Poltrona Vintage: Vale das Bonecas/Tom Machado

Poltrona Vintage: Vale das Bonecas/Tom Machado

O VALE DAS BONECAS, 1967 (Mark Robson)
Anne Welles é uma jovem e esperta colegial que deixa sua pequena cidade para se aventurar na Broadway, onde espera arrumar um bom trabalho e conhecer um homem sofisticado. O caminho é longo, mas tudo acontece muito rápido. Primeiro, ela passa por Manhattan e logo decide rumar para Hollywood. É quando ela irá compartilhar experiências com duas outras jovens: Jennifer North faz o tipo e gênero Marilyn Monroe, que quer ser aceita pelos homens como um ser humano e não como objeto sexual; Neely O’Hara é uma talentosa atriz em início de carreira, mas acusada por uma veterana estrela de usar métodos não convencionais para arrumar seus papéis.
Tinha me esquecido o quanto gosto desse filme até assisti-lo novamente ontem. A forma com que ele aborda temas pesados como vícios em pílulas (dolls, daí o nome), relacionamentos extraconjugais, doenças, suicídio e infelicidade podem parecer características de filmes mas atuais, porém, só poderia ter feito parte dos anos 60 e toda a sua quebra e libertação da Hollywood dos contos de fada.
A história é contada bem rapidamente, mas isso não estraga em nada o enredo (pelo contrário, até gostei disso). Me lembro de ter procurado por esse filme por ter a belíssima Sharon Tate no elenco (sou um grande fã dela, mesmo não tendo sido uma boa atriz), mas confesso que me encantei mesmo com a performance da Patty Duke e a personagem fofa da Barbara Parkins.
Um filme que não é fácil de ser digerido, especialmente pra quem gosta de um drama. “In the valley of the dolls, we sleep!”
Por Tom Machadoc
“Abe”, novo filme do diretor brasileiro Fernando Grostein, terá Noah Schnapp, de “Stranger Things”

“Abe”, novo filme do diretor brasileiro Fernando Grostein, terá Noah Schnapp, de “Stranger Things”

O diretor Fernando Grostein Andrade iniciou as filmagens do seu novo filme “Abe” no Brooklyn, em Nova Iorque. O filme idealizado pelo diretor brasileiro e roteirizado pelos dramaturgos palestinos-americanos Lameece Issaq e Jacob Kader, conta a história de Abe, um garoto de 12 anos, que ama cozinhar e nunca teve um jantar de família sem brigas. O filme já ganhou um perfil no Instagram “@Abe”, para quem quiser acompanhar mais detalhes da produção.

Filho de um casamento misto entre uma mãe judia de origem israelense e um pai de origem muçulmana e palestino, Abe sonha em unir a família cozinhando um jantar tão bom, mas tão bom, que seja capaz de fazer a família parar de brigar ao menos por uma noite.  Ele aprende a cozinhar com Chico Catuaba, chef de cozinha brasileiro, que cozinha acarajé nas feiras gastronômicas multiculturais do Brooklyn.

Entre os nomes já confirmados estão o protagonista Noah Schnapp (“Stranger Things” e “Ponte dos Espiões”), Seu Jorge (“Cidade de Deus” e “A Vida Marinha de Steve Zisso”) e Mark Margolis (“Breaking Bad”, “Scarface” e “Réquiem para um Sonho”) e participações especiais dos atores Gero Camilo, Ildi Silva e Victor Mendes. A direção de fotografia é do fotógrafo italiano Blasco Giurato (“Cinema Paradiso”), com a câmera sendo operada por Renato Falcão (“Era do Gelo” e “Rio”).

Fernando dirigiu os filmes “Coração Vagabundo” (2009); “Quebrando Tabu” (2011), adaptado para inglês na voz do ator Morgan Freeman e que virou o canal de mídia “Quebrando Tabu” com 7,9 milhões de seguidores no Facebook. Recentemente, Fernando dirigiu cinco episódios da premiada Série “Carcereiros”, vencedora do MIPTV2017, em Cannes. Uma coprodução Gullane e Spray Filmes para Grupo Globo.

“Abe” é uma produção da Spray Filmes, da qual Fernando é sócio e da Gullane, responsável por filmes como “Bingo”,  “Como Nossos Pais”, “Que Horas Ela volta”, “O Ano em Que Meus Pais Saíram de Férias” e “Carandiru”. A produtora parceira nos EUA é a F.J.Productions, de Los Angeles.

Poltrona Cabine: Titanic/ Cesar Augusto Mota

Poltrona Cabine: Titanic/ Cesar Augusto Mota

Romântico, trágico, atraente e pulsante. Assim é ‘Titanic’, escrito e dirigido por James Cameron (Avatar), baseado em uma história real e munido de ótimos recursos técnicos e visuais, além de um roteiro primoroso e de atuações memoráveis. Não foi à toa que recebeu as melhores avaliações da crítica especializada e alcançou um lugar de destaque na história do cinema.

Cameron traz como pano de fundo uma bela história de amor entre Jack Dawson (Leonardo Di Caprio), rapaz nômade que embarca na primeira e única viagem do Titanic após conseguir sua passagem na terceira classe em uma mesa de pôquer, e Rose DeWitt Bucater (Kate Winslet), uma jovem aristocrata que tem a chance de salvar o status da família, à beira da falência, casando-se com o milionário Caledon Hockley (Billy Zane). Após o primeiro encontro entre Rose e Jack, nasce uma paixão proibida, que passa a ganhar contornos trágicos após a colisão do navio, moderno para os padrões da época e tido como inafundável, com um iceberg.

A preocupação do cineasta foi a de construir uma narrativa envolvente, fluida e que permitisse ao espectador percorrer por um filme de pouco mais de três horas sem sentir a passagem do tempo. Para isso contou com um ótimo trabalho de montagem, com uma transição do presente para o passado de forma elegante, do que sobrou do navio para o luxuoso transatlântico, destaque para a ótima transição feita por meio do olho de Kate Winslet para o de Gloria Stuart, que interpreta a Rose mais idosa. Esse efeito torna a narrativa cativante, capaz de despertar curiosidade nos espectadores e ansiedade para a sequência de relatos de uma das sobreviventes do naufrágio que vitimou pouco mais da metade das 2200 pessoas que estavam a bordo na noite de 14 de abril de 1912.

Os efeitos especiais, aliados à edição de som deram o tom da produção, possibilitando a imersão do espectador ao ambiente. O estrondoso ruído da colisão do navio com o iceberg, a água subindo rapidamente pelos corredores, as luzes se apagando subitamente, bem como o momento em que o Titanic se parte ao meio e vai aos poucos afundando criam uma atmosfera sufocante e atordoante em quem acompanha e nos personagens. Tudo devidamente planejado e perfeitamente executado, uma autêntica viagem no tempo, relembrando uma das grandes tragédias que ainda mexe com o imaginário das pessoas.

Não só pelos efeitos especiais ‘Titanic’ se destaca, como também por sua direção de arte e figurino. As roupas usadas no início do século XX foram reconstituídas de maneira precisa, com uma perfeita diferenciação entre as classes sociais dos passageiros que embarcaram, além dos objetos de decoração do navio, das louças utilizadas nos jantares e dos adereços usados pelos personagens. Tudo isso combinado com uma bela fotografia, em tons claros e fortes para retratar o brilho e o luxo da embarcação, e tons mais azulados para a melancolia e momentos mais tensos, da colisão até o total naufrágio do navio. Trata-se de um verdadeiro deleite visual, com excelentes contornos, principalmente nos momentos em que o navio transita em dias ensolarados e quando iluminado durante a noite pelo brilho das estrelas. O tom romântico também dá o ar de sua graça durante a história e em momentos precisos, o espectador também se apaixona pelas paisagens e se envolve com a trama de maneira afetiva e lírica, antes dos instantes de terror e apreensão que a narrativa via apresentar mais adiante.

E não poderia deixar de abordar as atuações de Kate Winslet e Leonardo Di Caprio. Não apenas o Titanic é o personagem central, ambos demonstraram ter uma ótima química, importante para que o romance entre seus personagens convencesse o espectador e funcionasse na história, além da transmissão de empatia e carisma de Winslet e de sagacidade e vitalidade de Di Caprio. A inserção do romance entre Jack e Rose na história foi devidamente encaixado, e isso foi determinante para que o espectador não só se prendesse à questão histórica, da tragédia com o Titanic e que envolveu milhares de pessoas, como também se importasse com o casal e torcesse para que ambos saíssem sobreviventes no desfecho, uma ótima sacada de James Cameron. E menção honrosa para duas cenas entre Di Caprio e Winslet, que serão para sempre lembradas, como o primeiro beijo dado pelo casal e a cena em que Jack segura Rose na proa do navio e pede a ela para abrir os braços para ter a sensação de liberdade. Dois momentos épicos!

Não é à toa que Titanic é sinônimo de sucesso, com uma viagem histórica ao famoso transatlântico, aliado a uma perfeita reconstrução e uma história dramática e poderosa, sem dúvida, um dos grandes sucessos e melhores filmes dos últimos tempos.

Avaliação: 5/5 poltronas.

 

 

Por: Cesar Augusto Mota

Poltrona Estreia/ Estreias da Semana

Poltrona Estreia/ Estreias da Semana

2866884.jpg-c_300_300_x-f_jpg-q_x-xxyxxBorg vs McEnroe: Drama do diretor Janus Metz.

Sinopse: Wimbledon, 1980. O verão mais chuvoso em décadas. O mundo está esperando para ver o número 1 dos jogadores de tênis do mundo, Björn Borg, conquistar seu quinto título em Wimbledon. Mas poucos sabem o drama dos bastidores: aos 24 anos, Borg está perto do fim, cansado, desgastado e atormentado pela ansiedade. Enquanto isso, seu rival John McEnroe, de 20 anos, está decidido a tomar o lugar no trono de Wimbledon de seu antigo herói.

Resenha do filme:  https://poltronadecinema.wordpress.com/2017/11/08/poltrona-cabine-esportes-na-poltrona-borg-vs-mcenroe-por-vitor-arouca/

 

downloadGosto se discute: Comédia de André Pellenz.                                Elenco – Cássio Gabus Mendes, Kéfera Buchmann.

Sinopse: O chef de um restaurante estrelado, mas um tanto ultrapassado, vê toda sua clientela ir para um novo “food truck” em frente ao seu estabelecimento. Para piorar, ele é obrigado a aceitar a auditora do banco que quer promover uma verdadeira revolução no restaurante. O nervosismo é tanto que leva o chef a perder o seu paladar. Um novo cardápio parece ser a solução para recuperar o restaurante, mas como criá-lo sem sentir gosto algum?

 

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Uma verdade mais inconveniente: Documentário de Bonni Cohen,Jon Shenk.

Sinopse: Dez anos após “Uma Verdade Inconveniente” ter alertado sobre a necessidade da união entre países para tratar a crise iminente envolvendo o aquecimento global, Al Gore retorna ao tema para mostrar não apenas as consequências práticas da crise climática, mas também os avanços obtidos na obtenção de energia através de fontes limpas.

 

Por: Vitor Arouca

POLTRONA CABINE/ ESPORTES NA POLTRONA/ BORG vs McENROE/ POR: VITOR AROUCA

POLTRONA CABINE/ ESPORTES NA POLTRONA/ BORG vs McENROE/ POR: VITOR AROUCA

2866884.jpg-c_300_300_x-f_jpg-q_x-xxyxxO sueco Borg conquistou quatro vezes seguidas o Torneio de Wimbledon e em 1980 iniciou a sua caminhada para vencer o quinto título consecutivo, mas durante o campeonato diversos problemas passaram pela cabeça do tenista.

Borg foi expulso de uma equipe de tênis quando adolescente por reagir agressivamente contra as marcações dos juízes e também nas suas derrotas, porém o seu estilo de jogo chamou a atenção do, Lennart Bergelin que treinava os jovens da seleção sueca.

Durante toda carreira de Borg, Bergelin foi o seu treinador. Duas brigas abalaram o relacionamento do técnico e jogador. A primeira foi no início dos treinamentos do jovem e a segunda foi no meio do campeonato de Wimbledon no ano de 1980.  A última teve uma pequena separação até o dia da grande final da competição. Durante a grande fase do tenista sueco, ele ficou conhecido por ser simpático e tranquilo dentro da quadra e fora, méritos do seu treinador que acalmou a fera.

Com ao tetracampeonato em Wimbledon, Borg se tornou o número 1 do mundo e a imprensa colocou uma pressão absurda no jogador para ele quebrar o recorde de conquistas consecutivas no gramado sagrado de Wimbledon. O seu maior adversário além do seu psicológico, seria o norte-americano, McEnroe, odiado pelos torcedores e pela imprensa devido ao seu compartamento muito agressivo dentro da quadra com os juízes e com os apaixonados pelo esporte.

O sueco e o norte-americano se encontraram na grande final do torneio de Wimbledon e depois de uma virada heroica, Borg se tornou pentacampeão e viu em McEnroe o começo de sua carreira. Borg pensou em desistir do torneio devido a pressão da imprensa, ele não aguentava mais o chamado duelo do “bom rapaz (Borg) vs o revoltado e sem juízo (McEnroe)”.

Depois do torneio os jogadores se encontraram por acaso no aeroporto e começaram a conversar. Este momento foi só para os jogadores terem a certeza de suas semelhanças e a partir deste dia se tornaram melhores amigos.

Um excelente filme que retrata o jeito pessoal dos dois atletas e a partida emblemática e a grande fina de Wimbledon em 1980.

5/5