Poltrona Estreia/ Estreias da Semana/ Parte 1

Poltrona Estreia/ Estreias da Semana/ Parte 1

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Os Farofeiros: Comédia de Roberto Santucci. Elenco – Cacau Protásio, Danielle Winits, Paulinho Gogó, Aline Riscado.

Sinopse: Ao decidirem alugar uma casa de praia para passar algum tempo, quatro famílias brasileiras consideradas da classe média baixa acabam se metendo em uma cilada.

 

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15h17 – Trem para Paris: Drama de Clint Eastwood.

Sinopse: Baseado em fatos reais, o filme acompanha soldados americanos que descobrem um plano terrorista em um trem em Paris.

https://poltronadecinema.wordpress.com/2018/03/07/poltrona-cabine-15h17-trem-para-paris-cesar-augusto-mota/

 

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O Passageiro: Ação de Jaume Collet-Serra.

Sinopse: Durante o seu trajeto usual de volta para casa, um vendedor de seguros é forçado por uma estranha misteriosa a descobrir a identidade de um dos passageiros do trem em que se encontra antes da última parada. Com a rotina quebrada, o homem se encontra no meio de uma conspiração criminosa.

 

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Medo Profundo: Terror de Johannes Roberts.

Sinopse: De férias no México, duas irmãs estão prestes a passar pelos momentos de maior tensão em suas vidas: presas em uma gaiola de tubarões a 47 metros de profundidade no oceano, eles terão que lutar contra o tempo para permanecerem vivas. Mas com apenas uma hora de oxigênio e com tubarões brancos rondando o local, as chances se tornam cada vez menores.

Por: Vitor Arouca

Três filmes esportivos conquistam o Oscar/ Poltrona Esportes

Três filmes esportivos conquistam o Oscar/ Poltrona Esportes

kobe-bryant.pngDear Basketball: Conquistou o prêmio de Melhor Curta de Animação.

O curta foi exibido pela primeira vez na cerimônia de aposentadoria das camisas 8 e 24 de Kobe Bryant pelo Los Angeles Lakers em dezembro de 2017, O curta transforma em animação a carta de despedida que Kobe escreveu ao The Player’s Tribune, em novembro de 2015, anunciando que se aposentaria do basquete ao final daquela temporada.

 

icarus-netflix-760x428.pngÍcaro: Venceu o prêmio de Melhor Documentário.

O documentário mostra o experimento de um ciclista amador que decidiu servir como cobaia para provar que é possível se dopar, competir e não ser pego. Primeiro Oscar da Netflix.

 

i-tonyaEu, Tonya: Ganhou o prêmio de Melhor Atriz Coadjuvante com Allison Janney.

Desde muito pequena exibindo talento para patinação artística no gelo, Tonya Harding cresce se destacando no esporte e aguentando maus-tratos e humilhações por parte da agressiva mãe. Entre altos e baixos na carreira e idas e vindas num relacionamento abusivo com Jeff Gillooly, a atleta acaba envolvida num plano bizarro durante a preparação para os Jogos Olímpicos de Inverno de 1994. Baseado em fatos reais.

 

Por: Vitor Arouca

Poltrona Cabine: 15h17-Trem Para Paris/ Cesar Augusto Mota

Poltrona Cabine: 15h17-Trem Para Paris/ Cesar Augusto Mota

Contar uma história baseada em fatos reais é uma tarefa que requer planejamento, inteligência e o uso de melhores recursos técnicos possíveis, mas também coragem, ousadia e criatividade. O mais novo trabalho de Clint Eastwood (Sully – O Herói do Rio Hudson) chega com um grande desafio, o de conseguir cativar e convencer o público com uma narrativa que terá três jovens que vivenciaram o ocorrido. Será que o resultado saiu como o esperado?

‘15h17-Trem para Paris’ é inspirado em livro de título homônimo escrito por Anthony Sadler, Alek Skarlatos e Spencer Stone, três amigos em tour pela Europa e que estavam a bordo do trem 9364 da Thalys que saía de Amsterdã com destino a Paris no dia 21 de agosto de 2015. O veículo foi alvo de ataque do terrorista marroquino Ayoub El Khazzani, que portava um fuzil Kalashnikov, nove carregadores, uma pistola automática e uma guilhotina de cortar papel, tendo ferido duas pessoas antes de ser completamente dominado pelos três norte-americanos e ser preso. Antes do incidente, o filme mostra ao público como Anthony, Alek e Spencer se conheceram, a infância complicada que eles tiveram em Carmichael, na Califórnia, o treinamento militar d e Alek e Spencer, como Guarda Nacional do Oregon e aviador da Força Aérea dos Estados Unidos e o roteiro de viagem, passando por Roma, Amsterdã e Paris até o acontecimento principal que dá suporte ao longa.

Com adaptação para a telona feita pela roteirista Dorothy Blyskal (Logan), o filme vem com propostas claras, como a de discutir o conceito de heroísmo nos dias atuais com o suporte de heróis da vida real, além de ilustrar a importância da amizade, da empatia e de como as crenças, sejam quais elas forem, movem as pessoas, além da questão do acaso e do destino, se existem ou não. A história se preocupa não só em relembrar um ato excepcional e digno de todas as honrarias, mas em fugir do tradicional documentário e apresentar um perfeito thriller de ação com momentos de tensão e um clímax que justifique a produção. O que se vê é um filme com uma bela iniciativa, mas que peca em sua execução.

Utilizar flashes de momentos que antecederam ao atentado funciona em dados momentos, mas em outros serviram meramente para preencher lacunas deixadas pela história, como o treinamento militar realizado por dois dos três heróis, ilustrado de forma incompleta e muito rapidamente, sem simulações de operações existentes na Guarda Nacional e na Força Aérea. A paixão dos protagonistas pelo universo militar é bem retratada, existente desde a infância, mas com o passar do tempo e a entrada em cena dos soldados reais notamos a diferença, seja de intimidade com a câmera e a naturalidade nas interações. A intenção era a de retratar com veracidade a emocionante trajetória dos três amigos, mas as at uações não soam naturais, nem mesmo com o suporte de atores como Jenna Fischer (“Passe Livre”, série de TV “The Office”); Judy Greer (“Planeta dos Macacos: A Guerra”); Ray Corasani (série de TV “The Long Road Home”); PJ Byrne (“O Lobo De Wall Street”); Tony Hale (série de TV “Veep”); e Thomas Lennon (“Transformers: A Era da Extinção”), mas não dá para cobrar muito de quem não é propriamente um ator.

Outra falha está na evolução dos fatos, a trajetória dos três soldados e a viagem que realizam ocupam pouco mais de dois terços de tempo do filme, de 96 minutos, e só nos momentos finais nos deparamos com as cenas do atentado e seu brilhante desfecho. As ações apresentadas não exigiram muito dos protagonistas, careceram de emoção e de técnicas militares mais bem trabalhadas, o ponto forte deles. Tudo foi feito de maneira mecânica e tão rápido que deu a impressão de que o filme deveria pular logo para o final e mostrar mensagens edificantes, como ‘você tem a força para as coisas acontecerem’ e ‘no lugar de ´ódio, amor’. Decepcionante.

Ao pensarmos em Clint Eastwood, pensamos em filmes com narrativas bem construídas, histórias impactantes, boas performances e recursos técnicos aprimorados. Mas, infelizmente, não vemos isso em ‘15h17-Trem para Paris’, o ato heroico protagonizado por Anthony Sadler, Alek Skarlatos e Spencer Stone não foi traduzido em uma boa produção, do calibre de Eastwood. Heroísmo pede um filme épico, e esse novo trabalho do diretor quatro vezes vencedor do Oscar ficou devendo.

Avaliação: 2,5/5 poltronas.

 

 

Por: Cesar Augusto Mota

Cineasta argentina Lucrecia Martel vem ao Brasil para o lançamento de ‘Zama’

Cineasta argentina Lucrecia Martel vem ao Brasil para o lançamento de ‘Zama’

A diretora argentina Lucrecia Martel desembarca no Brasil para a divulgação do seu novo trabalho, “ZAMA” que estreia dia 29 de março, terá press day no dia 26 de março com a presença da diretora, do ator Matheus Nachtergaele e da produtora Vania Catania.

Com distribuição da Vitrine Filmes e coprodução de Vania Catani, da Bananeira Filmes, o longa retrata a trajetória de Zama (Daniel Giménez Cacho), um oficial da Coroa Espanhola nascido na América do Sul que aguarda uma carta do Rei autorizando-o a se transferir da cidade em que vive estagnado para um lugar melhor. Para garantir a transferência, Zama se ver forçado a aceitar todas as ordens e tarefas que são passadas por consecutivos governantes ao longo dos anos. Quando percebe que a tal carta não vai chegar, ele decide se unir a um grupo de soldados em busca de um perigoso bandido.

Lucrécia Martel é um dos maiores nomes do cinema contemporâneo, seus filmes anteriores, A Mulher sem Cabeça e A Menina Santa, tiveram estreia mundial no Festival de Cannes, e O Pântano, no Festival de Berlim. ZAMA teve estreia mundial no Festival de Veneza e recentemente foi indicado ao Prêmio Sur 2017, uma das principais premiações argentinas, em 11 categorias, entre elas, melhor filme, melhor diretor, melhor ator e melhor direção de arte – com a brasileira Renata Pinheiro. Coproduzido com o Brasil, o filme já passou pelos Festival do Rio 2017, 41ª Mostra Internacional de Cinema de São Paulo e X Janela Internacional de Cinema, no Recife.

SINOPSE

​Zama, um oficial da Coroa Espanhola nascido na América do Sul, aguarda uma carta do Rei que deverá autorizá-lo a se transferir da cidade em que vive estagnado para um lugar melhor. Sua situação é delicada: ele deve se certificar de que nada ofusque sua realocação e se vê forçado a aceitar submissamente todas as tarefas que lhe são confiadas por consecutivos governadores que vêm e vão enquanto, ele fica para trás. Os anos passam e a carta do Rei nunca chega. Quando Zama percebe que tudo está perdido, se junta a um grupo de soldados que saem a perseguir um perigoso bandido.

SOBRE A DIRETORA

Nascida na Argentina, a cineasta Lucrecia Martel tem colocado seu trabalho na comunidade internacional do cinema. ZAMA (2017) é seu quarto filme após escrever e dirigir A MULHER SEM CABEÇA (La Mujer Sin Cabeza, 2008), A MENINA SANTA (La Niña Santa, 2004) e O PÂNTANO (La Ciénaga, 2001). Os filmes da diretora têm sido aclamados nos mais importantes festivais de cinema: Cannes, Berlim, Veneza, Toronto, New York, Sundance e Rotterdam, entre outros. Uma retrospectiva do seu trabalho tem sido amplamente exibida em festivais de cinema e instituições renomadas como as universidades de Harvard e Berkeley ou no London Tate Museum. Ela tem formado parte em júris oficiais de Berlim, Cannes, Veneza, Sundance e Rotterdam, e já ministrou aulas ao redor do mundo.

SOBRE A BANANEIRA FILMES

Fundada em 2000 pela produtora Vania Catani, a Bananeira Filmes é uma das mais prestigiadas empresas produtoras de cinema no Brasil, onde a característica principal são os filmes de grande rigor artístico. Produziu mais de 20 longas e cinco curtas em 15 anos de existência. Somados, seus filmes já foram exibidos em aproximadamente 400 festivais, em 48 países e receberam mais de 180 prêmios.

Entre eles, destaque para Narradores de Javé, com direção de Eliane Caffé, e A festa da menina morta, de Matheus Nachtergaele, selecionado no Festival de Cannes em 2008; O Palhaço, do diretor Selton Mello, que levou mais de 1,5 milhão de pessoas e foi escolhido para representar o Brasil na disputa por uma vaga no Oscar de melhor filme estrangeiro.

Em 2016, a Bananeira lançou o suspense Mate-me por favor, primeiro longa da diretora carioca Anita Rocha da Silveira, que teve estreia mundial no Festival de Veneza. Em 2017, lançou Deserto, de Guilherme Weber, e O Filme da minha vida, terceira parceria com Selton Mello. Para 2018 estão programadas as estreias de ‘Todos os Paulos do Mundo”, de Rodrigo de Oliveira e Gustavo Ribeiro, uma homenagem aos 80 anos do grande artista Paulo José, e Serial Kelly, de René Guerra, apresentando Gaby Amarantos no papel principal.

Suas coproduções La playa (Colômbia), El Ardor (Argentina) e Jauja (Argentina), tiveram estreia internacional no Festival de Cannes. Zama (Argentina), da argentina Lucrecia Martel estreou em Veneza este ano.

SOBRE A VITRINE FILMES

Em sete anos, a Vitrine Filme distribuiu mais de 100 filmes. Entre seus maiores sucessos estão “Hoje Eu Quero Voltar Sozinho”, que alcançou mais de 200 mil espectadores; “O Som ao Redor”, de Kleber Mendonça Filho, considerado pelo New York Times um dos melhores filmes de 2012; o Americano “Frances Ha”, indicado ao Globo de Ouro em 2014; “Califórina”, filme de estreia de Marina Person, selecionado para o Festival de Tribeca; “Mãe Só Há Uma”, de Anna Muylaert, diretora do premiado “Que Horas Ela Volta?”; “Aquarius”, segundo longa de Kleber Mendonça Filho, que competiu no Festival de Cannes e levou 360 mil espectadores aos cinemas brasileiros; e o documentário “Cinema Novo”, que ganhou o prêmio “Olho de Ouro” também no festival de Cannes. Em 2017, a distribuidora lançou “O Filme da Minha Vida”, terceiro filme como diretor de Selton Mello e que já levou mais de 250 mil pessoas aos cinemas.

 

Galeria

Maratona Oscar: Doentes de Amor/ Luis Fernando Salles

Doentes de Amor é uma comédia romântica produzida por Judd Apatow e Barry Mendel, que conta a história de Kumail Nanjiani, um paquistanês, motorista de Uber e comediante, que durante uma de suas apresentações conhece a estudante de psicologia Emily V. Gordon e começa um relacionamento com ela. Poderia ser uma tranquila história romântica se não fosse pela família de Kumail, que, devido as suas tradições religiosas, o obriga a casar com uma mulher muçulmana.

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Daí em diante, o enredo do longa segue para o clichê que conhecemos da maioria dos filmes românticos. Emily descobre que seu relacionamento nunca daria certo com Kumail devido a suas diferenças culturais, o que causa o afastamento do casal.

O tempo passa e Kumail, que desde que se mudou para os EUA se afastou de seus costumes culturais e não tem coragem de contar a família, toma conhecimento de que Emily adoeceu e foi internada em um hospital em Chicago.

O caso de Emily é sério, ela é induzida ao coma até que os médicos possam descobrir qual enfermidade a assola. A partir desse momento, os dias de Kumail passam ser de presença frequente no hospital, junto com os pais da moça, que vieram de fora da cidade para acompanhar o tratamento da filha.

Um dos destaques do filme está na atuação de Holly Hunter no papel da mãe de Emily. Beth se mostra uma mulher excêntrica e determinada, roubando a cena da história a partir daí. A relação da família com Kumail começa conturbada, porém, com o tempo, a preocupação e amor a Emily os une.

O filme foi indicado ao Oscar de 2018 por melhor roteiro adaptado. Fora isso, é um filme que conta uma história nada original. O lado positivo fica somente com a atuação de Holly Hunter.