A produção foi reconhecida com o Crystal Bear de Melhor Filme e também com o Grande Prêmio do Júri Internacional na categoria Generation Kplus, voltada a obras que exploram o universo infantojuvenil.
Além das duas vitórias, o longa também foi selecionado como um dos três finalistas do Teddy Award, premiação dedicada a produções com temática LGBTQIA+.
A indicação ganha ainda mais relevância em 2026, ano em que o Teddy celebra seu 40º aniversário dentro do tradicional festival alemão.
Veja a lista de vencedores do Festival de Berlim 2026:
Prêmio Principal
Urso de Prata de Melhor Contribuição Artística: “Yo (Love Is a Rebellious Bird)”, direção de Anna Fitch
Urso de Ouro: “Cartas Amarelas”
Urso de Prata – Grande Prêmio do Júri: “Salvation”
Urso de Prata – Prêmio do Júri: “Queen at Sea”
Urso de Prata de Melhor Diretor: Grant Gee por “Everyone Digs Bill Evans”
Urso de Prata de Melhor Atriz: Sandra Hüller por “Rose”
Urso de Prata de Melhor Ator Coadjuvante: Anna Calder-Marshall e Tom Courtenay, por “Queen at Sea”
Urso de Prata de Melhor Roteiro: “Nina Roza”, dir. Geneviève Dulude-de Celles
Berlinale Shorts
Urso de Ouro de Melhor Curta: “Someday a Child (Um Dia, uma Criança)”
Urso de Prata – Prêmio do Juri – de Melhor Curta: “O Lugar da Mulher é em Todo Lugar”
Berlinale Documentary Award
Melhor Documentário: “Se os pombos virassem ouro”
Generation Awards
Urso de Cristal de Melhor Filme no Geração Kplus: “Feito Pipa (O Mundo do Gugu)”
Menção Especial na Geração Kplus: “Não sou um herói”
Urso de Cristal de Melhor Curta-Metragem no Geração Kplus: “Baleia 52 – Suíte para Homem, Menino e Baleia”
Menção Especial na Geração Kplus: “Sob a Onda do Pequeno Dragão”
Urso de Cristal de Melhor Filme no Geração 14+: “Chicas Tristes”
Menção Especial na Geração 14+: “Uma Família”
Urso de Cristal de Melhor Curta-Metragem no Geração 14+: “Memórias de uma Janela”
Menção Especial na Geração +14: “Allá en el cielo (Ninguém Conhece o Mundo)”
Grande Prêmio do Júri Internacional de Melhor Filme na Geração Kplus: “Feito Pipa (O Mundo do Gugu)”
Menção Especial no Geração Kplus: “Atlas do Universo”
Prêmio Especial do Júri Internacional de Melhor Curta-Metragem na Generation Kplus: “Spî (branco)”
Menção especial na Geração Kplus: “Sob a Onda do Pequeno Dragão”
Grande Prêmio do Júri Internacional de Melhor Filme na Geração 14+: “Chicas Tristes”
Menção Especial na Geração 14+: “Matapanki”
Prêmio Especial do Júri Internacional Generation para Melhor Curta-Metragem na Geração 14+: “O Fio”
Menção Especial na Geração 14+: “Memórias de uma Janela”
SÃO PAULO — 12 de fevereiro de 2026 — O Prime Video anunciou hoje a renovação da aguardada série Amores Improváveis para a segunda temporada, antes mesmo do lançamento da primeira, que estreia em maio de 2026. Baseada na série de livros que é fenômeno internacional de vendas da autora Elle Kennedy, a produção estará disponível no Prime Video em mais de 240 países e territórios ao redor do mundo. Membros Prime no Brasil desfrutam de economia, conveniência e entretenimento, tudo em uma única assinatura.
Baseado na série de livros best-seller, Amores Improváveis é um drama universitário que acompanham um time de elite de hóquei no gelo e as mulheres em suas vidas, enquanto eles lidam com o amor, desilusões e autodescoberta — construindo amizades profundas e laços duradouros em meio às complexidades da transição para a vida adulta. A primeira temporada foca no romance sexy e divertido do tipo “opostos que se atraem” entre a compositora introspectiva Hannah e o astro do hóquei da Briar University, Garrett.
“Amores Improváveis captura o tipo de narrativa emocionalmente carregada e centrada nos personagens que realmente ressoa com nosso público global do Prime Video”, disse Peter Friedlander, Diretor Global de Televisão do Amazon MGM Studios. “Com sua base de fãs apaixonados, rica fonte de material e uma equipe criativa incrível dando vida à Briar U, sabíamos que esta série tinha profundidade e impulso para continuar além de sua primeira temporada. Tendo como pano de fundo o mundo de alta intensidade do hóquei universitário, a produção explora jornadas profundamente pessoais e ganha vida graças a um elenco tremendamente talentoso, cuja química e autenticidade fazem com que cada momento pareça real. Temos grande confiança na maneira como Louisa dominou essa adaptação e estamos animados para oferecer aos fãs ainda mais do romance, da amizade e da emoção que definem a série.”
Entre os atores de Amores Improváveis já anunciados anteriormente estão Ella Bright (The Crown, Malory Towers), Belmont Cameli (Until Dawn, Saved by the Bell), Mika Abdalla (Snack Shack, Sex Appeal), Antonio Cipriano (Pretty Little Liars: Original Sin, National Treasure: Edge of History), Jalen Thomas Brooks (The Pitt, Thanksgiving), Josh Heuston (Duna: A Profecia, Heartbreak High: Onde Tudo Acontece) e Stephen Kalyn (Gen V, Motorheads).
A criadora Louisa Levy é co-diretora e produtora executiva de Amores Improváveis, juntamente com Gina Fattore. Wyck Godfrey, Marty Bowen e James Seidman são os produtores executivos da Temple Hill. Leanna Billings, da Billings Productions, e Neal Flaherty também atuam como produtores executivos.
Elle Kennedy, criadora do universo Amores Improváveis, é autora best-seller do New York Times, USA Today e Wall Street Journal, com mais de 50 romances contemporâneos e de ficção. Suas obras foram traduzidas para mais de 25 idiomas e venderam mais de 10 milhões de cópias em todo o mundo.
Wim Wenders na abertura da 76ª Berlinale — Foto: Ronny HARTMANN / AFP
Mais de 80 personalidades do cinema, incluindo atores como Javier Bardem, Fernando Meirelles e Tilda Swinton, assinaram uma declaração de condenação contra o Festival de Cinema de Berlim para denunciar seu “silêncio” sobre Gaza e o “genocídio dos palestinos”.
Os signatários da carta aberta, à qual a AFP teve acesso nesta terça-feira (17), afirmam estar “consternados com o silêncio institucional da Berlinale” sobre o tema, depois que o presidente do júri, o cineasta Wim Wenders, respondeu a uma pergunta sobre Gaza na semana passada conclamando a “manter-se à margem da política”.
A carta, assinada por diretores como o brasileiro Fernando Meirelles, o britânico Mike Leigh e o americano Adam McKay, declara firme discordância em relação aos comentários de Wenders, argumentando que cinema e política não podem ser separados.
“Da mesma forma que o festival se pronunciou claramente no passado sobre as atrocidades cometidas contra a população do Irã e da Ucrânia, pedimos à Berlinale que cumpra seu dever moral e se oponha claramente ao genocídio de Israel”, acrescenta a declaração.
Além disso, os signatários afirmam que vão além da posição da Berlinale de não se manifestar sobre a atuação de Israel em Gaza e querem destacar “o papel-chave do Estado alemão em permiti-la”.
“Temos que nos manter fora da política, porque, se fizermos filmes que sejam dedicadamente políticos, entramos no campo da política; mas nós somos o contrapeso da política”, declarou Wenders na quinta-feira, em resposta a um jornalista que o questionou sobre o júri manifestar sua solidariedade à Ucrânia ao mesmo tempo em que trabalhava para o governo da Alemanha, patrocinador do evento, e apoiador do “genocídio em Gaza”, nas palavras do jornalista responsável pela pergunta.
‘De cair o queixo’
Arundhati Roy — Foto: Prakash SINGH / AFP
A fala de Wenders gerou desconforto e fez até com que a cultuada escritora indiana Arundhati Roy cancelasse sua presença no evento. “Ouvir alguém dizer que a arte não deve ser política é de cair o queixo”, afirmou a autora em nota oficial publicada no site indiano The Wire. “É uma forma de silenciar uma conversa sobre um crime contra a humanidade enquanto ele se desenrola diante de nós em tempo real — quando artistas, escritores e cineastas deveriam estar fazendo tudo ao seu alcance para impedi-lo”, continuou.
No sábado (14), a diretora da 76ª Berlinale, Tricia Tuttle, divulgou nota em defesa dos jurados que participam do evento. Segundo Tuttle, cineastas se posicionam “através de seus filmes, sobre seus filmes – e às vezes também sobre temas geopolíticos que podem estar associados ao seu trabalho ou não”. A diretora frisou a importância da diversidade da programação do festival, que tem produções que tocam em temas como o genocídio, por exemplo, mas argumentou que “cineastas não têm o dever de se posicionar sobre tudo”.
O novo thriller psicológico com humor ácido dirigido pelo renomado diretor e estrelado por Rachel McAdams e Dylan o’Brien já está em cartaz nos cinemas
SOCORRO!, o novo thriller psicológico com humor ácido, já pode ser visto nos cinemas. Dirigido por Sam Raimi, o filme do 20th Century Studios tem o DNA do renomado diretor impresso em cada cena. A produção apresenta elementos de ironia e intriga que são uma marca registrada de Raimi, juntamente com a combinação única de terror e comédia que definiu sua aclamada carreira. A nova história não apenas faz jus a seu estilo, como vai além.
ROTEIRISTAS E FÃS
O projeto de SOCORRO! chegou a Raimi pelas mãos da dupla de roteiristas Damian Shannon e Mark Swift, fãs declarados do cineasta.
Shannon afirma:
“Um dos motivos pelos quais desenvolvemos nossas preferências é porque assistimos a muitos filmes do Sam nos nossos anos de formação. Você sabe que é um filme do Sam Raimi quando o assiste”
Quando os roteiristas souberam que o admirado diretor estava em busca de um novo thriller de terror, não hesitaram em apresentar a ele a história de Linda Liddle (Rachel McAdams) e Bradley Preston (Dylan O’Brien), dois colegas de trabalho que ficam presos em uma ilha deserta após serem os únicos sobreviventes de um acidente de avião. Na ilha, a dinâmica de poder entre os dois se inverte completamente quando a ignorada e subestimada Linda mostra todo o seu conhecimento de sobrevivência e Bradley, seu desdenhoso e arrogante chefe, fica totalmente desarmado.
A ideia conquistou Raimi imediatamente, e os roteiristas realizaram um sonho profissional que os acompanhava desde o início de suas carreiras.
O PRIVILÉGIO (E A DIVERSÃO) DE ATUAR PARA SAM RAIMI
Para McAdams, o novo filme marca a segunda colaboração com Raimi, após trabalharem juntos em DOUTOR ESTRANHO NO MULTIVERSO DA LOUCURA, da Marvel Studios. A atriz estava entusiasmada para voltar a unir forças com um de seus diretores favoritos.
McAdams diz:
“Sam é um grande apaixonado pela realização de filmes. É um verdadeiro mestre. Ele se envolve por completo com a história e os personagens, e é muito colaborativo. Você pode apresentar as ideias mais malucas, e ele te diz: ‘Adorei, vamos testar’. Este filme tinha muito espaço para esse tipo de experimentação, então foi realmente empolgante”.
O’Brien também é um grande admirador de Raimi e se mostrou animado com a possibilidade de trabalhar com o renomado diretor. “Adorei a ideia dessa reviravolta absolutamente ousada e original. É uma combinação que desafia os gêneros; e o terceiro ato sai completamente do controle de uma forma que é perfeitamente sustentada pela sensibilidade e pelo estilo de Sam”, afirma o ator, ao mesmo tempo em que concorda com McAdams sobre a disposição de Raimi para “brincar” com os atores e permitir que eles experimentem. “Sam é um palhaço de um jeito que eu adoro, e acho que isso liberta as pessoas ao seu redor. Essas coisas têm um impacto enorme na atmosfera e no conforto no set”, observa.
30 ANOS DE UMA COLABORAÇÃO CRIATIVA EXCEPCIONAL
Nos bastidores, outro artista que vibra com a maestria de Raimi é Danny Elfman, o compositor indicado ao Oscar® responsável pela trilha sonora do novo filme. Elfman e Raimi colaboram há mais de 30 anos em títulos como HOMEM-ARANHA, Darkman – Vingança sem Rosto, Um Plano Simples e DOUTOR ESTRANHO NO MULTIVERSO DA LOUCURA.
“Sam é uma daquelas pessoas que, quanto te liga para perguntar se estou disponível, eu automaticamente digo que sim”, afirma o compositor.
Em SOCORRO!,Elfman se apoiou fortemente nesse vínculo construído ao longo doa anos, e Raimi não hesita em retribuir os elogios. “Foi maravilhoso, absolutamente maravilhoso, colaborar com Danny Elfman, como sempre. Ele sabe exatamente onde colocar sua música e qual é o tom preciso para elevar uma cena”, conclui o diretor.
SOCORRO! já está em cartaz nos cinemas.
Sobre SOCORRO!
Em SOCORRO!, dois colegas ficam presos em uma ilha deserta após serem os únicos sobreviventes de um acidente de avião. Na ilha, eles precisam superar antigos ressentimentos e trabalhar juntos para sobreviver, mas, no fim, trata-se de uma inquietante batalha de vontades e perspicácia, marcada por humor ácido, para sair com vida. SOCORRO! tem direção do visionário cineasta Sam Raimi, que desafia os limites do gênero, e é estrelado pela atriz indicada ao Oscar® Rachel McAdams e Dylan O’Brien. O filme é produzido por Raimi e Zainab Azizi, com produção executiva de JJ Hook, roteiro de Damian Shannon & Mark Swift, e música original de Danny Elfman. O thriller psicológico original com humor ácido do 20th Century Studios estreia somente nos cinemas em 29 de janeiro de 2026.
Sobre 20th Century Studios
20th Century Studios é um estúdio ganhador do Oscar® produtor de longa-metragens tanto para cinema quanto para o streaming. É o lar de franquias icônicas como “Avatar”, “Alien”, “Planeta dos Macacos”, “Predador”, “Duro de Matar” e “Kingsman”, produziu também filmes de sucesso, incluindo “Bohemian Rhapsody”, “O Rei do Show”, “Perdido em Marte” e “Ford v Ferrari”. Também lançou as famosas franquias “Deadpool” e “X-Men”. Entre as atuais e futuras produções do estúdio estão “The King’s Man – A Origem”, “Morte no Nilo”, “Free Guy – Assumindo o Controle”, “Amor, Sublime Amor” e as sequências de “Avatar”. Anteriormente conhecido como 20th Century Fox, antes de se tornar parte da The Walt Disney Company, a 20th Century Studios é reconhecida por seu incrível legado de 80 anos. É o estúdio que trouxe os primeiros seis filmes de “Star Wars”, além dos grandes clássicos de sucesso como “Milagre na Rua 34”, “A Malvada”, “O Rei e Eu”, “A Noviça Rebelde”, “Butch Cassidy”, “Princesa Prometida”, “O Segredo do Abismo”, “Edward Mãos de Tesoura”, “Esqueceram de Mim”, “Meu Primo Vinny”, “Velocidade Máxima”, “Náufrago”, “Moulin Rouge!”, “Minority Report”, “Garota Exemplar” e “O Regresso”.
Desde 12 até o dia 22 de fevereiro, a 76ª edição da Berlinale apresenta 22 filmes em competição pelo Urso de Ouro e quase 200 títulos em sua programação total. Já na segunda metade do evento, nos dias 5 e 6 da cobertura, a competição se mostra mais fraca em comparação aos últimos cinco anos, com nenhuma obra impressionante e muitas medianas ou ruins.
Em 16 de fevereiro, o tapete vermelho do Berlinale Palast recebeu o drama At the Sea, dirigido pelo húngaro Kornél Mundruczó e estrelado por Amy Adams. Este era um dos mais aguardados da competição. Apesar do nome de peso, o filme acabou se tornando um dos mais rejeitados do festival até agora e Amy Adams coleciona mais um papel ruim e atuação desconfortável em sua carreira. A prometida carga emocional não se sustenta ao longo da narrativa, resultando em uma obra irregular e distante.
Em contraste, The Weight, do diretor irlandêsPadraic McKinley, trouxe um cinema mais clássico e estruturado. Protagonizado por Ethan Hawke, o longa aposta na jornada do herói tradicional, com uma construção dramática sólida e uma atuação segura de Hawke. O filme, entretanto, está apenas em Especial Gala. Esta é a primeira vez de Ethan em Berlim sem o seu amigo e parceiro de longos anos, Richard Linklater. Ambos estiveram na mostra competitiva no ano passado com Blue Moon, indicado a dois Oscars neste ano.
Entre os títulos europeus, My Wife Cries, da alemã Angela Schanelec, mantém o minimalismo radical e uma abordagem austera. A linguagem é difícil de digerir por adotar uma abordagem experimental que a torna excessivamente maçante. Já Nina Roza, da canadense Geneviève Dulude-De Celles, oferece um olhar delicado sobre identidade e pertencimento, enquanto o australiano Wolfram, de Warwick Thornton, leva o público ao deserto para refletir sobre colonização e preconceito contra comunidades aborígenes.
O filme, no entanto, é maniqueísta e apresenta montagem e roteiro confusos, além de atores medianos. Ainda assim, o título chega ao festival por transmitir uma reflexão política sobre colonização e genocídio de povos nativos.
No campo mais íntimo, Queen at Sea, estrelado por Juliette Binoche, emociona ao abordar o envelhecimento e a demência, além dos conflitos familiares e a reflexão sobre cuidadores.
Tema que também aparece em Take Me Home, da diretora coreano-americana Liz Sargent, exibido na mostra Perspectives. Protagonizado por Anna Sargent, irmã da diretora e que está dentro do espectro autista, este é um dos filmes mais delicados do festival até agora, ao tratar o autismo com humanidade e respeito.
Com poucos dias restantes até o encerramento em 22 de fevereiro, a Berlinale 2026 aponta alguns favoritos a prêmios, como Rose — apresenta no primeiro resumo — e Queen at Sea. A cobertura completa da reta final continua aqui no CinePOP.