‘Foro Íntimo’, de Ricardo Mehedff, estreia em 26 de setembro

‘Foro Íntimo’, de Ricardo Mehedff, estreia em 26 de setembro

Longa aborda o enclausuramento de um juiz em seu próprio gabinete, num país assolado pela corrupção de todos os lados.

Depois de percorrer dezenas de festivais internacionais, nos quais angariou diversos prêmios como Melhor Filme Estrangeiro no London International Film Festival, FORO ÍNTIMO, primeiro longa-metragem do premiado diretor Ricardo Mehedff, chega aos cinemas brasileiros em 26 de setembro, com produção da VFilmes, coprodução da Hungry Man e distribuição da Embaúba Filmes.

A ideia do filme, segundo Mehedff que também assina o roteiro, surgiu a partir de uma matéria de jornal. “Em 2012 eu li uma matéria sobre um juiz federal do Mato Grosso do Sul, que foi forçado a viver dentro do fórum durante seis meses. Quando comecei a pesquisar, descobri que tinha um juiz em Porto Alegre que também havia sido ameaçado de morte e teve que dormir em seu local de trabalho, enquanto sua família havia sido realocada na Argentina, descobri também um outro caso desse em Manaus”. Para a construção da narrativa, o diretor conta que entrevistou um juiz aposentado que havia julgado um processo de tóxicos e entorpecentes, semelhante ao caso abordado no filme.

À época que o projeto começou a ser desenvolvido, ainda não haviam surgido as polêmicas em torno do sistema judiciário brasileiro. “Hoje, me espanta o quanto algumas cenas e situações se aproximam da realidade”, comenta Mehedff, que buscou fazer um filme aberto, retratando uma circunstância. “O filme traz a figura de um juiz, como um ser humano que faz coisas certas e erradas; algo que vem sendo, com toda razão, bastante questionado no Brasil. E levanta a questão da imparcialidade, ao mostrar um pouco da relação promíscua, antiética e corrupta que ocorre entre o juiz e o promotor do caso que está julgando”.

FORO ÍNTIMO foi filmado todo no Fórum Lafayette, no centro de Belo Horizonte, durante o recesso do judiciário. Esse foi um dos desafios enfrentados pelo diretor. “Só tivemos três semanas para rodar o filme inteiro, o que é muito pouco tempo para um longa-metragem. Mas isto, na verdade, acabou sendo muito bom, pois me forçou a encontrar soluções criativas e acabou por ajudar a construir esse outro ‘personagem’ do filme, que é o Fórum Lafayette”, explica.

Desde o início, a intenção de Mehedff era fazer um filme em preto e branco e quando entrou no fórum esse desejo se confirmou: “as cores do Fórum, seus corredores, varas e banheiros são todas naquele tom bege/cinza, típicos de repartição pública. Os elementos arquitetônicos do Fórum também atiçaram mais ainda o meu desejo pelo P&B”.

O longa acompanha a rotina do juiz Dr. Teixeira durante 24 horas nas dependências do fórum, que se tornou sua casa há meses, onde se alimenta, dorme e toma banho. Ameaçado de morte por criminosos sob seu julgamento, ele se encontra refém do sistema legal, vivendo constantemente vigiado e acompanhado por seguranças da polícia federal.

Gustavo Wernek, ator com ampla carreira no teatro, dá vida ao protagonista. A escolha se deu sem a realização de testes, como lembra o diretor: “eu já conhecia e admirava seu trabalho. Por acaso, ele estava em cartaz em Belo Horizonte com a peça Sarabanda, adaptação do filme do Berman, e assistindo à peça, eu soube que ele era o ator certo para o filme. Convidei, ele aceitou de pronto e mergulhou de cabeça no personagem. Frequentou comigo o Fórum Lafayette e chegou a passar alguns dias com um juiz, numa vara criminal, para sentir e entender o dia-a-dia”.

A pompa e imponência da arquitetura moderna do Fórum Lafayette, o personagem coadjuvante, é contraposta com a reconhecida divisória de repartição pública e as pilhas de processos nos corredores. O juiz, cada vez mais encurralado, parece estar na iminência de perder o controle de suas próprias emoções, quando a pressão do seu cotidiano atual coloca em xeque sua normalidade psicológica, criando ciclos que podem ter acontecido ou serem apenas imaginação de sua mente abalada.

Neste momento, em que o judiciário se tornou protagonista do noticiário brasileiro, o diretor comenta sua expectativa em relação a FORO ÍNTIMO: “Gostaria que o filme instigasse, para além de uma discussão política, uma reflexão sobre o sistema judiciário brasileiro e todas as suas contradições. Após frequentar diversos Fóruns de justiça e conversar com inúmeros magistrados, enxergo o sistema judiciário em um estado de adoecimento, por vezes incapaz de agir de forma clara e imparcial”.

SINOPSE 
Inspirado em eventos reais, ‘Foro Íntimo’ navega as turbulentas águas que escondem a sombria situação do Poder Judiciário no Brasil. O filme acompanha 24 horas na vida de um juiz acuado por criminosos e refém do sistema legal.

TRAILER

FICHA TÉCNICA 

Direção: Ricardo Mehedff
Produção executiva: Cristina Maure
Produtores associados: Afonso Nunes e José Baracho Junior
Roteiro: Guilherme Lessa e Ricardo Mehedff
Direção de fotografia: Dudu Miranda
Direção de arte: Priscila Amoni
Figurino: Julia Lynn Gordon
Montagem: Marília Moraes E Ricardo Mehedff
Desenho De Som e Mixagem: Alessandro Laroca e Daniel Virmond Lima
Trilha original: Alessandro Artur e Alexandre Andrés
Som direto: Gustavo Fioravante
Elenco: Gustavo Werneck, Jefferson Da Fonseca Coutinho, Bia França,
Leo Quintão, André Senna, Letícia Castilho, Alex Mehedff e Edu Costa
Produção: VFilmes e Hungry Man
Distribuição Brasil: Embaúba Filmes
País: Brasil
Ano: 2017
Duração: 74 min.

FESTIVAIS E PREMIAÇÕES 
41º International Film Festival of São Paulo – Brasil
20º London International Film Festival – Inglaterra – Prêmio Melhor Filme Estrangeiro
Paisagens 2018 – Festival Intenacional de Cinema de Sever do Vouga, Portugal – Prêmio Melhor Filme Longa-Metragem
21º Avanca Film Festival – Portugal – Prêmios Melhor Ator e Prêmio Especial do Júri
15º Boston International Film Festival – EUA
13º International Filmmaker Festival – Berlim, Alemanha
5º Urban International Film Festival – Teerã, Irã – Prêmio Melhor Cinematografia
Chandler International Film Festival – Arizona, EUA
CIFF – Creation International Film Festival – Ottawa, Canada – Prêmios Melhor Filme, Melhor Roteiro e Melhor Cinematografia
SANFICI – Santander Festival Int. de Cine Independiente – Colombia
Construir Cine International Film Festival – Buenos Aires, Argentina – Prêmio Melhores Filmes Estrangeiros
Aurora International Film Festival – Russia
Fingal Film Festival – Irlanda
Fic Autor – Festival Int. de Cine de Autor – Guadalajara, México
17º Sopot Film Festival – Polonia
Stockholm International Film Festival – Suécia
12º BlowUp International Arthouse Film Festival – Chicago, EUA
10º International Crime & Punishment Film Festival – Turquia
8º Jagran International Film Festival – India
10º Lumiere Film Festival
19º Hong Kong International PUFF Film Festival – Hong Kong
Meraki Film Festival – Espanha
San Mauro Film Festival – Italia
CPH Film Festival – Copenhagen, Dinamarca
15º Festival CineAmazônia
Cinecôa – 7º Festival Internacional de Cinema de Vila nova de Foz Côa, Portugal

SOBRE O DIRETOR 
Ricardo Mehedff é pós-graduado em cinema pela George Washington University.  Diretor de filmes consagrados como ‘Foro Íntimo’, ‘Capital Circulante’, ‘Um Branco Súbito’ e ‘Noite Aberta’, seus premiados filmes foram selecionados para mais de 100 festivais, incluindo alguns dos principais eventos de cinema no mundo como Roterdã, Oberhausen, Havana, Guadalajara, Rio, São Paulo, Gramado, Uppsala e Toulouse. Além disso, foram comercializados para TVs de diversos países como França, Itália, Espanha, Canada, Estados Unidos e Brasil. Ricardo também tem um renomado currículo como montador e trouxe inovações ao mercado de distribuição de filmes no Brasil criando e editando inúmeros trailers para o cinema nacional e Hollywood. ‘Foro Íntimo’, primeiro longa de Ricardo foi selecionado para mais de trinta festivais pelo mundo (em vinte países diferentes), levando diversos prêmios incluindo Melhor Filme Estrangeiro nos festivais de: Londres (London International Film Festival), Buenos Aires (Festival Internacional Construir Cine), Ottawa (Creation Int. Film Festival) e Portugal (Paisagens 2018 – Sever do Vouga Int. Film Festival).

SOBRE A DISTRIBUIDORA 
A Embaúba Filmes é uma nova distribuidora de cinema brasileiro, sediada em Belo Horizonte. A empresa atua com a distribuição de filmes autorais em todas as suas etapas, incluindo festivais de cinema, lançamentos no circuito comercial, negociações e vendas no Brasil e no exterior, além de um site próprio de VOD, para locação de seus títulos pela internet. A empresa é dirigida por Daniel Queiroz, que vem de uma experiência prévia de mais de 10 anos como programador de cinema, em salas (Cine Humberto Mauro e Cine 104) e festivais (Festival Internacional de Curtas de BH, Festival de Brasília, Semana de Cinema). A Embaúba possui em seu catálogo filmes como Arábia, de Affonso Uchôa e João Dumans; Inferninho, de Guto Parente e Pedro Diógenes; Chuva É Cantoria na Aldeia dos Mortos, de João Salaviza e Renée Nader Messara; Inaudito, de Gregório Gananian; Eu Sou o Rio, de Anne Santos e
Gabraz; No Coração do Mundo, de Gabriel Martins e Maurílio Martins; e Os Sonâmbulos, de Tiago Mata Machado.

23º Festival de Cinema Brasileiro de Miami anuncia indicados ao prêmio Lente de Cristal em sete categorias

23º Festival de Cinema Brasileiro de Miami anuncia indicados ao prêmio Lente de Cristal em sete categorias

Troféu Lente de Cristal será entregue ao Melhor Filme e Melhor Filme (Júri Popular), Ator, Atriz, Diretor, Fotografia e Roteiro, na maior e mais importante mostra de filmes nacionais realizada no exterior, 
de 14 a 21 de setembro

Com produção da Inffinito, o Festival de Cinema Brasileiro de Miami acaba de anunciar os indicados nas sete categorias do troféu Lente de Cristal. Com sua 23ª edição confirmada de 14 a 21 de setembro, na Flórida, o Festival vai premiar destaques do cinema brasileiro de Melhor Filme (Júri Popular), Melhor Filme, Melhor Ator, Melhor Atriz, Melhor Diretor, Melhor Cinematografia e  Melhor Roteiro.

Seis longas foram selecionados para concorrer com representantes nessas categorias: os ainda inéditos no Brasil Veneza, de Miguel Falabella, e Boca de Ouro, de Daniel Filho; a cinebiografia Simonal, de Leonardo Domingues; o romance Todas as Canções de Amor, de Joana Mariani; o drama Deslembro, de Flávia Castro, eleito Melhor Filme da Crítica no Festival Latino Americano de Biarritz e Melhor Filme do Júri Popular no Festival do Rio; e a comédia romântica De Pernas Pro Ar 3, de Julia Rezende. Todos serão exibidos no Regal South Beach, na Lincoln Road. A grande homenageada desta edição é a atriz Dira Paes, que estrela Veneza e também Divino Amor, de Gabriel Mascaro, que será exibido em sessão hors concours no encerramento do BRAFF Miami, depois de passar pelos festivais internacionais como o de Sundance e de Berlim, recebendo diversas críticas positivas da imprensa internacional.

Durante oito dias, atores, diretores, produtores nacionais e estrangeiros, além de executivos americanos e latinos do setor audiovisual estarão na cidade para assistir às produções nacionais da safra 2018-2019 e para discutir caminhos para a coprodução com países latino-americanos e para a distribuição internacional nas mais variadas janelas de exibição.

“O Festival é uma ação de resistência. Fomos o primeiro com conteúdo exclusivamente brasileiro produzido no exterior. Ao longo dos últimos 23 anos nossa missão foi e continua sendo a de estimular o público estrangeiro a conhecer, se familiarizar e começar a consumir a cinematografia brasileira”, diz Adriana L. Dutra.

OS FINALISTAS DO 23º FESTIVAL DE CINEMA BRASILEIRO DE MIAMI

Melhor Filme e Melhor Filme (Júri Popular)
Boca De Ouro
De Pernas Pro Ar 3
Deslembro
Simonal
Todas as Canções de Amor
Veneza

Melhor Ator
Bruno Gagliasso (Todas as Canções de Amor)
Bruno Garcia (De Pernas Pro Ar 3)
Eduardo Moscovis (Veneza)
Fabricio Boliveira (Simonal)
Julio Andrade (Todas as Canções de Amor)
Marcos Palmeira (Boca De Ouro)

Melhor Atriz
Dira Paes (Veneza)
Ingrid Guimarães (De Pernas Pro Ar 3)
Isis Valverde (Simonal)
Jeanne Boudier (Deslembro)
Luiza Mariani (Todas as Canções de Amor)
Malu Mader (Boca de Ouro)
Marina Ruy Barbosa (Todas as Canções de Amor)

Melhor Diretor
Daniel Filho (Boca De Ouro)
Flávia Castro (Deslembro)
Joana Mariani (Todas as Canções de Amor)
Julia Rezende (De Pernas Pro Ar 3)
Leonardo Domingues (Simonal)
Miguel Falabella (Veneza)

Melhor Cinematografia
Dante Belluti (De Pernas Pro Ar 3)
Felipe Reinheimer (Boca de Ouro)
Gustavo Hadba (Todas as Canções de Amor)
Gustavo Hadba (Veneza)
Heloisa Passos (Deslembro)
Pablo Baião (Simonal)

Melhor Roteiro
Euclydes Marinho (Boca de Ouro)
Flávia Castro (Deslembro)
Marcelo Saback, Rene Belmonte E Ingrid Guimaraes (De Pernas Pro Ar 3)
Miguel Falabella (Veneza)
Nina Crintz, Vera Egito E Roberto Vitorino (Todas as Canções de Amor)
Victor Atherino e Leonardo Domingues (Simonal)

PROFISSIONAIS DO JÚRI

Os indicados e vencedores são escolhidos por um júri de renomados profissionais do mercado internacional audiovisual e cultural. Nesta edição é composto por Adriana Sabino, Fundadora e Presidente do Centro Cultural Brasil-USA; Ana François, Professora da University of Miami; Maria Sanchez, Aquisições de Conteúdo na Amazon Prime Video, e Monica Sufar, Consultora na WarnerMedia.

 

ABERTURA E MOSTRA PANORAMA

Na noite de abertura do Festival, dia 14 de setembro, serão exibidos, fora de competição, Maria do Caritó, de João Paulo Jabur e O Beijo no Asfalto, dirigido por Murilo Benício. A Mostra Panorama apresenta, também, fora de competição, o inédito Orlamundo, filme de Orlando Morais, dirigido por Alexandre Bouchet, que foi premiado em junho no LAIFFA – Los Angeles Independent Film Festival como o Melhor Documentário em Longa-Metragem; Chacrinha – O Velho Guerreiro, de Andrucha Waddington; Cine Holliúdy 2 – A Chibatada Sideral, de Halder Gomes; Minha Vida em Marte, de Susana Garcia; O Fantástico Patinho Feio, de Denilson Félix, que levou o prêmio de melhor filme brasiliense do Festival de Brasília em 2017; e Tá Rindo de Quê?, de Cláudio Manoel, Álvaro Campos e Alê Braga.

 

COLETIVA DE IMPRENSA

O cinema Silverspot sediará uma coletiva de imprensa no dia 17 de setembro, às 17h, com a participação de Lilia Cabral (atriz – Maria do Caritó), Miguel Falabella (diretor – Veneza), Dira Paes (atriz – Veneza / Divino Amor), Orlando Morais (cantor, ator – Orlamundo), Antonia Morais (cantora, atriz – Orlamundo), Andréa Darocha  (produtora – Orlamundo), Camila Morgado (convidada especial), Daniel Del Sarto (ator, cantor e apresentador – noite de encerramento), Fabrício Boliveira (ator – Simonal), Paulo Baião (fotógrafo – Simonal), Alex Ribeiro (produtor – O Fantástico Patinho Feio), Denilson Félix (diretor – O Fantástico Patinho Feio), João Luiz Fonseca (produtor – O Fantástico Patinho Feio), Luiz Noronha (produtor – Minha Vida em Marte) e Marcelo Ludwig Maia (produtor – O Beijo no Asfalto).

 

INFFINITO CONNECT – MERCADO

Além das mostras de filmes, a Inffinito realiza este ano seu evento de mercado com um novo formato: o Inffinito Connect, que reunirá players brasileiros, latinos e americanos para painéis e debates. Pela primeira vez, o evento será disponibilizado ao vivo via streaming pelas redes sociais da Inffinito, mediante inscrição e o foco será na coprodução entre Brasil e países latino-americanos e na distribuição internacional nas mais diversas janelas de exibição, com destaque para o painel “Quais as oportunidades atuais para a inserção do conteúdo do Brasil no mercado internacional?”.

Durante estes 23 anos foram realizados, ao todo, 148 painéis mercadológicos, com a presença de cerca de 400 players internacionais, que fizeram um forte network com os realizadores brasileiros e encontraram algum tipo de comercialização para TV, VOD, remakers, coproduções, convites para festivais internacionais, distribuição para cinema, universidades e centros culturais no mercado latino e americano”, diz Claudia Dutra.

 

SOBRE O FESTIVAL

Idealizado pelas produtoras Adriana L. Dutra, Cláudia Dutra e Viviane B. Spinelli, o BRAFF (Brazilian Film Festival of Miami / Festival de Cinema Brasileiro de Miami) é pioneiro na exibição exclusiva de cinema brasileiro no exterior e tem sido o maior responsável, nas últimas décadas, pelo fomento do audiovisual nacional no exterior. O evento integra o calendário oficial da cidade de Miami e Miami Beach, e é reconhecido como um Festival de mercado, considerado uma importante plataforma de negócios e comunicação entre profissionais e empresas do setor audiovisual nas Américas.

“Em 23 anos de realização, o Circuito Inffinito de Festivais, teve mais de 1.080.000 espectadores em seus 81 festivais apresentados em todo o mundo e já exibiu cerca de 850 filmes em diversos gêneros e formatos e principalmente, propiciou a oportunidade de novos negócios para cerca de 40% destes filmes.”, conta Viviane B. Spinelli.

Até o dia 21 de setembro, Miami será tomada pela programação do Festival, com filmes inéditos ou recém-lançados no Brasil (e todos inéditos na Flórida), em diversos espaços da cidade, como o tradicional cinema Regal South Beach (onde acontece a Mostra Competitiva), o Colony Theatre   (teatro art déco que sedia a cerimônia de encerramento), a Florida Internacional University (FIU), que exibe dois filmes dentro da programação oficial: América Armada, de Alice Lanari e Pedro Asbeg, e Sócrates, de Alex Moratto, ganhador do Spirit Awards; além do Silverspot Cinema, que recebe a Mostra Panorama.

 

PROGRAMAÇÃO BRAFF MIAMI

 

DATA

 FILME

MOSTRA – LOCAL 

14 SET (SAB)

  7PM  –  MARIA DO CARITÓ        

   9:30 PM – O BEIJO NO ASFALTO

ABERTURA

REGAL CINEMAS

15 SET (DOM)

6:30PM  – O FANTÁSTICO PATINHO FEIO

8:30 PM – MINHA VIDA EM MARTE

MOSTRA PANORAMA

SILVERSPOT CINEMA

16 SET (SEG)

6:30PM  –   TA RINDO DE QUÊ?

8:30 PM – CHACRINHA

MOSTRA PANORAMA

SILVERSPOT CINEMA

17 SET (TER)

6:30PM  –  ORLAMUNDO

8:30 PM –  CINE HOLLIÚDY 2 – A CHIBATA SIDERAL

MOSTRA PANORAMA

SILVERSPOT CINEMA

18 SET (QUA)

7PM – DE PERNAS PRO AR 3

9:30PM – VENEZA

MOSTRA COMPETITIVA

REGAL CINEMAS

19 SET (QUI)

3:00PM –  AMÉRICA ARMADA

5:00PM – SÓCRATES

MOSTRA UNIVERSITÁRIA

FIU

19 SET (QUI)

7PM –  DESLEMBRO

9:30PM –  SIMONAL

MOSTRA COMPETITIVA

REGAL CINEMAS

20 SET (SEX)

7PM – TODAS AS CANÇÕES DE AMOR

9:30PM –  BOCA DE OURO

MOSTRA COMPETITIVA REGAL CINEMAS

21 SET (SAB)

8PM –  DIVINO AMOR

HOMENAGEM A DIRA PAES

NOITE DE PREMIAÇÃO

ENCERRAMENTO

COLONY THEATRE

SERVIÇO

14, 18, 19 E 20 de setembro, 7:00pm e 9:30pm
Mostra Competitiva
Regal South Beach
Endereço: 1120 Lincoln Rd, Miami Beach, Fl 33139

15, 16 e 17 de setembro, 6:30pm e 8:30pm
Mostra Panorama
Silverspot Cinema Downtown Miami
Endereço: 300 Se 3rd St #100, Miami

19 de setembro, 10:00am
Inffinito Connect
Nautilus Hotel South Beach
Endereço: 1825 Collins Ave, Miami Beach

19 de setembro, 3:00pm e 5:00pm
Mostra Universitária
Fiu – Florida International University
Endereço: 11200 Sw 8th Street, Graham Center Room 140, Miami, Florida 33199

21 de setembro, 7:30pm
Noite de Encerramento e Premiação
Colony Theatre
Endereço: 1040 Lincoln Road, Miami Beach

Ingressos

1. Regal Cinemas
A. Ingresso Inteira = Us$14,00

Seniors que apresentarem Golden Tickets e Primeiros Members = Livre

2. Silverspot Cinema Downtown Miami
A. Ingresso Inteira = Us$14,00

3. Florida International University
A. Ingresso = Livre

4. Colony Theatre
A. Ingresso Inteira = Us$25

Para  compra de ingressos:
https://www.inffinito.com/tickets

CURADORIA

A curadoria do BRAFF Miami é composta por profissionais do setor audiovisual.

  • Adriana L. Dutra – Cineasta, documentarista e diretora do Circuito Inffinito
  • Jal Guerreiro – Diretora da BOX BRASIL
  • Liliana Kawase – Produtora Executiva da Titanio Films
  • Viviane B. Spinelli – Produtora e diretora do Circuito Inffinito

 

PRÊMIO LENTE DE CRISTAL – CATEGORIAS

Melhor Filme (Júri Popular)
Melhor Filme
Melhor Diretor
Melhor Cinematografia
Melhor Roteiro
Melhor Ator
Melhor Atriz

HOMENAGEM À ATRIZ DIRA PAES, COM EXIBIÇÃO DE ‘DIVINO AMOR’ NO ENCERRAMENTO.

Patrocínios: Miami-Dade County (Tourist Development Council, Department of Cultural Affairs, Cultural Affairs Council, Mayor and Board of County Commissioners), City of Miami Beach – CAC e E! Entertainment Channel.

Apoio institucional: Consulado Geral do Brasil em Miami.

Companhia aérea oficial: American Airlines.

Bebida oficial: Johnny Walker e Tanqueray.

Hotel oficial: Nautilus by Arlo.

Apoios: Piola, ATC Cargo, Regal Cinemas, Silverspot Cinema Downtown Miami, Neiman Marcus – Bal Harbour, Sound Components and Adriana de Castro – One Sotheby’s Realty.

Apoio de mídia: Miami Herald, El Nuevo Herald, Achei USA Newspaper, Acontece Magazine, Culture Owl, Globo Internacional TV e Radio Florida Brazil.

Este Festival contou com recursos do Edital 11, de Apoio a Festivais, Mostras e Eventos de Mercado: BRDE, FSA, Ancine, Secretaria Especial da Cultura, Ministério da Cidadania, Governo Federal.

SOBRE A INFINITTO

Fundada em 1995 pelas sócias Adriana L. DutraCláudia Dutra e Viviane B. Spinelli, a Inffinito é hoje uma das mais importantes produtoras culturais do Brasil e a maior vitrine do cinema nacional no exterior. A Inffinito atua na produção de eventos culturais, ações de capacitação, experiências em sustentabilidade e produção de conteúdo audiovisual para cinema e TV.

A Inffinito é idealizadora do Circuito Inffinito de Festivais, o único circuito de Festivais de cinema brasileiro no mundo. A empresa também produz filmes em todos os formatos: curtas, médias e longas, e produtos para a TV. Em seu portfólio estão os longas-metragens documentários Fumando Espero (2009) e Quanto Tempo o Tempo Tem (2017), de Adriana L. Dutra; Fumando Espero, a SérieOpção Laje; Opção América e Transgente (exibidas pelo Canal Brasil);  Sons Brasilis  (exibido pelo Canal Curta!); Quero Botar Meu Bloco Na Rua (exibido pela TV Cine Brasil); Pioneiros, documentário de Viviane B. Spinelli e Dulce Bressane (2008); além de Caravana MT: Concertos pela Paz no Trânsito (2008), de Viviane B. Spinelli. Atualmente, está em produção o longa Sociedade do Medo, de Adriana L. Dutra.

​​​A Inffinito é ainda responsável pela realização de eventos culturais no Brasil como o Cine Pedal Brasil, Cine Verão do Rio, Cinema da GenteVerão do RioConexão SambaRedecard Conexão BrasilB-a-bá do Cinema NacionalProjeto Ecocine & Expo Lamsa Arte de Comunidade, entre muitos outros.

 

 

Poltrona Resenha: Bacurau/ Cesar Augusto Mota

Poltrona Resenha: Bacurau/ Cesar Augusto Mota

Cada vez mais em ascensão, o cineasta Kléber Mendonça Filho, traz ao público mais uma obra de forte apelo, que mistura ficção científica, faroeste e traz um mundo distópico, juntamente de Juliano Dornelles. Aclamado e premiado no Festival de Cannes, com o prêmio do júri, ‘Bacurau’ chega em solo brasileiro e já está chamando bastante a atenção, não só pelo conteúdo, como também da maneira como foi construído.

A narrativa se passa na pequena cidade homônima ao título do filme, situada no Nordeste e composta praticamente por uma só rua. Lá todos se conhecem, e conhecemos a médica Domingas (Sônia Braga), o ex-matador Pacote (Thomas Aquino) e a prestativa Teresa (Barbara Colen). Todos juntos e misturados, praticamente constituem uma pequena cidade que não está mais no mapa, um local onde todos moram, se respeitam e se ajudam. Porém, Bacurau é abalada com a chegada de um grupo de estrangeiros comandado por Michael (Udo Kier). Aparecem dois forasteiros brasileiros (Karine Teles e Antonio Saboia) montados em motos de trilha. Depois, o grupo principal surge e uma série de assassinatos começa a ocorrer, provocando a mobilização de todo o povoado, que elabora uma estratégia de defesa.

Antes de inserir o espectador com profundidade na história, Kleber Mendonça e Dornelles primeiramente procuram apresentar com esmero a cidade de Bacurau, que também é personagem da trama, marcada por desigualdades sociais, falta de investimento e muitas famílias vivendo na miséria, porém com moradores que encontram forças para lutar contra todas as adversidades e a inércia e corrupção de seu prefeito. Em seguida, há as oposições entre nacional e estrangeiro e, por fim, a trama principal, com os assassinatos que vitimam os moradores de Bacurau causados por um grupo estrangeiro de atiradores e dispostos a marcar território. Cada etapa construída com cuidado, precisão e com contextos por trás, facilmente captados pelo público.

Além de uma história impactante, com ingredientes tarantinescos, como o uso de cenas fortes e sangue jorrando para todos os lados, a veia crítica se sobressai, com alfinetadas sobre a questão do armamento, a xenofobia e o combate à violência. A montagem e fotografia também contribuem para o sucesso da produção, que permite também apreciar a beleza do Nordeste brasileiro, a cultura local e as belas paisagens do sertão. Objetos brasileiros e estrangeiros também entraram no embate nacional x estrangeiro, como bicicleta e drone, além de representações visuais americanas e brasileiras. Esses recursos são utilizados pelos dois cineastas de forma proposital, para exaltar o sentimento nacionalista, o valorizar mais o que é nosso, o que acaba funcionando.

E uma boa história só funcionaria se houvessem atuações fortes e capazes de carregar a trama até o fim, e com isso também nos deparamos. Mesmo com menos tempo em tela em comparação com as outras produções de Kléber Mendonça, Sônia Braga (Aquarius) representou com sua personagem o símbolo de resistência e uma grande guerreira, que deixa transparecer aos poucos sua personalidade e com um forte apelo na medida em que as pessoas a conhecem com mais profundidade. O vilão, representado por Udo Kier (Melancolia) como o líder dos americanos, é um excelente contraponto e com presença imponente na região. E menção honrosa para Silvero Pereira (Serra Pelada), o pistoleiro Lunga, ele aumenta a dramaticidade da história e brinda o público com bons momentos de humor.

Um filme moderno, forte, crítico e de denúncia. Assim pode ser definido ‘Bacurau’, que procura não só apontar as imperfeições e os males nos quais está inserida a sociedade brasileira, como também construir, valorizar e defender a identidade do povo brasileiro, principalmente o nordestino, que é trabalhador, forte e, sobretudo, acolhedor. Uma obra para ser apreciada e exaltada com todas as honras.

Cotação: 4/5 poltronas.

Por: Cesar Augusto Mota

‘A Vida Invisível’, de Karim Aïnouz, é escolhido para representar o Brasil no Oscar 2020

‘A Vida Invisível’, de Karim Aïnouz, é escolhido para representar o Brasil no Oscar 2020

Sétimo longa-metragem do diretor cearense concorrerá a uma vaga entre os indicados finais da categoria de melhor filme internacional, cujo resultado será divulgado pela academia americana no dia 13 de janeiro 

O longa-metragem ‘A Vida Invisível’, de Karim Aïnouz, foi eleito nesta terça-feira pela Academia Brasileira de Cinema para representar o Brasil na disputa por uma vaga na categoria de melhor filme internacional no Oscar de 2020. A lista final de indicados será revelada pela academia americana no dia 13 de janeiro.

A produção, que traz no elenco Carol Duarte, Julia Stockler, Gregorio Duvivier, Bárbara Santos, Flavia Gusmão e Fernanda Montenegro – como atriz convidada –, será lançada antecipadamente nas telas do Nordeste no dia 19 de setembro, enquanto estreia nas outras regiões do país no dia 31 de outubro.

O diretor dedica a indicação a todas as mulheres e às trabalhadoras e trabalhadores do audiovisual brasileiro.

“É uma alegria incomensurável. É uma realização não só para o filme em si, mas para todas as mulheres do mundo, para os trabalhadores e trabalhadoras do audiovisual e para o país como um todo. É uma honra estar junto com outros filmes tão importantes que celebram esse momento singular do cinema brasileiro. Espero que possamos fazer jus a essa indicação e representar o Brasil na lista final da premiação”, comemora Aïnouz.

“Isso demonstra que a cultura cinematográfica brasileira, num momento como esse, nos credencia como artistas e cidadãos. Karim merece”, exalta Fernanda Montenegro.

O produtor Rodrigo Teixeira, por sua vez, enaltece a força do filme, cuja primeira exibição em território brasileiro acontece nesta sexta-feira, 30 de agosto, na abertura do Cine Ceará 2019.

“É uma das maiores emoções da minha vida. Estar nessa corrida junto com um filme tão especial como Bacurau, que também vem tendo grande reconhecimento por onde passa, só engrandece o valor dessa indicação”, celebra o produtor.

Com distribuição conjunta da Sony Pictures e Vitrine Filmes, o sétimo longa-metragem da carreira do diretor cearense vem conquistando prêmios importantes nos principais festivais do mundo, como o Grand Prix da mostra Un Certain Regard, no Festival de Cannes – inédito na história do cinema brasileiro –, além de prêmios do público de Melhor Filme e do júri de Melhor Fotografia, no Festival de Cinema de Lima; e o CineCoPro Award, no Festival de Munique.

A Vida Invisível’ terá distribuição nos EUA pela Amazon Studios e já foi vendido para mais de 30 países, incluindo Grécia; França; Polônia; China; Hungria; Eslovênia; Croácia; Luxemburgo; Bélgica; Holanda; Sérvia; Argélia; Egito; Irã; Israel; Jordânia; Líbia; Marrocos; Emirados Árabes; Reino Unido; Portugal; Itália; Coréia do Sul; Rússia; Cazaquistão; Ucrânia; Taiwan; Suíça; Espanha e Turquia.

O longa já recebeu elogios de algumas das mais prestigiosas publicações do segmento de cinema no mundo. Segundo David Rooney, do The Hollywood Reporter – que relacionou o filme entre os 10 melhores do Festival de Cannes –, “‘A Vida Invisível’ é um drama assombroso que celebra a resiliência das mulheres, mesmo quando elas toleram existências combalidas”. O crítico ainda chamou a atenção para as texturas brilhantes, as cores ousadas e os sons exuberantes que servem para “intensificar a intimidade do deslumbrante melodrama de Karim Aïnouz sobre mulheres cujas mentalidades independentes permanecem inalteradas, mesmo quando seus sonhos são destruídos por uma sociedade patriarcal sufocante”.

Já para Lee Marshall, do Screen Daily, que também elegeu ‘A Vida Invisível’ como um dos filmes imperdíveis do festival, Karim prova que o “eletrizante e emocionante” filme de época pode ser apresentado de forma verdadeira e ao mesmo tempo ser um deleite. “Com a forte reação crítica e o boca-a-boca que essa contundente e bem-acabada saga familiar parece suscitar, é quase certo que o filme viaje para além do Brasil e dos territórios de língua portuguesa”, prevê o crítico, que adverte: “É melhor você deixar um lenço separado para as cenas finais”.

O jornalista Guy Lodge, da Variety, por sua vez, afirma que o longa-metragem pode ser considerado “um forte concorrente do Brasil na corrida ao Oscar de Melhor Filme Estrangeiro”.

Livre adaptação do romance de Martha Batalha, ‘A Vida Invisível’ é uma produção da RT Features, de Rodrigo Teixeira, em coprodução com a alemã Pola Pandora, braço de produção da The Match Factory, de Michael Weber e Viola Fügen, além da Sony Pictures, Canal Brasil e Naymar (infraestrutura audiovisual), e conta com o financiamento do fundo alemão Medienboard Berlin Brandenburg e do Fundo Setorial do Audiovisual/Ancine.

SOBRE O FILME

Definido pelo cineasta como um melodrama tropical, a obra apresenta nos papeis principais duas jovens estreantes no cinema. Tanto Carol Duarte, reconhecida por seu trabalho na TV aberta, como Julia Stockler, experiente atriz de teatro, foram escolhidas após participarem de um concorrido teste com mais de 300 candidatas. O elenco traz ainda Fernanda Montenegro, como atriz convidada, Gregorio Duvivier, Bárbara Santos, Flavio Bauraqui e Maria Manoella.

“Eu trabalhei com um maravilhoso grupo de atrizes e atores. Eles são todos muito diferentes, de diferentes gerações, diferentes registros de atuação – e o desafio foi alcançar o mesmo tom, a mesma vibração”, conta o diretor.

“Eu fiquei profundamente tocado quando eu li o livro. Disparou memórias intensas da minha vida. Eu fui criado no nordeste dos anos 60, numa sociedade machista e conservadora, dentro de uma família matriarcal. Os homens ou haviam ido embora ou eram ausentes. Numa cultura patriarcal, eu tive a oportunidade de crescer numa família onde as mulheres comandavam o espetáculo – elas eram as protagonistas”, recorda Aïnouz. “O que me levou a adaptar ‘A Vida Invisível’ foi o desejo de dar visibilidade a tantas vidas invisíveis, como as de mulheres da geração da minha mãe, minha avó, das minhas tias e de tantas outras mulheres dessa época. As histórias dessas personagens não foram contadas o suficiente, seja em romances, livros de história ou no cinema”, completa.

Segundo o diretor, trata-se de um melodrama tropical porque a abordagem mistura preceitos clássicos do gênero, mas com um olhar que busca se adaptar a uma contemporaneidade brasileira.

“Eu sempre quis fazer um melodrama que pudesse ser relevante para os nossos tempos. Como eu poderia me engajar com o gênero e ainda torná-lo contemporâneo e brasileiro?  Como eu poderia criar um filme que fosse emocionante como uma grande ópera, em cores florescentes e saturadas, maior que a vida? Eu me lembrava de Janete Clair e das novelas lá do início. Eu queria fazer um melodrama tropical filmado no Rio de Janeiro, uma cidade entre a urbis e a floresta”, pondera.

A colaboração de Rodrigo Teixeira com Karim começou nas origens do projeto. Ao receber o manuscrito de Martha Batalha, o produtor pensou imediatamente no diretor, não apenas pelo estilo de sua filmografia, mas também pela interseção entre o livro e a história familiar do diretor, onde observou a invisibilidade das mulheres conduzidas por uma geração machista.

“Quando eu li o livro eu pensei muito no Karim, tanto pela narrativa ter relação com a história pessoal de vida dele, especificamente com o momento que ele estava vivendo naquela época, e também porque o universo me remetia muito a dois filmes dele: ‘O Céu de Suely’ e ‘Seams’, o primeiro de sua carreira, ambos projetos que falam de mulheres fortes, que lutam para sobreviver na nossa sociedade”, explica Teixeira. “Além disso, há tempos Karim me dizia que gostaria de filmar um melodrama, que queria realizar um longa que se aproximasse de Fassbinder, de Sirk. E vi nessa história da Martha Batalha um potencial melodrama a ser adaptado. Eu e Karim colaboramos há mais de 15 anos e fazia tempo que estávamos buscando uma grande história para voltarmos a fazer outro filme juntos”, continua o produtor.

As irmãs Guida e Eurídice são como duas faces da mesma moeda – irmãs apaixonadas, cúmplices, inseparáveis. Eurídice, a mais nova, é uma pianista prodígio, enquanto Guida, romântica e cheia de vida, sonha em se casar com um príncipe encantado e ter uma família. Um dia, com 18 anos, Guida foge de casa com o namorado. Ao retornar grávida, seis meses depois e sozinha, o pai, um português conservador, a expulsa de casa de maneira cruel. Guida e Eurídice são separadas e passam suas vidas tentando se reencontrar, como se somente juntas fossem capazes de seguir em frente.

Com roteiro assinado por Murilo Hauser, em colaboração com a uruguaia Inés Bortagaray e o próprio diretor, o longa – ambientado majoritariamente na década de 50 – foi rodado no Rio de Janeiro, nos bairros da Tijuca, Santa Teresa, Estácio e São Cristóvão.

A direção de fotografia é da francesa Hélène Louvart, que assina seu primeiro longa brasileiro e acumula trabalhos importantes na carreira, como os filmes ‘Pina’, de Wim Wenders; ‘The Smell of Us’, de Larry Clark; ‘As Praias de Agnes’, de Agnès Varda; e ‘Lázaro Feliz’, de Alice Rohwacher, entre outros.  A alemã Heike Parplies, responsável pela edição do longa-metragem ‘Toni Erdmann’, da diretora Maren Ade, indicada ao Oscar de Melhor Filme Estrangeiro, assina a montagem.

SINOPSE 

Rio de Janeiro, 1950. Eurídice, 18, e Guida, 20, são duas irmãs inseparáveis que moram com os pais em um lar conservador. Ambas têm um sonho: Eurídice o de se tornar uma pianista profissional e Guida de viver uma grande história de amor. Mas elas acabam sendo separadas pelo pai e forçadas a viver distantes uma da outra. Sozinhas, elas irão lutar para tomar as rédeas dos seus destinos, enquanto nunca desistem de se reencontrar.

FICHA TÉCNICA  

Direção: Karim Aïnouz
Roteiro: Murilo Hauser
Co-roteiro: Inés Bortagaray e Karim Aïnouz
Baseado na obra de Martha Batalha
Elenco: Carol Duarte, Julia Stockler, Gregorio Duvivier, Bárbara Santos, Flávia Gusmão, Antônio Fonseca, Flavio Bauraqui, Maria Manoella e participação especial de Fernanda Montenegro.
Produtor: Rodrigo Teixeira
Co-produtores: Michael Weber e Viola Fügen.
Empresas produtoras: RT Features, Pola Pandora, Sony Pictures, Canal Brasil e Naymar.
Produtores Executivos:  Camilo Cavalcanti, Mariana Coelho, Viviane Mendoça, Cécile Tollu-Polonowski, André Novis  Produtor Associado: Michel Merkt
Diretora Assistente: Nina Kopko
Direção de Fotografia: Hélène Louvart (AFC)
Direção de Arte: Rodrigo Martirena
Figurino: Marina Franco
Maquiagem:  Rosemary Paiva
Diretora de Produção: Silvia Sobral
Montagem: Heike Parplies (BFS)
Montagem de som: Waldir Xavier
Som direto: Laura Zimmerman
Música Original: Benedikt Schiefer
Mixagem: Björn Wiese
Idioma: Português
Gênero: Melodrama
Ano: 2019
País: Brasil

TEASER

SOBRE O DIRETOR  

Formado em Arquitetura pela Universidade de Brasília, Aïnouz fez mestrado em Teoria e História do Cinema pela Universidade de Nova York e participou do Whitney Independent Study Program. Cineasta premiado e celebrado mundialmente, roteirista e artista visual, realizou diversos curtas-metragens, documentários e instalações. Dirigiu os longas-metragens ‘Madame Satã’ (2002), ‘O Céu de Suely’ (2006), ‘Viajo Porque Preciso, Volto Porque Te Amo’ (2009, codirigido com Marcelo Gomes), ‘O Abismo Prateado’ (2011, produzido pela RT Features), ‘Praia do Futuro’ (2014), além do documentário ‘Aeroporto Central’ (2018). O próximo longa-metragem, ‘A Vida Invisível’, tem previsão de lançamento no dia 31 de outubro de 2019. Para a televisão, codirigiu com Sergio Machado a minissérie ‘Alice’, filmada no Brasil e transmitida pelo canal HBO em 2008. Aïnouz é um dos tutores do laboratório de roteiros do Porto Iracema das Artes em Fortaleza e membro da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas.

SOBRE A RT FEATURES

Fundada e dirigida por Rodrigo Teixeira, a RT Features é uma produtora nacional e internacional de conteúdo cultural e entretenimento para cinema e televisão, com base em São Paulo, Brasil, e escritório em Nova York, nos EUA. Dentre outras produções, seu currículo conta com os longas-metragens ‘O Cheiro do Ralo’ (2006), ‘O Abismo Prateado’ (2010), ‘Tim Maia’ (2014), ‘Alemão’ (2014), ‘O Silêncio do Céu’ (2016) e a série ‘O Hipnotizador’ (para a HBO Latin America em 2015).

No mercado internacional, produziu os longas Frances Ha (2013), O amor é estranho (2014), Love (2015), Mistress America (2015), A Bruxa (2016), Patti Cake$ (2017) e Me chame pelo seu nome (2017), indicado ao Oscar em quatro categorias tendo sido vencedor por Melhor Roteiro Adaptado. Em 2018, entre outros filmes, produziu o novo filme de James Gray, Ad Astra, protagonizado por Brad Pitt, com previsão de estreia em setembro.

Dedicada a trabalhar com jovens e talentosos diretores desde a criação de sua empresa, a RT Features formou uma joint venture com a Sikelia Productions, de Martin Scorsese, com o objetivo de produzir filmes de cineastas emergentes em todo o mundo. O primeiro longa-metragem desta parceria, A Ciambra, estreou na Quinzena dos Realizadores em 2017, e o segundo filme, Port Authority, foi selecionado para o Festival de Cannes e exibido na mostra oficial Un Certain Regard.

A RT Features também teve um terceiro filme exibido em Cannes, The Lighthouse de Robert Eggers, com Willem Dafoe e Robert Pattinson, esteve na Quinzena dos Realizadores, e levou o FIPRESCI – prêmio da crítica internacional, de Melhor Filme.

SOBRE A VITRINE FILMES

Em nove anos, a Vitrine Filmes distribuiu mais de 140 filmes. Entre seus maiores sucessos estão “Aquarius” e “O Som ao Redor”, de Kleber Mendonça Filho, “Hoje Eu Quero Voltar Sozinho”, de Daniel Ribeiro, e “O Filmes da Minha Vida”, de Selton Mello.

Mais recentemente a distribuidora lançou “Divinas Divas”, dirigido por Leandra Leal, o documentário mais visto de 2017 e “O Processo”, de Maria Augusta Ramos, que entrou para a lista dos 10 documentários mais vistos da história do cinema nacional.

Entre os lançamentos de 2019 estão “Divino Amor”, dirigido por Gabriel Mascaro, “Bacurau”, novo filme do diretor Kleber Mendonça Filho em parceria com Juliano Dornelles, e “A Vida Invisível”, Karim Aïnouz. Além disso a Vitrine Filmes segue pelo terceiro ano consecutivo com o projeto de distribuição coletiva de filmes Sessão Vitrine, que durante o ano todo irá lançar longas nacionais em diversas cidades do Brasil.

SOBRE A SONY PICTURES

A Sony Pictures Entertainment (SPE) é uma subsidiária da Sony Corporation of America, uma subsidiária da japonesa Sony Corporation. As operações globais da SPE abrangem produção, aquisição e distribuição de filmes em cinema, home entertainment, televisão e mídias digitais; uma rede global de canais; operação de estúdio, desenvolvimento de novos produtos audiovisuais, serviços e tecnologias. Tudo isto representa a distribuição de entretenimento em mais de 140 países.

Com presença marcante no mercado nacional, a Sony Pictures distribuiu  e/ou co-produziu no Brasil, 22 dos 25 filmes nacionais lançados na década de 90, momento da retomada. Em 2018, através do investimento em inúmeras produções, apostando em novos talentos e diferentes gêneros ao longo dos últimos anos, a Sony chega à marca de mais de 60 filmes nacionais distribuídos e/ou co-produzidos, entre eles: Deus é Brasileiro, O Auto da Compadecida, Carandiru, Cazuza, 2 Filhos de Francisco, Meu Nome Não é Johnny, Chico Xavier, Xingu, Tainá, Confissões de Adolescente, Um Tio Quase Perfeito e Entre Irmãs.

SOBRE O CANAL BRASIL 

O Canal Brasil é, hoje, o canal responsável pela maior parte das parcerias entre TV e cinema do país e um dos maiores do mundo, com mais de 300 longas-metragens coproduzidos só nos últimos 10 anos. No ar há duas décadas, apresenta uma programação composta por muitos discursos, que se traduzem em filmes dos mais importantes cineastas brasileiros, e de várias fases do nosso cinema, além de programas de entrevista e séries de ficção e documentais. O que pauta o canal é a diversidade e a palavra de ordem é liberdade – desde as chamadas e vinhetas até cada atração que vai ao ar.

‘Pacarrete’ ganha trailer oficial. Longa será exibido no Festival de Gramado

‘Pacarrete’ ganha trailer oficial. Longa será exibido no Festival de Gramado

Longa estrelado por Marcélia Cartaxo, aborda questões como a loucura, a permanência do sonho e o drama da velhice de uma bailarina clássica

Dirigido por Allan Deberton, PACARRETE, que terá sua première nacional no dia 20 de agosto, no 47º Festival de Cinema de Gramado, selecionado para a mostra competitiva, acaba de ganhar trailer oficial.

O longa, inspirado em fatos reais, foi filmado na cidade de Russas (CE), onde viveu a personagem-protagonista, e além de estreia no Festival de Gramado, o filme encerra o 29º Cine Ceara – Festival Ibero-americano de Cinema, em setembro. PACARRETE teve sua estreia internacional no 22th Shanghai International Film Festival (SIFF), Golden Goblet Awards.

Estreia de Deberton na direção, o longa aborda questões como a loucura, a permanência do sonho e o drama da velhice de uma bailarina clássica, que gostava de ser chamada de Pacarrete – margarida em francês. “O filme é inspirado na minha vizinha. Esperei 10 anos para fazê-lo e tentei colocar na tela todas as lembranças da época, do lugar, de quando ouvi falar dela pela primeira vez. Tornou-se um filme movido por uma locomotiva de sensações”, explica o diretor.

Para dar mais realismo à produção, a filmagem foi feita em Russas, cidade natal do diretor e de Pacarrete. “As pessoas espreitavam pelos cantos das ruas o que estávamos fazendo ali, o motivo de toda aquela movimentação… Era cinema feito no interior! Queriam ver a Pacarrete e foi emocionante perceber a reação das pessoas. Quando a viam, parecia que estava viva”, lembra Deberton.

Nascida e criada na cidade cearense de Russas, Pacarrete alimentou desde criança o sonho de ser artista e viver a vida na ponta da sapatilha, mesmo sendo de uma cidade conservadora onde mulher nasceu para casar e ter filhos. Mas é em Fortaleza que ela consegue estar nos centros dos palcos como bailarina clássica e se tornar professora de ballet. Com a aposentadoria, retorna para sua cidade natal onde pretende dar continuidade ao seu trabalho artístico, mas só se depara com desrespeito à sua arte: em vez de plateias de admiradores e aplausos, ela se defronta com o despeito daqueles que cruzam seu caminho. A bailarina de outrora, que acredita ainda ser, transformou-se na “louca da cidade”.

Segundo Deberton, PACARRETE é uma jornada pela mente de sua protagonista e “estabelece um diálogo entre o presente e o passado, a realidade e a utopia. O tom biográfico é atravessado pelo universo fantasioso da personagem que mescla instantes de lucidez e loucura”. Para viver essa mulher que fez da aspiração de ser uma bailarina clássica o objetivo de sua vida, Deberton convidou a premiada atriz paraibana Marcélia Cartaxo (“A História da Eternidade”, “A Hora da Estrela”), sua amiga e colaboradora.

O convite à Marcélia surgiu em 2010, quando a atriz atuou e fez preparação de elenco do primeiro curta-metragem de Allan Deberton, “Doce de Coco”. Para viver a personagem, Marcélia teve aulas de voz e canto, aprendeu francês e fez aulas de ballet, com a supervisão do coreógrafo Fauller e da bailarina cearense Wilemara Barros.

O elenco principal ainda conta com as atrizes paraibanas Zezita Matos (“Onde Nascem os Fortes”) e Soia Lira (“Central do Brasil”, “Abril Despedaçado”), o ator baiano João Miguel (“3%”, “Estômago”), os cearenses Débora Ingrid (A História da Eternidade), Samya de Lavor (“Inferninho”, “O Último Trago””), Edneia Tutti (Os Olhos de Arthur) e Rodger Rogério (Bacurau), além da participação de atores e atrizes da própria cidade. A preparação do elenco é de Christian Duurvoort.

Quem ouviu falar da bailarina poderá revisitar a nossa protagonista em tela e quem nunca ouviu falar dela irá se emocionar com a história desta senhora que, de louca, só se for por sua arte. Pacarrete lutou pela sua arte no mundo. Hoje, muitos anos depois, infelizmente ainda precisamos resistir e explicar sobre a necessidade da arte”, finaliza o diretor.

O filme foi aprovado no Edital Longa BO 2016 do extinto Ministério da Cultura, é incentivado pela ANCINE, BRDE/FSA. O Edital Longa BO Ficção já contemplou 38 filmes de baixo orçamento com recursos financeiros para que estas produções pudessem ser realizadas. A distribuição é da Arthouse.

SINOPSE  
Pacarrete é uma bailarina incomum que vive em Russas, no interior do Ceará. Na véspera da festa de 200 anos da cidade, ela decide fazer uma apresentação de dança, como presente, “para o povo”. Mas parece que ninguém se importa…

FICHA TÉCNICA  
Elenco: Marcélia Cartaxo, Zezita Matos, Soia Lira, João Miguel, Samya de Lavor, Débora Ingrid, Edneia Tutti Quinto e Rodger Rogério
Direção: Allan Deberton
Roteiro: Allan Deberton, André Araújo, Samuel Brasileiro e Natália Maia
Produção Executiva: Allan Deberton e Ariadne Mazzetti
Co-produção: MISTIKA e MIX ESTÚDIOS
Produção: César Teixeira e Clara Bastos
Fotografia: Beto Martins
Som Direto: Márcio Câmara
Direção de Arte: Rodrigo Frota
Figurino: Chris Garrido
Maquiagem: Tayce Vale
Preparação de elenco: Christian Duurvoort
Coreografia: Fauller e Wilemara Barros
Edição de Imagem: Joana Collier
Trilha Sonora: Fred Silveira
Edição de Som: Cauê Custódio e Rodrigo Ferrante
Mixagem: Rodrigo Ferrante

SOBRE O DIRETOR  
Allan Deberton é produtor, diretor e roteirista, formado em Cinema na Universidade Federal Fluminense (UFF-RJ). Dirigiu os premiados “Doce de Coco” (2010), “O Melhor Amigo” (2013), “Os Olhos de Arthur” (2016), que juntos participaram de mais de 100 festivais nacionais e internacionais e conquistaram 49 prêmios. Em 2015, produziu o longa documentário “Do Outro Lado do Atlântico”, de Márcio Câmara e Daniele Ellery, com estreia no Festival de Havana. Em 2017, co-produziu para a EBC a série de TV  “Lana & Carol”, de Samuel Brasileiro e Natalia Maia (PRODAV 9/15); o longa “Se Arrependimento Matasse”, de Lília Moema (PRODECINE 1/15). Co-produziu com a Globo Filmes o telefilme “Baião de Dois”. Em 2019, lança seu primeiro longa, “Pacarrete”, contemplado no edital FSA/Minc e desenvolve, com seu sócio André Araújo, os longas “O Melhor Amigo”, “Doce de Coco”, “Feito Pipa” e “Marcélia”.

SOBRE MARCÉLIA CARTAXO  
Marcélia Cartaxo é atriz consagrada nacional e internacionalmente. Recebeu o Urso de Prata de Melhor Atriz no Festival de Berlim, com o longa-metragem “A Hora da Estrela” (1985), de Susana Amaral. Atuou em diversos outros filmes, com destaque para “Madame Satã” (2002) e “O Céu de Suely” (2006), de Karim Ainouz, “Baixio das Bestas” (2006), de Claudio Assis, “A História da Eternidade (2014), de Camilo Cavalcante, e em várias novelas e programas de televisão. Além disso, também tem realizado filmes de curta metragem como diretora e roteirista. Em 2015, levou o troféu de Melhor Atriz no Festival de Brasília pelo filme “Big Jato” (2015) , de Cláudio Assis.

SOBRE A DISTRIBUIDORA   
A ArtHouse é uma distribuidora dedicada ao cinema de autor que traz em seu catálogo filmes como A Erva do Rato e Educação Sentimental, de Julio Bressane; A História da Eternidade, de Camilo Cavalcante; Big Jato, de Cláudio Assis; Futuro Junho, de Maria Augusta Ramos; A Família Dionti, de Alan Minas, vencedor do prêmio de público no Festival de Brasília; Introdução à Música do Sangue, de Luiz Carlos Lacerda; Love Film Festival, de Manuela Dias e muitos outros longas-metragens que se destacaram no circuito de festivais dentro e fora do país, como os Festivais de Rotterdam, Locarno, Roma, Festival do Rio e Festival de Brasília.

Os mais recentes lançamentos incluem: O premiado documentário Um Filme de Cinema, de Walter Carvalho; O Beijo no Asfalto, longa de estreia de Murilo Benício; Fevereiros, documentário de Marcio Debellian, estrelado pela cantora Maria Bethânia; Vergel, De Kris Niklison com Camila Morgado, uma coprodução Brasile e Argentina; e Pastor Cláudio, importante documentário sobre as atrocidades da ditadura militar no Brasil, dirigido por Beth Formaggini.