Exibido no Festival de Roterdã, ‘Desterro’ estreia em 22 de setembro

Exibido no Festival de Roterdã, ‘Desterro’ estreia em 22 de setembro

Exibido nos Festivais de Roterdã, onde aconteceu a première mundial, e Viennale, filme fala de forma poética sobre a vida interior e política de uma mulher e seus embates

Premiada documentarista, Maria Clara Escobar estreia na direção de ficção com o longa DESTERRO, que teve sua première internacional no Festival de Roterdã, e depois foi exibido no Festival do Rio, entre outros. Com roteiro assinado pela própria diretora, o filme é protagonizado por Carla Kinzo e Otto Jr (da série “Arcanjo Renegado”). O elenco também conta com a participações de atrizes renomadas, como Bárbara Colen (Bacurau, Quanto mais vida melhor), Isabél Zuaa (A Viagem de Pedro), Georgette Fadel (Aruanas), Grace Passô (Temporada) e Maria José Novais Oliveira (Ela Volta na Quinta). O longa chega ao circuito nacional no próximo dia 22 de setembro, com distribuição da Embaúba Filmes.

Diretora do documentário “Os dias com ele”, sobre sua relação com o pai, o filósofo e professor Carlos Henrique Escobar, Maria Clara traz a sua visão poética de cinema e de mundo para sua primeira ficção. O roteiro, que fala da relação de uma mulher com o mundo, dá sequência à investigação de Maria Clara sobre o que pode significar família e tenta traçar possíveis futuros. O roteiro conta ainda com a colaboração da atriz e protagonista Carla Kinzo e do cineasta Caetano Gotardo.

DESTERRO é definido como um embate. Não apenas entre Laura (Kinzo) e Israel (Otto Jr.), mas também entre o que define os limites entre vida pessoal e pública.

Maria Clara aponta que o próprio cinema é um reflexo desse embate. “Penso que o próprio gesto de fazer um filme é sempre um pouco isso, se elaborar um desejo, pensar em imagens e nunca conseguir exatamente realizar aquilo, mas sim realizar outra coisa que é o não-aquilo.”

Maria Clara, que também é poeta, explica como foi o processo de filmagem e a sua relação com a poesia: “Em cada cena havia um poema como referência, e o trabalho foi transformar os sentimentos em palavras, e as retrabalhar em ideias ou sentimentos novamente. Não acredito que as palavras devam gerar imagens na leitura do roteiro. Penso que devemos ter essa liberdade na criação de um filme.”

Sem perder o seu viés político no entanto, a diretora afirma: “Para mim não existe discurso versus estética. A forma de contar é a forma politica de fazer o filme para além dos modos de produção. É sobre como você conta e com que linguagem você está compactuando para fazer isso. Como você enquadra, quem você enquadra e como esse personagem enquadrado se submete ao teu quadro ou não. Então com certeza todas as opções estéticas que estão ali são decisões e posicionamentos políticos.

A equipe técnica conta com fotografia de Bruno Risas (Era o Hotel Cambridge); coreografia de Flávia Meirelles, fundamental na preparação física dos atores; direção de arte de Juliana Lobo (Todos os mortos); e montagem de Patricia Saramago (O Quarto de Vanda, Deserto Particular). A produção é de Paula Pripas, da Filmes de Abril, em coprodução com a Terratreme Filmes (Portugal) e Frutacine (Argentina).

Sinopse

Desterro. Descompasso. O que se passa dentro de Laura (Carla Kinzo) parece estar sempre em um espaço diferente e em um ritmo distinto daquilo que se espera dela.

Desconfortável, Laura decide sair de casa e seguir uma jornada pessoal sem rumo definido.

Num percurso de autodescoberta, ela se depara com situações imprevisíveis e outras histórias de vida que vão reconfigurar suas próprias ideias.

Ficha técnica: 

Direção e Roteiro MARIA CLARA ESCOBAR 

Direção de Fotografia BRUNO RISAS 

Direção de Arte JULIANA LOBO 

Montagem PATRÍCIA SARAMAGO 

Som TALES MANFRINATO 

Edição de Som NAHUEL PALENQUE 

Mixagem LEANDRO DE LOREDO 

Produção FILMES DE ABRIL 

Co-produção TERRATREME FILMES e FRUTACINE 

Produtores PAULA PRIPAS, JOÃO MATOS, IVAN EIBUSZYC 

Distribuidora EMBAÚBA FILMES 

Duração: 123 minutos

SOBRE A DIRETORA 

Maria Clara Escobar é diretora, roteirista de cinema e poeta. 

Em 2020, o seu primeiro longa-metragem de ficção “Desterro”, escrito e dirigido por ela, estreou na Tiger Competition do prestigiado Festival de Roterdã. No mesmo ano, “Desterro” foi selecionado para o Festival de Gotemburgo, Taipei Film Festival,  Viennale,  Berwick Film & Media Arts e Doc.Lisboa, entre outros. 

Maria Clara também escreveu e dirigiu o longa documentário “Os Dias Com Ele”, vencedor dos prêmios de melhor filme, Júri jovem e prêmio Itamaraty na Mostra de Cinema de Tiradentes. O filme também recebeu prêmios no festival Cachoeira.Doc, Festival Internacional de Havana, entre outros. Foi lançado comercialmente pela Vitrine Filmes em 18 cidades do Brasil e em dvd pelo Instituto Moreira Salles. 

Além dos longas, Maria Clara escreveu e dirigiu três curtas-metragens: “Domingo” (2004), selecionado para o ciclo de escolas do Festival de San Sebastián, “Passeio de Família” (2010) e “Onde Habito” (2020), dentro programa Sesc ComVida.

Maria Clara foi co-roteirista e diretora assistente do longa-metragem “Histórias Que Só Existem Quando Lembradas”, de Julia Murat.

Como roteirista, também escreveu o longa premiado no Festival Cinéma du Réel, de Bruno Risas “Ontem Havia Coisas Estranhas no Céu” e colaborou no roteiro do filme “Antes que o mundo acabe” de Anna Luiza Azevedo.

Formada na Escola de Cinema Darcy Ribeiro no Rio de Janeiro,  teve, ainda na Escola, seu roteiro “Curió” publicado na revista “Cadernos de Cinema”, organizado pelo crítico José Carlos Avellar.

Publicou os livros de poemas: “MEDO, MEDO, MEDO”, (Nosotros, Editorial, 2019), Um Novo Mar Dentro de Mim (Quelônio, 2021), Zonas de Guerra (nosotros, editorial; 2021)

SOBRE A DISTRIBUIDORA 

A Embaúba Filmes é uma distribuidora especializada em cinema brasileiro, criada em 2018 e sediada em Belo Horizonte. Seu objetivo é contribuir para a maior circulação de obras autorais brasileiras. Ela busca se diferenciar pela qualidade de seu catálogo, que já conta com mais de 40 títulos, em pouco mais de 4 anos de atuação, apostando em filmes de grande relevância cultural e política. A empresa atua também com a exibição de filmes pela internet, por meio da plataforma Embaúba Play, que exibe não apenas seus próprios lançamentos, como também obras de outras distribuidoras e contratadas diretamente com produtores, contando hoje com 500 títulos em seu acervo, dentre curtas, médias e longas-metragens do cinema brasileiro contemporâneo.

PALOMA está entre os pré-selecionados para representar o Brasil no Oscar

PALOMA está entre os pré-selecionados para representar o Brasil no Oscar

Inspirado na história real de uma mulher transexual que sonha em casar na igreja, filme chega aos cinemas em 3 de novembro

O novo longa de Marcelo Gomes, PALOMA, está entre os pré-selecionados para disputar a vaga de representante do Brasil no Oscar na categoria Melhor Longa-Metragem em Língua Estrangeira. O anúncio foi feito nessa terça-feira pela Academia Brasileira de Cinema, e o escolhido será divulgado na próxima segunda (05). O longa fará sua estreia nacional no Festival do Rio, no qual participa da Mostra Competitiva da Première Brasil, que acontece entre 6 e 16 de outubro, e depois chega aos cinemas em 10 de novembro.

“Fico muito feliz com essa pré-seleção,  pois PALOMA é um filme que fala de amor e fé sob o ponto de vista de personagens que são muito pouco representados no cinema brasileiro. Graças a essa indicação do filme, eles e elas terão uma maior visibilidade, e suas histórias serão levadas a um maior número de brasileiros e brasileiras”, define o diretor. A personagem-título do longa é uma mulher transexual que sonha em se casar numa igreja católica.

Selecionado para diversos festivais nacionais, como o Festival do Rio, e internacionais, em cidades como Londres e Huelva, o filme fez sua première mundial no Festival de Munique em julho passado.

Produzido pela pernambucana Carnaval Filmes, em coprodução com a portuguesa Ukbar Filmes, o longa será lançado em cinemas pela Pandora Filmes, e as vendas internacionais estão a cargo da Memento Films, que já trabalhou internacionalmente filmes premiados como Chame pelo meu nome, Sono de Inverno e A separação.

Kika Sena, arte-educadora, diretora teatral, atriz, poeta e performer, interpreta Paloma, uma mulher trans que trabalha como agricultora no sertão de Pernambuco. Seu maior sonho é se casar na igreja católica, com seu namorado Zé (Ridson Reis). Eles já vivem juntos, e criam uma filha de 7 anos chamada Jenifer (Anita de Souza Macedo). O padre, porém, recusa o pedido, mas nem por isso Paloma desistirá de realizar seu sonho.

O roteiro assinado por Marcelo Gomes, Armando Praça e Gustavo Campos, partiu de uma notícia que o diretor leu num jornal sobre uma mulher trans que sonhava em casar numa igreja católica com véu e grinalda.

Em sua equipe artística, PALOMA conta Pierre de Kerchove (“Eu quero voltar sozinho, “Joaquim”), na direção de fotografia; Rita M. Pestana (“Fortaleza Hotel”) assina a montagem; e a direção de arte é de Marcos Pedroso (“Cinema, Aspirinas e Urubus, “Madame Satã”). O casting foi feito por Maria Clara Escobar. E preparação de elenco por Silvia Lourenço. A produção do filme é de João Vieira Jr. e Nara Aragão.

Sinopse

Paloma é uma mulher trans que está decidida a realizar seu maior sonho: um casamento tradicional, na igreja, com o seu namorado Zé. Ela trabalha duro como agricultora numa plantação de mamão, e está economizando para pagar a festa. A recusa do padre em aceitar seu pedido obrigará Paloma a enfrentar a sociedade rural. Ela sofre violência, traição, preconceito e injustiça, mas nada abala sua fé.

Ficha Técnica

Direção: Marcelo Gomes

Roteiro: Marcelo Gomes, Armando Praça e Gustavo Campos

Produzido por:  João Vieira Jr. e Nara Aragão

Coprodutores: Pandora da Cunha Teles, Pablo Iraola e Ernesto Soto Canny

Produtores Associados: Paula Cosenza, Caio Gullane e Fabiano Gullane

Elenco: Kika Sena, Ridson Reis, Zé Maria, Suzy Lopes, Ana Marinho, Samya de Lavor, Wescla Vasconcellos, Patrícia Dawson, Nash Laila, Márcio Flecher, Buda Lira, Anita de Souza Macedo

Direção de Fotografia: Pierre de Kerchove

Montagem: Rita M. Pestana

Direção de Arte: Marcos Pedroso

Coprodução: Carnaval Filmes, Gullane, Misti Filmes, Ukbar Filmes, REC Produtores.

Distribuição no Brasil: Pandora Filmes.

Agente de Venda Internacional: Memento International

Locações: filmado na cidade do Crato (sertão do Cariri, Ceará) e na Ilha de Itamaracá (Pernambuco).

Gênero: drama

Sobre Kika Sena

Kika Sena é atriz, arte-educadora, diretora teatral, poeta e performer brasileira. Graduada em Licenciatura em Artes Cênicas pela Universidade de Brasília (UnB) e mestranda em Teoria em Prática das Artes Cênicas pela Universidade Federal do Acre, Kika Sena é pesquisadora nas áreas de gênero, sexualidade, raça e classe. A partir de 2015, vem desenvolvendo pesquisas relacionadas à área de voz e palavra em performance com cunho político referente ao corpo da mulher trans e travesti na cena teatral e social brasileira. Em 2017 lançou o livro Periférica, pela Padê Editorial, antecedido por Marítima, 2016, publicação independente. Sua publicação mais recente, também de forma independente, é a zine Subterrânea, de 2019. Também em 2019 dirigiu o espetáculo teatral Transmitologia (DF). Já em 2020, em parceria com AsAguadeiras, dirigiu o espetáculo teatral “DesQuite”(AC). Seu trabalho teatral mais recente é o espetáculo Ovelha Dolly (AC), dirigido por Sarah Bicha.

Sobre Marcelo Gomes

Cineasta nascido em Recife, teve seus primeiros contatos com o cinema como participante de um cineclube. Em 2002, foi corroteirista do longa-metragem Madame Satã, de Karim Aïnouz. Em 2005, lançou seu primeiro longa-metragem, Cinema, aspirinas e urubus, selecionado para a mostra Um Certo Olhar do Festival de Cannes. Em 2012, dirigiu e roteirizou Era uma vez eu, Verônica, filme vencedor de sete prêmios no Festival de Brasília. O homem das multidões (2013), codirigido com Cao Guimarães, foi selecionado para a mostra Panorama do Festival de Berlim. Seu filme de ficção mais recente, Joaquim (2017), foi selecionado para a competição pelo Urso de Ouro na Berlinale. Seu documentário Estou me guardando para quando o carnaval chegar estreou nos cinemas em 2019, e ganhou diversos prêmios, entre eles Melhor Documentário no Festival Melhores do Ano do Sesc, e Melhor Documentário e Melhor Montagem, no Grande Prêmio do Cinema Brasileiro.

Sobre a Carnaval Filmes

A Carnaval Filmes é uma empresa produtora de audiovisual sediada no Recife, fundada e dirigida por Nara Aragão e João Vieira Jr. Atuando na produção cinematográfica, de conteúdo televisivo e dialogando com outras áreas de criação artística e da cocriação em música, teatro, fotografia e literatura, através da troca com talentos de outros estados e países. A Carnaval atualmente produz a série de animação “Bia Desenha”, o documentário “Estou Me Guardando Para Quando o Carnaval Chegar” e os longas “Paloma”, “Fim de Festa” “Greta Garbo”, em finalização.

Sobre a Pandora Filmes

A Pandora é uma distribuidora de filmes independentes que há 30 anos busca ampliar os horizontes da distribuição de filmes no Brasil revelando nomes outrora desconhecidos no país, como Krzysztof Kieślowski, Theo Angelopoulos e Wong Kar-Wai, e relançando clássicos memoráveis em cópias restauradas, de diretores como Federico Fellini, Ingmar Bergman e Billy Wilder. Sempre acompanhando as novas tendências do cinema mundial, os lançamentos recentes incluem “O Apartamento”, de Asghar Farhadi, vencedor do Oscar de Melhor Filme Estrangeiro; e os vencedores da Palma de Ouro de Cannes: “The Square – A Arte da Discórdia”, de Ruben Östlund e “Parasita”, de Bong Joon Ho.

Paralelamente aos filmes internacionais, a Pandora atua com o cinema brasileiro, lançando obras de diretores renomados e também de novos talentos, como Ruy Guerra, Edgard Navarro, Sérgio Bianchi, Beto Brant, Fernando Meirelles, Gustavo Galvão, Armando Praça, Helena Ignez, Tata Amaral, Anna Muylaert, Petra Costa, Pedro Serrano e Gabriela Amaral Almeida.

Dirigido por Lucas Bambozzi, LAVRA estreia nos cinemas dia 8 de setembro

Dirigido por Lucas Bambozzi, LAVRA estreia nos cinemas dia 8 de setembro

Documentário sobre os impactos da mineração na paisagem, na vida e na alma de Minas Gerais discute as tragédias causadas pelas mineradoras

Assista ao trailer: https://youtu.be/dBejBh2JCwQ

Após percurso por importantes festivais como o IDFA 2021 (Amsterdã), Hotdocs 2022 (Toronto), Festival de Cine de Lima e prêmios no Festival de Brasília e Mostra Ecofalante, documentário mineiro entra em cartaz no dia 08 de setembro de 2022.

Lavra” é um documentário híbrido, onde uma personagem ficcional interage com personagens e situações reais. Com produção da Trem Chic Cine Video Lab, produtora que tem como um dos sócios o videoartista Eder Santos, dirigido por Lucas Bambozzi e escrito por Christiane Tassis, o longa aborda os impactos da mineração na paisagem de Minas Gerais.

O filme mostra a jornada da geógrafa Camila, emigrante de Governador Valadares. Interpretada por Camila Mota, atriz do Teatro Oficina. Ela retorna dos Estados Unidos para sua terra natal, quando o rio Doce foi contaminado pelo rompimento da barragem do Fundão, em Mariana. Camila segue o caminho da lama tóxica que varreu povoados do mapa e matou 19 pessoas, deparando-se com paisagens, comunidades e pessoas devastadas. Governador Valadares, Baguari, Território Krenak, Ouro Preto, Itabira, Paracatu de Baixo, Bento Rodrigues, Serro, Conceição do Mato Dentro, são algumas das cidades retratadas. Até que outra barragem se rompe, em Brumadinho, matando cerca de 300 pessoas. Ao ver a tragédia de perto, ela sente-se pela primeira vez atingida e se envolve com movimentos de resistência.

O filme teve sua World Premiere em 17 de novembro de 2021 no prestigiado IDFA (Festival Internacional de Documentários de Amsterdã), considerado o maior festival no gênero. Selecionado entre os 985 filmes inscritos para o Festival de Brasília, participou da Mostra Competitiva, nos dias 08 e 09 de dezembro, sendo premiado na Categoria “Melhor Som” e “Fotografia”. Foi exibido no One World Festival, na República Tcheca, dedicado a direitos humanos, na 25ª Mostra de Cinema de Tiradentes, no disputado Hotdocs de Toronto, no 26º Festival de Cine de Lima, e segue sendo convidado para importantes festivais pelo mundo. Na 11ª Mostra Ecofalante, em 2022, recebeu o prêmio de melhor longa-metragem pelo público, atestando o impacto que o filme vem causando nas pessoas. 

A estreia nos cinemas em setembro de 2022 traz à tona a atualidade e a urgência das discussões em torno das atividades do megaextrativismo no Brasil, para  além do estado de Minas Gerais, onde vem acontecendo uma série de retrocessos no campo ambiental.

Lavra” é um documentário híbrido, onde uma personagem ficcional interage com personagens e situações reais. Com produção da Trem Chic Cine Video Lab, produtora que tem como um dos sócios o videoartista Eder Santos, dirigido por Lucas Bambozzi e escrito por Christiane Tassis, o longa aborda os impactos da mineração na paisagem de Minas Gerais.

O filme mostra a jornada da geógrafa Camila, emigrante de Governador Valadares. Interpretada por Camila Mota, atriz do Teatro Oficina. Ela retorna dos Estados Unidos para sua terra natal, quando o rio Doce foi contaminado pelo rompimento da barragem do Fundão, em Mariana. Camila segue o caminho da lama tóxica que varreu povoados do mapa e matou 19 pessoas, deparando-se com paisagens, comunidades e pessoas devastadas. Governador Valadares, Baguari, Território Krenak, Ouro Preto, Itabira, Paracatu de Baixo, Bento Rodrigues, Serro, Conceição do Mato Dentro, são algumas das cidades retratadas. Até que outra barragem se rompe, em Brumadinho, matando cerca de 300 pessoas. Ao ver a tragédia de perto, ela sente-se pela primeira vez atingida e se envolve com movimentos de resistência.

O filme teve sua World Premiere em 17 de novembro de 2021 no prestigiado IDFA (Festival Internacional de Documentários de Amsterdã), considerado o maior festival no gênero. Selecionado entre os 985 filmes inscritos para o Festival de Brasília, participou da Mostra Competitiva, nos dias 08 e 09 de dezembro, sendo premiado na Categoria “Melhor Som” e “Fotografia”. Foi exibido no One World Festival, na República Tcheca, dedicado a direitos humanos, na 25ª Mostra de Cinema de Tiradentes, no disputado Hotdocs de Toronto, no 26º Festival de Cine de Lima, e segue sendo convidado para importantes festivais pelo mundo. Na 11ª Mostra Ecofalante, em 2022, recebeu o prêmio de melhor longa-metragem pelo público, atestando o impacto que o filme vem causando nas pessoas. 

A estreia nos cinemas em setembro de 2022 traz à tona a atualidade e a urgência das discussões em torno das atividades do megaextrativismo no Brasil, para  além do estado de Minas Gerais, onde vem acontecendo uma série de retrocessos no campo ambiental.

Lavra” será lançado no Brasil pela Pandora Filmes

Sinopse

Camila, geógrafa, retorna à sua terra natal depois de o rio de sua cidade ser contaminado pelo maior crime ambiental do Brasil, provocado por uma mineradora transnacional. Camila segue o caminho da lama que atingiu o rio, varreu povoados, tirou vidas e deixou um rastro de morte e destruição, e começa a repensar seu estilo de vida. Decide fazer um mapeamento dos impactos da mineração em Minas Gerais e se envolve com ativistas e movimentos de resistência, saindo do individualismo para a coletividade. Lavra é um road-movie sobre perder um mundo e tentar recuperá-lo, sobre pertencimento e identidade, na guerra em curso entre capitalismo e a natureza.

Ficha Técnica

Lavra, Brasil, 2021, 101′, Livre

Direção: Lucas Bambozzi

Produtora: Trem Chic 

Argumento e roteiro: Christiane Tassis

Atriz: Camila Mota

Produtor: André Hallak

Produção executiva: Eder Santos

Montagem: Fabian Remy

Música: O GRIVO e Stephen Vitiello

Último longa do ator Rubens Caribé, Cano Serrado estreia quinta

Último longa do ator Rubens Caribé, Cano Serrado estreia quinta

Último longa-metragem do ator Rubens Caribé, thriller policial critica o uso indiscriminado de armas no Brasil

Cano Serrado”, novo longa-metragem de Erik de Castro, estreia nesta quinta-feira, 25 de agosto, nos cinemas. O filme é o último trabalho nos cinemas do ator Rubens Caribé, que morreu em junho deste ano. O thriller policial conta com a supervisão artística de Edu Felistoque e José Alvarenga Júnior. A produção é da BSB Cinema Produções, em coprodução com Globo Filmes e Felistoque Filmes. A H2O Films assina a distribuição.

Na trama, Sebastião (Caribé) é um sargento que busca vingança pela morte de seu irmão, um caminhoneiro. O destino dele se cruza com os de Luca (Jonathan Haagensen) e Manuel (Paulo Miklos), dois policiais da cidade grande que partem para o interior rumo a um passeio de fim de semana. Na estrada, a dupla é atacada por uma milícia e, ao fugir dos bandidos, Luca acaba sendo equivocadamente capturado pela polícia local e confundido com o responsável pela morte do irmão de Sebastião.

O sargento, que carrega sua escopeta calibre 12 de cano serrado, mantém Luca preso mesmo que a única prova contra ele seja o seu “instinto”. Com o desaparecimento dos dois oficiais, seus colegas da capital partem atrás deles, após serem alertados pela esposa de Luca, Roberta (Naruna Costa). É quando entram em cena o delegado Marcos (Fernando Eiras), a perita Sílvia (Sílvia Lourenço) e o agente Rico (Milhem Cortaz). O embate coloca em pauta a disputa entre as polícias e a busca por justiça com as próprias mãos… ou vingança.

O longa-metragem foi rodado em Brasília e seus arredores, cidade que também foi cenário de “Faroeste Caboclo”, adaptação da música do Legião Urbana. A terra do planalto central volta a ser palco de um faroeste que opõe dois grupos de homens da lei em uma terra sem lei. Propondo um questionamento sobre o uso indiscriminado de armas de fogo e ambientado na fictícia cidade do interior de Cotas, na região Centro-Oeste, “Cano Serrado” leva para as telas uma história de violência, luta por poder e sobrevivência.

SINOPSE:

Sargento Sebastião está em busca de vingança: seu irmão, um caminhoneiro, foi morto. Ele está disposto a tudo para fazer justiça, mesmo que seja com as próprias mãos. O sargento confunde dois policiais com suspeitos e age sem provas. O embate gera uma guerra entre os “homens da lei” em uma terra sem lei.

ELENCO:

Rubens Caribe

Milhem Cortaz

Jonathan Haagensen

Paulo Miklos

Fernando Eiras

Silvia Lourenço

Naruna Costa

Cibele Amaral

Cesário Augusto

Rodrigo Brassoloto

Sergio Cavalcante

e apresentando Antônio do Rosário

FICHA TÉCNICA:

Diretor: Erik de Castro

Argumento e Roteiro: Erik de Castro

Produtores: Keilla Pinheiro, Erik de Castro e Edu Felistoque

Produtores associados: José Alvarenga, Edu Felistoque e Cibele Amaral

Diretora de Arte: Luiza Conde

Diretor de Fotografia: Edu Felistoque e Will Pacini

Montadores/editores : Gab Felistoque e Edu Felistoque

Supervisão Artística: Edu Felistoque e José Alvarenga Júnior

Trilha Sonora Original: Patrick de Jongh

Produção: BSB Cinema Produções

Coprodução: Globo Filmes e Felistoque Filmes

Distribuição : H2O Films

Com participação de Investimage – Funcine e BRB Brasília Funcine

DIRETOR E ROTEIRISTA

Erik De Castro 

Diretor, produtor, roteirista. Formado pelo Departamento de Cinema do Los Angeles City College (EUA), com especialização em direção de atores pela Escola Internacional de Cinema e Televisão de San Antonio Los Baños, em Cuba. Diretor e roteirista do thriller policial “Federal”, cujo roteiro foi selecionado para o 5o Laboratório de Roteiros do Instituto Sundance no Brasil. Como roteirista, também atuou na série “A Divisão”, exibida na Globoplay. É diretor e roteirista dos longas-metragens “Cano Serrado” e “Amado”, com distribuição da Downtown Filmes.

SUPERVISORES ARTÍSTICOS

A supervisão artística fica a cargo dos cineastas, Edu Felistoque e José Alvarenga JúniorEdu Felistoque, assina também a fotografia, a montagem e a produção do longa junto com seus parceiros.

José Alvarenga Júnior

Diretor, roteirista e supervisor artístico Netflix (ex-Globo Filmes). Filmografia cinema: “Dez segundos pra vencer”; “Os normais 3”; “Intimidade entre estranhos”; “Divã”; “Os normais – O filme”; Filmografia TV: “Malhação”, novela; “Força Tarefa”, seriado; “Minha Nada Mole Vida”, seriado; “Os Normais”, seriado; “Mulher”, seriado.

Edu Felistoque

Diretor cinematográfico, roteirista, diretor de fotografia, montador e produtor associado a Felistoque Filmes. Dirigiu e produziu conteúdos audiovisuais para TV e Cinema, onde acumulou diversos prêmios por seus longas- metragens documentários como , “Cracolândia” e de ficção como, “400 contra um, a história do crime organizado”, “Inversão”, “Insubordinados”, “Hector” e “Toro” e a série de ficção para TV , “Bipolar “ (exibidos nos canais: Brasil, Warner, Sony, Universal e Netflix); e agora, os longas de ficção “Cano Serrado”, Globo Filmes e H20 e “Amado”, pela distribuidora Downtown.

PRODUTORA – BSB CINEMA PRODUÇÕES

Principais projetos realizados: Trilogia da II Guerra Mundial – documentários “Senta a Pua!” (1999; de Erik de Castro), “A Cobra Fumou” (2003; de Vinícius Reis) e “O Brasil na Batalha do Atlântico” (2013; de Erik de Castro) e o longa-metragem policial “Federal” (2010; de Erik de Castro). Atualmente tem sete projetos com diferentes parceiros, em diferentes fases de desenvolvimento e finalização entre eles o longa “Amado” com a distribuidora Downtown e “Buscando Buskers” com o canal Music Box Brasil.

COPRODUTORA – GLOBO FILMES

Desde 1998, a Globo Filmes já participou de mais de 200 filmes, levando ao público o que há de melhor no cinema brasileiro. Com a missão de contribuir para o fortalecimento da indústria audiovisual nacional, a filmografia contempla vários gêneros, como comédias, infantis, romances, dramas e aventuras, apostando na diversidade e em obras que valorizam a cultura brasileira. A Globo Filmes participou de alguns dos maiores sucessos de público e de crítica como “Que Horas Ela Volta?”, “Tropa de Elite 2”, “Se Eu Fosse Você 2”, “2 Filhos de Francisco”, “O Palhaço”, “Getúlio”, “Carandiru” e “Cidade de Deus” — com quatro indicações ao Oscar. Suas atividades se baseiam em uma associação de excelência com produtores independentes e distribuidores nacionais e internacionais.

COPRODUTORA – FELISTOQUE FILMES

A Felistoque Filmes do sócio-fundador, Edu Felistoque, (diretor cinematográfico, produtor executivo, roteirista, diretor de fotografia e montador), acumula diversos prêmios em festivais por suas produções, que vão dos filmes documentais como , “Cracolândia” e de ficção, como, “400 contra um” , “Inversão”, “Insubordinados”, “Hector” e “Toro” (canais: Brasil, Sony, Universal, Paramount) a série de tv “Bipolar ” (canais: Brasil, Warner, Sony e Universal), da ficção aos documentários, “Mazzaropi”, “Badi”, “Buscando Buskers ” (canais: Sony, BOX Brasil) e Zagati , o longa “AMADO” com a distribuidora Downtown e “Buscando Buskers” com o canal Music Box Brasil. A produtora tem a segunda área de atuação, em 25 anos, produziu mais de 2 mil filmes publicitários.

INVESTIDOR – INVESTIMAGE

Gestora de recursos focada no setor audiovisual em operação no Brasil desde 2001. Conta com uma equipe especializada na administração de Fundos de Financiamento da Indústria Cinematográfica Nacional, responsável pelo lançamento do Investimage 1 Funcine, o BRB Brasília Funcine e o Funcine Caixa Seguros 1. Ao longo de suas operações, estabeleceu network no mercado de capitais e no mercado audiovisual, estruturando e participando dos principais investimentos entre setores. Investiu na produção dos filmes “Colegas” (2012); “Faroeste Caboclo” (2013) e “Loucas pra Casar 2” (2015); na distribuição das obras “Carrossel”, 1 e 2 (2015); “Vai que Cola” (2015) e “Porta dos Fundos” (2015); e nas produtoras Bossa Nova Films (2015); Oca Animation (2015); Glaz Entretenimento (2015); AfroReggae Audiovisual (2015) e Conspiração Filmes (2010).

DISTRIBUIDORA — H2O FILMS

Fundada em 2012, a H2O Films é uma distribuidora de Cinema com capital 100% nacional. Sua missão é potencializar ao máximo o desempenho dos filmes que lança. Em um mercado altamente competitivo, a H2O Films busca tratar e pensar cada projeto de forma exclusiva. Para isso, tem como grande diferencial a expertise em marketing e o know-how em programação de sua equipe.

A empresa é responsável pela distribuição de mais de 30 filmes, em 2014 lançou “Made in China”, com direção de Estevão Ciavatta e protagonizado por Regina Casé, com mais de 400 mil espectadores; “Cássia Eller”, de Paulo Henrique Fontenelle, que, com 72 mil espectadores, se tornou um dos documentários mais bem-sucedidos de mercado e de crítica; “Vai Que Cola – O Filme”, com a maior bilheteria de abertura nacional do ano de 2015, que contou com um público de mais de 3,2 milhões de espectadores; a continuação da comédia de Andrucha Waddington “Os Penetras 2 — Quem dá mais?” e os longas “Um Tio Quase Perfeito”, ambos com Marcus Majella, ambos em 2017. Em 2018, lançou “O Grande Circo Místico”, de Cacá Diegues, indicado pelo Brasil a concorrer a uma vaga ao Oscar, e, em 2019, a sequência da comédia “Vai Que Cola 2- O Começo” e o show “Roberto Carlos em Jerusalém 3D” que fez mais de 70 mil de público.

Entre Outubro de 2020 e Outubro de 2021, período duramente afetado pela pandemia de Covid-19, a distribuidora lançou 4 comédias para toda a família em formato híbrido de cinema e streaming: “Não Vamos Pagar Nada”, com Samantha Schmütz e Edmilson Filho, “De Perto Ela Não é Normal”, com Suzi Pires e grande elenco, “Um Tio Quase Perfeito 2”, continuação da história protagonizada por Marcus Majella, “Missão Cupido”, de Rodrigo Bittencourt, “Um Casal Inseparável”, de Sérgio Goldenberg, com Nathallia Dill e Marcos Veras, e “O Jardim Secreto de Mariana”, de Sérgio Rezende estrelado por Andréia Horta e Gustavo Vaz, e “Galeria Futuro”, de Afonso Poyart e Fernando Sanchez, com Marcelo Serrado, Otavio Muller, Aílton Graça e Luciana Paes.

Em 2022, lançou “Tarsilinha”, animação infantil de Celia Catunda e Kiko Mistrorigo, inspirada na arte de Tarsila do Amaral e licenciada para Amazon Prime.

Brasileiro CARVÃO será exibido no Festival de San Sebástian

Brasileiro CARVÃO será exibido no Festival de San Sebástian

Protagonizado por Maeve Jinkings e César Bordón, filme de Carolina Markowicz, também estará no Festival de Toronto

CARVÃO, primeiro longa da premiada curta-metragista Carolina Markowicz, será exbido no Festival de Cinema de San Sebastian, que acontece entre 16 e 24 de setembro. Antes disso, a produção terá sua première mundial na Mostra competitiva do Festival Internacional de Toronto, onde é o único filme latino selecionado, que será entre 8 e 18 de setembro.

Protagonizado por Maeve Jinkings e o argentino César Bordón (“Relatos Selvagens”, CARVÃO traz no elenco ainda Romulo Braga, Camila Márdila e Aline Marta, e será lançado nos cinemas pela Pandora Filmes, com previsão de estreia para o primeiro trimestre de 2023. O filme é produzido por Zita Carvalhosa, e coproduzido pela Biônica Filmes.

Carolina, que também assina o roteiro do longa, conta que o desejo de fazer o filme veio da angústia de ver o Brasil a cada dia mais imune aos absurdos. “Ouvimos nosso presidente dizer que preferiria ter um filho morto a um filho gay. Ouvimos o executivo da maior seguradora de saúde dizer que foram orientados por seus CEOs a deixar as pessoas morrerem durante a pandemia porque ‘morte é alta hospitalar’.”

No filme, Maeve interpreta Irene que, com seu marido, Jairo (Romulo Braga), tem uma pequena carvoaria no quintal de casa. Eles têm um filho pequeno, Jean (Jean Costa), e o pai dela não sai mais da cama, não fala, não ouve.

A família recebe uma proposta rentosa, mas também perigosa: hospedar um desconhecido em sua casa, numa pequena cidade no interior. Antes mesmo da chegada dele, no entanto, arranjos precisarão ser feitos, e a vida em família começa a se transformar – nem sempre para melhor.

O filme foi rodado em Joanópolis, interior de São Paulo, uma cidade próxima à qual a diretora cresceu, e ela confessa conhecer bem esse ambiente rural e retrógrado. “Lá, vivenciei tudo o que uma pequena cidade conservadora pode oferecer: pessoas cuidando da vida umas das outras, famílias unidas pelo fato de que “a família deve ficar unida”, casamentos onde os casais quase se odiavam (mas como é vergonhoso ser solteiro, vamos manter o status quo!). E claro: você pode ser um assassino, mas por favor não seja gay.”

Carolina passou, então, a prestar atenção nesse mundo ao seu redor, notando coisas que acabou trazendo para o filme. “Esse ambiente bucólico, mas ao mesmo tempo agitado, fez de mim uma observadora da natureza humana no seu melhor e no seu pior. E também uma admiradora de um senso de humor áspero, áspero e ácido, capaz de retratar todos os maiores desastres humanos e idiossincrasias de uma maneira bastante estranha.”

CARVÃO surge então da sua tentativa de “entender como a violência, religião e hipocrisia tomaram conta de nossas vidas e corpos de uma forma que nem percebemos mais.”

Sinopse

Numa pequena cidade do interior, uma família recebe uma proposta rentosa, mas também perigosa: hospedar um desconhecido em sua casa. Antes mesmo da chegada dele, no entanto, arranjos precisarão ser feitos, e a vida em família começa a se transformar. Porém, nenhum dos familiares, e muito menos o próprio hóspede, vê suas expectativas cumpridas.

“Carvão” é um retrato ácido de um Brasil onde impera a naturalização do absurdo.

Ficha Técnica

Diretora: Carolina Markowicz        

Roteirista: Carolina Markowicz

Produtora: Zita Carvalhosa

Coprodutores: Karen Castanho, Alejandro Israel  

Elenco: Maeve Jinkings, César Bordón, Jean Costa, Camila Márdila, Romulo Braga, Pedro Wagner, Aline Marta

Fotografia: Pepe Mendes

Edição: Lautaro Colace

Música: Filipe Derado e Alejandro Kauderer

Edição de Som: Diego Martinez/Filipe Derado

Direção de Arte: Marines Mencio/Natalia Krieger

Figurino: Gabi Pinesso

Sobre Carolina Markowicz

Carolina é roteirista e diretora radicada em São Paulo.

Ela escreveu e dirigiu 6 curtas-metragens selecionados para cerca de 300 festivais como Cannes, Locarno, Toronto, SXSW, AFI e foi premiada mais de 70 vezes.

O “Orfão” é o curta-metragem mais reconhecido de sua carreira. Estreou na Quinzena dos Realizadores – Cannes e foi o vencedor do Queer Palm, sendo o primeiro filme brasileiro a ganhar este prêmio.

“Tatuapé Mahal” representou outro destaque em sua carreira. Estreou no TIFF – Toronto Intl’ Film Festival em 2014, onde Carolina foi considerada uma das “cinco cineastas a serem observadas” pelo curador Shane Smith. Após seu lançamento online, foi incluído entre os Melhores do Ano do Vimeo Staff Picks 2017.

Carolina foi uma das 10 cineastas emergentes convidadas a fazer parte do TIFF Talent Lab. Ela também foi selecionada para o Berlinale Talents e para a Locarno Filmmakers Academy, onde fez parte de uma seleção no Indiewire que apresentou “Alguns dos novos cineastas mais emocionantes do mundo”.

Em 2019, foi convidada a fazer parte da SEE Factory, na qual co-escreveu e co-dirigiu o curta-metragem “Spit”, exibido no dia de abertura da Quinzena dos Realizadores – Cannes 2019.

Carolina também é co-criadora da série Netflix “Nobody is Looking”, vencedora do Emmy Internacional 2020.

Em 2021, Carolina foi convidada para ser membro da AMPAS, a Academia responsável pelo Oscar.

Atualmente está na pós-produção de seus dois longas-metragens “Carvão”, e “Pedágio” em pós-produção.

Sobre a Biônica Filmes

A Biônica Filmes foi fundada em 2012 por Bianca Villar, Karen Castanho e Fernando Fraiha. Produziu a série para a HBO: “PSI” indicada ao Emmy Awards 2015 na categoria “Melhor Série Dramática”; e os longas: “Os Homens São De Marte… E é Pra Lá Que Eu Vou!” (2014) de Marcus Baldini, visto por mais de 1,8 milhão de espectadores e ganhador do Grande Prêmio do Cinema Brasileiro em 2015 na categoria “Melhor Comédia”; “Reza a Lenda” (2016), de Homero Olivetto, uma das 5 maiores bilheterias de 2016 e ganhador do Prêmio Especial do Júri no Tallin Black Nights 2016; “TOC – Transtornada, Obsessiva, Compulsiva” (2017) de Paulinho Caruso e Teo Poppovic, selecionado para o South by Southwest (SXSW) 2018.

No ano de 2017 foram lançados dois longas em que a Biônica é produtora associada: o documentário “Divinas Divas” de Leandra Leal, vencedor do Prêmio do Púbico – Global no South by Southwest (SXSW) 2017 e a comédia “La Vingança” de Fernando Fraiha, uma coprodução Brasil – Argentina vencedora do prêmio de Diretor Estreante do Brooklin Film Festival 2017.

Em 2018, três longas serão rodados pela Biônica Filmes: “Turma da Mônica -Laços” de Daniel Rezende, o primeiro live action baseado nas histórias da Turma da Mônica, “Eu Não Sou Cachorro, Não” de Rafael Gomes, uma comédia romântica musical com trilha original assinada por Arnaldo Antunes; e “Pedro” de Laís Bodanzky, uma coprodução Brasil-Portugal que contará a história de Dom Pedro I.

Em 2019 a produtora vai produzir “Rita Lee, uma autobiografia” (um longa-metragem de ficção e um documentário).

Sobre a Ajimolido Filmes

A Ajimolido Films é uma produtora criada em 2008 por Alejandro Israel. É co-produtora do filme “Carvão” de Carolina Markowicz. Desde a sua criação produziu filmes como “Los que Vuelven” de Laura Casabé, “Angélica” de Delfina Castagnino, “EL Invierno” de Emiliano Torres, “Invasión” de Abner Benaim e “La Forma Exacta de Las Islas” de Daniel Casabe & Edgardo Dieleke. Além disso, co-produziu “Pássaros Voadores” de Nestor Montalbano, “Maids and Bosses”de Abner Benaim, e seu produtor associado de “Argentina” de Carlos Saura.

Sobre a Pandora Filmes

A Pandora é uma distribuidora de filmes independentes que há 30 anos busca ampliar os horizontes da distribuição de filmes no Brasil revelando nomes outrora desconhecidos no país, como Krzysztof Kieślowski, Theo Angelopoulos e Wong Kar-Wai, e relançando clássicos memoráveis em cópias restauradas, de diretores como Federico Fellini, Ingmar Bergman e Billy Wilder. Sempre acompanhando as novas tendências do cinema mundial, os lançamentos recentes incluem “O Apartamento”, de Asghar Farhadi, vencedor do Oscar de Melhor Filme Estrangeiro; e os vencedores da Palma de Ouro de Cannes: “The Square – A Arte da Discórdia”, de Ruben Östlund e “Parasita”, de Bong Joon Ho.

Paralelamente aos filmes internacionais, a Pandora atua com o cinema brasileiro, lançando obras de diretores renomados e também de novos talentos, como Ruy Guerra, Edgard Navarro, Sérgio Bianchi, Beto Brant, Fernando Meirelles, Gustavo Galvão, Armando Praça, Helena Ignez, Tata Amaral, Anna Muylaert, Petra Costa, Pedro Serrano e Gabriela Amaral Almeida.