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“QUERIDO MUNDO”: NOVO FILME DIRIGIDO POR MIGUEL FALABELLA COMEÇA A SER FILMADO

Inspirado na peça homônima, o longa-metragem é protagonizado por Malu Galli, Eduardo Moscovis, Marcello Novaes e Danielle Winits

Acabam de iniciar as filmagens de Querido Mundo, novo filme da Ananã Produções, coproduzido pela Star Original Productions. Com estreia prevista para 2025, o longa está sendo rodado no Rio de Janeiro (RJ) e apresenta uma deliciosa comédia sobre os conflitos amorosos de dois estranhos, dirigida por Miguel Falabella. Os protagonistas desta história são Malu Galli, Eduardo Moscovis, Marcelo Novaes, e Danielle Winits, ao lado de outros grandes nomes como Stella Miranda e Guida Vianna.

Querido Mundo se passa numa cidadezinha do interior, onde a dona de casa Elsa (Malu Galli) vive conformada com uma existência sem sonhos ou perspectivas ao lado de Gilberto (Marcello Novaes), um homem bruto e inescrupuloso. No Rio de Janeiro, o engenheiro Oswaldo (Eduardo Moscovis) amarga uma derrota na vida profissional e uma relação dolorosa com Odília (Danielle Winits), uma mulher fria e decidida a se separar dele. A queda de uma ponte numa noite de tempestade une os mundos de Elsa e Oswaldo, que acabam por se encontrar no Rio de Janeiro às vésperas do Ano Novo, nos escombros de um prédio abandonado por seus construtores.

Com ironia e humor ácido pontuando os relacionamentos dos casais, através de um olhar monocromático, o filme traz situações que seriam trágicas, caso não fossem conduzidas com a leveza da comédia.

A direção de Miguel Falabella é acompanhada pela produção de Julio Uchôa (S.O.S Mulheres ao Mar, Eu Fico Loko, Ricos de Amor), com Gustavo Hadba (Veneza, O Grande Circo Místico, Faroeste Caboclo) como diretor de fotografia, Tulé Peake (Tropa de Elite, Cidade de Deus, Ensaio Sobre a Cegueira) como diretor de arte e o figurino de Bia Salgado (Cidade de Deus, Noel, Turistas).

FICHA TÉCNICA

Título: Querido Mundo

Produção: Julio Uchôa

Direção: Miguel Falabella e Hsu Chien

Produção Executiva: Daniel van Hoogstraten

Diretor de Fotografia: Gustavo Hadba

Diretor de Arte: Tulé Peake

Figurinista: Bia Salgado

Visagista: Bob Paulino

Técnica de Som: Valéria Ferro

Edição de Som: Simone Petrillo

Mixagem de Som: Ariel Henrique

Direção Musical: Josimar Carneiro

Montagem: Marilia Moraes

Elenco:

Malu Galli (Elsa)

Eduardo Moscovis (Oswaldo)

Marcello Novaes (Gilberto)

Danielle Winits (Odila)

Cintia Rosa (Leda)

Pia Manfroni (Ivone)

Maria Eduarda de Carvalho (Daisy)

Magno Bandarz (Mário)

Alessandra Verney (Wilma)

Jorge Lucas (Diretor da Repartição)

Vitor Figueiredo (Odilon)

Romulo Medeiros (Homem da Blitz)

Noah Reis (Filho 2 de Odila e Oswaldo)

Rafael Machado (Robertão)

Stella Miranda (Celeste)

Guida Vianna (Dália)

Raul Labanca (Marido Semíramis)

Lilian Valeska (Semíramis)

Julio Uchôa (Apresentador de TV)

Ana Spohr (Elsa jovem)

Manuela Helfer (Daisy jovem)

Pedro Novaes (Gilberto jovem)

Gillray Coutinho (Chefe dos Bombeiros)

Sinopse:

Oswaldo está de mal com a vida após ser demitido de seu emprego e sua esposa pedir a separação. Às vésperas do réveillon, Oswaldo decide ir morar em seu apartamento no Rio de Janeiro, que ainda está em construção, invadindo o terreno do prédio. Seu caminho se cruza com a de Elsa, que também vai morar no mesmo prédio. Ambos buscam o recomeço na vida e no amor após um acidente que faz seus apartamentos explodirem, sendo obrigados a dividir, além do mesmo espaço, seus sonhos e esperanças de um futuro melhor.

Miguel Falabella

Miguel Falabella é um artista múltiplo. Em seus 60 anos de vida, conseguiu respeitabilidade como ator, diretor, tradutor, dramaturgo, cronista, carnavalesco, cineasta, apresentador de televisão, escritor de telenovelas e roteirista de séries.

Hsu Chien

Hsu Chien trabalhou em mais de 90 longa-metragens como Assistente de Cineastas de sucesso. Como diretor, esteve a frente de diversas obras, entre curtas, longas e séries, como “Por isso eu sou Vingativa”, “Sexo e as negas”, “Pé na cova” e “Ninguém entra ninguém sai”.

Julio Uchôa // Ananã Produções

Em 1996, Julio Uchôa fundou a Ananã Produções, que tem entre os principais filmes de seu catálogo os seguintes títulos: Sem Controle (2007); Show de Bola (2008), coprodução Alemanha-Brasil; S.O.S. Mulheres ao Mar (2014); S.O.S. Mulheres ao Mar 2 (2015); Eu Fico Loko (2017); Soundtrack(2017); Ricos de Amor (2020), Veneza (2021), Diários de Intercâmbio (2021) e Ricos de Amor 2 (2022). A Ananã ainda participou (production service) das filmagens no Brasil para o longa metragem Capitão América: Guerra Civil (2016). Além dos filmes para cinema, fez a produção executiva das séries As Cariocas (2010) e As Brasileiras (2012), da TV Globo.

‘A Viagem de Ernesto e Celestine’: animação francesa chega aos cinemas brasileiros dia 8 de fevereiro

‘A Viagem de Ernesto e Celestine’: animação francesa chega aos cinemas brasileiros dia 8 de fevereiro

Cena da animação ‘A Viagem de Ernesto e Celestine’ (Créditos: Divulgação / Bonfilm)

LONGA-METRAGEM, BASEADO NUMA SÉRIE DE LIVROS ILUSTRADOS, TEM DISTRIBUIÇÃO DA BONFILM E ENTRA EM CIRCUITO EM SEIS CAPITAIS BRASILEIRAS

Uma viagem musical a um país onde a música passa a ser proibida. Essa é a premissa da animação infantil francesa “A Viagem de Ernesto e Celestine”, distribuída no Brasil pela Bonfilm e com estreia nos cinemas dia 8 de fevereiro. Sob a direção de Julien Chheng e Jean-Christophe Roger, o filme se inspira na série de livros “Ernest & Célestine”, escritos e ilustrados pela autora belga Gabrielle Vincent entre 1981 e 2000. O longa integrou a programação do Festival Varilux de Cinema Francês em 2023 e agora entra em circuito nas cidades de São Paulo (SP), Rio de Janeiro (RJ), Belo Horizonte (MG), Curitiba (PR), Porto Alegre (RS) e Palmas (TO).
 

No longa, a dupla de protagonistas Ernesto e Celestine – um urso e uma ratinha – viaja para Charabie, país natal de Ernesto – uma terra exótica e alegre, lar dos melhores músicos do planeta -, com o objetivo de consertar um violino avariado. Lá, se deparam com uma realidade terrível: as notas musicais aos poucos estavam se tornando proibidas. Inconformados com a situação, os dois amigos se unem a um grupo de resistência musical a fim de reparar essa injustiça.
 

Responsáveis por transformar uma série de livros bastante popular entre as crianças francesas em um filme, os diretores Julien Chheng e Jean-Christophe Roger optaram pela magia da animação em 2D que, segundo Chheng, lhes dá a oportunidade de realizar certos “truques gráficos”: “Reinventamos o desenho, imagem por imagem, para colocá-lo a serviço de uma emoção”, e exemplifica: “Por vezes, nós reduzimos Celestine para torná-la mais fofa, ou a ampliamos para dar proporções próximas às de uma menina”.
 

Julien Chheng é diretor, animador e produtor, conhecido por suas colaborações em longas-metragens como Titeuf: O Filme (2011), O Gato do Rabino (2011) e Ernest et Célestine (2011). Em 2009, realizou seu primeiro curta-metragem autoral, Dodudindon. Cofundador do estúdio de animação La Cachette, é também codiretor da série animada adaptada de Ernest et Célestine. Em 2021, ele ganhou o Primetime Emmy Award por seu trabalho na série animada Primal (2019-2022).
 

Já Jean-Christophe Roger é um experiente diretor e roteirista de diversos filmes e séries de animação. Sua atuação se inicia na década de 1980. Em 2010, dirigiu o longa-metragem Os Contadores de História, que foi indicado no Festival de Annecy. Hoje, além de desenvolver projetos de animação de filmes e séries, ministra masterclasses e workshops sobre adaptação de temas para animação e relações entre roteiro, storyboard e direção.
 

“A Viagem de Ernesto e Celestine” é um filme destinado a toda família e se configura como uma bem-sucedida sequência cinematográfica, além de dialogar com uma série de animação com os mesmos personagens – também inspirada nos livros de Gabrielle Vincent.
 

“Tão ensolarada quanto a primeira, a continuação das aventuras do urso e do rato continua a ser uma delícia na animação tradicional” – Libération

[…] esta joia de ternura é muito mais do que uma simples continuação: um presente alegre para todos os públicos.” – Télérama

A VIAGEM DE ERNESTO E CELESTINE/Ernest et Célestine, le voyage en Charabie

2022|Animação|1h21|Distribuição:Bonfilm|Livre

Direção:Julien Chheng e Jean-Christophe Roger

Com as vozes de: Lambert Wilson, Michel Lerousseau, Lévanah Solomon, Pauline Brunner

Sinopse: Ernesto e Celestine estão viajando de volta ao país de Ernesto para consertar seu violino quebrado. Esta terra exótica é o lar dos melhores músicos do planeta e a música enche constantemente o ar de alegria. Porém, ao chegarem, os dois heróis descobrem que todas as formas de música foram proibidas há muitos anos.

LANÇAMENTOS BONFILM NO PRIMEIRO SEMESTRE 2024:

Depois de “A Viagem de Ernesto e Celestine”, os próximos filmes que entram em circuito distribuído pela Bonfilm são: “O Livro da Discórdia”, de Baya Kasmi; “Making Of”, de Cédric Kahn; “Maestro(s)”, de Bruno Chiche e “Disfarce Divino”, de Virginie Sauveur.

SOBRE A BONFILM

Além de distribuidora de filmes, a Bonfilm é realizadora do Festival Varilux de Cinema Francês que, nos últimos 13 anos, promoveu mais de 35 mil sessões nos cinemas e somou um público de mais de um 1,1 mil espectadores. Desde 2015, a Bonfilm organiza também o festival Ópera na Tela, evento que exibe filmes de récitas líricas em uma tenda montada ao ar livre no Rio de Janeiro, e que já teve uma edição em São Paulo, além de cinemas de todo Brasil.

Com elenco mirim em destaque, Roni descobre a ameaça de Cronópolis em novo trecho de ‘Gato Galáctico e o Feitiço do Tempo’

Com elenco mirim em destaque, Roni descobre a ameaça de Cronópolis em novo trecho de ‘Gato Galáctico e o Feitiço do Tempo’

Dirigido por Rodrigo Zan, filme estreia nos cinemas brasileiros em 1º de fevereiro

“Gato Galáctico e o Feitiço do Tempo”, novo filme estrelado pelo youtuber Ronaldo Souza e dirigido por Rodrigo Zan, acaba de ter uma cena divulgada pela distribuidora Synapse Distribution. No trecho, o protagonista Roni se reúne com Pepê (Erick Torres) e Lisa (Luiza Mezadri), que revelam a ele a verdadeira ameaça por trás dos eventos temporais de Cronópolis: o fantasma Perpétuo (Daniel Infantini). Logo, o trio começa a traçar planos. Assista à cena aqui.

Distribuído pela Synapse Distribution, “Gato Galáctico e o Feitiço do Tempo” é produzido pela DreamBox Produções e Daniel Picolo, sócio do filme, com coprodução de Ronaldo Souza Produções. O longa entra em cartaz nos cinemas em todo o Brasil em 1º de fevereiro de 2024. Assista ao trailer aqui e baixe o pôster e fotos do filme neste link.

No filme, Roni e seus amigos se juntam para salvar uma cidade misteriosa de um perigoso vilão. A aventura, repleta de grandes cenas de ação e efeitos especiais, também levará o herói a saber mais sobre o seu passado. O elenco conta ainda com Luiza Mezadri, Daniel Infantini, Erick Torres e Blota Filho. 

Sucesso na internet com seu canal no YouTube, Ronaldo Souza, o Gato Galáctico (@GatoGalactico), é referência e inspiração para seus mais de 22 milhões de fãs e seguidores nas redes sociais. Com 17 milhões de inscritos no YouTube, 3,6 mi no TikTok e 1,6 mi no Instagram, há 10 anos traz conteúdos que envolvem muita arte e criatividade, além de estimular a imaginação das crianças.

Atualmente é um dos maiores canais infantojuvenis do YouTube no Brasil, com mais de 6 bilhões de visualizações.

Sinopse

Uma nova aventura cheia de mistério com o Gato Galáctico! Roni ganha um relógio mágico e vai parar num vilarejo enfeitiçado, onde as crianças estão desaparecendo. Junto com seus amigos, ele tem que enfrentar o poderoso Perpétuo e salvar Cronópolis.

Elenco principal: 

Ronaldo Souza – Roni
Erick Torres – Pepê
Luiza Mezadri – Lisa
Daniel Infantini – Perpétuo
Blota Filho – Pedro Pontual

Ficha técnica

Diretor: Rodrigo Zan
Roteiro: Gui Cintra, Rodrigo Moura, Sergio Barbosa e André Brandt
Produção: Daniel Picolo, Augusto Petito, Fabricio Gesser, Beatriz Dutra e Adolar Fisher
Direção de Fotografia: Leco Moura
Direção de arte: Josiane Silva
Figurino: Adriana Bernardes Martins 
Edição: Dimitri Lucho

Sobre a DreamBox Produções

A produtora DreamBox fundada em 2011 por Daniel e Guilherme Picolo, cineasta e maestro, respectivamente, destaca-se pela qualidade refinada de seus filmes, séries e documentários devido à formação de seus sócios na Universidade da California, UCLA. Seus trabalhos incluem o curta-metragem “Catarse” no Canal Brasil desde 2015 e o documentário “Eu & Minha Irmã, a trajetória das Irmãs Galvão”, exibido na TV Cultura, Amazon Prime e SBT. A série “Galeria” está no canal Box Music Brazil, e seu novo filme, “Inconscientes Revelados”, é distribuído pela Elo Company. A equipe, composta por diretores, roteiristas, produtores e músicos, destaca-se pela criatividade e inovação. A produtora também realizou a pós-produção do filme “FLOPS: Agentes nada Secretos”, classificado como TOP 2 na Netflix, e atualmente está distribuindo sua mais recente produção original, “Gato Galáctico: e o feitiço do tempo”, em parceria com a Synapse Distribution.

Sobre a Synapse Distribution

A Synapse, selo de exibição da SOFA DGTL, licencia e lança comercialmente uma média de 50 filmes por ano. Em 2022, lançou 10 filmes nos cinemas, entre eles o brasileiro Acampamento Intergaláctico, que marcou a estreia do influenciador Ronaldo Souza nas telas de cinema. Em 2023, lançou 13 filmes nos cinemas.

Siga a Synapse Distribution nas redes sociais.

Maratona Oscar: American Fiction/Cesar Augusto Mota

Maratona Oscar: American Fiction/Cesar Augusto Mota

Abordar situações do cotidiano e ser um sucesso de crítica é um cenário desejável para todo escritor, mas e quando não há retorno comercial? O que fazer? Dever se adequar às exigências do mercado ou insistir e não abrir mão de suas convicções? Uma situação como essa será abordada em mais uma produção postulante ao prêmio de melhor filme no Oscar 2024. ‘American Fiction’, escrita e dirigida por Cord Jefferson, é considerada uma dramédia satírica e tem dado o que falar.

Inspirado no romance ‘Erasure’ (apagamento, em tradução livre), de 2001, de Percival Everett, a narrativa se concentra em Thelonius Ellison (Jeffrey Wright), o Monk, um escritor negro inconformado com a rejeição de seus últimos três livros por parte das editoras. Inconformado em como a literatura retrata as pessoas negras, como escravos, criminosos ou vítimas de violência policial, Monk resolve produzir uma sátira sobre esse mercado editorial e o racismo institucional existente, mas não esperava que sua publicação iria ser comprada por uma grande editora.

Jefferson nos apresenta a um personagem que transita pela inteligência, frustração e bom humor, com um professor e escritor disposto a defender seu ponto de vista e ao mesmo tempo ciente de que está nadando contra a maré em um mercado que se acostumou em retratar os negros em situações alarmantes. O roteiro é linear, ilustra um protagonista de arco altamente dramático, em situações de pressão contra parede, com destaque para o momento em que Monk conhece a romancista Sintara Golden (Issa Rae), cujo livro ‘’We´s Lives in Da Ghetto’ reforça os estereótipos dos negros há muito tempo retratados, sempre em posições vulneráveis. Mas Monk também encontra apoio em sua família, principalmente do irmão Cliff (Sterling K. Brown), que funciona como um excelente dinâmico do protagonista e brinda o espectador com ocasiões insanas e cômicas.

O público se revolta e compra a ideia de Monk, tendo em vista se tratar de um protagonista de alta carga intelectual, de personalidade forte e que observa o mundo com certo estranhamento e distância. E na medida em que a história se desenrola, Monk se fortalece ainda mais e percebe que não está sozinho, mas ele sabe que precisa ter cuidado com sua alta sinceridade, que pode não lhe fazer bem, com risco de conflitos com pessoas queridas e altos executivos de empresas grandes. Jeffrey Wright cumpre muito bem o papel que lhe foi dado, de fazer críticas duras e construtivas a um mercado editorial consolidado e ainda altamente preconceituoso, com um protagonista de pulso firme e que não hesitou em chutar o balde.

Cord Jefferson fez um filme oportuno, que cutuca um grande vespeiro e que traz esperanças. Ainda há muito o que se fazer contra o preconceito e o racismo, é preciso ter coragem e nunca desistir, avanços estão aos poucos acontecendo, mas é apenas o começo.

‘American Fiction’ concorre ao Oscar 2024 em cinco categorias, de melhor filme, ator, ator coadjuvante, roteiro adaptado e trilha sonora original.

Cotação: 4,5/5 poltronas.

Por: Cesar Augusto Mota