A FELICIDADE DAS PEQUENAS COISAS chega aos cinemas dia 27 de janeiro

A FELICIDADE DAS PEQUENAS COISAS chega aos cinemas dia 27 de janeiro

Filme dirigido por Pawo Choyning Dorji representa o Butão, e tem como protagonista um professor na escola mais isolada do mundo

Lunana é uma região no distrito de Gasa, no noroeste do Butão, e serve de cenário para a elogiada comédia dramática A FELICIDADE DAS PEQUENAS COISAS, escrito e dirigido pelo estreante Pawo Choyning Dorji, que também é escritor e fotógrafo. O filme está na pré-lista do Oscar de Melhor Longa Filme Internacional, e é apenas o segundo filme que o Butão inscreve na premiação – o outro foi “A Copa”, de Khyentse Norbu, de 1999 (disponível para assistir no Belas Artes à La Carte). O longa será lançado no Brasil em 27 de janeiro, com pré estreias a partir do dia 20, pela Pandora Filmes.

O diretor conta que a ideia para o longa veio em uma viagem aos “cantos mais profundos dos Butão”. “Percebi que há tanta beleza ali, tanto na paisagem como em relação às histórias. Em todo lugar a que ia, conhecia pessoas inspiradoras com as histórias mais incríveis para contar. Para quem vive numa cidade grande, essas vidas podem parecer infelizes, e, sim, eles levam uma vida dura, mas ainda assim há muita beleza nisso. Essas são as histórias que definem as pessoas do Butão”, disse em entrevista ao Asia Movie Pulse.

A história inspiradora de A FELICIDADE DAS PEQUENAS COISAS é protagonizada por um professor na faixa dos 20 anos Ugyen Dorji (Sherhab Dorji), que está prestes a terminar seu contrato com o governo como professor de escola pública. Ele está cansado dessa profissão, e cogita seguir seu sonho: se tornar um cantor na Austrália. Ele é mandado para dar aula no vilarejo minúsculo e distante, um lugar com 56 habitantes, nas proximidades do Himalaia, e acessível apenas a pé – o que garante uma semana de viagem caminhando.

Antes mesmo de chegar ao novo emprego, Ugyen pede para ser relocado, pois sofre com problemas de altitude, mas sua chefe (Dorji Om) diz que seu problema é de atitude, e que ela nunca viu um professor mais desmotivado.

Ao chegar em Lunana, tudo é tão ruim quando esperava: o celular não pega, seu quarto é terrível, e a energia elétrica é intermitente. E ele insiste em ser transferido, mas, enquanto a mudança não sai, é obrigado a dar aulas ali, e acaba sendo conquistado por seus alunos, e se encanta com Saldon (Kelden Lhamo Gurung), uma jovem cuja bela voz canta sobre a natureza e os espíritos.

Dorji conta que a maioria do elenco é formada por estreantes que moram na região. Algumas das crianças, explica ele, nunca nem saíram do vilarejo. “Quando o personagem diz ‘carro’, elas não fazem ideia do que é isso.

Nunca nem foram ao cinema. Para mim, a magia vem daí, dessa pureza que existe nessas crianças. Por exemplo, tem uma cena em que um garoto escova os dentes. Ele nunca tinha feito isso, o gosto da pasta de dente foi uma surpresa. Não há como ensaiar algo assim, a descoberta só acontece uma vez, é preciso fazer a cena e pronto.”

As filmagens tiveram de ser muito bem planejadas por conta do inverno rigoroso e das chuvas de verão típicas da região. “A equipe trabalhou entre setembro e outubro, e o filme foi rodado de forma cronológica para acompanhar a passagem natural do tempo na natureza.” A fotografia de A FELICIDADE DAS PEQUENAS COISAS é assinada por Jigme Tenzing, o único profissional da área no país, que estudou na New York Film Academy.

Dorji conta que escolheu uma câmera estática por influência do cineasta japonês Yasujiro Ozu, conhecido por seus filmes sobre pessoas comuns. “Eu queria que a câmera e a fotografia fossem como a vida de Ugyen. No começo, ela está na mão, a imagem chacoalha, mas com o tempo, conforme ele se estabelece na escola, a imagem fica mais segura, começamos a usar um tripé”.

O filme foi elogiado pela revista Variety, que destacou, entre outras coisas, as belas paisagens e o elenco. “É um filme de grande coração, que irá agradar ao públicoSeus personagens são maravilhosamente interpretados por um elenco de estreantes.

Sinopse

Ugyen Dorji (Sherhab Dorji) tem 20 e poucos anos, e é professor, embora sonhe em se mudar para a Austrália e ser um cantor famoso. Em seu último ano de contrato com o governo, é mandado para Lunana, uma das regiões mais isoladas do mundo, onde deverá assumir uma escola infantil. Apesar de contrario, ele é obrigado a assumir o cargo, e descobrirá naquele lugar a felicidade das pequenas coisas.

Ficha Técnica

Direção: Pawo Choyning Dorji

Roteiro: Pawo Choyning Dorji

Produção:  Pawo Choyning Dorji, Jia Honglin, Stephanie Lai, Steven Xiang

Elenco: Sherab Dorji, Kelden Lhamo Gurung, Ugyen Norbu Lhendup,Pem Zam, Kunzang Wangdi, Sonam Tashi, Tsheri Zom, Tshering Dorji, Tashi Dema, Dophu, Dorji Om

Direção de Fotografia: Jigme Tenzing

Desenho de Produção: Tshering Dorji

Montagem: Ku Hsiao-Yun

Gênero: drama, comédia

País: Butão, China

Ano: 2019

Duração: 110 min.

Comédia-dramática ‘De Volta à Itália’, com Liam Neeson, chega ao streaming

Comédia-dramática ‘De Volta à Itália’, com Liam Neeson, chega ao streaming

Filme estará disponível no Claro Now,  iTunes/Apple Tv, GooglePlay/YouTube, Sky Play e Vivo Play a partir do dia 14 de janeiro

Depois se tornar astro de filmes de ação nos últimos anos, o irlandês Liam Neeson retorna ao drama, com toques de comédia, em DE VOLTA À ITÁLIA, filme escrito e dirigido pelo ator James D’Arcy, sobre um pai e um filho que tentam se reconectar após a morte da esposa e mãe. No longa, o astro contracena com seu próprio filho Micheál Richardson, numa história que carrega traços de semelhança com a vida de ambos. A produção chega às plataformas digitais Claro Now,  iTunes/Apple Tv, Google Play/YouTube, Sky Play e Vivo Play a partir do dia 14 de janeiro

Neeson interpreta Robert, um artista boêmio, que viaja até a Itália, na companhia de seu filho, Jack, com a intenção de vender a casa que herdaram da falecida esposa. Chegando lá, tudo começa a dar errado quanto tentam reformar a villa, na região da Toscana, e a relação entre os dois fica ainda mais abalada. Enquanto isso, o rapaz se apaixona por uma jovem chef (Valeria Bilello), cujo ex-marido tem fama de violento.

O diretor James D’Arcy, mais conhecido por seu trabalho como ator em filmes como “Vingadores: Ultimato” e “Dunkirk”, estreia na direção e roteiro de longas com DE VOLTA À ITÁLIA.  Ele teve a ideia para o longa enquanto viajava pela região da Toscana, e pretendia fazer o papel de Jack, mas com o passar do tempo, ficou velho demais para o personagem.

Desde sua estreia, DE VOLTA À ITÁLIA colheu diversas críticas positivas. Para a revista Rolling Stone, “a dor compartilhada e o amor irrestrito que o ator irlandês, de 68 anos, e o filho, de 25, são próximas do que sentiram, e isso traz um toque de honestidade ao filme.” “O roteirista e diretor James D’Arcy consegue performances cômicas de seu elenco agradável”, escreveu o jornal inglês The Guardian.  


Sinopse

Após a morte de sua esposa, um homem viaja até a Itália com seu filho para vender uma propriedade da família. Enquanto tentam organizar a casa, os dois acabam se reaproximando numa história divertida e inspiradora.
Dirigido por Armando Praça, FORTALEZA HOTEL estreia dia 27 de janeiro

Dirigido por Armando Praça, FORTALEZA HOTEL estreia dia 27 de janeiro

Protagonizado por Clébia Sousa e a atriz sul-coreana Lee Young-Lan, o filme aborda o poder da amizade na superação das diferenças e a solidariedade
Foto de Jorge Silvestre

Acolhimento, compreensão e ajuda mútua por mulheres de duas culturas distintas estão ao centro de FORTALEZA HOTEL, novo longa de Armando Praça (“Greta”), estreia nos cinemas brasileiros no dia 27 de janeiro. O filme que foi exibido e premiado no 31o Cine Ceará é uma distribuição da Vitrine Filmes.

FORTALEZA HOTELé sobre duas mulheres de culturas distintas que se  conectam a partir de seus problemas e se comunicam do fundo de suas solidões. Um filme que mostra o poder feminino através da solidariedade, um dos sentimentos mais poderoso e conhecido da alma humana.

Pilar (Clébia Sousa, premiada como Melhor Atriz no Cine Ceará) é camareira num hotel em Fortaleza, mas em breve espera imigrar para Dublin, e, para isso, está estudando inglês. Ela foi mãe muito jovem, e, neste momento, enfrenta problemas com a filha adolescente Jamile (Larissa Góes). Shin (Lee Young-Lan) vem ao Brasil para buscar o corpo do marido que morreu em Fortaleza, e levar para ser sepultado na Coreia do Sul. Os trâmites, no entanto, se revelam mais complexos e mais caros do que o esperado.

Nessas duas mulheres, o diretor vê duas faces da globalização que explodem numa Fortaleza repleta de esperança. “A gente tem cada vez mais que se juntar. Porque essas diferenças que foram criadas por diversas ordens, na verdade, estão levando a gente a um colapso, ambiental, psicológico, financeiro, a um colapso de saúde pública, todas as naturezas de colapso possível. A gente está degringolando porque estamos nos distanciando uns dos outros por questões ideológicas, políticas, religiosas, econômicas.”

O diretor investiga como a amizade improvável entre essas duas mulheres pode transformar a vida de ambas. Comunicando-se num inglês rudimentar, Pilar e Shin encontram uma maneira de se ajudar no momento em que as duas enfrentam dificuldades. Praça se preparou para isso de uma maneira bastante peculiar. “Eu me exercitei vendo filmes falados em inglês com legendas em inglês antes de filmar. Um pouco para me familiarizar com o inglês, para observar a entonação das atrizes, pois eu precisaria entender se aquilo estava dentro da chave correta da emoção.”

Esteticamente, FORTALEZA HOTEL é construído com apuro visual na fotografia assinada por Heloísa Passos. Antes de começar a rodar seus filmes, Praça coleciona um grande acervo de referências de fotografias, e constrói um universo visual que servirá de base para o filme e, a partir daí, criou uma estética bastante própria do longa. “Todas as cenas de rua, noturnas, eu queria filmar como se viesse uma luz por trás do corpo da atriz, ao invés de eu jogar a luz para frente para ver o rosto. Eu via como se ela fosse uma silhueta. Quando a gente filmava na rua ao invés de acender a gente mais apagou luzes, mas claro que a gente acendeu algumas muito pontuais.

No longa, cujo roteiro é assinado por Isadora Rodrigues e Pedro Cândido, Praça explica ter procurado “sentimentos universais e, sobretudo, urgentes, pois acredita que é através da solidariedade, essa já tão  conhecida ferramenta feminina, que vamos romper barreiras e nos reinventar como humanidade.”

Sinopse

A camareira Pilar conhece Shin, uma hóspede sul-coreana. Quando os planos de ambas começam a dar errado, elas acabam se aproximando e estabelecendo uma intensa relação de solidariedade, buscando encontrar uma na outra a solução para seus problemas.

Ficha Técnica

Direção: Armando Praça

Roteiro: Isadora Rodrigues, Pedro Cândido

Elenco: Clébia Sousa, Lee Young-Lan, Demick Lopes, Larissa Góes, Ana Marlene e Vanderlei Bernardino

Produção: Maurício Macêdo

Coprodução: João Vieira Jr., Nara Aragão

Produção Executiva: Janaína Bernardes e Maurício Macêdo

Fotografia: Heloísa Passos

Montagem: Rita Pestana, Karen Harley, Gustavo Campos

Direção de Arte: Diogo Costa

Figurino: Tarsila Furtado

Som Direto: Pedrinho Moreira e Moabe Filho

Trilha original: O Grivo

Edição de Som e Mixagem: Nicolau Domingues

Colorista: Pablo Nóbrega

Assistência de Direção: Mykaela Plotkin

Direção de Produção: Clara Bastos

Gênero: drama

País: Brasil

Ano: 2021

Duração: 77 min.

Biografias:

Armando Praça

Cineasta, formado em dramaturgia e direção pelo Instituto Dragão do Mar e sociólogo, formado pela  Universidade Estadual do Ceará.

Greta, seu primeiro longa-metragem, foi lançado mundialmente na 69º edição do Festival Internacional de Cinema de Berlim. Realizou  nove títulos como diretor e roteirista entre curtas e médias-metragens, ficção e documentário, entre eles: A Mulher Biônica, O Amor do Palhaço, Origem:Destino e Parque de Diversões. Os filmes circularam no Festival Internacional de Clermont-Ferrand, no Latino  Americano em Toulouse, Mecal em Barcelona e em mais de 30 festivais nacionais e internacionais.

Desenvolve em parceria com a Carnaval Filmes os projetos Ne Me Quitte Pas e Adeus Batucada .

Trabalhou com importantes cineastas brasileiros como Marcelo Gomes, Sérgio Machado, Karim Aïnouz, Márcia Faria e outros, como roteirista, pesquisador, assistente de direção e preparador de elenco.

Na televisão atuou como roteirista nas séries Me Chama de Bruna (primeira temporada) para FOX TV, Betinho (em produção) para Globo Play, desenvolveu Meninas do Benfica (em finalização) para a Cine Brasil TV e Pedro, para a Ipanema Filmes.

Moçambique Audiovisual

É uma empresa fundada pelo produtor audiovisual Maurício Macêdo e nasceu da vontade de fazer cinema de raiz nordestina e cearense, mas com o olhar além do horizonte. Em 2017 a  produtora coproduziu seu primeiro longa metragem,   Greta ,   de Armando   Praça,  selecionado para a mostra Panorama do Festival de Berlim 2019, em parceria  com Carnaval Filmes e Segredo Filmes.

Atualmente a Moçambique executa seus primeiros projetos próprios: os longas-  metragens Fortaleza Hotel, de Armando Praça, Amores Paraguayos, de Janaína  Marques , em fase de pós-produção e  Glória e Liberdade, de Letícia Simões , em fase de produção. A empresa é coprodutora e responsável pela produção executiva da série Meninas do Benfica, de Roberta Marques, para a  CineBrasilTV.

Em 2022 a produtora rodará a minissérie de ficção Fortaleza  Paraíso e dá início ao processo de produção da série infantil em animação Na Cozinha do Sítio, ambos dirigidos por Janaína Marques.

Carnaval Filmes

Fundada  em  2017  pelos  experientes  produtores  João  Vieira  Jr.  e  Nara  Aragão,  a  CARNAVAL FILMES é uma produtora brasileira com foco em filmes de longa-metragem, conteúdos originais para televisão e plataformas digitais direcionados ao  público adulto e infanto-juvenil. Nara e João são parceiros há 18 anos na produção de  filmes, sendo responsáveis por diversos destaques da cinematografia brasileira, quando  atuava na Rec Produtores Associados, como Tatuagem, de Hilton Lacerda  Joaquim,  que  estreou  na  seleção  oficial  do  Festival  de  Berlim,  e  Era  Uma  Vez  eu,  Verônica , ambos de Marcelo Gomes  Baixio das Bestas, de Cláudio Assis O Homem  das Multidões, de Cao Guimarães e Marcelo Gomes , entre outros títulos. Sediada no centro de Recife, capital pernambucana que acolhe a folia mais criativa do  país e notada por sua diversidade cultural, a CARNAVAL FILMES já lançou quatro  longas nos cinemas: Casa, de Letícia Simões, Estou me Guardando para Quando o  Carnaval Chegar , de Marcelo Gomes (seleção da Mostra Panorama em Berlim)  Greta,  de Armando Praça (Mostra Panorama do Festival de Berlim) e Fim de Festa, de Hilton  Lacerda, além da série de animação Bia Desenha, de Neco Tabosa e Carol Pacheco e  das minisséries de ficção Fim do Mundo e Chão de Estrelas para o Canal Brasil. Seus próximos lançamentos nos cinemas são os longas Paloma, de Marcelo Gomes e a coprodução Fortaleza Hotel, de Armando Praça.

Vitrine Filmes

A Vitrine Filmes, em dez anos de atuação, já distribuiu mais de 160 filmes e alcançou mais de quatro milhões de espectadores. Entre seus maiores sucessos estão ‘O Som ao Redor’, ‘Aquarius’ e ‘Bacurau’ de Kleber Mendonça Filho e Juliano Dornelles. Outros destaques são ‘A Vida Invisível’, de Karim Aïnouz, representante brasileiro do Oscar 2020, ‘Hoje Eu Quero Voltar Sozinho’, de Daniel Ribeiro, e ‘O Filme da Minha Vida’, de Selton Mello. Entre os documentários, a distribuidora lançou ‘Divinas Divas’, dirigido por Leandra Leal e ‘O Processo’, de Maria Augusta Ramos, que entrou para a lista dos 10 documentários mais vistos da história do cinema nacional.

Além do cinema nacional, a Vitrine Filmes vem expandindo o seu catálogo internacional ao longo dos anos, tendo sido responsável pelo lançamento dos sucessos “O Farol”, de Robert Eggers, indicado ao Oscar de Melhor Fotografia; “Você Não Estava Aqui”, dirigido por Ken Loach, e premiado com o Oscar de Melhor Filme Internacional 2021: ‘DRUK – Mais uma rodada’, de Thomas Vinterberg.

Em 2021, a Vitrine Filmes apresenta mais novidades, começando a atuar diretamente na produção audiovisual e também na capacitação de profissionais, com o programa de formação Vitrine Lab. Entre as estreias deste ano estão a Sessão Vitrine edição especial de 10 anos com lançamento coletivo de quatro longas, entre eles “A Torre”, de Sérgio Borges, “Entre Nós, um Segredo”, de Beatriz Seigner e Toumani Kouyaté, “Chão”, de Camila Freitas e “Desvio”, de Arthur Lins; o novo documentário sobre o impeachment da Dilma, “Alvorada”, de Anna Muylaert e Lô Politi; “First Cow”, da diretora Kelly Reichardt; “O Livro dos Prazeres”, de Marcela Lordy e muitos outros títulos.

Globo de Ouro 2022: Conheça todos os vencedores

Globo de Ouro 2022: Conheça todos os vencedores

Sem transmissão de TV, presença de celebridades ou cobertura da imprensa no local, a Associação de Imprensa Estrangeira de Hollywood premiou com o Globo de Ouro neste domingo os melhores do cinema e da TV do ano passado. Os vencedores da 79ª edição foram anunciados no site e nas redes sociais da HFPA.

Na categoria filme de drama, o grande vencedor da noite foi “Ataque dos cães”, produção da Netflix estrelada por Benedict Cumberbatch e que marca o retorno de Jane Campion à direção de filmes, depois de mais de uma década dedicando-se apenas à televisão. O longa levou os troféus de melhor drama, melhor ator coadjuvante para Kodi Smit-McPhee e melhor direção. Baseado no livro de Thomas Savage, o western conta a história de um caubói que atormenta a esposa do irmão e o filho dela.

Já “Amor, sublime amor“, versão de Steven Spielberg para o clássico da Broadway dos anos 1950, foi o grande nome da comédia e musical. A produção levou o prêmio de melhor filme da categoria, melhor atriz (também de comédia e musical) para Rachel Zegler e melhor atriz coadjuvante em filme para Ariana DeBose.

Em TV, quem mais brilhou foi “Succession“. A produção da HBO ficou com os troféus de melhor ator em série dramática (Jeremy Strong), melhor atriz coadjuvante de TV (Sarah Snook) e melhor série de drama. Como melhor atriz de drama, MJ Rodriguez, de “Pose”, se tornou a primeira trans a ganhar um Globo de Ouro. “Hacks”, também da HBO, foi a melhor série de comédia, e Jean Smart, a protagonista, foi considerada a melhor atriz de TV da categoria.

Boicote

Diversos nomes da indústria e estrelas de Hollywood têm boicotado a associação desde o ano passado, quando emergiram denúncias de práticas de corrupção e ausências de membros negros. Por isso, nenhuma celebridade aceitou apresentar qualquer prêmio, e o evento acabou perdendo contrato de transmissão com a NBC e se deu a portas fechadas.  Jamie Lee Curtis foi a única atriz a publicamente apoiar o evento, conforme mensagem gravada e publicada nas redes sociais do Globo de Ouro durante a premiação.

“Por muito tempo, eu não percebi que a Associação de Imprensa Estrangeira de Hollywood era, na verdade, uma organização de caridade e usavam os fundos gerados pela transmissão do Globo de Ouro para financiar incríveis programas na nossa comunidade. Eles financiam criadores, educadores e instituições de aprendizado e preservação”, disse ela. “E eles fazem de um jeito muito sutil, sem estardalhaço. Eu quero honrá-los e ficar junto deles.”

Confira a lista completa de indicados e vencedores, na ordem de divulgação.

Melhor Atriz Coadjuvante em Filme

  • Caitriona Balfe (“Belfast”);
  • Ariana DeBose (“Amor, sublime amor”) -vencedora
  • Kirsten Dunst (“Ataque dos cães”);
  • Aunjanue Ellis (“King Richard: criando campeãs”);
  • Ruth Negga (“Passing”)

Melhor Ator Coadjuvante em Série

  • Billy Crudup (“The morning show”);
  • Kieran Culkin (“Succession”);
  • Mark Duplass (“The morning show”);
  • Brett Goldstein (“Ted Lasso”);
  • Oh Yeong-su (“Round 6”) – vencedor
     

Melhor Animação

  • “Encanto” – vencedora
  • “Flee”;
  • “Luca”;
  • “My sunny Maad”;
  • “Raya e o último dragão”
     

Melhor Ator em Série — Drama

  • Brian Cox (“Succession”)
  • Lee Jung-jae (“Round 6”)
  • Billy Porter (“Pose”)
  • Jeremy Strong (“Succession”) – vencedor
  • Omar Sy (“Lupin”)

Melhor Filme em Língua Estrangeira

  • “Compartment nº 6”;
  • “Drive my car” (Japão); vencedor
  • “A mão de deus”;
  • “A hero”;
  • “Madres paralelas”
     

Melhor Ator em Série — Musical ou Comédia

  • Anthony Anderson (“Black-ish”);
  • Nicolas Hoult (“The Great”);
  • Steve Martin (“Only murders in the building”);
  • Martin Short (“Only murders in the building”);
  • Jason Sudeikis (“Ted Lasso”) – vencedor

Melhor Roteiro

  • “Licorice Pizza” (Paul Thomas Anderson);
  • “Belfast” (Kenneth Branagh); vencedor
  • “Ataque dos cães” (Jane Campion);
  • “Não olhe para cima” (Adam McKay);
  • “Being the Ricardos” (Aaron Sorkin)

MelhorAtriz Coadjuvante em Série

  • Jennifer Coolidge  (“White Lotus”);
  • Kaitlyn Dever (“Dopesick”);
  • Andie MacDowell (“Maid”);
  • Sarah Snook (“Succession”); vencedora
  • Hannah Waddingham (“Ted Lasso”)

Melhor Ator em Série Limitada ou Filme para TV

  • Paul Bettany (“Wandavision”);
  • Oscar Isaac (“Cenas de um casamento”);
  • Michael Keaton (“Dopesick”); vencedor
  • Ewan McGregor (“Halston”);
  • Tahar Rahim (“The serpent”)

Melhor Atriz em Série Limitada ou Filme para TV

  • Jessica Chastain (“Cenas de um casamento”);
  • Cynthia Erivo (“Genius: Aretha”);
  • Elizabeth Olsen (“Wandavision”);
  • Margaret Qualley (“Maid”);
  • Kate Winslet (“Mare of Easttown”)- vencedora

Melhor Atriz em Série — Musical ou Comédia

  • Hannah Einbinder (“Hacks”)
  • Elle Fanning (“The Great”);
  • Issa Rae (“Insecure”);
  • Tracee Ellis Ross (“Black-ish”);
  • Jean Smart (“Hacks”) – vencedora

Melhor Série — Musical ou Comédia

  • The Great;
  • Hacks; vencedora
  • Only murders in the building;
  • Ted Lasso;
  • Reservation dogs

Melhor Série Limitada ou Filme para TV

  • “Dopesick”;
  • “Impeachment: American crime story”;
  • “Maid”;
  • “Mare of Easttown”;
  • “The underground railroad” – vencedora

Melhor Ator em Filme — Musical ou Comédia

  • Leonardo DiCaprio (“Não olhe para cima”);
  • Peter Dinklage (“Cyrano”);
  • Andrew Garfield (“Tick, tick… Boom!”); vencedor
  • Cooper Hoffman (“Licorice Pizza”);
  • Anthony Ramos (“Em um bairro de Nova York”)

Melhor Canção Original

  • “Be alive”, de Beyoncé (“King Richard: criando campeãs”);
  • “Dos orugitas”, Sebastian Yatra (“Encanto”);
  • “Down to joy”, de Van Morrison (“Belfast”);
  • “Here I am (Singing my way home”), de Jennifer Hudson (“Respect”);
  • “No time do die”, de Billie Eilish (“007 — Sem tempo para morrer”) – vencedora

Melhor Trilha Sonora

  • “A crônica francesa”;
  • “Encanto”;
  • “Ataque dos cães”;
  • “Madres paralelas”;
  • “Duna” – vencedor

Melhor Ator em Filme — Drama

  • Mahershala Ali (“Swan song”);
  • Javier Bardem (“Being the Ricardos”);
  • Benedict Cumberbatch (“Ataque dos cães”);
  • Will Smith (“King Richard: criando campeãs”); vencedor
  • Denzel Washington (“A tragédia de MacBeth”)

Melhor Ator Coadjuvante

  • Ben Affleck (“The tender bar”)
  • Jamie Dornan (Belfast”)
  • Ciarán Hinds (“Belfast”)
  • Troy Kotsur (“No ritmo do coração”)
  • Kodi Smit-McPhee (“Ataque dos cães”) – vencedor

Melhor Atriz em Série — Drama

  • Uzo Aduba (“In treatment”);
  • Jennifer Aniston (“The morning show”);
  • Christine Baranski (“The good fight”);
  • Elizabeth Moss (“The Handmaid’s tale”);
  • Mj Rodriguez (“Pose”) – vencedora

Melhor Atriz em Filme — Musical ou Comédia

  • Marion Cotillard (“Annette”);
  • Alana Haim (“Licorice Pizza”);
  • Jennifer Lawrence (“Não olhe para cima”);
  • Emma Stone (“Cruella”);
  • Rachel Zegler (“Amor, sublime amor”) – vencedora

 

Melhor Filme — Musical ou Comédia

  • “Cyrano”;
  • “Não olhe para cima”;
  • “Licorice pizza”;
  • “Tik, tick… Boom!”;
  • “Amor, sublime amor” – vencedor

Melhor Atriz em Filme — Drama

  • Jessica Chastain (“The eyes of Tammy Faye”);
  • Olivia Colman (“A filha perdida”);
  • Nicole Kidman (“Being the Ricardos”); vencedora
  • Lady Gaga (“Casa Gucci”);
  • Kristen Stewart (“Spencer”)

Melhor Diretor

  • Kenneth Branagh (“Belfast”);
  • Jane Campion (“Ataque dos cães”); vencedora
  • Maggie Gyllenhaal (“A filha perdida”);
  • Steven Spielberg (“Amor, sublime amor”);
  • Denis Villeneuve (“Duna”)

Melhor Série — Drama

  • “Lupin”;
  • “The morning show”;
  • “Pose”;
  • “Round 6”;
  • “Succession” – vencedora

Melhor Filme — Drama

  • “Belfast”;
  • “No ritmo do coração”;
  • “Duna”;
  • “King Richard: criando campeãs”;
  • “Ataque dos cães” – vencedor

Fonte: O Globo

Star+ | This Is Us – Momentos marcantes da série

Star+ | This Is Us – Momentos marcantes da série

No clima de estreia da sexta e última temporada, disponível com exclusividade no Star+, relembre alguns dos momentos da série que fizeram os fãs chorarem e se emocionarem

Já está disponível com exclusividade no Star+ o primeiro episódio da temporada final de “This Is Us”, a série de drama mais querida do público e que conta a história da família Pearson em diferentes épocas da vida. Os novos episódios da sexta e última temporada serão lançados após a exibição nos Estados Unidos e prometem responder todas as questões dos fãs.

Para entrar no clima da estreia, o Star+ selecionou alguns dos momentos marcantes das temporadas anteriores. Segura que lá vem emoção (só de lembrar, já dá vontade de chorar)!

PRIMEIRO ENCONTRO

Apesar da série não seguir uma ordem cronológica, a história da família Pearson é apresentada para o público a partir da (maravilhosa) história de amor entre Jack (Milo Ventimiglia) e Rebecca (Mandy Moore). Portanto, o primeiro momento marcante da lista é o primeiro date deles, que aconteceu no dia 23 de setembro de 1972. O público já sabia que eles haviam se conhecido na noite em que os Steelers ganharam o Super Bowl, quando Jack entrou num bar e viu Rebecca pela primeira vez cantando. Os dois trocaram olhares e sorrisos e, lá, já soubemos que era amor. Entretanto, foi só no primeiro episódio da terceira temporada que os fãs viram como foi o primeiro encontro do casal.

Jack e Rebecca vão jantar em um Diner logo após se conhecerem e depois vão à uma feira popular americana. Ele pede dinheiro ao seu amigo Miguel, a quem diz “I met ‘The’ girl” (Conheci ‘A’ garota), mas juntos os dois não tinham mais de nove dólares – título do episódio -, valor que Jack tem para gastar no encontro que ele quer que seja inesquecível.

Tudo vai por água abaixo quando o dinheiro desaparece e a sintonia instantânea deles parece mudar de repente. Mas, claro que, Jack consegue reverter a situação ao se abrir para Rebecca sobre como ele se sente após retornar da guerra e que tem sido muito difícil ele se sentir em casa, mas é com ela que ele pode realmente voltar a sentir isso. ❤

No fim, Rebecca dá um beijo nele e deixa o seu casaco no carro – sinal de que ela queria um segundo encontro.

PRIMEIRA PERDA

Logo no começo da primeira temporada, descobrimos que Rebecca e Jack estavam esperando trigêmeos, mas durante o parto um dos bebês não sobrevive. Além da cena emocionante em que Jack precisa dar a notícia para Rebecca, o momento também trouxe o discurso do Doutor K para tentar confortar Jack, que se tornou uma das cenas mais emblemáticas da série: “Eu gosto de pensar que um dia você será um velho como eu, conversando com um jovem e explicando como você pegou o limão mais azedo que a vida te ofereceu e o transformou em algo parecido com limonada.”

O discurso se encaixa perfeitamente com o que acontece em seguida. Quando um bombeiro chega ao hospital com um bebê recém-nascido, que havia sido abandonado na porta de seu quartel, Jack e Rebecca decidem adotá-lo e voltam para casa com os “Big Three“: Kevin (Justin Hartley), Kate (Chrissy Metz) e Randall (Sterling K. Brown).

A MORTE DE JACK

Com certeza esse é um dos momentos mais tristes e marcantes de “This Is Us”. Na segunda temporada, no episódio 14, finalmente descobrimos o motivo da morte de Jack. Com a casa pegando fogo, devido a um incêndio provocado por um defeito em um antigo aparelho elétrico, os Pearsons devem evacuar sua residência.

Todos conseguem sair do imóvel com segurança, mas o pai resolve retornar para resgatar o cachorro de estimação de Kate. Apesar de conseguir resgatá-lo, Jack morre no hospital algumas horas depois, devido a danos causados pela fumaça em seus pulmões.

RANDALL E SEU PAI BIOLÓGIO

Apesar do imenso amor dos seus pais adotivos, Randall (Sterling K. Brown) sempre lutou para se encaixar em sua família e, por isso, quando adulto, decide investigar sobre sua família biológica para entender o porquê ele foi abandonado no quartel de bombeiros recém-nascido.

Graças ao trabalho de um detetive particular, ele encontra seu pai biológico, William Hill (Ron Cephas Jones), no episódio 3 da primeira temporada.

A intenção de Randall era apenas entender os motivos de seu abandono, mas ele acaba conhecendo o outro lado da história e decide levar William para morar com ele e sua família. Mesmo com uma doença terminal, William foi capaz de se reconectar com seu filho e conhecer suas netas antes de morrer.

BRIGA ENTRE RANDALL E REBECCA

Antes da morte de William, Randall faz uma descoberta chocante sobre seu passado: ele encontra uma carta de Rebecca para o pai biológico que prova que ela sabia de sua existência durante anos. “Você o manteve longe de mim durante toda minha vida?”, ele questiona a mãe durante o jantar de Ação de Graças, no episódio 18 da primeira temporada. “Não consigo nem olhar para você”, ele diz, enquanto a confronta com um misto de choque, tristeza e revolta.

NICKY PEARSON ESTÁ VIVO?

Desde o início da série, acreditava-se que Nicky (Griffin Dunne), irmão mais novo de Jack, havia morrido na Guerra do Vietnã quando os dois estavam lá juntos. Porém, no 9º episódio da terceira temporada, ao seguir os rastros de seu pai durante a guerra, Kevin (Justin Hartley) viaja ao Vietnã e descobre que nenhum combatente chamado Pearson havia morrido naquele país.

Como resultado dessa descoberta, os “Big Three” decidem ir em busca de seu tio e descobrir a verdade sobre seu desaparecimento após tantos anos, no episódio 11 da temporada.

No capítulo, os irmãos e o público descobrem o porquê Jack escondeu para sua família que seu irmão estava vivo. O motivo pelo qual ele não queria contato com Nicky aconteceu enquanto os irmãos estavam no Vietnã. Nicky estava ensinando ao pequeno filho de Hien (Porter Duong) como pescar de um jeito fácil: jogando granadas no rio. No entanto, uma das granadas emperra e Nicky não consegue fazer o garoto entender que ele deve pular na água e a criança morre na explosão do barco. Jack acreditou que o irmão fez de propósito, devido à problemas psicológicos oriundos da guerra, determinando que aquele era o momento em que ele desistia de tentar salvar o irmão de si mesmo.

QUEM É ESSE MÚSICO?

No primeiro episódio da quarta temporada aparecem alguns personagens que os fãs ainda não conheciam. Entre eles está Jack (Blake Stadnik), um músico de sucesso cego. A surpresa vem durante o capítulo, quando o público descobre que ele é o filho de Kate e Toby (Chris Sullivan), que se chama Jack em homenagem ao avô.

Sobre Star +

Star+ é um serviço de streaming de entretenimento geral e esportes lançado em 31 de agosto de 2021 na América Latina, sendo complementar, mas independente, do serviço Disney+ nesta região. O serviço oferece estreia exclusiva de filmes de entretenimento em geral e séries de televisão dos estúdios de conteúdo da The Walt Disney Company, incluindo Disney Television Studios, FX, 20th Century Studios, Star Original Productions, National Geographic Original Productions e muito mais, bem como a transmissão de esporte ao vivo da ESPN, a marca mais respeitada e reconhecida para os fãs de esportes da região. De dramas a comédias (incluindo todas as temporadas de Os Simpsons) a thrillers adultos, Star+ também apresenta programação original exclusiva da marca de entretenimento geral Star, juntamente com uma coleção de produções regionais originais da América Latina. Visite www.starplus.com para obter mais informações sobre o serviço e sobre o Combo+, a oferta comercial permanente que disponibiliza a contratação de Star+ e Disney+, plataformas independentes, a um preço único e atrativo que dá acesso que à mais ampla oferta de streaming com entretenimento para todas as idades.