Poltrona Resenha: The Chosen capítulos 3 e 4 da Temporada 4/Anna Barros

Poltrona Resenha: The Chosen capítulos 3 e 4 da Temporada 4/Anna Barros

Ver The Chosen para mim é ótimo. Amo a série e principalmente como ela transforma os apóstolos em gente como a gente e Jesus, alegre e divertido. Essa é a visão que tenho dele dentro da minha fé católica.

No episódio 3 vemos os discípulos espalhando a Palavra com Jesus e o incômodo que isso traz aos judeus pq Jesus faz milagres no sábado que é um dia sagrado para eles e fala ser o Filho de Deus. Mas também observamos o drama vivido por Tomé, um dos meus discípulos preferidos na série, que pede Ramah em casamento e ela aceita. Numa das pregações de Jesus, perto da sinagoga, há uma revolta de alguns judeus e uns soldados romanos querem prender Jesus. Gaius, que é amigo de Pedro e Mateus, se nega e outro soldado romano tenta. Mas quando os discípulos tentam proteger Jesus, Ramah acaba atingida e morta. Chorei muito nessa cena porque acompanhei a trajetória de Tome e Ramah e a enorme fé dela ao estudar a Torá com Maria Madalena em outros episódios. Essa cena é uma catarse.

Pedro consola Tomé a partir de sua própria experiência ao perder seu bebê com Eden. Uma cena bonita e extremamente tocante. 

No episódio 4 vemos que Gaius, agora promovido a Pretor, crê em Jesus e fala com Simão, agora denominado Pedro, que ele peça a Jesus que salve seu pequeno servo doente. Na verdade, ele é seu filho fora do casamento. Pedro o convence a ir até Jesus. Ele pede e acredita que Jesus fará o milagre mesmo à distancia. E é o que acontece, de verdade.

Notamos nos dois episódios um incremento no figurino e nos cenários, provavelmente por um investimento maior entregue a Dallas Jenkins, o criador e diretor, e temos um gostinho de quero mais ao sair do cinema.

O bom de The Chosen é que agrada evangélicos, católicos e até não cristãos porque trata o caminho dos apóstolos de forma simples e humanizada. Eles são falíveis: erram e acertam, julgam e têm dúvida. Gente como a gente.

Os dois episódios são maravilhosos. Vale MT a pena ver e rever.

5/5 poltronas

Deixe um comentário