Premiado no Festival de Veneza, longa ambientado na Palestina, acompanha o jovem Salam, que trabalha como assistente na produção de uma telenovela
TEL AVIV EM CHAMAS, de Sameh Zoabi, estreia nas plataformas Net Now, VivoPlay, Looke e SkyPlay no dia 21 de janeiro, e no Belas A La Carte a partir de 22 de janeiro.
Sobre o Filme
Longa exibido na seleção oficial do Festival de Toronto e premiado no Festival de Veneza com o Interfilm Award de Melhor Filme e o prêmio de Melhor Ator na mostra Horizonte para Kais Nashif (Rede de Mentiras, Paradise Now), que interpreta o protagonista Salam. Além disso, foi a escolha de Luxemburgo para o Oscar 2020.
Ambientado na Palestina, essa comédia acompanha o jovem Salam, que trabalha como assistente na produção de uma telenovela palestina. Para o diretor, a ideia de um filme que aborda novelas foi natural, pois esses programas de TV são muito rentáveis e populares no Oriente Médio. “O que acho interessante é que as pessoas que assistem novelas consideram esse estilo de diálogo mais convincente que o diálogo e atuação sutil do cinema”.
“Ao utilizar o meio da novela, consegui explorar temas que nunca seria capaz de fazer de outra maneira no cinema. Por exemplo, a cena de abertura, que considero bastante política, quando os personagens palestinos expressam como se sentem em relação à guerra árabe-israelense de 1967 que se aproxima. Eles falam sobre suas esperanças, história e medo da ocupação israelense de Jerusalém”, comenta Zoabi.
Na história, Salam cruza o posto de controle entre as cidades de Jerusalém e Ramala diariamente, para ir trabalhar. Ali, conhece o oficial do exército israelense Assi (Yaniv Biton), que acompanha a novela ‘Tel Aviv em Chamas’ com sua mulher, Tala (Lubna Azabal, de Incêndios e Rede de Mentiras) e que tem suas próprias opiniões sobre o desenrolar da trama. Para crescer profissionalmente, Salam começa a se apropriar das ideias de Assi, ganha a confiança da equipe da novela e vira roteirista. Mas, o final esperado pelo oficial é bem diferente do que pretendem os investidores palestinos do programa e o roteirista árabe precisará encontrar uma saída de mestre para agradar a todos.
“É um grande desafio fazer comédia lidando com a realidade palestina e israelense, pois as pessoas levam a região e o conflito muito a sério”, diz Zoabi. “Mas acredito que a comédia permite a liberdade de discutir assuntos sérios de uma maneira sutil. Nos meus filmes, tento entreter, mas também falar sinceramente sobre a condição humana de onde meus personagens estão inseridos”, completa.
SINOPSE
O palestino Salam trabalha como assistente de produção de uma popular novela árabe, “Tel Aviv em Chamas”. Todos os dias, após o trabalho, ele tem que passar pelo posto de controle na fronteira entre Israel e Palestina. Nesse trajeto, ele conhece o General israelense Assi, cuja esposa é muito fã da novela. Para impressioná-la, Assi acaba chantageando Salam para alterar o roteiro do programa, o que acaba garantindo ao jovem palestino uma inesperada promoção como roteirista. A carreira de Salam como escritor acaba decolando, mas seu maior desafio será elaborar o final da trama.
FICHA TÉCNICA TEL AVIV EM CHAMAS (Tel Aviv on Fire) Direção: Sameh Zoabi Elenco: Kais Nashif, Lubna Azabal Producão: Amir Harel – Lama Films / Film From There (Israel), Miléna Poylo & Gilles Sacuto – TS Productions (França), Bernard Michaux – Samsa Film (Luxemburgo), Patrick Quinet – Artémis Productions (Bélgica) Ano: 2018 Duração: 100 min. Países: Luxemburgo, França, Israel, Bélgica
SOBRE O DIRETOR
Sameh Zoabi nasceu e foi criado em Iksal, uma vila palestina próxima a Nazaré. Ele se formou na Universidade de Tel Aviv em Estudos de Cinema e Literatura Inglesa, depois recebeu a bolsa Fullbright para cursar mestrado em Direção de Filmes na Escola de Artes da Universidade de Columbia. Ele também cursou residências de prestígio na Cinefondation do Festival de Cannes e no Laboratório de Roteiristas em Sundance. A voz única de Zoabi foi reconhecida pela Filmmaker Magazine e ele foi nomeado uma das “25 novas faces do cinema independente”. Seu trabalho foi exibido e premiado em diversos festivais internacionais, incluindo Cannes, Toronto, Locarno, Sundance, Karlovy Varu, Novos Diretores/Novos Filmes e Festival de Nova York.
Direção
Tel Aviv em Chamas (segundo longa) – Sameh Zoabi (2018) Under the Same Sun (filme para TV) – Sameh Zoabi (2013) Mawsem Hisad – (documentário) – Nassim Amaouch, Mais Darwazah, Erige Sehiri and Sameh Zoabi (2012) Man Without a Cell Phone – Sameh Zoabi (2010) Be Quiet (curta) – Sameh Zoabi (2005)
Roteirista The Idol – Hany Abu-Assad (2015)
SOBRE A PANDORA FILMES
A Pandora é uma distribuidora de filmes independentes que há 30 anos busca ampliar os horizontes da distribuição de filmes no Brasil revelando nomes outrora desconhecidos no país, como Krzysztof Kieślowski, Theo Angelopoulos e Wong Kar-Wai, e relançando clássicos memoráveis em cópias restauradas, de diretores como Federico Fellini, Ingmar Bergman e Billy Wilder. Sempre acompanhando as novas tendências do cinema mundial, os lançamentos recentes incluem “O Apartamento”, de Asghar Farhadi, vencedor do Oscar de Melhor Filme Estrangeiro; e os vencedores da Palma de Ouro de Cannes: “The Square – A Arte da Discórdia”, de Ruben Östlund e “Parasita”, de Bong Joon Ho.
Paralelamente aos filmes internacionais, a Pandora atua com o cinema brasileiro, lançando obras de diretores renomados e também de novos talentos, como Ruy Guerra, Edgard Navarro, Sérgio Bianchi, Beto Brant, Fernando Meirelles, Gustavo Galvão, Armando Praça, Helena Ignez, Tata Amaral, Anna Muylaert, Petra Costa, Pedro Serrano e Gabriela Amaral Almeida.
Nesta quinta (21/01), o cardápio semanal do À La Carte dá uma volta ao mundo, explorando diversos gêneros do cinema: comédia, suspense, clássico, drama, além de um Super Lançamento.Veja o que o À La Carte apresenta a partir desta quinta-feira: a comédia britânica “As Oito Vítimas”, filme raríssimo de 1949, que conta com a antológica participação de Alec Guinness; a comédia italiana “Quanto Mais Frio Melhor”; o longa turco “A Árvore dos Frutos Selvagens”, que tem roteiro do diretor Nuri Bilge Ceylan, com citações da obra de grandes nomes da literatura, entre eles Anton Chekhov e Fyodor Dostoevsky; e por fim o grandioso crime dramático francês sobre a pena de morte, “Dois Homens Contra Uma Cidade”, longa de 1973 estrelado pela grande dupla Jean Gabin e Alain Delon.Completa a semana o Super Lançamento “Tel Aviv Em Chamas”, uma coprodução entre Israel, França, Bélgica e Luxemburgo, que recebeu os prêmios de Melhor Filme e Melhor Ator na 75ª edição do Festival de Veneza.” Esta comédia imperdível, inédita no streaming brasileiro, estará disponível para aluguel a partir desta sexta-feira, 22 de janeiro, por R$ 12,90. Somente aqui, no streaming dos melhores filmes, o À LA CARTE!
“A Árvore dos Frutos Selvagens”: O roteiro escrito pelo diretor Nuri Bilge Ceylan, como de costume, traz citações da obra de grandes nomes da literatura, entre eles Anton Chekhov e Fyodor Dostoevsky. A cidade turca Çanakkale, onde a história se passa, é também onde o diretor Nuri Bilge Ceylan passou a infância. O filme recebeu 15 minutos de aplausos de pé no Festival de Cannes.
“Dois Homens Contra Uma Cidade”: Este filme fez parte de uma campanha contra a pena de morte na França ocorrida na década de 1970, sendo que o diretor José Giovanni foi condenado à morte em 1945, logo após a guerra, e foi perdoado pelo então presidente francês. Os atores Lino Ventura e Yves Montand recusaram o papel de Germain Cazeneuve antes que este fosse proposto (e aceito por) Jean Gabin. Christine Fabrega e Cecile Vassort representam mãe e filha no filme, mas na verdade elas têm apenas 10 anos de diferença na idade.
“As Oito Vítimas”: O negativo original do filme foi salvo do incêndio do Henderson’s Film Laboratories em 1993, pouco antes de uma grande explosão de nitrato destruir os negativos de muitos outros filmes, incluindo várias outras comédias de Ealing. O ator Alec Guinness afirmou ter tido convulsões de riso durante a leitura do roteiro, e imediatamente mandou uma mensagem para seu agente, confirmando que queria fazer o filme. Em 1984, foi anunciado que Ivan Reitman dirigiria outra adaptação do romance original, com Dustin Hoffman no elenco, e em 2000, Mike Nichols também planejava outra adaptação, com Robin Williams no papel que foi de Alec Guinness e Will Smith no personagem vivido por Dennis Price, mas ambos os projetos nunca se concretizaram.
“Quanto Mais Frio Melhor”: O título desta comédia faz referência ao clássico “Quanto Mais Quente Melhor”, filme de Billy Wilder.
SUPER LANÇAMENTO
“Tel Aviv em Chamas”: Filme selecionado na mostra Orizzonti do 75º Festival de Veneza, na qual recebeu os prêmios de Melhor Filme e Melhor Ator. Coprodução entre Israel, França, Bélgica e Luxemburgo, “Tel Aviv em Chamas” foi a escolha de Luxemburgo para representar o País no Oscar de Melhor Filme Estrangeiro. O israelense Kais Nashif, ator principal de “Tel Aviv em Chamas”, ficou conhecido internacionalmente como um dos protagonistas de”Paradise Now”, filme que representou a Palestina no Oscar 2006 de Melhor Filme Estrangeiro.
Sinopses:AS OITO VÍTIMAS(Kind Hearts and Coronets)Reino Unido, 1949, PB, 106min, Crime, idioma: inglês (legendado)Diretor: Robert HamerElenco: Dennis Price, Alec Guinness e Valerie Hobson. Um parente pobre distante do duque D’Ascoyne planeja herdar o título matando os outros oito herdeiros que estão à sua frente na linha de sucessão.QUANTO MAIS FRIO MELHOR (A noi piace freddo…! (WE LIKE IT COLD) Itália, 1960, 110min, cor, Comédia, 110minDiretor: StenoElenco: Ugo Tognazzi, Yvonne Furneaux e Raimondo Vianello. Um relato cômico dos acontecimentos em Roma em 1943, quando o exército aliado e os guerrilheiros lutaram contra os nazistas.A ÁRVORE DOS FRUTOS SELVAGENSAhlat Agaci Turquia, 2018, cor, 183 min, DramaDiretor:. Nuri Bilge CeylanElenco: Doğu Demirkol, Murat Cemcir e Hazar Ergüçlü. Sinan é um jovem apaixonado por literatura que sempre sonhou em se tornar um grande escritor. Ao retornar para o vilarejo em que nasceu, ele faz de tudo para conseguir juntar dinheiro e investir na sua primeira publicação. O problema é que seu pai deixou uma dívida que atrapalhará os seus planos.DOIS HOMENS CONTRA UMA CIDADE(Deux Hommes Dans La Ville)França-Itália, 1973, cor, Drama, 100minDiretor: José GiovanniElenco: Alain Delon, Jean Gabin, Mimsy FarmerUm ex-assaltante de banco é libertado após 10 anos de prisão. Ele recebe ajuda de uma assistente social, mas é assediado por um velho policial de seu passado.TEL AVIV EM CHAMAS(Tel Aviv on fire)Luxemburgo/ Israel/ França e Bélgica, cor, 2018, Comédia, 100 minDiretor: Sameh ZoabiElenco: Kais Nashif, Lubna Azabal, Yaniv Biton“Tel Aviv em Chamas” acompanha um jovem palestino chamado Salam (Kais Nashif), ambicioso e sonhador que torna-se um escritor de novela de maneira ocasional, após um encontro casual com um soldado de Israel. Sua carreira criativa começa a crescer cada vez mais, até que os patrocinadores do programa exigem que ele acabe de maneira inesperada.Link com fotos dos filmes em alta para download:https://we.tl/t-WRNEI1QU8N
Serviço:Planos de assinatura com acesso a todos os filmes do catálogo em 2 dispositivos simultaneamente.Valor assinatura mensal: R$ 9,90 | Valor assinatura anual: R$ 108,90Super Lançamentos: Com valores variados, a sessão ‘super lançamentos’ traz os filmes disponíveis no cardápio para aluguelPara se cadastrar acesse: www.belasartesalacarte.com.br e clique em ASSINE.Ou vá direto para a página de cadastro: https://www.belasartesalacarte.com.br/checkout/subscribe/signupAplicativos disponíveis para Android, Android TV, IPhone e Apple TV. Baixe Belas Artes À LA CARTE na Google Play ou App Store.
Petra Belas Artes À LA CARTE:Com acervo com curadoria, pensado para quem ama uma programação de qualidade o Petra Belas Artes À LA CARTE é uma plataforma de streaming criada no final de 2019, e que ganhou muita força, em abril de 2020, quando após 5 meses do seu nascimento, passou a oferecer um mês de gratuidade aos cinéfilos, durante a Pandemia. Desde em então, a plataforma criada pelo Belas Artes Grupo passou a ter um crescimento de pelo menos 40% ao mês, ganhando cada vez mais espaço no dia a dia dos cinéfilos.A ideia inicial sempre foi poder levar para todo o Brasil aquilo que os cinéfilos de São Paulo tinham no Cine Petra Belas Artes, ou seja, uma programação de qualidade, com curadoria, e que tenha em seu catálogo de forma permanente, filmes que não são encontrados nas plataformas globais. Ou seja, filmes de grandes diretores, de vários países do mundo, e que fazem parte da história do cinema. Além disso, toda semana quatro novos filmes entram no “cardápio” do Petra Belas Artes À LA CARTE e não saem do ar, ou seja, eles ficam durante muito tempo disponíveis para que os assinantes possam ver e rever seus filmes preferidos. No Petra Belas Artes À LA CARTE o assinante encontra os filmes divididos em categorias singulares e criativas com classificações como: “cults incríveis”, “mulheres maravilhosas”, “hahaha”, “para roer as unhas”, “o que todo cinéfilo precisa ver antes de morrer” e “novo no cardápio”, entre várias outras. Além disso, a plataforma também lança filmes de forma inédita e exclusiva como foi o caso do lançamento de “Apocalypse Now – Final Cult”, “O Hotel às Margens do Rio” de Hong Sang Soo, o brasileiro “Partida”, de Caco Ciocler, entre outros.
Filme de estreia da diretora Camila Kater, o documentário animado de 12 minutos “CARNE”, está qualificado para concorrer ao Oscar® de 2021 na categoria de curta-metragem documental e também está na shortlist dos Prêmios Goya na categoria de curta de animação. O filme é uma co-produção Brasil/Espanha, produzido por Lívia Perez (Doctela) e Chelo Loureiro (Abano Producións).
Desde ontem, dia 12 de janeiro, CARNE está disponível em formato online e gratuito no New York Times Op-Docs, uma plataforma gratuita de alcance global do jornal estadunidense que reúne os melhores filmes de não ficção do mundo.
CARNE teve a sua estreia no Festival Internacional de Locarno em agosto de 2019, na Suíça, onde recebeu Menção Especial pelo Júri Jovem. Na sequência o filme foi selecionado oficialmente em mais de 250 festivais pelo mundo, como Toronto International Film Festival, Annecy, IDFA, AFI, DOK Leipzig, entre outros, recebendo mais de 70 prêmios nacionais e internacionais, incluindo; Melhor Roteiro e Melhor Curta pelo Júri Popular e pela Crítica (ABRACCINE) no 52º Festival de Brasília, Melhor Curta-Metragem Europeu EFA (European Film Award) na 64a Seminci (Espanha), Melhor Curta de Animação no Festival de Havana (Cuba) e Melhor Curta Documentário no Festival de ZINEBI (qualificador do Oscar®). CARNE foi eleito o segundo melhor curta-metragem brasileiro de 2019 pela ABRACCINE (Associação Brasileira de Críticos de Cinema) e foi um dos curtas finalistas para o European Film Awards de 2020.
Crua, Mal Passada, Ao Ponto, Passada e Bem Passada. Em CARNE, cinco mulheres compartilham relatos íntimos e pessoais, em relação ao corpo desde a infância até a terceira idade. Ao apresentar cinco segmentos para as diferentes fases da vida das mulheres narradas através de vozes femininas, CARNE recorre à representação de suas experiências em técnicas diversas de animação.
A partir da metáfora que relaciona o estado de cozimento da carne com o corpo da mulher, CARNE sugere uma relação entre carnivorismo e dominância masculina para expor os inúmeros tipos de violências dos quais as mulheres são vítimas mas também enfatizar as formas de resistência que essas mulheres encontram para libertar seus corpos dos padrões de beleza e comportamento impostos pela sociedade.
Em CARNE, a diversidade das experiências das mulheres com seus corpos decorre sobretudo das diferentes características das cinco personagens escolhidas. Rachel, Larissa, Raquel, Valquiria e Helena expõem vivências diversas determinadas de acordo com a faixa etária, orientação sexual, etnia e constituição corpórea. Como forma de incorporar essa diversidade à estética do filme e criar uma associação sensorial entre depoimento e a plástica do filme, cada fase e personagem foi criada com uma técnica de animação específica e por uma animadora diferente. O processo de escolha das personagens e das animadoras se preocupou com os critérios de representatividade na seleção das entrevistadas e animadoras.
Na infância, fase ‘crua’ da carne, Camila Kater utiliza stop-motion com objetos e pintura à óleo em cerâmica para expressar o relato de Rachel Patrício sobre gordofobia na infância.
A adolescência, fase ‘mal-passada’, é representada pela animação em aquarela criada por Giovana Affonso para dar conta da percepção de Larissa Rahal sobre o tabu da menstruação e a preocupação em ter um corpo adulto.
Na juventude, fase em que a sociedade entende o corpo feminino como ‘ao ponto’ para consumo, a animação digital 2D criada por Flávia Godoy dá forma às diferentes violências que a cantora Raquel Virgínia enfrenta com seu corpo de mulher transexual e negra no Brasil.
A meia-idade, fase ‘passada’, traz visibilidade às transformações corporais do climatério relatadas por Valquiria Rosa a partir de seu ponto de vista de mulher lésbica e materializadas através do stop-motion em argila criado por Cassandra Reis.
Na terceira idade, fase ‘bem passada’, a animação direta a partir da pintura e intervenções em película 35mm feita por Leila Monsegur, representa a consagração do corpo como lugar de libertação a partir da experiência da cineasta e atriz Helena Ignez, ícone da cinematografia brasileira.
A relevância de um filme como CARNE se torna ainda maior se levarmos em conta que as mulheres são minoria quando se trata de animações. Apenas 3% dos filmes do gênero foram dirigidos por mulheres nos últimos 12 anos – na televisão, o percentual sobe para 13%, mostra um estudo promovido pela Universidade do Sul da Califórnia em parceria com a ONG @wia_animation. Entre mulheres não caucasianas, a disparidade é ainda maior: apenas quatro dirigiram algum projeto no cinema ou na televisão, todas asiáticas.
Declaração da diretora:
“Acredito que a animação confere aos depoimentos uma dimensão sensorial muito rica e que pode ser uma linguagem maravilhosa para abordar temas sensíveis. Há uma conexão especial entre as histórias reais e as animadoras, e ela está, de alguma forma, impressa no filme. CARNE é um trabalho colaborativo, feito a partir de uma equipe de 95% de mulheres, que me trouxe confiança como diretora e animadora, mas também me deu a oportunidade de conhecer essas mulheres incríveis e aprender muito com elas. Não posso dizer que estou totalmente confortável com meu corpo hoje, mas certamente o respeito e o admiro mais.” Camila Kater
SINOPSE
Crua, Mal Passada, Ao Ponto, Passada e Bem Passada. Cinco mulheres compartilham experiências íntimas e pessoais sobre sua relação com o próprio corpo desde a infância até a terceira idade.
FUTURO DE CARNE
O curta CARNE dá origem à série homônima que será antológica, seguindo o mesmo formato de documentário animado. A partir do aprofundamento de temáticas ligadas ao corpo da mulher em diferentes fases da vida, 25 personagens compartilharão suas histórias desde 5 nacionalidades distintas: Brasil, Espanha, China, Palestina e Nigéria. A série está em fase de desenvolvimento para plataformas de streaming e será estruturada em 5 capítulos por temporada, com 20 minutos de duração cada.
FICHA TÉCNICA
Direção: Camila Kater
Roteiro: Camila Kater & Ana Julia Carvalheiro
Argumento: Camila Kater & Bruna Kater
Produção Executiva: Lívia Perez (Doctela) & Chelo Loureiro (Abano Producións)
Elenco: Rachel Patrício, Larissa Rahal, Raquel Virgínia, Valquiria Rosa & Helena Ignez
72º Festival International del Film Locarno, Suíça
44º Toronto International Film Festival, Canadá
44ª Annecy International Animation Film Festival, França
32º International Documentary Film Festival Amsterdam (IDFA). Netherlands
64. SEMINCI. Semana Internacional de Cine de Valladolid. Espanha
52º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro, Brasil
35º Festival Internacional de Cine en Guadalajara, México
27º Hamptons International Film Festival. New York, EUA
62º Dok Leipzig – Leipzig International Festival For Documentary & Animated Films. Alemanha
50º Tampere Film Festival. Finlândia
33º AFI Fest – American Film Festival, EUA
PRINCIPAIS PRÊMIOS:
Internacionais:
Melhor Curta-metragem Europeu (qualificador para os European Film Awards)
64. SEMINCI. Semana Internacional de Cine de Valladolid. Spain
Mikeldi para o Melhor Curta Documental (qualificador para o Oscar)
61. ZINEBI. Festival Internacional de Cine Documental Cortometraje de Bilbao (Vizcaya), Espanha
Menção Especial do Júri- Competição Internacional de Curtas de Animação
35º Festival Internacional de Cine en Guadalajara, FICG
Premio Coral de Cortometraje, Animación
41º Festival Internacional del Nuevo Cine Latinoamericano La Habana, Cuba
Prêmio de Público – Best International Competition: Animated Documentaries
17º London International Animation Festival (LIAF). UK
Nacionais:
Prêmio Abraccine – Melhor Filme Curta-Metragem Melhor Roteiro
Melhor Curta-Metragem Júri Popular
Prêmio Edina Fujii Ciario
52º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro, Brasil
Prêmio Canal Brasil 10+ Brasil
Destaque ABCA – Associação Brasileira de Cinema de Animação para Melhor Animador(a) / Troféu O Kaiser
31º São Paulo International Short Film Festival – Curta Kinoforum, Brasil
Melhor Curta Voto Popular
21º Festival do Rio. Brazil
Prêmio de Público da mostra Competição Nacional
27º de Festival Internacional de Curtas do Rio de Janeiro, Brasil
BIOGRAFIA DIRETORA:
Camila Kater é animadora, roteirista e diretora de São Paulo.
Dirigiu, roteirizou e animou o documentário animado CARNE (2019), que está qualificado para o Oscar® 2021 e na shortlist para os Prêmios Goya de 2021. CARNE estreou no Festival Internacional de Locarno em 2019 e recebeu mais de 70 prêmios nacionais e internacionais.
Kater possui bacharelado em Comunicação Social com habilitação em Midialogia pela Unicamp e graduação sanduíche em Film & Television Production na Anglia Ruskin University em Cambridge (Reino Unido), quando foi contemplada pelo programa federal Ciência sem Fronteiras.
Kater é membro do Núcleo de Cinema de Animação de Campinas, é atual secretária da Associação Brasileira de Cinema de Animação (ABCA) e co-fundadora/ co-diretora da LESMA (La Extraordinária Semana de Mostras Animadas) que completou 4 edições na Unicamp, exibindo curadorias de festivais como MONSTRA (Lisbon Animated Film Festival), ANIMAGE (Festival Internacional de Animação de Pernambuco) e StopTrik International Festival (Estônia, Polônia).
CARNE recebeu o prêmio “Artist-in Residence Program of Q21” no festival Tricky Women / Tricky Realities, concedendo a Kater uma residência de três meses no Museumsquartier de Viena (Áustria), onde então animará o trailer da edição de 2022 do festival.
Kater recebeu recentemente a bolsa de estudos Erasmus Mundus 2020/2022 RE: ANIMA Animation para um mestrado em animação na Europa nos três países anfitriões, Bélgica, Portugal e Finlândia.
BIOGRAFIA PRODUTORA LÍVIA PEREZ:
Lívia Perez (1985) é cineasta, produtora, curadora, educadora e pesquisadora de audiovisual. Ela dirigiu diversos curtas-metragens dos quais se destaca “Quem Matou Eloá?” (2015) premiado como Melhor Curta Documentário no 57º Prêmio GENII da Alliance for Women in Media, 27º Festival Internacional de Curtas de São Paulo, Cachoeira Doc, ATLANTIDOC, Semana Paulistana do Curta-Metragem e exibido em festivais como HOTDOCS, IDFA, Cinélatino e DocsMX; e três longas-metragens entre eles “Lampião da Esquina” (2016) que estreou no É Tudo Verdade 2016 – Festival Internacional de Documentários, recebeu menção honrosa no Festival MIX Brasil de Diversidade, prêmio de melhor documentário e melhor edição no Festival For Rainbow e foi exibido no Canal Brasil e no circuito comercial de quatro regiões do paísl. Seu próximo filme “M” (em finalização) participou e foi premiado no DOCSP e no Festival Internacional de Cartagena.
É sócia fundadora da Doctela – Mídia e Comunicação através da qual atua como produtora de projetos audiovisuais com impacto social em direitos humanos. Entre os filmes que produziu destacam-se “Uma Paciência Selvagem me Trouxe Até Aqui” dirigido por Érica Sarmet a ser lançado em 2021 e “Carne” dirigido por Camila Kater (2019) que teve estréia no Festival de Locarno, onde recebeu menção especial do Júri Jovem e ainda, foi premiado nos Festivais de Havana, Miradas DOC, El Gouna, Huesca, Festival do Rio, Curta Cinema, Festival de Brasília, SEMINCI, ZINEBI, além de ter sido exibido no TIFF, IDFA, DOK LEIPZIG, Festival de Animação de Annecy entre outros.
Quem gosta de História e da França precisa assistir a Versailles, na Netflix. A série mostra a vontade do Rei Luis XIV, o Rei Sol, de construir um palácio e colocar Versailles como centro do poder da França tirando a corte de Paris. Ele tem como grande opossitor seu irmão Philippe.
Nesse ínterim há muitas tramas eróticas, tanto que a censura é de 18 anos. George Bladgen é sensual e bonito como Rei Luis XIV e Alexander Vlahos, seu irmão Philippe está cotado para entrar na sexta temporada de Outlander.
Há muitas tramas de traições e emboscadas e muitos querendo atrapalhar os desejos do Rei Sol. Esse período na França é do mais puro Absolutismo, aquele que o Rei se acha o representante de Deus na Terra.
A série tem cenários maravilhosos., figurinos deslumbrantes. Tenho excelentes recordações do Palácio de Versailles que visitei em 1997.
Pra completar o Rei Luis XIV tem um caso com a esposa de Philipe, Henriqueta, e muitas amantes na Corte na cara da rainha espanhola que acaba tendo um filho negro que não é dele e que ele dá para adoção. Mais complicado, impossível.
Na terceira temporada de This Is Us, passamos a ver as imperfeições da família Pearson. A temporada foca no problema de Jack com o Vietnã, com a bebida e apesar de ser bom pai e marido uma desconstrução de seu personagem. Jack é meu personagem favorito ao lado de Randall.
O Big Three também ´passa por problemas. Kate tem que enfrentar sua gravidez de risco, a prematuridade de seu bebê e lidar isso com o marido, Toby.
Kevin parece ter herdado do pai os problemas com o alcoolismo que ele tenta esconder da família mas Kate percebe.
Há dois mistérios nessa temporada: se Nick Pearson estava vivo porque nunca Jack contou pra família e a mulher doente que aparece e que todos se mobilizam para cuidar e ajudar fazendo uma avanço até o futuro da série.
Essa temporada descontroi o mito da família perfeita e faz com que os Pearson se pareçam com qualquer família normal cheia de erros e acertos.
Eu amo a série. Disponível no Fox Premium, NOW e Amazon Prime.