Protagonizado por Monica Iozzi, MAR DE DENTRO chega aos cinemas em 07 de abril

Protagonizado por Monica Iozzi, MAR DE DENTRO chega aos cinemas em 07 de abril

Exibido na Mostra Internacional de São Paulo e no festival Cine de las Americas, filme chega aos cinemas em 7 de abril

Mais de uma década atrás, quando começou a pensar no longa que viria a ser MAR DE DENTRO, a diretora e corroteirista Dainara Toffoli foi questionada inúmeras vezes se a maternidade, em si, daria um filme. “Queriam saber qual seria a trama, qual seria a grande história. Para a maioria das pessoas, falar sobre maternidade não seria suficiente. Foram muitos anos para conseguir o financiamento. Percebi que a maternidade real, não idealizada, era um tema tabu. Mas eu precisava falar sobre isso e tinha uma intuição forte de que as mulheres iriam se identificar. Não é à toa que a Eliane Ferreira, produtora do filme, é mulher e mãe. Desde o início, sentíamos a mesma urgência. E esta parceria foi muito importante para que não desistíssemos depois dos inúmeros nãos.”

O longa chega aos cinemas em 7 de abril, com distribuição da Califórnia Filmes e produzido pela Muiraquitã Filmes em coprodução com a Elástica Filmes e o Telecine.

Protagonizado por Monica Iozzi, MAR DE DENTRO tem como personagem central Manuela, uma mulher independente e bem sucedida, que descobre uma gravidez não-planejada. Uma série de problemas emergem, até que a maternidade se concretiza em sua vida, e ela descobre que terá de aprender como ser mãe, mesmo sem gostar da maternidade.

Monica, cada vez mais se destacando como atriz e surpreendendo quem a conhece apenas da comédia aponta MAR DE DENTRO como um começo em busca de outros gêneros em sua carreira. “Quem me conhece da novela na televisão nunca me viu nesse outro registro. Então deverá ser uma surpresa pra quem me acompanha. Mas acho que devo deixar claro que gosto sim de fazer humor, que sou muito grata a tudo que o humor me proporcionou até agora.” 

Para a atriz, o fato de ser uma história que mostra uma mulher que vive uma situação limite a atraiu muito para o projeto. “Mas o primeiro ponto que me chamou a atenção é que a Manu não tem o perfil que estamos acostumados a ver das mulheres. Ela é uma mulher realmente que adora o trabalho, que é bem sucedida e muito exigente. E ela também tem uma relação livre com um cara e está tudo bem com isso também. Então, me atraiu muito poder mostrar uma mulher assim com um olhar mais contemporâneo.”

Dainara, que assina o roteiro com Elaine Teixeira, acredita que há muita solidão e, até mesmo, um luto na maternidade. “Chegamos do hospital com um bebê no colo e uma dura e solitária rotina desaba sobre nossas cabeças. Para a sociedade, a mulher grávida ou com criança pequena é um certo fardo destituído de suas antigas capacidades. Assim, quando a mulher decide ter um filho, ela precisa saber que é uma rotina que vai enfrentar, na maior parte das vezes, sozinha. A licença paternidade é de cinco dias. Um bebê exige 24 horas de atenção. Ter um filho custa caro e não há uma rede de apoio. Quando vemos, estamos tentando dar conta de tudo e abrindo mão das nossas aspirações. Com tanta idealização, o que sobra para a mulher é cobrança, cansaço e um sentimento de culpa constante.”

A produtora Eliane Ferreira aponta que MAR DE DENTRO traz uma outra visão sobre a maternidade, comumente romantizada no cinema. “Ou é a maternidade excessivamente idealizada, em que o filme normalmente acaba quando o filho nasce. É a realização de ser mãe, ‘pronto, consegui, sou feliz para sempre’. Ou é algo retratado totalmente fora do padrão, problemática. Mas acredito que esta repetição de abordagem possa ter a ver com o fato de o cinema ter sido feito, por muito tempo, majoritariamente por homens. O olhar masculino sempre foi tão dominante que, mesmo para as mulheres que fazem cinema, talvez falar sobre maternidade desta forma realista como fazemos em aqui, ou em outras abordagens de outros projetos de cinema, poderia parecer fragilidade.”

Dainara acrescenta que, esta suposta fragilidade não condiz com a realidade. “Na verdade, a maternidade é de uma potência enorme. Por isso, quis mostrar o puerpério, algo absolutamente do espaço da mulher e dos homens trans sobre o qual falta reflexão. Hoje se fala do puerpério, mas esta é uma palavra muito nova na nossa cultura. Ser mãe é virar bicho. Peito inchado, melecado e vertendo leite. Exaustão. Fadiga. Aquela sensação constante de se ver como a vítima em um filme de vampiro: sugada e insone. É horrível e, pode ser, belo ao mesmo tempo,” completa ela.

O equilíbrio entre força e doçura é uma das chaves da narrativa de “Mar de Dentro”. Ainda que a situação financeira de Manuela seja confortável, ao encarar a maternidade praticamente sozinha em uma cidade que mais isola do que une as pessoas, ela vive um processo crucial de autodescoberta. Em vez de romantizado, o processo de se tornar mãe é visto com humanidade e com todas as contradições que ele traz.

Mônica aponta que há uma pesquisa que revelou que aproximadamente 47% das mulheres são demitidas ou então acabam perdendo posições na hierarquia do trabalho nos dois anos seguintes à maternidade. “É justamente em tudo isso que Mar de Dentro dá uma pincelada.”

A diretora ressalta que em seu filme, além da maternidade em si, está discutindo outras questões relacionadas ao tema, como a vida profissional da mulher que acaba de ter um filho, ou o desejo e o prazer feminino. “Este é um filme de mulheres. Há dez anos ninguém falava sobre isso. Tateamos um lugar que depois se tornou mais que um assunto, virou uma luta. Foi um processo duro, mas recompensador”, finaliza.

Monica, por sua vez, acrescenta que, apesar de ter a mulher e assuntos relacionados com ela, ao centro, MAR DE DENTRO é um filme que deve ser visto também pelo público masculino. “Há alguns temas que são difíceis de interessar aos homens porque para a grande maioria são questões que pertencem ao universo feminino única e exclusivamente. Há a velha questão do pai que é um puta paizão se ele troca uma fralda ou a do ‘meu marido é ótimo, ele me ajuda tanto.’ Mas acho também que tem uma coisa que talvez esse filme consiga furar um pouquinho, que é essa bolha. Isso porque realmente não é uma história que vai na linha de ‘que linda a maternidade’. Tem outras questões.

O ator Rafael Losso, que interpreta o principal personagem masculino do filme, destaca a importância de ter uma diretora mulher à frente dessa história. “Pensando na história do cinema, quantos homens não quiseram contar ou contaram histórias de mulheres? E receberam prêmios por isso. Ou quanto a gente já não roubou histórias que, na verdade, deveriam estar sendo contadas por mulheres. As mulheres têm o direito de fazer o que elas quiserem. Pensando em MAR DE DENTRO e na vivência da Dainara, pensando também em outras mulheres, um diretor poderia contar a história da Manuela, mas não da forma como ela conta. Foi um prazer trabalhar com ela.

Desde sua estreia na Mostra Internacional de Cinema em São Paulo, o filme recebeu diversos elogios. José Geraldo Couto, no site do Instituto Moreira Salles, escreveu que o longa tem “narrativa eficiente […] que faz aflorar questões sobre o lugar da mulher numa sociedade machista.” Isabel Wittmann, em Estante da Sala, diz que “O ponto forte do filme está nos pequenos detalhes: nas rotinas, nas descobertas, nas delicadezas, na forma como mostra como cada pessoa tem um palpite, mas, no final, o que resta é a solidão da mãe e suas escolhas, ainda que em um contexto tão privilegiado. MAR DE DENTRO não romantiza a maternidade, mas a trata com uma beleza melancólica.”

Luiz Zanin, de O Estado de S. Paulo, escolheu MAR DE DENTRO como um de seus longas favoritos do festival: “Um tratamento simples e honesto sobre a questão da maternidade. Em meio a muitas firulas e poucos resultados, o cinema brasileiro (pelo menos pela amostra apresentada), esse tipo de obra, que deseja se comunicar sem baratear suas ideias, merece ser destacado. É melhor que muito filme-cabeça pretensioso.”

Mar de Dentro

Manuela é uma profissional de sucesso que, ao se descobrir grávida de um colega de trabalho, tem de lidar com a transformação de seu corpo e sua vida. Em meio a tantos desafios, ela se defronta com uma fatalidade que afetará ainda mais seu destino. Quando o bebê nasce, ela tem de aprender a ser mãe mesmo sem gostar, a priori, da maternidade.

Direção: Dainara Toffoli

Elenco: Monica Iozzi, Rafael Losso, Gilda Nomacce, Fabiana Gugli; Participação Especial: Zé Carlos Machado e Magali Biff

Gênero: Drama

País: Brasil

Ano: 2020

Duração: 90 min

Dirigido por Armando Praça, FORTALEZA HOTEL estreia dia 27 de janeiro

Dirigido por Armando Praça, FORTALEZA HOTEL estreia dia 27 de janeiro

Protagonizado por Clébia Sousa e a atriz sul-coreana Lee Young-Lan, o filme aborda o poder da amizade na superação das diferenças e a solidariedade
Foto de Jorge Silvestre

Acolhimento, compreensão e ajuda mútua por mulheres de duas culturas distintas estão ao centro de FORTALEZA HOTEL, novo longa de Armando Praça (“Greta”), estreia nos cinemas brasileiros no dia 27 de janeiro. O filme que foi exibido e premiado no 31o Cine Ceará é uma distribuição da Vitrine Filmes.

FORTALEZA HOTELé sobre duas mulheres de culturas distintas que se  conectam a partir de seus problemas e se comunicam do fundo de suas solidões. Um filme que mostra o poder feminino através da solidariedade, um dos sentimentos mais poderoso e conhecido da alma humana.

Pilar (Clébia Sousa, premiada como Melhor Atriz no Cine Ceará) é camareira num hotel em Fortaleza, mas em breve espera imigrar para Dublin, e, para isso, está estudando inglês. Ela foi mãe muito jovem, e, neste momento, enfrenta problemas com a filha adolescente Jamile (Larissa Góes). Shin (Lee Young-Lan) vem ao Brasil para buscar o corpo do marido que morreu em Fortaleza, e levar para ser sepultado na Coreia do Sul. Os trâmites, no entanto, se revelam mais complexos e mais caros do que o esperado.

Nessas duas mulheres, o diretor vê duas faces da globalização que explodem numa Fortaleza repleta de esperança. “A gente tem cada vez mais que se juntar. Porque essas diferenças que foram criadas por diversas ordens, na verdade, estão levando a gente a um colapso, ambiental, psicológico, financeiro, a um colapso de saúde pública, todas as naturezas de colapso possível. A gente está degringolando porque estamos nos distanciando uns dos outros por questões ideológicas, políticas, religiosas, econômicas.”

O diretor investiga como a amizade improvável entre essas duas mulheres pode transformar a vida de ambas. Comunicando-se num inglês rudimentar, Pilar e Shin encontram uma maneira de se ajudar no momento em que as duas enfrentam dificuldades. Praça se preparou para isso de uma maneira bastante peculiar. “Eu me exercitei vendo filmes falados em inglês com legendas em inglês antes de filmar. Um pouco para me familiarizar com o inglês, para observar a entonação das atrizes, pois eu precisaria entender se aquilo estava dentro da chave correta da emoção.”

Esteticamente, FORTALEZA HOTEL é construído com apuro visual na fotografia assinada por Heloísa Passos. Antes de começar a rodar seus filmes, Praça coleciona um grande acervo de referências de fotografias, e constrói um universo visual que servirá de base para o filme e, a partir daí, criou uma estética bastante própria do longa. “Todas as cenas de rua, noturnas, eu queria filmar como se viesse uma luz por trás do corpo da atriz, ao invés de eu jogar a luz para frente para ver o rosto. Eu via como se ela fosse uma silhueta. Quando a gente filmava na rua ao invés de acender a gente mais apagou luzes, mas claro que a gente acendeu algumas muito pontuais.

No longa, cujo roteiro é assinado por Isadora Rodrigues e Pedro Cândido, Praça explica ter procurado “sentimentos universais e, sobretudo, urgentes, pois acredita que é através da solidariedade, essa já tão  conhecida ferramenta feminina, que vamos romper barreiras e nos reinventar como humanidade.”

Sinopse

A camareira Pilar conhece Shin, uma hóspede sul-coreana. Quando os planos de ambas começam a dar errado, elas acabam se aproximando e estabelecendo uma intensa relação de solidariedade, buscando encontrar uma na outra a solução para seus problemas.

Ficha Técnica

Direção: Armando Praça

Roteiro: Isadora Rodrigues, Pedro Cândido

Elenco: Clébia Sousa, Lee Young-Lan, Demick Lopes, Larissa Góes, Ana Marlene e Vanderlei Bernardino

Produção: Maurício Macêdo

Coprodução: João Vieira Jr., Nara Aragão

Produção Executiva: Janaína Bernardes e Maurício Macêdo

Fotografia: Heloísa Passos

Montagem: Rita Pestana, Karen Harley, Gustavo Campos

Direção de Arte: Diogo Costa

Figurino: Tarsila Furtado

Som Direto: Pedrinho Moreira e Moabe Filho

Trilha original: O Grivo

Edição de Som e Mixagem: Nicolau Domingues

Colorista: Pablo Nóbrega

Assistência de Direção: Mykaela Plotkin

Direção de Produção: Clara Bastos

Gênero: drama

País: Brasil

Ano: 2021

Duração: 77 min.

Biografias:

Armando Praça

Cineasta, formado em dramaturgia e direção pelo Instituto Dragão do Mar e sociólogo, formado pela  Universidade Estadual do Ceará.

Greta, seu primeiro longa-metragem, foi lançado mundialmente na 69º edição do Festival Internacional de Cinema de Berlim. Realizou  nove títulos como diretor e roteirista entre curtas e médias-metragens, ficção e documentário, entre eles: A Mulher Biônica, O Amor do Palhaço, Origem:Destino e Parque de Diversões. Os filmes circularam no Festival Internacional de Clermont-Ferrand, no Latino  Americano em Toulouse, Mecal em Barcelona e em mais de 30 festivais nacionais e internacionais.

Desenvolve em parceria com a Carnaval Filmes os projetos Ne Me Quitte Pas e Adeus Batucada .

Trabalhou com importantes cineastas brasileiros como Marcelo Gomes, Sérgio Machado, Karim Aïnouz, Márcia Faria e outros, como roteirista, pesquisador, assistente de direção e preparador de elenco.

Na televisão atuou como roteirista nas séries Me Chama de Bruna (primeira temporada) para FOX TV, Betinho (em produção) para Globo Play, desenvolveu Meninas do Benfica (em finalização) para a Cine Brasil TV e Pedro, para a Ipanema Filmes.

Moçambique Audiovisual

É uma empresa fundada pelo produtor audiovisual Maurício Macêdo e nasceu da vontade de fazer cinema de raiz nordestina e cearense, mas com o olhar além do horizonte. Em 2017 a  produtora coproduziu seu primeiro longa metragem,   Greta ,   de Armando   Praça,  selecionado para a mostra Panorama do Festival de Berlim 2019, em parceria  com Carnaval Filmes e Segredo Filmes.

Atualmente a Moçambique executa seus primeiros projetos próprios: os longas-  metragens Fortaleza Hotel, de Armando Praça, Amores Paraguayos, de Janaína  Marques , em fase de pós-produção e  Glória e Liberdade, de Letícia Simões , em fase de produção. A empresa é coprodutora e responsável pela produção executiva da série Meninas do Benfica, de Roberta Marques, para a  CineBrasilTV.

Em 2022 a produtora rodará a minissérie de ficção Fortaleza  Paraíso e dá início ao processo de produção da série infantil em animação Na Cozinha do Sítio, ambos dirigidos por Janaína Marques.

Carnaval Filmes

Fundada  em  2017  pelos  experientes  produtores  João  Vieira  Jr.  e  Nara  Aragão,  a  CARNAVAL FILMES é uma produtora brasileira com foco em filmes de longa-metragem, conteúdos originais para televisão e plataformas digitais direcionados ao  público adulto e infanto-juvenil. Nara e João são parceiros há 18 anos na produção de  filmes, sendo responsáveis por diversos destaques da cinematografia brasileira, quando  atuava na Rec Produtores Associados, como Tatuagem, de Hilton Lacerda  Joaquim,  que  estreou  na  seleção  oficial  do  Festival  de  Berlim,  e  Era  Uma  Vez  eu,  Verônica , ambos de Marcelo Gomes  Baixio das Bestas, de Cláudio Assis O Homem  das Multidões, de Cao Guimarães e Marcelo Gomes , entre outros títulos. Sediada no centro de Recife, capital pernambucana que acolhe a folia mais criativa do  país e notada por sua diversidade cultural, a CARNAVAL FILMES já lançou quatro  longas nos cinemas: Casa, de Letícia Simões, Estou me Guardando para Quando o  Carnaval Chegar , de Marcelo Gomes (seleção da Mostra Panorama em Berlim)  Greta,  de Armando Praça (Mostra Panorama do Festival de Berlim) e Fim de Festa, de Hilton  Lacerda, além da série de animação Bia Desenha, de Neco Tabosa e Carol Pacheco e  das minisséries de ficção Fim do Mundo e Chão de Estrelas para o Canal Brasil. Seus próximos lançamentos nos cinemas são os longas Paloma, de Marcelo Gomes e a coprodução Fortaleza Hotel, de Armando Praça.

Vitrine Filmes

A Vitrine Filmes, em dez anos de atuação, já distribuiu mais de 160 filmes e alcançou mais de quatro milhões de espectadores. Entre seus maiores sucessos estão ‘O Som ao Redor’, ‘Aquarius’ e ‘Bacurau’ de Kleber Mendonça Filho e Juliano Dornelles. Outros destaques são ‘A Vida Invisível’, de Karim Aïnouz, representante brasileiro do Oscar 2020, ‘Hoje Eu Quero Voltar Sozinho’, de Daniel Ribeiro, e ‘O Filme da Minha Vida’, de Selton Mello. Entre os documentários, a distribuidora lançou ‘Divinas Divas’, dirigido por Leandra Leal e ‘O Processo’, de Maria Augusta Ramos, que entrou para a lista dos 10 documentários mais vistos da história do cinema nacional.

Além do cinema nacional, a Vitrine Filmes vem expandindo o seu catálogo internacional ao longo dos anos, tendo sido responsável pelo lançamento dos sucessos “O Farol”, de Robert Eggers, indicado ao Oscar de Melhor Fotografia; “Você Não Estava Aqui”, dirigido por Ken Loach, e premiado com o Oscar de Melhor Filme Internacional 2021: ‘DRUK – Mais uma rodada’, de Thomas Vinterberg.

Em 2021, a Vitrine Filmes apresenta mais novidades, começando a atuar diretamente na produção audiovisual e também na capacitação de profissionais, com o programa de formação Vitrine Lab. Entre as estreias deste ano estão a Sessão Vitrine edição especial de 10 anos com lançamento coletivo de quatro longas, entre eles “A Torre”, de Sérgio Borges, “Entre Nós, um Segredo”, de Beatriz Seigner e Toumani Kouyaté, “Chão”, de Camila Freitas e “Desvio”, de Arthur Lins; o novo documentário sobre o impeachment da Dilma, “Alvorada”, de Anna Muylaert e Lô Politi; “First Cow”, da diretora Kelly Reichardt; “O Livro dos Prazeres”, de Marcela Lordy e muitos outros títulos.

“O Jardim Secreto de Mariana” tem estreia adiada para 30 de setembro

“O Jardim Secreto de Mariana” tem estreia adiada para 30 de setembro

Drama dirigido por Sergio Rezende é estrelado por Andréia Horta e Gustavo Vaz 

O filme “O Jardim Secreto de Mariana”, escrito e dirigido por Sergio Rezende, tem nova data de estreia nos cinemas brasileiros: 30 de setembro de 2021.  

O longa retrata um período de rupturas e amadurecimento do romance entre Mariana (Andréia Horta) e João (Gustavo Vaz), um casal apaixonado que parece ter a vida perfeita. O relacionamento, até então inabalável, passa a sofrer em função do desgaste infligido pela impossibilidade de terem um filho, e as dores e ressentimentos do casal culminam em uma separação traumática. 

A partir desse distanciamento, os personagens mergulham em um doloroso processo de reflexão sobre a fragilidade dos seres e das relações. “A realidade os coloca numa caverna bem escura, de onde intuem que só poderão sair juntos”, conta o diretor, fazendo uma analogia a Adão e Eva no Paraíso. 

Para Andréia Horta, Mariana é uma personagem complexa, marcada por contradições. “A construção desse papel é bastante sobre a dicotomia entre o desejo pela maternidade e a impossibilidade de concretizá-la”, afirma. 

Já o ator Gustavo Vaz revela ter olhado para dentro de si ao construir as nuances e dimensões de João como homem contemporâneo. “João é obrigado a encarar seus medos e culpas, seu machismo, suas obsessões e projeções afetivas para finalmente se tornar o homem que precisa ser. É a jornada de transformação do masculino”, conta o ator, que encarou como um desafio pessoal interpretar seu primeiro protagonista no cinema. “Precisei mergulhar na minha sombra e no homem que sou, que permanece em construção, para encontrar a lógica do personagem”, conclui. 

O elenco conta, ainda, com Paulo Gorgulho e Denise Weinberg. A produção é da Arpoador Audiovisual e da Morena Filmes, em coprodução com Globo Filmes. A distribuição é da H2O Films.

CLASSIFICAÇÃO INDICATIVA: 16 anos

TRAILER 

SINOPSE

João (Gustavo Vaz) e Mariana (Andréia Horta) são apaixonados, mas têm sua relação interrompida de maneira intempestiva. Cinco anos depois da separação abrupta, ele decide seguir seu instinto e parte numa longa jornada de bicicleta para tentar convencê-la de que o romance nunca deveria ter acabado. O amor, que ainda existe entre os dois, é então posto em xeque. 

ELENCO PRINCIPAL

Andréia Horta – Mariana 

Gustavo Vaz – João  

Paulo Gorgulho – Zé Cristiano 

Denise Weinberg – Linda  

FICHA TÉCNICA

Direção – Sergio Rezende

Produção – Erica Iootty

Produtores Associados – Mariza Leão, Carlos Diegues

Roteiro – Sergio Rezende

Colaboração de Roteiro – Maria Rezende

Fotografia – Felipe Reinheimer, ABC.

Montagem – Maria Rezende, EDT.

Música – Berna Ceppas

Direção de Arte – Raphael Vinagre

Figurino – Joanna Ribas

Maquiagem – Adriano Manques

Produção Executiva – Tathiana Mourão e Cristiane Façanha

Produção de Elenco – Marcela Altberg

Produção de Finalização – Thiago Pimentel

Som Direto – Felipe Machado

Edição de Som – Tomás Alem, Bernardo Uzeda

Mixagem – Rodrigo Noronha

Distribuição – H2O Films

Produção – Morena Filmes e Arpoador Audiovisual

Coprodução – Globo Filmes

Estrelado por Marco Ricca e Thaila Ayala, LAMENTO ganha trailer e pôster

Estrelado por Marco Ricca e Thaila Ayala, LAMENTO ganha trailer e pôster

Estreia na direção de Diego Lopes e Claudio Bitencourt, o filme esteve na seleção oficial dos festivais de cinema de Brasília, Nashville e Cairo

LAMENTO, dirigido por Diego Lopes e Claudio Bitencourt, acaba de ganhar trailer e pôster. O longa estreia nos cinemas dia 26 de agosto.

Sobre o filme

Após sessões bem-sucedidas nos festivais de Brasília, Nashville e Cairo, chega em agosto às telas o longa-metragem LAMENTO, filme de estreia dos diretores Diego Lopes e Claudio Bitencourt, estrelado por Marco Ricca e Thaila Ayala. O filme foi indicado também a Melhor Filme Estrangeiro do Festival de Burbank.

Estamos sempre prestes a tomar decisões que definem quem somos e o que enfrentamos no nosso dia a dia. Elder (Marco Ricca) administra o hotel herdado de seu pai. Em suas mãos, o hotel passou de um resort de luxo para um hotel à beira da falência. Ele é a epítome da pessoa cuja vida foi fácil, mas no auge dos cinquenta anos ele enfrenta as consequências de uma vida excessiva, com um vício errático em álcool e cocaína. O fracasso de sua vida profissional reflete em seu casamento, que está em ruínas e sem perspectivas de melhoria. No limite de seu equilíbrio emocional, Elder coloca tudo em risco ao enfrentar seus demônios e as consequências de suas decisões. Uma história que tem nuances dramáticas particulares a muitos núcleos familiares brasileiros.

Marco Ricca comenta sobre seu personagem, “O Elder está em um momento delicado da vida, com vários problemas financeiros e emocionais e ele tenta enfrentá-los, dentro das impossibilidades que ele tem como ser humano, meio frágil, meio falho. Você assiste à trajetória desse personagem indo por um movimento totalmente vertiginoso em relação à vida dele. Você nunca tem muita certeza de se o que ele está vivendo é real ou está num mundo próprio dele. É um cara que está em constante abstinência, com todas as dores que isso traz – enfrentando uma separação e enfrentando também a perda de algo que é importantíssimo para ele, que é o hotel que herdou do pai e do qual ele não conseguiu fazer algo rentável”.

Figura central dos devaneios de Elder, a garota de programa Letícia (Thaila Ayala) aparece na vida do protagonista e logo some, misteriosamente. “A personagem trata de uma garota de programa com uma personalidade enigmática, nada decifrável, que desaparece de forma bem misteriosa. Ela é muito intensa, com uma personalidade de muitas camadas, de leitura difícil. Uma hora ela é uma coisa, outra hora ela é outra. Essa é a grande curiosidade sobre ela é o que me levou a me apaixonar pela personagem. Foi um trabalho muito desafiador, tudo muito denso, tenso e intenso”, diz Thaila sobre sua personagem.

Um ponto importante em LAMENTO é o hotel, propriedade do Elder. Mais do que uma locação, o hotel é um personagem dentro da história e por isso de grande importância para a narrativa do filme. Um desafia da produção foi conciliar o orçamento do projeto com o que era viável produzir de fato e a solução foi usar um hotel em operação e que possuía um andar inteiro com a decoração original e que permitisse ter um ponto de partida nas intervenções necessárias. “A nossa direção de arte modificamos completamente o térreo e o primeiro andar do hotel para adequá-lo ao que queríamos. A equipe trabalhou majestosamente integrada e harmonicamente alcançando um resultado incrível. Arte, fotografia, produção, todos se esforçaram para atingir uma qualidade absurda e acaba sendo um momento que reflete o trabalho de todos no filme. Um esforço coletivo, feito com muito amor ao cinema e que reflete no resultado.”, conta o diretor Diego Lopes.

LAMENTO chega aos cinemas com distribuição da Moro Filmes.

Sinopse

Sem perspectiva de uma vida melhor e no seu limite emocional, Elder enfrenta o período mais difícil de sua vida e as sérias consequências de suas decisões.

Ficha Técnica

Direção: Diego Lopes e Claudio Bitencourt

Elenco Principal: Marco Ricca, Thaila Ayala, Veronica Rodrigues, Otavio Linhares, Ilva Niño

Produção: Oger Sepol Produções

Produção executiva: Diego Lopes e Diana Moro

Direção de produção: Andrea Tomeleri

Roteiro: Diego Lopes

Direção de fotografia e operação de câmera: Felipe Meneghel

Direção de arte: Alex Rocca

Trilha sonora: Maycon Ananias

Mixagem: Alexandre Rogoski

Montagem: Claudio Bitencourt

Distribuição: Moro Filmes

Festivais:

·      Nashville Film Festival

·      Kansas International Film Festival

·      52o Festival de Brasilia (Mostra Territorio Brasil)

·      41O Cairo International Film Festival

·      Katra Film Series (NY) – Premio do Publico de Melhor Filme

·      Inffinito Brazilian Film Festival

·      37o Bogocine – Festival de Cine de Bogota

·      11O Festin – Premio de Melhor Ator

·      Festival de Cinema da Lapa – Premio de melhor ator, atriz, direção de fotografia e direção de arte

Sobre os Diretores

Diego Lopes e Claudio Bitencourt possuem uma variada filmografia com diversos curtas-metragens, programas para TV aberta e fechada e shows licenciados para VOD. Lamento é o primeiro longa-metragem da dupla.

Sobre a Distribuidora

A Moro Filmes atua desde 2010 como distribuidora e produtora independente focada na produção de nicho: filmes de gênero (fantástico / terror / suspense) e mais recentemente LBGTQ+.A empresa ficou conhecida por exibições alternativas de filmes de gênero, onde o público era convidado a interagir com a obra, com banhos de sangue, cantoria em teatros ou exibição externa com transmissão de som via rádio. Além de uma inusitada pré-estréia em um estádio de futebol, que levou mais de 1500 pessoas ao Estádio Couto Pereira em Curitiba. Responsável pela distribuição de filmes nacionais em mais de 40 países, principalmente pela América Latina, a Moro Filmes se destaca por trabalhar individualmente cada projeto. Entre seus títulos mais conhecidos estão: “Morgue Story”, “Nervo Craniano Zero”, os documentários “Iván”, “Cativas” e “Alex Câmera 10”, em 2020 chegará a lançar os inéditos: “Lamento” com Marco Ricca e Thaila Ayala e “A Batalha de Shangri-lá” com Maria Ceiça, Ingra Lyberato e Gustavo Machado. A Moro Filmes é co-distribuidora e sales agent de “Alice Junior”.
Trailer de “O Jardim Secreto de Mariana”, novo filme de Sergio Rezende

Trailer de “O Jardim Secreto de Mariana”, novo filme de Sergio Rezende

Andréia Horta e Gustavo Vaz são os protagonistas do longa-metragem que estreia no dia 16 de setembro, exclusivamente nos cinemas

A H2O Films, Arpoador Audiovisual e Morena Filmes acabam de divulgar o trailer e o cartaz oficiais do filme “O Jardim Secreto de Mariana”, que chega aos cinemas no dia 16 de setembro. O longa-metragem é dirigido e escrito pelo premiado cineasta Sergio Rezende, conhecido por obras como “O Homem da Capa Preta”, “Guerra de Canudos” e “O Paciente – O Caso Tancredo Neves”. O filme tem produção da Arpoador Audiovisual e da Morena Filmes, e coprodução da Globo Filmes. A distribuição é da H2O Films.

ASSISTA AO TRAILER AQUI: https://youtu.be/RzO7IbX8BVQ

“Às vezes, para ter o bom, é preciso passar pelo que é ruim”. A frase, dita por um dos personagens de “O Jardim Secreto de Mariana”, resume a essência do processo de investigação emocional vivido por João (Gustavo Vaz) e Mariana (Andreia Horta) nesta trama sensível em que o amor é o instinto mais forte. O casal apaixonado parece ter uma vida tranquila e perfeita, morando em uma chácara cercada pela natureza e produzindo o próprio alimento, mas a relação começa a sofrer com o desgaste infligido pela impossibilidade de gerar um filho, o maior sonho de Mariana. 

Cinco anos depois de uma separação traumática, João decide partir numa longa jornada de bicicleta para reencontrar Mariana e convencê-la de que o romance nunca deveria ter acabado. O amor, que apesar de toda a mágoa e ressentimento ainda é intenso entre os dois, é então posto em xeque à medida que eles são obrigados a confrontar as dores do passado.

Para amadurecer as reflexões propostas neste novo trabalho, Sergio Rezende buscou inspiração em um dos documentários de sua própria filmografia, o ensaio cinematográfico “O Cinema É Meu Jardim” (2004), além de ter contado no roteiro com a parceria da filha, a escritora, poeta e editora de cinema Maria Rezende. 

“A narrativa e a construção cinematográfica deste filme não são tradicionais. É meu filme mais sensível, poético e intuitivo”, revela o diretor, que enxerga este filme como uma “resposta artística ao momento truculento que estamos vivendo no Brasil”.

“O Jardim Secreto de Mariana” foi rodado ao longo de quatro semanas no Instituto Inhotim, em Minas Gerais, e em Nova Friburgo, no Rio de Janeiro.

SINOPSE

João (Gustavo Vaz) e Mariana (Andreia Horta) são apaixonados, mas têm sua relação interrompida de maneira intempestiva. Cinco anos depois da separação abrupta, ele decide seguir seu instinto e parte numa longa jornada de bicicleta para tentar convencê-la de que o romance nunca deveria ter acabado. O amor, que ainda existe entre os dois, é então posto em xeque.

ELENCO

Andreia Horta – Mariana
Gustavo Vaz – João 
Paulo Gorgulho – Zé Cristiano
Denise Weinberg – Linda

FICHA TÉCNICA

Direção – Sergio Rezende      
Produção – Erica Iootty         
Produtores Associados – Mariza Leão, Carlos Diegues
Roteiro – Sergio Rezende
Colaboração de Roteiro – Maria Rezende
Fotografia – Felipe Reinheimer, ABC.
Montagem – Maria Rezende, EDT.
Música – Berna Ceppas
Direção de Arte – Raphael Vinagre
Figurino – Joanna Ribas
Maquiagem – Adriano Manques
Produção Executiva – Tathiana Mourão e Cristiane Façanha                      
Produção de Elenco – Marcela Altberg
Produção de Finalização – Thiago Pimentel             
Som Direto – Felipe Machado
Edição de Som – Tomás Alem, Bernardo Uzeda
Mixagem – Rodrigo Noronha                                                        

Distribuição – H2O Films
Produção – Morena Filmes e Arpoador Audiovisual
Coprodução – Globo Filmes