Instituto Vladimir Herzog lamenta morte da jornalista Gloria Maria
“Quando a mulher negra se movimenta, toda a estrutura da sociedade se movimenta com ela” (Angela Davis).
A jornalista Gloria Maria faleceu no dia 2 de fevereiro de metástase cerebral decorrente de um câncer de pulmão. Sua morte comoveu o País por ser sempre uma jornalista competente, ousada, pioneira no telejornalismo e à frente de seu tempo.
Glórias! Foi o que a jornalista Gloria Maria deu ao Brasil. Hoje e sempre, celebramos a sua vida e o seu legado para o jornalismo, mas sobretudo, a intensidade com que enfrentou preconceitos e transformou a imagem da mulher negra.
Fonte de inspiração, foi pioneira e guerreira, abriu caminhos, quebrou paradigmas, movimentou estruturas e compartilhou sua vontade de vida com todos nós.
“O grande fascínio do tipo de jornalismo que faço é que me permite conhecer outras pessoas e, conhecendo outras pessoas, me conheço melhor”, disse ela em entrevista à revista Marie Claire.
Gloria revolucionou o jornalismo brasileiro. Gloria são todas as jornalistas mulheres negras que hoje ocupam redações pelo país todo.
O Instituto Vladimir Herzog manifesta suas condolências a familiares, amigos e colegas de trabalho que hoje, 2 de fevereiro, sentem a partida desta gloriosa jornalista que nos deixou.
Nosso muito obrigado a você Gloria Maria! Sempre viva!
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Por Anna Barros
