Primeiro dia do Rio2C traz encontros sobre tecnologia,
audiovisual, moda, games, sustentabilidade, indústria criativa e inovação

– A sétima edição do Rio2C começou nesta terça-feira, 27 de maio, na Cidade das Artes (RJ), com debates, paineis e encontros que reuniram personalidades da indústria criativa mundial. Apresentado por Petrobras e Governo Federal,principal encontro de criatividade da América Latinasegue até o próximo domingo (1 de junho) com dezenas de conferências, rodadas de negócios, pitchings e diversas atividades que envolvem setores como audiovisual, música, moda, games, sustentabilidade, impacto social, editorial, ciência, tecnologia, esportes, educação e marcas.
O primeiro dia foi marcado por cinco Summits temáticos: Acontece Globo, em que o Grupo Globo celebrou o centenário de sua fundação; Fashion System, uma parceria com a Iara que trouxe pela primeira vez a moda para o centro do debate do Rio2C; Creator Economy, comandado pela Play9; o Brands&Co, em parceria com a Forbes; o Game+, em parceria com a Player1, voltado ao universo dos games e eSports; o FAST Summit, em parceria com a Samsung TV, que aborda a revolução do streaming gratuito com publicidade; e o summit Meta Loves Music, em parceria com a Meta. Além dos summits, o primeiro dia do Rio2C contou com um painel especial em que o diretor Raoni Carneiro entrevistou personalidades de diversos setores para o projeto “Por onde anda sua cabeça?
Ao longo do dia, o espaço recebeu outros cinco paineis em que o Grupo Globo refletiu sobre os próximos 100 anos (com a pesquisadora Iara Poppe), sobre experiências de parcerias com grandes produtoras (Conspiração, Disney e Gullane) e sobre três setores que são destaque na programação da TV Globo desde a sua criação, há 60 anos: Jornalismo (em painel que reuniu Renata Lo Prete e César Tralli), Esportes (com Pedro Bassan e os campeões olímpicos Daiane dos Santos e Isaquias Queiroz) e Novelas, com os autores Manuela Dias, Rosane Svartman e George Moura, além de Leonora Bardini, diretora da TV Globo.
A mesa sobre teledramaturgia lotou o espaço e, como observou Moura, provou que novela segue sendo uma paixão nacional. Enquanto relembravam seus trabalhos, os escritores avaliaram como a pesquisa de mercado e comportamento podem influenciar ou não os trabalhos em uma obra aberta e dinâmica, como é a escrita de uma novela, com suas sete mil páginas ao longo de quase dois anos entre o início do trabalho e o último capítulo.
‘O espectador está mudando, como sempre mudou. E nós precisamos nos manter relevantes, como a novela sempre foi. Eu sempre digo que é preciso ter faro de entender o que vai ser assunto daqui a alguns meses. E brinco dizendo que isso a Inteligência Artificial não vai conseguir fazer. Achar o que está latente e trazer para a novela, isso talvez seja a chave. É preciso ter esse frescor e também relevância e diálogo com a sociedade’, analisou Rosane no encontro que também debateu as novas formas de se medir a audiência e de assistir aos capítulos nos streamings.
