Top 5 filmes de Cacá Diegues/Anna Barros

Top 5 filmes de Cacá Diegues/Anna Barros

Faleceu nesta sexta, dia 14 de fevereiro, antes de uma cirurgia na Clínica São Vicente da Gávea, o cineasta brasileiro, Cacá Diegues. Cacá foi um dos mais expoentes cineastas brasileiros com uma vasta obra, de filmes diversos e que marcaram o Brasil. Sua obra-prima, a meu ver, é Bye Bye Brasil.

Faremos um top 5 com seus filmes mais marcantes.

1- Bye Bye Brasil

Salomé, Lorde Cigano e Andorinha são três artistas ambulantes que cruzam o Brasil em um caminhão alegremente colorido carregando a Caravana Rolidei e suas atrações. A trupe faz espetáculos para o setor mais humilde da população brasileira, que ainda não tem acesso à televisão. Em uma pequena cidade do Nordeste à beira do rio São Francisco, o sanfoneiro Ciço e sua esposa Dasdô se juntam ao grupo em uma jornada da Amazônia até Brasília.

Com José Wilker, Betty Faria, Fábio Junior, dentre outros.

2- Orfeu

Na recontagem do mito grego de Orfeu e Eurídice, Orfeu é um músico popular de uma escola de samba. Na favela onde mora apaixona-se por Eurídice, e seus destinos e vidas se entrelaçam no Carnaval.

Com Toni Garrido e Patrícia França.

3-  Um Trem para as Estrelas

O jovem saxofonista Vinícius passa por diversas experiências pelas ruas do Rio de Janeiro enquanto procura por sua namorada desaparecida. Durante essa busca, ele vivencia, pela cidade, violência, miséria e injustiças, sempre envolvido pela música.

Com Guilherme Fontes, Ana Beatriz Wiltgen e Taumaturgo Ferreira.

4- Tieta do Agreste

Aos 17 anos de idade, Tieta viveu aventuras amorosas que escandalizaram a população de Santana do Agreste, o que motivou seu pai a expulsá-la de casa. Longe da família, Tieta enviava ajuda financeira ao pai e às irmãs, Tonha e Perpétua. Vinte e seis anos após ter sido expulsa, Tieta retorna a Santana do Agreste com sua enteada. A presença de Tieta na cidade transforma por completo a pacata cidade, ainda mais quando ela se envolve com o próprio sobrinho.

Com Sônia Braga, Jece Valadão e Cláudia Abreu.

5- Xica da Silva

Na segunda metade do século 18, João Fernandes, representante da corte portuguesa, apaixona-se pela escrava negra Xica da Silva e a transforma na Rainha do Diamante, satisfazendo todos os seus desejos extravagantes.

Com Zezé Motta, Walmor Chagas, Altair Lima.

Galeria

WALT DISNEY STUDIOS REVELA NOVO PÔSTER DE BRANCA DE NEVE COM AS PROTAGONISTAS

Com estreia confirmada para dia 20 de março, a nova arte do longa destaca a princesa e a Rainha Má em seus respectivos universos

A Walt Disney Studios acaba de divulgar mais um pôster de Branca de Neve, o aguardado live-action que traz uma releitura encantadora do clássico de 1937. A arte destaca o confronto entre Branca de Neve (Rachel Zegler) e a icônica Rainha Má (Gal Gadot), simbolizando a eterna batalha entre o bem e o mal.

Com direção de Marc Webb (O Espetacular Homem-Aranha) e produção de Marc Platt (Wicked), Branca de Neve promete levar às telonas uma emocionante fusão entre nostalgia e inovação. O novo pôster, que contrasta o mundo vibrante e cheio de esperança de Branca de Neve com a atmosfera sombria e enigmática da Rainha Má, captura a essência desse conto atemporal, agora reimaginado para uma nova geração.

Branca de Neve estreia exclusivamente nos cinemas brasileiros em 20 de março de 2025.

Maratona Oscar: O Brutalista/Cesar Augusto Mota

Maratona Oscar: O Brutalista/Cesar Augusto Mota

Abordagens sobre períodos difíceis e dolorosos da história da humanidade aliados às condições humanas são, na maioria das vezes, atrativas para fãs de cinema e os apreciadores de reconstituições de fatos reais. Uma abordagem profunda munida de oposições entre ideias e as complexas relações humanas dão forma ao filme ‘O Brutalista’, de Brady Corbet. Estrelas como Adrien Brody e Guy Pearce também são outros atrativos, que prometem mexer com as emoções de quem embarcar nessa jornada de três horas e trinta e seis minutos de projeção.

Os acontecimentos se passam em 1947, que ilustram a busca do arquiteto László Tóth (Brody) e sua esposa por reconstrução após a Hungria ser devastada durante a Segunda Guerra Mundial. László recebe uma proposta de Harrison Van Buren (Pearce), de construir um monumento que exalte a América Moderna e todo o seu simbolismo. Mas o que se vê é uma verdadeira oposição entre a arte e a submissão e exploração e poder.

O roteiro é bastante variado e rico em conteúdo, com abordagens sobre capitalismo, perseguição religiosa, traumas do passado e o sentimento de pressão e culpa por ter de entregar resultados em um cenário que vai contra as próprias crenças. A essência criativa de László também é abordada, de uma forma profunda, sutil, e com uma atuação visceral de Adrien Brody, que foi capaz de sensibilizar o público, com a plateia entrando em seu cérebro, visualizando uma série de nós e o cenário complexo para tentar desatá-los.

A fragilidade do psicológico humano combinado com o anseio de vencer é o verdadeiro golpe de mestre do filme, que tem um desfecho positivo para o protagonista. Brody entrega tudo o que se espera dele, com um personagem de vida sofrida e com uma impressionante superação. Já Pearce é um ótimo antagonista, que tenta sugar até a última gota do personagem-central, sendo um personagem ambicioso, sem escrúpulos e com algumas vulnerabilidades.

‘O Brutalista’ vem forte para a atual temporada de premiações, tendo sido indicado em dez categorias do Oscar, como melhor filme, melhor ator, melhor ator coadjuvante e melhor roteiro original. Uma obra que vai além do entretenimento, vale a pena.

Cotação: 4/5 poltronas.

Por: Cesar Augusto Mota

NOVO LONGA DE RUY GUERRA, AOS PEDAÇOS, ESTREIA AMANHÃ (13) NOS CINEMAS

NOVO LONGA DE RUY GUERRA, AOS PEDAÇOS, ESTREIA AMANHÃ (13) NOS CINEMAS

Aos 93 anos, cineasta explora o caos das emoções
em um intrigante jogo de sombras
AOS PEDAÇOS
O mais recente longa-metragem de Ruy Guerra, AOS PEDAÇOS, chega aos cinemas brasileiros amanhã (13) com distribuição da PANDORA FILMES. O thriller psicológico convida o espectador para um mergulho em um universo onde os limites entre realidade, obsessão e paranoia são continuamente questionados.

Eurico Cruz é um protagonista dividido entre duas casas idênticas, habitadas por suas esposas, Ana e Anna. Ele recebe a visita de Eleno e um bilhete misterioso que anuncia sua morte, assinado apenas por “A.”. A partir daí, espaços, personagens e emoções se confundem, construindo um quebra-cabeça intenso sobre amores, ódios e suspeitas. A narrativa labiríntica se apresenta como reflexo da experiência de um cineasta que, aos 93 anos, reafirma sua jovialidade e ousadia criativa.

Em preto e branco de alto contraste e baixa exposição, a fotografia assinada por Pablo Baião é um dos grandes destaques do longa e venceu o Kikito de Melhor Fotografia no Festival de Gramado. Segundo o crítico Marcio Sallem, do Cinema com Crítica, “é fácil admirar a estética da insanidade/irrealidade adotada por Ruy Guerra: um preto e branco […] com uma fotografia caprichadíssima de Pablo Baião”. 

Premiado no Festival de Gramado, com Kikitos de Melhor Diretor, Melhor Fotografia e Melhor Som, AOS PEDAÇOS é mais um capítulo na trajetória do cineasta fundador do Cinema Novo. Em sua carreira, Ruy Guerra acumula clássicos como “Os Fuzis” (1964) e adaptações de grandes nomes da literatura mundial como “Erêndira” (1983) e “O Veneno da Madrugada” (2005).

Além da direção de Ruy Guerra, AOS PEDAÇOS conta com um elenco formado por grandes talentos do cinema, teatro e televisão. Simone Spoladore acumula prêmios de melhor atriz em festivais como o Festival de Brasília e o Cine PE. Julio Adrião foi vencedor do Prêmio Shell de Melhor Ator por sua atuação em “A Descoberta das Américas”. Já Emilio de Mello, indicado ao Emmy Internacional pela série “Psi”. 

Sinopse:
Eurico Cruz amanhece irritado. Sabe que algo está por acontecer. Eurico vive de viagem entre casas idênticas, uma construída no deserto, outra numa praia tropical. Em cada casa, vive uma de suas esposas, Ana e Anna. Nesse labirinto de espaços iguais recebe a perturbadora visita de Eleno. Um bilhete, assinado por um A., lhe anuncia sua morte. Quem o ameaça? Embaralham-se os espaços, as personagens, suas paixões extremas, seus ódios, amores e suspeitas.
Ficha técnica
AOS PEDAÇOS, 2020.
93 minutos – Brasil.

Direção: Ruy Guerra
Roteiro Original: Ruy Guerra / Luciana Mazzotti
Produção: Janaina Diniz Guerra
Elenco: Emilio de Mello, Simone Spoladore, Christiana Ubach, Julio Adrião.
Dir. Fotografia: Pablo Baião
Dir. Arte: Cedric Aveline
Montagem: Mair Tavares / Daniel Garcia
Desenho de Som: Bernardo Uzeda
Música: Fracktura
Som Direto: Antonio Grosso
Prod. Executiva: Adriana Konig
Prod. Pós-Produção: Juca Diaz
Assistente de Direção: Dandara Guerra
Figurino: Rô Nascimento / Kika Lopes
Maquiagem: Mari Pin
COM HUMBERTO MARTINS, LONGA ‘TUDO QUE É SÓLIDO’ TERMINA FILMAGENS NO INTERIOR DE MINAS

COM HUMBERTO MARTINS, LONGA ‘TUDO QUE É SÓLIDO’ TERMINA FILMAGENS NO INTERIOR DE MINAS

Filme tem direção e roteiro de Márcio Heleno Soares; gravações aconteceram em Caratinga, Ipatinga, Imbé de Minas e UbaporangaTudo_que_Slido_-_Luciano_Gomes_Costa_Humberto_Martins_e_Julliano_Mendes_em_cena_gravada_em_Caratinga_-_crdito_Flvio_Monfreda
‘Tudo que é Sólido’ – Luciano Gomes Costa, Humberto Martins e Julliano Mendes em cena gravada em Caratinga – crédito: Flávio Monfreda
“Tudo que Sólido”, de Márcio Heleno Soares, terminou suas filmagens no início de fevereiro. O ator Humberto Martins é o grande vilão do longa filmado no interior mineiro. Outros nomes importantes para a trama como o rapper Kant e as atrizes Adriana Rabelo (“Fuzuê”) e Eduarda Samara (“Bacurau”) também gravam na região.

No suspense policial, o artista carioca, visto recentemente em “O Auto da Compadecida 2”, vive o implacável Rei do Bicho, enquanto Eduarda interpreta Mara, uma jovem que se envolve com o traficante Paulista (Kant). Adriana Rebello (“Desalma”, Russo Apr (“Marte Um”) e Erick Maximiano também terão papéis de destaque no filme.

Humberto Martins divide sua função em duas etapas. “Teve um processo inicial de imaginação do roteiro que primeiro abre a janela de visualização do ator”, explica. “Aí já no set, com a direção, é quando o trabalho vai tomando outra forma mais elaborada, mais definitiva”. Ele também destaca seu apreço por produções locais: “acho maravilhoso, engrandece a nossa indústria, o local e as possibilidades de trabalhar na área artística”.

O longa tem direção de Márcio Heleno Soares, que divide o roteiro com André Regal. “Tudo que Sólido” narra a intensa relação entre dois adolescentes, que acaba se transformando em um violento conflito de gangues. As cenas do filme foram gravadas nas cidades de Caratinga, Ipatinga, Imbé de Minas e Ubaporanga.

As filmagens começaram em dezembro do ano passado com elenco local, escolhido entre mais de 800 pessoas. Foram selecionados 60 atores para as gravações. O longa conta com produção executiva de Edileis Novais e Emanuelly Batista Coelho, direção de produção de João Paulo de Souza e coordenação de produção de Ton Silva.

“O filme tem uma relação muito íntima com o interior de Minas, em cidades situadas no Vale do Aço”, conta o diretor. “Então nós temos esse grupo de pessoas que são da região, o que dá autenticidade para a trama, para trazer não só o sotaque, mas também algumas características físicas daqui”, complementa. Ao mesmo tempo, a ideia do diretor é a de desconstruir os arquétipos do campesino local.

Realização da Mimética Produções Audiovisuais, “Tudo que é Sólido” conta com financiamento via Incentivo da Secretaria de Estado de Cultura e Turismo de Minas Gerais – SECULT , Lei Paulo Gustavo – apoio às produções audiovisuais mineiras – Categoria 2 – Produção.

“Tudo que é Sólido”

Diretor: Márcio Heleno Soares

Roteiro: Márcio Heleno Soares e André Regal

Produtoras Executivas: Edileis Novais e Emanuelly Batista Coelho

Diretor de Produção: João Paulo De Souza

Diretor de Fotografia: Marcklano Lima Araujo Chagas

Diretor de Arte: Sérgio Crespo

Elenco principal: Humberto Martins, Adriana Rabello, Russo Apr, Eduarda Samara e Erick Maximiliano

Elenco regional: Artur José Silva, Beatriz Pimenta, Fernanda Teixeira Rossi, Mírian Cristina, Renato Gomes e Wellington Calaça.