A PRIMEIRA MORTE DE JOANA será exibido no 49º Festival de Gramado

A PRIMEIRA MORTE DE JOANA será exibido no 49º Festival de Gramado

Produzido pela Okna Produções, o filme foi lançado comercialmente na França, nesta semana, onde teve uma excelente recepção

Novo filme da cineasta gaúcha Cristiane Oliveira, A PRIMEIRA MORTE DE JOANA, terá estreia nacional na Mostra Competitiva do 49o Festival de Cinema de Gramado, onde será exibido no dia 17 de agosto, a partir das 21h30, na grade linear do Canal Brasil e nos serviços de streaming Canais Globo e Globoplay + Canais ao Vivo. 

Nesta semana o filme foi lançado comercialmente nos cinemas da França, onde recebeu ótimas críticas, veja abaixo: 

“A cineasta tece o retrato de um Brasil multicultural e fraturado pelo patriarcado e pela homofobia.”, Télérama 

“O real flerta com o sonho, enchendo os planos de poesia sensível.”, Les Inrockuptibles

“Um formidável quarteto de atrizes que personificam na tela personalidades de rara densidade.”, Que tal Paris? 

“Cristiane Oliveira tem uma abordagem impressionista, assinando um filme impregnado de poesia feroz.”, Le Bleu du Miroir

 “Um belíssimo filme, que vai além do simples drama de formação para mapear um Brasil rico e complexo.”, Avoir Lire

Sobre o filme:

A PRIMEIRA MORTE DE JOANA veio de um desejo da diretora, Cristiane Oliveira, de falar sobre a coragem de ser quem você realmente é, durante um período da vida marcado por turbulências, a adolescência. Um período em que, mesmo diante de possíveis violências cotidianas, enfrenta-se mudanças e experimentações. 

O filme, que teve sua première mundial no 51º International Film Festival of India, em janeiro deste ano tem como protagonista Joana (Letícia Kacperski), uma adolescente cuja vida começa a se transformar a partir da morte de sua tia-avó, de quem ela era muito próxima. Isso acaba refletindo também na relação com sua melhor amiga, Carolina (Isabela Bressane). “Gosto de reconstruir o roteiro com os atores. Escalar atrizes que tivessem as idades das personagens me permitiu adequar as falas e as situações com aquilo que elas estavam vivendo de fato naquele momento.”, explica Cristiane sobre o processo de seleção de Letícia e Isabela para o filme que foi o primeiro trabalho com cinema para ambas.

Além de impressionada com a morte em si, Joana também começa a questionar uma história que corre na família: sua tia nunca namorou alguém, nunca se apaixonou. Em sua investigação, Joana parece querer descobrir o segredo da tia para entender o que ocorre com ela mesma. “A morte no filme está relacionada à transformação e como, às vezes, precisamos morrer numa forma de ser para renascer nas nossas lutas e conseguir existir. Um poema do Mário Quintana, que inspirou o título do filme, diz que ‘amar é mudar a alma de casa’. Então há também esse aspecto simbólico da palavra morte, que remete ao momento em que se perde o controle sobre o próprio corpo, quando ele passa a ser ocupado pela lembrança constante de alguém por quem nos apaixonamos”.

A PRIMEIRA MORTE DE JOANA traz personagens descendentes dos colonos alemães que se estabeleceram no sul do Brasil no século XIX. Marcas dessa origem permeiam o cotidiano de Joana e Carolina. E, apesar de situado em 2007, o longa dialoga com o Brasil do presente e seu cenário de retrocesso nas políticas públicas ligadas a gênero e sexualidade.

O longa contou com uma equipe multinacional em várias etapas da produção. A atriz Silvia Lourenço é corroteirista e o roteiro contou com consultoria do diretor português João Nicolau, que prestou consultoria, ao lado dos argentinos Miguel Machalski e Gualberto Ferrari. Cao Guimarães, cineasta e artista visual, participou da fase final como consultor de montagem. A equipe de som conta com o uruguaio Raúl Locatelli, e a direção de arte contou com consultoria da mexicana Nohemi González – ambos trabalharam no filme “Luz Silenciosa”, do mexicano Carlos Reygadas. A equipe técnica conta ainda com renomados profissionais gaúchos, como o diretor de fotografia Bruno Polidoro, e a montadora Tula Anagnostopoulos, além da diretora de arte Adriana Nascimento Borba.

A PRIMEIRA MORTE DE JOANA é uma produção de Aletéia Selonk, em uma parceria estabelecida entre diretora e produtora, que já realizaram outras obras em conjunto e tem projetos em desenvolvimento para os próximos filmes e foi realizada com recursos públicos geridos pela Agência Nacional do Cinema – ANCINE. Conta com investimentos do BNDES, através do edital BNDES Cinema para produção de longas que priorizam o reconhecimento artístico e técnico no mercado internacional; e do FAMA – Fundo Avon de Mulheres no Audiovisual, prêmio que busca incentivar e valorizar a produção audiovisual feita por mulheres. Foi contemplado no edital de desenvolvimento PRODAV 05/2013 e do PRODECINE 04/2013, ambos do Fundo Setorial do Audiovisual. O projeto tem ainda o selo do Berlinale Co-production Market, evento com foco em mercado que ocorreu no Festival de Berlin 2018.

Teaser
Sinopse

Joana, 13 anos, quer descobrir por que sua tia-avó faleceu aos 70 sem nunca ter namorado alguém. Ao encarar os valores da comunidade em que vive no sul do Brasil, percebe que todas as mulheres da sua família guardam segredos, o que traz à tona algo escondido nela mesma.

Ficha Técnica

Roteiro e direção: Cristiane Oliveira
Elenco: Letícia Kacperski, Isabela Bressane, Joana Vieira, Lisa Gertum Becker, Rosa Campos Velho, Pedro Nambuco, Roberto Oliveira, Graciela Caputti, e Emílio Speck.
Produção: Aletéia Selonk, Cristiane Oliveira
Produtor Associado França: Epicentre Films / Corentin Dong-Jin Sénéchal, Daniel Chabannes
Produtor Associado Brasil:  Gustavo Galvão
Produção executiva: Graziella Ferst, Gina O’Donnell
Direção de produção: Gina O’Donnell
Corroteirista: Silvia Lourenço
Direção de fotografia: Bruno Polidoro
Direção de arte: Adriana Nascimento Borba
Figurino: Isadora Fantin, Mariane Collovini
Maquiagem e cabelo: Nancy Marignac
Preparação de elenco: Vanise Carneiro
Produção de elenco: Nadya Mendes
Montagem: Tula Anagnostopoulos
Som direto: Raúl Locatelli, Hudson Vasconcelos
Supervisão de som: Miriam Biderman, ABC
Desenho de som: Ricardo Reis, ABC
Mixagem de som: Pedro Noizyman
Música original: Arthur de Faria
Gênero: drama
País: Brasil
Ano: 2021
Duração: 91 min.

Lista de Festivais

51º International Film Festival of India / India; 29º Cinequest Film Festival / EUA no qual recebeu o prêmio Global Vision Award; 22º Stockholm IFF Junior / Suécia; 23º OUTshine LGBTQ+ Film Festival / EUA; 36º Cinema Jove – International Film Festival of Valencia / Espanha; 29º Cinelatino Tübingen / Alemanha; 36º Lovers Film Festival / Itália. Será exibido em 16º Festival Tucumán Cine / Bélgica; Buster Film Festival / Dinamarca; 33º Galway Film Fleadh / Irlanda.

Biografia da Diretora

Nascida em Porto Alegre, Cristiane Oliveira é diretora do longa MULHER DO PAI (Brasil-Uruguai) que teve estreia internacional no Festival de Berlim 2017. O filme participou de mais de 20 festivais e ganhou 20 prêmios. Atualmente, lança em festivais seu segundo longa, A PRIMEIRA MORTE DE JOANA (ganhador do Global Vision Award no Festival Cinequest, nos EUA), e prepara seu terceiro, ATÉ QUE A MÚSICA PARE (Brasil-Itália), selecionado no Talents Script Station do Festival de Berlim 2021. Atua como roteirista desde 2004, quando estreou seu primeiro curta, MESSALINA, vencedor de 13 prêmios em festivais.

Biografia da Okna

Produtora de conteúdo dedicada à realização de projetos para cinema, televisão e plataformas digitais. Especializada na produção e produção executiva, realiza não apenas o gerenciamento de projetos mas de talentos criativos. Em 2021, a empresa completa 15 anos de atuação. Em seu catálogo constam mais de 50 obras, sendo 7 longas metragens, 19 médias, 21 curtas e 5 séries de TV. Suas produções foram selecionadas para importantes festivais no Brasil e no exterior, somando mais de 70 prêmios. São obras que unem características autorais ao potencial de se comunicar com as audiências, trazem uma diversidade de abordagens temáticas dedicadas a diferentes perfis de públicos e foram realizadas a partir de coproduções que valorizam talentos nacionais e internacionais.

Filme “O Buscador” estreia nas plataformas digitais

Filme “O Buscador” estreia nas plataformas digitais


Pôster de “O Buscador”, um dos destaques nos cinemas neste mês

São Paulo – agosto de 2021- Estreou nesta quinta, 5 de agosto, nas plataformas digitais Now, Vivo Play, Looke e YouTube, o longa-metragem brasileiro “O Buscador”, dirigido por Bernardo Barreto e com distribuição da O2 Play.
Veja o trailer: https://www.youtube.com/watch?time_continue=3&v=IPuGP7sk300&feature=emb_logo

“O Buscador” recebeu o prêmio Especial do Júri do Tallinn Black Nights Film Festival 2019 (Festival de Cinema PÖFF 2019), além do Prêmio de Melhor Diretor Artístico no Festival de Cinema Independente de Montreal e no Festival CinePE ganhou ainda o Prêmio de Melhor Ator e Atriz coadjuvante.

No elenco estão Aline Fanju, Bruno Ferrari, Debora Duboc, Erom Cordeiro, Luiz Felipe Mello, Mariana Molina, Mário Hermeto, Monique Alfradique e Pierre dos Santos.

“O Buscador” (The Seeker) é produzido pela Berny Filmes e coproduzido pela BRO Cinema.

Sobre a distribuidora O2 Play
A O2 Play é dirigida por Igor Kupstas sob a tutela de Paulo Morelli, sócio da O2 Filmes, e faz parte do grupo O2, que tem como sócios também o cineasta Fernando Meirelles e a produtora Andrea Barata Ribeiro. Em atividade desde 2013, a O2 Play se diferencia das demais distribuidoras por trabalhar além do cinema, TV e vendas internacionais, o VOD (Video on Demand), como uma distribuidora digital. Para mais informações acesse https://www.o2play.com.br/

HOMEM ONÇA estreia nos cinemas brasileiros dia 26 de agosto

HOMEM ONÇA estreia nos cinemas brasileiros dia 26 de agosto

Selecionado para o Festival de Gramado, filme dirigido por Vinicius Reis, tem como ponto de partida acontecimentos da história do Brasil nos anos 90

Situado no final dos anos de 1990, HOMEM ONÇA, de Vinícius Reis, investiga como a história do país reflete e interfere na vida pessoal de Pedro, interpretado por Chico Diaz. O foi selecionado para o 49o Festival de Cinema de Gramado e estreia nos cinemas no dia 26 de agosto, em todo o Brasil com distribuição da Pandora Filmes. 

Vinicius Reis usou uma experiência pessoal como inspiração para o roteiro do longa: “meu pai era gerente numa das maiores mineradoras do mundo, a Vale do Rio Doce. E em 1996, a empresa passou por uma reestruturação radical, que culminaria na sua privatização no ano seguinte. Depois de duas décadas trabalhando para essa companhia, meu pai não podia ser demitido e foi forçado a se aposentar. Antes disso, foi obrigado a demitir sua equipe… tudo isso teve o efeito de um tsunami em sua vida.”

No filme, Pedro tem uma vida estável de classe média com sua mulher Sônia, interpretada por Silvia Buarque, que procura um emprego, e a filha adolescente, Rosa (Valentina Herszage). Pedro trabalha numa das maiores estatais do país, a fictícia Gás do Brasil. Tudo parece caminhar muito bem, um projeto de sustentabilidade desenvolvido por ele ganha um prêmio internacional, o que parece garantir o emprego de sua equipe, apesar da crise que a empresa começa a enfrentar. Seu corpo parece reagir a isso e manchas estranhas aparecem em sua mão.

Porém, mesmo o sucesso do trabalho de seu time não garante a segurança do emprego de todos e Pedro é forçado a tomar atitudes drásticas. HOMEM ONÇA acompanha esse processo através de duas linhas narrativas que se entrecortam e convergem: Num futuro não longínquo, o protagonista não vive mais no Rio de Janeiro, mas em uma pequena cidade, com uma nova companheira, Lola (Bianca Byington).

O roteiro, assinado por Reis, em colaboração com Flavia Castro e Fellipe Barbosa, examina como o longo processo de privatização de estatais, no final dos anos de 1990, ressoa na vida dos empregados daquelas empresas. A perda da estabilidade e segurança emocional e econômica de Pedro é um reflexo da situação do Brasil. Assim, ao falar do passado, HOMEM ONÇA é um filme que também medita sobre o presente do país, sempre ameaçado de passar por uma nova onda de privatizações.

Com o filme, continuo a explorar meu interesse em contar histórias sobre as ambições e medos da classe média urbana brasileira. No meu primeiro longa de ficção, Praça Saens Peña, de 2009, a questão da posse de um imóvel e o desejo por uma carreira profissional eram centrais para os personagens. Em HOMEM ONÇA, a importância do trabalho como identidade do ser humano é o que move os personagens”, explica o diretor.

HOMEN ONÇA foi rodado no Rio de Janeiro, Petrópolis e Teresópolis, entre dezembro de 2017, e janeiro de 2018, e teve sua estreia mundial em fevereiro passado, no 5o Arthouse Asia Film Festival. O longa ainda inclui em seu elencoGuti Fraga, Dani Ornellas, Tom Karabachian e Alamo Facó. O filme é produzido pela Tacacá Filmes, em coprodução com Blackforest Films (Alemanha), Parox SA (Chile), Canal Brasil e Globo Filmes.

Sinopse

Rio de Janeiro, segunda metade dos anos 1990, “era das privatizações”. Pedro trabalha em uma grande empresa estatal que em breve será privatizada. Pressionado por um cruel processo de reestruturação, Pedro tem que demitir sua equipe e antecipar a sua aposentadoria, contra a vontade. Aposentado e com uma doença na pele, ele decide se separar da família e se mudar para Barbosa, sua pequena cidade natal, no interior distante. Lá, ele descobre que a onça pintada que habitava a floresta ao redor de Barbosa, no tempo da sua infância, está mais viva do que nunca.

Ficha Técnica

Direção: Vinícius Reis

Roteiro: Vinícius Reis, com colaboração de Flavia Castro e Fellipe Barbosa

Produção:  Gisela B. Camara

Coprodução: Christoph Hahnheiser, Leonora Gonzalez e Sérgio Gandara

Elenco: Chico Diaz, Silvia Buarque, Bianca Byington, Emílio de Mello, Valentina Herszage, Tom Karabachian, Alamo Facó, Dani Ornellas, Guti Fraga

Direção de Fotografia: João Atala

Direção de Arte: Tainá Xavier 

Montagem e Edição de Som : Waldir Xavier 

Som Direto: Pedro Sá Earp

Figurino: Rô Nascimento e Diana Leste

Caracterização: Mari Pin

Gênero: drama

País: Brasil, Alemanha, Chile

Produção: Tacacá Filmes

Coprodução: Blackforest Films (Alemanha), Parox SA (Chile), Canal Brasil e Globo Filmes

Ano: 2021 

Duração: 90 min.

Filme realizado através de recursos do Fundo Setorial do Audiovisual, BRDE, Ancine, e com recursos do programa de editais da Secretaria de Estado de Cultura do Rio de Janeiro 2011/2012

Sobre Vinícius Reis

Nasceu em São Paulo, no bairro do Jaçanã, em 1970. Vive no Rio de Janeiro desde 1981. Formado em Cinema com mestrado no Programa de Pós-Graduação em Artes da Cena da UFRJ. É roteirista e diretor há mais de duas décadas.  Escreveu e dirigiu os filmes “A Cobra Fumou”, em 2002, “Praça Saens Peña”, em 2009, e “Homem Onça”, concluído em 2020 e ainda inédito. Tanto “A Cobra Fumou” quanto “Praça Saens Peña” participaram de festivais no Brasil e no exterior  e foram lançados no cinema e na TV.  Dirigiu também o longa-metragem “Noites de Reis”, lançado comercialmente em 2013. Entre 2015 e 2018, dirigiu as temporadas 7, 8, 11 e 12 dos “Detetives do Prédio Azul”, que recebeu o prêmio de “melhor série infantil” em 2016, pela Associação Paulista dos Críticos de Arte. Em 2017, dirigiu a 2ª temporada da série “Natália”, com direção geral de André Pellenz, para a Universal TV. Entre 2018 e 2019, dirigiu as temporadas 3 e 4 da série “Rotas do Ódio”, de Susanna Lira, também para a Universal TV.  “Rotas do Ódio” foi premiada no IndieFEST Film Awards.  

O início da atividade artística aconteceu no Teatro O Tablado, que frequentou de 1982 a 1992.  Lá estudou teatro e foi assistente de direção de Maria Clara Machado.

Sobre a Tacacá Filmes

Tacacá Filmes é uma produtora brasileira independente, criada pelo diretor Vinícius Reis e pela produtora Gisela Camara para produzir projetos audiovisuais autorais e com forte comunicação com o público.

Com a Limite Filmes, produziu a primeira ficção de Vinícius Reis, PRAÇA SAENS PEÑA, em 2009, vencedor de cinco prêmios no Cine-PE, dentre eles o de Melhor Direção e Prêmio Especial da Crítica. PRAÇA SAENS PEÑA também foi recebido como “filmaço” pelo jornal O Globo.

Com a VideoFilmes e a FlaukFilmes, produziu DESLEMBRO, primeira ficção da premiada documentarista Flávia Castro. DESLEMBRO, uma co-produção com o Canal Brasil, Telecine e Globo Filmes, teve sua estreia mundial no Festival de Veneza de 2018, e recebeu o prêmio de Melhor Filme para a Crítica no Festival de Biarritz do mesmo ano.

A Tacacá é ainda produtora associada de QUASE MEMÓRIA, longa-metragem de Ruy Guerra, produzido pela Kinossauros Filmes, em coprodução com a Globo Filmes. O filme recebeu menção honrosa nos festivais de Moscou 2016 e Rio 2016. A Tacacá é também produtora associada de AOS PEDAÇOS, também de Ruy Guerra, com produção de Kinossaurus Filmes, e que estreou em Rotterdam em 2020.

Em 2020, estreou a série NÓS, no Canal Brasil, uma coprodução com a Cabra Vadia, criada por David França Mendes e Rodrigo Ferrari. Atualmente a Tacacá Filmes está engajada no lançamento de HOMEM ONÇA, novo filme de Vinícius Reis, e dá início à pré-produção de KASA BRANCA, primeiro longa-metragem de Luciano Vidigal.

Sobre a Globo Filmes

Criada em 1998, a Globo Filmes atua como coprodutora de conteúdo multiplataforma com o propósito de fortalecer a indústria audiovisual nacional. Participou de mais de 300 filmes, levando ao público o que há de melhor do cinema brasileiro. Comédias, romances, documentários, infantis, dramas, aventuras: a aposta é na diversidade de obras que valorizem a cultura brasileira. 

Fazem parte de sua filmografia recordistas de bilheteria, como ‘Tropa de Elite 2’ e ‘Minha Mãe é uma Peça 3’ – ambos com mais de 11 milhões de espectadores –, sucessos de crítica como ‘2 Filhos de Francisco’, ‘Aquarius’, ‘Que Horas Ela Volta?’, ‘O Palhaço’ e ‘Carandiru’, até longas premiados no Brasil e no exterior, como ‘Cidade de Deus’ – com quatro indicações ao Oscar – e ‘Bacurau’, que recebeu o prêmio do Júri no Festival de Cannes. 

Sobre o Canal Brasil

O Canal Brasil é, hoje, o canal responsável pela maior parte das parcerias entre TV e cinema do país e um dos maiores do mundo, com 300 longas-metragens coproduzidos só nos últimos 10 anos. No ar há duas décadas, apresenta uma programação composta por muitos discursos, que se traduzem em filmes dos mais importantes cineastas brasileiros, e de várias fases do nosso cinema, além de programas de entrevista e séries de ficção e documentais. O que pauta o canal é a diversidade e a palavra de ordem é liberdade – desde as chamadas e vinhetas até cada atração que vai ao ar.  

Sobre a Pandora Filmes

A Pandora é uma distribuidora de filmes independentes que há 30 anos busca ampliar os horizontes da distribuição de filmes no Brasil revelando nomes outrora desconhecidos no país, como Krzysztof Kieślowski, Theo Angelopoulos e Wong Kar-Wai, e relançando clássicos memoráveis em cópias restauradas, de diretores como Federico Fellini, Ingmar Bergman e Billy Wilder. Sempre acompanhando as novas tendências do cinema mundial, os lançamentos recentes incluem “O Apartamento”, de Asghar Farhadi, vencedor do Oscar de Melhor Filme Estrangeiro; e os vencedores da Palma de Ouro de Cannes: “The Square – A Arte da Discórdia”, de Ruben Östlund e “Parasita”, de Bong Joon Ho.

Paralelamente aos filmes internacionais, a Pandora atua com o cinema brasileiro, lançando obras de diretores renomados e também de novos talentos, como Ruy Guerra, Edgard Navarro, Sérgio Bianchi, Beto Brant, Fernando Meirelles, Gustavo Galvão, Armando Praça, Helena Ignez, Tata Amaral, Anna Muylaert, Petra Costa, Pedro Serrano e Gabriela Amaral Almeida.

Comédia A TEORIA DOS VIDROS QUEBRADOS ganha trailer e pôster

Comédia A TEORIA DOS VIDROS QUEBRADOS ganha trailer e pôster

Coprodução entre Uruguai, Brasil e Argentina agrega profissionais dos três países, e estreia no Festival de Cinema de Gramado

TEORIA DOS VIDROS QUEBRADOS, dirigido por Diego “Parker” Fernández, acaba de ganhar trailer oficial e poster. Longa coproduzido pela brasileira Okna, faz sua estreia mundial competindo no Festival de Gramado, que acontece entre 13 e 21 de agosto.

Rodado nas cidades uruguaias de Montevidéu e Aiguá, a comédia A TEORIA DOS VIDROS QUEBRADOS é uma realização da Parking Films em uma coprodução que leva os selos da brasileira Okna Produções, da também uruguaia Cordón Films, e da argentina Tarea Fina (Argentina).

Escrito por Fernández e Rodolfo Santullo, o roteiro do longa parte de um experimento em psicologia social conhecido, no Brasil, como a “Teoria da Janelas Quebradas”, na qual, se uma janela de um prédio for destruída, e não receber reparo logo, a tendência é de que as demais sejam vandalizadas, e logo o prédio todo ocupado, e destruído. Tudo isso, independente de momento histórico ou classe social. Para criar o longa, além deste conceito, os roteiristas inspiraram-se em fatos reais. Em 2010, na região fronteiriça entre Uruguai e Brasil, mais de 20 carros foram incendiados na cidade de Melo.

A TEORIA DOS VIDROS QUEBRADOS combina os gêneros comédia e policial. O longa é protagonizado por um funcionário de uma companhia de seguros, que recebe uma promoção e é designado perito em uma cidadezinha do interior. O que seria motivo para comemorar se transforma em pesadelo quando, ao chegar no local, ele presencia a pior onda de incêndios de carros na história do país. Encurralado pelos clientes, moradores um tanto peculiares da região, Cláudio se vê pressionado a cobrir os seguros num ambiente hostil e ao tentar de esclarecer os crimes descobrirá que muitas coisas não são o que aparentam.

O elenco é formado por uma combinação de talentos de diversos países da América Latina. Os brasileiros são Roberto Birindelli (“Nos tempos do Imperador” e “Polícia Federal: A Lei é para todos”) e Lourdes Kauffmann. Completam o time o argentino Martín Slipak (“A Noiva do Deserto”), os uruguaios César Troncoso (“Benzinho”) e Verónica Perrota (“Mulher do pai”).

Compõem ainda a equipe técnica brasileira, o montador Pablo Riera, e Kiko Ferraz, na edição e mixagem de som. Gina O´Donnell é a produtora de base e de finalização e Graziella Ferst, a produtora executiva.

Com produção de Diego “Parker” Fernández e Micaela Solé (Uruguai), Juan Pablo Miller (Argentina) e Aletéia Selonk (Brasil), A TEORIA DOS VIDROS QUEBRADOS tem apoio do edital de coprodução Brasil-Uruguai, do Programa Ibermedia, além de outros fundos uruguaios.

Sinopse

O filme traz a história de Claudio Tapia, empregado de uma companhia de seguros que é designado como responsável da empresa em uma longínqua e pequena cidade. Após sua chegada vários carros começam a aparecer incendiados durante a noite sem motivo algum. Claudio deverá resolver o mistério para manter sua ambição de progredir dentro da empresa enquanto administra uma crise em seu casamento.

Ficha Técnica

Direção: Diego “Parker” Fernández (Uruguai)

Roteiro: Diego “Parker” Fernández e Rodolfo Santullo (Uruguai)

Direção de Fotografia: Lucio Bonelli (Argentina)

Direção de Arte: Gonzalo Delgado (Uruguai)

Direção de Produção: Patricia Olveira (Uruguai)

Editor: Pablo Riera (Brasil)

Música: Gonzalo Deniz (Uruguai)

Edição de Som e Mixagem: Kiko Ferraz Studios (Brasil)

Produtores: Diego “Parker” Fernández e Micaela Solé (Uruguai), Juan Pablo Miller (Argentina) e Aletéia Selonk (Brasil)

Empresas produtoras: Parking Films e Cordon Films (Uruguai), Okna Produções (Brasil), Tarea Fina (Argentina)

Trailer: https://youtu.be/3_4sgI-yIYk

SOBRE O DIRETOR

Diego “Parker” Fernández é diretor, roteirista e produtor do longa-metragem RINCÃO DE DARWIN (Rincon de Darwin, Uruguai-Portugal/2013), seu primeiro longa, assim como de vários curtas-metragens como NICO&PARKER (2000), MANDADO HACER (2002) e FABRICA DE ENANOS (2004). É coprodutor do longa-metragem MULHER DO PAI (Brasil-Uruguay 2016) e realizador da série educativa de animação ANA LA RANA. Atuou como Diretor de Produção do longa-metragem WHISKY (Rebella y Stoll 2004), uma obra marcante na filmografia uruguaia, e durante muitos anos exerceu a docência em realização e produção audiovisual, tanto na Escola de Cinema do Uruguai, como na Universidade ORT Uruguai. Em 2014 funda a PARKING FILMS apenas para desenvolver projetos cinematográficos. Além disso, atua como Supervisor de Conteúdo do Canal M, canal web do portal montevideo.com.uy

SOBRE A OKNA PRODUÇÕES

Produtora de conteúdo dedicada à realização de projetos para cinema, televisão e plataformas digitais. Especializada na produção e produção executiva, realiza não apenas o gerenciamento de projetos mas de talentos criativos. Em 2021, a empresa completa 15 anos de atuação. Em seu catálogo constam mais de 50 obras, sendo 7 longas metragens, 19 médias, 21 curtas e 5 séries de TV. Suas produções foram selecionadas para importantes festivais no Brasil e no exterior, recebendo diversos prêmios. São obras que unem características autorais ao potencial de se comunicar com as audiências, trazem uma diversidade de abordagens temáticas dedicadas a diferentes perfis de públicos e foram realizadas a partir de coproduções que valorizam talentos nacionais e internacionais.

Novo filme de Aly Muritiba, DESERTO PARTICULAR está no 78º Festival de Veneza

Novo filme de Aly Muritiba, DESERTO PARTICULAR está no 78º Festival de Veneza

Longa, dirigido pelo mesmo diretor de “O Caso Evandro”, discute a afeição masculina no Brasil contemporâneo

Com uma filmografia que inclui trabalhos como “Jesus Kid”, selecionado para o Festival de Gramado, “Para Minha Amada Morta”, exibido em San Sebastian e vencedor de sete candangos no Festival de Brasília, e “Ferrugem” que teve estreia mundial no Festival de Sundance e foi escolhido melhor filme no Festival de Gramado, Aly Muritiba lida em DESERTO PARTICULAR, sua mais nova obra, com aquilo que ele chama de “os afetos masculinos no Brasil contemporâneo.”. O filme fará sua première mundial no Festival de Veneza, na mostra Venice Days, que acontece em setembro.

O longa é protagonizado por Antonio Saboia (“Bacurau”), como Daniel, um policial afastado do trabalho depois de cometer um erro. Ele mora em Curitiba, com um pai doente, de quem cuida com devoção. Taciturno, Daniel fala pouco, e sorri menos ainda,. Seu único motivo de alegria é a misteriosa Sara, uma moça que mora no sertão da Bahia, e com quem se corresponde por aplicativo de celular. O desaparecimento subito de Sara faz com que Daniel resolva cruzar o país em busca de seu amor.

DESERTO PARTICULAR é um filme de encontros. Desde 2016, com o golpe que tirou do poder uma presidenta democraticamente eleita, minha geração, formada depois da Ditadura Militar, enfrenta o momento mais dramático de sua existência. O país afundou numa espiral de ódio que culminou com a eleição de um fascista como presidente. Depois da eleição de Jair Bolsonaro, todas as minorias, mulheres, indígenas, a comunidade LGBTQIA+, negros, entre outros, passaram a ser sistematicamente perseguidas, e o país se dividiu entre o sul conservador e o norte e nordeste progressista. Essa época de ódio me motivou quando decidi sobre o que seria meu próximo filme. Faria uma obra sobre encontros. Nesse momento de ódio, resolvi fazer um filme sobre o amor”, explica o cineasta.

Saboia foi o primeiro escolhido para o filme, e, conforme explica o diretor, lutou muito pelo papel. “Eu não o conhecia, mas ele havia ouvido falar do roteiro e me procurou. Depois de algumas ligações nós enfim nos encontramos e o santo bateu. Olhei pra ele e senti a energia de Daniel. Parei pra ouvi-lo e ela tinha a voz que havia imaginado que Daniel tinha.”

A escolha do outro protagonista foi um pouco mais desafiadora. “Uma amiga, a atriz Natália Garcia, que fez ‘Ferrugem’ comigo, me falou de Pedro Fasanaro. Ao ver suas fotos eu me interessei de cara e resolvi marcar um café entre mim e ele e depois com o Saboia. Eu me apaixonei pela doçura de Pedro, sua voz, seu olhar, me cativaram, mas o mais intenso foi ouvir sua história de vida e perceber o tanto do personagem que já havia ali. Quando enfim Saboia chegou e eles se encontraram eu senti que havia achado minhas parcerias criativos. E é isso mesmo que aconteceu. Criamos, a partir de suas experiências pessoas novas/mesmas personagens.”

Para Muritiba, a cidade de Sobradinho, como cenário, serve como uma metáfora para os personagens. “Sempre me interessei por aquela pequena cidade erguida ao redor de uma enorme represa. Sobradinho é uma cidade rodeada de energia elétrica, mas também levantada sob o signo do represamento, do controle do fluxo das águas. Essa energia decorrente desse represamento movem meus personagens, mas também essa vontade de sair se derramando por aí.” E filmar ali “foi um desafio proporcional à magnitude da represa que há na cidade. Havia toda uma energia no set que com toda certeza contagiou o filme.”

Também diretor de documentários, com filmes como “A Gente” e “Pátio”, e da recente série fenômeno da Globo Play “O Caso Evandro”, Muritiba explica que essa experiência foi fundamental para DESERTO PARTICULAR. “O modo como abordo os espaços e os corpos nos espaços vem do documentário de observação. Aqui, essa experiência foi determinante para o mise-en-scène, mas não só. O compromisso ético com o tema e os objetos (personagens) que tenho quando faço documentários está todo o tempo em pauta nas minhas ficções.”

DESERTO PARTICULAR será lançado no Brasil pela Pandora.

Sinopse

Daniel é um policial exemplar, mas acaba cometendo um erro que coloca em risco sua carreira e rua honra. Quando nada mais parece o prender a Curitiba, ele parte em busca de Sara, uma mulher com quem se relaciona virtualmente.

Ficha Técnica

Direção: Aly Muritiba

Roteiro: Aly Muritiba, Henrique dos Santos

Elenco: Antonio Saboia, Pedro Fasanaro, Thomas Aquino, Laila Garrin, Cynthia Senek

Produtoras: Grafo, Fado Filmes, Muritiba Filmes

Produção: Antonio Gonçalves Junior, Luís Galvão Telles, Gonçalo Galvão Teles e Aly Muritiba

Direção de Produção: Thamires Vieira e Max Leean 

Produção Executiva: Chris Spode, Raiane Rodrigues

Produção Executiva (Portugal): Vasco Esteves, João Fonseca

Direção de Fotografia: Luis Armando Artega

Direção de arte: Marcos Pedroso, Fabíola Bonofliglio

Figurino: Isbella Brasileiro

Montagem: Patrícia Saramago

Caracterização: Britney Federline

Trilha Sonora: Felipe Ayres

Som Direto: Marcos Manna

Desenho de Som: Daniel Turini, Fernando Henna, Henrique Chiurciu

Trilha Sonora Original: Felipe Ayres

Gênero: drama

País: Brasil, Portugal

Ano: 2021

Duração: 120 min.

Biografia

Aly Muritiba é diretor, roteirista, produtor e montador, tendo em seu currículo ficções e documentários. Seus filmes já conquistaram mais de 200 prêmios em festivais de cinema, e foram exibidos em festivais como por Sundance (“Ferrugem”, 2018), Veneza (“Tarântula”, 2015) San Sebastian (“Para minha amada morta”, 2015/ “Ferrugem”, 2018) e Semana da Crítica, Cannes (“Pátio”, 2013). Em Gramado, “Ferrugem” conquistou prêmio de Melhor Filme e Roteiro (co-escrito com Jessica Candal). No mesmo festival, em 2021, “Jesus Kid” será exibido em competição.

Para canais de TV e streaming, Muritiba dirigiu as séries “O Hipnotizador” – S02 (HBO), “Carcereiros” S02 (Globo), “Irmãos Freitas” (HBO-MAX) e “Irmandade” (Netflix) e “O Caso Evandro”(GloboPlay).