Poltrona Cabine: Megatubarão/ Cesar Augusto Mota

Poltrona Cabine: Megatubarão/ Cesar Augusto Mota

Sabe aquele filme descompromissado, que proporciona uma grande aventura e que beira o absurdo? Há um com esses requisitos e muito mais, trata-se de ‘Megatubarão’ (The Meg), novo filme de Jon Turteltaub (“Última Viagem a Vegas”), que traz no elenco nomes como os de Jason Statham (“Velozes e Furiosos 8”), Winston Chao (“Fora do Rumo”)Bingbing Li (“Transformers: A Era da Extinção”), Ruby Rose (“John Wick — Um Novo Dia para Matar”), Rainn Wilson (“Os Smurfs e a Vila Perdida”), Jessica McNamee (“A Guerra dos Sexos”) e Ólafur Darri Ólafsson (“O Último Caçador de Bruxas”). Inspirado no trabalho do consagrado diretor Steven Spielberg, especialmente nos filmes ‘Tubarão’ e ‘Jurassic Park’, o longa trará muita ação, adrenalina e medo, do início ao fim.

Adaptado da obra de Steve Alten,  a produção traz um enredo que apresenta ao espectador um submarino de águas profundas que fora atacado por uma gigantesca criatura, que se acreditava estar extinta. Agora, a embarcação se encontra incapacitada no fundo da fossa mais profunda do Oceano Pacífico e com a tripulação presa dentro dela. Com o tempo prestes a se esgotar, um mergulhador especialista em resgates em águas profundas, Jonas Taylor (Statham), é recrutado por um visionário oceanógrafo chinês (Chao),  mesmo contra a vontade de sua filha Suyin (Bingbing) para salvar a tripulação e o próprio oceano desta implacável ameaça, um tubarão pré-histórico de 25 metros de comprimento, conhecido como Megalodon.  Mas o que ninguém esperava é que, anos antes, Taylor já havia encontrado esta mesma criatura. Juntamente de Suyin, Jonas deverá confrontar seus medos e arriscar sua própria vida para salvar a vida de todos, ficando frente a frente com o maior e mais implacável predador de todos os tempos.

O roteiro oferece ao público uma história despretensiosa e ao mesmo tempo alucinante, e consegue atingir seu objetivo com um enredo dinâmico, envolvente e direto na apresentação dos personagens e do conflito principal, sem fazer rodeios. A trama se destaca pela grande sequência de eventos e ainda reserva surpresas na reta final, mesmo que apresente um corte mais leve e as mortes não sejam tão sangrentas, mas quem deixa a sala de exibição sai satisfeito com o que viu. Uma história que não se esgota e instiga o espectador.

Quanto à parte técnica, o trabalho de montagem e os efeitos especiais empregados para ilustrar o fundo do mar e o tubarão gigante são de alta qualidade, com CGI e a câmera em planos fechados e balançando nos momentos mais tensos, aumentando a tensão na medida em que o tempo vai passando e o tubarão se aproximando. A ausência de cenas mais pesadas e do emprego de elementos slasher e gore não afetam o resultado e tampouco a história, tendo em vista o realismo das cenas e as atuações coesas dos personagens.

Por falar em atuações, Jason Statham surpreende na pele do mergulhador Jonas Taylor. Seu personagem mobiliza a todos com sua inteligência, agilidade e coragem, além de ser dotado de um grande carisma e por estabelecer uma forte ligação com o público. Além dele, a chinesa Bingbing Li também é outro destaque, inicialmente uma oceanógrafa cética que depois passa por transformações e constrói um sólido e improvável vínculo com Jonas, decisivo para a conclusão da história. O elenco secundário cumpre muito bem sua função dentro do que o roteiro pede, cada um representa uma peça importante de um complexo jogo de xadrez, e em caso de um movimento em falso, tudo po de ser posto a perder.

O resultado do trabalho de Jon Turteltaub com ‘Megatubarão’ vai além das expectativas, com um filme divertido, frenético e bastante selvagem Um blockbuster que não decepciona, hipnotiza a plateia e faz manter os olhos na tela até os créditos finais. Vale o ingresso para toda a família.

Cotação: 4,5/5 poltronas.

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