Estreias do À LA CARTE desta quinta – 15 de abril

Estreias do À LA CARTE desta quinta – 15 de abril


Foto – O manipulador de paixões (1994)

Chegam na próxima quinta-feira, 15 de abril, ao À LA CARTE, streaming de filmes do Petra Belas Artes, quatro novos filmes que passam a integrar o catálogo. A seleção da semana tem drama, um thriller italiano muito especial, um documentário de Fernando Solanas e um filme de época com Richard Gere e Jodie Foster no elenco!“O manipulador de paixões” (1994) foi o último filme do diretor francês Jacques Deray realizado para o cinema e conta com Alain Delon no papel principal. O longa é baseado na obra de Georges Simenon, autor belga e o quarto autor de língua francesa mais traduzido em todo o mundo.

Para os fãs de documentários chega “O legado estratégico de Juan Peron” (2016), no qual o diretor Fernando Solanas recupera as entrevistas que realizou com Juan Domingo Perón no exílio. Além desta novidade. O À LA CARTE já disponibiliza em seu cardápio outros três filmes de Solanas: “Tangos – O exílio de Gardel” (1985), “Os filhos de Fierro” (1972) e “Sul” (1988).Quem gosta de um bom thriller não pode perder “5 é o número perfeito” (2019), primeiro e surpreendente filme do quadrinista italiano Igort com Toni Sevillo (protagonista de “A Grande Beleza”, vencedor do Oscar de melhor filme estrangeiro) no elenco. Completa o quarteto da semana“Sommersby: o retorno de um estranho” (1993), adaptação americana do filme francês Le Retour de Martin Guerre, de Daniel Vigne, com Richard Gere, que interpreta um militar dado como morto na Guerra Civil Americana, e Jodie Foster.Confira abaixo a sinopse dos filmes:



O MANIPULADOR DE PAIXÕES
(L’ours en peluche)
Itália, 1994, Drama, 105min, 14 anos
Direção: Jacques Deray
Elenco: Alain Delon, Laure Killing, Regina Bianchi
Sinopse: Um médico mulherengo e casado começa a receber ameaças de morte. A partir daí decide reavaliar sua conduta em busca de uma paixão mais segura.
Curiosidades: Adaptação de romance do escritor belga Georges Simenon (1903–1989). Em 1982, esta mesma história foi adaptada para um telefilme francês, dirigido por Édouard Logereau, com Claude Rich no papel principal. Último filme do diretor francês Jacques Deray (1929–2003) realizado para o cinema.



O LEGADO ESTRATÉGICO DE JUAN PERON
(El legado estratégico de Juan Peron)
Argentina, 2016, Documentário, 103min, 14 anos
Direção: Fernando E. Solanas
Sinopse: Documentário que recupera gravações inéditas e documentos históricos sobre o general e ex-presidente argentino Juan Domingo Perón, com o objetivo de resgatar seu projeto político na atualidade.
Curiosidades: Documentário no qual o diretor Fernando Solanas recupera as entrevistas que realizou com Juan Domingo Perón no exílio. Em 1971, quando a Espanha estava sob a ditadura de Francisco Franco, Fernando Solanas e Octavio Getino frequentaram a residência de Juan Perón, na Puerta de Hierro, para filmar secretamente dois longos documentários com o ex-presidente argentino. Foram seis meses de viagem entre Madrid e Roma, onde foi feita a montagem, escondendo os negativos filmados e evitando que López Rega, fundador do grupo de extermínio Aliança Anticomunista Argentina, se apoderasse do material.



5 É O NÚMERO PERFEITO
(5 è il numero perfetto)
Itália, 2019, Crime, 100min, 14 anos
Direção: Igor Tuveri
Elenco: Toni Servillo, Valeria Golino, Carlo Buccirosso
Sinopse: O filme segue Peppino (Toni Servillo), um velho assassino em uma Nápoles de 1970, forçado a voltar em ação pelo assassinato de seu filho. Esse trágico acontecimento também suscita reflexões sobre a vida e a sociedade em todos os personagens.
Curiosidades: Ofilme foi dirigido pelo cartunista Igor Tuveri, que trabalha com o pseudônimo Igort, e é baseado em sua história em quadrinhos homônima de 2002. Igort é um dos romancistas gráficos mais famosos da Itália, com livros amplamente traduzidos para os mais diversos idiomas, como o inglês, francês, japonês, russo, espanhol, alemão, holandês, grego e português. O ator Toni Servillo, o inesquecível Jep Gambardella de “A Grande Beleza”, surpreende mais uma vez: escolhido pelo diretor para encarnar o protagonista do filme. O filme foi sucesso de público e crítica no Festival de Veneza, onde concorreu a Melhor Filme, além da nomeação em diversas outras premiações, saindo vencedor em algumas delas como de Melhor Atriz Coadjuvante para Valeria Golino no David di Donatello, o Oscar italiano.



SOMMERSBY: O RETORNO DE UM ESTRANHO
(Sommersby)
França | EUA, 1993, Drama, 114min, 14 anos
Direção: Jon Amiel
Elenco: Richard Gere, Jodie Foster, Lanny Flaherty
Sinopse: Jack Sommersby, dado como morto na Guerra Civil Americana, reaparece em casa após seis anos. Antes rude e amargurado, Jack agora é gentil e dedicado. A drástica mudança intriga sua esposa, Laurel, e os vizinhos. Enquanto Laurel se apaixona cada dia mais pelo “novo” marido, os demais moradores da região, certos de que há algo errado nessa história, tentam desvendar o mistério.
Curiosidades: Este filme é uma das várias adaptações fictícias de um verdadeiro e famoso caso legal ocorrido na França, no século XVI, envolvendo um homem chamado Martin Guerre que, tendo desaparecido em 1548, reapareceu repentinamente oito anos depois, com outra aparência, levantando suspeitas de que ele não seria Martin, mas sim um impostor. Foi no set deste filme que a estrela Jodie Foster conheceu seu parceiro de longa data, Cydney Bernard, que trabalhava como coordenador de produção, com quem ela teve dois filhos e viveu junto até 2008. A locação principal do filme sofreu chuvas torrenciais e inundações repentinas, nas quais o astro Richard Gere se tornou um verdadeiro herói, resgatando pessoalmente cavalos e salvando o gado de um provável afogamento.

Serviço:Planos de assinatura com acesso a todos os filmes do catálogo em 2 dispositivos simultaneamente. Valor assinatura mensal: R$ 9,90 | Valor assinatura anual: R$ 108,90Para se cadastrar acesse: www.belasartesalacarte.com.br e clique em ASSINE. Ou vá direto para a página de cadastro: https://www.belasartesalacarte.com.br/checkout/subscribe/signupAplicativos disponíveis para Android, Android TV, IOS,  Apple TV e Roku. Baixe Belas Artes À LA CARTE na Google Play , App Store e dispositivos Roku.

Petra Belas Artes À LA CARTE:À LA CARTE é um streaming de filmes pensado para quem ama cinema de verdade. Seu catálogo, que já conta com cerca de 400 títulos, e inclui filmes de todos os cantos do mundo e de todas as épocas: contemporâneos, clássicos, cults, obras de grandes diretores, super premiados e principalmente aqueles que merecem ser revistos e que tocam o coração dos cinéfilos. Além de pelo menos quatro novos filmes que entram semanalmente no catálogo, há também a possibilidade do aluguel unitário, que são os Super Lançamentos: um espaço para filmes que estreiam antes dos cinemas; simultâneos ao cinema; filmes inéditos no Brasil, entre outras modalidades. Outro diferencial são as mostras de cinema, recentemente o À LA CARTE trouxe especiais dedicados à cinematografia francesa, italiana, coreana e espanhola. O À LA CARTE foi criado no final de 2019 e integra o Belas Artes Grupo, que inclui também a Pandora Filmes e o Cine Petra Belas Artes, um dos mais tradicionais e queridos cinemas de rua de São Paulo.

Vencedor do prêmio da crítica em Gramado, RAIA 4, estreia em maio

Vencedor do prêmio da crítica em Gramado, RAIA 4, estreia em maio

O suspense narra o amadurecimento de uma jovem no mundo da natação competitiva



Escrito e dirigido por Emiliano Cunha, RAIA 4  é ganhador de três prêmios no Festival de Gramado:  Júri da Crítica, Fotografia (assinada por Edu Rabin) e Melhor longa gaúcho. O filme marca a estreia em longas do cineasta, que tem em seu currículo curtas como “Tomou café e esperou” (2013), “Sob águas claras e inocentes” (2016), além da série “A Benção” (2020). A produção chega aos cinemas em 06 de maio, e em plataformas digitais (NOW, Google Play, Apple Tv, iTunes e Youtube Filmes) no dia 20/05, com distribuição da Boulevard Filmes. 

RAIA 4 é situado no universo da natação competitiva, na cidade de Porto Alegre. O filme traz duas personagens centrais, as adolescentes Amanda e Priscila, interpretadas pelas estreantes Brídia Moni e Kethelen Guadagnini, que foram selecionadas num casting que incluiu mais de 100 jovens atletas. “Sabia, desde o início do projeto, que queria trabalhar com nadadores de verdade. Seria muito difícil transformar uma atriz-mirim em uma nadadora com toda a performance física que a natação competitiva exige, pois não é uma questão de atuação, mas de comportamento e fisicalidade que é quase impossível emular”, explica o diretor. 

No filme, Amanda é uma jovem ingênua e tímida, que vive com os pais (Fernanda Chicolet e Rafael Sieg), ambos médicos, e é cheia de inseguranças e dúvidas. É na piscina que ela encontra um ambiente onde pode ser mais livre. Priscila é uma colega da equipe de natação, muito mais madura, e de quem acaba se aproximando. O longa ainda inclui no elenco José Henrique Ligabue (“Legalidade”), como o treinador da equipe de natação. Antes de atuar, as duas jovens atrizes faziam parte da mesma equipe de nado e já eram amigas, por isso, explica Cunha, foi necessário desenvolver um aparente antagonismo entre elas. “Eu bato na tecla do ‘aparente antagonismo’, pois creio que a relação entre as personagens, no filme, ultrapassa essa dialética. E, a princípio, estava disposto a trabalhar mais com situações e provocar improvisações. Mas realmente elas se mostraram aptas a encarar o mundo da atuação e conseguimos unir as duas coisas.”.

O cineasta conta que alguns dos maiores desafios em filmar RAIA 4, além do forte calor de Porto Alegre, na época, foram as cenas aquáticas. “Apesar das dificuldades, todos ficávamos muito empolgados a cada novo plano difícil. Portanto, aprendemos e nos divertimos muito no processo. As cenas com a equipe de treinamento também eram mais complicadas, pois juntava elenco grande, composto por jovens cheios de energia e muito curiosos com o processo como um todo, mais as limitações e cuidados que a água exige. Apesar disso, o elenco era muito disciplinado e foi muito dedicado durante todo o processo. E a equipe técnica foi absolutamente parceira diante dos desafios.”

Sobre sua estreia num longa metragem, Cunha conta ter feito algo que dialoga muito com a estética explorada em seus curtas, tanto que RAIA 4 originou-se de uma cena única, filmada em 2013, na qual se acompanhava o movimento da água e do sangue. O diretor explica que a água era um elemento central para seu filme, seja como metáfora, quanto como espaço cênico. “Queria brincar com gêneros cinematográficos, transitar entre um realismo mais cru e as infinidades do mundo onírico. O universo da natação competitiva, então, mostrou-se ideal para este mergulho. Trata-se de um esporte que faz parte de mim, cresci nele e ainda o pratico. Os ritmos, os personagens, os espaços e suas especificidades estão muito vivos em mim”.

O filme já foi exibido nos festivais do Panamá, Cartagena das Índias (Colômbia), Uruguai e na mostra competitiva do 22º Festival de Shanghai, além do Festival de Cinema de Gramado, de 2019, no qual conquistou os prêmios de Melhor Fotografia e Júri da Crítica, e na Mostra Internacional de Cinema em São Paulo, e no Festival do Rio. 

SINOPSE

Amanda é uma nadadora pré-adolescente. Quieta e reservada, encontra, embaixo d’água –  lugar onde os segredos não podem ser ouvidos – um refúgio. O conflito com os pais, as pressões do esporte e da fase da vida, tudo parece se acumular no entorno de Amanda, que acaba se aproximando de Priscila, uma colega de equipe.

FICHA TÉCNICA

Roteiro e direção: Emiliano CunhaElenco: Brídia Moni, Kethelen Guadagnini, Arlete Cunha, Fernanda Carvalho Leite, José Henrique Ligabue, Fernanda Chicolet e Rafael Sieg

Diretor Assistente: Richard Tavares

1º Assistente de Direção: Daniela Strack

Direção de Fotografia: Edu Rabin

Direção de Arte: Sheila Marafon e Valeria Verba

Direção de Produção: Beto Picasso

Produção Executiva: Pedro Guindani

Figurino: Francine Mendes

Maquiagem e Caracterização: Baby Marques

Montagem: Vicente Moreno

Supervisão de Pós-Produção: Daniel Dode

Design Gráfico: Leo Lage

Desenho de Som: Marcos Lopes e Tiago Belo

Trilha Musical Original: Felipe Puperi e Rita Zart

Produção: Davi de Oliveira Pinheiro, Emiliano Cunha e Pedro Guindani

SOBRE O DIRETOR

Formado em Cinema e Mestre em Comunicação, Emiliano Cunha é professor de audiovisual, produtor, roteirista, diretor e sócio na Ausgang. Dirigiu os premiados curtas “O Cão” (2011), “Lobos” (2012), “Tomou café e esperou” (2013), “Sob águas claras e inocentes” (2016), “Endotermia” (2018), além das séries “Horizonte B” (2015) e “A Benção” (2020). Seu primeiro longa-metragem, “Raia 4” (2019), estreou no FICCI 2019.

SOBRE A AUSGANG

A Ausgang tem em seu catálogo títulos como os longas “Porto dos Mortos” (2011), de Davi de Oliveira Pinheiro, selecionado para mais de 80 festivais ao redor do mundo; “Desvios” (2016), de Pedro Guindani, exibido no Festival de Cine de Bogotá, entre outros; “Raia 4” (2019), de Emiliano Cunha, seleção oficial do Festival de Shanghai, e a série “A Bênção” (2020), exibida no Canal Brasil e na Globoplay.

SOBRE A BOULEVARD FILMES  

A Boulevard Filmes é uma produtora e distribuidora audiovisual que busca o equilíbrio entre projetos autorais e demandas de mercado, focando em estratégias de produção e de distribuição compatíveis com cada projeto. Entre seus lançamentos comerciais estão os longas “Amor, Plástico e Barulho” (Renata Pinheiro), “Histórias que nosso cinema (não) contava” (Fernanda Pessoa) , “Legalidade” (Zeca Brito), “Açúcar” (Sergio Oliveira, Renata Pinheiro) e “Sol Alegria” (Tavinho Teixeira) este último com previsão de lançamento para o segundo semestre de 2021.
‘Uma Mulher Inesquecível’ estreia no Cinema Virtual dia 8 de abril

‘Uma Mulher Inesquecível’ estreia no Cinema Virtual dia 8 de abril

Longa de Eliza Petkova chega com exclusividade à platafoma na próxima quinta-feira

O filme “Uma Mulher Inesquecível” estreia no  Cinema Virtual na próxima quinta, dia 8 de abril. O longa chega com exclusividade à plataforma, que segue o padrão dos cinemas físicos e tem feito lançamentos semanais às quintas-feiras. Com produções de diferentes gêneros e países, o Cinema Virtual leva filmes a todo Brasil, inclusive a muitas cidades que ainda não contam com salas de cinema.

Uma Mulher Inesquecível” é escrito e dirigido por Eliza Petkova, diretora que ganhou o prêmio ‘Menção Especial’ do júri internacional da Seção Geração no 66º Festival de Cinema de Berlim (2016) pelo seu primeiro longa, “Zhaleika”. No filme, Petkova traz a história de Andrea, uma mulher sem passado que vive um triângulo amoroso incomum em que exige dos amantes mais do que eles podem suportar. Selecionado para a 70ª edição do Festival Internacional de Cinema de Berlim (2020).

Assista aqui ao trailer. Confira cartaz e sinopse:

  • Uma Mulher Inesquecível (A Fish Swimming Upside Dow) – Drama – Alemanha (2020)

Sinopse: Andrea é uma mulher no início de seus 40 anos e com um passado desconhecido. Quando Phillip e seu filho Martin se apaixonam por ela ao mesmo tempo, Andrea acaba no meio de um complexo triângulo amoroso, rodeado por expectativas, medos e questionamentos. Enquanto passam um verão juntos, a relação entre os três se torna cada mais destrutiva e cheia de culpa. Direção e roteiro: Eliza PetkovaElenco: Nina Schwabe, Henning Kober, Theo Trebs    

Para assistir aos filmes, o público pode acessar a plataforma pelo NOW ou escolher a sala de exibição preferida em www.cinemavirtual.com.br e realizar a compra do ingresso. O filme fica disponível durante 72 horas para até três dispositivos.

Outros dez filmes também estão disponíveis no Cinema Virtual: Terminal Sul, Prisioneiro Espacial, A Poucos Passos de Paris, Nona, Um Amor, Proibido, Mambo Man – Guiado Pela Música, O Muro, A Jornada de Jhalki, O Mistério de Frankenstein, Inteligência Artificial – Ascensão das Máquinas.

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‘Alvorada’, de Anna Muylaert e Lô Politi, terá estreia mundial

‘Alvorada’, de Anna Muylaert e Lô Politi, terá estreia mundial

Filme é um retrato intimista da presidente Dilma Rousseff, durante o período de reclusão no Palácio da Alvorada para enfrentar o processo de impeachment, que a destituiu do cargo

ALVORADA”, novo filme das diretoras Anna Muylaert e Lô Politi, narra, com proximidade e intimidade sem precedentes, o dia a dia de um chefe de estado em sua residência oficial – a presidente Dilma Rousseff no Palácio do Alvorada – no período mais tenso e dramático da história recente do Brasil: O processo de impeachment que acabou por afastar a primeira mulher eleita presidente do Brasil. Sua estreia mundial, será no 26o Festival de Cinema É Tudo Verdade, que acontece online e gratuito, entre os dias 8 e 18 de abril. 

Nas palavras das diretoras, Anna Muylaert e Lô Politi:

ALVORADAé um filme de emergência, feito no calor da hora entre pessoas que nunca tinham trabalhado juntas mas que se uniram num esforço estupefato para registrar os últimos momentos de Dilma Roussef no poder, sob a pressão de um golpe. ALVORADA tem o ponto de vista  da residência da presidente em todos os seus andares e esferas de poder focando sua câmera não nos grandes gestos históricos – já retratados em outros filmes do período – mas sim nos pequenos gestos pessoais de Dilma, seus assessores e funcionários e no clima de melancolia destes dias finais.  

Hoje, quase 5 anos depois, como consequência direta daquele período conturbado – vivemos uma crise sanitária, econômica,  política e moral no Brasil – talvez a maior de nossa história.   Acreditamos que ver o filme hoje e poder observar como ela reagiu pessoalmente a sua retirada do poder, possa talvez nos ajudar a compreender um pouco mais  porque chegamos até aqui.”  

Sobre o Filme:

ALVORADA” foi filmado durante o período de julgamento do impeachment de Dilma Roussef em 2016, feito no calor da hora, em tom de urgência e emergência.  Cientes de que outros filmes já estavam em produção sobre os fatos que se desenrolavam no Congresso e na sociedade civil  (a maioria deles dirigidos por mulheres), as diretoras e equipe de “ALVORADA” optaram por abrir a câmera exclusivamente no espaço fechado do Palácio residencial da presidente. Com um resultado surpreendente, o que o filme mostra, além do melancólico epílogo de um período de governo popular, também e paradoxalmente, é o fortalecimento de uma mulher, que embora estivesse sendo o alvo de todo o tipo de violência, não esmoreceu, nem tomou os acontecimentos contra ela de forma pessoal, sempre mantendo uma visão lúcida da história e ciente da onda de retrocesso que estava por vir e veio.

Embora o veredito final demore a chegar, o filme mostra a aproximação do impeachment através dos corredores do palácio desenhado por Oscar Niemeyer, acompanhando o vai e vem de reuniões políticas, o dia a dia da cozinha, a troca de guardas, os sussurros, os telefonemas sem fim, uma tensão crescente da Presidente, dos funcionários, assessores e ex-ministros, perplexos e quase sem ação. 

E durante esse período, conforme os dias vão passando, o filme revela aspectos inéditos da personalidade de Dilma, na medida em que retrata a Presidente em conversas informais sobre política, história, literatura e, principalmente, sobre si mesma. “ALVORADA” não é um documentário que se propõe a explicar detalhadamente todo o processo de impeachment, mas um filme que observa o lado humano deste processo de dentro da residência oficial da sua personagem principal. “ALVORADA” não é apenas um documento sobre o golpe de 2016, mas principalmente sobre como a presença de uma mulher valente no topo de um sistema patriarcal pode ser perigosa para estruturas deste mesmo sistema.

Sinopse:O filme narra de um ponto de vista íntimo, o dia a dia da Presidente Dilma Rousseff na sua residência oficial, o Palácio do Alvorada, enquanto aguardava o veredito de impeachment que acabou afastando a primeira mulher presidenta do Brasil. Retratando os corredores do palácio desenhado por Oscar Niemeyer, vemos o vai de vem de reuniões políticas, o dia a dia da cozinha, a troca de guardas, sussurros e telefonemas sem fim. Sentimos a tensão crescente dos funcionários, assessores, ex-ministros, perplexos e quase sem ação. Um grupo ou outro chega para dar apoio à presidente que cai. Mas o naufrágio parece inevitável.

Ficha Técnica:

Direção: Anna Muylaert e Lô Politi

Produção Executiva: Ivan Melo e Aza Pinho 

Fotografia e Câmera: César Charlone, ABC e Lô Politi.

Montagem: Vania Debs, Hélio Villela Nunes e Anna Muylaert.

Som direto: Hudson Vasconcelos e Marta Suzana.

Supervisão e edição de Som: Miriam Biderman, ABC

Desenho de som e mixagem: Ricardo Reis, ABC

Coordenação Musical: Patricia Portaro

Colorista: Luisa Cavanhagh

Trailer e Teasers: Marina Kosa

Design Gráfico: Marcelo Pallota

Produção: África Filmes, Dramática filmes e Cup Filmes

Produtoras Associadas, Dandara Ferreira e Aza Pinho

Produção Associada: Quanta, Hugo Gurgel, Guilherme Ramalho, Eduardo Shaal.

Distribuição: Vitrine Filmes

Produtores: Lô Politi, Anna Muylaert e Ivan Melo

Gênero: Documentário

Duração: 80 min

Classificação: a definir

Sobre as Diretoras

Anna Muylaert nasceu em São Paulo e estudou Cinema e Artes na USP. Nas últimas décadas escreveu roteiros para programas de TV (MUNDO DA LUA, CASTELO RA-TIM-BUM, UM MENINO MUITO MALUQUINHO, FILHOS DO CARNAVAL, AS CANALHAS, entre outros) e cinema (O ANO EM QUE MEUS PAIS SAÍRAM DE FÉRIAS, XINGU, PRAIA DO FUTURO e outros). Anna dirigiu DURVAL DISCOS, É PROIBIDO FUMAR e 3 outros filmes, mas tornou-se internacionalmente conhecida com QUE HORAS ELA VOLTA? em 2015. O filme recebeu o Prêmio Especial do Júri no Festival de Cinema de Sundance, e de público no Panorama do Festival de Berlin em 2015 e foi lançado em salas em 30 países, o que levou Anna a ser convidada a fazer parte da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas (Oscar).  Atualmente está em preparação para filmar seu novo longa-metragem O CLUBE DAS MULHERES DE NEGOCIOS.  Ela é mãe de José e Joaquim.

Lô Politi estudou cinema, televisão e jornalismo e trabalhou como produtora e assistente de direção por 10 anos e desde 1998 atua como diretora, roteirista e produtora. Seu primeiro filme, JONAS, onde assina direção e roteiro, recebeu o Prêmio Especial do Júri no Festival Internacional do Rio, participou de mais de 10 festivais internacionais e está atualmente disponível no catálogo da Netflix em 190 países. Seu segundo filme de ficção, SOL, onde também assina direção e roteiro, está agora em sua fase final de pós-produção e será lançado em 2021. Atualmente produz e dirige, em parceria com Dandara Ferreira, DIVINO MARAVILHOSO, um filme sobre a cantora brasileira Gal Costa. Lô é  produtora associada de 3%, primeira série brasileira produzida pela Netflix.

DISTRIBUIÇÃO / VITRINE FILMES:

A Vitrine Filmes, em dez anos de atuação, já distribuiu mais de 160 filmes e alcançou mais de 4 milhões de espectadores. Entre seus maiores sucessos estão “O Som ao Redor”, “Aquarius” e “Bacurau” de Kleber Mendonça Filho e Juliano Dornelles. Outros destaques são “A Vida Invisível”, de Karim Aïnouz, representante brasileiro do Oscar 2020, “Hoje Eu Quero Voltar Sozinho”, de Daniel Ribeiro, e “O Filme da Minha Vida”, de Selton Mello. Entre os documentários, a distribuidora lançou “Divinas Divas”, dirigido por Leandra Leal e “O Processo”, de Maria Augusta Ramos, que entrou para a lista dos 10 documentários mais vistos da história do cinema nacional.

Em 2020, a Vitrine Filmes lançou no primeiro semestre “O Farol”, de Robert Eggers, indicado ao Oscar de Melhor Fotografia e “Você Não Estava Aqui”, de Ken Loach. No segundo semestre deste mesmo ano, em cenário pandêmico, a distribuidora adotou estratégias diferenciadas de distribuição em múltiplas janelas, lançando títulos em drive-ins, salas de cinemas e plataformas de streaming, como “Música para Morrer de Amor”; “Três Verões”; “Pacarrete”; “A Febre”; “Todos os Mortos” e muitos outros. Para 2021 a distribuidora já tem o line-up completo e continuará a buscar a melhor forma de chegar aos seus públicos.

Novidades do Belas Artes À LA CARTE a partir de 25 de março

Novidades do Belas Artes À LA CARTE a partir de 25 de março

À LA CARTE traz filme com Antonio Banderas e longa francês com elenco premiadíssimo

Na próxima semana o À LA CARTE estreia quatro novos filmes e lança o documentário “Siron. Tempo sobre tela”. Entre os destaques do cardápio que chega na quinta-feira, 25.03, estão “De amor e de sombras” (1994), baseado no romance de mesmo nome da escritora Isabel Allende, este é o primeiro longa da diretora Betty Kaplan com Antonio Banderas e Jennifer Connelly no elenco; e “Os homens que eu amei” (1980), dirigido porClaude Berri, e estrelado pelos ícones do cinema francês como Gérard Depardieu, Catherine Deneuve, Jean-Louis Trintignant, Alain Souchon e Serge Gainsbourg.

Também passam a integrar o catálogo do streaming a comédia “Neste mundo e no outro” (1946), filme dirigido por Michael Powell (1905–1990) e Emeric Pressburger (1902–1988) renomada dupla de diretores do cinema britânico, que realizou clássicos como “Narciso Negro” e “Os Sapatinhos Vermelhos”; e o drama alemãoO Imigrante Russo” (2015)primeiro longa-metragem do diretor russo Stanislav Güntner e filme de estreia do ator Mark Filatov no cinema.

Outra novidade da semana é o lançamento do documentário “Siron. Tempo sobre tela”. O filme de André Guerreiro Lopes e Rodrigo Campos, com distribuição da Pandora Filmes, investiga a arte e a vida de Siron Franco, um dos mais importantes pintores brasileiros de todos os tempos, com imagens captadas ao longo de duas décadas, combinadas com filmagens do acervo do próprio artista. O filme estará disponível para aluguel a partir desta sexta-feira, 26 de março, nos Super Lançamentos do À LA CARTE.

Sinopse dos filmes:

De amor e de sombras ( De Amor y de sombras)

Argentina | EUA, 1994, Drama, 103min, 14 anos

Direção: Betty Kaplan

Elenco: Antonio Banderas, Jennifer Connelly, Stefania Sandrelli

Sinopse: O Chile 1973 é governado pelo ditador Pinochet. Os ricos não veem a violência, o terror, as execuções, incluindo Irene. Ela está noiva de um oficial do exército fascista. Ela conhece Francisco que abre os olhos para a verdade e o amor.

Curiosidades: Adaptação do livro “De Amor y de Sombra”, de Isabel Allende. Este foi o primeiro papel do espanhol Antonio Banderas como protagonista em um filme falado em inglês. Este é o primeiro longa da diretora Betty Kaplan, que nasceu em Nova York, mas cresceu na Venezuela, e já recebeu diversos prêmios por documentários e produções realizadas para a TV americana.

Neste mundo e no outro (A Matter of Life and Death)

Reino Unido, 1946, Comédia, 104min, livre

Direção: Michael Powell, Emeric Pressburger

Elenco: David Niven, Kim Hunter, Robert Coote

Sinopse: Durante a Segunda Guerra Mundial o avião do piloto inglês Peter Carter é abatido. Antes de cair ele faz contato com June, operadora de rádio da Força Aérea norte-americana, por quem se apaixona imediatamente. Ele salta para a morte, mas esta não chega. Surpreso com sua segunda chance, ele decide ir atrás de seu novo amor, mas um enviado do céu logo chega para levá-lo, informando que sua sobrevivência foi um equívoco.

Curiosidades: A enorme escada rolante que liga este mundo ao outro levou 3 meses para ser construída, tinha 106 degraus, cada um com 6 metros de largura, e era movido por um motor de 12 cavalos de potência. Foi durante uma visita a Hollywood, em 1945, que o diretor Michael Powell decidiu escalar a então desconhecida Kim Hunter para interpretar June, a criada americana, após ela ser recomendada por Alfred Hitchcock, que a conheceu durante testes de atores e atrizes para sua próxima produção, “Interlúdio” (1946). Michael Powell (1905–1990) e Emeric Pressburger (1902–1988) foi a mais renomada dupla de diretores do cinema, realizando clássicos como “Narciso Negro” e “Os Sapatinhos Vermelhos”, e Michael Powell foi eleito o quarto maior diretor de cinema da história da Grã-Bretanha, segundo o jornal The Telegraph, mas ele quase teve a carreira destruída por causa do perturbador “Peeping Tom: A Tortura do Medo” (disponível no À La Carte), que ele dirigiu sozinho, e foi retirado de cartaz após apenas 5 dias de seu lançamento na Inglaterra, por pressão da crítica e do público.

O Imigrante Russo (Nemez)

Alemanha, 2015, Drama, 97min, livre

Direção: Stanislav Güntner

Elenco: Mark Filatov, Emilia Schüle, Alex Brendemühl

Sinopse: Dima é um alemão-russo que decide mudar de vida e ir para Berlim, para fugir de seu passado criminoso. Ele conhece a estudante de arte Nadja, por quem se apaixona. No entanto, as antigas conexões criminosas de Dima o perseguem e podem causar grandes desastres para ele e sua amada.

Curiosidades: Primeiro longa-metragem do diretor russo Stanislav Güntner. Longa de estreia do ator Mark Filatov no cinema. O ator Alex Brendemühl atuou com Marion Cotillard e Louis Garrel em “Um Instante de Amor” (2016), de Nicole Garcia.

Os homens que eu amei (Je vous aime)

França, 1980, Romance, 105min, 14 anos

Direção: Claude Berri

Elenco: Gérard Depardieu, Catherine Deneuve, Jean-Louis Trintignant, Alain Souchon, Serge Gainsbourg.

Sinopse: Uma mulher convida todos os quatro homens que amou na vida para o jantar da véspera de Ano Novo ao mesmo tempo e os reúne em sua casa. Em flashbacks sentimentais, eles se lembram dos tempos anteriores.

Curiosidades: O compositor, músico e ator francês” Serge Gainsbourg, que atua no filme, escreveu a trilha musical de “Os Homens que Eu Amei”, na qual se destaca a canção “Dieu Est un Fumeur de Havanes”, um dueto cantado por ele em uma cena com Deneuve. Filme indicado a 2 prêmios César, considerado o Oscar do cinema francês, nas categorias de Melhor Ator Coadjuvante (Alain Souchon) e Melhor Música Original (Serge Gainsbourg). A atriz Catherine Deneuve declarou que todos acreditavam que o filme contava um pouco da vida dela, mas, segundo ela, sua personagem era o diretor Claude Berri (e ele concordou), uma pessoa cujo egoísmo a irritava.

SUPER LANÇAMENTO

Siron. Tempo sobre Tela Brasil; 2019, Documentário, 91min, 12 anos Direção. André Guerreiro Lopes e Rodrigo Campos“Eu lembro mais das coisas que pintei do que das coisas que vivi”, diz, em certo ponto da abertura do filme, Siron Franco, 71, tido por pensadores como Ferreira Gullar como um dos maiores pintores brasileiros de todos os tempos.  Encadeando pensamentos e memórias em associações inusitadas e reveladoras, a dar foco ao tempo que brota da interação de um arquivo pessoal inédito com novas filmagens, o documentário Siron. Tempo sobre Tela ilumina a personalidade inquieta e a mente criadora do artista, onde fronteiras entre realidade, memória e sonho se dissolvem.
Serviço:Planos de assinatura com acesso a todos os filmes do catálogo em 2 dispositivos simultaneamente.Valor assinatura mensal: R$ 9,90 | Valor assinatura anual: R$ 108,90“SIRON.TEMPO SOBRE TELA”: Alugue por 72 horas, em Super Lançamentos, por R$ 12,90.Para se cadastrar acesse: www.belasartesalacarte.com.br e clique em ASSINE.Ou vá direto para a página de cadastro: https://www.belasartesalacarte.com.br/checkout/subscribe/signupAplicativos disponíveis para Android, Android TV, IPhone, Apple TV e Roku. Baixe Belas Artes À LA CARTE na Google Play ou App Store.
Petra Belas Artes À LA CARTE:À LA CARTEé um streaming de filmes pensado para quem ama cinema de verdade. Seu catálogo, que já conta com cerca de 400 títulos,e inclui filmes de todos os cantos do mundo e de todas as épocas: contemporâneos, clássicos, cults, obras de grandes diretores, super premiados e principalmente aqueles que merecem ser revistos e que tocam o coração dos cinéfilos. Além de pelo menos quatro novos filmes que entram semanalmente no catálogo, há também a possibilidade do aluguel unitário, que são os Super Lançamentos: um espaço para filmes que estreiam antes dos cinemas; simultâneos ao cinema; filmes inéditos no Brasil, entre outras modalidades. Outro diferencial são as mostras de cinema, recentemente o À LA CARTE trouxe especiais dedicados à cinematografia francesa, italiana, coreana e espanhola. O À LA CARTE foi criado no final de 2019 e integra o Belas Artes Grupo, que inclui também a Pandora Filmes e o Cine Petra Belas Artes, um dos mais tradicionais e queridos cinemas de rua de São Paulo.