Poltrona Geek – Assassin’s Creed

Poltrona Geek – Assassin’s Creed

Olá Poltroneiros,

Com muita alegria falo deste filme que neste dia 12 de janeiro tem o seu lançamento no Brasil.

Vamos saltar para a análise! (By Assassino)

Sinopse (1h56m)

Callum Lynch (Michael Fassbender) descobre que é descendente de um membro da Ordem dos Assassinos e, via memória genética, revive as aventuras do guerreiro Aguilar, seu ancestral espanhol do século XV. Dotado de novos conhecimentos e incríveis habilidades, ele volta aos dias de hoje pronto para enfrentar os Templários. Versão para as telonas do game Assassin’s Creed.

Análise

Quero abrir o nosso bate papo com um conselho: assistam ao filme e tirem suas próprias conclusões sem se orientar previamente ao que uma parte dos companheiros produtores de conteúdo estão falando negativamente sobre o filme.

Vamos começar com a premissa que você nunca jogou nada da série:

O Filme é maravilhoso graficamente, com cenas fortes de ação e com um drama embutido. Sua trama é bem discutida e isso foi possível devido as suas duas longas horas. As explicações para você entender como funciona a disputa Templários e Assassinos e o por quê isso aconteceu foi bem desenvolvida.

Temos uma dinâmica funcional entre futuro e passado e sua ligação. A fotografia em sépia (envelhecido) ficou encantadora e com a trilha correta tivemos uma sinergia. Sem falar que o cenário, mesmo em CG (Computação Gráfica), tirou o fôlego. As vestimentas e as armas estão impecáveis e remontam ao jogo.

Tivemos uma interpretação muito bem feita do Michael Fassbender que se superou. Os outros atores não deixaram a desejar.

Agora para aqueles que conhecem a série:

Para nós amantes da série dos jogos ou dos livros fomos recepcionados com várias menções, seguindo a ideia principal e com várias cenas de ação remontando ao parkour e os golpes fantásticos. Sem falar das roupas, armas e na forma de se expressar. Ou seja, terá um divertimento de 2h para achar vários “easter egg’s”.

Então é um filme com início, meio e fim, mas que nos deixa com algumas perguntas e gancho para o próximo. Não sei se teremos devido ao fracasso em sua bilheteria em sua terra de origem (EUA), onde só arrecadou 22 milhões de doláres para um filme que custou 120 milhões.

Assisti na melhor sala de cinema do rio e o 3D não fez diferença na minha vida. Me diverti muito, vale a pena!!!

3,5 / 05 Poltronas

#265 Maratona do Oscar: Florence: quem é essa mulher?

#265 Maratona do Oscar: Florence: quem é essa mulher?

florence3O filme poderia ter um roteiro melhor, mas os desempenhos de Meryl Strepp, sempre maravilhosa, e Hugh Grant arrebatam. Os dois concorrem ao Globo de Ouro e prevejo que possam concorrer ao Oscar 2017.

Florence é desafinada, desaprendeu a cantar e quer, porque quer, cantar no Carnegie Hall. Todos escondem dela a verdade, até mesmo o devotado marido, Saint Clair, que mesmo assim, tem uma namorada fora do casamento. Ela caba convencendo um excelente pianista a comprar a ideia dela.

Stephen Frears é o mesmo diretor de Philomena. O talento de Meryl é desperdiçado, mas o filme prende a atenção. Florence sofre todo tipo de chacota e inocentemente parece não ver o que ocorre à volta dela. Florence ama o que faz, mesmo não sendo capaz para realizá-lo, sem o mínimo de senso crítico. Isso porque na época não tinham as redes sociais porque se existissem, rapidinho ela saberia que era péssima soprano, nada tinha a ver com música lírica, um fracasso total.

Foi o fracasso do primeiro casamento que a fez partir para Nova York, onde conheceria o segundo companheiro, o ator inglês St Clair Bayfield (1875-1967), que a ajudaria a realizar o sonho da música, com apresentações fechadas para amigos e conhecidos, a gravação de cinco discos de 78 rotações e o concerto histórico pouco antes da morte.

O marido a preserva de tudo isso. Tenta evitar que o crítico do New York Post não vá ao concerto e tenta subornar os outros críticos. Quando o crítico do Post vai ao Carnegie Hall e faz uma crítica pesada e real à Florence, ele compra todos os exemplares dos jornais e os joga no lixo.

Florence acaba descobrindo a farsa e acaba morrendo porque ela contraíra sífilis do primeiro marido e padecia com sequelas dessa terrível doença sexualmente transmissível.

Vale a pena assistir às atuações de Meryl e Hugh e ouso dizer, que mesmo sendo um filme considerado mediano, Florence: quem é essa mulher? pode ser um candidato ao Oscar 2017. É esperar para ver.

3/5 poltronas.

Por Anna Barros