Maratona Oscar: Ainda Estou Aqui/Gabriel Araujo

Maratona Oscar: Ainda Estou Aqui/Gabriel Araujo

Você muito provavelmente já ouviu falar da “cena da sorveteria.” Fernanda Torres, com um olhar tão impactante quanto difícil de se descrever, observa casais felizes em uma sorveteria. Ela interpreta Eunice Paiva em um estabelecimento que costumava frequentar com a família e o marido, Rubens Paiva (Selton Mello), morto pela ditadura militar.

Sim, é muito impactante, e possivelmente a melhor da carreira de Torres. Ela mereceria um Oscar só por isso.

Você muito provavelmente já ouviu falar da cena em que Rubens Paiva olha para Eunice e fala que já volta, ao ser levado de casa pelos agentes do regime. Os dois trocam olhares, e ele não volta mais.

Sim, é muito impactante, e um dos melhores momentos de Mello no longa. Fernanda está brilhante, mas a performance de Selton como coadjuvante, diga-se de passagem, também merece todos os elogios.

Você muito provavelmente já ouviu falar da cena em que o cachorro da família é atropelado e Eunice atravessa a rua e bate no vidro do carro dos agentes da ditadura, clamando por saber o paradeiro de seu marido. Das cenas das reuniões da família. Da participação da Fernanda Montenegro no final. Da música do Eramos Carlos. Da vida de Eunice e Rubens Paiva. Do livro de Marcelo Rubens Paiva. Dos vários prêmios.

A esta altura, você muito provavelmente já ouviu falar de praticamente tudo que envolve “Ainda Estou Aqui”, longa de Walter Salles que concorre a três estatuetas no Oscar deste ano — melhor filme, melhor filme internacional e melhor atriz (Torres). Eu não posso fingir que não. O filme é um mega hit no Brasil, e um grande sucesso internacional, alavancado pela vitória de Fernanda no Globo de Ouro.

Mas ainda que você provavelmente já tenha ouvido falar de todas elas, há coisas das quais não podemos deixar de mencionar nunca. A ditadura militar é uma delas. A memória de um país e de um povo, já tantas vezes retratada no cinema e que mais tantas será. E a partir de agora “Ainda Estou Aqui” também é uma delas, e espero que servindo para alavancar essas produções futuras.

Ele é um grande marco para o cinema brasileiro. Em minha vida como fã nascido quase junto a “Central do Brasil”, talvez a melhor referência prévia, jamais havia visto tamanha mobilização em torno de um filme nacional. E sabe o que é melhor? É muito merecido. Salles faz uma obra com pesquisa redonda e atores em um momento brilhante. A fotografia é linda e cuidadosa. A trilha sonora é genial.

Você muito provavelmente já ouviu incontáveis elogios para “Ainda Estou Aqui”. Sim, todos eles são justos e neste humilde espaço os ecoo. Você muito provavelmente já até assistiu “Ainda Estou Aqui”. E se não o fez, por favor, nem termine de ler este post com meus prognósticos e vá correndo procurar um jeito de vê-lo.

Creio que há grandes chances de vitória na categoria de melhor filme internacional, especialmente após as polêmicas de “Emilia Pérez”. Em melhor filme é mais difícil. Fernanda Torres está muito competitiva na categoria de melhor atriz. Demi Moore (“A Substância”) levou SAG e o outro Globo de Ouro. O cenário está embolado entre as duas, mas hoje vejo leve vantagem para a americana.

Você muito provavelmente já ouviu milhares de “boa sorte ao Brasil” na sua vida. Mas sim, deixo aqui o meu também. Boa sorte, “Ainda Estou Aqui”!

Nota da editora: Ainda Estou Aqui concorre a três Oscars: Melhor Filme, Melhor Atriz para Fernanda Torres e Melhor Filme Internacional.

Oscar 2025: Cinemark prepara ações especiais e descontos exclusivos

Oscar 2025: Cinemark prepara ações especiais e descontos exclusivos

Oscar 2025: Cinemark prepara ações especiais e descontos exclusivos para a temporada de premiação

Clientes de todo o Brasil poderão assistir aos indicados ao Oscar em cartaz a partir de R$ 12.

Na noite do evento, em 2/3, Cinemark e Jovem Nerd estarão juntos na live ‘Oscar de Pijama’, com transmissão da premiação anúncios e promoções exclusivas aos espectadores

Cinemark anuncia oficialmente uma série de ações especiais como aquecimento e celebração ao melhor do cinema no Oscar 2025. Neste ano, os filmes indicados à premiação, que estejam atualmente em cartaz na Rede, estarão com ingressos a R$ 12 nos dias 27 e 28 de fevereiro, Após a premiação, entre os dias 6 e 12 de março, a vantagem retorna e o público encontrará os filmes premiados com ingressos a partir de R$ 12. A promoção não é válida para salas XD, Prime, Poltronas D-BOX e nas unidades Iguatemi SP e Cidade Jardim (SP) e Village Mall (RJ).

Dessa forma, nenhum cinéfilo perderá a chance de conferir produções elogiadas pela crítica especializada, como “O Brutalista”, “Flow” e “Conclave”, além se emocionar pela primeira vez ou reassistir a “Ainda Estou Aqui”, torcendo muito pelo nosso representante nacional na conquista à estatueta de ouro no evento de Los Angeles.

Filmes elegíveis da promoção:

  • Ainda Estou Aqui
  • Conclave
  • Duna II (reexibição a partir de 27/2)
  • Emília Perez
  • Flow
  • O Brutalista
  • Um Completo Desconhecido

Oscar de Pijama com o Jovem Nerd

A Cinemark estará acompanhando todos os detalhes da premiação por meio da live “Oscar de Pijama”, liderada e realizada pelo Jovem Nerd, a partir das 20h do dia 2 de março, com transmissão simultânea no Instagram da Rede (@cinemarkoficial) e no seu canal do YouTube e  Jovem Nerd. Este ano, a Cinemark patrocina a transmissão e o cenário estará personalizado com os melhores baldes da Rede. Serão anunciadas ações envolvendo o Cinemark Club — o serviço de assinatura da empresa —, o Snack Bar, com revelações de produtos colecionáveis inéditos dos filmes “Branca de Neve” e “Minecraft”, além de uma novidade especial para o Dia da Pipoca que promete chacoalhar o mercado.

Comandada por Alexandre Ottoni – o Jovem Nerd – e Deive Pazos – mais conhecido como Azaghal, a edição deste ano será ainda mais especial, com temática 100% brasileira para celebrar Fernanda Torres, indicada ao troféu de Melhor Atriz, e “Ainda Estou Aqui”, que concorre ao prêmio de Melhor Filme Internacional e também à maior categoria da noite, Melhor Filme. Além dos apresentadores, a live contará com convidados especiais, como Katiucha Barcelos – podcaster e especialista em cinema -, Anderson Gaveta – criador de conteúdo e “maluco profissional” -, Max Valarezo – influenciador do canal EntrePlanos -, e Ale Santos – roteirista e escritor. 

“Este ano o Oscar tem um gostinho especial para nós brasileiros e a Cinemark se preparou para estar junto do público na celebração do cinema e na torcida pelo nosso representante na premiação. Mais uma vez colaboramos com uma dupla de profissionais que admiramos muito e que reúne uma legião de fãs de cinema iguais a nós. Participar do terceiro ano desse projeto do Alexandre Ottoni e do Deive Pazos é uma alegria para a empresa e estamos preparando diversas novidades para o público que vai acompanhar a premiação conosco. Para completar a experiência, revelaremos ações promocionais inéditas para aqueles que ainda não conseguiram prestigiar as obras em cartaz ou para quem gostaria de revê-las. É a oportunidade perfeita de maratonar grandes produções na melhor experiência de cinema do país”, comenta Vinicius Porto, Diretor de Marketing da Cinemark.

Promoção Oscar 2025 na Cinemark:
Quando: Dias 27 e 28 de fevereiro e de 6 a 12 de março.
Onde: Em todos os complexos da Rede. Consulte o site da Cinemark para conferir a programação completa do cinema mais próximo.
Valor: Nos dias 27 e 28 de fevereiro: R$ 12. Entre 6 e 12 de março: R$ 12 (durante a semana) e R$ 17 (no fim de semana). Venda de ingressos disponível no app e site da Cinemark.

Live “Oscar de Pijama – Jovem Nerd e Cinemark
Quando: Dia 2 de março, às 20h. 
Onde: Transmissão simultânea no Instagram da Cinemark e no canal do YouTube do Jovem Nerd.

Framboesa de Ouro 2025 – Os Vencedores

Framboesa de Ouro 2025 – Os Vencedores

E sem esse papo de Oscar. A premiação mais importante do cinema já divulgou seus vencedores: a Framboesa de Ouro.

A grande vencedora da noite foi Madame Teia, com 3 Framboesas; seguido por A batalha do biscoito Pop-Tart, Megalópolis e Coringa 2: Delírio a Dois, cada um com 2 Framboesas.

Vale um destaque para Francis Ford Coppola, que agradeceu o prêmio de Pior Diretor em seu instagram: “Estou muito feliz ao aceitar o Framboesa de Ouro em tantas categorias importantes, e pela honra especial de ser indicado como pior diretor, pior roteirista e pior filme em uma época em que tão poucos têm a coragem de enfrentar as tendências que prevalecem no cinema contemporâneo.”

Não acho Megalópolis tão ruim assim. Mas acho que ele pode ter algum destaque no futuro, como foi Blade Runner, que somente foi compreendido quase 15 anos depois do lançamento.

Então como já é tradição, vamos aos meus palpites e os vencedores.

PIOR FILME

Borderlands (meu favorito)

Coringa 2: Delírio a Dois

Madame Teia (vencedor)

Megalópolis

Reagan

  • Nunca houve dúvidas sobre a qualidade desta obra.

PIOR ATOR

Jack Black – Querido Papai Noel

Zachary Levi – Harold e o lápis mágico

Joaquin Phoenix – Coringa 2: Delírio a Dois

Dennis Quaid – Reagan

Jerry Seinfeld – A batalha do biscoito Pop-Tart

  • Infelizmente Seinfeld nunca fez mais nada de bom depois que seu sitcom acabou.

PIOR ATRIZ

Cate Blanchett – Borderlands

Lady Gaga – Coringa: Delírio a Dois

Bryce Dallas Howard – Argylle

Dakota Johnson – Madame Teia

Jennifer Lopez – Atlas

  • Dakota Johnson conseguiu não convencer em um filme de herois da mesma maneira que ela não convenceu na maior parte da sua carreira.

PIOR ATOR COADJUVANTE

Jack Black – Borderlands

Kevin Hart – Borderlands

Shia LaBeouf – Megalópolis

Tahar Rahim – Madame Teia

Jon Voight – Megalópolis, Reagan, Shadow Land e Strangers

  • Voight é um excelente ator. Mas este ano que passou, ele pode esquecer.

PIOR ATRIZ COADJUVANTE

Ariana DeBose – Argylle e Kraven, O Caçador

Leslie Anne Down – Reagan

Emma Roberts – Madame Teia

Amy Schumer – A batalha do biscoito Pop-Tart

FKA Twigs – O Corvo

  • A verdade é que nada nesse filme é bom: o roteiro, a direção e as atuações.

PIOR DIRETOR

S.J. Clarkson – Madame Teia

Francis Ford Coppola – Megalópolis

Todd Phillips – Coringa 2: Delírio a Dois

Eli Roth – Borderlands

Jerry Seinfeld – A batalha do biscoito Pop-Tart

  • Megalópolis tem vários defeitos, mas acho que ele é uma obra que com o tempo pode ganhar status de cult.

PIOR COMBO EM TELA

Quaisquer dois personagens detestáveis (mas especialmente Jack Black) em Borderlands

Quaisquer dois “atores cômicos” sem graça – A batalha do biscoito Pop-Tart

O elenco inteiro de Megalópolis

Joaquin Phoenix & Lady Gaga – Coringa 2: Delírio a Dois

Dennis Quaid & Penelope Ann Miller (como Ronnie e Nancy) – Reagan

  • Realmente essa dupla não tem química nas telas.

PIOR PREQUEL, REFILMAGE, CÓPIA OU SEQUÊNCIA

O Corvo

Coringa 2: Delírio a Dois

Kraven, O Caçador

Mufasa: O Rei Leão

Rebel Moon – Parte 2: A Marcadora de Cicatrizes

  • Ainda acho que a expectativa em O Corvo era maior, mas o prêmio está em boas mãos.

PIOR ROTEIRO

Coringa 2: Delírio a Dois

Kraven, O Caçador

Madame Teia

Megalópolis

Reagan

  • Faço novamente a mesma pergunta: que roteiro?

@guimaraesedu

Maratona Oscar: Wicked/Flávia Barbieri

Maratona Oscar: Wicked/Flávia Barbieri


Resenha de “Wicked” – Uma jornada encantadora
entre emoção e grandiosidade cinematográfica


(Por Fla Barbieri)


Poucos musicais da Broadway alcançaram o status de fenômeno cultural como
Wicked. Adaptado do romance de Gregory Maguire, que por sua vez reinventa O
Mágico de Oz sob uma nova perspectiva, a história da improvável amizade entre
Elphaba e Glinda sempre cativou plateias ao redor do mundo. Agora, sob a direção de
Jon M. Chu, a magia desse universo ganha vida nas telonas com um esplendor visual
e emocional que faz jus à sua grandiosidade teatral.


Desde os primeiros momentos, Wicked envolve o espectador em um espetáculo
grandioso, onde a direção de arte e os efeitos visuais criam um universo vibrante e
onírico, sem perder a essência da narrativa original. A cinematografia é um deleite para
os olhos, equilibrando o tom fantasioso da Terra de Oz com a profundidade emocional
dos conflitos que moldam suas personagens.


A Força das Protagonistas
Cynthia Erivo entrega uma performance arrebatadora como Elphaba. Sua
interpretação traz camadas à personagem, oscilando entre vulnerabilidade e força com
uma naturalidade impressionante. Sua voz potente dá nova vida a clássicos como
Defying Gravity, um dos momentos mais esperados do filme, que não decepciona e
mantém a carga emocional que fez dessa música um hino de autodescoberta e
empoderamento.


Ariana Grande, por sua vez, surpreende como Glinda. Distante de sua persona pop, a
cantora e atriz mergulha na dualidade da personagem, entregando uma atuação
equilibrada entre a leveza cômica e os dilemas morais que surgem ao longo da trama.
O icônico número Popular é executado com uma energia contagiante, mas é no momentos de vulnerabilidade que sua performance se destaca. A química entre Erivo e Grande é palpável, tornando a relação entre as protagonistas ainda mais cativante.
Uma Adaptação Que Respeita o Original
Jon M. Chu, conhecido por sua direção visualmente rica em Crazy Rich Asians e In the
Heights, consegue traduzir a grandiosidade do palco para o cinema sem perder a
intimidade necessária para conectar o público com as personagens. O filme encontra
um equilíbrio entre a espetacularidade e os momentos mais introspectivos, permitindo
que a narrativa se desenvolva de forma fluida e imersiva.


A trilha sonora, composta por Stephen Schwartz, mantém seu impacto icônico, e as
novas orquestrações conferem um frescor sem desrespeitar o legado do musical. A
direção de fotografia e os efeitos especiais são utilizados de maneira inteligente,
intensificando o impacto das cenas-chave sem sobrecarregar a experiência.


Recepção Crítica e Reações do Público


A recepção de Wicked tem sido amplamente positiva. Críticos elogiam a adaptação
por sua fidelidade ao espírito do musical e pelo desempenho arrebatador de suas
protagonistas. Muitos apontam que a versão cinematográfica traz novas camadas
emocionais, tornando a história ainda mais acessível a um público diverso. O filme já
conquistou uma sólida pontuação no Rotten Tomatoes, reforçando seu apelo tanto
para fãs de longa data quanto para aqueles que estão tendo seu primeiro contato com
essa história.


Indicações ao Oscar


Com uma produção tão meticulosa e performances marcantes, Wicked desponta
como um dos grandes destaques da temporada de premiações. O filme está
concorrendo nas seguintes categorias do Oscar:


Melhor Filme
Melhor Direção (Jon M. Chu)

Melhor Atriz (Cynthia Erivo)
Melhor Atriz Coadjuvante (Ariana Grande)
Melhor Roteiro Adaptado
Melhor Direção de Arte
Melhor Figurino
Melhor Trilha Sonora Original
Melhor Canção Original


Essas indicações não apenas validam a excelência técnica do filme, mas também
destacam seu impacto dentro da indústria cinematográfica.


Conclusão


Wicked não é apenas uma adaptação de um musical de sucesso; é uma obra
cinematográfica que honra seu material de origem enquanto expande sua narrativa
com um novo olhar. Com atuações brilhantes, uma direção inspirada e uma produção
impecável, o filme é uma experiência visual e emocional que merece ser vivida na tela
grande. Seja para os fãs que aguardaram anos por essa adaptação ou para aqueles
que estão descobrindo Oz pela primeira vez, Wicked entrega um espetáculo
inesquecível que reafirma o poder do cinema musical.

Maratona Oscar: Dune parte 2/Diego Uzeda

Maratona Oscar: Dune parte 2/Diego Uzeda

Duna 2 não é simplesmente mais do mesmo como muitas continuações. É o tipo de filme que faz muita diferença entre assistir na tela grande e em casa. Villeneuve usou tudo que podia em imagem e som ao fazer gente que nem era tão interessada assim na saga a grudar o olho na tela e tentar entender todo aquele universo, que apesar de muitos não saberem foi escrita nos anos 60 dando base a muitas outras histórias que estiveram na imaginação das últimas gerações de fãs.

A mítica jornada de Paul Atreides continua numa estória que remete a outros contos que falam da profecia de um futuro Messias. A vida na areia e a jornada junto com os Fremen apresenta uma nova realidade para Paul e sua mãe Jessica -que recebe a liderança espiritual do povo de areia, sendo ela própria a descendente de uma longa linhagem das “feiticeiras” Bene Gesserit.

Ao começar o romance com a Fremen chamada Chani, o suposto Messias causa espanto ao dominar um grande verme de areia e demonstrar a promessa de ser o escolhido. Os efeitos e os visuais de Duna 2 fazem com que a realização do filme nem se compare a obra de David Lynch de 1984, realmente tudo muito hipnotizante e que te traz dentro da estória mostrando com realismo toda essas trama. Realmente imperdível e acho que todos estão ansiosos para a continuação. 

Indicações para o Oscar Duna 2:

  • Melhor Filme
  • Melhor Design de Produção
  • Melhor Som
  • Melhores Efeitos Visuais
  • Melhor Fotografia