Programação do Curta!

Programação do Curta!

Filme de Paulo Henrique Fontenelle traz depoimentos de familiares, como a companheira e o filho (Crédito:Divulgação/Curta!)

Documentário premiado sobre Cássia Eller é exibido no Curta!


Morta aos 39 anos em 2001, Cassia Eller era uma das grandes vozes femininas da MPB. Extrovertida no palco, fora dele se dizia uma pessoa tímida. E esse traço de sua personalidade, a relação com as drogas, o sucesso, a gravidez inesperada, a pressão da fama, e a morte precoce são alguns temas abordados no documentário “Cássia Eller”, de Paulo Henrique Fontenelle, exibido no Curta!.

Escolhido pelo público como melhor documentário na Mostra Internacional de Cinema São Paulo em 2014, a produção traz depoimentos de familiares, como a companheira Maria Eugênia Martins e o filho Chicão, hoje mais conhecido como o músico Chico Chico; de jornalistas como Tárik de Souza e Arthur Dapieve; e artistas como Zélia Duncan, Nando Reis e Oswaldo Montenegro. Tudo mesclado a imagens de shows, ensaios, entrevistas e cenas da intimidade da cantora.

Companheira de Cássia por 14 anos, Maria Eugênia, em depoimento no documentário, conta que a cantora se transformava nos palcos. “Eu tinha a sensação que ela recebia um santo, era uma coisa doida aquilo ali! Ela se transformava no palco, não era a mesma pessoa”. Em entrevista exibida no filme, Cássia admite que a música foi a maneira que encontrou para driblar a timidez. “Eu tenho vergonha das pessoas. Eu tenho medo de gente. A música foi uma fuga da minha incapacidade de viver socialmente com as pessoas”, revelou.

O documentário também pode ser visto no CurtaOn – Clube de Documentários, disponível no Prime Video Channels, da Amazon, na Claro TV+ e no site oficial da plataforma (CurtaOn.com.br). A exibição é no Dia Temático Segundas da Música, 05 de janeiro, às 22h.

Episódio da série ‘Os Oligarcas de Putin’ revela como petrodólares financiam a Guerra da Ucrânia
 

Assim como a tensão e os riscos iminentes, os custos da Guerra da Ucrânia também crescem à medida em que o conflito avança. Um grupo, porém, se beneficia e se reinventa, aumentando seu protagonismo e sua importância para as estratégias de Vladimir Putin: os barões do petróleo e do gás. O último episódio da série documental “Os Oligarcas de Putin” exibido no Curta! revela como eles financiaram – e ainda financiam – a guerra.
 

Dividida em três partes, a produção traz os bastidores da participação dos milionários russos que controlam, entre outras coisas, o mercado de petróleo e gás, e ajuda a contar a história política e econômica da Rússia do início dos anos 90 até hoje. Uma oportunidade única para ajudar a compreender a atuação da Rússia no atual contexto político. Dirigida por Jérôme Fritel, a série é uma produção da ARTE France e YAMI2.
 

O episódio “Financiando a Guerra da Ucrânia” mostra como possuir o controle de recursos de petróleo e gás se torna uma vantagem para o Kremlin, uma vez que mais de 40% do gás que abastece a Europa provém da Rússia. E ainda como o domínio da energia seria um passo fundamental para a ambição militar e histórica de Putin de resgatar o poder de uma Rússia dominante. Em 2014, ele anexa a península da Crimeia e, oito anos depois, invade a Ucrânia.
 

Putin usou seu grupo de empresários do setor de energia para chantagear nações como a Alemanha, França e Reino Unido. Ele teria ordenado a suspensão do abastecimento de gás a países da União Europeia como parte de sua estratégia bélica: sem gás para enfrentar o rigoroso inverno, os países seriam forçados a negociar sobre a invasão da Ucrânia, conta Luke Harding, jornalista do The Guardian e autor do livro “Mafia State”. Para ele, Putin era “o cara da torneira”. Se os países europeus “se tornassem difíceis e agressivos, Putin simplesmente fecha a torneira”.
 

“A Rússia é uma mina de reservas de petróleo inexploradas e intocadas. Onde mais encontraríamos algo da magnitude da Rússia? Só os depósitos do Ártico são o bastante para abastecer o mundo por 50, 100 anos”, afirma Bem Aris, também jornalista e especialista em energia russa.
 

Novos oligarcas, como Gennady Timchenko e Leonid Mikhelson, da Novatek, produtora de gás, e Igor Sechin, da petrolífera Rosneft, se tornam protagonistas da política russa ao assinarem contratos de bilhões de dólares com empresários ocidentais para o fornecimento de energia.
 

“Putin vê os empresários ocidentais como aliados na luta contra os valores ocidentais e as regras da ordem mundial. Ele acredita que os empresários e investidores ocidentais pediriam a seus governos que fossem gentis com a Rússia, para poder ganhar dinheiro”, relata o ex-vice-ministro da energia da Rússia Vladimir Milov.
 

O episódio aborda ainda dúvidas sobre o futuro dos oligarcas diante das sanções econômicas aplicadas pelos Estados Unidos e medidas de restrição da União Europeia. No debate para entender se a Rússia poderia perder seu baú de ouro que financia a guerra, vemos como Putin, entretanto, montou um exército fiel de oligarcas, que sabe se adaptar às exigências dos tempos e escreve uma nova ordem mundial.
 

“Acho que as sanções contra os oligarcas russos vêm de um erro de análise grave. Como eles sustentavam a economia russa, achavam que eles iriam pressionar Putin para parar a guerra e encerrar as sanções. Mas aconteceu o oposto, quando as sanções foram aplicadas, todos se reaproximaram da Rússia”, analisa o embaixador da França na Rússia Jean de Gliniasty.
 

“Os Oligarcas de Putin” é uma produção da ARTE FRANCE e YAMI2. O filme, com três partes de 52 minutos, também pode ser visto no CurtaOn – Clube de Documentários, disponível no Prime Video Channels, da Amazon, na Claro TV+ e no site oficial da plataforma (CurtaOn.com.br). A exibição é no dia temático Sextas de História e Sociedade, 09 de janeiro, às 21h.

Segundas da Música – 05/01

22h – “Cássia Eller” (Documentário)

Cássia Eller é uma figura icônica da música brasileira. Sua breve passagem pelo cenário musical nos anos 90 deixou uma marca inegável na cultura brasileira. Sua morte, em 2001, teve uma repercussão nacional que se estende até hoje por conta da guarda de seu filho Francisco, que ficou com sua parceira, Eugênia, a quem ele tem como mãe. Com seu talento e carisma, expôs tabus e demonstrou sua força como pessoa pública. Direção: Paulo Henrique Fontenelle Duração: 113 min Classificação: 12 anos Horários alternativos: 06 de janeiro, às 02h e às 10h; dia 07 de janeiro, às 10h; dia 10 de janeiro, às 15h; dia 11 de janeiro, às 21h

Terças das Artes – 06/01

18h – “Raiz Arte Afro-Brasileira” (Série) Episódio: Juliana dos Sants – O azul que movimenta e se issipa – INÉDITO E EXCLUSIVO

Série com curadoria da artista Rosana Paulino revela a surpreendente trajetória de 20 artistas afrodescendentes brasileiros que, com trabalhos ousados, provocadores, vigorosos e belos, trazem novas abordagens para questões como racismo, desigualdade, sexualidade, religiosidade, brasilidade e a própria arte.

Em seu estúdio no centro de São Paulo, Juliana dos Santos faz uma reflexão sobre a dificuldade de artistas negras trabalharem com abstração. Por que só nos é permitido lidar com figuração e questões raciais? Direção: Fabiano Maciel Duração: 14min Classificação: Livre Horários alternativos: dia 07 de janeiro, às 04h e às 12h; dia 08 de janeiro, às 06h; dia 10 de janeiro, às 19h; dia 11 de janeiro, às 11h30

21h30 – “David Hockney – Tempo Recuperado” (Documentário)

Aos 84 anos, David Hockney é considerado um dos líderes da Pop Art e um dos artistas britânicos mais influentes dos séculos XX e XXI. É também um dos artistas mais valiosos do mundo. Sua obra “Retrato de um Artista (Piscina com Duas Figuras)”, vendida em 2018 por US$ 90,3 milhões, já deteve o recorde de obra mais cara de um artista vivo (foi desbancada por uma escultura de Jeff Koons, vendida por US$ 91 milhões, em 2019). Sua vida e obra estão no documentário “David Hockney — Tempo Recuperado”. Através de imagens, anedotas e detalhada análise pictórica, o filme destaca como o renomado pintor — que também é cenógrafo e fotógrafo — desafia classificações e permanece misterioso de muitas maneiras: um artista intenso, profundo e infinitamente apaixonado. Direção: Michael Trabitzsch Duração: 52 min Classificação: Livre Horários alternativos: dia 07 de janeiro, às 01h30 e às 15h30; dia 08 de janeiro, às 09h30; dia 11 de janeiro, às 06h

Quartas de Cena e Cinema – 07/01

22h30 – “Banquete Coutinho” (Documentário)

Um dos mais importantes documentaristas brasileiros, Eduardo Coutinho faria 91 anos no dia 11 de maio. O documentário “Banquete Coutinho”, de Josafá Veloso, foi desenvolvido a partir de um encontro filmado entre Eduardo Coutinho e o diretor em 2012, dois anos antes de sua morte. O depoimento é complementado por vasto material de arquivo, com objetivo de manter acesas as inquietações do cineasta e discutir sua obra. Em um dos trechos, Coutinho diz: “Uma conversa com uma pessoa é decisiva. Ou sai ou não sai. Em dez minutos se resolve isso. Se não sai, não tem filme”. Direção: Josafá Veloso Duração: 74 min Classificação: 12 anos Horários alternativos: dia 08 de janeiro, às 02h30 e às 16h30; dia 09 de janeiro, às 10h30; dia 10 de janeiro, às 13h30; dia 11 de janeiro, às 19h30

Direção: Josafá Veloso Duração: 74 min Classificação: 12 anos Horários alternativos: dia 08 de janeiro, às 02h30 e às 16h30; dia 09 de janeiro, às 10h30; dia 10 de janeiro, às 13h30; dia 11 de janeiro, às 19h30
 

Quintas do Pensamento – 08/01

22h– “Para Ver Freud” (Série) – Episódio: “O Inconsciente”

Se há um conceito polêmico no campo da Psicanálise, e fora dele, esse conceito é o inconsciente postulado por Freud. Este é o tema do quarto episódio de “Para Ver Freud”. As menções a este conceito, que faz funcionar o aparelho psíquico humano, aparecem desde muito cedo na obra do pai da Psicanálise e ocasionam rachas importantes na disciplina. Direção: Lyana Peck Duração: 40 min Classificação: 10 anos Horários alternativos: dia 09 de janeiro, às 02h e às 16h; dia 10 de janeiro, às 20h30; dia 11 de janeiro, às 13h30; dia 12 de janeiro, às 10h 

Sextas de História e Sociedade – 09/01

21h – “Os Oligarcas de Putin: Financiando a Guerra na Ucrânia” (Documentário)

A invasão da Ucrânia, em 2022, provoca uma onda de sanções dos EUA, da União Europeia e do Reino Unido contra oligarcas, bancos e empresas russas. Os oligarcas sobreviventes dos anos 1990 são forçados a fazer uma escolha: ficar com o Ocidente, onde vivem com suas famílias, ou com Putin, a quem devem sua fortuna? Direção: Jérôme Fritel Claire Duração: 52 min Classificação: 12 anos Horários alternativos: dia 10 de janeiro, às 01h e às 17h; dia 11 de janeiro, às 23h; dia 12 de janeiro, às 15h; dia 13 de janeiro, às 09h

Sábado – 10/01

20h – “Os Ímpares – Segunda Temporada: Rita Lee” (Série)

Build Up, primeiro álbum solo da eterna rockstar Rita Lee, surgiu como um projeto fashion da gravadora, mas revelou composições marcantes e o início de sua trajetória solo, com o hit “José”, presente de Nara Leão. Nina Becker e Juliana Linhares prestam um tributo vibrante à ousadia e à revolução que Rita sempre foi. Direção: Henrique Alqualo e Isis Mello Duração: 27min Classificação: 10 anos

Domingo – 11/01

18h30 – “O Cinema e a Segunda Guerra” (Série) – Episódio: “Cinema, Som e Nazismo”

A Segunda Guerra Mundial e o cinema estão inextricavelmente ligados. Os filmes, nesse período, foram feitos para aumentar a moral do público e como uma forma altamente eficaz de propaganda. Apesar dos perigos dos bombardeios, a frequência ao cinema aumentou durante os anos de guerra, pois o público procurava qualquer chance de escapar da dura realidade da época. E muito depois do fim da guerra, os diretores continuaram a retornar ao assunto, a ponto de grande parte do conflito ter sido levado para a tela grande; os horrores e o heroísmo; as grandes batalhas e as incríveis histórias pessoais. Este episódio analisa as consequências da Primeira Guerra Mundial e alguns dos primeiros filmes feitos quando a indústria cinematográfica finalmente chega. “Nada de Novo no Front” e “A Grande Ilusão” foram os primeiros a discutir o assunto, ambos sendo antiguerra. Nos EUA, Chaplin ousa enfrentar a censura norte-americana com sua obra-prima “O Grande Ditador”. Direção: Lyndy Saville Duração: 52 min Classificação: Livre

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