SAG Awards consagra o sul-coreano Parasita

SAG Awards consagra o sul-coreano Parasita

O prêmio SAG Awards, que foi entregue no último domingo, dia 19 de janeiro, costuma ser um termômetro pro Oscar e o grande vencedor foi Parasita,o filme sul-coreano que está arrebatando fãs no mundo inteiro. Primeira vez que um filme estrangeiro ganhar Melhor Elenco no SAG. Foi a noite de mais uma consagração de Renee Zelwegger em Judy, Joaquin Phoenix em Coringa, Brad Pitt em Era uma vez em Hollywood e Laura Dern em História de um Casamento. Os quatro são favoritaços ao Oscar em 9 de fevereiro. O homenageado da noite foi Robert De Niro que nunca ganhou um SAG. Ganhou pelo conjunto da obra das mãos de Leonardo Dicapprio.

O momento cute da noite foi o encontro de Brad Pitt e Jennifer Aniston nos bastidores do prêmio. Ele ganhou Melhor Ator Coadjuvante por Era uma Vez em Hollywood e ela ganhou Melhor Atriz em Série por The Morning Show, da Apple TV. O encontro dos dois caiu na rede e foi um dos Trending Topics do Twitter.

A bola fora foi a TNT não ter transmitido por causa de um amistoso entre Atlético Paranaense e Boca Juniors.

 

MELHOR ELENCO DE FILME

  • Parasita
  • O Escândalo
  • O Irlandês
  • Jojo Rabbit
  • Era Uma Vez… em Hollywood

MELHOR ATRIZ EM FILME

  • Renée Zellweger – Judy – Muito além do Arco-Íris
  • Cynthia Erivo – Harriet
  • Scarlett Johansson – História de um Casamento
  • Lupita Nyong’o – Nós
  • Charlize Theron – O Escândalo

MELHOR ATOR EM FILME

  • Joaquin Phoenix – Coringa
  • Christian Bale – Ford vs Ferrari
  • Leonardo DiCaprio – Era Uma Vez… em Hollywood
  • Adam Driver – História de um Casamento
  • Taron Egerton – Rocketman

MELHOR ATRIZ COADJUVANTE

  • Laura Dern – História de um Casamento
  • Scarlett Johansson – Jojo Rabbit
  • Nicole Kidman – O Escândalo
  • Jennifer Lopez – As Golpistas
  • Margot Robbie – O Escândalo

MELHOR ATOR COADJUVANTE

  • Brad Pitt – Era Uma Vez… em Hollywood
  • Jamie Foxx – Luta por Justiça
  • Tom Hanks – Um Lindo Dia na Vizinhança
  • Al Pacino – O Irlandês
  • Joe Pesci – O Irlandês

MELHOR ELENCO DE DUBLÊS EM FILME

  • Vingadores: Ultimato
  • Ford vs Ferrari
  • O Irlandês
  • Coringa
  • Era Uma Vez… em Hollywood

MELHOR ELENCO DE SÉRIE DE DRAMA

  • The Crown
  • Big Little Lies
  • Game of Thrones
  • The Handmaid’s Tale
  • Stranger Things

MELHOR ATRIZ EM SÉRIE DE DRAMA

  • Jennifer Aniston – The Morning Show
  • Helena Bonham Carter – The Crown
  • Olivia Colman – The Crown
  • Jodie Comer – Killing Eve
  • Elisabeth Moss – The Handmaid’s Tale

MELHOR ATOR EM SÉRIE DE DRAMA

  • Peter Dinklage – Game of Thrones
  • Sterling K. Brown – This Is Us
  • Steve Carrell – The Morning Show
  • Billy Crudup – The Morning Show
  • David Harbour – Stranger Things

MELHOR ELENCO DE SÉRIE DE COMÉDIA

  • The Marvelous Mrs. Maisel
  • Barry
  • Fleabag
  • O Método Kominsky
  • Schitt’s Creek

MELHOR ATRIZ EM SÉRIE DE COMÉDIA

  • Phoebe Waller-Bridge – Fleabag
  • Christina Applegate – Dead to Me
  • Alex Borstein – The Marvelous Mrs. Maisel
  • Rachel Brosnahan – The Marvelous Mrs. Maisel
  • Catherine O’Hara – Schitt’s Creek

MELHOR ATOR EM SÉRIE DE COMÉDIA

  • Tony Shalhoub – The Marvelous Mrs. Maisel
  • Michael Douglas – O Método Kominsky
  • Bill Hader – Barry
  • Andrew Scott – Fleabag

MELHOR ATRIZ EM MINISSÉRIE OU FILME PARA A TV

  • Michelle Williams – Fosse/Verdon
  • Patricia Arquette – The Act
  • Toni Collette – Unbelievable
  • Joey King – The Act
  • Emily Watson – Chernobyl

MELHOR ATOR EM MINISSÉRIE OU FILME PARA A TV

  • Sam Rockwell – Fosse/Verdon
  • Mahershala Ali – True Detective
  • Russell Crowe – The Loudest Voice
  • Jared Harris – Chernobyl
  • Jharrel Jerome – Olhos que Condenam

MELHOR ELENCO DE DUBLÊS EM SÉRIE DE COMÉDIA OU DRAMA

  • Game of Thrones 
  • Glow
  • Stranger Things
  • The Walking Dead
  • Watchmen
Bela Fernandes interpreta menina surda em O Melhor Verão de Nossas Vidas

Bela Fernandes interpreta menina surda em O Melhor Verão de Nossas Vidas

A youtuber, atriz e cantora juvenil Bela Fernandes conquista corações no filme “O Melhor Verão das Nossas Vidas” como Carol, uma garota doce e cheia de personalidade. Como mostra uma cena que acaba de ser divulgada, Carol é surda, mas isso não a impede de conversar com desenvoltura com Julio (Enrico Lima), de quem se tornou amiga – para grande espanto de Helô (Giovanna Chaves), que vive esnobando o garoto. 

“O Melhor Verão das Nossas Vidas” acompanha as aventuras de Giulia, Bia e Laura, três amigas apaixonadas por música que têm um grande sonho: participar do Festival do Sol, no Guarujá. Para alcançá-lo, elas terão de ser criativas e muito ousadas.

As personagens têm os mesmos nomes de suas intérpretes: Giulia Nassa, Laura Castro e Bia Torres, integrantes da girl band que se tornou um fenômeno nacional após serem reveladas no The Voice Kids. Complementam o elenco Murilo Bispo, Maurício Meirelles e Rafael Zulu.

Dirigido por Adolpho Knauth, “O Melhor Verão das Nossas Vidas” é produzido pela Moove House, que conta com a parceria da Sony Music. A distribuição é da Galeria Distribuidora, que também é coprodutora do filme. 

Sinopse

Bia, Giulia e Laura (BFF Girls) conseguem uma grande chance de participar de um Festival de Música muito famoso no Guarujá. Só que todos os planos dessas três amigas vão por água abaixo quando elas descobrem que ficaram de recuperação na escola. Assim elas terão uma missão arriscadíssima pela frente: ir ao Festival sem que seus pais fiquem sabendo.

Para assistir ao trailer, clique aqui 

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Elenco:

Bia: Bia Torres
Laura: Laura Castro
Giulia: Giulia Nassa

Julio: Enrico Lima
Denis: Maurício Meirelles
Carol: Bela Fernandes
Helô: Giovanna Chaves
Professor Caramez:Marvio Lúcio “Carioca”

Leandro:Rafael Zulu
Théo: Murilo Bispo

Ficha Técnica:

Direção :Adolpho Knauth
Roteiro: Cadu Pereiva
Produzido por: Denis Knauth e Adolpho Knauth

Produtores associados Ricardo Costianovsky, Silvia Cruz, Tomás Darcyl, Gabriel Gurman

Produtor executivo: Leonardo Mecchi

Diretor de fotografia: Daniel Talento 

Direção de arte: Ula Schliemann

Figurino: Mariana Baffa e Severo Luzardo

Som direto: Fernando Russo

Trilha sonora e direção musical: Áureo Gandur e La Musique

Montador: PH Farias

Vfx: Luiz Gustavo Czaika e Mistika Post

Produção de finalização e Cor: Çarungaua

Co-Produção: Grupo Telefilms

Co-Produção e Distribuição: Galeria Distribuidora

Produção Moove House

Por Anna Barros

Poltrona Cabine: Um Lindo Dia na Vizinhança/ Cesar Augusto Mota

Poltrona Cabine: Um Lindo Dia na Vizinhança/ Cesar Augusto Mota

O sentimento de humanidade e respeito ao próximo têm se mostrado cada vez mais raros nos dias atuais, e muitas dessas coisas passam pela forma como o mundo é encarado e os problemas são administrados pelas pessoas. Como uma espécie de anjo da guarda das crianças e com um jeito simples, simpático e carismático, o saudoso apresentador Fred Rogers comandou nos Estados Unidos o programa ‘Mister Rogers’ Neighborhood’ por pouco mais de três décadas e se tornou marca registrada do humor e do riso na Terra do Tio Sam. Para relembrar um pouco o artista e seus momentos divertidos, a cineasta Marielle Heller (Poderia me Perdoar?) traz ao público o longa ‘Um Lindo Dia na Vizinhança’ (A Beautiful Day in the Neighborhood), com o astro Tom Hanks (The Post-A Guerra Secreta) no papel principal.

A história se passa em 1998, e no centro da trama está o jornalista ranzinza Lloyd Vogel (Matthew Rhys), que passa por sérios problemas de relacionamento com o pai, Jerry (Chris Cooper), que abandonou sua mãe no leito de morte e apareceu no casamento de sua irmã, para sua ira, tendo saído no tapa. Além disso, Lloyd acaba de ser pai e não consegue tempo para ficar com a esposa Andrea (Susan Kelechi Watson) e o filho Gavin. O profissional, da revista Esquirre, é designado para entrevistar o apresentador Fred Rogers (Hanks) e tem de escrever um artigo curto sobre figuras tidas pela sociedade como heróis. Durante as entrevistas, ele passa a ter outra visão sobre sua vida e desenvolve uma amizade até então improvável com o artista.

O universo pueril do programa de Fred Rogers é perfeitamente retratado com suas maquetes, tomadas aéreas que valorizam o cenário e a imagem com tons pastéis dando sensações de alegria e descontração para quem vê. O apresentador pode também ser visto na manipulação dos bonecos, bem como uma visão dos bastidores da atração, com os câmeras, diretores e produtores. A parte técnica é primorosa, com tomadas que retratam um filme de época e no contexto dos anos 90, com as tecnologias da época, vestuário e o avanço da internet. O figurino do apresentador é identificado com o público alvo do programa, e o uso de um quadro com portas e fotos por trás é uma maneira original de atrair a atenção e abrir portas para mundos e cotidianos diferentes, conforme ele faz durante a história até chegar ao segundo protagonista, o jornalista Lloyd Vogel.

Os arcos dramáticos dos dois personagens centrais são devidamente amarrados, com o jornalista sendo mostrado como alguém que sofre em decorrência das escolhas feitas na vida, e o apresentador também é mostrado por esse prisma, com tomadas de flashback ilustrando sua alimentação, constantes práticas de mergulho e a relação com a família. E quando ambos se encontram e a primeira entrevista começa, uma novidade é apresentada, o entrevistado (Rogers) se interessa pela vida do entrevistador (Vogel), mas tudo o que o jornalista gostaria de saber ainda não lhe é entregue, as respostas surgem gradualmente.

A serenidade e pureza de espírito de Rogers são facilmente notadas, mas o filme se atém mais ao ícone e não explica o porquê de ser tão cultuado. Falta profundidade a ambos, mas o dinamismo e interação entre os dois são consistentes e as mensagens transmitidas de respeito ao próximo e formas de mudar a visão de mundo se dão de maneira fluida. Hanks carrega o filme com muita maestria e não há como não se impressionar com a forma que entrega ao personagem, com expressões corporais e a simpatia que empresta ao personagem. Matthew Rhys (O Relatório) entrega o que é esperado de seu personagem, mas é prejudicado pelo roteiro raso, que poderia explorar outras camadas de Lloyd Vogel, bem como dos personagens secundários, que servem mais como muletas para os protagonistas, mas logo são esquecidos.

Com boa didática, um drama sólido e muitos momentos cômicos, ‘Um Lindo Dia na Vizinhança’ entretem o público e garante boas horas de descontração, mas não mostra a visão de mundo de outros personagens e tampouco desmistifica o mito criado em torno da figura de Fred Rogers. É uma produção com excelente proposta de diversão, mas nada além disso.

Cotação: 3,5/5 poltronas.

Por: Cesar Augusto Mota

Número de salas que exibe Parasita aumenta em 50%

Número de salas que exibe Parasita aumenta em 50%

Depois das seis indicações que recebeu ao Oscar® 2020 (Melhor Filme, Direção, Roteiro Original, Filme Internacional, Montagem e Desenho de Produção), o público pediu e o circuito exibidor de PARASITA foi ampliado de 42 para 76 salas. Distribuído no Brasil pela Pandora Filmes e pela Alpha Filmes, o longa já foi conferido por mais de 200 mil pessoas nos cinemas.

O filme dirigido por Bong Joon Ho estará em cartaz, nas cidades: Aracaju, Belo Horizonte, Belém, Brasília, Caraguatatuba (SP), Curitiba, Fortaleza, Goiânia, Granja Viana (SP), Itajubá (MG), João Pessoa, Londrina (PR), Maceió, Maringá (PR), Niterói, Pelotas (RS), Porto Alegre, Recife, Ribeirão Preto(SP), Rio de Janeiro, Salvador, São Luís, São Paulo, Teresina e Vitória.

Na trama, todos os membros de uma família estão desempregados e vivendo na miséria, até que o filho mais velho arruma emprego como professor de uma garota rica e o contato dessas pessoas com a vida de luxo e glamour as leva a fazer o necessário para ascenderem socialmente.

Assim como nos longas anteriores do diretor, a crítica social está presente em PARASITA, desta vez ainda mais forte ao questionar o estado da sociedade atual e a impossibilidade de pessoas de diferentes classes viverem juntas em um relacionamento simbiótico. E é a partir dessa premissa que Joon Ho definiu o título do filme: “há pessoas que esperam viver com outras de uma forma coexistente, mas isso não funciona, então elas são empurradas para uma relação parasitária. É um título irônico”, diz.

As duas famílias nesta história têm algumas coisas em comum, sendo ambas compostas por quatro membros com um filho e uma filha. Mas, em suas vidas cotidianas, ocupam dois extremos completamente diferentes. Joon Ho define esses dois núcleos: “os Kim são uma família de classe baixa que vive num apartamento no subsolo, com apenas a esperança de uma vida comum. O pai falhou nos negócios, a mãe sonhava ser atleta e nunca conseguiu e o filho e a filha tentaram entrar para a universidade diversas vezes sem sucesso. Em contraste, a família do Sr. Park, que trabalha como CEO de uma empresa de TI e é workaholic. Ele tem uma bela e jovem esposa, uma linda filha no Ensino Médio e o filho pequeno. Eles podem ser vistos como uma família ideal de quatro membros entre a elite urbana moderna”.

Com PARASITA, o diretor quis “retratar a contínua polarização e desigualdade de nossa sociedade. Estamos vivendo uma época em que o capitalismo é a ordem reinante e não temos alternativa. Isso no mundo inteiro. Na sociedade capitalista de hoje, existem castas que são invisíveis aos olhos. Nós tratamos as hierarquias de classe como uma relíquia do passado, mas a realidade é que ainda existem e não podem ser ultrapassadas”, explica.

O filme é em partes engraçado, assustador e triste e mostra as inevitáveis rachaduras que aparecem quando duas classes se enfrentam na sociedade cada vez mais polarizada de hoje. PARASITA leva o público a pensar. Um dos longas mais aclamados do ano, exibido em dezenas de Festivais, e uma aposta certa na temporada de premiações em 2020.

SINOPSE 

Todos os quatro membros da família Kim estão desempregados, porém uma obra do acaso faz com que o filho adolescente comece a dar aulas privadas de inglês à rica família Park. Fascinados com o estilo de vida luxuoso, os quatro bolam um plano para se infiltrar nos afazeres da casa burguesa. É o início de uma série de acontecimentos incontroláveis dos quais ninguém sairá ileso.

FICHA TÉCNICA 

Direção: Bong Joon Ho
Roteiro: Bong Joon Ho, Han Jin Won
Elenco: Song Kang Ho, Lee Sun Kyun, Cho Yeo Jeong, Choi Woo Shik, Park So Dam, Lee Jung Eun, Chang Hyae Jin
Produzido por: CJ Entertainment
Produção: Barunson E&A
País: Coreia do Sul
Ano: 2019
Duração: 131 min.

SOBRE O DIRETOR 
Nascido em Daegu, Coreia, em 14 de setembro de 1969

Parasita é o sétimo longa do aclamado diretor Bong Joon Ho, depois de “Cão que Ladra não Morde” (2000), “Memórias de um Assassino” (2003), “O Hospedeiro” (2006), “Mother – A Busca pela Verdade” (2009), “Expresso do Amanhã” (2013) e “Okja” (2017).

O clássico moderno “Memórias de um Assassino” mergulha na investigação por trás de um conhecido caso de assassinato em série que nunca foi resolvido, representando o autoritarismo da época com sátira e perspicácia. “O Hospedeiro” tem como base o sequestro de uma jovem por uma estranha criatura que se arrasta para fora do rio Han, reinventando o gênero de filme de monstros e fazendo comentários sociais. “Mother”, a história de uma mulher tentando proteger seu filho de uma acusação de assassinato, é um retrato sombrio do amor maternal levando ao extremo, enquanto a ficção científica “Expresso do Amanhã” retrata os últimos remanescentes da humanidade num futuro congelado, devido ao excesso de esforço humano para deter o aquecimento global. E, finalmente, Okja é sobre a aventura de uma garota para resgatar um “super porco” geneticamente modificado, que foi criado por uma corporação visando aos fins lucrativos.

Conhecido por seu humor cortante, socialmente incisivo e distorção das convenções de gênero, Bong Joon Ho levanta questões sobre as instituições sociais e as desigualdades da sociedade com uma mistura única de humor, emoção e suspense. Nesse sentido, Parasita é um filme muito característico dentro do trabalho de Bong JoonHo, ao mesmo tempo que leva o diretor a evoluir para um novo nível.

SOBRE A PANDORA FILMES 
A Pandora é uma distribuidora de filmes independentes que há 30 anos busca ampliar os horizontes da distribuição de filmes no Brasil revelando nomes outrora desconhecidos no país, como Krzysztof Kieślowski, Theo Angelopoulos e Wong Kar-Wai, e relançando clássicos memoráveis em cópias restauradas, de diretores como Federico Fellini, Ingmar Bergman e Billy Wilder. Sempre acompanhando as novas tendências do cinema mundial, os lançamentos recentes incluem “The Square – A Arte da Discórdia”, de Ruben Östlund, vencedor da Palma de Ouro em Cannes, e “O Apartamento”, de Asghar Farhadi, vencedor do Oscar de Melhor Filme Estrangeiro.

Paralelamente aos filmes internacionais, a Pandora atua com o cinema brasileiro, lançando obras de diretores renomados e também de novos talentos, como Gustavo Steinberg, Ruy Guerra, Edgard Navarro, Sérgio Bianchi, Roberto Moreira, Beto Brant, Fernando Meirelles, Helena Ignez, Tata Amaral, Anna Muylaert, Petra Costa e Gabriela Amaral Almeida. Entre os próximos lançamentos, destacam-se “Greta”, de Armando Praça; “O Traidor”, de Marco Bellocchio, coprodução nacional, que concorreu à Palma de Ouro em Cannes; e “O Caso Morel” de Suzana Amaral.

Em 2019, a distribuidora criou o projeto Caixa de Pandora que visa programar filmes premiados, escolhidos através de uma cuidadosa curadoria para serem exibidos em salas comerciais da rede Cinépolis, em 20 cidades do Brasil.

 

O Farol já foi visto por mais de 50 mil espectadores no Brasil

O Farol já foi visto por mais de 50 mil espectadores no Brasil

O FAROL, dirigido por Robert Eggers, foi indicado ao Oscar na categoria de Melhor Fotografia (Jarin Blashke) e continua em cartaz nos cinemas brasileiros, onde já foi visto por mais de 50.000 espectadores em três semanas de exibição. Esta semana o filme amplia ainda mais seu circuito e estreia nas cidades de Londrina, Maceió, Petrópolis, Rio Grande e Volta Redonda.

O filme já havia recebido cinco indicações ao Film Independent Spirit Awards: Diretor, Ator (Robert Pattinson), Ator Coadjuvante (Willem Dafoe), Fotografia e Montagem e teve sua estreia mundial na Quinzena dos Realizadores do Festival de Cannes 2019, onde levou o prêmio de Melhor Filme da FIPRESCI – Federação Internacional de Críticos de Cinema, e foi exibido em concorridas sessões durante a 43ª Mostra Internacional de Cinema de São Paulo. Produzido pela RT Features, do brasileiro Rodrigo Teixeira, em parceria com a New Regency e a A24, o filme tem distribuição no Brasil da Vitrine Filmes.

Neste terror psicológico, dois homens são responsáveis por vigiar um farol marítimo numa remota e misteriosa ilha da Inglaterra nos anos 1890. Isolados de qualquer civilização, tendo apenas contato um com o outro durante longos períodos, eles começam a compartilhar suas angústias, medos, anseios e paixões.

As exibições em festivais internacionais têm arrancado elogios do público e da crítica especializada. Para o Hollywood Reporter, “Eggers confirma sua reputação como um mestre do New England Gothic nesse segundo longa claustrofóbico”. Já o Guardian afirmou que “pouquíssimos filmes conseguem deixar você assustado e excitado ao mesmo tempo”.
SINOPSE 
Final do século XIX. Quando um novo zelador chega a uma remota ilha para ajudar o faroleiro, a convivência entre os dois homens é tensionada pelo isolamento. Entre tempestades e goles de querosene, o novato tenta descobrir os mistérios que existem nas histórias de pescador de seu chefe. Um conto náutico de Robert Eggers, aclamado diretor de “A Bruxa”, sobre loucura e medo.

FICHA TÉCNICA: 
O FAROL (The Lighthouse)
Direção: Robert Eggers
Roteiro: Max Eggers, Robert Eggers
Elenco: Willem Dafoe, Robert Pattinson, Valeriia Karaman
Produção:A24, New Regency Pictures, RT Features
País: Canadá, EUA
Gênero: Suspense / Drama
Duração: 109 min
Classificação: 16 anos
Distribuição: Vitrine Filmes

SOBRE A RT FEATURES   
Criada e dirigida por Rodrigo Teixeira, a RT Features tem em seu currículo de produções brasileiras longas-metragens como O Cheiro do Ralo (2006), O Abismo Prateado (2010), Tim Maia (2014), Alemão (2014), O Silêncio do Céu (2016) e a série O Hipnotizador (para a HBO Latin America em 2015).

No mercado internacional, RT produziu os longas Frances Ha (2013), O amor é estranho (2014), Love (2015), Mistress America (2015), A Bruxa (2016), Patti Cake$ (2017) e Me chame pelo seu nome (2017), indicado ao Oscar em quatro categorias e vencedor na de melhor roteiro adaptado.

 

Por Anna Barros