‘LICORICE PIZZA’: A LOVE STORY MAIS BACANA DO ANO ****
Assim como Quentin Tarantino, o diretor americano Paul Thomas Anderson é um ‘filho da geração videocassete’. Ambos, cresceram assistindo a filmes clássicos no formato (Tarantino, trabalhava numa videolocadora), o que se reflete em seus filmes. Em comum na obra de ambos, o carinho pelo passado, sobretudo pela cidade em que cresceram, Los Angeles.
Pois PTA volta à sua L.A. da juventude, mais uma vez (já o fez com ‘Boogie Nights’, 1997) com ‘Licorice Pizza’ (que concorre aos Oscars de filme, roteiro e direção). Desde a primeira cena, vemos a fixação que o jovem Gary (Cooper Hoffman, filho do falecido Philip Seymour Hoffman), de 15 anos, tem por Alana (Alana Haim, da banda pop Haim), dez anos mais velha (ambos, com cara e jeito de ‘gente normal’). Então, acompanhamos a jornada dos dois: ele, um aspirante a ator, que acaba virando empreendedor; ela, ainda sem um objetivo na vida. Seguem juntos, enquanto o amor entre eles vai crescendo, lentamente, nos detalhes — de acordo com as situações por que passam juntos –, numa Los Angeles do começo dos anos 70.
A reconstituição de época, os lugares e a trilha sonora, são construídos com o mesmo carinho e detalhes que Tarantino dedicou ao seu nostálgico ‘Era uma vez… em Hollywood’, que se passa no final dos anos 1960. Acompanhamos Gary e Alana, pelo vale de San Fernando, quando o mundo era bem diferente. E mais simples. E Gary, sobretudo, vai amadurecendo como homem, já que Alana é mais velha, e bem mais despachada.
O resultado, é a ‘love story’ mais bacana do ano, num filme igualmente delicioso que não para de nos encantar. E que ainda conta com participações impagáveis de Sean Penn, Tom Waits e Bradley Cooper. Melhor filme do Oscar 2022! TOM LEÃO
“OS SIMPSONS”: RELEMBRE AS GRANDES PREVISÕES FEITAS PELA SÉRIE
33ª temporada da animação, com novas previsões e muitas risadas está disponível no Star+
As previsões de “Os Simpsons” são um sucesso da animação, visto que muitas vezes eles acertam fatos inesperados. Agora, os fãs podem esperar novas profecias com a 33ª temporada da série, que já está com os quatro primeiros episódios disponíveis exclusivamente no Star+.
Para produzir os episódios, “Os Simpsons” conta com uma equipe de 10 a 20 roteiristas, que debatem possíveis temas ficcionais e reais para a série. Com um conhecimento amplo em diversas editorias, como matemática e comunicação, eles debatem situações hipotéticas baseados em fatos reais que estão acontecendo no mundo, surgindo daí algumas previsões certeiras. Confira algumas delas abaixo:
Nota de 200 reais
Em 2013, a série lançou um episódio em que Homer era juiz de alguns jogos da Copa do Mundo do Brasil. Na ocasião, o personagem foi subornado para tomar decisões a favor do seu time, por criminosos que o ofereceram uma maleta cheia de notas de 200 reais, que até então eram inexistentes no mercado financeiro brasileiro. Entretanto, em 2020, a nota foi realmente lançada pelo Banco Central.
Coronavírus
Em um episódio de 1993, os moradores de Springfield se desesperam por causa de uma nova gripe. A Gripe de Osaka era superforte e deixou todos desesperados atrás da cura. Com o início da pandemia de COVID-19, muitos fãs relacionaram essa gripe com o coronavírus.
Presidência de Trump
Bart viaja para o futuro e descobre que sua irmã, Lisa, fazia parte da presidência dos Estados Unidos. A personagem estava em busca de um forma de restabelecer a economia do país depois que Donald Trump passou pelo cargo. Na época, Trump era apenas um magnata caricato do país e não havia sido eleito, o que aconteceu em 2016.
Crise da Grécia
Em 2012, o jornal da série apresentou uma matéria contando que a Grécia estava passando por um crise financeira. Em meados de 2017 e 2018, o país realmente passou por uma grande crise econômica.
Prêmio Nobel
Em 2010, os personagens fizeram apostas sobre quem ganharia o Prêmio Nobel. Millhouse apostou em Bengt Holmström, que de fato ganhou o prêmio em 2016.
Espionagem
O único filme da família Simpsons foi lançado em 2007 e, no longa, há uma cena que mostra a agência de inteligência NSA operando um enorme sistema de espionagem, com centenas de agentes escutando as conversas de muitos americanos. Seis anos mais tarde, em 2013, o analista Edward Snowden revelou todo o esquema de espionagem do governo americano para o planeta, mostrando que o filme, pelo visto, não cometeu nenhum exagero.
Chamadas de vídeo e tecnologia
Em 1995, “Os Simpsons” mostraram Lisa viajando até 2010 com a ajuda de uma vidente. O episódio retratou a personagem conversando com Marge a partir de um híbrido de telefone e televisão, bem com um garoto usando um relógio semelhante a um smartwatch, o que na época era algo inexistente e quase que impossível de imaginar existir.
Neymar e a Copa do Mundo
No mesmo episódio em que aparece a nota de 200 reais, as previsões dos Simpsons acertaram mais dois outros acontecimentos. O primeiro foi que o craque da seleção brasileira sofre uma lesão e fica fora do jogo, e também que o Brasil seria derrotado pela Alemanha.
Star+ é um serviço de streaming de entretenimento geral e esportes lançado em 31 de agosto de 2021 na América Latina, sendo complementar, mas independente, do serviço Disney+ nesta região. O serviço oferece estreia exclusiva de filmes de entretenimento em geral e séries de televisão dos estúdios de conteúdo da The Walt Disney Company, incluindo Disney Television Studios, FX, 20th Century Studios, Star Original Productions, National Geographic Original Productions e muito mais, bem como a transmissão de esporte ao canais Espn.
Quem nunca quis jogar tudo para cima, pegar o carro e sumir na estrada?
Eu mesmo admito que tenho saudades de fazer isso. Lembro quando podia pegar meu carro, acender um cigarro e apreciar a paisagem que passava pela minha janela ao som de muito rock & roll.
Mas como não podemos fazer isso com a frequência que desejamos, vamos ao Top 5 Filmes sobre Road Trips.
5 – Detroit Rock City (1999 / dir.: Adam Rifkin)
O filme conta a história (e confusões) que uma banda cover do Kiss faz para conseguir assistir ao show da “Banda mais Pesada do Mundo” em 1978.
Entre os problemas que eles enfrentam, estão membro da igreja que acreditam que o Kiss é uma banda satânica, a viagem de Cleveland até Detroit ou o simples fato deles não terem ingressos para o show.
Detalhe que os membros originais do Kiss participam do filme.
Quem é fã da banda, ou simplesmente curte uma boa comédia com uma excelente trilha sonora, pode assistir sem medo.
4 – Sideways – Entre Umas e Outras (Sideways, 2004 / dir.: Alexander Payne)
Um filme que pede para ser acompanhado por uma boa garrafa de vinho.
Como presente de despedida de solteiro para Jack (Thomas Haden Church), Miles (Paul Giamatti) resolve levá-lo para uma viagem pelas vinícolas da Califórnia.
E na viagem, eles acabam se envolvendo com duas mulheres, que mexem profundamente com a vida deles.
O filme ainda tem Sandra Oh e Virginia Madsen no elenco.
3 – Pequena Miss Sunshine (Little Miss Sunshine, 2006 / dir.: Jonathan Dayton e Valerie Faris)
Um filme emocionante. Ele traz a história de uma família disfuncional que resolve pegar a estrada para estrada para levar a caçula para um concurso na Califórnia.
O elenco parece que foi escolhido a dedo e todos estão muito bem em seus personagens: Abigail Breslin, Greg Kinnear, Toni Collette, Paul Dano, Steve Carell, Alan Arkin e Bryan Cranston.
Imperdível.
2 – Antes Só do que Mal Acompanhado (Planes, Trains & Automobiles, 1987 / dir.: John Hughes)
Clássico da Sessão da Tarde, esta comédia estrelada por Steve Martin e John Candy é fantástica.
Para chegar em Chicago para o feriado de Ação de Graças, Neal Page (Martin) acaba tendo que enfrentar uma longa viagem ao lado de Del Griffith (Candy).
Um dos melhores trabalhos destes dois gênios da comédia.
1 – Férias Frustradas (National Lampoon’s Vacation, 1983 / dir. Harold Ramis)
Outro clássico da Sessão da Tarde. Querendo curtir um tempo em família, Clark Griswold (Chevy Chase) decide que toda a família vai de carro, de Chicago até a Califórnia, aproveitar as férias.
Mas tudo que pode acontecer de errado, acontece durante a viagem.
Além de Chase, o elenco também conta com Anthony Michael Hall, Imogene Coca, Beverly D’Angelo, Randy Quaid e John Candy.
Se você ainda não viu este filme, você está errado.
Não há muito mais a ser dito sobre “O Beco do Pesadelo” desde que Martin Scorsese foi às páginas do Los Angeles Times pedir para que seus leitores dedicassem um tempo para assistir ao novo filme de Guillermo Del Toro, ao qual tece profundos elogios.
“Fiquei impressionado e emocionado”, diz Scorsese. “Fico ansioso para assistir qualquer coisa feita por Guillermo, mas este filme em particular teve um poder e uma ressonância especiais para mim. E então percebi que as pessoas simplesmente não estavam indo vê-lo.”
“Um diretor como Guillermo, que nos dá filmes tão amorosa e apaixonadamente construídos, não apenas precisa do nosso apoio: ele merece.”
Sim, o longa de Del Toro não prosperou nas bilheterias, e a coluna de Scorsese torna este fato ainda mais estranho. E até por isso, claro, merece que tentemos publicar algumas mal traçadas próprias sobre “O Beco do Pesadelo”, que no Brasil já está disponível no Star+, serviço de streaming da Disney.
Originalmente intitulado “Nightmare Alley”, o filme traz Bradley Cooper no papel de Stan Carlisle – um candidato a golpista que, sozinho no mundo, se junta a um circo no final dos anos 1930 e a partir disso se envolve com truques mentais que, especialmente na segunda parte do longa, farão justiça aos que classificam como um thriller psicológico a adaptação do livro homônimo de William Lindsay Gresham, lançado em 1946.
A primeira hora do filme, que a princípio me pareceu uma introdução longuíssima mas depois fez todo o sentido, se passa no interior dos Estados Unidos e mostra a chegada e evolução de Carlisle no circo, contando com coadjuvantes do quilate de William Dafoe e Toni Collette. Já a segunda hora e meia ocorre em Nova York, no desenrolar psicológico no qual as aventuras circenses levaram Carlisle a embarcar, e tem a luxuosa presença de Cate Blanchett como a psicanalista Lilith Ritter.
Cooper está, mais uma vez, muito bem no papel principal. Blanchett também traz uma ótima performance como, por que não?, a “femme fatale” do filme. Guillermo del Toro entrega o que se espera do diretor de “O Labirinto do Fauno” e “A Forma da Água”. Mas devo dizer que fiquei muito tocado pela performance de Rooney Mara como Molly Cahill, parceira de Stan desde os anos de circo, papel no qual ela transita maravilhosamente entre a inocência, a segurança, a força e o medo. Ela é a coadjuvante melhor explorada num filme em que parte deles não são vistos tão profundamente. Merece o reconhecimento.
No Oscar, “O Beco do Pesadelo” lutará pelas estatuetas de melhor filme, melhor fotografia (de fato excelente, aplausos para Dan Laustsen), melhor figurino e melhor design de produção. Não deve sair da premiação muito laureado, a julgar pelas disputas anteriores – no BAFTA, foi indicado às mesmas categorias (com exceção de melhor filme) e não levou nenhuma delas; no Critics’ Choice Awards, acumulou oito indicações – incluindo Del Toro como melhor diretor –, mas também saiu de mãos abanando.
Mas de quê isso importa? Deixe de lado as premiações e a bilheteria modesta de 37,8 milhões de dólares até aqui, contra um orçamento de 60 milhões, ao fazer sua avaliação.
Seja visto como noir (classificação um tanto simplista que Scorsese recomenda que seja pensada duas vezes antes de ser dada), seja como thriller psicológico ou suspense, “O Beco do Pesadelo” e seu ótimo elenco fazem por merecer sua audiência. Guillermo Del Toro merece – e quem está dizendo não sou só eu; é Martin Scorsese.
Sinopse Do visionário cineasta Guillermo del Toro, chega um thriller psicológico de suspense sobre um manipulador (Bradley Cooper) que se une a uma psiquiatra igualmente enganadora (Cate Blanchett) para roubar os ricos da sociedade de Nova York dos anos 1940. Del Toro coescreveu este filme com Kim Morgan, baseado no romance de William Lindsay Gresham.
Encanto é o desenho da Disney que concorre ao Oscar e é o favorito a ganhar o Melhor Filme de Animação. Realmente o desenho é sensacional, o que confirma o favoritismo. Vemos uma heroína Disney de óculos e sem poderes especiais, os chamados dons, que o resto de sua família possui. E num capricho do destino, só ela pode salvar toda a família Madrigal.
O desenho é inspirado no livro de Gabriel García Marquéz, Cem Anos de Solidão, e se passa também na Colômbia com todo o seu universo fantástico. Além de ter várias expressões em Espanhol. Vale a pena ver com eu pequenos ou quem não tem filhos, como eu, vale muito também.
Suas core vibrantes e contagiante lembram muito Coco A Vida é uma Festa mas a temática é completamente diferente.
O desenho fala de valore como a união da família, sentimento de rejeição e exclusão e ter ou não dons especiais e ser diferenciado por isso.
É o favoritaço da noite do dia 27 de março. Disponível na Disney Plus.
5/5 poltronas
Sinopse: Encanto da Walt Disney Animation Studios conta a história dos Madrigal, uma família extraordinária que vive escondida nas montanhas da Colômbia, em uma casa mágica, em uma cidade vibrante, em um lugar maravilhoso conhecido como um Encanto. A magia deste Encanto abençoou todos os meninos e meninas da família com um dom único, desde superforça até o poder de curar. Todos, exceto Mirabel. Mas, quando ela descobre que a magia que cerca o Encanto está em perigo, Mirabel decide que ela, a única Madrigal sem poderes mágicos, pode ser a última esperança de sua família excepcional.