Com estreia confirmada para dia 20 de março, a nova arte do longa destaca a princesa e a Rainha Má em seus respectivos universos
A Walt Disney Studios acaba de divulgar mais um pôster de Branca de Neve, o aguardado live-action que traz uma releitura encantadora do clássico de 1937. A arte destaca o confronto entre Branca de Neve (Rachel Zegler) e a icônica Rainha Má (Gal Gadot), simbolizando a eterna batalha entre o bem e o mal.
Com direção de Marc Webb (O Espetacular Homem-Aranha) e produção de Marc Platt (Wicked), Branca de Neve promete levar às telonas uma emocionante fusão entre nostalgia e inovação. O novo pôster, que contrasta o mundo vibrante e cheio de esperança de Branca de Neve com a atmosfera sombria e enigmática da Rainha Má, captura a essência desse conto atemporal, agora reimaginado para uma nova geração.
Branca de Neve estreia exclusivamente nos cinemas brasileiros em 20 de março de 2025.
Abordagens sobre períodos difíceis e dolorosos da história da humanidade aliados às condições humanas são, na maioria das vezes, atrativas para fãs de cinema e os apreciadores de reconstituições de fatos reais. Uma abordagem profunda munida de oposições entre ideias e as complexas relações humanas dão forma ao filme ‘O Brutalista’, de Brady Corbet. Estrelas como Adrien Brody e Guy Pearce também são outros atrativos, que prometem mexer com as emoções de quem embarcar nessa jornada de três horas e trinta e seis minutos de projeção.
Os acontecimentos se passam em 1947, que ilustram a busca do arquiteto László Tóth (Brody) e sua esposa por reconstrução após a Hungria ser devastada durante a Segunda Guerra Mundial. László recebe uma proposta de Harrison Van Buren (Pearce), de construir um monumento que exalte a América Moderna e todo o seu simbolismo. Mas o que se vê é uma verdadeira oposição entre a arte e a submissão e exploração e poder.
O roteiro é bastante variado e rico em conteúdo, com abordagens sobre capitalismo, perseguição religiosa, traumas do passado e o sentimento de pressão e culpa por ter de entregar resultados em um cenário que vai contra as próprias crenças. A essência criativa de László também é abordada, de uma forma profunda, sutil, e com uma atuação visceral de Adrien Brody, que foi capaz de sensibilizar o público, com a plateia entrando em seu cérebro, visualizando uma série de nós e o cenário complexo para tentar desatá-los.
A fragilidade do psicológico humano combinado com o anseio de vencer é o verdadeiro golpe de mestre do filme, que tem um desfecho positivo para o protagonista. Brody entrega tudo o que se espera dele, com um personagem de vida sofrida e com uma impressionante superação. Já Pearce é um ótimo antagonista, que tenta sugar até a última gota do personagem-central, sendo um personagem ambicioso, sem escrúpulos e com algumas vulnerabilidades.
‘O Brutalista’ vem forte para a atual temporada de premiações, tendo sido indicado em dez categorias do Oscar, como melhor filme, melhor ator, melhor ator coadjuvante e melhor roteiro original. Uma obra que vai além do entretenimento, vale a pena.
Aos 93 anos, cineasta explora o caos das emoções em um intrigante jogo de sombras
AOS PEDAÇOS
O mais recente longa-metragem de Ruy Guerra, AOS PEDAÇOS, chega aos cinemas brasileiros amanhã (13) com distribuição da PANDORA FILMES. O thriller psicológico convida o espectador para um mergulho em um universo onde os limites entre realidade, obsessão e paranoia são continuamente questionados.
Eurico Cruz é um protagonista dividido entre duas casas idênticas, habitadas por suas esposas, Ana e Anna. Ele recebe a visita de Eleno e um bilhete misterioso que anuncia sua morte, assinado apenas por “A.”. A partir daí, espaços, personagens e emoções se confundem, construindo um quebra-cabeça intenso sobre amores, ódios e suspeitas. A narrativa labiríntica se apresenta como reflexo da experiência de um cineasta que, aos 93 anos, reafirma sua jovialidade e ousadia criativa.
Em preto e branco de alto contraste e baixa exposição, a fotografia assinada por Pablo Baião é um dos grandes destaques do longa e venceu o Kikito de Melhor Fotografia no Festival de Gramado. Segundo o crítico Marcio Sallem, do Cinema com Crítica, “é fácil admirar a estética da insanidade/irrealidade adotada por Ruy Guerra: um preto e branco […] com uma fotografia caprichadíssima de Pablo Baião”.
Premiado no Festival de Gramado, com Kikitos de Melhor Diretor, Melhor Fotografia e Melhor Som, AOS PEDAÇOS é mais um capítulo na trajetória do cineasta fundador do Cinema Novo. Em sua carreira, Ruy Guerra acumula clássicos como “Os Fuzis” (1964) e adaptações de grandes nomes da literatura mundial como “Erêndira” (1983) e “O Veneno da Madrugada” (2005).
Além da direção de Ruy Guerra, AOS PEDAÇOS conta com um elenco formado por grandes talentos do cinema, teatro e televisão. Simone Spoladore acumula prêmios de melhor atriz em festivais como o Festival de Brasília e o Cine PE. Julio Adrião foi vencedor do Prêmio Shell de Melhor Ator por sua atuação em “A Descoberta das Américas”. Já Emilio de Mello, indicado ao Emmy Internacional pela série “Psi”.
Sinopse: Eurico Cruz amanhece irritado. Sabe que algo está por acontecer. Eurico vive de viagem entre casas idênticas, uma construída no deserto, outra numa praia tropical. Em cada casa, vive uma de suas esposas, Ana e Anna. Nesse labirinto de espaços iguais recebe a perturbadora visita de Eleno. Um bilhete, assinado por um A., lhe anuncia sua morte. Quem o ameaça? Embaralham-se os espaços, as personagens, suas paixões extremas, seus ódios, amores e suspeitas. Ficha técnica AOS PEDAÇOS, 2020. 93 minutos – Brasil.
Direção: Ruy Guerra Roteiro Original: Ruy Guerra / Luciana Mazzotti Produção: Janaina Diniz Guerra Elenco: Emilio de Mello, Simone Spoladore, Christiana Ubach, Julio Adrião. Dir. Fotografia: Pablo Baião Dir. Arte: Cedric Aveline Montagem: Mair Tavares / Daniel Garcia Desenho de Som: Bernardo Uzeda Música: Fracktura Som Direto: Antonio Grosso Prod. Executiva: Adriana Konig Prod. Pós-Produção: Juca Diaz Assistente de Direção: Dandara Guerra Figurino: Rô Nascimento / Kika Lopes Maquiagem: Mari Pin
Filme tem direção e roteiro de Márcio Heleno Soares; gravações aconteceram em Caratinga, Ipatinga, Imbé de Minas e Ubaporanga ‘Tudo que é Sólido’ – Luciano Gomes Costa, Humberto Martins e Julliano Mendes em cena gravada em Caratinga – crédito: Flávio Monfreda
“Tudo que Sólido”, de Márcio Heleno Soares, terminou suas filmagens no início de fevereiro. O ator Humberto Martins é o grande vilão do longa filmado no interior mineiro. Outros nomes importantes para a trama como o rapper Kant e as atrizes Adriana Rabelo (“Fuzuê”) e Eduarda Samara (“Bacurau”) também gravam na região.
No suspense policial, o artista carioca, visto recentemente em “O Auto da Compadecida 2”, vive o implacável Rei do Bicho, enquanto Eduarda interpreta Mara, uma jovem que se envolve com o traficante Paulista (Kant). Adriana Rebello (“Desalma”, Russo Apr (“Marte Um”) e Erick Maximiano também terão papéis de destaque no filme.
Humberto Martins divide sua função em duas etapas. “Teve um processo inicial de imaginação do roteiro que primeiro abre a janela de visualização do ator”, explica. “Aí já no set, com a direção, é quando o trabalho vai tomando outra forma mais elaborada, mais definitiva”. Ele também destaca seu apreço por produções locais: “acho maravilhoso, engrandece a nossa indústria, o local e as possibilidades de trabalhar na área artística”.
O longa tem direção de Márcio Heleno Soares, que divide o roteiro com André Regal. “Tudo que Sólido” narra a intensa relação entre dois adolescentes, que acaba se transformando em um violento conflito de gangues. As cenas do filme foram gravadas nas cidades de Caratinga, Ipatinga, Imbé de Minas e Ubaporanga.
As filmagens começaram em dezembro do ano passado com elenco local, escolhido entre mais de 800 pessoas. Foram selecionados 60 atores para as gravações. O longa conta com produção executiva de Edileis Novais e Emanuelly Batista Coelho, direção de produção de João Paulo de Souza e coordenação de produção de Ton Silva.
“O filme tem uma relação muito íntima com o interior de Minas, em cidades situadas no Vale do Aço”, conta o diretor. “Então nós temos esse grupo de pessoas que são da região, o que dá autenticidade para a trama, para trazer não só o sotaque, mas também algumas características físicas daqui”, complementa. Ao mesmo tempo, a ideia do diretor é a de desconstruir os arquétipos do campesino local.
Realização da Mimética Produções Audiovisuais, “Tudo que é Sólido” conta com financiamento via Incentivo da Secretaria de Estado de Cultura e Turismo de Minas Gerais – SECULT , Lei Paulo Gustavo – apoio às produções audiovisuais mineiras – Categoria 2 – Produção.
“Tudo que é Sólido”
Diretor: Márcio Heleno Soares
Roteiro: Márcio Heleno Soares e André Regal
Produtoras Executivas: Edileis Novais e Emanuelly Batista Coelho
Diretor de Produção: João Paulo De Souza
Diretor de Fotografia: Marcklano Lima Araujo Chagas
Diretor de Arte: Sérgio Crespo
Elenco principal: Humberto Martins, Adriana Rabello, Russo Apr, Eduarda Samara e Erick Maximiliano
Elenco regional: Artur José Silva, Beatriz Pimenta, Fernanda Teixeira Rossi, Mírian Cristina, Renato Gomes e Wellington Calaça.
O diretor Sean Baker, de filmes como o experimental ‘Tangerine’ (filmado com dois iphones) e ‘Projeto Flórida’ (aquele da menininha irritante), com ‘Anora’, nos dá uma espécie de versão mundo real do fantasioso ‘Uma linda mulher’, aos nos mostrar o romance entre um jovem rico e irresponsável e uma garota de programa interesseira. Os dois, após noites de loucuras, acabam se casando em Vegas, e a família do rapaz, oligarcas russos, tenta desfazer o engano. Embora seja, por vezes engraçado, o filme, na verdade, é um drama, que termina de forma melancólica (é um dos melhores finais que já vi, tocante).
O destaque é a maravilhosa novata Mikey Madison, como Anora, simplesmente arrebatadora, que merece ganhar todos os prêmios que vem acumulando com o papel. O filme só não é melhor porque dura um pouco além do que deveria.
Em cartaz no Brasil, sem chamar a atenção nas bilheterias (entrou na penúltima posição do top ten da ComScore quando estreou e já saiu da lista na segunda semana), ‘Anora’, repentinamente, se transformou num dos filmes mais quentes para ganhar o Oscar principal, o de Filme do Ano, depois que ganhou, em sequência, prêmios equivalentes, tanto no Critic´s Choice Awards (para surpresa geral) quanto do Directors Guild of America. Este ultimo, sim, um termômetro forte para arrebatar o careca dourado, nada de Golden Globes.
Já que, dos últimos 15 filmes que ganharam nesta categoria no DGA, 12 ganharam o Oscar do ano. E com o derretimento do hype do superestimado ‘Emilia Pérez’, por causa dos comentarios infelizes da atriz Karla Sofia Gascón, ‘Anora’ (uma produção independente, feita quase toda na base da vaquinha), que concorre a seis estatuetas da Academia (filme, diretor, atriz, ator coadjuvante, roteiro e edição), tem tudo para ser o grande azarão da temporada. Para mim, sempre foi a aposta certa.