“Que Horas Eu Te Pego?” estreia nesta quinta nos cinemas de todo o Brasil

“Que Horas Eu Te Pego?” estreia nesta quinta nos cinemas de todo o Brasil

Jennifer Lawrence é produtora e protagonista de sua primeira comédia adulta

Créditos: Sony Pictures

Estreia nesta quinta, 22 de junho, nos cinemas de todo o Brasil, o filme “Que Horas Eu Te Pego?”. A obra é protagonizada e produzida por Jennifer Lawrence em sua primeira comédia adulta, e também conta com os atores Andrew Feldman, Laura Benanti, Natalie Morales e Matthew Broderick.
 

Na trama, Maddie (Jennifer Lawrence) passa por problemas financeiros e precisa de um novo emprego para não perder sua casa. A solução para seus problemas aparece em um anúncio na internet feito por pais ricos e superprotetores oferecendo um carro para uma garota “namorar” seu filho introvertido de 19 anos, Percy (Andrew Feldman), e ajudá-lo a se soltar antes de ir para a faculdade. Contudo, o jovem se mostra um desafio muito maior e Maddie vai ter que se aventurar para conquistar o tão desejado automóvel.
 

A comédia adulta produzida e protagonizada por Jennifer Lawrence estreia exclusivamente nos cinemas de todo o Brasil no dia 22 de junho e promete boas gargalhadas para quem assistir a obra.
 

Sinopse

Jennifer Lawrence produz e estrela “Que Horas Eu Te Pego?”, uma comédia afiada do diretor Gene Stupnitsky (Bons Meninos).
 

Prestes a perder a casa onde cresceu, Maddie (Lawrence) descobre um anúncio de emprego intrigante: pais ricos e superprotetores procuram alguém para “namorar” seu tímido filho de 19 anos, Percy, antes que ele vá para a faculdade. Para a surpresa de Maddie, ela logo vai descobrir que Percy não é exatamente como eles imaginam.
 

Ficha Técnica

Dirigido por: Gene Stupnitsky

Roteiro: Gene Stupnitsky e John Phillips

Produção: Alex Saks, Naomi Odenkirk, Marc Provissiero, Jennifer Lawrence e Justine Ciarrocchi

Produção Executiva: John Phillips e Kerry Orent

Elenco: Jennifer Lawrence, Andrew Feldman, Laura Benanti, Natalie Morales e Matthew Broderick

Vencedor do César de Melhor Filme, A NOITE DO DIA 12 estreia no dia 12 de julho

Vencedor do César de Melhor Filme, A NOITE DO DIA 12 estreia no dia 12 de julho

Longa de Dominik Moll acompanha um caso de feminicídio que se torna obsessão de um policial
(Crédito: Fanny de Gouville)

Conhecido por suas comédias, como “Harry Chegou Para Ajudar”, o cineasta Dominik Moll está num outro registro no premiado A NOITE DO DIA 12, que combina suspense e policial sobre um investigador tentando desvendar um caso complicado do assassinato de uma mulher. Com distribuição da Pandora Filmes, o longa chega aos cinemas brasileiros a partir do dia 12 de julho, uma quarta-feira, estratégia para acompanhar o fatídico número 12.

Yohan (Bastien Bouillon) é um detetive de polícia obcecado pela morte de Clara, e o que começa como uma investigação da vida da vítima, se torna um caso que ele não consegue abandonar. Um interrogatório evoca outro, há vários suspeitos e muitas dúvidas. Mas uma coisa é certa, o crime aconteceu na noite do dia 12.

Na principal premiação do cinema francês, o César, A NOITE DO DIA 12 ganhou seis prêmios, entre eles Melhor Filme, Melhor Diretor e Melhor Ator Coadjuvante (para Bouli Lanners), além de receber outras quatro indicações.

Moll conta que partiu do livro da francesa Pauline Guéna, que acompanhou por um ano uma equipe de polícia em Versalhes que investiga crimes diversos, mas optou por adaptar para o filme apenas um dos casos. “Ela conta esse caso de uma jovem que foi incendiada a caminho de casa, e se tornou a obsessão de um dos detetives. Confesso que hesitei pela natureza sórdida do crime, mas após ler algumas páginas, a história começou a me assombrar, como assombra ao investigador.”

Nesse sentido, ele explica que uma das questões centrais do longa é a relação entre homens e mulheres, e isso já estava na obra da escritora Guéna após sua experiência e pesquisa em campo com a polícia. “Não é exatamente um ponto da obra dela, mas o fato de ela ser uma mulher observando homens trabalhando. Isso é um fator que se impôs a nós. E muitos casos são de feminicídio, violência de homens contra mulheres.”

Nota-se que casos sem solução é o que chama a atenção de Moll e Gilles Marchand, que assinam o roteiro do longa. Marchand, que fez uma série sobre um crime não resolvido, sabia que a verdade era um ponto central para a construção da narrativa. “Geralmente, filmes desse gênero começam com um assassinato e terminam com a revelação do assassino. E não era isso que eu queria, o que me perseguia nessa história era o mistério”, conta o diretor.

Em meio a tantos personagens masculinos, entre policiais e suspeitos, Moll confessa que criar figuras femininas fortes era importantíssimo. “Há a Clara, obviamente, a vítima cuja figura marca todo o filme, e também a melhor amiga dela Nanie, interpretada por Pauline Serieys, que leva o filme a outro lugar.”

Para fazer A NOITE DO DIA 12, além do trabalho da polícia descrito por Guéna, em seu livro, Moll contou com o apoio da polícia de Grenoble, que permitiu ao cineasta uma imersão nesse mundo, vendo de perto como eles trabalham. “Passar um tempo com eles me permitiu ser mais preciso e verdadeiro no tom do filme, conseguindo assim evitar uma espetacularização falsa do trabalho ou a busca por artificialismos. Isso me permitiu estar mais próximo do lado humano, o desconforto e a paixão que pode guiar os investigadores.”

Em sua equipa artística, A NOITE DO DIA 12 conta com o diretor de fotografia Patrick Ghiringhelli (“Geronimo”), o compositor Olivier Marguerit (“Garoto Chiffon”) e o desenhista de produção Michel Barthélémy (“O Profeta”). A produção é assinada por Caroline Benjo (“O Lagosta”), Barbara Letelliez (“Entre os Muros da Escola”), Carole Scotta (“A Chiara”) e Simon Arnal (“Coco Antes de Chanel”).

Sinopse
Diz-se que todo investigador tem um crime que o persegue, um caso que o machuca mais do que os outros, sem que ele necessariamente saiba o porquê. Para Yohan, esse caso é o assassinato de Clara.

Ficha Técnica
Direção:
 Dominik Moll
Roteiro: Gilles Marchand e Dominik Moll, inspirado no livro de Pauline Guéna
Produção: Caroline Benjo, Barbara Letelliez, Carole Scotta, Simon Arnal
Elenco: Bastien Bouillon, Bouli Lanners, Anouk Grinberg, Pauline Serieys
Direção de Fotografia: Patrick Ghiringhelli   
Desenho de Produção: Michel Barthélémy    
Trilha Sonora: Olivier Marguerit
Montagem: Laurent Rouan
Gênero: drama, suspense, policial
País: Bélgica, França
Ano: 2022
Duração: 115 minutos

SOBRE A PANDORA FILMES
A Pandora é uma distribuidora de filmes independentes que há 30 anos busca ampliar os horizontes da distribuição de filmes no Brasil revelando nomes outrora desconhecidos no país, como Krzysztof Kieślowski, Theo Angelopoulos e Wong Kar-Wai, e relançando clássicos memoráveis em cópias restauradas, de diretores como Federico Fellini, Ingmar Bergman e Billy Wilder. Sempre acompanhando as novas tendências do cinema mundial, os lançamentos recentes incluem “O Apartamento”, de Asghar Farhadi, vencedor do Oscar de Melhor Filme Estrangeiro; e os vencedores da Palma de Ouro de Cannes: “The Square: A Arte da Discórdia”, de Ruben Östlund e “Parasita”, de Bong Joon Ho.

Paralelamente aos filmes internacionais, a Pandora atua com o cinema brasileiro, lançando obras de diretores renomados e também de novos talentos, como Ruy Guerra, Edgard Navarro, Sérgio Bianchi, Beto Brant, Fernando Meirelles, Gustavo Galvão, Armando Praça, Helena Ignez, Tata Amaral, Anna Muylaert, Petra Costa, Pedro Serrano e Gabriela Amaral Almeida.

A HISTÓRIA DA MINHA MULHER recebe pôster e trailer oficiais

A HISTÓRIA DA MINHA MULHER recebe pôster e trailer oficiais

Novo lançamento da Pandora Filmes, romance com Léa Seydoux, Gijs Naber e Louis Garrel no elenco concorreu à Palma de Ouro no Festival de Cannes; estreia acontece dia 15 de junho nos cinemas
ASSISTA AO TRAILER:
https://youtu.be/lFkml4HHJsc

Seis anos após o lançamento de “Corpo e Alma”, vencedor do Urso de Ouro no Festival de Berlim e finalista ao Oscar de Melhor Filme Internacional, a cineasta húngara Ildikó Enyedi volta ao circuito exibidor brasileiro com A HISTÓRIA DA MINHA MULHER, que concorreu à Palma de Ouro no Festival de Cannes. Com lançamento nos cinemas no dia 15 de junho, o romance protagonizado por Léa Seydoux e Gijs Naber é distribuído pela Pandora Filmes e recebe pôster e trailer oficiais.

Também autora do roteiro, Ildikó Enyedi adapta o livro de Milán Füst “The Story Of My Wife: The Reminiscences Of Captain Störr”, originalmente publicado em 1946 e inédito no Brasil. Na premissa, o Capitão Jakob Störr (Gijs Naber) faz uma pausa em terra firme e tem um breve encontro em Paris com o seu amigo Kodor (Sergio Rubini), desafiando-se inocentemente a se casar com a primeira mulher que adentrar o restaurante onde estão.

Após se despedir de Kodor, Jakob testemunha a presença de Lizzy (Léa Seydoux), que há pouco ocupou o mesmo recinto. Informada sobre a intenção do Capitão, a jovem aceita ser a sua esposa, iniciando assim um relacionamento permeado por paixões intensas, encantos, ciúmes e manipulações.

Habituada a escrever as suas próprias histórias, Ildikó Enyedi se desafiou pela primeira vez em sua carreira a transpor um livro para o cinema e revela o que a fascina na obra Milán Füst: “Ele é uma espécie de outlier na literatura húngara e mundial. Com muita frequência, é incompreendido, sendo elogiado pelos aspectos errados. Para mim, Füst é, antes de tudo, um pensador radical que envolve seus pensamentos em uma textura rica e sensual cheia de humor e ludicidade.”

Dividida em sete capítulos, a narrativa privilegia a perspectiva do Capitão Jakob Störr em detrimento de Lizzy, que em determinado momento passa a ser acusada de infidelidade sem que protagonista e espectadores testemunhem qualquer evidência concreta disso. Sobre esse aspecto, a cineasta comenta que o filme pode ser um convite para os membros de um patriarcado em declínio se juntarem para a construção de algo gratificante. “Hoje temos uma grande ocasião histórica reservada à parte masculina da humanidade para agarrar uma chance de ter uma vida melhor diante de um modelo mais satisfatório.”

Outro aspecto bastante enfatizado nas escolhas de A HISTÓRIA DA MINHA MULHER é certa incomunicabilidade entre os protagonistas, que rejeitam as suas línguas natais para interagir em inglês. Intérprete do Capitão Jakob Störr, o ator holandês Gijs Naber pode ser reconhecido no elenco de “A Espiã”, de Paul Verhoeven, e, segundo Enyedi, “ele tem uma presença completa, significativa, e que traz Jakob próximos a nós sem grandes gestos, apenas com a profundidade e a honestidade de sua interpretação. Gijs é forte e vulnerável – o segredo de todas as grandes estrelas”. Sua companheira de cena é a celebrada atriz francesa Léa Seydoux, com quem a realizadora diz ter trabalhado “como uma cúmplice, com confiança e intimidade”. Outro querido do cinema francês, Louis Garrel interpreta Dedin, um personagem secundário, mas fundamental para intervir nos destinos de Jakob e Lizzy.

A HISTÓRIA DA MINHA MULHER foi rodado ao longo de 58 dias, com grande parte de suas locações em Budapeste. Coprodução entre Alemanha, França, Hungria e Itália, a obra seguiu o circuito de festivais após a première em Cannes, entre os quais Otranto Film Festival (onde venceu o Prêmio do Júri de Melhor Direção), Dunav Film Fest (vencedor do prêmio de Melhor Atuação para Gijs Naber) e a Mostra Internacional de Cinema de São Paulo.

Sinopse
Jacob Störr (Gijs Naber), um capitão da Marinha, faz uma aposta com um amigo: casará com a primeira mulher que entrar no café onde se encontram – quem chega é Lizzy (Léa Seydoux). A suspeita de infidelidade e a visível atração de Lizzy por Dedin (Louis Garrel) ameaçam condenar o capitão à loucura.

Ficha Técnica
Direção:
 Ildikó Enyedi
Roteiro: Ildikó Enyedi, adaptado do romance “The Story of My Wife: The Reminiscences of Captain Storr”, de Milán Füst
Produção: András Muhi, Ernõ Mesterházy, Flaminio Zadra, Janine Jackowski, Jonas Dornbach, Maren Ade, Mónika Mécs, Olivier Père, Peggy Hall, Pilar Saavedra Perrotta, Stéphane Parthenay
Elenco: Léa Seydoux, Gijs Naber, Louis Garrel, Sergio Rubini, Jasmine Trinca, Luna Wedler, Josef Hader, Udo Samel, Ulrich Matthes, Romane Bohringer, Sandor Funtek, Nayef Rashed, Beniamino Brogi, Simone Coppo, Herman Gilis, Michael Kehr, Julia Droste
Direção de Fotografia: Marcell Rév
Desenho de Produção: Imola Láng   
Trilha Sonora: Ádám Balázs
Montagem: Károly Szalai
Gênero: drama romântico
País: Alemanha, França, Hungria, Itália
Ano: 2021
Duração: 169 minutos

SOBRE A PANDORA FILMES
A Pandora é uma distribuidora de filmes independentes que há 30 anos busca ampliar os horizontes da distribuição de filmes no Brasil revelando nomes outrora desconhecidos no país, como Krzysztof Kieślowski, Theo Angelopoulos e Wong Kar-Wai, e relançando clássicos memoráveis em cópias restauradas, de diretores como Federico Fellini, Ingmar Bergman e Billy Wilder. Sempre acompanhando as novas tendências do cinema mundial, os lançamentos recentes incluem “O Apartamento”, de Asghar Farhadi, vencedor do Oscar de Melhor Filme Estrangeiro; e os vencedores da Palma de Ouro de Cannes: “The Square: A Arte da Discórdia”, de Ruben Östlund e “Parasita”, de Bong Joon Ho.

Paralelamente aos filmes internacionais, a Pandora atua com o cinema brasileiro, lançando obras de diretores renomados e também de novos talentos, como Ruy Guerra, Edgard Navarro, Sérgio Bianchi, Beto Brant, Fernando Meirelles, Gustavo Galvão, Armando Praça, Helena Ignez, Tata Amaral, Anna Muylaert, Petra Costa, Pedro Serrano e Gabriela Amaral Almeida.

O ÚLTIMO ÔNIBUS chega aos cinemas nesta quinta

O ÚLTIMO ÔNIBUS chega aos cinemas nesta quinta

Dirigido por Gillies MacKinnon, filme tem como protagonista um homem de 90 anos que cruza a Escócia de ônibus
Trailer: https://youtu.be/4Qhn0pjXtco

Dirigido por Gillies MacKinnon, O ÚLTIMO ÔNIBUS traz Timothy Spall, um dos atores mais versáteis e queridos da Inglaterra, como Tom Haper, um homem idoso que embarca em uma jornada inesperada. O drama com toques agridoces estreia nesta quinta-feira, 1º de junho, nos cinemas das seguintes praças: São PauloRio de JaneiroBelo HorizonteBrasíliaCuritibaFlorianópolisPorto AlegreRecifeSalvador e Vitória. A distribuição é da Pandora Filmes.

Para cumprir com uma promessa feita à sua mulher, Mary (Phyllis Logan), antes de ela morrer, Tom deixa sua casa de 50 anos em um vilarejo no norte da Escócia e atravessa o país rumo ao sul, ao lugar onde nasceu, próximo à fronteira com a Inglaterra.

MacKinnon, que tem em sua filmografia trabalhos como “Fúria nas Ruas” e “Romance Proibido”, conta que, ao ler o roteiro de Joe Ainsworth, adorou a ideia de um road movie protagonizado por um homem de 90 anos. “E ele tem motivos pessoais muito fortes para fazer essa viagem, o que traz novas camadas emocionais ao filme. Ele faz o mesmo caminho que fizera 60 anos atrás, com sua mulher, mas agora no sentido inverso, usando as mesmas rotas de ônibus e pequenos hotéis onde se hospedaram.”

O longa foi filmado em Glasgow e os seus arredores e boa parte da trama se passa no Glasgow Vintage Vehicle Trust, um museu dedicado a meios de transportes escoceses. O exterior foi usado para a construção de diversos pontos de ônibus, enquanto o interior serviu de estúdio para a arquitetura de cenários.

Spall, de 66 anos, que interpreta Tom, de 90, com uma maquiagem que o envelhece, descreve o filme, numa entrevista, como uma história de amor e perda. “São os últimos momentos da vida de uma pessoa, nos quais ele faz uma das maiores odisseias, e redescobre a vida ao redescobrir o mundo.” Ele descreve Tom como um homem de muita coragem e brio, ao contrário, por exemplo, de seu famoso personagem da série Harry Potter, Pedro Pettigrew.

Spall explica que seu método de construção de personagens é físico, e pensa, por exemplo, na maneira como Tom se porta, fala, anda. “Isso que faz as pessoas serem o que são, e isso explica muito como agem. Uma pessoa da idade desse personagem é frágil. Ele é idoso, vulnerável, mas também destemido a ponto de cumprir com seus objetivos. O fato de ser um ator a vida toda, eu sempre me interesso pelas pessoas, mesmo quando não estou trabalhando, e observo como elas agem, como o tempo passa para cada um.”

O elenco ainda inclui, além de Phyllis Logan, Ben Ewing, como Tom na juventude, e Natalie Mitson, como Mary jovem.

Sinopse
Tom Harper (Timothy Spall), um viúvo de 90 anos, sai sozinho em uma viagem épica rumo à sua casa de 50 anos atrás, partindo de uma vila remota no nordeste da Escócia até o extremo sul da Inglaterra. Ele atravessa a Grã-Bretanha em uma jornada de 1.400 quilômetros. Lutando contra o tempo e as limitações da idade, ele precisa cumprir uma grande promessa feita à sua amada esposa Mary. Nosso intrépido herói enfrenta uma incrível odisseia, revisitando seu passado, conectando-se com um mundo moderno que ele nunca experimentou, e com uma Grã-Bretanha diversificada e multicultural.

Ficha Técnica
Direção: 
Gillies MacKinnon
Roteiro: 
Joe Ainsworth
Produção: 
 Roy Boulter, Sol Papadopoulos
Elenco: Timothy Spall, Phyllis Logan, Grace Calder, Brian Pettifer, Colin McCredie, Celyn Jones, Garry Sweeney, Kevin Mains, Iain Robertson, Marianne McIvor
Direção de Fotografia: George Geddes     
Desenho de Produção: Andy Harris           
Trilha Sonora: Nick Lloyd Webber
Montagem: 
Anne Sopel      
Gênero: drama
País: Reino Unido, Emirados Árabes Unidos
Ano: 2021
Duração: 86 minutos

Sobre a Pandora Filmes
A Pandora é uma distribuidora de filmes independentes que há 30 anos busca ampliar os horizontes da distribuição de filmes no Brasil revelando nomes outrora desconhecidos no país, como Krzysztof Kieślowski, Theo Angelopoulos e Wong Kar-Wai, e relançando clássicos memoráveis em cópias restauradas, de diretores como Federico Fellini, Ingmar Bergman e Billy Wilder. Sempre acompanhando as novas tendências do cinema mundial, os lançamentos recentes incluem “O Apartamento”, de Asghar Farhadi, vencedor do Oscar de Melhor Filme Estrangeiro, e os vencedores da Palma de Ouro de Cannes “The Square: A Arte da Discórdia”, de Ruben Östlund, e “Parasita”, de Bong Joon-ho.

Paralelamente aos filmes internacionais, a Pandora atua com o cinema brasileiro, lançando obras de diretores renomados e também de novos talentos, como Ruy Guerra, Edgard Navarro, Sérgio Bianchi, Beto Brant, Fernando Meirelles, Gustavo Galvão, Armando Praça, Helena Ignez, Tata Amaral, Anna Muylaert, Petra Costa, Pedro Serrano e Gabriela Amaral Almeida.

SEUS OSSOS E SEUS OLHOS estreia em 22/6

SEUS OSSOS E SEUS OLHOS estreia em 22/6

SEUS OSSOS E SEUS OLHOS aborda os encontros, as instáveis percepções subjetivas e a comunicação no mundo contemporâneo

Após concorrer ao Urso de Ouro na Competição Oficial do Festival de Berlim com o longa “Todos os Mortos”, em 2020, Caetano Gotardo, premiado diretor de filmes como “O Que Se Move” e o curta “Areia”, apresenta sua nova obra: SEUS OSSOS E SEUS OLHOS, que estreia nos cinemas no dia 22 de junho, com produção da Lira Cinematográfica e distribuição da Descoloniza Filmes.

A ideia para o longa surgiu em 2009, enquanto Caetano finalizava o curta “O Menino Japonês”. Na sala de mixagem, o diretor e roteirista fez uma anotação sobre o deslocamento entre som e imagem e a possível relação disso com a memória. Essa seria a gênese do futuro longa sobre um jovem cineasta, interpretado pelo próprio Gotardo, que vivencia diversos encontros com amigos, amigas e desconhecidos – e essas interações acabam transformando sua vida e seu processo criativo.

“A mim, interessavam pequenas questões do cotidiano em torno de personagens que lidavam com processos de criação e que se encontravam, tentavam se comunicar, falavam, ouviam, estabeleciam reais trocas afetivas, observavam, se movimentavam, vivenciavam alguns aspectos da cidade de São Paulo, falhavam, mostravam fraquezas, mas também se mantinham em busca da construção de algo”, diz o diretor, que também assina a montagem do filme.

Depois de quase uma década entre pesquisas, anotações e experimentos em vídeo (e também com a realização de vários outros projetos no caminho), o roteiro de SEUS OSSOS E SEUS OLHOS tomou forma em apenas três dias, e foi filmado poucas semanas depois em apenas oito diárias, com uma equipe de seis pessoas, além do elenco.

“A Lara Lima, que produziu o filme, se juntou ao projeto anos antes e acompanhou uma parte significativa do processo. O longa só aconteceu de fato por causa dela, que, além de ser uma interlocutora criativa muito importante, propôs e construiu o método de produção com pouquíssimo dinheiro que foi o que utilizamos e que tornou a realização possível da maneira como a queríamos fazer. A ela se somaram outros colaboradores fundamentais, como Flora Dias na fotografia, o artista plástico Gabriel Pessoto na direção de arte e Tales Manfrinato no som. Nosso set era muito aberto ao que todos tinham a propor diante do roteiro. Sinto que é possível realmente reconhecer aspectos da sensibilidade de cada pessoa da equipe no resultado do filme.”

Protagonizar o longa, para Gotardo, está ligado a uma pesquisa que parte de impulsos seus como roteirista, diretor e ator na mesma medida. São coisas totalmente ligadas desde a origem do projeto. “Neste filme, há ainda uma pesquisa em torno do movimento que é muito central, que atravessa o filme inteiro – e isso também estava presente desde o início, conversando com pesquisas que faço em torno da dança.”

O filme também inclui nomes como Malu Galli, Vinícius Meloni, Carlos Escher, Larissa Siqueira e Carlota Joaquina. Gotardo explica que o longa é muito centrado em suas atrizes e atores. “Tivemos muito pouco tempo de preparação e poucos ensaios. Mas foram ensaios muito alimentadores. Convidei pessoas com quem eu já tinha uma interlocução e cujo trabalho eu admirava muito. E todos já conheciam também meus trabalhos. Então partimos muito diretamente para discussões e experimentos em torno do filme e das cenas. Os diálogos estavam todos escritos já. Mas trabalhamos muito a ideia do encontro, do jogo que se cria entre essas personagens que se encontram. Qual é a dinâmica entre elas? Quais os gestos? Os tempos? Os ritmos? Os silêncios? Qual é o grau de intimidade? Quais os desconfortos?”

No filme, a comunicação ou ausência desta entre os personagens é uma questão bastante importante, assim como o exercício de falar e de ouvir ativamente. “O encontro nem sempre se dá, mesmo quando duas pessoas estão juntas no mesmo espaço conversando. E, quando se dá, tem uma força evidente. De qualquer maneira, cada uma das pessoas envolvidas percebe aquele encontro de uma forma diferente – e, na memória, o momento ganhará ainda outras camadas de incerteza e de invenção. Me interessava trabalhar isso também no filme. O campo instável das percepções subjetivas.”

Apesar de filmado e exibido em festivais antes da pandemia, SEUS OSSOS E SEUS OLHOS ganha um novo sentido neste momento de reencontros – muitas vezes, após anos de afastamento entre as pessoas. “Creio que as obras sempre se modificam com as mudanças do mundo, e ver o longa agora dá a ele essa nova camada. A dramaturgia do filme depende completamente da possibilidade de encontros presenciais. E também do acaso. Durante os períodos de isolamento da pandemia, eu costumava pensar muito em como me fazia falta o acaso – a gente só se encontrava, virtualmente, com quem se escolhia encontrar.”
Sinopse
João, cineasta de classe média, passa por uma série de encontros com pessoas como Irene, sua amiga de longa data; Álvaro, seu namorado; Matias, um rapaz que vê no metrô e com quem se envolve sexualmente, entre outros conhecidos e desconhecidos. Esses encontros o afetam e revelam aos poucos um jogo de tempos que mistura vida e processo de criação, presente e memória.

Ficha Técnica
Roteiro, Direção, Montagem:
 Caetano Gotardo
Produção, Assistência de Direção: Lara Lima
Direção de Fotografia e Câmera: Flora Dias
Direção de Arte e Figurino: Gabriel Pessoto 
Som direto e Desenho de Som: Tales Manfrinato
Produção de Set: Raul Arthuso
Colorista: Samanta do Amaral
Edição de Som: Raul Arthuso, Tales Manfrinato, Vitor Coroa
Mixagem: Vitor Moraes
Design de Créditos e Cartaz: João Marcos de Almeida
Elenco: Caetano Gotardo, Malu Galli, Vinícius Meloni, Carlos Escher, Carlota Joaquina, Larissa Siqueira, Marina Tranjan, Wandré Gouveia, Daniel Turini, Irene Dias Rayck
Ano: 2019
Duração: 119 minutos
Empresa Produtora: Lira Cinematográfica
Distribuição: Descoloniza Filmes

Festivais
48º International Film Festival Rotterdam
22ª Mostra de Cinema de Tiradentes
16º Indie Lisboa – Festival Internacional de Cinema Independente de Lisboa
27º Filmfest Hamburg
57º Viennale – Vienna International Film Festival
11º Panorama Internacional Coisa de Cinema
27º Festival Mix Brasil

Exibições especiais
Veredas, a generation of Brazilian Filmmakers – Lincoln Center (NY)
Mostra Brasil Contemporâneo – Cinemateca Capitólio (Porto Alegre)

Exploração Comercial
Cinema Tropical (modalidade TVOD – EUA e Canadá)
Dekkoo/Amazon (modalidade SVOD – EUA e Reino Unido)

Sobre Caetano Gotardo
Caetano Gotardo, nascido em Vila Velha/ES, em 1981, e morador da cidade de São Paulo desde 1999, formou-se em Cinema pela USP em 2003.

Escreveu e dirigiu dez curtas-metragens, entre os quais “Merencória” (2017), “O Menino Japonês” (2009) e “Areia” (2008), todos exibidos e premiados em diversos festivais brasileiros e internacionais, como a Semana da Crítica do Festival de Cannes, o Festival de Rotterdam, o Festival de Havana, o Zinebi – Bilbao, o Festival de Locarno, a Janela de Cinema do Recife, o Festival Internacional de Curtas-Metragens de São Paulo, o Cine Ceará, entre muitos outros. Uma retrospectiva de seus curtas foi realizada pela Cinemateca Francesa em outubro de 2013, em Paris.

Seu primeiro longa-metragem solo, “O Que Se Move” (2012), ganhou prêmios como os de Melhor Filme na Semana dos Realizadores, no Lakino – Berlim e no Cineport – Festival de Cinema de Países de Língua Portuguesa, tendo sido lançado comercialmente no Brasil, na França e nos Estados Unidos, além de ter sido vendido para a televisão portuguesa e posteriormente para canais de televisão e de streaming de outros países. Seu segundo longa-metragem, SEUS OSSOS E SEUS OLHOS (2019) estreou no Festival Internacional de Rotterdam e na Mostra de Cinema de Tiradentes, em janeiro de 2019, e seguiu circulando por festivais como IndieLisboa, em Portugal, Filmfest Hamburg, na Alemanha, e Viennale, na Áustria, tendo sido também exibido no Lincoln Center, em Nova York, e posteriormente disponibilizado em streaming nos Estados Unidos pelo selo Cinema Tropical. O lançamento comercial no Brasil, atrapalhado pelo advento da pandemia de Covid-19, acontecerá em junho de 2023, com distribuição da Descoloniza Filmes.

Seu terceiro longa-metragem, “Todos os Mortos” (2020), escrito e dirigido em parceria com Marco Dutra, estreou na Competição Oficial do Festival de Berlim em fevereiro de 2020, seguindo depois para festivais como San Sebastián, Viennale, Pingyao, Indie Lisboa (onde ganhou o prêmio de Melhor Filme da Mostra Silvestre) e Gramado (onde ganhou três Kikitos), tendo sido lançado comercialmente no Brasil e em outros países, além de ser disponibilizado praticamente no mundo inteiro pela plataforma de streaming Mubi. Seu quarto longa-metragem, “Você Nos Queima”, estreou em julho de 2021 no festival Ecrã, seguindo logo depois para a Muestra Internacional Documental de Bogotá e, já em 2022, para a Mostra de Cinema de Tiradentes e o Forumdoc.bh.

Junto a Marco Dutra, Caetano foi criador, diretor-geral e roteirista das séries “Noturnos”, que estreou em outubro de 2020 no Canal Brasil e na Globoplay, e “O Som e o Tempo”, que também foi exibida no Canal Brasil, em 2017. Participou ainda, como diretor e roteirista, do projeto coletivo de longa-metragem “Desassossego” (2010), com outros cineastas de diferentes cidades brasileiras, sob coordenação de Felipe Bragança e Marina Meliande. Escreveu o roteiro de “O Silêncio do Céu” (2016), longa de Marco Dutra lançado nos cinemas brasileiros e, em seguida, na Netflix mundial; colaborou no roteiro de filmes como “Enterre Seus Mortos” (de Marco Dutra, atualmente em finalização), “Desterro” (de Maria Clara Escobar, 2020, Tiger Competition no Festival de Rotterdam) “Pela Janela” (de Caroline Leone, 2017, prêmio Fipresci no Festival de Rotterdam) e “Pendular” (de Julia Murat, 2017, prêmio Fipresci no Festival de Berlim). Montou “Trabalhar Cansa” (2011) e “As Boas Maneiras” (2017), ambos dirigidos por Juliana Rojas e Marco Dutra e amplamente premiados no mundo inteiro; e colaborou também em diversos outros filmes como roteirista, diretor assistente, montador, compositor e ator. Em 2014, foi selecionado para a prestigiosa residência da Cinéfondation – Festival de Cannes, para desenvolver o roteiro de “Todos os Mortos”.

Desde 2006, Caetano integra o coletivo de realizadores Filmes do Caixote, grupo de cineastas que colaboram constantemente nos projetos uns dos outros e que foi homenageado na Mostra Tiradentes SP 2020. Em 2012, lançou o livro de poesia “Matéria” (editora 7Letras), junto a Marco Dutra e Carla Kinzo. Também atua como dramaturgo, ator e diretor em teatro, em peças como “O Ruído Branco da Palavra Noite”, “Seis da Tarde” e no experimento cênico “Bodas de Sangue”, encenado em 2016 no Sesc Pompeia dentro do projeto Cinema Falado.

Sobre a Lira Cinematográfica
Fundada em 2008 e capitaneada pela produtora Lara Lima, a Lira Cinematográfica se dedica ao desenvolvimento e realização de projetos de cinema, com foco em produções autorais. Desde sua fundação, lançou dezesseis curtas-metragens e os longas SEUS OSSOS E SEUS OLHOS (2019), de Caetano Gotardo, exibido em festivais como Rotterdam, IndieLisboa, Viennale e Tiradentes; e “A Felicidade das Coisas” (2021), de Thais Fujinaga, que estreou em Rotterdam em 2021 e recebeu prêmios como o de Melhor Longa-Metragem de Estreia na Mostra Internacional de Cinema de São Paulo. O terceiro longa-metragem da produtora, “O Estranho”, de Flora Dias e Juruna Mallon, fez sua estreia mundial na mostra Forum da Berlinale 2023.

Sobre a Descoloniza Filmes
Fundada em 2017 por Ibirá Machado, a Descoloniza Filmes nasceu com o propósito de equiparar a distribuição de filmes dirigidos por mulheres e que tragam novas propostas narrativas e temáticas, contribuindo com a construção de uma nova forma de pensar. Em 2018, a Descoloniza lançou o filme argentino “Minha Amiga do Parque”, de Ana Katz, vencedor do prêmio de Melhor Roteiro no Festival de Sundance, “Híbridos – Os Espíritos do Brasil”, de Priscilla Telmon e Vincent Moon, o chileno “Rei”, de Niles Attalah, vencedor do Grande Prêmio do Júri no Festival de Roterdã, e “Como Fotografei os Yanomami”, de Otavio Cury. Em 2019, codistribuiu junto à Vitrine Filmes a obra “Los Silencios”, de Beatriz Seigner, e levou aos cinemas “Carta Para Além dos Muros”, de André Canto. Durante a pandemia, lançou diretamente no streaming os filmes “Saudade Mundão”, de Julia Hannud e Catharina Scarpellini, e “Castelo de Terra”, de Oriane Descout, retomando os lançamentos em salas no segundo semestre de 2021 com “Cavalo”, de Rafhael Barbosa e Werner Sales, “Parque Oeste”, de Fabiana Assis, e “Aleluia, O Canto Infinito do Tincoã”, de Tenille Barbosa. Em 2022, realizou os lançamentos de “Sem Rosto”, de Sonia Guggisberg, “Gyuri”, de Mariana Lacerda, “Aquilo Que Eu Nunca Perdi”, de Marina Thomé, e “Êxtase”, de Moara Passoni. Em seu calendário de lançamentos de 20233, há “Muribeca”, de Alcione Ferreira e Camilo Soares, “Para’í”, de Vinicius Toro, “Para Onde Voam as Feiticeiras”, de Eliane Caffé, Carla Caffé e Beto Amaral, “Luz nos Trópicos”, de Paula Gaitán, “Seus Ossos e Seus Olhos”, de Caetano Gotardo, dentre outros.