Um dos melhores filmes da franquia Missão Impossível que deve se encaminhar para o seu desfecho. Tem esse que é continuação de Acerto de Contas parte 1 e é intitulado Acerto Final.
Vemos um Tom Cruise mais experiente com os sinais do tempo visíveis, mas com a mesma disposição de aventura e querendo sempre ajudar seus amigos e a presidente dos Estados Unidos nas missões mais complexas e inglórias tendo sempre a Rússia como inimiga. Dessa vez eles buscam um submarino russo no Mar de Bering para mais uma vez salvar o planeta da Entidade que quer destruí-lo e do malévolo Gabriel.
Ethan Hunt e sua equipe devem rastrear uma nova arma que pode ameaçar toda a humanidade se cair em mãos erradas. Com o destino do mundo em jogo, se inicia uma corrida mortal ao redor do globo. Confrontado por um inimigo misterioso e poderoso, Ethan é forçado a considerar que talvez nada importe mais do que a missão, nem mesmo as vidas daqueles com quem ele mais se importa.
A primeira metade do longa mostra uma retrospectiva da saga de Ethan Hunt em 30 anos e essa experiência foi muito legal e nos fez viajar no tempo, nostalgia na melhor acepção da palavra. Há o retorno de alguns personagens emblemáticos da franquia. Entre eles estão Katy O’Brian (Love Lies Bleeding: O Amor Sangra), Holt McCallany (Mindhunters), Nick Offerman (The Last of Us), Janet McTeer (Ozark) e Hannah Waddingham (Ted Lasso). O filme também traz de volta um personagem que não é visto desde o primeiro Missão: Impossível de 1996: William Donloe, analista da CIA vivido por Rolf Saxon. O Donloe foi um reencontro inesperado, ainda mais sabendo que ele se esconde perto do Mar de Bering com seu grande amor, uma nativa do Alaska. O diálogo dele com Ethan de que esse último mesmo aparentemente o prejudicando há mais de 30 anos, transformou sua vida, foi um dos melhores.
São três horas de filme que você não sente passar tamanha a adrenalina. Eu vi no NY City Center numa experiência IMAX e recomendo: imagem e som sensacionais. O filme é dirigido mais uma vez por Christopher McQuarrie. Estreou no Festival de Cannes no Sul da França e Tom Cruise foi aplaudido por cinco minutos. Ele continua dispensando dublês e fazendo as cenas mais complexas e difíceis. A cena dos aviões vermelho e amarelo em que ele trava uma batalha com o arqui-inimigo Gabriel, uma das mais eletrizantes, de tirar completamente o fôlego.
A morte de seu grande amigo Luther, vivido por Ving Rhames, uma das cenas mais melancólicas. Lindas paisagens principalmente do Ártico e de Londres onde o filme termina com a Trafalgar Square.
O filme estreia em grande circuito em 22 de maio com diversão garantida. Super recomendo.
4/5 poltronas.
