PARA’Í, ficção sobre a resistência do Povo Guarani, estreia dia 20 de abril

PARA’Í, ficção sobre a resistência do Povo Guarani, estreia dia 20 de abril

Dirigido por Vinicius Toro, longa foi filmado na Terra Indígena Jaraguá (SP), e traz uma história sobre a luta do povo Guarani Mbya
Trailer: https://youtu.be/voNn6cTwaRM

Dirigido por Vinicius Toro, PARA’Í surge do encontro entre o cineasta e a comunidade guarani do Jaraguá, como parte do Programa Aldeias, um projeto de fortalecimento cultural e político das terras indígenas de São Paulo. “O objetivo das oficinas de vídeo era que a comunidade pudesse se apropriar das tecnologias e realizar projetos para visibilizar o contexto de vida dos Guarani na maior cidade do país.” Produzido pela Travessia Filmes, o longa chega aos cinemas em 20 de abril, na semana do Dia dos Povos Indígenas, com distribuição da Descoloniza Filmes.

Um filme contemporâneo, que coloca na tela protagonistas indígenas, PARA’Í “fala sobre resistência, sobre seguir em meio à escassez, à dificuldade e não desistir, e poder ser destruído, mas algo sempre permanecer para dar continuidade. Então é a própria metáfora da história dos povos indígenas, por isso acho que no momento atual ele faz tanto sentido quanto antes, porque não é uma denúncia específica, é uma história que continua, essa jornada simbólica do povo Guarani”, destaca o diretor.

Ao centro do filme está Pará (Monique Ramos Ara Poty Mattos), uma garotinha que, pela primeira vez, encontra uma espiga de milho colorida. Encantada com a sua beleza, vai tentar cultivá-lo. Esse milho tradicional dos guaranis desperta nela uma busca sobre si mesma e seu lugar no mundo.

Vinicius conta que, ao ver o milho colorido pela primeira vez, ficou tão encantado quanto a sua personagem, surgindo assim a ideia de criar uma história sobre uma garota que encontra essa espiga no Jaraguá.

“Fomos integrando essa ideia com outros interesses da comunidade, como tratar do tema da espiritualidade Guarani frente à igreja cristã, e realizar um filme para o público infantil. O filme foi surgindo dessa relação com as pessoas do grupo, da integração entre meus interesses, os deles e o contexto maior da terra indígena e dos Guarani Mbya.”

Com um elenco composto por pessoas que vivem na própria Terra Indígena Jaraguá, alguns personagens e eventos da história foram se modificando a partir do trabalho com os atores da comunidade. “A Monique em especial era muito conectada com a natureza, por isso sempre ensaiávamos na aldeia nova, o que transformava a preparação também num momento lúdico. Disso acabou surgindo um jogo que fizemos dentro das filmagens, em que transformamos as cenas em aventuras, que envolviam animais do universo dos Guarani.”

“No filme, a maioria dos personagens traz inspirações em pessoas da comunidade ou até interpretavam uma certa versão de si mesmos, no caso da liderança Kerexu e da melhor amiga da protagonista, a Silmara. Porém, a menina Pará não tem ligação com ninguém real, pois ela era em si mesma o filme. Nesse sentido, Pará é mais do que uma pessoa, era uma força de vontade, uma jornada.”

A estética de PARA’Í, explica Vinicius, é muito baseada no princípio de focalizar essa protagonista indígena. “A invisibilidade e opressão realizada com os povos originários acontecem desde o início do Brasil, então nossa maneira de se colocar na ‘disputa de narrativas’ foi fazer um filme focado em uma personagem Guarani e construir a narrativa a partir da sua posição. O filme não dá explicações sobre onde fica a terra indígena, qual é a história do local, mas a narrativa acompanha os questionamentos próprios que a Pará vai fazendo e que revelam problemáticas que estavam sendo discutidas naquele contexto.”

O longa foi exibido em festivais como Brasília, Tiradentes e Rio, além dos estrangeiros de Guadalajara, Cartagena e Mannheim-Heidelberg. Sua primeira sessão foi no Jaraguá e depois realizou exibições especiais no Acampamento Terra Livre, em escolas públicas e em cineclubes, com vários tipos de públicos.

“As pessoas se emocionam bastante e compreendem muito bem os conteúdos que o filme aborda, mesmo aqueles mais políticos ou da espiritualidade Guarani. O público em geral parece querer ver também o que está além do filme, então perguntam bastante sobre o contexto da terra indígena, sobre o trabalho com os atores, sobre o milho, sobre o futuro dos Guarani. Então a discussão não é só sobre o filme em si, mas sobre todo esse universo que ele atravessa.”

PARA’Í será lançado no Brasil pela Descoloniza Filmes.

Sinopse
PARA’Í conta a história de Pará, menina guarani que encontra por acaso um milho guarani tradicional, que nunca havia visto e, encantada com a beleza de suas sementes coloridas, busca cultivá-lo. A partir dessa busca, começa a questionar seu lugar no mundo: por que não fala guarani, por que é diferente dos colegas da escola, por que seu pai vai à igreja Cristã, por que seu povo luta por terra.

Ficha Técnica
Direção e Roteiro: 
Vinicius Toro
Elenco: Monique Ramos Ara Poty Mattos, Samara Cristina Pará Mirim O. Martim, Lucas Augusto Martim, Regiane Dina de Oliveira Santos, Hortêncio Karai Tataendy, Sônia Barbosa Ara Mirim
Produção Executiva: Bruno Cucio
Montagem: Victor Fisch
Direção de Fotografia: Cris Lyra
Desenho de Som: Ricardo Zollner
Direção de Arte: Maíra Mesquita
Produtora: Travessia
Ano: 2018
País: Brasil
Duração: 82 minutos

Sobre Vinicius Toro
Formado em Audiovisual na USP, Vinicius trabalha há 12 anos junto ao povo Guarani, realizando documentários, exposições fotográficas e livros, culminando no filme de ficção PARA’Í, resultado da criação em parceria com a comunidade indígena do Jaraguá e desenvolvido a partir de fatos vividos durante o processo da luta pela terra.

Sobre a Travessia Filmes
Produtora de audiovisual dedicada à cultura e a projetos educacionais, tem expressado uma visão crítica e contundente de mundo, como nos curtas-metragens “Ava Mocoi, Os Gêmeos”, vencedor do prêmio de Melhor Filme no Festival de Oberhausen, e “Quebramar”, ganhador de Melhor Documentário em Clermont-Ferrand.

Sobre a Descoloniza Filmes
Fundada em 2017 por Ibirá Machado, a Descoloniza Filmes nasceu com o propósito de equiparar a distribuição de filmes dirigidos por mulheres e que tragam novas propostas narrativas e temáticas, contribuindo com a construção de uma nova forma de pensar. Em 2018, a Descoloniza lançou o filme argentino “Minha Amiga do Parque”, de Ana Katz, vencedor do prêmio de Melhor Roteiro no Festival de Sundance, “Híbridos – Os Espíritos do Brasil”, de Priscilla Telmon e Vincent Moon, o chileno “Rei”, de Niles Attalah, vencedor do Grande Prêmio do Júri no Festival de Roterdã, e “Como Fotografei os Yanomami”, de Otavio Cury. Em 2019, codistribuiu junto à Vitrine Filmes a obra “Los Silencios”, de Beatriz Seigner, e levou aos cinemas “Carta Para Além dos Muros”, de André Canto. Durante a pandemia, lançou diretamente no streaming os filmes “Saudade Mundão”, de Julia Hannud e Catharina Scarpellini, e “Castelo de Terra”, de Oriane Descout, retomando os lançamentos em salas no segundo semestre de 2021 com “Cavalo”, de Rafhael Barbosa e Werner Sales, “Parque Oeste”, de Fabiana Assis, e “Aleluia, O Canto Infinito do Tincoã”, de Tenille Barbosa. Em 2022, realizou os lançamentos de “Sem Rosto”, de Sonia Guggisberg, “Gyuri”, de Mariana Lacerda, “Aquilo Que Eu Nunca Perdi”, de Marina Thomé, e “Êxtase”, de Moara Passoni. Em seu calendário de lançamentos de 20233, há “Muribeca”, de Alcione Ferreira e Camilo Soares, “Para’í”, de Vinicius Toro, “Para Onde Voam as Feiticeiras”, de Eliane Caffé, Carla Caffé e Beto Amaral, “Luz nos Trópicos”, de Paula Gaitán, “Seus Ossos e Seus Olhos”, de Caetano Gotardo, dentre outros.

Com Pierfrancesco Favino, O COLIBRI estreia nesta quinta-feira

Com Pierfrancesco Favino, O COLIBRI estreia nesta quinta-feira

Filme da italiana Francesca Archibugi acompanha algumas décadas na vida de uma família repleta de tragédias e desafios
(Crédito: Enrico De Luigi)

Dirigido por Francesca Archibugi (“A Árvore do Pico”), O COLIBRI é um filme italiano protagonizado por um homem, desde a infância apelidado de Colibri, cuja vida é marcada por coincidências, encontros, desencontros e amores fortes. Pierfrancesco Favino interpreta o personagem no longa, que ainda conta com Nanni Moretti, Bérénice Bejo e Laura Morante no elenco. A estreia é em 13 de abril, com distribuição da Pandora Filmes, e acontece nas seguintes praças: São PauloRio de JaneiroAracajuBelo HorizonteBrasíliaJoão PessoaNiteróiPorto AlegreRecife e Salvador.

Para criar essa história que começa em 1970, e vai até um futuro próximo, Archibugi, que também assina o roteiro com Laura Paolucci e Francesco Piccolo, partiu do romance homônimo de Sandro Veronesi (“Caos Calmo”). “Amei muito o romance e queria ser fiel a ele e, ao mesmo tempo, o usei como material pessoal, porque é assim que me sinto. O livro é estilisticamente aventureiro e queríamos não só entrar na aventura, mas também a reinventar”.

A diretora explica que a escolha do elenco foi fundamental, uma vez que este é um filme fortemente calcado em personagens que carregam o fardo da história em si. “O mundo ao redor, as casas, as ruas, as imagens, a luz e as estações que se sucedem, foram feitos para envolver os personagens como um manto para a jornada.”

O filme, que, no ano passado, abriu o Festival de Roma e foi exibido em Toronto, conta com uma narrativa marcada pelas memórias e redescobertas. A história começa na juventude de Marco Carrera (que quando adulto será interpretado por Favino) ao lado de seus pais (Sergio Albelli e Laura Morante) e o irmão. Ele e seu irmão são apaixonados pela mesma jovem francesa, mas, naquela noite, uma tragédia se abaterá, mudando o destino de todos.

Anos mais tarde, um psicólogo (interpretado por Moretti) vai à procura de Carrera para perguntar sobre aquela jovem francesa, chamada Luisa (Bérénice Bejo), que tanto marcou seu passado. O psicólogo trata da mulher do protagonista, Marina (Kasia Smutniak), cujos problemas emocionais trazem uma situação de risco para o próprio marido.

Quando o passado volta à tona, a vida de todos se transforma, Marco precisa fazer escolhas que irão reverberar em todos os personagens. Ao mesmo tempo, o filme avança para o futuro, e nós o vemos em sua vida 30 anos depois.

“Também neste filme, como nos anteriores, o meu desejo era anular a câmera, podendo criar a percepção de que a história estava se contando. Não é um exercício de direção fácil. Às vezes, a coisa mais difícil de enquadrar é o rosto de um homem, uma mulher, meninos e crianças, entender os subtextos e filmar o invisível”, conta a diretora.

A equipe artística de O COLIBRI conta com fotografia assinada por Luca Bigazzi (“A Grande Beleza”), desenho de produção de Alessandro Vannucci (“Miss Marx”), trilha sonora de Battista Lena (“A Árvore do Pico”) e montagem de Esmeralda Calabria (“5 é o Número Perfeito”).

O COLIBRI será lançado no Brasil pela Pandora Filmes.

Sinopse
A história de Marco Carrera (Pierfrancesco Favino), conhecido como “Colibri”, uma vida de coincidências fatídicas, perdas e amores absolutos. A narrativa prossegue de acordo com a força das memórias que nos permitem saltar de um período para outro, de uma época para outra, num tempo que vai do início dos anos 1970 ao futuro próximo. Colibri é sobre a força ancestral da vida, da luta árdua que todos fazemos para resistir ao que às vezes parece insustentável. Mesmo com as poderosas armas da ilusão, da felicidade e da alegria.

Ficha Técnica
Direção: 
Francesca Archibugi
Roteiro: Francesca Archibugi, Laura Paolucci e Francesco Piccolo, baseado no livro de Sandro Veronesi
Produção: Domenico Procacci, Anne-Dominique Toussaint
Elenco: Pierfrancesco Favino, Kasia Smutniak, Bérénice Bejo, Nanni Moretti, Laura Morante, Sergio Albelli, Massimo Ceccherini, Alessandro Tedeschi, Benedetta Porcaroli
Direção de Fotografia: Luca Bigazzi
Desenho de Produção: Alessandro Vannucci
Trilha Sonora: Battista Lena
Montagem: Esmeralda Calabria
Gênero: drama
País: Itália
Ano: 2022
Duração: 126 minutos

SOBRE A PANDORA FILMES
A Pandora é uma distribuidora de filmes independentes que há 30 anos busca ampliar os horizontes da distribuição de filmes no Brasil revelando nomes outrora desconhecidos no país, como Krzysztof Kieślowski, Theo Angelopoulos e Wong Kar-Wai, e relançando clássicos memoráveis em cópias restauradas, de diretores como Federico Fellini, Ingmar Bergman e Billy Wilder. Sempre acompanhando as novas tendências do cinema mundial, os lançamentos recentes incluem “O Apartamento”, de Asghar Farhadi, vencedor do Oscar de Melhor Filme Estrangeiro; e os vencedores da Palma de Ouro de Cannes “The Square: A Arte da Discórdia”, de Ruben Östlund e “Parasita”, de Bong Joon Ho.

Paralelamente aos filmes internacionais, a Pandora atua com o cinema brasileiro, lançando obras de diretores renomados e também de novos talentos, como Ruy Guerra, Edgard Navarro, Sérgio Bianchi, Beto Brant, Fernando Meirelles, Gustavo Galvão, Armando Praça, Helena Ignez, Tata Amaral, Anna Muylaert, Petra Costa, Pedro Serrano e Gabriela Amaral Almeida.

As múmias e o Anel Perdido chega à HBO Max dia 14 de abril

As múmias e o Anel Perdido chega à HBO Max dia 14 de abril

DO CINEMA PARA SUA CASA: ‘AS MÚMIAS E O ANEL PERDIDO’ CHEGA À HBO MAX EM 14 DE ABRIL
 

Clique aqui para baixar as imagens de divulgação
 

São Paulo, 12 de abril de 2023 – A animação de aventura da Warner Bros. Pictures, AS MÚMIAS E O ANEL PERDIDO, chega no dia 14 de abril na HBO MaxDO CINEMA PARA SUA CASA é a franquia daHBO Max que lança os filmes mais grandiosos da Warner Bros. e de outros grandes estúdios após seu lançamento nos cinemas. Todos os meses DO CINEMA PARA SUA CASA surpreende o público com grandes lançamentos.
 

Dirigido pelo espanhol Juan Jesús García Galocha e produzido e escrito por Jordi Gasull e Javier Barreira, o filme conta a história de três múmias antigas que chegam em Londres nos dias de hoje e embarcam em uma viagem em busca de um anel antigo pertencente à família real, roubado pelo ambicioso arqueólogo Lord Carnaby.
 

No Egito, nas entranhas da terra, há uma cidade ancestral, de 3000 anos, habitada por múmias. Por ordem imperial, a princesa Nefer tem que se casar com Thut, mas nenhum dos dois quer o casamento: Nefer anseia por liberdade, e Thut é alérgico a compromissos. Como dos desejos dos deuses ninguém escapa, o casamento deve ser realizado em apenas sete dias, e Thut deve trazer para a cerimônia o antigo anel que o Faraó lhe deu. Enquanto isso, na superfície da Terra, o Lorde Silvester Carnaby realiza uma expedição arqueológica na qual, pela primeira vez, encontra algo relevante: uma tumba egípcia onde, além de vários troféus, encontra uma aliança.
 

AS MÚMIAS E O ANEL PERDIDO traz na versão original as vozes de Joe Thomas (“The Inbetweeners — O Filme”, série “White Gold”), Eleanor Tomlinson (série “The Nevers”, “Jack, O Caçador de Gigantes”, “O Ilusionista”), Santiago Winder (“The Hope Rooms”), Celia Imrie (“O Exótico Hotel Marigold”, “Mamma Mia: Lá Vamos Nós de Novo!”), e Dan Starkey (série “Doctor Who”), Hugh Bonneville (“As Aventuras de Paddington”, série “Downton Abbey”, “Um Lugar Chamado Notting Hill”) e Sean Bean (série “Game of Thrones”, “Perdido em Marte”, “O Senhor dos Anéis”).
 

Aproveite as melhores estreias, somente na HBO Max.
Para mais informações, siga nosso perfil no Instagram @HBOMaxBR

###
 

Sobre a HBO Max
HBO Max™ é uma plataforma de streaming que oferece o melhor entretenimento, com a maior variedade de séries e filmes e de marcas icônicas como HBO, Warner Bros., DC, Max Originals e grandes sucessos do cinema. A plataforma foi lançada nos Estados Unidos, em maio de 2020, e introduziu um nível de preço mais baixo, apoiado pela publicidade, em junho de 2021. Atualmente disponível em 61 países, HBO Max iniciou sua expansão global nos mercados da América Latina e Caribe, seguido por seus primeiros lançamentos nos países Nórdicos e Ibéricos, Países Baixos, além de Centro e Leste Europeu. 

Animação Bubu e as Corujinhas é diversão e educação para os pequenos

Animação Bubu e as Corujinhas é diversão e educação para os pequenos

Animação ‘Bubu e as Corujinhas’ é diversão e educação para os pequeninos

Divertido e inovador, o desenho propõe diversão e aprendizado. Disponível na plataforma da Brasil Paralelo, a animação contribui com pais e mães na missão de educarem seus filhos
 Sucesso com a criançada, “Bubu e as Corujinhas” é sinônimo de entretenimento e educação


Abril, 2023. Desenvolvido pela UP! Content., empresa de licenciamento e desenvolvimento de conteúdo do Grupo Uall, a animação “Bubu e as Corujinhas” já está inserido no catálogo de Brasil Paralelo.


Opção de entretenimento saudável e educativo, o desenho ajuda mães e pais no processo de aprendizagem dos filhos. Com formato inovador, a obra insere no momento de lazer dos pequeninos, um contexto educacional leve e de uma maneira muito divertida dissemina ensinamentos sobre a natureza e importantes valores éticos, sociais e familiares.

A história narra as aventuras da corujinha ‘Bubu’, que vive na ‘Floresta de Los Arboles’ com os irmãos Biel e Bonie e amigos, com quem compartilha aventuras e descobertas incríveis. Cada personagem tem uma característica diferente e ao longo dos episódios dúvidas como: “Do que são feitas as plantas? Como acontece a chuva e o arco-íris? Como agem os diferentes animais?” e tantos outros questionamentos surgem a todo momento para gerar interação com as crianças, que do outro lado da telinha, também se vêem envoltos em dúvidas parecidas na vida real.

As peças são contextualizadas dentro de situações onde os pais aconselham os filhos sobre a importância da amizade, da ajudar o próximo, da generosidade e do aprendizado com as experiências e as vivências do dia a dia.

Já disponível em séries especiais, a animação tem canções originais a as duas primeiras temporadas foram roteirizadas em 26 episódios de 11 minutos cada, com cenas que alertam para situações cotidianas e aborda ainda os riscos de sair de casa sem os pais, além da importância de falar sempre a verdade e destacar os benefícios de ser organizado, entre outros valores fundamentais para o processo de formação dos indivíduos.

“Bubu e as Corujinhas” faz parte do portfólio da Brasil Paralelo, que conta ainda com outros conteúdos totalmente voltados para o público infantil. A grade com programação para os pequeninos é segura para todas as idades. Os desenhos infantis educativos estão disponíveis na BP Select para que os pais fiquem tranquilos enquanto seus filhos se divertem.

Para conhecer todas as opções disponíveis no catálogo, acesse o site da Brasil Paralelo.

Dançando no Silêncio aborda sororidade e superação de traumas e estreia dia 4 de maio

Dançando no Silêncio aborda sororidade e superação de traumas e estreia dia 4 de maio

DANÇANDO NO SILÊNCIO ABORDA SORORIDADE E SUPERAÇÃO DE TRAUMAS POR MEIO DA DANÇA

Dirigido por Mounia Meddour, filme chega aos cinemas em 4 de maio, com lançamento da Pandora Filmes; trailer oficial é divulgado

ASSISTA AO TRAILER OFICIAL: https://youtu.be/Xs42rtmVT_Q

Materiais: https://1drv.ms/f/s!AuE8oJHSrL6UiIk0_qCRDjoTnz_BxA?e=5fhnTx

Dirigido pela franco-argelina Mounia Meddour (“Papicha”), DANÇANDO NO SILÊNCIO é um filme que tem, ao centro, a dança, que, para além de uma manifestação artística, é, também, uma maneira com a qual as personagens praticam a sororidade e lidam com traumas. O longa chega aos cinemas em 4 de maio, com lançamento da Pandora Filmes.

Houria (Lyna Khoudri) é uma jovem argelina que sonha em ser bailarina. Ela trabalha como camareira durante o dia e se envolve com apostas ilegais à noite. Até que ganha uma grande quantia e é agredida por um homem. Quando acorda no hospital, seu corpo não é mais o mesmo e sua ambição no balé deve ser esquecida. Mas, ao lado de outras mulheres também traumatizadas, ela descobrirá como lidar com suas perdas e seguir em frente.

Meddour, que também assina o roteiro, explica que a origem do filme está no seu desejo de explorar a sociedade argelina contemporânea, tema constante em sua filmografia, e encontrou na personagem uma maneira de acessar esse universo.

“Eu comecei no cinema fazendo documentário, por isso, eu gosto de tirar de dentro de mim memórias e experiências para transcrever em ficção no cinema. Após um acidente, com fratura dupla do tornozelo, vivi uma longa reabilitação que me imobilizou por um tempo. Eu queria contar sobre o isolamento, a solidão e deficiência. Mas, especialmente, a reconstrução”, diz a diretora.

Ao colocar como protagonista uma jovem que sonha em dançar, mas é imobilizada, a diretora pretende mostrar como no seu país a liberdade individual – especialmente das mulheres – é limitada. “A dança ainda é praticada em lugares privados, mas muito pouco ao ar livre. O corpo da mulher é um tabu. Uma mulher que dança é uma mulher que quer se expressar. Não é inofensivo em uma sociedade patriarcal e tradicional, com costumes e mecanismos de honra. Precisamos de uma mudança de mentalidade, mas o caminho ainda é longo.”

Na linguagem corporal das personagens, Meddour encontrou algo muito cinematográfico, cuja sua encenação enfatiza ao privilegiar os corpos, os gestos, movimentos. Ela aponta que filmar uma dança é algo bastante complexo, e sua opção foi filmar as dançarinas de forma livre, dando a elas total liberdade de movimento.

“Gosto de filmar os meus personagens o mais próximo possível dos corpos, da pele, do movimento. Na encenação deste filme, questionei muito sobre como filmar a dança e que escolhas fazer. Quando você filma dança, você tem que aceitar perder alguma coisa. Para mim, era absolutamente necessário evitar a captura e privilegiar os corpos, os movimentos, uma expressão, um olhar. Muitas vezes, em filmes de dança, a coreografia é projetada para câmera ou recoreografada para encenação cinematográfica. A coreografia é, portanto, a matéria-prima, não o roteiro.”

As coreografias do filme são assinadas por Hajiba Fahmy, que já fez parte da equipe de bailarinas dos shows de Beyoncé. Ela trabalhou em conjunto com um consultor de língua de sinais, Antoine Valette, e os compositores Yasmine Meddour e Maxence Dussere. Meddour explica que a coreografia foi o mais difícil de criar, pois tinha de ser, ao mesmo tempo, poderosa e libertadora.

“A personagem tinha que extrair sua energia do solo e difundi-la em todo o seu corpo. Uma dança natural com um ritmo que invade o corpo. Para esta coreografia, primeiro traduzimos para a linguagem de sinais das passagens do roteiro, e, então, Hajiba reinterpretou cada sinal em movimento para criar a coreografia final, muito simbólica e cheia de força. Este processo foi longo e trabalhoso, mas muito estimulante e criativo. Hajiba também preparou Lyna fisicamente para dança clássica.”

A atriz Lyna Khoudri já havia trabalhado com a cineasta em “Papicha”, e essa parceria e o conhecimento mútuo foram fundamentais para Meddour criar a personagem e DANÇANDO NO SILÊNCIO“No filme, falamos de silêncio, choque pós-traumático, reabilitação física, e, para isso, foi fundamental coletar o máximo de informações possíveis para construir uma personagem justa, precisa e crível. Então, fizemos muitas entrevistas com psicólogos e neurologistas para tentar entender o que estaria acontecendo na cabeça de Houria e entendendo seu silêncio como resultado de um choque pós-traumático.”

DANÇANDO NO SILÊNCIO será lançado no Brasil pela Pandora Filmes.

Sinopse
Uma jovem apaixonada por balé passa por um trauma, conhece outras mulheres que passaram por situações semelhantes e encontram uma forma criativa de perseguir sua paixão.

Ficha Técnica
Direção:
 Mounia Meddour
Roteiro: Mounia Meddour
Produção: Lyna Khoudri, Rachida Brakni, Amira Hilda Douaouda
Elenco: Lyna Khoudri, Rachida Brakni, Nadia Kaci, Hilda Amira Douaouda, Meriem Medjkane, Zahra Manel Doumandji, Sarah Hamdi, Sarah Guendouz, Amina Benghernaout, Camila Halima-Filali, Marwan Fares, Hassen Ferhani
Direção de Fotografia: Léo Lefèvre
Desenho de Produção: Chloé Cambournac
Trilha Sonora: Maxence Dussèr, Yasmine Meddour
Montagem: Damien Keyeux
Gênero: drama
País: Argélia
Ano: 2022
Duração: 104 minutos

Sobre a Pandora Filmes
A Pandora é uma distribuidora de filmes independentes que há 30 anos busca ampliar os horizontes da distribuição de filmes no Brasil revelando nomes outrora desconhecidos no país, como Krzysztof Kieślowski, Theo Angelopoulos e Wong Kar-Wai, e relançando clássicos memoráveis em cópias restauradas, de diretores como Federico Fellini, Ingmar Bergman e Billy Wilder. Sempre acompanhando as novas tendências do cinema mundial, os lançamentos recentes incluem “O Apartamento”, de Asghar Farhadi, vencedor do Oscar de Melhor Filme Estrangeiro; e os vencedores da Palma de Ouro de Cannes: “The Square: A Arte da Discórdia”, de Ruben Östlund e “Parasita”, de Bong Joon Ho.

Paralelamente aos filmes internacionais, a Pandora atua com o cinema brasileiro, lançando obras de diretores renomados e também de novos talentos, como Ruy Guerra, Edgard Navarro, Sérgio Bianchi, Beto Brant, Fernando Meirelles, Gustavo Galvão, Armando Praça, Helena Ignez, Tata Amaral, Anna Muylaert, Petra Costa, Pedro Serrano e Gabriela Amaral Almeida.