Poltrona Cabine: D.P.A-O Filme/ Cesar Augusto Mota

Poltrona Cabine: D.P.A-O Filme/ Cesar Augusto Mota

Uma série muito divertida, há cinco anos no ar pelo canal Gloob, agora virou filme. ‘Detetives do Prédio Azul (D.P.A)- O Filme’ mostrará os inteligentes e adoráveis Pippo (Pedro Henriques Motta), Sol (Letícia Braga) e Bento (Anderson Lima) em uma nova aventura que vai além dos corredores e da portaria do famoso edifício.

A história começa quando a síndica Leocádia (Tamara Taxman) resolve promover uma festa para reunir ex-alunos de sua escola de magia. Sem serem convidados, os três detetives decidem entrar escondidos para ver se notam algo de estranho, mas o evento é interrompido misteriosamente e o Prédio Azul amanhece com rachaduras, fruto de um feitiço. As suspeitas pairam sobre Bibi Capa Preta (Mariana Ximenes), Temporão (Ailton Graça), Mari P. (Maria Clara Gueiros), e Jaime Quadros (Otávio Müller). Uma nova jornada começa e promete muitas surpresas e reviravoltas.

A apresentação dos protagonistas com um prólogo e um pequeno enigma antes da festa de Leocádia dão a senha do que o filme pode apresentar. A junção de três crianças com diferentes personalidades, mas com uma boa química, formaram um importante núcleo da trama: Sol, a líder do grupo e de capa vermelha, Pippo, o aficionado por comida e um detetive agitado de capa verde, e Bento, de capa amarela e mais racional. Essa turma mostra que não está para brincadeira e fará de tudo para evitar a perda da sede de seu clube, o DPA.

Além dos personagens centrais, os bruxos também se sobressaem e suas interações são essenciais para a resolução do mistério em torno do Prédio Azul e o paradeiro dos quatro bens de proteção de cada um deles, bem como o quadro falante da avó Berta (Suely Franco). Na festa temos pequenas pinceladas, mas no segundo ato, quando são transformados, conhecemos as personalidades e virtudes de Bibi Capa Preta, Temporão, Mari P. e Jaime Quadros. Além deles, o terrível Homem Bagre (George Sauma) é a cereja no bolo de uma história bem divertida, com surpresas a cada cena e que fará você se interessar, tendo ou não visto antes a série. O perverso vilão não fica atrás e promete infernizar a vida de todos nessa eletrizante empreitada.

O roteiro escrito por Flávia Lins e Silva apresenta uma divisão satisfatória em quatro atos, com a apresentação da nova turma do DPA, o incidente na festa de Leocádia, a busca por pistas e seu desfecho surpreendente, além de ideias originais que suplantam a série de sucesso no Gloob. A interação das crianças fora do Prédio Azul com passeio na Kombi azul do porteiro Severino (Ronaldo Reis) e o resgate da antiga geração de detetives, Tom (Caio Manhente), Mila (Letícia Pedro) e Capim (Cauê Campos) foram a grande jogada dos produtores, pois mostra que a magia continua em alta, mesmo entre adolescentes, bem como apresenta uma história frenética e dinâmica, ao agrado do público infantojuvenil.

A direção de arte é outro destaque, com o uso de efeitos especiais como grandes raios e transformação de pessoas em animais, recursos próprios do universo infantil e capazes de causar empatia e atenção do público, não subestimando a inteligência dele. O trabalho do diretor André Pellenz consegue aliar a antiga e a nova geração de DPA, sem tirar a essência do núcleo da história, bem como a preocupação de atrair novos públicos com uma história fora do cenário que é comum na série, além de fazer claras referências a  Harry Potter e sucessos musicais dos anos 1980. Um filme de qualidade e para todos os públicos, não só para crianças e adolescentes.

Gostou? Não perca Detetives do Prédio Azul (D.P.A)- O Filme’, distribuído pela Paris Filmes, estreia nos cinemas brasileiros em 13 de julho de 2017.

 

 

Por: Cesar Augusto Mota

Poltrona Resenha: Homem-Aranha: De Volta ao Lar/ Cesar Augusto Mota

Poltrona Resenha: Homem-Aranha: De Volta ao Lar/ Cesar Augusto Mota

Quando você se deparou com a participação do Homem-Aranha no filme “Capitão América: Guerra Civil”, já teve uma ideia do que estaria por vir. E após o anúncio da Marvel de que o Cabeça de Teia teria um filme solo, a expectativa e a ansiedade tomaram conta. Enfim, chegou o dia da estreia das novas aventuras do famoso super-herói aracnídeo, mas será que realmente é um filme bom? Vale a pena pagar ingresso?

Você logo de cara já é surpreendido com aquela possante abertura da Marvel, e com a música-tema do Homem-Aranha, para já te colocar no clima da história, antes de sermos remetidos à rotina de Peter Parker durante a adolescência. Sim, trata-se de um filme diferente, que mais se concentra na figura de Peter Parker, sem tirar a essência do super-herói, mas focando em dramas pessoais e no lado humano do protagonista.

Muita gente pedia e foi atendido: Peter Parker jovem, na escola, alvo de gozações de seus colegas, nutrindo uma paixão por Liz (Laura Harrier), mas sem coragem de se declarar e um aluno bastante aplicado. Sem esquecer os erros de adolescente que ele comete e a fase de descobertas pela qual ele passa, ele vai aos poucos lidando com responsabilidades e com o desafio de ser o Homem-Aranha e de como controlar seus poderes.

Trata-se de um personagem que consegue refletir o comportamento de muitos jovens de hoje, boa parte dos adolescentes vai se identificar com o Peter Parker desse filme, afinal, quem nunca enfrentou esses problemas relatados e a fase de descobertas, sem muitas vezes saber o que fazer ou não ter a certeza de que esteja fazendo o certo? Esse Homem-Aranha funciona, e cria uma empatia enorme com o espectador, e o ator Tom Holland tira isso de letra, caia como uma luva no personagem e entrega um Homem-Aranha bem redondinho.

Os personagens secundários, principalmente Ned (Jacob Batalon), trazem muito bom humor e alívio para Peter em momentos tensos e chaves da trama, além das inserções estratégicas de Tony Stark e Abutre, interpretados por Robert Downey Jr e Michael Keaton. Enquanto o primeiro serve como grande patrono e possível suporte para novas missões com s Vingadores, o segundo é um vilão que não é assassino, mas que tem uma  curta e grossa visão de mundo e age contra a lei, como se vingar da empresa Star Industries, que tirou sua empresa de linha e passa a usar peças alienígenas para produzir armas e vender para criminosos. Mas para isso, contará com a ajuda de Shocker, Escorpião e o Construtor, com personalidades e propostas bem definidas. Um vilão que sem dúvida chama a atenção e traz uma carga maior de dramaticidade à história.

O trabalho do diretor Jon Watts é consistente, com uma história sólida e que se sustenta, com boas doses de drama, humor e ação, bem como boa evolução. O uso da tecnologia e o jogo de luzes são eficientes em boa parte das cenas, há a impressão de que desvaloriza um pouco o Homem-Aranha e que ele perdeu uma parte de sua essência, mas em nada compromete, o Cabeça de Teia diverte, é cativante, mas o foco é mesmo em Peter Parker, para que o espectador entenda um pouco sua personalidade e faça conexão com o Homem-Aranha, para entender seus pontos fortes e fracos, não é só um super-herói, mas um ser humano como nós. E o trabalho da direção de arte também merece ser exaltada, com a modernização da escola dos anos 1960 com os dias atuais, além de boas referências do diretor John Hughes de longas dos anos 1980 e a excelente trilha sonora, arrasadora.

“Homem-Aranha: De Volta ao Lar” é um filme para todas as idades, uma mescla de diversão, maturidade, vivência de Peter Parker e as agruras pelas quais passa o Homem-Aranha. Vale a pena conferir, parabéns ao Universo Marvel e Sony Pictures, sem dúvida um dos melhores filmes de super-herói do ano, ao lado de Mulher Maravilha, e só temos a ganhar com isso.

Já ia esquecendo: não saia da sala, há duas cenas pós-créditos imperdíveis, você vai rolar de rir. Aproveite!

 

 

Por: Cesar Augusto Mota

Poltrona Resenha: Perdidos em Paris/ Cesar Augusto Mota

Poltrona Resenha: Perdidos em Paris/ Cesar Augusto Mota

Uma história sensível, poética e recheada de momentos cômicos. Assim é ‘Perdidos em Paris’, longa dirigido por Dominique Abel e Fiona Gordon, que chega ao circuito nacional esta semana e marca a despedida de Emmanuelle Riva das telas, falecida em janeiro, aos 89 anos. A trama se passa em Paris e conta com o protagonismo de Abel e Gordon em meio a trapalhadas na Cidade Luz.

Tudo começa quando Fiona (Gordon), uma bibliotecária canadense, recebe uma carta de sua tia Martha (Riva), uma senhora idosa de 88 anos, que vive sozinha em seu apartamento e está com medo de ser levada para um asilo, pois é vista por seus vizinhos como incapaz de cuidar de si mesma. Ao saber da história, Fiona embarca no primeiro avião para a capital francesa, mas ao chegar à cidade descobre que sua tia desapareceu e se mete em situações inusitadas e tragicômicas, perdendo seu dinheiro e pertences.

A situação fica ainda mais hilária quando Dom (Abel), um sedutor e sem-teto muito egoísta, entra na trama e não vai largar do pé de Fiona na incessante busca pelo paradeiro de sua tia. Começa desde então uma relação de cumplicidade e companheirismo improvável entre os dois, além de cenas divertidas, sensíveis e regadas de muitas técnicas de ‘clown’, presentes em filmes de Charles Chaplin e que fazem o espectador rir sem a necessidade de palavras, as ditas piadas visuais, com alguns passos de dança. As cenas ficaram ainda mais graciosas com essas técnicas, e percebemos que, na medida em que a história vai evoluindo, a confiança e o respeito entre Fiona e Dom, inexistentes no começo da trama, aumentam, e as condutas que ambos tomam vão ser decisivas para o desfecho, algo surpreendente.

O roteiro é muito bem construído, com 3 histórias que se entrelaçam e ajudam a explicar várias sequências, principalmente os encontros isolados entre os protagonistas e como pode se dar a possível descoberta do paradeiro de Martha, que tenta encontrar a sobrinha ao mesmo tempo em que foge para não ser mandada para um asilo. A montagem também é eficaz, com sincronia entre as músicas e a sensação de se estar dentro de uma poesia, uma autêntica obra-prima.

E a fotografia? Falei muito em 3 personagens, mas pode-se dizer também que existe um quarto personagem no enredo, a cidade de Paris. O espectador passa a ter um outro olhar ao se deparar com o Rio Sena, a Torre Eiffel, o Cemitério Père Lachaise e a Estátua da Liberdade (sim, há uma na França, numa pequena ilha no Sena). Além disso, esses cenários são importantes na construção da história e trazem uma atmosfera engraçada e uma sensibilidade ainda maior, principalmente nas cenas de Martha, que recorre à suas técnicas de dança, muito utilizadas na juventude, sem se entregar à ideia de que o tempo passou e sem se sentir descartável.

Das atuações, não preciso falar muito, foram excepcionais, com a arte do improviso de Dominique e Fiona muito bem apuradas, bem como a habilidade para o humor nos momentos certos, assim como para o drama em cenas mais fortes. E Emmanuelle Riva entrega uma personagem capaz de sensibilizar a todos, seja por sua esperteza, agilidade, inteligência e experiência, e Martha podemos dizer, se confunde com a vida e personalidade da atriz, que nos deixa um grande legado e ótimos trabalhos. É uma ótima oportunidade para vê-la pela última vez e uma despedida em alto nível.

O que está esperando? Não perca ‘Perdidos em Paris’, que estreia em 06 de julho em todo o Brasil, com a distribuição da Pandora Filmes. Não perca!

 

 

Por: Cesar Augusto Mota

Poltrona Cabine: Uma Família de Dois/ Cesar Augusto Mota

Poltrona Cabine: Uma Família de Dois/ Cesar Augusto Mota

Está cada vez mais comum nos depararmos com refilmagens de longas de sucesso, sejam hollywoodianos ou estrangeiros. Toni Erdmann, produção alemã indicada ao Oscar de melhor filme estrangeiro será refeita em Hollywood e contará com o protagonismo de Jack Nicholson, que desde 2010 não pintava nas telas.  E chega ao circuito nacional nesta semana um filme inspirado em produção mexicana. ‘Uma Familia de Dois’, filme francês dirigido por Hugo Gélin fará o espectador se lembrar um pouco de ‘Não aceitamos Devoluções’, do cineasta e ator mexicano Eugênio Derbez.

Samuel (Omar Sy) é um homem que vive na Riviera Francesa de forma despreocupada e em meio a festas regadas com muita música, bebida e mulheres bonitas à beira-mar. Após mais uma noitada, ele é surpreendido inesperadamente por Kristin (Clémence Poésy), uma jovem inglesa com quem ficara recentemente e esta lhe entrega um bebê de poucos meses de vida em suas mãos. A mãe some repentinamente e tomado pelo desespero e despreparo para cuidar de uma criança, Samuel parte para Londres em busca da mãe biológica. Sem sucesso, decide criar a pequena Glória (Gloria Colston) sozinho. Mas após 8 anos, Kristin retorna e fará de tudo para levar sua filha consigo.

A maneira como Hugo Gélin dirige e constrói a história é muito interessante, com a mistura de comédia, drama familiar e uma dose de fantasia,  tudo para fugir do óbvio. A mudança na vida de Samuel é radical, ele deixa sua terra natal e passa a trabalhar no cinema como dublê, e em vários momentos há um equilíbrio entre os personagens interpretados e a personalidade de Samuel, o homem e o ator muitas vezes se confundem e divertem o público. Além disso, a química existente entre pai e filha é de impressionar, bem como os artifícios que o pai utiliza para dizer à filha que a mãe está viajando pelo mundo e um dia voltará.

A fotografia escura e o ambiente de Londres também são destaque, bastante convidativos e atraentes, um palco capaz de ilustrar momentos de descontração e felicidade em família, seja quando Samuel está realizando filmagens ou passeando com a filha. A direção de arte é um primor, não só com belas paisagens o filme conta, como também a casa onde passa boa parte da história, construída de acordo com a criatividade de Samuel e os gostos de Gloria, com fliperamas na sala e um enorme escorregador que vai do quarto para a sala, um autêntico castelo. E o roteiro bem construído, com evoluções surpreendentes dos personagens e uma dramaticidade crescente do enredo até o desfecho.

E o aspecto atuação? Omar Sy, mesmo sem os trejeitos de um comediante, consegue passar uma veia cômica nas cenas de comédia, além de conseguir se equilibrar nos momentos que exigem uma maior dramaticidade. Não existe a caricatura, há um bom equilíbrio entre a comédia e o drama, Omar se sai muito bem e entrega seu papel com primor. Além dele, a jovem Gloria Colston mostra um ótimo entrosamento com Omar, a pequena Glória traz um brilho intenso à história, além de cativar o espectador facilmente com sua inocência e personalidade e sua ingenuidade. Já Clémence Poésy também não fica atrás, faz uma interpretação digna, melhor até que a mãe da versão mexicana.

Se você procura por um filme que seja uma comédia dramática, abastecida por qualidade artística, um roteiro coeso, equilibrado e uma direção competente, ‘Uma Família de Dois’ é o filme certo. E fique ligado, o longa francês chega ao circuito brasileiro em 29 de junho de 2017, aproveite!

 

 

Por: Cesar Augusto Mota

Poltrona Resenha: Um Instante de Amor/ Cesar Augusto Mota

Poltrona Resenha: Um Instante de Amor/ Cesar Augusto Mota

Sempre que entra em cartaz um filme baseado em livro, a curiosidade e a expectativa aumentam, não é mesmo? E o que dizer de uma história que se passa na década de 1950 e que explora o drama, a razão, a loucura e a doença utilizada como algo metafórico? ‘Um Instante de Amor’, dirigido por Nicole Garcia e baseado na obra de Milena Agus é a grande estreia da semana no circuito nacional, distribuído pelas Mares Filmes. O longa terá as participações de Mario Cotillard e Louis Garrel, além de Alex Brendemühl.

A história acompanha Gabrielle (Cotillard), uma jovem que enfrentou um trauma por conta de uma desilusão amorosa e que foi obrigada a se casar com um operário, e sem hesitar. Pressionada por conta da idade e da necessidade de contrair matrimônio, a moça se vê num dilema e começa a sofrer de surtos, além de problemas renais. Sem alternativas, a família resolve interná-la e na clínica de recuperação ela conhece André Sauvage (Garrel), um militar em estado terminal por quem nutre uma ardente e obsessiva paixão.

O que chama a atenção é a atuação de Marion Cotillard, que demonstra uma personagem com personalidade forte, impulsiva e bem avançada para a época, com sedento desejo pelo amor e gênio indomável, algo inimaginável para as mulheres dos anos 1950. E as dores que Gabrielle sente, as complicações renais, são fruto de seus sentimentos, medo e necessidade de autocontrole, daí a metáfora empregada na obra. O filme merece destaque nesse ponto, por fugir de coisas óbvias, por trazer originalidade e a essência do feminino, como as fragilidades, a personalidade e o empoderamento, muito bem retratados e com solidez de Cotillard.

O marido de Gabrielle, José, interpretado por Alex Brendemühl, também impressiona pelo seu lado passivo e humano. Apesar de perceber que sua esposa não o ama e que o casamento não tem futuro, ele deseja que Gabrielle viva bem e se reencontre na vida, diante do seu quadro de desespero, confusão e loucura. Você não consegue ficar contra José, acaba torcendo também por ele e fica ainda mais impressionado com sua evolução até o fim da história, no momento em que Gabrielle recebe alta e pode ir para casa.

Outros pontos fortes do filme são a trilha sonora e a fotografia, com cenários bonitos e a música Barcarola de Tchaikovsky, com muita elegância e charme para a obra. O espectador fica convencido que ele está em Provence, uma das cidades onde se passa a história, além de se deixar envolver pela música e atuação do elenco, com elegância, sensualidade e muita honestidade. Você vai se deparar com a honestidade masculina e o empoderamento e delicadeza feminina e irá fazer contrapontos, uma trama muito bem construída.

A diretora Simone Garcia realiza um trabalho digno, com um enredo que explora o romantismo, a sensibilidade, a razão e também abre espaço para o inesperado, que surge da metade da trama e vai até o desfecho, segurando a atenção e despertando a curiosidade do público. Um filme que sabe equilibrar razão e emoção e equilibrar os universos feminino e masculino, vale a pena conferir.

‘Um Instante de Amor’, destaque no Festival Varilux de Cinema Francês 2017, chega ao circuito nacional em 29 de junho. Não perca!

 

 

Por: Cesar Augusto Mota