto, após quatro tentativas de suicídio fracassadas, Gilda tem medo de tentar novamente, o que a leva à organização clandestina “Joy Transition International”, que alega ensinar pessoas com doenças terminais a se suicidarem sem dor, quando a eutanásia é ilegal.

Lá, ela conhece o jovem Amadeu, um introvertido funcionário de uma agência funerária, que também está em estado terminal. Juntos, eles passam pelos “workshops de eutanásia”, que acabam sendo um esquema absurdo e caro. Gilda então decide tomar o controle da situação, e esses dois heróis improváveis embarcam em uma aventura tragicômica e comovente para tentar morrer nos seus próprios termos.

Sobre o diretor

Paolo Marinou-Blanco é um diretor, produtor e roteirista grego-português. Estudou Filosofia na London School of Economics, Literatura Francesa na University College London, e fez um Mestrado em Cinema na New York University. Após ser estagiário de Spike Lee, Paolo escreveu e dirigiu seu primeiro longa, “Goodnight, Irene”, exibido no Festival de Tallinn Black Nights, Edinburgh, Goa, Provincetown, Mill Valley e em mais de 30 festivais ao redor do mundo e lançado nos cinemas de Portugal e do Reino Unido. Marinou-Blanco também trabalhou como roteirista e produtor nos EUA (membro do WGA), Portugal e Brasil. Alguns dos projetos que escreveu, co-escreveu ou produziu incluem: “Brass Monkey” para a Paramount Studios; “Olympic Village”, selecionado para o Jerusalem Film Lab; “City of Mist” para o produtor indicado ao Oscar Michael London. Seu curta-metragem “Empty Hands”, foi exibido em Vila do Conde 2021, San Francisco IFF, Izmir IFF e muitos outros. Seu segundo longa-metragem como diretor/roteirista e produtor, “Sonhar com Leões”, uma coprodução Portugal/Brasil/Espanha, foi selecionado para o Torino Film Lab, ganhou o prêmio San Francisco Film Society Rainin Grant, o Development Award no festival Tallinn Black Nights, Industry e obteve financiamento da ANCINE, ICA, Ibermedia e Eurimages.

Sobre a Pandora Filmes

A Pandora é uma distribuidora de filmes independentes que há 35 anos busca ampliar os horizontes da distribuição de longas-metragens no Brasil, revelando cineastas outrora desconhecidos no país, como Krzysztof Kieślowski, Theo Angelopoulos e Wong Kar-Wai, e relançando clássicos memoráveis em cópias restauradas, de diretores como Federico Fellini, Ingmar Bergman e Billy Wilder. Sempre acompanhando as novas tendências do cinema mundial, os lançamentos dos últimos anos incluem “O Apartamento”, de Asghar Farhadi, vencedor do Oscar de Melhor Filme Internacional; “The Square: A Arte da Discórdia”, de Ruben Östlund, vencedor da Palma de Ouro em Cannes; “Parasita”, de Bong Joon Ho, vencedor da Palma de Ouro e do Oscar; o tunisiano “O Homem que Vendeu Sua Pele”, de Kaouther Ben Hania, e “A Felicidade das Pequenas Coisas”, uma grande surpresa do cinema do Butão, ambos indicados ao Oscar de Melhor Filme Internacional; “Apocalypse Now: Final Cut”, a obra-prima de Francis Ford Coppola; “Roda do Destino”, de Ryusuke Hamaguchi, vencedor do Grande Prêmio do Júri no Festival de Berlim; além dos brasileiros “Deserto Particular”, de Aly Muritiba, e “Uma Família Feliz”, de José Eduardo Belmonte, dois grandes sucessos aclamados pela crítica.

O Álbum Visual Miley Cyrus: Something Beautiful estará disponível no Disney Plus em 30 de julho

O Álbum Visual Miley Cyrus: Something Beautiful estará disponível no Disney Plus em 30 de julho

O ÁLBUM VISUAL MILEY CYRUS: SOMETHING BEAUTIFUL ESTARÁ DISPONÍVEL NO DISNEY+ EM 30 DE JULHO

 

O trailer e o pôster oficiais já estão disponíveis

 

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Link do trailer: https://youtu.be/7ldy6lDN8gM

Materiais para imprensa: https://bit.ly/4lxW2M2

 

MILEY CYRUS: SOMETHING BEAUTIFUL, o longa-metragem que acompanha o mais novo álbum de Miley Cyrus, estará disponível no Disney+ em 30 de julho.

 

Dando continuidade à sua estreita relação com a Disney após ser reconhecida como uma Lenda Disney, Miley retoma a parceria com a Companhia para apresentar MILEY CYRUS: SOMETHING BEAUTIFUL, uma ópera pop única, repleta de fantasia, com treze músicas originais do álbum visual “Something Beautiful”.

 

O filme é uma produção de Miley Cyrus, XYZ Films e Panos Cosmatos, em parceria com a Sony Music Vision, Columbia Records e Live Nation. A direção é de Miley Cyrus, Jacob Bixenman e Brendan Walter, com direção de fotografia de Benoît Debie.

 

O álbum visual teve sua estreia mundial em 6 de junho do Festival de Cinema de Tribeca, antes de sua exibição exclusiva nos cinemas dos Estados Unidos e Canadá em 12 de junho.

 

Os controles parentais do Disney+ garantem que a plataforma continue sendo uma experiência de streaming adequada para todos os integrantes da família. Os assinantes podem criar perfis protegidos por PIN e definir limites de acesso para determinados perfis com base na classificação de conteúdo.

Poltrona Cabine: Vermiglio-A Noiva da Montanha/Cesar Augusto Mota

Poltrona Cabine: Vermiglio-A Noiva da Montanha/Cesar Augusto Mota

O cinema italiano sempre é uma atração à parte para o espectador, seja pelos filmes de época ou os contemporâneos com boas críticas sociais. Uma variação como essa motiva o fã da sétima arte e percebe que as produções italianas vão além de histórias sobre máfia e há variedades de narrativas para todo tipo de público. Aclamado no último Festival de Veneza e representante da Itália no Oscar, “Vermiglio-A Noiva da Montanha”, de Maura Delpero, é um filme intimista e de uma bela estética.

A trama se desenvolve em uma vila alpina, em 1944, local não atingido pela Segunda Guerra, e um soldado desertor aproveita para se refugiar na casa de uma família. Pietro não esperava que Lúcia se aproximasse dele, Flávia, a filha mais nova, vê na educação a única maneira de escapar do ambiente autoritário no qual vive sob as rédeas do pai, Cesare. A esposa, Adele, não tem escolha, e fica presa a uma dura rotina e com dupla jornada, de ser mãe e dona de casa.

O plano aberto predomina na maior parte do tempo do filme e a narrativa é dividida em estações, com transições entre as memórias dos personagens e alguns paralelos traçados entre os dramas do passado e os problemas contemporâneos. Uma discussão sobre sociedade patriarcal e os empecilhos que as mulheres tentam superar no dia a dia é feita de forma didática, e deixa o filme ainda mais interessante de se acompanhar. O sentimento de melancolia prevalece nessa transição de estações, são ciclos se encerrando e dando lugar para outros.

Apesar do ritmo lento, a obra é bastante reveladora, mostra o sentimento de resiliência das personagens mulheres e o poder de seguir em frente em meio a um cenário caótico, de pós-guerra e de forte opressão exercida pelos homens. Tudo é abordado de uma forma realista e com bastante delicadeza. As belas paisagens contrastando com a dor dos habitantes do vilarejo, tudo de uma maneira simples e sutil. Momentos de silêncio e linguagem corporal que disseram tudo.

Histórias universais podem ser contadas de diversas formas, e o uso do impacto e da sensibilidade foram as maneiras encontradas por Maura Delpero para mostrar o quão complexa é a vida e que somos cada vez mais fortes e resilientes, não importa qual seja o cenário.

Cotação: 4,5/5 poltronas

Por: Cesar Augusto Mota

Poltrona Cabine: Yõg Ãtak: Meu Pai, Kaiowá/Cesar Augusto Mota

Poltrona Cabine: Yõg Ãtak: Meu Pai, Kaiowá/Cesar Augusto Mota

É inegável o papel social e influência que o cinema exerce na vida das pessoas, seja pela transmissão de mensagens, valores e a contagem de histórias como sinônimo de legado e espelho de uma nação. O documentário “Yõg Ãtak: Meu Pai, Kaiowá”, de Sueli Maxakali, retrata a jornada de reencontro da cineasta com seu pai, Luiz Kaiowá, de quem foi separada ainda pequena no período da Ditadura Militar.

A obra se inicia com a narração de Sueli, de forma sóbria, apresentando cada membro de sua família. Ao falar do pai, relatou um episódio melancólico e que deixou cicatrizes, como o forçado afastamento dele por soldados para Teófilo Otoni, interior de Minas Gerais, permanecendo por lá por quarenta anos. Ele só se reencontrou com a família graças ao trabalho persistente da cineasta por meio do cinema, para relembrar uma parte triste de nosso país e a constante luta dos povos, principalmente os indígenas, por trabalho, moradia e liberdade.

A abordagem sensível que o filme pede aliada à naturalidade das palavras e dos gestos faz o espectador sentir afeto pelos personagens e se encaixar no contexto e no lugar deles diante de lembranças tão terríveis. Se não há muitas interações entre os protagonistas, o ambiente e as palavras ditam a história, que se desenrola em um ritmo cadenciado, dando tempo para o público acompanhar e sentir tudo o que a comunidade indígena Kaiowá sentiu e passou durante quatro décadas.

O uso de poucos recursos para filmar e as tomadas com pouca visibilidade imprimem uma certa simplicidade ao filme e autenticidade às histórias contadas pelos indígenas Kaiowá. Assim como ocorreu com “Ainda Estou Aqui”, o documentário de Sueli Maxakali não só relembra a página mais triste e sangrenta de nossa história como o legado deixado pelos ovos indígenas e a necessidade de deixá-lo vivo para futuras gerações.

Uma importante experiência pela qual o público brasileiro precisa passar, alguns que viveram durante a ditadura para relembrar os momentos de tortura e repressão e quem não viveu para ficar por dentro de um período importante de nossa história. “Yõg Ãtak: Meu Pai, Kaiowá” é sinônimo de emoção, imersão e autenticidade, a diretora foi capaz de mostrar que é possível contar uma história com precisão e honestidade, mesmo com poucos recursos. O filme é distribuído pela Embaúba Filmes e estreia em 10 de julho nos cinemas brasileiros.

Cotação: 5/5 poltronas.

Por: Cesar Augusto Mota

Boutique Filmes, Globo Filmes e Paris Filmes anunciam início de filmagens de “O Gênio do Crime”

Boutique Filmes, Globo Filmes e Paris Filmes anunciam início de filmagens de “O Gênio do Crime”

Ailton Graça, Marcos Veras, Douglas Silva e grande elenco mirim fazem parte do filme dirigido por Lipe Binder

Marcos Veras, Lipe Binder, Bela Alellaf, Francisco Galvão, Breno Kaneto, Ailton Graça, Samuel Estevam,
Douglas Silva e Tiago Mello na leitura de roteiro de “O Gênio do Crime”.

Crédito: Andréia Machado

O filme “O Gênio do Crime”, adaptação do clássico infantojuvenil de João Carlos Marinho, começa a ser rodado nesta segunda-feira, 30/06, na cidade de São Paulo. O elenco conta com Ailton Graça, Marcos Veras, Douglas Silva e Rafael Losso. O longa-metragem é uma produção da Boutique Filmes, com coprodução da Globo Filmes e será distribuído pela Paris Filmes.

A obra acompanha a “turma do Gordo”, quatro amigos que decidem investigar a falsificação de figurinhas da Copa do Mundo e acabam se envolvendo em uma grande aventura pela cidade de São Paulo. O grupo será interpretado por Francisco Galvão, Bela Alellaf, Breno Kaneto e Samuel Estavam.

Com direção de Lipe Binder (“Betinho: No Fio da Navalha”; “Império”) e roteiro de Ana Reber (“Depois do Universo”), o longa tem produção de Tiago Mello (“3%”), direção de fotografia assinada por Pedro Sotero (“Bacurau”) e direção de arte de Thales Junqueira (“O Agente Secreto”).

“O livro é marcado por várias situações icônicas na cidade de São Paulo e queremos reproduzi-las no cinema. As locações foram cuidadosamente escolhidas para dar vida a cenas que provocam o imaginário de crianças e jovens que leram o livro, que fez parte da nossa formação. Reunimos uma equipe experiente e criativa, para trazer frescor a essa nova adaptação, ambientada nos dias atuais”, diz Tiago Mello, sócio da Boutique Filmes.

Publicado originalmente em 1969, “O Gênio do Crime” é um dos maiores sucessos da literatura infantojuvenil brasileira. A obra já vendeu mais de um milhão de exemplares e soma 60 edições publicadas. O filme foi contemplado pelo ProAc – iniciativa do Governo do Estado de São Paulo de fomento à cultura – e conta também com recursos do Fundo Setorial e Ancine.

“A adaptação de O Gênio do Crime para os cinemas reforça o compromisso da Globo Filmes com a realização de grandes produções para toda a família. É uma história encantadora que mistura amizade, investigação e a paixão nacional pelo futebol, com todos os ingredientes para cativar diferentes gerações. Estamos confiantes que teremos uma obra muito bem realizada para o público brasileiro”, afirma Flávia Costa, Gerente de Filmes & Infantil, Produtos Digitais Globo.

“Estamos muito felizes em embarcar neste projeto, que homenageia a cidade de São Paulo e celebra um clássico da literatura infantojuvenil brasileira, que cativa o público leitor até hoje com seus personagens inesquecíveis. Temos certeza de que não só os fãs do livro, mas também os fãs de boas histórias como um todo irão amar a adaptação”, diz Marcio Fraccaroli, diretor geral da Paris Filmes.