“1917” é indicado ao melhor filme do Oscar 2020

“1917” é indicado ao melhor filme do Oscar 2020

Por: Vitor Arouca

1917-cinepop5-696x352O filme, 1917, conta a história dos cabos britânicos, Schofield e Blake durante a Primeira Guerra Mundial.  Os seus superiores passam uma missão nada fácil. Os dois precisam atravessar o território inimigo, lutando contra o tempo, para entregar uma mensagem que pode salvar mais de 1300 colegas de batalhão.

1917 já ganhou sete prêmios e ainda concorre em 10 categorias no Oscar.                  Confira abaixo as conquistas:

Conquistas: Prêmio Globo de Ouro – Melhor Filme Dramático

Prêmio Globo de Ouro –  Melhor Diretor – Sam Mendes

Satellite Award – Melhor Fotografia – Roger Deakins
Prêmio do Sindicato de Produtores da América Melhor Filme
Critics’ Choice Award – Melhor Diretor – Sam Mendes
Critics’ Choice Award – Melhor Edição – Lee Smith 
Critics’ Choice Award – Melhor Fotografia – Roger Deakins
A entrega do Oscar, será no dia 9 de fevereiro. Confira abaixo as dez indicações do filme:
Melhor Filme, Melhor Diretor, Melhor Trilha Sonora Original, Melhor Roteiro Original, Melhor Fotografia, Melhor Mixagem de Som, Melhor Direção de Arte, Melhor Edição de Som, Melhor Maquiagem e Penteado e Melhores Efeitos Visuais.

 

 

‘A Vida Invisível’, de Karim Aïnouz, tem data de estreia alterada

‘A Vida Invisível’, de Karim Aïnouz, tem data de estreia alterada

Após ser consagrado em festivais internacionais, filme brasileiro escolhido para concorrer a uma vaga nos indicados de melhor filme internacional no Oscar estreia no circuito nacional em 21 de Novembro

A Vida Invisível” teve seu lançamento em circuito nacional transferido para o dia 21 de novembro.

Com distribuição conjunta da Sony Pictures e Vitrine Filmes, o sétimo longa-metragem da carreira Karim Aïnouz vem conquistando prêmios importantes nos principais festivais do mundo, como o Grand Prix da mostra Un Certain Regard, no Festival de Cannes – inédito na história do cinema brasileiro –, além de prêmios do público de Melhor Filme e do júri de Melhor Fotografia, no Festival de Cinema de Lima; e o CineCoPro Award, no Festival de Munique.

Exibido no Toronto International Film Festival para uma plateia com importantes nomes do cinema mundial, como a atriz francesa Isabelle Huppert, o filme teve longos minutos de aplausos ao final da projeção.

A Vida Invisível’, que ganhou sua primeira exibição nacional na abertura do último Cine Ceará, foi o escolhido para representar o Brasil na disputa por uma indicação ao Oscar de Melhor Filme Internacional.  Em outubro, o filme ainda será exibido nos festivais Mill Valley, em São Francisco, e o Aspen Film Festival, no Colorado, e no BFI London Film Festival. Esses festivais concentram grande número de votantes do Oscar e dá início à campanha para a premiação em Los Angeles.

A Vida Invisível’ terá distribuição nos EUA pela Amazon Studios e já foi vendido para mais de 30 países, incluindo Grécia; França; Polônia; China; Hungria; Eslovênia; Croácia; Luxemburgo; Bélgica; Holanda; Sérvia; Argélia; Egito; Irã; Israel; Jordânia; Líbia; Marrocos; Emirados Árabes; Reino Unido; Portugal; Itália; Coréia do Sul; Rússia; Cazaquistão; Ucrânia; Taiwan; Suíça; Espanha e Turquia.

O longa já recebeu elogios de algumas das mais prestigiosas publicações do segmento de cinema no mundo. Segundo David Rooney, do The Hollywood Reporter – que relacionou o filme entre os 10 melhores do Festival de Cannes –, “‘A Vida Invisível’ é um drama assombroso que celebra a resiliência das mulheres, mesmo quando elas toleram existências combalidas”. O crítico ainda chamou a atenção para as texturas brilhantes, as cores ousadas e os sons exuberantes que servem para “intensificar a intimidade do deslumbrante melodrama de Karim Aïnouz sobre mulheres cujas mentalidades independentes permanecem inalteradas, mesmo quando seus sonhos são destruídos por uma sociedade patriarcal sufocante”.

Já para Lee Marshall, do Screen Daily, que também elegeu ‘A Vida Invisível’ como um dos filmes imperdíveis do festival, Karim prova que o “eletrizante e emocionante” filme de época pode ser apresentado de forma verdadeira e ao mesmo tempo ser um deleite. “Com a forte reação crítica e o boca-a-boca que essa contundente e bem-acabada saga familiar parece suscitar, é quase certo que o filme viaje para além do Brasil e dos territórios de língua portuguesa”, prevê o crítico, que adverte: “É melhor você deixar um lenço separado para as cenas finais”.

O jornalista Guy Lodge, da Variety, por sua vez, afirma que o longa-metragem pode ser considerado “um forte concorrente do Brasil na corrida ao Oscar de Melhor Filme Internacional”.

Livre adaptação do romance de Martha Batalha, ‘A Vida Invisível’ é uma produção da RT Features, de Rodrigo Teixeira, em coprodução com a alemã Pola Pandora, braço de produção da The Match Factory, de Michael Weber e Viola Fügen, além da Sony Pictures, Canal Brasil e Naymar (infraestrutura audiovisual), e conta com o financiamento do fundo alemão Medienboard Berlin Brandenburg e do Fundo Setorial do Audiovisual/Ancine.

SOBRE O FILME 

Definido pelo cineasta como um melodrama tropical, a obra apresenta nos papeis principais duas jovens estreantes no cinema. Tanto Carol Duarte, reconhecida por seu trabalho na TV aberta, como Julia Stockler, experiente atriz de teatro, foram escolhidas após participarem de um concorrido teste com mais de 300 candidatas. O elenco traz ainda Fernanda Montenegro, como atriz convidada, Gregorio Duvivier, Bárbara Santos, Flavio Bauraqui e Maria Manoella.

“Eu trabalhei com um maravilhoso grupo de atrizes e atores. Eles são todos muito diferentes, de diferentes gerações, diferentes registros de atuação – e o desafio foi alcançar o mesmo tom, a mesma vibração”, conta o diretor.

“Eu fiquei profundamente tocado quando eu li o livro. Disparou memórias intensas da minha vida. Eu fui criado no nordeste dos anos 60, numa sociedade machista e conservadora, dentro de uma família matriarcal. Os homens ou haviam ido embora ou eram ausentes. Numa cultura patriarcal, eu tive a oportunidade de crescer numa família onde as mulheres comandavam o espetáculo – elas eram as protagonistas”, recorda Aïnouz. “O que me levou a adaptar ‘A Vida Invisível’ foi o desejo de dar visibilidade a tantas vidas invisíveis, como as de mulheres da geração da minha mãe, minha avó, das minhas tias e de tantas outras mulheres dessa época. As histórias dessas personagens não foram contadas o suficiente, seja em romances, livros de história ou no cinema”, completa.

Segundo o diretor, trata-se de um melodrama tropical porque a abordagem mistura preceitos clássicos do gênero, mas com um olhar que busca se adaptar a uma contemporaneidade brasileira.

“Eu sempre quis fazer um melodrama que pudesse ser relevante para os nossos tempos. Como eu poderia me engajar com o gênero e ainda torná-lo contemporâneo e brasileiro?  Como eu poderia criar um filme que fosse emocionante como uma grande ópera, em cores florescentes e saturadas, maior que a vida? Eu me lembrava de Janete Clair e das novelas lá do início. Eu queria fazer um melodrama tropical filmado no Rio de Janeiro, uma cidade entre a urbis e a floresta”, pondera.

A colaboração de Rodrigo Teixeira com Karim começou nas origens do projeto. Ao receber o manuscrito de Martha Batalha, o produtor pensou imediatamente no diretor, não apenas pelo estilo de sua filmografia, mas também pela interseção entre o livro e a história familiar do diretor, onde observou a invisibilidade das mulheres conduzidas por uma geração machista.

“Quando eu li o livro eu pensei muito no Karim, tanto pela narrativa ter relação com a história pessoal de vida dele, especificamente com o momento que ele estava vivendo naquela época, e também porque o universo me remetia muito a dois filmes dele: ‘O Céu de Suely’ e ‘Seams’, o primeiro de sua carreira, ambos projetos que falam de mulheres fortes, que lutam para sobreviver na nossa sociedade”, explica Teixeira. “Além disso, há tempos Karim me dizia que gostaria de filmar um melodrama, que queria realizar um longa que se aproximasse de Fassbinder, de Sirk. E vi nessa história da Martha Batalha um potencial melodrama a ser adaptado. Eu e Karim colaboramos há mais de 15 anos e fazia tempo que estávamos buscando uma grande história para voltarmos a fazer outro filme juntos”, continua o produtor.

As irmãs Guida e Eurídice são como duas faces da mesma moeda – irmãs apaixonadas, cúmplices, inseparáveis. Eurídice, a mais nova, é uma pianista prodígio, enquanto Guida, romântica e cheia de vida, sonha em se casar com um príncipe encantado e ter uma família. Um dia, com 18 anos, Guida foge de casa com o namorado. Ao retornar grávida, seis meses depois e sozinha, o pai, um português conservador, a expulsa de casa de maneira cruel. Guida e Eurídice são separadas e passam suas vidas tentando se reencontrar, como se somente juntas fossem capazes de seguir em frente.

Com roteiro assinado por Murilo Hauser, em colaboração com a uruguaia Inés Bortagaray e o próprio diretor, o longa – ambientado majoritariamente na década de 50 – foi rodado no Rio de Janeiro, nos bairros da Tijuca, Santa Teresa, Estácio e São Cristóvão.

A direção de fotografia é da francesa Hélène Louvart, que assina seu primeiro longa brasileiro e acumula trabalhos importantes na carreira, como os filmes ‘Pina’, de Wim Wenders; ‘The Smell of Us’, de Larry Clark; ‘As Praias de Agnes’, de Agnès Varda; e ‘Lázaro Feliz’, de Alice Rohwacher, entre outros.  A alemã Heike Parplies, responsável pela edição do longa-metragem ‘Toni Erdmann’, da diretora Maren Ade, indicada ao Oscar de Melhor Filme Estrangeiro, assina a montagem.

SINOPSE 

Rio de Janeiro, 1950. Eurídice, 18, e Guida, 20, são duas irmãs inseparáveis que moram com os pais em um lar conservador. Ambas têm um sonho: Eurídice o de se tornar uma pianista profissional e Guida de viver uma grande história de amor. Mas elas acabam sendo separadas pelo pai e forçadas a viver distantes uma da outra. Sozinhas, elas irão lutar para tomar as rédeas dos seus destinos, enquanto nunca desistem de se reencontrar.

FICHA TÉCNICA  

Direção: Karim Aïnouz
Roteiro: Murilo Hauser
Co-roteiro: Inés Bortagaray e Karim Aïnouz
Baseado na obra de Martha Batalha
Elenco: Carol Duarte, Julia Stockler, Gregorio Duvivier, Bárbara Santos, Flávia Gusmão, Antônio Fonseca, Flavio Bauraqui, Maria Manoella e participação especial de Fernanda Montenegro.
Produtor: Rodrigo Teixeira
Co-produtores: Michael Weber e Viola Fügen.
Empresas produtoras: RT Features, Pola Pandora, Sony Pictures, Canal Brasil e Naymar.
Produtores Executivos:  Camilo Cavalcanti, Mariana Coelho, Viviane Mendoça, Cécile Tollu-Polonowski, André Novis  Produtor Associado: Michel Merkt
Diretora Assistente: Nina Kopko
Direção de Fotografia: Hélène Louvart (AFC)
Direção de Arte: Rodrigo Martirena
Figurino: Marina Franco
Maquiagem:  Rosemary Paiva
Diretora de Produção: Silvia Sobral
Montagem: Heike Parplies (BFS)
Montagem de som: Waldir Xavier
Som direto: Laura Zimmerman
Música Original: Benedikt Schiefer
Mixagem: Björn Wiese
Idioma: Português
Gênero: Melodrama
Ano: 2019
País: Brasil

SOBRE O DIRETOR  

Formado em Arquitetura pela Universidade de Brasília, Aïnouz fez mestrado em Teoria e História do Cinema pela Universidade de Nova York e participou do Whitney Independent Study Program. Cineasta premiado e celebrado mundialmente, roteirista e artista visual, realizou diversos curtas-metragens, documentários e instalações. Dirigiu os longas-metragens ‘Madame Satã’ (2002), ‘O Céu de Suely’ (2006), ‘Viajo Porque Preciso, Volto Porque Te Amo’ (2009, codirigido com Marcelo Gomes), ‘O Abismo Prateado’ (2011, produzido pela RT Features), ‘Praia do Futuro’ (2014), além do documentário ‘Aeroporto Central’ (2018). O próximo longa-metragem, ‘A Vida Invisível’, tem previsão de lançamento no dia 21 de novmebro de 2019. Para a televisão, codirigiu com Sergio Machado a minissérie ‘Alice’, filmada no Brasil e transmitida pelo canal HBO em 2008. Aïnouz é um dos tutores do laboratório de roteiros do Porto Iracema das Artes emFortaleza e membro da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas.

SOBRE A RT FEATURES 

Fundada e dirigida por Rodrigo Teixeira, a RT Features é uma produtora nacional e internacional de conteúdo cultural e entretenimento para cinema e televisão, com base em São Paulo, Brasil, e escritório em Nova York, nos EUA. Dentre outras produções, seu currículo conta com os longas-metragens ‘O Cheiro do Ralo’ (2006), ‘O Abismo Prateado’ (2010), ‘Tim Maia’ (2014), ‘Alemão’ (2014), ‘O Silêncio do Céu’ (2016) e a série ‘O Hipnotizador’ (para a HBO Latin America em 2015).

No mercado internacional, produziu os longas Frances Ha (2013), O amor é estranho (2014), Love (2015), Mistress America (2015), A Bruxa (2016), Patti Cake$ (2017) e Me chame pelo seu nome (2017), indicado ao Oscar em quatro categorias tendo sido vencedor por Melhor Roteiro Adaptado. Em 2018, entre outros filmes, produziu o novo filme de James Gray, Ad Astra, protagonizado por Brad Pitt, com previsão de estreia em setembro.

Dedicada a trabalhar com jovens e talentosos diretores desde a criação de sua empresa, a RT Features formou uma joint venture com a Sikelia Productions, de Martin Scorsese, com o objetivo de produzir filmes de cineastas emergentes em todo o mundo. O primeiro longa-metragem desta parceria, A Ciambra, estreou na Quinzena dos Realizadores em 2017, e o segundo filme, Port Authority, foi selecionado para o Festival de Cannes e exibido na mostra oficial Un Certain Regard.

A RT Features também teve um terceiro filme exibido em Cannes, The Lighthouse de Robert Eggers, com Willem Dafoe e Robert Pattinson, esteve na Quinzena dos Realizadores, e levou o FIPRESCI – prêmio da crítica internacional, de Melhor Filme.

SOBRE A VITRINE FILMES  

Em nove anos, a Vitrine Filmes distribuiu mais de 140 filmes. Entre seus maiores sucessos estão “Aquarius” e “O Som ao Redor”, de Kleber Mendonça Filho, “Hoje Eu Quero Voltar Sozinho”, de Daniel Ribeiro, e “O Filmes da Minha Vida”, de Selton Mello.

Mais recentemente a distribuidora lançou “Divinas Divas”, dirigido por Leandra Leal, o documentário mais visto de 2017 e “O Processo”, de Maria Augusta Ramos, que entrou para a lista dos 10 documentários mais vistos da história do cinema nacional.

Entre os lançamentos de 2019 estão “Divino Amor”, dirigido por Gabriel Mascaro, “Bacurau”, novo filme do diretor Kleber Mendonça Filho em parceria com Juliano Dornelles, e “A Vida Invisível”, Karim Aïnouz. Além disso a Vitrine Filmes segue pelo terceiro ano consecutivo com o projeto de distribuição coletiva de filmes Sessão Vitrine, que durante o ano todo irá lançar longas nacionais em diversas cidades do Brasil.

SOBRE A SONY PICTURES 

A Sony Pictures Entertainment (SPE) é uma subsidiária da Sony Corporation of America, uma subsidiária da japonesa Sony Corporation. As operações globais da SPE abrangem produção, aquisição e distribuição de filmes em cinema, home entertainment, televisão e mídias digitais; uma rede global de canais; operação de estúdio, desenvolvimento de novos produtos audiovisuais, serviços e tecnologias. Tudo isto representa a distribuição de entretenimento em mais de 140 países.

Com presença marcante no mercado nacional, a Sony Pictures distribuiu  e/ou co-produziu no Brasil, 22 dos 25 filmes nacionais lançados na década de 90, momento da retomada. Em 2018, através do investimento em inúmeras produções, apostando em novos talentos e diferentes gêneros ao longo dos últimos anos, a Sony chega à marca de mais de 60 filmes nacionais distribuídos e/ou co-produzidos, entre eles: Deus é Brasileiro, O Auto da Compadecida, Carandiru, Cazuza, 2 Filhos de Francisco, Meu Nome Não é Johnny, Chico Xavier, Xingu, Tainá, Confissões de Adolescente, Um Tio Quase Perfeito e Entre Irmãs.

SOBRE O CANAL BRASIL 

O Canal Brasil é, hoje, o canal responsável pela maior parte das parcerias entre TV e cinema do país e um dos maiores do mundo, com mais de 300 longas-metragens coproduzidos só nos últimos 10 anos. No ar há duas décadas, apresenta uma programação composta por muitos discursos, que se traduzem em filmes dos mais importantes cineastas brasileiros, e de várias fases do nosso cinema, além de programas de entrevista e séries de ficção e documentais. O que pauta o canal é a diversidade e a palavra de ordem é liberdade – desde as chamadas e vinhetas até cada atração que vai ao ar.

Atentado ao Hotel Taj Mahal estreia dia 11 de julho

Atentado ao Hotel Taj Mahal estreia dia 11 de julho

Estrelado por Armie Hammer (“Me Chame Pelo Seu Nome”) e pelo indicado ao Oscar Dev Patel (“Lion: Uma Jornada Para Casa”), “ATENTADO AO HOTEL TAJ MAHAL” é baseado nos ataques terroristas à cidade de Mumbai, na Índia, que ocorreram em 2008. Dirigido por Anthony Maras, que também assina o roteiro ao lado de John Collee, o filme estreia nos cinemas brasileiros dia 11 de julho, com distribuição da Imagem Filmes.

O longa centra sua ação nos ataques que atingiram o Hotel Taj Mahal, acompanhando a história de Arjun (Patel), garçom do hotel que decide arriscar sua própria vida para proteger os demais sobreviventes do atentado. Entre eles, um casal de hóspedes que luta pela vida de seu filho recém-nascido.

ATENTADO AO HOTEL TAJ MAHAL” retrata a surpreendente história dos sobreviventes, após três dias de ataques constantes à Mumbai, que foi invadida por terroristas e devastada por bombas, incêndios e tiros. O filme tem surpreendido a crítica pela maneira fiel como foram recriados os acontecimentos de 2008. Segundo o Hollywood Reporter, é praticamente impossível diferenciar a ficção das imagens de arquivo: “a verossimilhança é tão grande […] mais próximo à realidade, impossível”.

O elenco conta ainda com Jason Isaacs (“Harry Potter”, “Star Trek: Discovery”), Nazanin Boniadi (“Conterpart”), Tilda Cobham-Hervey (“O Sonho de Greta”) e Anupam Kher (“Sense8”, “New Amsterdam”).

SINOPSE
Uma história real de humanidade e heroísmo, baseada nos ataques terroristas ao famoso Hotel Taj Mahal, em Mumbai, na Índia. Entre os sobreviventes, estão o renomado chef Hemant Oberoi (Anupam Kher) e o garçom Arjun (Dev Patel), que escolhem arriscar suas vidas para proteger as demais vítimas. Em meio ao caos, um casal de hóspedes (Armie Hammer, Nazanin Boniadi) se vê forçado a lutar por sobrevivência para salvar a vida de seu filho recém-nascido.

FICHA TÉCNICA
Direção: Anthony Maras
Elenco: Dev Patel, Armie Hammer, Nazanin Boniadi, Jason Isaacs
Gênero: Ação, Drama
País: Austrália, Índia, EUA
Ano: 2018
Duração: 123 min
Classificação:
Roteirista: John Collee, Anthony Maras
Produtores: Mike Gabrawy, Gary Hamilton, Basil Iwanyk, Andrew Ogilvie, Julie Ryan
Música: Volker Bertelmann
Direção de fotografia: Nick Remy Matthews
Direção de arte: Dilip More, Marita Mussett
Edição: Anthony Maras, Peter McNulty

Poltrona Estreia / Estreias da Semana

Poltrona Estreia / Estreias da Semana

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Limites: Drama de Shana Feste.

Sinopse: Laura é uma mulher que busca viver uma vida tranquila e que faz o possível para ajudar as pessoas. No entanto, seus desejos e sua generosidade característica entram em conflito quando ela precisa levar Jack, um homem que é seu pai e também é um criminoso, em uma viagem de carro do Texas até a Califórnia. Os dois e Henry, filho de Laura, que também vai junto, vão aprender da maneira mais confusa e difícil o que significa ser uma família.

 

 

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O Banquete: Drama de Daniela Thomas.

Sinopse: Fim da década de 80, Brasil. Apesar de ter retornado à democracia, o país ainda vive uma época de extrema instabilidade política e incerteza geral. Em meio a este clima de desconfiança, uma jornalista descobre segredos podres sobre o presidente do país, que ameaçarão ainda mais o frágil equilíbrio da nação.

 

 

 

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O Paciente – O Caso Tancredo Neves: Biografia com direção de Sérgio Rezende.

Sinopse: Os últimos dias da vida de Tancredo Neves, o primeiro presidente civil, eleito pelo colégio eleitoral no Congresso Nacional, depois da ditadura militar. Toda a expectativa da população brasileira e a doença de Tancredo, que depois de 39 dias de internação, morreu no dia 21 de abril de 1985, nunca sendo empossado.

 

Por: Vitor Arouca

 

 

 

 

 

 

 

 

A Moça do Calendário estreia dia 27 de setembro

A Moça do Calendário estreia dia 27 de setembro

Consagrada atriz e diretora do cinema nacional, Helena Ignez já tem data para lançar seu mais recente filme, “A MOÇA DO CALENDÁRIO” que estreia nos cinemas brasileiros no dia 27 de setembro com distribuição da Pandora Filmes. Quinto longa dirigido por Helena, o filme é baseado em um roteiro escrito por seu marido, Rogério Sganzerla, antes de sua morte, em 2004. O texto foi adaptado por Helena e fala sobre as contradições do país, a luta de classes, as questões de gênero e o sonho como agente libertador.

O filme acompanha Inácio (André Guerreiro Lopes), ex-gari, mecânico e dublê de dançarino desmotivado que trabalha numa oficina mecânica e sonha com uma Moça do Calendário (Djin Sganzerla), musa dos seus desejos e fantasias. Para Helena, “A MOÇA DO CALENDÁRIO” se trata de um “filme utópico”, que busca a “descolonização do pensamento”.

Por “utópico”, a diretora defende a criação de uma sociedade anticapitalista, na qual não existam desigualdades sociais. Através da “descolonização”, imagina uma estrutura alheia aos filmes convencionais, adotando questões políticas, sociais e estéticas tipicamente brasileiras. “A MOÇA DO CALENDÁRIO” busca resgatar o espírito anárquico, do tropicalismo e demais vanguardas do cinema brasileiro.

A diretora Helena Ignez diz: A MOÇA DO CALENDÁRIO é um roteiro feminista em um universo masculino. Eu vejo o homem com muito carinho, até porque o protagonista é um homem, o Inácio, mecânico de uma oficina chamada Barato da Pesada. O filme tem muito humor, e é um humor que já estava no roteiro do Rogério e eu mantive. Ao mesmo tempo adicionei algumas questões muito importantes sobre o trabalho no século XXI, a Sociedade do Cansaço.”
Exibido em mais de 15 festivais em 2017, entre eles a Mostra de São Paulo e o Festival de Brasília, o filme foi premiado no Festival de Cinema Luso-Brasileiro de Santa Maria, como Melhor Filme – Voto Popular, Melhor filme do Femina – Festival Internacional de Cinema Feminino, Prêmios de Melhor Filme Longa Nacional, Melhor Direção, Melhor Roteiro, Melhor Direção de Fotografia, Melhor Montagem, Melhor Direção de Arte, Melhor Ator no 41º Festival Guarnicê de Cinema, além de ser elogiado pela crítica especializada. “A Moça do Calendário pode ser visto como sátira ou drama social. O certo é que Helena retorna aqui, de forma bem pessoal, ao espírito (popular) dos primeiros filmes com Sganzerla. O cinema como exercício de liberdade”, elogiou Inácio Araújo, da Folha de S. Paulo, que deu cotação máxima, de cinco estrelas ao filme. “Há filmes que falam da liberdade, sem exercê-la. Outros, muitíssimo difíceis de ser encontrados, são libertários em sua essência. ‘A Moça do Calendário’ é dessa segunda família”, elogiou Luiz Fernando Zanin, de O Estado de S. Paulo.

SINOPSE  

O filme A Moça do Calendário conta a história de Inácio, quarenta anos, casado, sem emprego fixo.  Ex-gari Inácio trabalha como dublê de dançarino e mecânico da oficina Barato da Pesada, onde sonha com a Moça do Calendário. No filme o real e o sonho se entrelaçam.

Ficha Técnica:

Direção: Helena Ignez
Roteiro Original: Rogério Sganzerla
Roteiro Adaptado: Helena Ignez
Elenco: Djin Sganzerla, André Guerreiro Lopes, Mário Bortolotto, Zuzu Leiva, Claudinei Brandão, Eduardo Chagas, Naruna Costa e Barbara Vida
Diretora Assistente: Michele Matalon
Direção de Fotografia e Câmera: Tiago Pastoreli
Montagem: Sergio Gagliardi
Direção de Arte: Fabio Delduque
Figurino: Sonia Ushiyama
Seleção Musical: Helena Ignez
Narração: Helena Ignez
Produção Executiva: Sinai Sganzerla
Direção de Produção: Michele Matalon
Produção e realização: Mercúrio Produções
Co-Produção: SPCINE
Distribuição: Pandora Filmes
Classificação: 16 anos
Duração: 86 minutos
País: Brasil
Ano: 2017

Prêmios e festivais:

  • 50º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro – Hors Concour, 2017
  • 41ª Mostra Internacional de Cinema em São Paulo, 2017
  • X Janela Internacional de Cinema de Recife, 2017
  • XIII Panorama Internacional Coisa de Cinema, Bahia, 2017
  • 25º Festival Mix Brasil de Cultura da Diversidade, São Paulo, 2017
  • 9º Semana Festival de Cinema, Rio de Janeiro (Semana dos Realizadores), 2017
  • 14ª Edição do Festival de Cinema do Vale do Ivinhema, Mato Grosso do Sul, 2017
  • 12ª edição Femina – Festival Internacional de Cinema Feminino, 2017 – Grande Prêmio Femina Competição Nacional
  • Mostra Retrospectiva Expectativa, Cinema do Dragão de Fortaleza, 2018
  • 21ª Mostra de Cinema de Tiradentes, Filme de Encerramento, 2018
  • 2ª Mostra Lugar de Mulher é no Cinema, Salvador, 2018
  • 17ª Mostra do Filme Livre, 2018
  • 21º Festival de Cinema Luso-Brasileiro de Santa Maria da Feira, Portugal, 2018 – Prêmio do Público e Prêmio Melhor Ator André Guerreiro Lopes
  • Tropical Underground – Lecture & Film in Frankfurt no Deutsches Filmmuseum, Alemanha 2018;
  • Mostra Imagem dos Povos, Belo Horizonte, 2018;
  • Mostra Cinema e Reflexão, no Instituto CPFL, 2018;
  • 41º Festival Guarnicê de Cinema, 2018 – Prêmios: Melhor Filme Longa Nacional, Melhor Direção, Melhor Roteiro, Melhor Direção de Fotografia, Melhor Montagem, Melhor Direção de Arte, Melhor Ator;
  • FIM – Festival Internacional de Mulheres no Cinema, 2018;
  • Queer Lisboa – Festival Internacional de Cinema Queer, 2018.

SOBRE A DIRETORA

Helena Ignez estreou como atriz em 1959 sob a direção de Glauber Rocha, no curta metragem “Pátio”. A partir de então, atuou em um grande número de filmes do Cinema Novo, como “A Grande Feira”, “O Grito da Terra”, “Assalto ao Trem Pagador” e “O Padre e a Moça”. Em 1968 começou sua parceria criativa com o diretor Rogério Sganzerla e atuou em quase todos os seus filmes.

Com mais de 50 anos de produção nos vários campos das artes cênicas e cinematográficas, ela Já foi homenageada na Ásia e também na Europa, a exemplo do 20º Fribourg International Film Festival, na Suíça, cuja Mostra “La Femme du Bandit” apresentou 25 de seus filmes; e do 17º Festival of Kerala, na Índia, que exibiu seis dos filmes em que ela trabalhou como atriz ou diretora. Em 2017 foi a homenageada do Grande Prêmio do Cinema Brasileiro. Ainda na Suíça, como artista plástica, ela estreou a cine-instalação “Electric Sganzerland”, no Centre D’Art Contemporain – Fri-Art.

Após a realização do curta-metragem “A Miss e o Dinossauro”, de 2005, seu primeiro longa como diretora, “Canção de Baal”, ganhou o Prêmio de Melhor Filme da Crítica no Festival de Gramado, em 2009, e o Prêmio Anno Unno no Festival Il Mille Occhi, em Trieste, Itália, um reconhecimento pela sua contribuição à linguagem cinematográfica. Com este filme a diretora foi homenageada no 12º Festival de Cinema Luso Brasileiro em Portugal e no 4º CinePort.  Em 2008, o filme também foi selecionado para o Festival do Rio (Midnight Movies); para 32º Mostra Internacional de Cinema de São Paulo; além do Festival Internacional de Goa, na Índia, e do Festival Internacional de Cine Independente de Buenos Aires – BAFICI-Argentina.
Seu segundo longa, “Luz nas Trevas: A Volta do Bandido da Luz Vermelha” (2010), realizado a partir do roteiro original de Rogério Sganzerla, teve sua premiere em 2010, no 63º Festival de Cinema de Locarno, na Suíça, em Competição Oficial, onde recebeu da crítica o Prêmio Boccalino d’Oro de Melhor Filme.

Em 2016 foi lançado nos cinemas o seu longa-metragem intitulado Ralé, o filme também foi exibido no 34º Filmfest Munchen, na Alemanha. Helena recebeu o Prêmio de Melhor Direção no 23º Festival Mix Brasil em 2015 e no 39º Festival Guarnicê de Cinema em 2016, onde o filme também recebeu o Prêmio Melhor Trilha Sonora. Também em 2016 Zé Celso recebeu Menção Honrosa no Rio Festival de Gênero & Sexualidade no Cinema por sua atuação em Ralé.

 

Por Anna Barros