Dicas de novas séries da Netflix

Dicas de novas séries da Netflix

1-Bom dia, Verônica

 

 

 

 

 

 

 

 

O thriller acompanha Verônica Torres (Tainá Müller), que trabalha como escrivã na delegacia de Homicídios de São Paulo, onde vive uma rotina burocrática e pouco dinâmica dentro do sistema. Casada e mãe de dois filhos, ela se vê diante do abismo quando presencia um suicídio que acaba por despertar nela dolorosas feridas do passado. Na mesma semana, recebe a ligação anônima de uma mulher desesperada clamando por sua vida. Determinada, Verônica decide usar toda sua habilidade investigativa para mergulhar nos casos das duas vítimas: uma jovem enganada por um golpista na internet, e Janete (Camila Morgado), a esposa subjugada de Brandão (Eduardo Moscovis), policial de alta patente e um homem dominador. Ao se aprofundar nessas investigações, Verônica irá enfrentar um mundo perverso que coloca em risco sua família e sua própria existência. Temporada 1 disponível.

 

2-Como Defender um Assassino

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Annalise Keating (Viola Davis) começa a trabalhar com cinco estagiários, mas flashes do futuro mostram o envolvimento deles em um complicado caso de assassinato. Temporadas 1 a 6 disponíveis.

 

3-Emily em Paris

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Emily em Paris acompanha uma jovem executiva de marketing de Chicago (Lily Collins) se mudando para Paris, após sua empresa adquirir uma luxuosa empresa local. Então, a trama acompanha suas aventuras na cidade, tentando conquistar os colegas de trabalho, vivendo paixões e fazendo grandes amizades. Temporada 1 disponível.

 

4-Cidade dos Mortos

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Com a civilização ameaçada por uma terrível doença, um grupo de sobreviventes põe em risco suas vidas e o próprio senso de humanidade na luta pela sobrevivência. Temporada 1 disponível.

 

Por: Cesar Augusto Mota

Documentário 12 Moedas estreia em 26 de novembro

Documentário 12 Moedas estreia em 26 de novembro

HBO estreia em 26 de novembro, às 21h, o documentário 12 MOEDAS, que investiga a história da economia do Brasil a partir de um fato curioso: o país já mudou de moeda 12 vezes desde 1822. Resultado de uma parceria entre a HBO com a O2 Filmes, a coprodução dirigida por Renato Rossi será exibida no canal HBO MUNDI.

12 MOEDAS conta o que motivou todas estas mudanças e de que forma elas afetaram a economia e a sociedade brasileira. Além de material de arquivo, o longa apresenta entrevistas inéditas com nomes como Fernando Henrique Cardoso, Delfim Netto, Abílio Diniz, Maílson da Nóbrega, Luiz Carlos Bresser-Pereira, Gustavo Franco e Guido Mantega – ex-ministros e economistas que criaram os diversos planos econômicos que afligiram o país – e pessoas comuns, que sentiam no bolso os efeitos das decisões, muitas vezes, desastrosas.

Conduzida pelo jornalista e editor João Varella com linguagem dinâmica e bem-humorada, a produção procura aproximar as informações mais técnicas e complexas do entendimento do público, contextualizando os momentos históricos que serviram de pano de fundo para cada mudança de moeda, com referências ao que essas mudanças monetárias provocavam na cultura e no cotidiano dos cidadãos.

Com roteiro de Tony Goes, o documentário 12 MOEDAS é produzido por Roberto Rios, Eduardo Zaca, Patricia Carvalho e Rafaella Giannini, da HBO Latin America, e Andrea Barata Ribeiro e Bel Berlinck, da O2 Filmes, com recursos da Condecine – Artigo 39 e será distribuído com exclusividade pela HBO Latin America.

Acesse o site http://www.HBOLApress.com para ver novidades e baixar materiais da HBO. Sobre HBO Latin America  HBO Latin America é uma rede de televisão premium por assinatura, líder na região, respeitada pela qualidade e pela diversidade de sua programação, que inclui séries, filmes, documentários e especiais originais e exclusivos. A rede exibe também alguns dos mais recentes blockbusters de Hollywood, antes de qualquer outro canal premium. Os conteúdos são exibidos em HD em mais de 40 países da América Latina e do Caribe por meio dos canais HBO®, HBO2, HBO Signature, HBO Plus, HBO Family, HBO Mundi, HBO Pop, HBO Xtreme e o canal básico Cinemax®. A programação é oferecida também por meio de várias plataformas, como a HBO GO® e HBO On Demand®.

Por Anna Barros

Filme estrelado por Kristin Scott Thomas estrela dia 29 de outubro

Filme estrelado por Kristin Scott Thomas estrela dia 29 de outubro

A partir de 29 de outubro nos cinemas, Kristin Scott Thomas e Sharon Horgan estrelam este agradável e divertido filme, inspirado em fatos reais. Unidas Pela Esperança, dePeter Cattaneo (Ou Tudo ou Nada), conta a história de um grupo de mulheres de diferentes origens, cujos parceiros estão servindo no Afeganistão. Diante das ausências de seus maridos, namorados e familiares, elas se reúnem para formar o primeiro coral de esposas militares, ajudando umas às outras neste que é um dos momentos mais difíceis de suas vidas. O projeto dá tão certo, que as levam rapidamente ao estrelato internacional. Mas as diferenças em suas personalidades podem colocar tudo a perder.Há dez anos, um grupo de mulheres prometeu dar apoio umas às outras através da música – e assim foi formado o primeiro Coral de Esposas de Militares, na base do exército de Catterick, no norte de York – Reino Unido. Inspirado pela popularidade do Coral, o longa-metragem de Peter Cattaneo Unidas Pela Esperança (Military Wives) é baseado na história real desse pequeno grupo de mulheres que se uniram e provocaram um movimento mundial – que agora atende a mais de 2300 pessoas em todo o Reino Unido e em suas bases militares no exterior.O produtor Rory Aitken foi apresentado a este fenômeno através do radialista Gareth Malone, com a popular série de televisão da BBC “The Choir: Military Wives”, que documentou a criação do segundo coro de esposas de militares, em 2011. “Isso me emocionou de uma forma totalmente  inesperada”, diz Aitken. “Causou em mim o que os melhores filmes causam. Foi um soco no estômago, o que eles fizeram naquele documentário foi descobrir uma pequena parte da sociedade sobre a qual nunca poderia imaginar, e que realmente passa por um período difícil de suas vidas. E elas aproveitam o poder da música para se erguer. É realmente extraordinário”.O produtor Ben Pugh recebeu o documentário de Aitken e imediatamente sentiu que o material era perfeito para o cinema. “A combinação da vida real e da luta dessas esposas e namoradas, que ganham voz através do coro, é completamente universal, um pedaço do país que ressoa tanto de forma local como em outros países”, diz.Peter Cattaneo, indicado ao Oscar® de Melhor Diretor em 1998, por Ou Tudo ou Nada (The Full Monty), admite que chegou ao projeto sem saber quase nada sobre as vidas das famílias dos militares em serviço. “Fiquei empolgado com um conceito que me permitia explorar um modo de vida que raramente foi visto na tela grande, além de fazer um filme com música e canto em sua essência”, lembra. Era essencial para os cineastas que o filme retratasse com precisão o cotidiano dessas mulheres, cujos parceiros estão no exterior arriscando suas vidas a serviço de seu país. “Nossa roteirista Rachel Tunnard se encontrou e conviveu com um grupo de esposas para obter detalhes e histórias sobre o mundo delas”, diz Cattaneo. “Ela teve algumas trocas bastante intensas e comoventes com elas e isso trouxe muita realidade ao roteiro”.Quando Cattaneo começou a conhecer as verdadeiras esposas de militares, ele descobriu dois temas ricos no coração da narrativa: um grupo improvável de pessoas que se uniu através da música e a idéia que se espera de que essas mulheres “mantenham a calma e continuem” encontra ali suas vozes. “Nós conhecemos algumas esposas de militares muito corajosas e sinceras, que compartilharam histórias pessoais muito humildes, às vezes angustiantes e muitas vezes hilárias”, diz ele. “Fiquei impressionado com o seu humor honesto e ‘pé no chão’ e fiquei determinado a rechear o filme com esse tipo de comédia”.Quando várias das mulheres reais pediram para fazer parte do filme como figurantes, a satisfação delas com o roteiro final ficou evidente. “Temos uma cena em que todos os soldados estão indo para a guerra, na qual nós usamos o maior número possível delas. Então, quando você assistir à essa cena, lembre-se de que são famílias reais de soldados dizendo adeus”. Embora os personagens e grande parte da história sejam ficcionalizados, foram feitos todos os esforços para honrar os enormes sacrifícios que as famílias reais de militares fazem todos os dias, diz o produtor Piers Tempest. “Eu acho que os melhores filmes têm uma verdade profunda neles e é isso que sentimos sobre essa história. Ninguém fala assim sobre elas, mas as esposas dos militares em serviço são as heroínas desconhecidas das Forças Armadas. ”
SINOPSEUm grupo de mulheres casadas com oficiais militares decide se unir para formar um coral. À medida que a inesperada amizade entre elas se desenvolve, a música e o riso transformam suas vidas, enquanto elas ajudam uma a outra a superar o medo pelos entes queridos em combate.FICHA TÉCNICA Direção: Peter CattaneoElenco: Kristin Scott Thomas, Sharon Horgan, Lara RossiGênero: ComédiaPaís: Reino UnidoAno: 2020Duração: 112 min

Por Anna Barros
Libelu Abaixo a Ditadura e Colect Tiv vencem o É Tudo Verdade 2020

Libelu Abaixo a Ditadura e Colect Tiv vencem o É Tudo Verdade 2020

Principal evento dedicado à cultura do filme não-ficcional na América Latina, o É Tudo Verdade – Festival Internacional de Documentários divulgou na noite deste domingo, 4 de outubro, os vencedores da sua 25ª edição.

Reconhecido pela Academia de Artes e Ciências Cinematográficas dos EUA como um festival classificatório para o Oscar®, o evento qualifica automaticamente as produções vencedoras nas competições brasileira e internacional de Longas/Médias-Metragens e de Curtas-Metragens para inscrição direta visando a disputa dos Oscars® para melhor documentário de longa-metragem e de documentário de curta-metragem.

“As premiações destacam, em narrativas inovadoras e distintas, uma nova geração de documentaristas e a força do cinema do real no combate à opressão em suas várias formas, passadas e presentes”, afirma Amir Labaki, diretor do festival. “Celebre-se ainda a marcante presença de nada menos que cinco diretoras na lista das distinções, reafirmando a hora e a vez do cinema das mulheres”.

Dirigido pelo estreante Diógenes Muniz, “Libelu – Abaixo a Ditadura” foi eleito como vencedor da Competição Brasileira de Longas ou Médias-Metragens e recebeu R$ 20.000,00 e Troféu É Tudo Verdade. O filme focaliza uma tendência estudantil universitária surgida em 1976 que, impulsionada por uma organização clandestina, ganhou fama por ser o primeiro a retomar o mote “abaixo a ditadura” enquanto o AI-5 ainda vigorava. Para o júri formado pelo escritor Ignácio de Loyola Brandão, pela cineasta e roteirista Cristiana Grumbach e pelo cineasta e curador Francisco Cesar Filho, o longa-metragem toca “em uma ferida nunca cicatrizada da esquerda brasileira“.

Foram outorgadas menções honrosas para “Segredos de Putumayo”, de Aurélio MIchiles, sobre aquele que é considerado como o pai dos inquéritos sobre a violação de direitos humanos, Roger Casement (1864-1916), e “Fico Te Devendo Uma Carta Sobre o Brasil”, de Carol Benjamin, sobre três gerações de uma família atravessada pela ditadura civil-militar brasileira.

O mesmo júri apontou como melhor curta-metragem brasileiro “Filhas de Lavadeiras”, de Edileuza Penha de Souza. Narrando histórias de mulheres negras que, graças ao trabalho árduo de suas mães, puderam ir para a escola e refazer os caminhos trilhados por suas antecessoras, a obro recebeu R$ 6.000,00 e o Troféu É Tudo Verdade. Segundo os jurados, a obra “fala da luta de um grupo de heroínas que ganharam a guerra contra a desigualdade”.

Foi concedida, ainda, uma menção honrosa a “Ver a China”, curta de Amanda Carvalho que registra uma realizadora estrangeira em visita à China para produzir um documentário sobre a produção de chá na província de Fujian.

Já na Competição Internacional de Longas ou Médias-Metragens o vencedor foi “Colectiv”, (Romênia/Luxemburgo), dirigido por Alexander Nanau. O filme aborda a corrupção no sistema de saúde da Romênia e recebeu R$ 12.000 e o Troféu É Tudo Verdade. O júri da competição foi formado pela diretora-emérita da International Documentary Association, Betsy McLane, pelo presidente e diretor-executivo do Hot Docs Canadian Festival, Chris McDonald, e pelo cineasta brasileiro Jorge Bodanzky. Em seu parecer, os jurados afirmam terem ficado impressionados “com este preocupante e bem detalhado estudo sobre corrupção e atos ilegais na Romênia contemporânea.”

O júri concedeu menção honrosa ao longa-metragem “O Espião”, de Maite Alberdi, uma coprodução Chile/ EUA/ Alemanha/ Holanda/ Espanha, sobre um homem que é convidado a interpretar um espião que precisa se infiltrar em um asilo onde um residente possivelmente está sofrendo maus-tratos.

O polonês “Meu País Tão Lindo”, de Grzegorz Paprzycki, foi eleito o melhor curta-metragem internacional e fez jus a R$ 6.000,00 e o Troféu É Tudo Verdade.  O filme confronta duas forças que representam visões de mundo completamente diferentes: a perspectiva esquerdista de país contra a Polônia homogeneizada construída pela extrema direita.

O júri concedeu ainda menção honrosa ao curta-metragem alemão “Saudade”, da diretora afro-brasileira Denize Galiao. Em decorrência da doença de seu pai, a realizadora explora na obra os sentimentos que tem por seu lar e suas raízes.

Os longas-metragens vencedores das competições brasileira e internacional ganham exibição presencial no Rio de Janeiro, em salas do Grupo Estação, assim que as mesmas foram reabertas.

Na cerimônia também foram anunciados os seguintes prêmios paralelos:

– Prêmio Aquisição Canal Brasil de Incentivo ao Curta-Metragem, para o filme brasileiro “Filhas de Lavadeiras”, de Edileuza Penha de Souza, que recebeu R$ 15.000,00 e Troféu Canal Brasil;

– Prêmio EDT (Associação de Profissionais de Edição Audiovisual), para a melhor montagem de um curta e um longa-metragem, concedidos, respectivamente, para “Metroréquiem”, montado por Adalberto Oliveira, e para “A Ponte de Bambu”, com montagem assinada por André Finotti e Raimo Benedetti.

 – Prêmio Mistika, no valor de R$ 8.000,00 em serviços de pós-produção digital, anunciado junto ao prêmio oficial de melhor curta-metragem brasileiro.


O festival exibiu, de 23 de setembro a 4 de outubro, um total de 61 longas e curtas-metragens em competição e hors-concours, de forma gratuita, em plataformas de streaming disponível em todo o território brasileiro.

A partir de 6 de outubro, acontece o Ciclo SESC, com seis longas-metragens brasileiros premiados na Competição Brasileira do festival na última década.  Os filmes, que ficam disponíveis na plataforma Sesc Digital, são os seguintes: “Auto de Resistência”, de Natasha Neri e Lula Carvalho, “Cidades Fantasmas”, de Tyrell Sprencer, “O Futebol”, de Sergio Oksman, “Homem Comum”, de Carlos Nader, “Mataram Meu Irmão”, de Cristiano Burlan, e “Dois Tempos”, de Arthur Fontes e Dorrit Hazarim.

O É Tudo Verdade tem patrocínio do Itaú e Sabesp; parceria do SESC-SP e apoio cultural do Itaú Cultural e Spcine. Conta também com a realização do Ministério do Turismo, da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Estado de São Paulo e da Secretaria Municipal de Cultura da Prefeitura de São Paulo.

A 26ª edição do festival acontece de entre 8 e 18 de abril de 2021.

Por Anna Barros

Vencedor do Festival de Gramado 2019, ‘Pacarrete’ estreia em novembro nos cinemas

Vencedor do Festival de Gramado 2019, ‘Pacarrete’ estreia em novembro nos cinemas

Longa estrelado por Marcélia Cartaxo aborda questões como a loucura, os desafios de ser artista e o drama da velhice de uma bailarina clássica

Estrelado por Marcélia Cartaxo e filmado na cidade de Russas, interior do Ceará, o aguardado PACARRETE, dirigido por Allan Deberton, ganha data de estreia: 26 de novembro. O filme, que seria lançado em abril deste ano, foi adiado por conta da pandemia COVID 19.

Um dos filmes mais elogiados e festejados pela crítica e pelo público, que teve a oportunidade de assisti-lo nos 39 Festivais por onde já passou, PACARRETE foi o grande premiado do 47o Festival de Cinema de Gramado, ganhador de 8 Kikitos – Melhor Filme, Melhor Filme Júri Popular, Melhor Direção, Melhor Atriz, Melhor Roteiro, Melhor Ator Coadjuvante, Melhor Atriz Coadjuvante e Melhor Desenho Sonoro. Desde então, já coleciona vinte e sete prêmios em festivais de todo o mundo e, com a definição de sua data de estreia, é elegível e pretende concorrer a uma vaga no Oscar 2021, como filme representante do Brasil.

Primeiro longa-metragem de Allan Deberton, PACARRETE aborda questões como a loucura, os desafios de ser artista e o drama da velhice de uma bailarina clássica, que gosta de ser chamada de Pacarrete – “margarida” em francês. O filme é livremente inspirado na conterrânea do diretor e demorou 12 anos para ser realizado. Foi filmado em sua cidade-natal, Russas – CE, tentando colocar na tela todas as lembranças da época, do lugar, “de quando ouvi falar dela pela primeira vez”, lembra o diretor. Tornou-se um filme “movido por uma locomotiva de sensações”, ele explica. “Fico pensando nas inadequações e em como é triste ter que gritar para ser ouvido, para ser respeitado. Quem assiste ao filme sai modificado, eu tenho certeza, pensando em alguém não muito distante… Pode ser uma vizinha, uma tia, ou um senhor excêntrico. Pacarrete pode ser um estado de espírito. É quando a gente vive quem a gente é”, completa o diretor.

Nascida e criada em Russas, Pacarrete alimentou desde criança o sonho de ser artista e viver a vida na ponta da sapatilha, mesmo sendo de uma cidade conservadora, onde mulher nasceu para casar e ter filhos. Mas é em Fortaleza que ela conseguiu estar no centro dos holofotes como bailarina clássica e se torna professora de ballet. Com a aposentadoria, ela retorna para sua cidade natal onde pretende continuar seu trabalho artístico, mas só encontra desrespeito à sua arte: em vez de plateias de admiradores e aplausos, ela se defronta com o despeito daqueles que cruzam seu caminho – e a bailarina e professora de outrora se transforma na “louca da cidade”. Arte pra que?

Para viver essa mulher que fez da aspiração de ser uma bailarina o objetivo de sua vida, Deberton convidou a premiada atriz paraibana Marcélia Cartaxo (Vencedora do Urso de Prata do Festival de Berlim em 1985, por A Hora da Estrela), sua amiga e colaboradora – ela atuou e fez preparação de elenco do primeiro curta-metragem de Allan Deberton, Doce de Coco. “O Allan teve muita segurança de me convidar”, diz a atriz, “até mesmo porque eu não sou bailarina e nem tenho esse ouvido da personagem para música. A Pacarrete é muito culta: toca piano, fala francês e tem um corpo que fala todo o tempo. Foi um grande desafio de resistência e enfrentamento e fiquei muito feliz porque isso me mostrou que, se eu me esforçar bastante, consigo chegar bem longe”. Para viver a personagem, Marcélia teve aulas de voz e canto, aprendeu francês e fez aulas de ballet, com a supervisão do coreógrafo Fauller e da bailarina cearense Wilemara Barros.

O elenco principal ainda conta com as elogiadas atrizes paraibanas Zezita Matos (das novelas Velho Chico e Amor de Mãe) e Soia Lira (Central do BrasilAbril Despedaçado), o ator baiano João Miguel (O Céu de SuelyEstômago) e os cearenses Rodger Rogério (Bacurau), Débora Ingrid (A História da Eternidade), Samya de Lavor (Inferninho) e Edneia Tutti Quinto, além da participação de atores e atrizes da própria cidade. A preparação do elenco é de Christian Duurvoort (Ensaio Sobre a CegueiraO Banheiro do Papa). 

PACARRETE é um acontecimento além-filme. É fazer justiça com uma mulher que pedia um palco e dizia, aos berros, que ainda iriam ouvir falar dela. Quando eu vejo a plateia em silêncio, sentindo o filme, tenho certeza que estão pensando na vida, no tempo que passa rápido e em alguém que passou e não tivemos a oportunidade de pedir desculpas. Pacarrete é um detalhe importante pra gente prestar atenção. Quando o filme fez sua premiere em Xangai, no outro lado do mundo, no seu festival mais importante, fico pensando aonde a história de Pacarrete conseguiu chegar. E foi lindo em Gramado, e igualmente emocionante em Russas, na praça, quando a cidade parou para assisti-la”, finaliza o diretor.

SINOPSE

Pacarrete é uma bailarina incomum que vive em Russas, no interior do Ceará. Na véspera da festa de 200 anos da cidade, ela decide fazer uma apresentação de dança, como presente “para o povo”. Mas parece que ninguém se importa… 

FICHA TÉCNICA

Direção: Allan Deberton  

Roteiro: Allan Deberton, André Araújo, Samuel Brasileiro e Natália Maia 

Elenco: Marcélia Cartaxo – Pacarrete , Zezita Matos – Chiquinha, Soia Lira – Maria, João Miguel – Miguel, Samya de Lavor – Michele, Débora Ingrid – Diana, Edneia Tutti Quinto – Tetê e Rodger Rogério – Zacarias

Produção Executiva: Allan Deberton e Ariadne Mazzetti  

Produção: César Teixeira e Clara Bastos 

Fotografia: Beto Martins  

Som Direto: Márcio Câmara  

Direção de Arte: Rodrigo Frota 

Figurino: Chris Garrido  

Maquiagem: Tayce Vale  

Preparação de elenco: Christian Duurvoort  

Coreografia: Fauller e Wilemara Barros 

Edição de Imagem: Joana Collier  

Trilha Sonora: Fred Silveira 

Edição de Som: Cauê Custódio e Rodrigo Ferrante 

Mixagem: Rodrigo Ferrante

Parceria: Telecine, Canal Brasil, Mistika, Mix Estúdios e Governo do Estado do Ceará

Distribuição: Vitrine Filmes

Agente de vendas: O2 Play

Ano: 2019

Duração: 97 min.

SOBRE O DIRETOR ALLAN DEBERTON

Produtor, diretor e roteirista, formado em Cinema na Universidade Federal Fluminense (UFF-RJ). Dirigiu os premiados Doce de Coco (2010), O Melhor Amigo (2013), Os Olhos de Arthur (2016), que juntos participaram de mais de 100 festivais nacionais e internacionais e conquistaram 49 prêmios. Em 2015, produziu o longa documentário Do Outro Lado do Atlântico, de Márcio Câmara e Daniele Ellery, com estreia no Festival de Havana. Em 2017, co-produziu para a EBC a série de TV Lana&Carol, de Samuel Brasileiro e Natalia Maia; Em 2018, produziu o longa Se Arrependimento Matasse, de Lília Moema; produziu o curta Aqueles Dois, de Emerson Maranhão e co-produziu com a Globo Filmes o telefilme Baião de Dois. Em 2019, lançou seu primeiro longa-metragem como diretor, Pacarrete, que estreou no 22th Shanghai International Film Festival e foi o grande premiado no 47º Festival de Cinema de Gramado, com 8 Kikitos. Atualmente desenvolve seus próximos projetos: O Melhor AmigoFeito Pipa, Transversais e A Adoção

SOBRE MARCÉLIA CARTAXO 

Marcélia Cartaxoé uma atriz consagrada nacional e internacionalmente. Recebeu o Urso de Prata de Melhor Atriz no Festival de Berlim, com o longa-metragem A Hora da Estrela(1985, de Susana Amaral). Atuou em diversos outros filmes, com destaque para Madame SatãO Céu de Suely, de Karim Ainouz, Baixio das Bestas, de Claudio Assis, A História da Eternidade, de Camilo Cavalcante, e em várias novelas e programas de televisão. Além disso, também tem realizado filmes de curta metragem como diretora e roteirista. Em 2015, levou o troféu de Melhor Atriz no Festival de Brasília pelo filme Big Jato(2015, de Cláudio Assis). Em 2019, ganhou o Kikito de Melhor Atriz no Festival de Cinema de Gramado, pela consagração de seu papel em Pacarrete, de Allan Deberton.

SOBRE A VITRINE FILMES   

Em 10 anos, a Vitrine Filmes distribuiu mais de 150 filmes. Entre seus maiores sucessos estão “Aquarius”, “O Som ao Redor”, e “Bacurau” de Kleber Mendonça Filho e Juliano Dornelles, longa que já alcançou mais de 750.000 espectadores, além de “A Vida Invisível”, de Karim Aïnouz, representante brasileiro do Oscar 2020, “Hoje Eu Quero Voltar Sozinho”, de Daniel Ribeiro, e “O Filme da Minha Vida”, de Selton Mello. Entre os documentários, a distribuidora lançou “Divinas Divas”, dirigido por Leandra Leal e “O Processo”, de Maria Augusta Ramos, que entrou para a lista dos 10 documentários mais vistos da história do cinema nacional. Em 2020, ano em que completou uma década, a Vitrine Filmes lançou no primeiro semestre “O Farol”, de Robert Eggers, indicado ao Oscar de Melhor Fotografia e “Você Não Estava Aqui”, novo longa de Ken Loach. Já no segundo semestre de 2020, lançou “Os Olhos de Cabul”, exibido no Festival de Cannes (2019) e no Festival de Cinema de Animação de Annecy (2019); “Música para Morrer de Amor”, da produtora Lacuna Filmes, a mesma de Hoje eu Quero Voltar Sozinho; “Ontem Havia Coisas Estranhas no Céu”, de Bruno Risas, melhor longa-metragem de estreia no Cinéma du Réel; e “Três Verões”, dirigido por Sandra Kogut com Regina Casé, Jéssica Ellen e grande elenco. Em breve lançará “Pacarrete”, de Allan Deberton, o premiadíssimo “A Febre”, de Maya Da-Rin e “Todos os Mortos”, de Marco Dutra e Caetano Gotard.

PACARRETE EM FESTIVAIS E PRÊMIOS:

22th Shanghai International Film Festival (Xangai, China, 2019)

47º Festival de Cinema de Gramado (Gramado, Brasil, 2019)

Ganhador de 8 Kikitos: Melhor Filme, Melhor Filme Jury Popular, Melhor Diretor, Melhor Roteiro, Melhor Atriz (Marcelia Cartaxo), Melhor Atriz Coadjuvante (Soia Lira), Melhor Ator Coadjuvante (João Miguel) e Melhor Desenho Sonoro

29º Cine Ceará – Festival Ibero-Americano de Cinema (Fortaleza, Brasil, 2019)

26º Festival de Cinema de Vitória (Vitória, Brasil, 2019)

Ganhador de: Melhor Atriz (Marcelia Cartaxo)

22º FAM – Florianópolis Audiovisual Mercosul (Florianópolis, Brasil, 2019)

Ganhador de: Melhor Filme e Melhor Filme Juri Popular

13th Buffalo International Film Festival (Buffalo, EUA, 2019)

12th LABRIFF – Los Angeles Brazilian Film Festival (Los Angeles, EUA, 2019)

Ganhador de: Melhor Filme, Melhor Diretor, Melhor Roteiro, Melhor Atriz, Melhor Montagem

36º Festival Internacional de Cinema de Bogotá (Bogotá, Columbia, 2019)

Ganhador de: Melhor Filme Bronze – Círculo Precolombiano

43º Mostra Internacional de Cinema de São Paulo (São Paulo, Brasil, 2019)

XV Panorama Internacional Coisa de Cinema (Salvador, Brasil, 2019)

19th Scottsdale International Film Festival (Scottsdale, EUA, 2019)

6ª Mostra de Cinema de Gostoso (São Miguel do Gostoso, Brasil, 2019)

Ganhador de: Melhor Filme e Prêmio da Crítica

34th Trieste Latin American Film Festival (Trieste, Italia, 2019)

14º Encontro Nacional de Cinema e Vídeo dos Sertões (Floriano, Brasil, 2019)

Ganhador de: Melhor Filme, Melhor Caracterização, Melhor Trilha Sonora, Melhor Atriz e Melhor Montagem

13th Annual Lone Star Film Festival (Fort Worth, EUA, 2019)

12º Festivaldo Cinema Brasileiro de Penedo  (Sergipe, Brasil, 2019)

III Festivaldo Cinema Brasileiro na China (Pequim, Macau, Shenzhen, Cantão, Chongqing e Xangai, China, 2019)

21º Festival do Rio (Rio de Janeiro, Brasil, 2019)

12º  Maranhão na Tela (Maranhão, Brasil, 2019)

21° Festival Kinoarte de Cinema em Londrina (Londrina, Brasil, 2019)

18º Primeiro Plano 2019 – Festival de Cinema de Juiz de Fora e Mercocidades (Juiz de Fora, Brasil, 2019)

24th IFFK International Film Festival of Kerala (Kazhakoottam, India, 2019)

Ganhador de: Melhor Diretor – Silver Crow Pheasant Award

2ª Mostra de Cinema Walfredo Rodriguez (João Pessoa, Brasil, 2019)

3º CineFestival – Festival de Cinema do Vale do Jaguaribe (Russas, Brasil, 2019)

Mostra Retrospectiva/ Expectativa Cinema do Dragão 2020 (Fortaleza, Brasil, 2020)

23ª Mostra de Cinema de Tiradentes (Tiradentes, Brasil, 2020)

2nd Women’s International Film Festival (Calicut, Kerala, India, 2020)

Spring 2020 New Jersey Film Festival (New Jersey, EUA, 2020)

Ganhador de: Melhor Filme – Mensão Honrosa

4th Aswan International Woman Film Festival (Aswan, Egito, 2020)

Glasgow International Film Festival 2020 (Glasgow, Reino Unido, 2020)

22nd SF INDIEFEST – San Francisco Independent Film Festival (São Francisco, EUA, 2020)

11ºFESTIN – Festival de Cinema Itinerante da Língua Portuguesa (Lisboa, Portugal, 2020)

27th Annual San Diego Latino Film Festival (San Diego, EUA, 2020)

22nd  Sarasota Film Festival  (Sarasota, EUA, 2020)

First-Time Filmmaker Sessions June 2020 (Londres, 2020)

Festival Espaço Itaú Play (Brasil, 2020)

Macon Film Festival (Macon, EUA, 2020)

Ganhador de: Melhor Filme

Cinemaissí Film Festival (Helsinki, Finandia, 2020)